KAOS Swimwear – “Simple is Better”

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A KAOS surgiu, em Julho de 2014, pela mão de Marta Sequeira, com o objectivo de preencher uma falha no mercado de swimwear em Portugal, ou seja, fatos-de-banho com preços acessíveis, em pouca quantidade, originais, com qualidade de manufactura e recomendados para vários tipos de corpos e idades.

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A marca aposta no conforto e na elegância e pretende atingir níveis internacionais.  A KAOS procura evidenciar a silhueta de modo a que qualquer cliente se sinta uma estampa e ao mesmo tempo graciosa com o que está a vestir, sendo esta linha multifacetada pois a maioria dos modelos podem ser usados de variadas maneiras.

Os fatos-de-banhos ainda são confeccionados por tradicionais costureiras, mas é intenção da marca industrializar a produção de forma a obter custos de produção inferiores,  visto que um dos grandes objectivos da KAOS são os preços acessíveis.kaos3

Um factor que está presente em todas as peças é qualidade das lycras, conforto, grande resistência, bons acabamentos e que nunca sejam transparentes.

A coleção da KAOS, este ano, é inspirada nas praias portuguesas de Norte a Sul, pela sua beleza, singularidade e exclusividade tal e qual como a KAOS. A linha de 2015 é abusa de cores básicas que combinadas se tornam contagiantes… “Simple is Better”. A colecção está disponível apenas através da página da marca no Facebook.

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Este ano as modelos da colecção foram Rita Albuquerque, Beatriz Moniz Ramos e Madalena Ayres e o catálogo foi produzido em parceria com a Fairy Tail e a Dida Photograghy.

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Marta Sequeira, nascida em Lisboa, em 1994, estudante de Ergonomia na Faculdade de Motricidade Humana é o rosto e criadora da KAOS. Apesar de não estar ligada à área sempre gostou de desenhar e a praia é a sua perdição, por isso foi só juntar o útil ao agradável. De momento, a responsável está sozinha neste projecto, mas pretende criar sociedade com alguém criativo, jovem e empenhado, para que a KAOS evolua o que merece.

Fotos: DR

 

 

Josefinas lançou edição especial para ajudar a organização de mulheres Women for Women International

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Marca portuguesa Josefinas lançou uma edição especial de dois pares de sabrinas, vendidos em conjunto, para ajudar a organização de mulheres Women for Women International.

A marca nacional Josefinas associou-se à Women for Women International (WFWI), uma organização global que transforma a vida de mulheres oriundas de países em guerra e conflito iminente, que se encontram em situação de risco. Os lucros da marca revertem para ajudar uma destas mulheres. Além de protecção, a WFWI garante-lhes os meios necessários para começarem um pequeno negócio ou aprenderem um novo ofício, para se poderem tornar independentes.  Esta ajuda inclui também apoio na alimentação e medicamentos, educação para os filhos, apoio financeiro e emocional, e consciência dos direitos.

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“Acreditamos no Women Empowerment”, destaca Filipa Júlio, criadora das Josefinas, num comunicado enviado às redacções. Filipa apoia e admira a intervenção da WFWI, dado que é uma organização de mulheres, feita por mulheres, que apoia tantas outras, como sugere o mesmo comunicado. Acrescenta ainda: “Acredito num mundo com mulheres proactivas, solidárias e que façam a diferença”.

As “Josefinas Women for Women”, lançadas, contemplam “dois pares de Josefinas iguais, de pontas cravadas com cristais. Quando ambos os pares se unem, frente a frente, os cristais dão origem a um círculo perfeito, símbolo do universo da amizade no feminino”, explica a criadora da marca.

Foi em 2012 que Filipa Júlio concretizou o seu sonho: “criar um calçado prático, elegante, que honrasse o [seu] passado de bailarina e o futuro de mulher moderna portuguesa”. Mas para Filipa não poderiam ser umas sabrinas quaisquer, “teriam de ter personalidade, representar o que de bom fazem as mãos dos artesãos [de Portugal] e, acima de tudo, dar a uma mulher a elegância e confiança que uns sapatos podem trazer à sua vida.” Inspirou-se no nome da avó para baptizar a marca com o nome “Josefinas”.

Filipa Júlio deixa como desejo a todas as donas de umas ou mais Josefinas: “Espero que estas sabrinas inspirem o caminho de muitas outras mulheres, directamente para a concretização dos seus sonhos, tal como me inspiraram a mim!”

No último ano, a marca portuguesa já ajudou três mulheres do Ruanda em situação de risco – e as histórias de Providence Uwamariya, Emilienne Muragijimana e Devothe Niyigena são possíveis de conhecer no site da marca.

 

Por cada dez edições de sabrinas vendidas, a marca ajuda uma mulher, durante um ano. Mas também é possível ajudar através das redes sociais: por cada 20 mil partilhas da página, a Josefinas ajuda outra mulher.

