Na primeira pessoa: a paixão de Madalena pelo vinho

madalena_vidigal1Chamo-me Madalena Vidigal e nasci em Lisboa num ano de bons Porto Vintage, 1985. Sou licenciada em Gestão Hoteleira, pois sempre adorei turismo e viagens, e o vinho foi uma descoberta mais recente que mudou totalmente o rumo da minha vida!

O meu avô trabalhou no Instituto da Vinha e do Vinho (na altura, Junta do Vinho) e o meu pai é um grande apreciador de vinho, mas o vinho nunca me tinha entusiasmado. Ironicamente, foi preciso ir passar uma temporada a Moçambique, para provar pela primeira vez um vinho sul africano e achar que afinal valia a pena dar uma oportunidade a este néctar!

A partir desse momento, fazer workshops, frequentar feiras de vinho e passar horas em garrafeiras tornaram-se o meu passatempo favorito!

Uma vez que estava na área de turismo e o vinho ganhava maior importância na minha vida, decidi mais tarde fazer uma Pós-graduação em Enoturismo. Com este curso, descobri que o vinho move gente de todo o mundo e por todo o mundo, aproxima as pessoas à natureza e proporciona-lhes experiências inesquecíveis.

Até que surgiu na família a ideia de plantar uma vinha e essa ideia concretizou-se em Évora: sem história ou herança vitivinícola, a vinha nasceu do zero! Nessa altura, despedir-me do emprego e trocar o fato e os saltos altos de Assistente do Direcção de F&B num hotel de cinco estrelas em Cascais, por galochas e tesoura de poda numa vinha em Évora, foi uma decisão muito fácil!

Os 3 hectares de vinha foram plantados em 2013 e desde aí que me tenho dedicado a cuidá-la, vê-la crescer e desenvolver-se de ano para ano, com a ajuda de técnicos e agricultores da região. O entusiasmo e a vontade de saber mais, fizeram-me “voltar à escola”, mais concretamente à Universidade de Évora onde estou a estudar Viticultura.

Costumo dizer que os meus dias agora são passados “entre vinhas”, entre a minha e muitas outras. Sou uma viajante do vinho, uma enoturista imparável que adora descobrir as diferentes regiões por este mundo fora.

Além de percorrer o país dos Vinhos Verdes ao Algarve e ilhas, também já me aventurei pelas vinhas de Napa Valley, Bordéus, Chile e Rioja e criei o meu próprio blog – Entre Vinhas. Assim partilho as minhas experiências como enoturista para mostrar que o vinho é acessível a qualquer um e, acima de tudo, é uma excelente desculpa para sair de casa e passar uns dias no sossego do campo!

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Quanto ao meu vinho, ainda é cedo para ser dado a conhecer. A vinha precisa de mais uns anos para nos dar as uvas que queremos para produzir um néctar de excelência. Até lá vou acompanhando as minhas plantas nas suas diferentes fases, com toda a calma e paciência, porque a natureza não se apressa e um bom vinho, precisa de tempo para se revelar!

Em relação ao futuro, sou muito optimista! Perguntam-me muitas vezes se não tenho medo das modas e de que o vinho, que agora preenche redes sociais, salas de eventos e até mesmo bares e discotecas, um dia perca o encanto e seja ultrapassado pelos gins e cocktails. Penso que não, uma bebida com uma tradição de mais de 2000 anos em Portugal não vai passar de moda, e a prova sou eu e tantos outros jovens produtores de vinho que acreditam no seu valor e dão continuidade a este nosso património vitícola.

É verdade que o vinho português ainda não tem o lugar de destaque nos mercados estrangeiros como se desejava, mas devemos pensar que a produção de vinho de qualidade (à excepção do vinho do Porto) é algo relativamente recente no nosso país. O reconhecimento e distinção demoram a conquistar e ainda há muito trabalho a fazer.

Também não acho que seja uma questão de quantidades e que por isso não somos um mercado competitivo em relação a grandes países produtores. Apenas temos que encontrar lugar nos mercados que dão valor a produtos exclusivos, a vinhos com história produzidos em família, a uma enorme variedade de castas e sabores e centenas de anos de experiência. Tudo leva o seu tempo e as mentalidades (fora e dentro de Portugal) ainda estão a mudar. Por isso acredito mesmo que Portugal está no bom caminho!

