Azores Trail Run esgota voos e hóteis

Azores Trail Run Pedro Silva cropO Azores Trail Run, evento de trail-running a disputar a 26 e 27 de maio, no Pico e no Faial, esgotou voos e hóteis. No total, são esperados cerca de 700 atletas oriundos de 23 países.

Enchemos a hotelaria toda. O mesmo se passa com os voos, se há 15 dias se tentasse marcar uma viagem custava 700 euros, neste momento não custa nada porque não há – Mário Leal (director da prova) à Lusa

A edição de 2017 do Azores Trail Run realiza-se na ilha do Faial, já no próximo dia 27 de Maio e ficará marcada pela realização do primeiro Trail Ultra XL dos Açores. A Grande Rota dos Baleeiros percorre 126 km pelos trilhos faialenses, numa homenagem ao património cultural baleeiro da ilha do Faial.

Os atletas inscritos estão repartidos pelas várias provas do evento, sendo as mais procuradas são o ‘Trilho dos 10 Vulcões’ – meia maratona que parte da Caldeira com destino ao Vulcão dos Capelinhos e que terá em 2017 a sua 6ª edição – e o ‘Faial Costa a Costa’ – maratona que se realiza este ano pela quarta vez, com partida da freguesia da Ribeirinha e meta no Vulcão. O evento conta também com um quilómetro vertical na ilha do Pico.

O Azores Trail Run é pontuável para o Ultra Trail do Monte Branco, a principal prova da categoria na Europa.

Azores Trail Run Pedro Silva crop2

A grande maioria dos atletas inscritos continua a ser de nacionalidade portuguesa, mas verifica-se já uma percentagem considerável de atletas estrangeiros a mostrar preferência por correr nos trilhos dos Açores – Mário Leal

Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, Luxemburgo, África do Sul, Andorra, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Estados Unidos, Grécia, Gronelândia, Itália, Letónia, Noruega, Holanda, Sérvia e Suíça são os países estrangeiros presentes este ano.

Além do transporte aéreo e da hotelaria, a logística da prova também exige um enorme esforço. Mário Leal recordou que a competição envolve cerca de 200 pessoas na organização e muitas “toneladas” de produtos para abastecimentos dos atletas. “Não há nada do género ou parecido” nos Açores,reforçou o director da prova.

Fotos: Pedro Silva

 

Madeira lançou nova marca para reunir eventos de trail e atrair praticantes

MOT2aAssociação de Promoção da Madeira (AP Madeira) aproveitou o ambiente em torno do MIUT (Madeira Island Ultra Trail) para lançar a Madeira Ocean Trails. A nova marca é direcionada para a comunicação de turismo activo e visa destacar o potencial do destino no seu eixo natureza.

Há um elemento diferenciador dos trails na Madeira que é o binómio natureza/mar - Roberto Santa Clara, presidente da APM

A AP Madeira encontrou na “crescente relevância que o turismo activo tem vindo a assumir e, em particular, as provas de Trail Running,” uma oportunidade, pois considera que “os eventos associados ao Trail têm um potencial enorme para comunicar a Madeira como destino de turismo activo”.

O projecto visa a promoção de uma Madeira rejuvenescida, direcionada para o turismo activo e capaz de atrair fluxos turísticos em qualquer altura do ano (Madeira All Year), aumentar a sua notoriedade, mostrar a potencialidade que existe para os praticantes de Trail Running e atrair cada vez mais atletas e acompanhantes a estes eventos desportivos e a este destino.

A nova marca pretende assumir um posicionamento “umbrella” ao agregar os eventos de Trail Running que se realizam de forma dispersa na Região. Numa primeira fase, a marca inclui as três provas de Trail regionais que estão inseridas em circuitos internacionais: MIUT; Eco Trail e UltraSky Marathon.

Numa fase posterior, é objectivo da marca ser reconhecida apenas pela sigla MOT.

O projecto conta com o aconselhamento técnico de Luís Fernandes, atleta madeirense de trail running que venceu a edição de 2015 do MIUT.

A apresentação oficial da nova marca teve lugar no dia 20 de Abril num evento que decorreu no Pico dos Barcelos.