 

Fontes: Público, Notícias ao minuto, Josefinas.pt

Próxima secretária-geral da União Astronómica Internacional será a Portuguesa e Professora Catedrática, Teresa Lago

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A Professora catedrática da Universidade do Porto, foi nomeada eleita para o cargo de secretária-geral da União Internacional de Astronomia (IAU), para um mandato de três anos, de 2018 a 2021. A sua eleição decorreu durante a última assembleia-geral desta organização mundial que ocorreu no dia 15 de Agosto no Hawai, Estados Unidos, tal como noticiado pelo Público e pelo site da IAU. A Professora Teresa Lago terá a companhia da holandesa, Ewine van Dishoeck que assumirá o cargo de Presidente, sucedendo assim à mexicana Silvia Torres-Peimbert e ao italiano Piero Benvenuti no conselho desta Organização.

Desta reunião surgiu uma outra novidade para Portugal. Assinaram-se acordos para a criação de cinco novos centros de educação para a astronomia, sendo que um deles ficará em Portugal e dedicar-se-á à divulgação científica na área da astronomia na língua portuguesa, em todos os países lusófonos. O futuro Centro da Língua Portuguesa será acolhido pelo Núcleo Interactivo de Astronomia (Nuclio), em colaboração com o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

A IAU foi fundada em 1919 e a sua missão é a de promover e salvaguardar a Astronomia como Ciência através da cooperação internacional. É composta por um grande conjunto de investigadores (11 265, mais especificamente,), na sua maioria doutorados, que desempenham um papel activo na investigação e na educação da Astronomia um pouco por todo o Mundo (96 países representados). A principal actividade da IAU prende-se com a organização de conferências científicas, patrocinando 9 conferências internacionais por ano. Para além desta nobre actividade, a IAU é também responsável pela definição das constantes fundamentais, da nomenclatura e desempenha um papel de consultoria na instalação de grandes projectos internacionais na área da Astronomia. Adicionalmente, é a IAU que certifica e reconhece o nome dos corpos celestiais, como os planetas, estrelas, cometas, etc..

Em entrevista ao jornal Público, a Professora Teresa Lago reagiu dizendo “Fiquei contente e surpreendida também” (…) “Não há muitas mulheres que tenham ocupado este lugar. Que me lembre, houve apenas uma secretária-geral, Jacqueline Bergeron. Sendo nós de um país muito pequeno e sendo este um convite pessoal, fiquei satisfeita.”

A Professora, M. Teresa V. T. Lago é Professora Catedrática (Astronomia) da Universidade do Porto, Faculdade de Ciências. Licenciou-se na Universidade do Porto (1971), obteve o “Master of Science” (1975) e o Ph.D (1979) em Astronomia na Universidade de Sussex (U.K.). Foi responsável pela criação na Universidade do Porto de: Licenciatura em Astronomia (1983) e pelo European Interuniversity Masters Degree (1994-1998) que envolveu seis universidades europeias, Programa Doutoral em Astronomia (2003-2010). Fundou o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP)(1988) que dirigiu durante 18 anos. Elaborou a proposta de criação do Planetário do Porto/CAUP (1996), uma parceria entre a Universidade do Porto, a Câmara Municipal do Porto e o Ministério da Ciência e Tecnologia. Coordenou o Conselho Científico Nacional das “Ciências da Terra e do Espaço” (FCT) (2004-05). É “Associate” da Royal Astronomical Society (1990). Sendo que também já desempenhou funções administrativas fora do campo da Astronomia, como quando foi Presidente da Sociedade “Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura”.

Foto: Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

João Pinto Coelho em entrevista

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João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitetura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque e dos cenários que evoca neste romance. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto. No mesmo período, concebeu e implementou o projeto Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich, que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polónia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas intervenções públicas, uma das quais, como orador, na conferência internacional Portugal e o Holocausto, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2012. Perguntem a Sarah Gross é o seu primeiro romance e finalista do prémio LeYa em 2014.

Escrever foi uma necessidade que foi crescendo dentro de ti ou uma consequência natural do teu percurso?

As duas coisas, se bem que a vontade de passar uma ideia para o papel seja muito mais tardia do que a a minha relação com a leitura. E é essa relação que delineia o percurso que me fez autor. Poderia dizer que comecei a escrever este romance a partir do momento em que li o meu primeiro livro. Sempre tive a tendência para idealizar alternativas para as histórias que lia, projetar os enredos dos livros que me passavam pelas mãos para outros contextos, soluções diferentes. A leitura é um ato criativo, a verdade é essa, e por isso digo que o livro que escrevi tem todas as páginas que li.

Auschwitz é local central no teu livro. Queres falar-nos um pouco da tua experiência enquanto investigador sobre o Holocausto?