Fotos: DR

João Vaz Côrte-Real e John dos Passos baptizam os novos aviões da TAP

tap_a330João Vaz Côrte-Real e John dos Passos, duas personalidades de origem portuguesa ligadas ao continente americano e aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, têm os seus nomes inscritos nos novos A330 da TAP, que diariamente cruzam o Atlântico nas novas rotas da companhia aérea para os EUA.

John dos Passos nasceu em Chicago em 1896, neto de Madeirenses originários do Concelho da Ponta de Sol, local onde se localiza o centro cultural com o seu nome. Considerado um dos escritores mais importantes da primeira metade do século passado, John dos Passos publicou ao longo da sua carreira cerca de quarenta obras, sendo as mais famosas Manhattan Transfer e a trilogia U.S.A.. Morreu em 1970.

Nos seus  últimos anos de vida, o escritor dedicou ainda uma obra à ‘História de Portugal: Três Séculos de Explorações e Descobertas’, publicada em 1969, em que se encontra reflectido o fascínio do autor pelas suas origens portuguesas, retratando na mesma o apogeu e queda do País enquanto potência mundial, a partir das suas próprias experiências de viagem e investigação histórica.

Natural de Faro, onde nasceu c. de 1420, João Vaz Corte-Real foi um dos principais navegadores e exploradores portugueses do Século XV, pois terá sido um dos primeiros europeus a atingir o continente americano, entre 1470 e 1473. a Terra Nova em 1472, terra que passou a ser conhecida por “Terra dos Corte-Reais”. Isto 20 anos antes de Cristóvão Colombo ter chegado à América.

Mais tarde, terá efetuado outras viagens que lhe permitiram explorar as margens do rio Hudson, na atual Nova Iorque, e as do rio São Lourenço, até ao Canadá, chegando à Península de Labrador. A Coroa Portuguesa atribuiu-lhe o título de Capitão-Donatário de Angra do Heroísmo, onde viveu grande parte da sua vida e onde viria, também, a falecer em 1496.

No âmbito do seu programa de expansão para o mercado norte-americano, a TAP homenageia, desta forma, duas singulares individualidades, inscrevendo os seus nomes nos novos aviões A330 a operar especialmente para Nova Iorque – JFK e Boston, adianta uma nota divulgada pela companhia aérea.

Com interiores de cabine completamente renovados, as novas aeronaves oferecem mais conforto em classe executiva, com cadeiras full flat, mas também em classe económica, com cadeiras slimline, dispondo de maior distância entre si e sistemas de entretenimento on demand.

Os novos A330 cruzam, assim, o Atlântico, dando continuidade a uma rota ancestral percorrida por portugueses há mais de 500 anos.

Fonte: TAP
Foto: Airbus

Porquê amar Lisboa: Forbes dá 12 das muitas razões

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Se ainda não descobriu razões suficientes para amar Lisboa. Se ainda não deu pelos seus inúmeros tesouros. Se não levantou os olhos para apreciar tudo o que o rodeia quando está na capital, então a Forbes decidiu partilhar algumas das suas preciosidades. Mais precisamente, dar a conhecer ao mundo 12 das muitas razões para o fazer.

Embora o artigo tivesse como principal objectivo dar a conhecer ao resto do mundo aquilo que Lisboa tem de especial, e o que dentro dela vive e existe, às vezes nós, portugueses, precisamos de ouvir umas verdades. Precisamos de ser relembrados do nosso valor e do raro que é haver cidades como a de Lisboa.

São as pessoas que fazem uma cidade. E foram os portugueses que fizeram de Lisboa aquilo que ela é hoje. Para o bem, ou para o mal, cometendo erros e evitando outros, não se pode negar que criámos algo que impressiona e agrada àqueles que a visitam. Como sabemos, e segundo o artigo da Forbes, há quem queira partilhar o sonho que é Lisboa e há quem o queira manter segredo. Em qualquer um dos casos, há um orgulho imperativo dentro dos portugueses.

Muito resumidamente, o artigo começa por apresentar algumas das coisas que emanam uma beleza natural que notamos ao passear em Lisboa. Começando pela calçada presente nas ruas estreitas que serpenteiam a cidade, subindo as suas colinas, a arquitectura histórica de muitos edifícios, os palácios belíssimos e uma cultura que é tão melancólica como é alegre, passando depois pelos bairros do Chiado e do Príncipe Real e a existência dos vários restaurantes que estão dentro das últimas tendências da moda, acaba no ambiente de festa que perdura até ao final da noite nas ruas do Bairro Alto.