Foto: DR

Maratona ou 100 quilómetros em circuito fechado pelo prazer de correr

lousada1A Milaneza 100 k Portugal é um evento desportivo de corrida de resistência, que decorre na vila de Lousada. A segunda edição teve lugar a 1 de Abril e foi composta por provas de Ultramaratona (100 km) e Maratona realizadas a nível individual ou por estafeta

Já imaginou um evento desportivo que reúna maratonistas, ultramaratonistas, praticantes de trail-running, famílias, tendas e piqueniques? Pois esse evento existe, ou para sermos exactos, existem dois. E os responsáveis pelos dois são os mesmos – a dupla Vítor Dias e João Paulo Meixedo.

O circuito da prova tem 2.326 metros, sendo o piso maioritariamente constituído por asfalto, exceptuando-se algumas curtas secções em terra batida e tartan.

Além da prova da Maratona, a 2ª edição da 100k Portugal teve como novidades o “dorsal Analice Silva” e o Troféu Analice Silva, uma homenagem à atleta recentemente desaparecida, que participou na primeira edição do evento e pretendia estar novamente presente este ano.

lousada2

A Excelência Portugal aceitou o desafio da organização e participou em estafeta (Mariana Ballester, Miguel Marote Henriques e José Faria) na distância rainha – os 100K.

No dia das mentiras, rumámos a Lousada e deparámos com um complexo desportivo de fazer inveja a qualquer grande cidade.  Chegámos cedo, dado que a partida de todas as provas estava marcada para as 9 horas e era necessária alguma antecedência para levantarmos os dorsais e instalarmos o nosso material.

A tribo de participantes era composta por mais 200 guerreiros de 9 nacionalidades (Portugal, Brasil, China, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Noruega e Suécia). Com idades até aos setentas, corredores anónimos e outros mais conhecidos nestas andanças como o João Oliveira, a Carla André ou a Flor Madureira, participaram nas 4 provas.

No nosso caso, os 100 quilómetros foram repartidos por 3 participantes, o que permite vivenciar todo o ambiente do evento enquanto não se corre e incentivar o elemento que está em prova.

O sucesso do evento deve-se em grande parte ao carácter inovador (em Portugal) deste circuito fechado, que permite realizar estas distâncias num ambiente mais controlado, com assistência sempre disponível e abastecimentos sólidos e líquidos. Estas características permitem a muitos completarem distâncias que de outra forma não conseguiriam, além de proporcionar um enorme convívio entre os participantes e acompanhantes.

O objectivo principal varia de participante para participante e vai desde simplesmente completar uma maratona ou uma ulta-maratona, superar uma marca do ano anterior ou treinar para uma prova futura.

Fugindo de lógicas comerciais, os eventos organizados pela dupla que a Bárbara Baldaia (para os mais distraídos: jornalista responsável pelo já icónico programa TSF Runners) apelidou de “Dupont e Dupond da corrida”, são momentos únicos de amizade e convívio. Aliás, o convívio é a característica mais apreciada pelos participantes.

E os vencedores? Os vencedores foram todos os que participaram.
Os primeiros classificados foram os seguintes:

100K

Masculinos

1º Luís Gil (Decathlon Maia) 7.22.51
2º Bruno Ferreira (Indiv.) 7.33.12
3º Paulo Fernandes (GCTVR) 7.58.23

Femininos

1ª Aud Elisabeth Stuhr (Noruega) 8.25.54
2ª Esmeralda Melo (Figueira Kayak Clube) 12.32.48

100K ESTAFETA

1ª GDR Retorta 1: 6.01.36
2ª Gaia Trail: 6.16.29
3ª Zamora Corre: 9.17.28

MARATONA 42K

Masculinos

1º Adelino Silva (GDR retorta) 2.50.24
2º João Oliveira (Chaves Running Team) 3.00.26
3º José Afonso (H. Santa Maria RT) 3.08.32

Femininos

1ª Carla André (Indiv.) 3.38.18
2ª Liu Mengru (Indiv.) 4.01.16
3ª Fernanda Alves (Tartarugas do Asfalto) 4.29.57

MARATONA 42K ESTAFETA

1ª GDR Retorta 2: 2.36.51
2ª ADR Aveleda 3: 2.42.15
3ª AD Lustosa 1 : 2.52.25

Resultados completos aqui.

O evento foi organizado pela marca 100 k Portugal em co-organização com a Câmara Municipal de Lousada e com o Grupo Dramático e Recreativo de Retorta, tendo tido também um objectivo social que resultou na entregua um cheque no valor de 358 euros aos Bombeiros Voluntários de Lousada.