Dividiria essa experiência por dois períodos distintos. Uma primeira fase inclui tudo o que li – que foi muito – sobre o Holocausto entre o final da adolescência até ao ano de 2009. A partir daí a aproximação tornou-se muito mais aprofundada, quer por causa das ações do Conselho da Europa em que participei e que me colocaram dias a fio a trabalhar em Auschwitz com alguns dos mais proeminentes investigadores internacionais sobre o Holocausto, quer pelo trabalho de investigação a que me obrigou a escrita do romance. Foram 3 anos de pesquisa intensa, o regresso à Polónia para recolher mais materiais. Foi um caminho tortuoso, há muita informação sobre Auschwitz-campo, mas contam-se pelos dedos de uma mão os livros que nos falam de Auschwitz-cidade.

Sentiste em algum ponto que a realidade e ficção se misturavam? O que pode o leitor esperar de uma história que retracta um período tão negro da história?

Isso foi permanente, sobretudo quando a narrativa se situava na Polónia. Houve uma preocupação quase obsessiva de envolver a ficção em matéria comprovada. Isso é especialmente importante quando se aborda um tema com implicações tão sensíveis como o Holocausto. Mas, além dessas questões maiores, a preocupação estendeu-se aos pormenores, coisas como o nome de uma rua tal como era conhecida na altura, a descrição de um hotel em Cracóvia ou de um terminal de comboios em Nova Iorque.

A reacção do público surpreendeu-te? Queres contar algum episódio em particular?

É preciso ver que esta foi a minha primeira aproximação à escrita. A minha relação com a literatura tem 40 anos, mas exclusivamente enquanto leitor. Só parti para esta experiência porque a dada altura achei que tinha uma história verdadeiramente boa para ser contada, um enredo que valia o risco de lhe dedicar 3 ou 4 anos da minha vida para produzir um romance. A questão era saber se a história que existia à priori se mantinha boa uma vez escrito o livro. Quando o terminei convenci-me de que sim. E por isso tenho de te dizer que não me surpreende o interesse que o livro tem suscitado. Já da crítica não posso dizer o mesmo, não posso dizer que esperava as cinco estrelas com que o Público e o Expresso avaliaram o romance. Lá está, olha-se frequentemente para a crítica literária com alguma desconfiança, quando, por vezes, não é nela que está o preconceito.

Sarah Gross foge de um passado e procura enterrá-lo. Sentes que quem sobreviveu ao Holocausto teve o mesmo comportamento?

Não me parece que existam modelos comportamentais. Ao longo dos últimos anos, encontrei antigos prisioneiros que contam histórias muito diferentes sobre as suas vidas depois de Auschwitz. A verdade é que para eles não existe um “depois de Auschwitz”. Como eu digo no livro: “só se sobrevive a Auschwitz no dia em que se morre”. Esse será possivelmente o único traço comum no que lhes resta viver. Uma das personagens mais fascinantes que conheci pessoalmente chamava-se Kazimiersz Smoleń, um polaco que foi preso pela Gestapo e enviado para Auschwitz, onde lutou por sobreviver durante cinco anos. Passado pouco tempo após a libertação, voltou a Auschwitz, dirigiu o Museu, passou a viver naquele lugar e dedicou os muitos anos que lhe restavam a revisitar o passado. Foi um dos sobreviventes mais ativos na divulgação da história do campo, quer junto dos inúmeros grupos que visitavam o campo, quer como consultor – por exemplo, colaborou com o Laurence Rees, quer no livro, quer no documentário da BBC “Auschwitz: The Nazis and ‘The Final Solution”. Só saiu de Auschwitz no dia em que morreu. Tinha noventa e um anos, foi pouco tempo depois de se ter encontrado comigo, e – que coincidência excecional – partiu no dia 27 de janeiro, data em que se comemora a libertação do campo. Seja lá por que razão for, aí está o exemplo de quem se alimenta de um passado tenebroso para lhe sobreviver.

É importante não fechar as portas do passado. Sentes, de alguma forma, que escrever foi também uma forma de participares na memória colectiva de um acontecimento tão presente e doloroso?

Há uns anos recebi um e-mail surpreendente. Foi-me enviado por um senhor chamado Elie Wiesel, um judeu romeno, um homem absolutamente notável que sobreviveu a Auschwitz e a Buchenwald e que foi galardoado com o prémio Nobel da Paz em 1986. Nessa mensagem, entre outras considerações mais pessoais, ele escreveu: aquele que ouve uma testemunha, torna-se uma testemunha por sua vez. Não escrevi com outro objetivo que não fosse contar a história que me ocorreu a dada altura, mas sempre soube que colocar a ação nessa arena de perversidade que foi Auschwitz seria inevitavelmente um prolongamento das vozes que vinha encontrando ao longo dos últimos anos, as vozes dos que testemunharam com os próprios olhos o desastre da Shoah. E isso, enquanto autor, comprometia-me com o rigor e com a sensatez. É o princípio mais elementar para quem fala de Auschwitz.

Como se deu o contacto da televisão? Queres contar como foi a reportagem para a SIC?