“É adorável passar aqui um fim-de-semana sem qualquer tipo de plano, perdermo-nos no túnel do tempo dos bairros históricos, tendo os prazeres do peixe fresco e o pôr do sol numa marisqueira junto ao mar ou o turbilhão das festas de rua que duram a noite inteira.”

Mas desta “cidade postal”, como lhe chamam, eis algumas das experiências que mais se destacaram:

José Avillez

O chef prodígio de 36 anos impressionou. Sem desenvolver muito acerca do seu restaurante “Belcanto” ou do “Mini Bar”, aquele que está a dar que falar é o “Bairro do Avillez”. Às portas do Chiado e tipicamente bairrista, os pratos tipicamente portugueses recebem twists inventivos.

O Sky Bar no Tivoli Lisboa

Observar o pôr-do-sol é praticamente um desporto nacional. Um dos melhores e mais refinados sítios para o fazer é neste bar de terraço. Este está localizado num dos muitos hotéis de cinco estrelas históricos localizado na Av. Da Liberdade (A “Fifth Avenue” de Lisboa, disse um taxista que estava a sobrevalorizar a beleza desta última).

Cervejaria Ramiro

Esta é um passo atrás no tempo: papel branco sobre toalhas de pano, painéis de madeira que parecem não terem sido renovados desde que abriu nos anos 50, os lisboetas entusiasmados a beber cerveja e a comer camarão com alho.

Cascais

Lisboa é a única capital Europeia com o acesso tão fácil às praias de areia: Uma rápida e barata viagem de comboio permite-lhe chegar ao mar para que se possa refrescar e apreciar os dias de calor.

A Vida Portuguesa

Tudo nesta loja se especializa em produtos locais, de empresas que sobreviveram ao passar do tempo e representa o melhor de Portugal. “Com tempo, a inovação e o trabalho árduo tornam-se perfeitos e indispensáveis”, diz a marca dos seus produtos, que variam de objectos para cuidado pessoal a comida gourmet. “Eles estão marcados na nossa memória e representam um modo de vida. Evocam o dia-a-dia de outros tempos e revelam a alma do país”.

O Purista Barbiére

A tendência do barbearia-bar não é único em Lisboa, mas este estabelecimento, no Bairro Alto, rende-se muito bem à decoração retro, à cerveja belga da abadia e há um leque impressionante de gins.

Palácio Chiado

Construído em 1781, este edifício magnífico é, de facto, um palácio. Depois de uma meticulosa restauração de dois anos, vale a pena uma visita, nem que seja apenas para admirar a sua arte e a arquitectura, ou para experienciar as delícias que os diferentes estabelecimentos oferecem.

Ginjinha

Tal como a Itália tem o seu café, Lisboa tem muitos, pequenos bares especializando-se nas bebidas espirituais, um conhaque Português infundido com cerejas ácidas e canela.

Parque das Nações

Contrastando com a parte histórica, esta zona é uma concentração de edifícios contemporâneos depois de ter sido selecionada para receber a Expo de 1998. Um passeio ao longo rio e os teleféricos dão-nos as melhores vistas.

Time Out Mercado de Ribeira

Pode ser difícil arranjar um lugar para sentar, mas uma vez descoberto, existe uma abundância de prazeres degustativos neste mercado, que oferecem comida surpreendentemente sofisticada, algumas partindo de estrelas da culinária como Henrique Sá Pessoa.

Sintra

O nome de uma das cidades que pertencem ao Património Mundial da UNESCO (também a uma simples viagem de comboio de Lisboa) que nos presenteia com 3 belos palácios: o Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional e o magnificente Palácio da Pena, um triunfo da arquitectura Romântica do século dezanove que conjuga os elementos dos estilos Gótico e Renascentista.

A apreciação por transportes “diferentes”

Passear por Sintra num sidecar de uma mota é uma grande diversão mas também é prático, já que o motorista consegue passar ao lado do trânsito que se acumula ao longo da subida que nos leva ao Palácio da Pena. Da mesma forma, uma tour pelo bairro de Alfama numa Segway parecia pateta mas fez sentido, já que as ruas são demasiado íngremes para subir a pé (ou mesmo a descer) e demasiado estreitas.