A 9 de setembro teremos o 24 h Portugal – 24 Horas a Correr 2017, o outro evento de resistência em circuito fechado. A organização é a mesma e o convívio promete.

Fotos: DR

 

Luxuosa vinícola chilena escolhe inovação lusa

oli_hotel_chile1A prestigiada vinícola do Chile, Vik, que produz o segundo melhor vinho chileno (La Cav 2015), escolheu uma inovação lusa da OLI para o seu hotel de luxo, Viña Vik Millahue, localizado entre os vinhedos e as montanhas do Vale de Colchagua.

Megalomano, inesperado, surreal … O hotel é luxuoso e pretende ser para pouquíssimos – testemunho de cliente

O Viña Vik Millahueque destaca-se pelo conceito de arte, design e arquitectura – cada quarto foi assinado por um artista de renome – seleccionou para os espaços de banho a solução “Slim”. Uma placa de comando de autoclismos interiores, desenvolvida no centro de inovação e na fábrica, em Aveiro, que se caracteriza por ser hidricamente sustentável e inclusiva, integrando a função de dupla descarga de água com a gravação em braile.

A Vik é o concretizar do sonho de um empresário norueguês que queria criar uma vinícola singular para produzir um vinho único. Alexander Vik escolheu Milhaue, pelo excelente ‘terroir’ e pelas condições climatéricas. Esta é também a única vinícola chilena a seleccionar as uvas automaticamente por laser.

oli_hotel_chile3Com esta prestigiada escolha, a OLI reforça a sua presença na América Latina e a intervenção em projectos hoteleiros de referência internacional, que valorizam as soluções hidricamente sustentáveis, ambientalmente responsáveis e em harmonia com a natureza.

Recorde-se que, no ano passado, a empresa portuguesa equipou no Peru, o Hotel Amazon Discovery, um barco hotel que proporciona o contacto com a beleza única da selva amazónica, uma das zonas com maior diversidade biológica do mundo.

Nos últimos quatro anos, a América Latina tem sido uma das apostas geográficas da OLI para se afirmar como um “player” global de soluções de banho sustentáveis e inclusivas, tendo já um Show Room no Chile.

A OLI, o maior produtor de autoclismos da Europa do Sul encontra-se sediada em Aveiro. Exporta 80% da produção para 70 países dos cinco continentes. Em 2016, registou um volume de negócios na ordem dos 48,5 milhões de euros. Actualmente, a empresa integra 380 colaboradores em Portugal. É a única empresa portuguesa a produzir autoclismos interiores.

A OLI está, pelo terceiro ano consecutivo, entre as três empresas em Portugal que mais patenteiam na Europa. Nos últimos cinco anos, o investimento em Investigação e Desenvolvimento fixou-se em 10 milhões de euros. Actualmente tem 41 patentes ativas na Europa.

Fonte: OLI
Fotos: DR

Decoração do Airbus A330 da Azores Airlines considerada uma das mais belas do mundo

a330_SATAA decoração do Airbus A330 da Azores Airlines foi considerada pelo CNN Business Traveller como uma das doze mais belas do mundo.

O site programa de viagens da cadeia CNN escolheu as aeronaves que nos últimos anos se destacaram pela criatividade da sua decoração, não se limitando a serem “tubos de alumínio com a genérica identidade corporativa”.

Há pinturas exteriores para todos os gostos e cada vez mais criativas. O artigo refere que as transportadoras nacionais reflectem alguns dos elementos mais identificativos dos seus países, enquanto as companhias aéreas independentes e low-cost recorrem a temas mais inesperados.

A decoração do Airbus A330 comemora “o estatuto das ilhas como um santuário de baleias” ao exibir um cachalote sobre a fuselagem. O logótipo da companhia aérea “é a barbatana caudal de uma baleia — exibido apropriadamente na cauda do avião”.

Esta decoração foi lançada para coincidir com o rebranding da companhia aérea dos Açores, anteriormente conhecida como SATA Internacional, acrescenta o artigo.

O Airbus açoriano figura nesta lista com outras decorações de extrema criatividade como o Tintin da Brussells Airlines, a Stars Wars da japonesa ANA ou o F.C. Barcelona da Qatar Airways.