Salvo raras exceções, os contactos preliminares com a imprensa são sempre feitos através da editora. Foi assim que aconteceu desta vez. Fui desafiado para ir com uma equipa da SIC e do jornal Público à Polónia. A ideia era fazer reportagens em Auschwitz e Cracóvia em torno do romance. Produziu-se material de grande qualidade, e isso só foi possível graças à imensa qualidade dos jornalistas que viajaram comigo.

Resumidamente, queres desvendar um pouco da história? Que sensações pensas estar a passar ao leitor(a)?

A narrativa divide-se ao longo do romance em dois contextos diferentes: nos finais dos anos 1960, em St. Oswald’s, um colégio elitista situado em Shelton, que é uma pequena cidade do Connecticut, na costa leste dos Estados Unidos, e, no período entre as duas guerras mundiais, em Oswiécim, na Polónia, a cidade que os alemães rebatizaram como Auschwitz em 1939. A ação abrange também os anos de ocupação pela Alemanha nazi. Como qualquer romance, este também conta histórias diversas, neste caso as histórias de duas mulheres, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura Americana, e Sarah Gross, a diretora de St. Oswald’s, uma judia polaca nascida em Chicago. Pela história pessoal de Sarah, o romance descobre a cidade que acolheu o campo de concentração e extermínio, mostrando ao leitor como um lugar feliz se transforma num símbolo da iniquidade, no inferno de Auschwitz. De resto, sei bem que não há abordagens epidérmicas quando nos aproximamos do Holocausto. O leitor é confrontado com o que de mais abominável o ser humano é capaz de produzir e isso é brutal. Muitas pessoas me disseram que tiveram de pousar o livro para assimilar certas coisas, mas, lá está, tudo aquilo aconteceu. Não há interpretações nem hipérboles, há descrições; cada qual lidará com elas à sua maneira.

Vês-te a escrever novo romance num futuro próximo? Ou Sarah Gross foi personagem única criada por ti?

Quero acreditar que a fonte não esgotou, ainda é cedo para isso. De qualquer maneira, só me inicio na escrita de um novo livro se idealizar uma história que me apeteça muito ler e que ainda não tenha sido escrita. Tal como aconteceu com Perguntem a Sarah Gross.

 

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Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou. Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História.

Perguntem a Sarah Gross
João Pinto Coelho
Publicado em 04-2015
Dom Quixote

Fotos: DR

 

Fundo Escolar BIO Somos Todos premeia pequenos heróis

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Depois de ganhar o duplo prémio internacional Terre de Femmes no passado mês de abril, a bióloga Milene Matos, da Universidade de Aveiro, reforça a intenção de devolver ao público, na forma de oportunidades educativas, o prémio que resultou da votação pública. Após o encerramento das candidaturas a uma bolsa de mestrado, em parceria com a Universidade de Aveiro, a bióloga anuncia agora a criação do Fundo Escolar BIO Somos Todos.

Este Fundo visa contribuir para a promoção da consciência ambiental e social em crianças portuguesas até aos 14 anos. Consiste num subsídio de regresso às aulas no valor de 200€ para crianças do 1º ciclo e 250€ para crianças do 2º ciclo, de modo a aliviar o regresso às aulas que infelizmente muitas famílias enfrentam com dificuldades.

Até 13 de setembro, as crianças terão de apresentar um projeto a desenvolver ao longo do ano letivo, que ajude o ambiente ou a sua comunidade, e o subsídio será entregue à(s) proposta(s) mais original(is). O júri é constituído pelo Prof. Doutor Amadeu Soares, diretor do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, pela bióloga Milene Matos e por Nelson Matos, responsável do Departamento Planeamento e Gestão Florestal e Ambiental da Fundação Mata do Buçaco.

Portanto se conhece uma criança dinâmica, solidária e empreendedora, incentive-a a apresentar um projeto. Desde plantar flores, apanhar lixo, poupar água ou distribuir livros, todas as ideias contam!

O regulamento está disponível em http://tinyurl.com/fundoBIO e as candidaturas apresentam-se no formulário disponível em http://tinyurl.com/formulario-FundoBIO. Mais informações poderão ser obtidas pelo email biosomostodos@gmail.com.

 

Foto: DR

Embaixatriz dos EUA na shortlist dos prémios European Diversity Awards

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A embaixatriz dos Estados Unidos em Portugal, Kim Sherrie Sawyer, está nomeada para a categoria Campeão da Diversidade do Ano, pelos seus esforços com a iniciativa Connect to Success. Os prémios serão atribuídos no dia 30 de Setembro, em Londres, no Natural History Museum.

Kim Sawyer, coordenadora do projecto Connect to Success, concebido para apoiar empreendedoras que sejam gestoras e detentoras de pelo menos 50 por cento dos seus negócios, está na shortlist dos prémios European Diversity Awards (EDA). O galardão é responsável por “reconhecer o trabalho notável de indivíduos que têm defendido a igualdade, diversidade e inclusão nas suas organizações”.