Foto: visitportugal.com

“24 Horas a Correr” em Vale de Cambra

24horas_sharpenVale de Cambra acolhe no Parque da Urbano da cidade, a 17 e 18 de Setembro, a terceira edição do Banco BIC 24h Portugal – 24 Horas a Correr,  um evento desportivo de corrida de resistência composto por uma prova de longa duração – 24 horas a correr, e uma prova de mais curta duração – 3 horas a correr.

Ao contrário do que é pedido nas corridas tradicionais, nestas provas.  em vez de correr uma dada distância no melhor tempo possível, corre-se o máximo de distância possível num dado tempo. Os organizadores e  a autarquia consideram este evento como “pioneiro” nos seus moldes, pelo seu carácter de competição num circuito de dois quilómetros.

O objectivo do “24 horas a correr” é testar os limites de cada participante, sendo que este pode usufruir das pausas que julgar convenientes durante a prova. Este evento será composto por uma prova de longa duração – 24 horas a correr, e uma prova de mais curta duração – 3 horas a correr (com 4 partidas diferentes). Ambas poderão ser corridas em solitário ou em estafetas.

Este ano, de acordo com a organização, já estão inscritos 350 participantes representando 6 países (Portugal, Brasil, Espanha, Moldávia, Polónia e Ucrânia).

A cidade de Vale de Cambra está situada a meio caminho entre o Porto e Aveiro, e a escassos 30 km da linha de costa. O local do evento – o recente e bem infra-estruturado Parque Urbano de Vale de Cambra está implantado numa área plana de 24 hectares, sendo o traçado da prova constituído maioritariamente em terra batida, rodeada de verdes prados e atravessada pelo Rio Vigues; sempre com a presença da Freita como pano de fundo.

Foto: DR

 

Funchal debate Estratégia Turismo 2027

madeira_let2O Funchal vai ser palco do Laboratório Estratégico de Turismo (LET), uma iniciativa para recolher contributos para a visão estratégica do turismo nacional até 2027. A realização deste LET é uma parceria entre o Turismo de Portugal I.P. e a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura (SRETC/DR).

O Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo vai participar na sessão de abertura de mais um LET . Para analisar os principais indicadores do turismo da região, considerando as suas especificidades e debater tendências e desafios de âmbito internacional vão estar também o Secretário Regional de Economia, Turismo e Cultura da RAM, Eduardo Jesus e a Directora Regional do Turismo da RAM, Kátia Carvalho.

A Estratégia Turismo 2027 (ET 27) visa dar sentido estratégico às opções de investimento, promover a integração das políticas sectoriais e assegurar uma estabilidade nas políticas públicas do turismo na próxima década. O debate para a construção deste documento decorre até ao final do ano agregando a visão de empresas, instituições e autoridades regionais, mas também os contributos de campos transversais e decisivos para o turismo, como a cultura e a animação.

O processo de construção/participação da ET 27 foi lançado no passado dia 24 de maio de 2016, em Tomar, com a apresentação da versão de trabalho do documento para discussão pública, na qual consta toda a descrição do seu processo de construção e encontra-se disponível online.

Fonte: Turismo de Portugal
Foto: DR

CIIMAR recebe navio Creoula no Novo Terminal de Cruzeiros

creoulaEsta sexta-feira, dia 26 de agosto, o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) recebe trinta e um estudantes universitários e respectivos professores que se encontram a bordo do navio Creoula, no âmbito do projecto Universidade Itinerante do Mar (UIM).

Os estudantes iniciaram a sua viagem no dia 21 de agosto em Avilés, tendo realizado uma paragem nas Ilhas Ciés. No Porto, a tripulação e o seu comandante irão ser recebidos pela direcção do CIIMAR, CM do Porto e CM de Matosinhos numa sessão de boas vindas, seguindo-se uma visita guiada ao aos laboratórios do CIIMAR onde os estudantes terão a oportunidade de contactar com investigadores de diferentes áreas das ciências marinhas e ambientais.

Com 10 anos de existência, o projecto UIM na qual o CIIMAR é o responsável científico, foi criado a partir de uma iniciativa conjunta entre a Universidade do Porto (UP), a Escola Naval (EN) e a Universidade de Oviedo (UO). Estas três entidades procuram assim “proporcionar aos estudantes do ensino superior, de qualquer área do saber ou ciclo de estudos, uma experiência de formação rica e diversificada, envolvida num ambiente multidisciplinar e em cooperação, onde a componente principal é dar plena propriedade ao lema da UIM: “Conhecimento e Aventura”” refere o investigador do CIIMAR e actual director da UIM, Prof. Dr. Rodrigo Ozorio.