Fonte:
CNN Business Traveller
Foto:
Azores Airlines

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Antigo caminho de ferro da Madeira inspira corrida

corrida_do_comboio_monteUm caminho de ferro na Madeira? Sim, a ilha já teve uma ferrovia de via única que ligava o Pombal, no Funchal, ao Terreiro da Luta, no Monte, numa extensão 3,911 km. O percurso do Caminho de Ferro do Monte (também conhecido como Comboio do Monte ou Elevador do Monte) vai ser palco de uma corrida organizada pela Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM).

Os estudos para o Comboio do Monte foram feitos em 1886, pelo engenheiro Raúl Masnier Ponsard, responsável, entre outros, pelo elevador de Santa Justa, em Lisboa.  A linha férrea foi a principal responsável pelo desenvolvimento da freguesia do Monte, que viria a tornar-se a mais conhecida estância turística da ilha.

Em termos históricos, segundo o site da CMF, o primeiro troço, entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia, foi inaugurado a 16 Julho de 1893. Com uma paragem à porta do Monte Palace Hotel, o comboio continuava até ao apeadeiro do Largo da Fonte, que era o fim da linha. Posteriormente, a linha-férrea expandiu-se até ao Terreiro da Luta.

Devido a dificuldades financeiras da companhia proprietária, este transporte foi encerrado em Abril de 1943.

A reconstrução do Caminho de Ferro do Monte já foi objecto de estudos e de um concurso internacional, mas as dificuldades financeiras inviabilizaram a iniciativa. Recentemente, a Câmara Municipal do Funchal adquiriu e vai recuperar a antiga estação do comboio no Monte, para tornar o edifício num espaço de “evocação de memória histórica”.

Para o edil funchalense,  Paulo Cafôfo, “o Monte é sempre visto como a Sintra madeirense”. Com uma beleza natural invejável e uma carga histórica, cujo maior peso advém do imperador Carlos da Áustria, que ali viveu e morreu, o Monte é um requintado cartão de visita do Funchal.

A AARAM tem vindo a conjugar a história e a corrida, como já referimos no artigo sobre os Caminhos Reais da Madeira. Desta vez, o histórico Comboio do Monte é o mote para a corrida “Caminho de Ferro do Monte”, cuja primeira edição tem lugar a 30 de Julho.

Quem conhece o percurso, sabe que até os motores dos carros reclamam da inclinação. O trajecto rectilíneo, consequência da antiga linha férrea, torna também a locomoção pedestre bastante penosa na subida.

Quanto à corrida, a AARAM promete mais detalhes para breve.

Fontes: CMG;AARAM
Foto:
DR

Associação quer candidatar Caminhos Reais da Madeira a Itinerário Cultural Europeu

caminhos reais2A recém-constituída Associação do Caminho Real da Madeira pretende avançar com um processo destinado a obter a certificação como Itinerário Cultural Europeu para os seis percursos existentes na região.

“Caminho real”, ou “estrada real”, é a designação atribuída às antigas estradas que cruzavam a ilha em todas as direções. No arquipélago, estas vias terrestres construídas antes da implantação da República, surgiram, na sua maioria, por iniciativa dos governadores ou dos capitães-generais, funcionando como alternativa e complemento às ligações marítimas. Estas ‘estradas reais’ são exemplo da enorme dificuldade que foi construir uma ilha do nada.

Várias localidades na Madeira devem o seu crescimento e importância à sua integração nestas rotas de circulação terrestre, funcionando como pontos de apoio aos viajantes, sejam locais, comerciantes ou estrangeiros, que começaram a percorrer a ilha com particular significado a partir dos séculos XVIII/XIX.

O século XX trouxe o automóvel e uma rede viária moderna, que gradualmente levaram à perda de importância dos “caminhos reais”.  Atualmente, dos 28 percursos pedonais recomendados pelas autoridades (25 Madeira e três no Porto Santo), apenas 12 são em veredas e antigas “estradas reais”.

O Governo Regional iniciou, em 2015, o projeto de recuperação dos “caminhos reais”, com o objetivo de valorizar o património regional e aumentar a oferta de percursos pedonais. Este interesse mobiliza também as câmaras municipais. 

