Meyash – As meias irreverentes made in Portugal

mesh2bE se pudesse comprar umas meias coloridas e com isso poder ajudar quem mais precisa? Conheça as Meyash, um novo conceito de moda, com o selo de qualidade português.

Hoje entrevistámos os seus fundadores – José Massada, Marcos Fonseca e Manuel Guedes de Oliveira. Separados no mundo, unidos na mesma empresa.

Meyash é uma marca 100% portuguesa, que produz em Portugal, para todo o mundo. Como nasce a ideia e como a puseram em prática?

A nossa ideia inicial surgiu de várias premissas, que acreditamos ser verdade: a maioria das pessoas tem dificuldade em substituir meias antigas e, consequentemente, acabam por encher a gaveta com demasiadas meias velhas; as meias com padrões e cores vivas têm vindo a ganhar proeminência, principalmente agora que se usam calças mais curtas ou com a bainha dobrada, e têm vindo a substituir a gravata e outros acessórios como aquele detalhe que ajuda a vincar a personalidade de quem as usa; as meias de qualidade são caras e há relativamente pouca variedade; toda a gente gosta de usar meias novas, mas ninguém gosta de sair de casa para as comprar.

Nesse sentido, nós decidimos criar um serviço de conveniência, onde os nossos clientes passam a ter uma espécie de stylist, que todos os meses seleciona e envia um par de meias de grande qualidade e design, a preço acessível, diretamente para a caixa do correio.

As meias funcionam muito bem com um modelo de subscrição, porque são leves o suficiente para o custo de envio – que nós oferecemos gratuitamente. Não tem impacto no preço final, porque é um produto que as pessoas acabam por precisar de ir renovando com uma certa cadência, e porque cabem perfeitamente na caixa do correio (o que é uma enorme vantagem em Portugal e em vários países europeus, onde ao contrário dos EUA por exemplo, os apartamentos não costumam ter porteiro).

“No more boring black socks”, um dos vossos lemas. De que forma é que se propõem a mudar o estilo dos vossos subscritores?

Temos dois objetivos grandes para a Meyash. Primeiro, queremos contribuir para mudar a forma como as pessoas pensam sobre as meias. Acreditamos que já lá vai o tempo em que os sapatos, as meias e o cinto tinham que combinar e que a gravata era o único acessório que permitia renovar o visual corporativo. O mundo mudou, a moda também, e cada vez que escolhemos um estilo de roupa para sair de casa, estamos de certa forma a expressar a nossa personalidade. Nós acreditamos que as nossas meias não são apenas muito confortáveis, mas dão um toque de descontração que ajuda a vincar essa atitude.

Sabemos que a roupa que vestimos também afeta o nosso processo cognitivo – é interessante ver como apenas uma peça de roupa tão pequena pode ser uma boa maneira para quebrar o gelo e desbloquear conversas, para destacar um look mais básico, ou cortar a formalidade, numa ocasião especial. Se alguém está a pensar em mudar o visual, as nossas meias podem ser um primeiro passo para que se possa sentir mais confiante e irreverente.

O que torna as vossas meias tão (ou mais) especiais?

A Meyash é um serviço de subscrição de meias, com uma vertente social. Tal como um jornal ou uma revista, nós damos a possibilidade aos nossos clientes de receberem, todos os meses e por correio, um par de meias coloridas (encomenda selecionada pela nossa equipa de especialistas), renovando, assim, “a gaveta de meias pretas”, com alternativas de qualidade e padrões contemporâneos. Por cada par de meias vendido, nós doamos um par de meias, de qualidade semelhante, a uma instituição social.

Poderíamos passar horas a falar da qualidade do algodão (que com um pequeno toque de poliamida e elastano não perde a forma e confere resistência e um conforto absolutos), mas acreditamos que o nosso modelo propõe uma nova abordagem que é, essencialmente, uma combinação dessas três coisas que falávamos antes: o modelo de negócio é um pouco diferente dado que não vendemos um produto, mas sim um serviço (em que desenhamos, selecionamos e enviamos meias diretamente para casa dos nossos clientes que não se têm que preocupar com mais nada), o nosso preço é competitivo e, por último, temos a questão de responsabilidade social, que, pelo que sabemos, mais nenhuma outra marca a atuar em Portugal segue. Ou seja, combinamos a eficiência e conveniência de um modelo de subscrição aliada a um conceito de moda e de responsabilidade social, o que pensamos ser único em Portugal.