Tendo este ano como tema central “O Mar 22. Do Sinus Cantabrorum ao Sinus Aquitanus” a UIM desdobra-se em dois ciclos principais: o Ciclo de Preparação, onde decorre uma formação preparatória em terra organizada pelas três entidades, e o Ciclo de Realização onde os estudantes realizam um Curso de Mar a bordo do Navio Creoula e adquirem novos conhecimentos cientifico-pedagógicos a bordo e nos locais onde o navio atraca.

A edição de 2016 de UIM contou com a realização de três cursos: Curso 1 – UIM Júnior, que decorreu pelo segundo ano consecutivo e é dedicada aos estudantes do ensino secundário, o curso 2 da UIM (Universidade) na qual participaram 18 estudantes universitários e o Curso 3 UIM (Universidade) que termina em Lisboa já no próximo dia 29 de agosto.

A bordo do navio, os estudantes universitários receberam ainda uma formação para a observação e registo de ocorrências de baleias e golfinhos, no âmbito do projecto CETUS, um programa de monitorização de cetáceos na região da Macaronésia, liderado pelo (CIIMAR).

Fonte: CIIMAR
Foto: Marinha Portuguesa

O mercado de Estremoz ganha fama no outro lado do Mundo

estremozSe lhe perguntassem qual a relação entre Estremoz, uma pequena cidade situada no Alentejo, e a Austrália, um país no outro lado do globo, provavelmente não saberia responder. No entanto, a Excelência Portugal anda atenta, e por isso apresentamos-lhe a resposta.

Phil Hawkes é um jornalista que escreve para o “The Australian”. Não sabemos como é que ele foi lá parar, mas ao visitar Estremoz voltou de lá com uma história para contar. História essa que muitos portugueses conhecem, mas não necessariamente todos.

Segundo o artigo de Phil, esta cidade, que tem direito ao seu castelo e palácio, aquilo que tem de melhor é o mercado que ganha vida todos os Sábados.

Quão diferente poderá ser este mercado, comparando com todos os outros?” Esta é a questão central, e a única maneira de responder é através da descrição detalhada daquilo a que o jornalista viu e vivenciou. Ainda que admita que não é fácil explicar, Phil Hawkes voluntaria-se a fazê-lo.

Começa por descrever a imensidão dos produtos biológicos trazidos pelos genuínos agricultores (“acompanhados pelas suas mulheres robustas e os seus filhos de olhar selvagem”), notando a ausência de grossistas.

É a época dos frutos de baga e o sítio parece um motim de morangos, amoras, framboesas e mirtilos, e sabe lá deus que outras espécies. (…) Uma coisa têm todas em comum: são todas doces e deliciosas.”

E a narrativa acerca da abundância de alimentos prossegue.

“Além das variedades de produtos mais comuns, onde as batatas, as verduras, os pimentos, os alhos e as beringelas reinam, estão também presentes os animais. Galinhas, patos, pavoneiam-se e vibram com a azáfama; os coelhos e os porquinhos-da-índia (como animais domésticos, espero); e finalmente as gaiolas de pássaros de toda a espécie, criam um festim de cor e barulho, mas estes não são destinados para ir para a panela.”

Passando para outro tipo de bancas, Phil fala, mais uma vez, da grande variedade de enchidos que os vendedores trazem para mostrar e vender. Parece encantado com a ideia de que os próprios tenham, nas suas quintas, os fumeiros. Talvez pela proximidade que colocam os consumidores ao processo de produção, dando o encanto da comida caseira, ali à disposição daqueles que estiverem interessados.

E a partir daqui entramos na zona perigosa para aqueles que andam de olho no peso e na figura. O jornalista australiano passa pelos pães caseiros, robustos e rústicos, que acompanham deliciosamente os queijos de ovelha e de cabra. E, como orgulho de qualquer português, estão também presentes os pastéis de nata, que se juntam aos travesseiros e aos brioches de amêndoa. Os frutos silvestres voltam a marcar presença agora fundidos com todo o tipo de pastelaria.