Os EDA reconhecem a inovação, excelência, criatividade e compromisso com a igualdade, diversidade e inclusão por parte de organizações e indivíduos. Os prémios distinguem a excelência nas áreas do género, eficiência, orientação sexual, idade, raça, cultura e religião em toda a Europa. O trabalho dos EDA está vocacionado para o reconhecimento de todos os aspectos da diversidade em toda a Europa, bem como celebrar o melhor que se faz tanto a nível corporativo como em campanhas que promovam a diferença. As categorias são muitas e várias delas são apoiadas por grandes marcas como a Unilever, a Ambercrombie & Fitch, e o Barclays, que apadrinham os prémios Herói do Ano, Campanha de Marketing do Ano, e Activista do Ano, respectivamente. No fundo, poderíamos equiparar os prémios aos “Óscares da Diversidade”.

Connect to Success é um programa da embaixada dos Estados Unidos que nasceu em Julho de 2014, pelas mãos da embaixatriz norte americana, Kim Sawyer. O projecto tem como objectivo apoiar o crescimento das empresas pertencentes a mulheres, em Portugal. A iniciativa é composta de tutoria empresarial, consultoria MBA em tempo real, descontos em serviços profissionais e workshops orientados para os negócios.

O programa de orientação corporativa visa fornecer às empresárias informações valiosas para acelerar o potencial de crescimento das suas empresas. O programa fará ligação entre as empresárias e uma equipa de mentores corporativos, composta por executivos com um skill set variado. Através de um programa de um ano, que normalmente implica duas horas de orientação mensais, as mulheres portuguesas aumentarão o seu potencial de crescimento económico, ao mesmo tempo que ampliam o seu insight estratégico e de bases de negócios.

O programa de consultoria convida estudantes de MBA e de mestrado a envolver-se com a iniciativa, oferecendo simultaneamente às empresárias a oportunidade de enfrentarem os desafios nos seus negócios com o auxílio destes jovens, ao longo de um semestre.

A Connect to Success oferece também descontos em serviços profissionais, tais como contabilidade, consultoria jurídica e empresarial. Os descontos destinam-se a ajudar as empresárias a ganhar acesso a serviços profissionais necessários, que de outra forma seriam financeiramente inatingíveis.

As oficinas práticas incidem no desenvolvimento das habilidades comerciais tangíveis, necessárias para as empreendedoras maximizarem o seu potencial de crescimento. As matérias serão variadas e incluem temas como marketing e social media, inteligência competitiva, contabilidade básica e gestão operacional.

 

Foto: Embaixada dos EUA em Lisboa

As Belinhas – Empreendedorismo junta mãe e filha

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As Belinhas é uma marca (registada) Portuguesa de produtos feitos em folha de palma e totalmente personalizados à mão com artigos bastante típicos do nosso país. Este é um projecto que nasceu há cerca de 8 meses, em Lisboa, pela mão de duas pessoas inseparáveis, mãe e filha. Desde então, têm andado por todo o país e até mesmo pelo Mundo (Inglaterra, Luxemburgo, Suiça, Dubai, Canadá…).

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O principal negócio são as as cestas de palhinha bem como, as clutchs. Todas elas personalizadas com rendas totalmente portuguesas e/ou crochet todo ele feito à mão. Os artigos diferem-se de todos os outros da mesma gama pois, não há nenhuma igual à outra desde o seu forro interior bem como, ao amor com que são feitas. Como não gostam de tintas nem de colas, tudo é cosido à mão com linhas portuguesas para que, os artigos tenham uma maior durabilidade.

Entre os artigos têm também chapéus e malas, e mais recentemente uma linha para criança. Poucos meses passaram e têm vindo a conquistar o sexo feminino. Neste momento, apenas vendem online e a maior parte dos pedidos são feitos por encomenda, pois a cliente quer escolher o tamanho da cesta, as alças, as rendas…para que, tudo fique como idealizou!

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Este projecto nasceu de uma brincadeira e tem vindo a tornar-se algo mais sério.  A mãe dedica-se a tempo inteiro às Belinhas, a filha é gestora numa plataforma electrónica de contratação. Difícil conciliar as vidas e o a trabalhos? Sim! Mas quando se recebem sorrisos em troca tudo vale a pena!

O projecto tem dado nas vistas e até já marcou presença no programa Grande Tarde da SIC.