Funcionam como um serviço, apesar de enviarem meias para casa. Querem explicar como tudo acontece?

Como dissemos anteriormente, quando estávamos a pensar montar a empresa decidimos consultar a opinião de vários amigos e descobrimos que, embora a grande maioria deles gostasse muito da moda de usar meias mais divertidas, simplesmente não tinham paciência para sair de casa comprar meias – a grande maioria normalmente ia apenas a uma loja de desporto / feira / loja, uma vez por ano, comprar uma dúzia de tradicionais meias pretas.

Nesse sentido, decidimos criar não apenas um produto, mas sim um serviço de subscrição.  Nós tratamos de tudo: desde o desenho, selecção e escolha da peça (até nos certificarmos que ela é entregue diretamente na caixa do correio de casa dos nossos clientes, que não se têm que preocupar com mais nada). E, claro, por cada par de meias vendido, nós doamos um par de meias de qualidade semelhante a uma instituição social.

O feedback tem sido fantástico, não só em termos da qualidade ou design (e até a embalagem), mas também sobre o próprio modelo de subscrição: temos tido vários clientes a dizer que, cada vez que recebem a nossa encomenda, se sentem como se tivessem a receber um presente de aniversário (só que todos os meses!).

mesh2aAlém de ser um modelo de subscrição, Meyash compromete-se a enviar um outro par para a Associação de Albergues nocturnos do Porto. Como identificaram esta necessidade e como tem corrido a parceria?

Um dos momentos mais marcantes no nosso processo de criação da empresa deu-se quando descobrimos que a roupa interior – e meias em particular – são o produto em maior carência nos centros de acolhimento. Depois de lermos sobre isso nos EUA, decidimos conversar com várias associações em Portugal que confirmaram isso mesmo. A razão é simples: é raro pensarmos em doar roupa interior usada, normalmente quando doamos fazemos as doações em valor, em comida, calças, camisolas, calçado ou casacos. Por isso, na linha de marcas que admiramos – como o Tom’s Shoes ou a Warby Parker -, decidimos também seguir o modelo de buy one give one: por cada par que o cliente compre, nós oferecemos um par grátis à nossa parceira – Associação dos Albergues Nocturnos do Porto (AANP), a quem prometemos entregar, no final de cada semestre, o equivalente aos pares que vendemos.

Pode parecer um pequeno gesto, mas acreditamos que, se conseguirmos contribuir um pouco que seja para aumentar o conforto e melhorar a qualidade de vida destas pessoas com menos sorte, certamente lhes daremos menos uma coisa com que se preocupar.

Estando todos os sócios separados por vários quilómetros (Porto, Nova Iorque e Londres), como resolvem as questões de trabalho? Existem dificuldades nesse contacto não ser mais presencial?

Sim, sem dúvida que é desafiante, mas possivelmente também mais enriquecedor. Hoje em dia, com as redes sociais e várias apps para comunicação e gestão de projetos, torna-se mais fácil manter o contacto em tempo real. Dito isso, a distância geográfica e de horários, exige de nós não apenas disponibilidade, mas também uma disciplina, foco e rigor grandes.

Felizmente, devido à amizade e conhecimento mútuo que já trazíamos de há vários anos, temos conseguido garantir esta coordenação sem grandes problemas, também pelos contributos diferentes que damos ao negócio, que se completam entre si.

O futuro trará certamente desafios. Começaram pelas meias de homem, mas passa-vos pela cabeça alargar o conceito para crianças e mulheres?

Sim – sem querer estragar a surpresa temos várias novidades na pipeline: estamos a estudar umas colaborações com artistas plásticos fora da área de moda, estamos em contato com boutiques de roupa (tanto em Portugal e no estrangeiro), estamos a estudar a possibilidade de criar um modelo de meias desenhadas especificamente para crianças e para mulheres, e, por fim, continuamos a trabalhar na nossa plataforma, para aprimorar o que sabemos sobre cada cliente, com o objectivo de conseguir enviar produtos quase customizados para cada um deles.