Phil teve igualmente a oportunidade de visitar a feira de antiguidades, e tomou a decisão de também lhe fazer referência. “Quando o regateio começa, temos a sensação de que estamos a nadar um pouco fora de pé quanto às nossas técnicas de negociação”, conta. Mas ainda assim resume a experiência como pura diversão.

Normalmente tentaria explicar porque é que Portugal impressiona. Pois isso acontece todos os dias, a toda a gente. Mas Phil Hawkes já o compreendeu, e por isso concluo com as suas palavras.

Diferente? Bem, não está muito longe dos mercados que vemos na Austrália, à excepção das pessoas. É a vida que estas emanam: Não é uma excursão do fim-de-semana para os visitantes, mas sim uma reunião das pessoas da cidade e conterrâneos, gerações que se juntam e se unem pelo amor comum que têm ao seu país. E isso é Portugal.”

Fonte: The Australian
Foto: Moitas

191 portugueses participam em provas do Ultra Trail du Mont Blanc

Armando-Teixeira-salomon-suuntoTodos os anos, na última semana de agosto, os melhores atletas de trail running juntam-se em Chamonix, nos Alpes Franceses, para participarem no Ultra-Trail du Mont Blanc®, a mítica prova de 170km com 10 000m D+, que percorre as montanhas mais altas da Europa e atravessa 3 países (França, Itália e Suiça).

Se todos os peregrinos querem ir a Meca, todos os corredores de montanha querem ir ao Mont Blanc pelo menos uma vez na vida. Armando Teixeira já soma cinco participações e segue para a sexta. Fez a travessia do Mont Blanc pela primeira vez em 2010 e desde aí não falha uma edição. As suas melhores classificações foram em 2012 (11º da geral e 8º no seu escalão) e no ano passado em que subiu ao 2º lugar do pódio no seu escalão, ficando em 18º da geral. Este ano, e mais uma vez, o Atleta da Salomon Suunto Portugal leva como principal objetivo terminar esta dura travessia. Para tal, Armando tem feitos treinos específicos, nomeadamente, treino em altitude no Centro de Medicina e Exercício do Porto (CMEP), ginásio, bicicleta bicicleta e umas fugidas até aos Picos da Europa, para acumular desnível.

Além de Armando Teixeira, estão também na elite mundial, os portugueses Luís Duarte, Jérôme Rodrigues, Cláudio Quelhas, Manuel Faria e Telmo Veloso.

Ester-Alves-Salomon-Suunto

Ester Alves foi ao Mont Blanc pela primeira vez em 2014 e, apesar de ter sido obrigada a parar uma hora, acabou em 8º lugar da geral, a melhor classificação portuguesa de sempre. Em 2015 seguia em 9º lugar quando se retirou ao quilómetro 138 por cansaço e desidratação. Este ano a atleta da Salomon Suunto Portugal sente-se com maior resistência muscular e psicológica, pois dar a volta ao Maçico do Monte Branco é muito exigente física e psicologicamente. “Levo comigo a paixão pela montanha, vou tentar fazer a prova com a leveza dos primeiros quilómetros, tendo em conta todas as adversidades e dificuldades de correr em grandes altitudes.” Sublinha.

Além de Ester Alves, também a portuguesa Lucinda Sousa está entre a elite da prova.

O Ultra-Trail du Mont Blanc® subiu o pano na segunda-feira com a partida da PTL®(La Petite Trotte à Léon), uma volta de 300km com 26 500m D+ ao redor do Mont Blanc, em equipas de 2 ou 3 elementos em autonomia total, com um tempo limite de 151 horas. Na terça feira saiu a TDS®- 119km com 7200m D+, no dia seguinte a OCC®- 53km com 3300m, por fim, a CCC®- 101km com 6100m D+ e o UTMB®, na sexta-feira.

A ilha da Madeira levou uma embaixada de 19 atletas, sendo de realçar a participação de Francisco Freitas na prova TDS®- 119km. O atleta do Madeira Ultra Runners conquistou um brilhante sétimo lugar final e o título de campeão no escalão veteranos 1 (40-49 anos), tornando-se também o melhor atleta português nesta competição.

Entre os cerca de 8000 corredores que se vão aventurar nas diferentes provas, estão 191 portugueses.