Para Miguel Gouveia, presidente da Associação do Caminho Real da Madeira, “O objetivo a médio prazo é certificar os Caminhos Reais da Madeira como Itinerário Cultural Europeu, para que consigamos ter uma exposição internacional nos principais roteiros turísticos, a exemplo dos Caminhos de Santiago, os Caminhos da Costa Vicentina ou os roteiros do Azeite e da Uva e do Vinho”. “Não existindo ainda nenhum destes itinerários culturais em meio insular, acho que temos todas as condições para poder, dentro de três a cinco anos, aspirar legitimamente a que os Caminhos Reais da Madeira sejam certificados”, acrescenta.

Para o responsável da Associação, estes percursos possuem uma enorme riqueza cultural, sendo testemunhos únicos da identidade insular dos madeirenses. Miguel Gouveia destaca o que circunda a ilha pelo litoral, ao longo de 181 km, por ser “um caminho que passa pelos dez concelhos da ilha e por 37 freguesias e acaba por mostrar, a quem o percorre, um pouco de toda a vivência da Madeira e a sua identidade”.

A Associação de Atletismo da Madeira (AARAM) organiza o Madeira Eco Ultra Maratona, evento de trail-running, que engloba um conjunto de quatro provas distintas disputadas maioritariamente junto ao litoral (Caminho Real nº23).  A AARAM tem também um projeto lúdico de promoção dos “caminhos reais” da Madeira, que está associado a este evento desportivo.

Sobre a Associação do Caminho Real da Madeira

A Associação do Caminho Real da Madeira, constituída formalmente no dia 17 de Fevereiro de 2017, tem como fim defender, valorizar e promover as rotas centenárias agregadoras do património histórico, etnográfico, cultural, arquitetónico e natural da Madeira, em contextos urbanos, rurais e florestais, através de atividades de caráter cultural, pedagógico, científico, desportivo, recreativo, social ou outras afins.

Fonte: ACRM

 

“Tourism Train Experiences” promove Turismo Ferroviário e regiões com menor atração

train_experiences_vencedoresNo presente ano letivo, a Secretaria de Estado do Turismo, o Turismo de Portugal, I.P. e a Universidade Europeia organizaram a 2ª edição do projeto “Tourism Train Experiences”. Neste segundo ano, depois de uma incursão pelo corredor da linha da Beira Baixa, os projetos centram-se “nas áreas do Turismo militar, histórico, ferroviário, gastronómico, de natureza, lendas e tradições”. Tendo os alunos como mote a Beira Alta como região turística, e o tema: “Lendas e Tradições da Península Ibérica”, para desenvolver trabalhos.

O “Tourism Train Experiences” tem como objetivo “potenciar o Turismo ferroviário e as regiões portuguesas com menor crescimento turístico através de projetos de estudantes universitários que se destaquem pelo empreendedorismo e pela inovação”.

A Beira Alta, apesar dos recursos turísticos e únicos que apresenta, tem uma capacidade de atração relativamente reduzida. No ano 2015 o número de dormidas nestes concelhos situou-se nos 2.588 milhares que, no cômputo global do país, representa cerca de 9% do total de dormidas registadas.

Foram apresentados projetos sobre cada uma das regiões identificadas, nos quais participaram todas as equipas de trabalho constituídas para desenvolver estratégias de promoção e atração de novos públicos para cada uma das regiões.

Neste âmbito, foram realizadas paragens nas 7 estações situadas em locais com forte ligação a lendas e a tradições da Beira Alta. À chegada às estações, os viajantes deslocaram-se até um local com condições para apresentações, com pendor simbólico, onde apresentaram as suas ideias.

O Extraordinary fo(u)r taste e a escola EHT Douro-Lamego foram os grandes vencedores da 2ª edição do Tourism Train Experiencies. Este grupo é constituído pelos alunos André Sousa, Tiago Fonseca, Cristina Gonçalves, Ana Nunes, Bruno Correia e são todos alunos do curso de Gestão Hoteleira- Alojamento. A Excelência Portugal quis conhecer melhor o projeto e falou com o grupo vencedor.

Foi uma grande honra para nós ter participado num projeto desta dimensão, pois, esta experiência permitiu-nos crescer a nível pessoal e profissional sendo, certamente, uma mais-valia para o nosso futuro.

1) Em que consiste o projecto e qual a sua aplicação prática?