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AS CRIADORAS

Isabel Almeida – Nasceu em 1964, em Luanda. Desde sempre que teve a paixão de fazer as suas próprias roupas e os seus próprios acessórios. Desde imaginar os seus próprios modelos e depois passá-los para a realidade é um instante. A criatividade não falta a Isabel mas, acima de tudo aprecia produtos de qualidade e de muito bom gosto. Criadora e produtora dos artigos As Belinhas.
Joana Almeida – Nasceu em 1991, em Lisboa. Licenciada em Gestão e Engenharia Industrial, trabalha numa empresa de sistemas de informação mas, sempre teve uma paixão por moda, essencialmente por malas. Abraçou o projeto d’As Belinhhas como forma também, de desenvolver o conhecimento a nível da gestão e das vendas. Além de responsável de vendas e marketing d’As Belinhas, também é a fotógrafa da marca.
Fotos: DR

Beatriz Moniz Ramos – Da Madeira para o Mundo

 

BIA1_FinalBeatriz Moniz Ramos é madeirense, mas aos 20 anos é já uma cidadã do mundo. Viaja desde criança e já estudou dança em Londres e Nova Iorque. Frequenta a Licenciatura em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, Cidade onde viveu os últimos 2 anos. Mas além dos estudos deu a cara por várias marcas nacionais, integra um projecto inédito também na área da moda e … seguem-se seis meses no Brasil.

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Quando quero muito uma coisa, luto ate ao fim. E quando consigo, faço o meu melhor.

Passaste os últimos dois anos em Lisboa e entraste no mundo da moda de uma forma meteórica. Como se desenrolou este processo?

É verdade, o mundo da moda apesar de competitivo sempre foi um fascínio para mim. Desde pequenina que sempre gostei de tudo o que tinha a ver com moda, sobretudo fotografia. Na madeira, com 14 /15 anos fui convidada a entrar numa agência de modelos e desde ai que realizei algumas campanhas, como uns mupis para a Brisa Maracujá e para cerveja Coral,  uma publicidade televisiva para uma compota de banana, etc… Quando vim para Lisboa fui convidada para integrar a Next Models e desde ai que tenho evoluído imenso a nível fotográfico.

O desporto é uma grande paixão. Já praticaste várias modalidades e inclusive foste campeã regional numa delas. Quais foram e o que te levou ao abandono?

Sou uma pessoa muito ligada ao desporto, desde muito nova que pratico desporto. E é impensável para mim não praticar desporto. Não consigo estar parada. Já pratiquei varias modalidades como andebol, basquetebol, natação e ténis, mas sem dúvida que a minha paixão sempre foi  a ginástica rítmica. Pratiquei 6 anos esta modalidade, da qual fui campeã regional 3 anos consecutivos. Só parei por força de uma lesão  no joelho esquerdo. Foi com grande tristeza que abandonei duas das coisas que mais adorava fazer na vida, ginástica e dança. Depois disto tudo, só me é permitido o ginásio e exercícios mais localizados para o joelho.

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Aos 15 anos já estudavas inglês e dança em Londres. Sempre foste decidida e autónoma?  Como  reagia a família? apoiava?

É verdade. Semre fui assim, sempre sonhei muito alto e quando cheguei aos meus 14/15 anos comecei a lutar pelos meus sonhos e por aquilo de que mais gostava. A minha família sempre me apoiou, eles já me conheciam e sabiam que não me ia calar enquanto não conseguisse realizar essa (pequena) parte de um sonho. Quando quero muito uma coisa, luto ate ao fim. E quando consigo, faço o meu melhor.

Um ano depois foi dança em Nova Iorque. Como foi dançar numa conceituada escola da Big Apple?

Passado um ano decidi alargar os meus horizontes, atravessar o oceano e frequentar  uma das escolas mais conceituadas de dança , em Manhattan. Depois da experiência em Londres, de conhecer novas culturas, novas pessoas e um mundo diferente daquilo a que estava habituada, não podia parar. Escolhi Nova Iorque para o passo seguinte. Uma cidade com uma beleza inexplicável  e um mundo que não pára um único segundo. Adorei, foi das melhores experiências da minha vida. A escola era óptima , todos os meus professores de dança já tinham participado em videoclips de grandes artistas como a katy Perry, beyoncé, etc… E dava-nos oportunidades para tal. Infelizmente foi aqui que o meu problema no joelho se agravou e mal cheguei a Portugal fui operada.

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Tens um projecto que te vai levar pelo mundo. Queres contar ?

Entrei recentemente num projecto que se chama Bikini Bag. Partilho este projecto com uma amiga, Rossana de Brito, que idealizou o mesmo. Basicamente este projecto é uma plataforma onde representamos todas as marcas de bikinis portuguesas (obrigatoriamente produzidos em Portugal). Este primeiro ano, pretendemos percorrer quase todas as praias de Portugal só com bikinis na mala. Quem sabe para o ano já estaremos a representar marcas internacionais. Quando a Rossana me falou neste projecto, não hesitei. De momento, já recebemos várias propostas de aplicações e agências para parcerias Estabelecemos parceria com uma aplicação americana chamada Hotel Tonight, onde em menos de um minuto conseguimos reservar um hotel em qualquer parte do mundo. O nosso site atingiu, em duas semanas,  30 mil visualizações, o que nos dá enorme confiança.

Estiveste também para integrar uma novela. A representação atrai-te? Vais apostar nessa área no Rio de Janeiro?