*Visite as Meyash em http://www.meyash.co e em https://www.facebook.com/wearemeyash/

Protótipo português para monitorizar oceanos em apresentação este sábado, no Porto

marineyeUm grupo de investigadores portugueses criou um sistema autónomo que monitoriza de forma integrada os oceanos, permitindo assim uma gestão mais sustentável dos recursos marinhos e uma redução dos impactos de riscos ambientais. É esse sistema que vai ser apresentado este sábado, às 16h00, no Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), que fica localizado no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O conceito de monitorização integrada dos oceanos desenvolvido pelos investigadores do projeto MarinEye (um protótipo multitrófico para monitorização oceânica) vai fornecer ferramentas que permitem identificar alterações na biodiversidade.

A apresentação do sistema vai ser feita este sábado, a partir das 16h00, no Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC onde serão mostradas as diferentes tecnologias do sistema multitrófico.

O projeto, liderado pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), foi desenvolvido em colaboração com vários grupos de investigação portugueses nomeadamente o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – Politécnico de Leiria (MARE – IP Leiria).

O protótipo que vai ser apresentado é composto por vários módulos:

1)    Sistema de multisensores, que vai integrar diferentes sensores físico-químicos que vão medir, por exemplo, parâmetros como a temperatura, salinidade, oxigénio dissolvido, pH, entre outros, e uma plataforma de sensores óticos que vai ser validada para medição de dióxido de carbono dissolvido;

2)    Sistema de imagem de alta resolução, que recolhe imagens de fito e zooplâncton, para avaliar a sua abundância e biodiversidade;

3)    Sistema de acústica, com capacidade de fazer recolha de dados hidroacústicos, para recolher informação relativa à presença de mamíferos marinhos e estimativas de abundância de peixes;

4)    Sistema de filtração autónomo, desenvolvido para filtrar e preservar o DNA / RNA de diferentes classes de tamanho das comunidades de micro-organismos que habitam e representam a maior biomassa dos oceanos;

Todos os módulos foram conjugados num sistema integrado autónomo que culminou no protótipo MarinEye. O sistema inclui ainda uma plataforma de integração dos diferentes tipos de dados que vão ser gerados.

Associado a esta plataforma existe também um software que permite visualizar e sumariar os dados, além de desenvolver uma série de modelos cujo objetivo é integrar e identificar inter-relações entre os diferentes parâmetros químicos, físicos e biológicos obtidos através dos diversos módulos do MarinEye.

A habitabilidade do nosso planeta está dependente dos processos oceânicos, mas até à data não era viável observar e interpretar em simultâneo os diferentes componentes oceânicos, conjuntamente com diferentes níveis tróficos, desde microrganismos a mamíferos marinhos. “Estamos convictos que o conceito de monitorização integrada e sincronizada no tempo e espaço de parâmetros físicos, químicos e biológicos implementado no MarinEye, é essencial para o conhecimento da complexidade dos ecossistemas marinhos e será certamente, num futuro próximo implementado em diferentes observatórios oceânicos.”, referem Catarina Magalhães investigadora do

CIIMAR e coordenadora do projeto e Eduardo Silva, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC.

No futuro pretende-se operacionalizar esta tecnologia em contexto real e ainda integrar neste protótipo novas tecnologias, como por exemplo bio-sensores, no sentido de recolher o máximo de informação dos diferentes níveis do compartimento biológico in situ, referem os investigadores.

Os quatro parceiros nacionais que compõem a equipa do MarinEye tiveram diferentes papéis. O CIIMAR é o promotor do projeto e, juntamente com o IPMA e o MARE-Politécnico de Leiria, formaram uma equipa de biólogos e

químicos de diversas especialidades responsáveis pela validação das variáveis obtidas com os diferentes módulos do MarinEye. O INESC TEC incluiu uma equipa de investigadores na área da robótica, uma equipa especialista no desenvolvimento de sensores em fibra ótica e uma equipa de investigadores especialistas em análise de dados, responsáveis pelo desenvolvimento das componentes de robótica, sensores óticos e software de visualização e integração de dados, respetivamente.