O projeto consistiu no aproveitamento de rota histórica e de património – rota de Cister- já existente e no desenvolvimento paralelo de uma rota gastronómica que aposta nos produtos locais como espumante, presunto, bola de lamego, etc.

A aplicação é relativamente “fácil” uma vez, que apenas exige a organização e realização de momentos/eventos gastronómicos nos locais históricos que integram a rota de Cister.

Acresce a este facto a possibilidade do acesso ferroviário se poder fazer usando duas linhas, a do Douro, a Norte e a da Beira Alta, a Sul.

2) Qual o feedback que tiveram relativamente ao mesmo?

O feedback foi bastante positivo quer dos parceiros locais que integram a rota de Cister quer do próprio setor da restauração local que facilmente aderiram à proposta de valor apresentada pelo projeto.

3) Quais as possibilidades reais de execução do mesmo?

Entendemos que dadas as caraterísticas operacionais do projeto e o seu pragmatismo a sua aplicabilidade sai reforçada e apta a ser operacionalizada num curto prazo de tempo.

4) Que significado teve o prémio?

Para além do reconhecimento interpares que significa um prémio como este, a motivação adicional para alunos participantes e não só conseguida é um fator de dinamização do ânimo da escola e da sua comunidade.

É mais um reforço e evidência da aplicação do lema da escola “Fazemos coisas simples, extraordinariamente bem!”.

Foto: DR

BTL: Visite os Açores sem sair de Lisboa

Azores_BTL_2017Os Açores voltam a marcar presença na BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorre em Lisboa de 15 a 19 de março, convidando os visitantes a viajarem virtualmente até ao arquipélago.

Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas – Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal

De acordo com a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, nesta edição da BTL, “pretende-se consolidar a transição para um tipo de natureza ativo e fortalecer a ligação entre a contemplação da paisagem e o usufruto de atividades de animação turística, permitindo evidenciar as inúmeras possibilidades existentes, em terra e no mar, em cada uma das nove ilhas do arquipélago, enquanto desafio de desenvolvimento do setor”.

A presença da Região neste certame inclui um stand com 720 metros quadrados, com cerca de 30 módulos de negócio para as empresas do setor, um trilho virtual e uma agenda com mais de 30 eventos, onde se destacam as atividades ao ar livre.

As ações e apresentações no stand dos Açores envolvem agentes públicos e privados articulados no desenvolvimento do setor. A tecnologia aliada à promoção turística é uma das grandes apostas, oferecendo aos visitantes uma ida aos Açores através de um trilho e de óculos virtuais disponíveis no local.

Os Açores lideram os crescimentos registados no setor do turismo nacional, que se refletiram em mais de 1,9 milhões de dormidas em 2016, já com os dados de todas as tipologias de alojamento apurados. Este valor traduz um aumento de 26% relativamente a 2015, num crescimento que se registou generalizadamente em todos os mercados de turistas que visitam o arquipélago.

O mercado nacional é um dos principais mercados emissores da Região (41% em 2016), no qual o Governo dos Açores continua focado em manter a sua atuação de acordo com o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo.

“Free Running Azores” sorteia viagem, estadia e participação em prova do Azores Trail Run® 

O Azores Trail Run® e o Turismo dos Açores convidam a participar no “Free Running Azores”, a 18 de março, num percurso de 10 quilómetros no Parque das Nações.

O treino ligeiro é guiado pelo Azores Trail Run® para promover as provas de trail running que decorrem nos Açores. A primeira prova tem lugar em maio, na Ilha do Faial.

É um treino de aproximadamente 60 minutos, cuja partida e meta, se localiza na entrada da FIL, no Parque das Nações, onde decorre a BTL.

A participação é gratuita e a concentração está agendada para as 10h00, à entrada da Feira, altura em que serão registados os participantes, que serão presenteados com um buff e uma t-shirt técnica.  A partida deverá acontecer pelas 10h30.

Habilite-se a uma viagem real aos Açores!

Confirmações de presença para:
Eva Mota
E-mail: evamota@visitazores.travel
Telemóvel: 93 205 83 52

Fonte: GACS
Foto: DR

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Porto Santo Nature Trail® revelou segredos da “Ilha Dourada”

pxo1_trailUm site de informação turística dedicado à “ilha dourada afirma que “O Porto Santo é uma extensa praia de areia com um pouco de ilha a acompanhar”. Participámos no Porto Santo Nature Trail® e somos obrigados a discordar desta generalizada e redutora associação do Porto Santo à sua longa praia de areia.