Fontes: Salomon Suunto Portugal ; Diário
Foto: DR

Ponte de Lima é capital mundial de Horseball

horseball1De 14 a 20 de Agosto realiza-se em Ponte de Lima o Campeonato do Mundo de Horseball. A competição conta com a participação de trinta selecções provenientes de catorze países: Argentina; Austrália; Áustria; Bélgica; Brasil; Canadá; França; Reino Unido; Itália; México; Holanda; Espanha e Portugal.

Estão cerca de 300 cavalos e atletas em competição no maior evento desportivo deste verão em Ponte de Lima.  No recinto desportivo realizam-se 15 jogos por dia, entre as 17h00 e as 24 horas, sendo as finais no sábado, dia 20 de agosto, com a final marcada para as 21h15.

A meio do campeonato, o Município de Ponte de Lima e a organização consideram que o evento está a superar as expectativas. Diariamente acorrem a Ponte de Lima milhares de estrangeiros, entusiastas da modalidade e apoiantes das várias selecções em competição.

Em dia de descanso, o balanço da competição é o seguinte:

– Três grupos constituídos na classe Pro-Elite, liderados até ao momento por Portugal, França e Espanha, com forte possibilidade de apuramento;

– Na classe de sub-16 o ranking é liderado pela Bélgica, seguido de França, Espanha e Portugal, respectivamente;

– Na classe feminina o ranking é liderado por França, seguido de Portugal, Espanha e Itália.

Marta Castro e Maria Porto

Marta Castro e Maria Porto

A jogadora portuguesa, Maria Porto, é a melhor marcadora na classe feminina. Recordamos que a Selecção Nacional de Horseball feminina (na foto de capa) sagrou-se vice-campeã no Campeonato Europeu disputado em Bordéus (França), em Agosto de 2015.  A selecção lusa perdeu (9-1), na final com a selecção anfitriã. Nos dois jogos anteriores, as lusas haviam derrotado as espanholas (equipa de medalha de prata) e as belgas (ambas por 5-4).

Portugal conquistou 3 medalhas no Europeu de Horseball em Bordéus. Medalha de prata para a Selecção Feminina, e bronze para os Seniores e Sub-16.  A França conquistou ouro nas 3 categorias.

O apuramento para as semifinais será conhecido hoje, realizando-se os jogos na próxima sexta- feira, dia 19 de agosto, onde serão conhecidas as selecções candidatas ao título de Campeão Mundial.

Este evento faz parte da marca “Ponte de Lima – Destino Equestre Internacional” que se apresenta como forma de dinamizar o turismo e a economia local e que engloba entre os meses de abril e agosto, um conjunto de eventos equestres que foram realizados na Expolima, nomeadamente os Encontros na Manga Equestre, o Concurso de Saltos Internacional, o Campeonato Regional de Ensino, a X Feira do Cavalo, o Espectáculo Equestre, o Derby de Atrelagem e o Mundial de Horseball. Filipe Pimenta, Presidente da Comissão Executiva da Feira do Cavalo de Ponte de Lima, é o principal rosto da promoção do desporto equestre na Vila mais antiga de Portugal.

Fontes:  Horseball Portugal; Município de Ponte de Lima
Fotos: DR

 

Surf: Portugal sagrou-se vice-campeão mundial ISA na Costa Rica

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A Selecção Nacional de Surf sagrou-se hoje vice-campeã mundial nos ISA World Surfing Games. A competição decorreu na Praia de Jacó (Costa Rica).

Portugal era, ao sétimo dia de competição, um forte candidato ao título mundial. A selecção das quinas apresentava 3 atletas em prova. O país vencedor, Perú, tinha duas atletas que haviam sido repescadas e a França contava com duas representantes na competição feminina.

Teresa Bonvalot, Pedro Henrique e Guilherme Fonseca não conseguiram chegar à final.
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A selecção peruana ganhou a medalha de ouro e o cobiçado troféu Fernando Aguerre. Os lugares seguintes ficaram entregues a Portugal, Estados Unidos da América, França e Costa Rica. Estiveram em competição 26 países e Portugal igualou o resultado do ano passado. 
Tia Blanco (EUA) conquistou a medalha de ouro feminina pelo segundo ano consecutivo e Leandro Usuna (Argentina) foi medalhista de ouro masculino pela segunda vez.
Portugal e o surf nacional estão uma vez mais de parabéns.
Fonte: ISA
Fotos: ISA/Jimenez