O projeto MarinEye (PT02_Aviso4_0017) foi financiado pelo programa EEA Grants, em cerca de 400 mil euros.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR

1º concurso de inovação para startups na Europa dedicado à qualidade de vida passa por Lisboa

sparklifethecamp, um campus de inovação internacional localizado em França, lança o primeiro concurso europeu de inovação dedicado à qualidade de vida, com cinco dos seus parceiros fundadores (AccorHotels, Village by CA, SNCF Gares & Connexions, Sodexo e Steelcase). O objetivo é fornecer às startups a visibilidade e os meios para conceberem produtos inovadores que possam melhorar e transformar a vida quotidiana, em setores como o bem-estar, o ambiente e a interação social.

Lançado a 27 de março de 2017, Spark Life Contest está aberto a todas as startups europeias que tenham desenvolvido um protótipo e uma referência de mercado. O concurso pretende encontrar os serviços e as tecnologias mais inovadoras em três grandes categorias:

- Saúde e bem-estar: para todas as startups que contribuem para o bem-estar, melhorando a saúde física (corpo, Foodtech, gastronomia conceitual), emocional (revitalização, rejuvenescimento) ou intelectual.

- Espaços e ambiente: para todas as startups que criam soluções e serviços para edifícios e escritórios inteligentes ou que inventam novas formas de conhecer, partilhar, trabalhar e dormir.

- Interação social: para todas as startups que promovem a interação humana, o fortalecimento das relações interpessoais ou que incentivam a cooperação.

Após o lançamento, a primeira fase de candidaturas irá consistir num tour europeu de lançamento que irá decorrer até meados de maio. Em Lisboa, o tour passará no dia 2 de maio, e terá lugar no Second Home Lisboa, no Mercado de Ribeira.

Após este período de candidaturas, seguem-se as fases de seleção e enriquecimento que irão permitir aos candidatos apresentar as suas iniciativas inovadoras, para o apuramento de 10 finalistas. Posteriormente, o thecamp e os seus parceiros fundadores (AccorHotels, Village by CA, SNCF Gares & Connexions, Sodexo e Steelcase) irão selecionar os 5 projetos mais promissores a nível europeu. Os vencedores serão anunciados a 17 de outubro de 2017.

As startups vencedoras terão a oportunidade de participar no programa Acceleration do thecamp, no mês de novembro deste ano, e poderão tirar proveito da infraestrutura do thecamp, bem como do conhecimento dos vários parceiros (privados, públicos, startups, especialistas e artistas…) envolvidos nesta abordagem única à inovação na Europa.

Além disso, a AccorHotels, a Village by CA, a SNCF Gares & Connexions, a Sodexo e a Steelcase irão oferecer às startups vencedoras um contrato “Prova de Conceito” para as orientar durante as fases de experimentação e de estudos de mercado específicos para os seus projetos. Com um programa de tutoria personalizado, as startups terão a oportunidade de conhecer os especialistas destas empresas para os setores relevantes.

Para mais informações sobre o concurso e o processo de candidatura, consultar o Agorize:
http://www.sparklife-contest.com

thecamp é o campus de nova geração dedicado a tecnologias emergentes, com abertura agendada para o outono de 2017, em Aix-en-Provence (França). Reunirá parceiros públicos e privados, empresas em posição de relevo, startups, estudantes e artistas de todo o mundo, num esforço para fortalecer as pessoas e as organizações que pretendem fazer a diferença de forma ativa.

Fonte: Spark Life Contest
Foto: DR

Primeira fábrica portuguesa especializada na produção de perfumes inaugurada em Braga

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Foi inaugurada na quinta-feira a primeira fábrica totalmente especializada na produção de perfumes. Resultante de um investimento de 2 milhões de euros, a fábrica da NORTEMPRESA produzirá perfumes recorrendo à mais alta tecnologia existente no mercado, colocando Portugal lado a lado com os maiores players europeus desta indústria.

Com uma capacidade de produção superior a 20 mil perfumes por dia, a unidade está preparada para desenvolver produtos “chave na mão”, com recurso a laboratório próprio, profissionais especializados e perfumistas de renome internacional, satisfazendo as necessidades das marcas próprias da NORTEMPRESA (YDENTIK e AIRQUALITY), mas também criando e produzindo perfumes para terceiros.

A InvestBraga acompanhou e apoiou as várias fases do projeto de investimento, desde a procura de espaços de localização da atividade, passando pelo apoio no acompanhamento aos processos de licenciamento e noutros aspetos relacionados com a atividade, como o registo de marcas, propriedade industrial, etc.