Sim, estive para entrar numa novela portuguesa, no entanto surgiram alguns problemas e não se concretizou. Posso dizer que despertou um bichinho da representaçáo em mim e quem sabe agora, no Rio de Janeiro, não tente qualquer coisinha.

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O voluntariado é um desejo. O que te motiva ?

É um desejo sim, já tive várias amigas minhas que o fizeram e aconselham vivamente. É uma experiência que marca a nossa vida e eu quero concretizá-la . Quero descobrir os dois lados do mundo. Quero perceber como se vive dos dois lados e contribuir para um mudo melhor.

Qual é o teu segredo para conjugar tantas actividades?

Não tenho segredo, simplesmente sou persistente e quando quero uma coisa luto por ela, muito.

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Mas as aventuras não terminam aqui, O que mais ambicionas fazer?

Neste momento, a minha prioridade é o intercâmbio no Rio de Janeiro e terminar o curso, uma vez que estou no meu último ano. Estou seriamente a pensar concluir a licenciatura no Brasil. Estou ciente que lá terei muitas oportunidades de vida e sobretudo vou crescer imenso.

Existe o homem da tua vida. Aquele que te marcou e que transportas contigo em três tatuagens. Queres partilhar?

O homem da minha vida é único. O meu querido avô (falecido) que me acompanhou toda a vida, que me educou e aturou muita birra minha. Não era uma criança fácil e a minha família dizia que ele era o único que tinha a paciência para me “aturar” (risos). É sem duvida a pessoa mais brilhante, culta e activa que eu já conheci. Tudo o que sei hoje em dia, foi ele que me ensinou. Era meu avô, um segundo pai e o meu padrinho de baptismo. Era o meu melhor amigo. Infelizmente, teve uma doença e passados dois anos faleceu.  Era muito jovem e muito ligado ao desporto (aprendi com ele a minha paixão com o desporto) e a doença matou-lhe por completo os músculos. Foram os piores dois anos da minha vida, vê-lo sofrer daquela maneira. Mas por mais incrível que pareça , ele nunca mostrou à família que estava triste ou mal com a doença. Ele era demasiado forte e era isso que queria transmitir à família toda.

Fiz três tatuagens em sua homenagem. Uma delas tem o seu nome tatuado “MONIZ” e outra a nossa data de nascimento. Sim, porque nós fazíamos anos no mesmo dia. Éramos um só. E nunca me vou esquecer do que ele me ensinou. É sem duvida a pessoa mais importante para mim.

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Fotos: DR

Bodyboard – Entrevista a Carolina Esteves

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Carolina Esteves, 15 anos, é uma promessa do Bodyboard nacional. Compete desde 2012, ano que considera apenas de adaptação.

Em 2013, evoluiu de forma significativa e conquista o 2º lugar, em Carcavelos, na última etapa do Circuito Nacional Bodyboard Esperanças (CNBBE). Desde então, tem-se consagrado vencedora, sendo, em 2014, duas vezes vice-campeã de Portugal (Nacional e da Taça de Portugal) e atingindo o pódio em 5 das 6 etapas do CNBBE.

Este ano, já venceu 2 etapas do CNBBE (Ericeira e Viana do Castelo) e conquistou o 3º Lugar na Taça de Portugal 2015.

Atualmente integra a equipa da Seleção Nacional e desenvolve, em conjunto com a ABFM- Associação de Bodyboard Foz do Mondego, vários projetos de voluntariado tais como, o Surf Adaptado, o SurfSalva e limpeza da praia.

A atleta da categoria de Sub-18 conta com o apoio da DODO CORK BOARDS.

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O que representa o Bodyboard na tua vida?

– Desde sempre que vejo o bodyboard como um refúgio, um escape aos pequenos problemas do dia-a-dia, é sempre a primeira coisa em que penso quando algo não corre como espero, surfar é como lavar a alma, há momentos em que, para mim, chega a ser terapêutico, é a minha rotina, já não me imagino a ficar muito tempo sem surfar.

O que mais te fascinou neste desporto?

– Sempre quis praticar um desporto de água, comecei por me interessar pelo surf mas logo percebi que o bodyboard é um desporto com manobras mais radicais e para mim, envolve mais adrenalina.

Para além do Bodyboard, praticaste/praticas mais algum desporto?

– Desde pequenina que pratico desporto, comecei com o Judo e depois com o basquetebol e a ginástica artística, contudo quando descobri o bodyboard acabei por abandonar ambos. Atualmente, com a ajuda do meu treinador, Nuno Trovão, tento sempre conjugar os treinos de bodyboard com os de natação e pilates.

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Em 2012, afirmas ter sido um ano de adaptação. Como foi entrar em competição pela primeira vez?

– Quando competi pela primeira vez tinha apenas doze anos, acho que foi por isso que levei a competição de uma forma mais relaxada, fui numa de me divertir, dar o meu melhor e sem pressão.