A Ilha de Porto Santo situa-se em pleno Oceano Atlântico, no Arquipélago da Madeira, a cerca de 50km de distância da Ilha da Madeira. Embora possa ter sido visitado por Romanos e Fenícios,  a descoberta oficial do arquipélago teve lugar em 1148, primeiro com Porto Santo pelos navegadores João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, e no ano seguinte, a Ilha da Madeira com João Gonçalves Zarco e Bartolomeu Perestrelo.

Diz-se que Cristóvão Colombo terá habitado na ilha, casando em 1479 ou 1480 com Filipa de Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo, primeiro capitão donatário do Porto Santo. A casa onde terá habitado encontra-se restaurada e visitável.

Fruto das suas praias de areia fina, a que se atribuem propriedades terapêutico-medicinais e que contrastam com as praias de “calhau” da Ilha da Madeira, o Porto Santo tornou-se o local de veraneio preferido dos madeirenses. Quem não se recorda das mediáticas férias do histórico presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim?

pxo2_trailO Porto Santo Nature Trail® foi o motivo da nossa visita à “Ilha Dourada”, assim apelidada pela cor do seu solo, vegetação e às praias de areia fina. A 5ª edição do evento organizado anualmente pela Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM), teve lugar no dia 4 de Março, abanando a habitual pacatez da ilha e da economia local na época baixa.

Cerca de 700 pessoas puderam comprovar in-loco o grande potencial que o Porto Santo apresenta para o Turismo desportivo e de natureza. Mesmo sem apoio da autarquia local, o evento duplicou o número de participantes e acompanhantes face ao ano anterior.

Esta edição teve um formato renovado com três provas que cobriram a ilha de lés-a-lés:

• Porto Santo Nature Trail® (PSNT) – 42 km e 1900 metros de desnível positivo (formato circular);

• Trail do Porto Santo (TPS) – 21 km e 1050 metros de desnível positivo (formato linear);

• Mini Trail do Porto Santo (MTPS) – 8 km e 240 metros de desnível positivo (formato linear);

Houve ainda uma prova-extra dedicada aos mais jovens, o Kids Trail do Porto Santo (KTPS) – entre 1 km e 3 km (formato circular).pxo3_trailAs provas foram exigentes e contrariaram a noção que muitos tinham relativamente ao perfil (supostamente) plano da ilha. A organização fez questão de demonstrar que o Porto Santo tem potencial para o trail-running e incluiu os picos mais emblemáticos nos percursos.

Fomos brindados por paisagens surpreendentes que incluem os vestígios das antigas fazendas, os espinhosos tabaibos, as escarpas, os miradouros virados para o oceano azul e muito mais.

A Vila Baleira foi o palco da meta de todas as provas.  Renato Andrade (RC Travel) e Ana Luísa Viveiros (ADRAP) venceram a prova maior, cumprindo 0s 42 quilómetros em 4 horas e 4 horas e 37 minutos, respectivamente.  A prova de 21 quilómetros foi ganha por Bruno Silva e Mariana Mendonça, ambos atletas da Associação Desportiva e Cultural do Jardim da Serra, com os tempos de 1 hora e 48 minutos e 2 horas e 31 minutos.

E a praia? A praia foi palco da partida da prova dos 42 quilómetros e do meu primeiro mergulho do ano.

Depois de palco da meta, a Vila Baleira foi também local de convívio e animação para todos os que participaram ou acompanharam o evento. Depois do esforço físico, a cerveja e a tradicional poncha já eram permitidas.

pxo4_trailA AARAM está de parabéns pela aposta que feito no trail-running. A visão do seu presidente, Luís Policarpo e a experiência do seu director técnico para o trail-running, Nuno Gonçalves, estão a dar resultados.  A Madeira tem um circuito regional muito disputado, um calendário de provas muito abrangente e tem conseguido fazer chegar os seus atletas à selecção nacional.

Fruto do enorme sucesso desta 5ª edição, estou certo que os merecidos apoios chegarão na próxima edição. No próximo ano, a prova poderia até ser inserida no programa das comemorações dos 600 anos da descoberta do Porto Santo.

Fotos: DR