E quando ganhaste a primeira etapa do Circuito, qual foi a sensação?

– Ganhar a minha primeira etapa num nacional foi fantástico, para além de ser um resultado que já procurava à muito, estava em casa com todos os meus amigos e família, foi uma vitória muito comemorada, acho que foi por isso que foi tão especial!

Do ano 2013 para 2014 conseguiste grandes progressos a nível competitivo. O que achas que mais te influenciou?

– Apesar do bodyboard ser um desporto onde competimos individualmente, os treinos são quase sempre em equipa, penso que o facto de ter grandes atletas perto de mim ajudou-me a perceber como tudo funciona e levou-me a querer cada vez mais.

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Qual é a tua manobra preferida?

– Apesar de achar que cada manobra tem o seu potencial, considero o invertido aéreo (quando bem executado) uma manobra esteticamente mais perfeita e é, por isso, a minha preferida.

Quais são as tuas principais referências a nível nacional e internacional?

– Tenho a sorte de poder surfar frequentemente com grandes referências como o Luís Pereira (Porkito), o Miguel Adão e o Bernardo Jerónimo (Xouriço) que me dão imensa “pica” para evoluir. “Lá fora” sigo sobretudo as passadas da Isabela Sousa e da Alexandra Rinder, já para não falar das portuguesas Joana Schenker e Catarina Sousa, dois grandes exemplos.

Neste último ano, realizaste grandes conquistas! Como o resumes?

– Foi um ano emocionante que apesar de todas as minhas conquistas não consegui fechar da maneira que sonhava, foi sobretudo um ano de aprendizagem que acredito ser a chave para todas as alegrias deste ano.

Quais são os teus projetos para o futuro?

– No futuro, sonho em representar Portugal na seleção nacional, como qualquer atleta, bem como liderar o circuito que estou atualmente a correr e como o bodyboard não é só competição, estou já a pensar qual o lugar do mundo que vou escolher para a minha próxima viagem, surfar ondas diferentes é sempre bastante importante para evoluir!

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Fotos: DR

José Neves é o português de Excelência do momento

JN

O CEO da Farfetch foi recentemente destacado pelo Financial Times, integrando a lista dos 50 melhores empreendedores europeus. Foi ainda galardoado com o Prémio Diáspora pela COTEC em Junho deste ano. O Diário Económico considerou-o na “selecção nacional de talentos” para a sua reportagem d’O Melhor de Portugal. José Neves está nas bocas do mundo como o incrivelmente bem-sucedido empreendedor português.

O CEO da Farfetch foi recentemente distinguido pela COTEC  e pelo jornal financeiro britânico Financial Times.  José Neves é um dos portugueses mais badalados no mundo do empreendedorismo. É compreensível, hoje a Farfetch está avaliada acima de mil milhões de euros  e faz parte do ‘The Billion Dollar Startup Club’ do Wall Street Journal.

Contudo, a start-up unicórnio não tenciona descansar nos louros. Este ano, José Neves prevê facturar mais de 600 milhões de dólares, “Estamos a crescer muito mais do que previsto”, conta o CEO ao Diário Económico. A nível europeu, a start-up é igualmente bem-sucedida, “há mais de cinco anos que a empresa é lucrativa na Europa”, adianta José Neves àquele jornal. A nível global, recorde-se que a Farfetch se encontra presente em praticamente todo o mundo, e depara-se com “uma fase de investimento muito forte”, diz ainda o empresário ao jornal financeiro.

A empresa que foi constituída em 2007, e que arrecadou um investimento de 176 milhões de euros de capitais de risco internacionais vocacionados para a expansão do negócio, foi fiel às origens e àqueles que considera de sua confiança. O empreendedor conta com a participação dos antigos sócios Cipriano Sousa e Gracinda Linhares, que conhece desde os tempos de faculdade e que hoje colaboram consigo na Farfetch.

Além dos sócios originais, José Neves mostra-se atento no que toca à logística da sua empresa e onde investe no seu capital humano e tecnológico. “Tudo o que puder ser feito em Portugal, nós fazemos em Portugal”, sublinha o fundador na entrevista ao diário. A Farfetch está sediada em Londres, mas 300 dos seus funcionários são portugueses. As instalações em Leça do Balio e Guimarães são responsáveis por desenvolver a tecnologia de ponta. José Neves compara os seus profissionais compatriotas com os que encontra no Reino Unido, “temos engenheiros informáticos com tanta qualidade como em Londres”, acrescenta.

O sucesso não é alcançado facilmente, mas faz parte das suas tarefas como CEO, “se não fosse lucrativo era despedido. Se não crescer, sou despedido”, admite José Neves ao Diário Económico.

José Neves acredita que a empresa será rentável em 2017. Por enquanto a empresa está no bom caminho para destronar a britânica Net-a-Porter, sendo esta a líder nesta actividade.

 

Foto: Robert Astley Sparke1
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