É muito importante para Braga a abertura desta fábrica inovadora e única no país, que vai criar postos de trabalho altamente qualificados e permitirá a Portugal entrar no mercado internacional da produção de perfumes, concorrendo com outros grandes players do setor na Europa -Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga

O projeto, cujos capitais próprios são 100% nacionais, conta com financiamento do Portugal 2020 e ainda com as colaborações da Universidade do Minho, do Instituto Politécnico de Bragança e do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, no âmbito da investigação e desenvolvimento.

Fonte: InvestBraga
Foto: DR

Luxuosa vinícola chilena escolhe inovação lusa

oli_hotel_chile1A prestigiada vinícola do Chile, Vik, que produz o segundo melhor vinho chileno (La Cav 2015), escolheu uma inovação lusa da OLI para o seu hotel de luxo, Viña Vik Millahue, localizado entre os vinhedos e as montanhas do Vale de Colchagua.

Megalomano, inesperado, surreal … O hotel é luxuoso e pretende ser para pouquíssimos – testemunho de cliente

O Viña Vik Millahueque destaca-se pelo conceito de arte, design e arquitectura – cada quarto foi assinado por um artista de renome – seleccionou para os espaços de banho a solução “Slim”. Uma placa de comando de autoclismos interiores, desenvolvida no centro de inovação e na fábrica, em Aveiro, que se caracteriza por ser hidricamente sustentável e inclusiva, integrando a função de dupla descarga de água com a gravação em braile.

A Vik é o concretizar do sonho de um empresário norueguês que queria criar uma vinícola singular para produzir um vinho único. Alexander Vik escolheu Milhaue, pelo excelente ‘terroir’ e pelas condições climatéricas. Esta é também a única vinícola chilena a seleccionar as uvas automaticamente por laser.

oli_hotel_chile3Com esta prestigiada escolha, a OLI reforça a sua presença na América Latina e a intervenção em projectos hoteleiros de referência internacional, que valorizam as soluções hidricamente sustentáveis, ambientalmente responsáveis e em harmonia com a natureza.

Recorde-se que, no ano passado, a empresa portuguesa equipou no Peru, o Hotel Amazon Discovery, um barco hotel que proporciona o contacto com a beleza única da selva amazónica, uma das zonas com maior diversidade biológica do mundo.

Nos últimos quatro anos, a América Latina tem sido uma das apostas geográficas da OLI para se afirmar como um “player” global de soluções de banho sustentáveis e inclusivas, tendo já um Show Room no Chile.

A OLI, o maior produtor de autoclismos da Europa do Sul encontra-se sediada em Aveiro. Exporta 80% da produção para 70 países dos cinco continentes. Em 2016, registou um volume de negócios na ordem dos 48,5 milhões de euros. Actualmente, a empresa integra 380 colaboradores em Portugal. É a única empresa portuguesa a produzir autoclismos interiores.

A OLI está, pelo terceiro ano consecutivo, entre as três empresas em Portugal que mais patenteiam na Europa. Nos últimos cinco anos, o investimento em Investigação e Desenvolvimento fixou-se em 10 milhões de euros. Actualmente tem 41 patentes ativas na Europa.

Fonte: OLI
Fotos: DR

Plataforma Talent Spy junta gigantes do futebol nacional em evento na Caparica

Talent-Spy1Responsáveis de alguns dos principais clubes portugueses, nomeadamente Benfica e Sporting entre outros, vão reunir-se no próximo dia 10 de Abril, para discutir, juntamente com um conjunto de outros convidados, várias temáticas relacionadas com o mundo desportivo.

“Do observar ao jogar” é o tema da iniciativa organizada pelo Talent Spy, plataforma para a gestão de talento no futebol, e que acontece a partir das 09h00, no Hotel Aldeia dos Capuchos Golf & SPA, na Caparica.

Participam também nesta ação outros profissionais ligados ao desporto, ao futebol, ao futsal e ao futebol de praia. Aurélio Pereira, João Nuno Fonseca, Pedro Candeias, Mara Vieira, José Laranjeira, Rui Delgado, Joel Rocha, Pedro Catita, Raul Carvalho das Neves, e a empresa de gestão desportiva ProEleven, são alguns dos nomes e entidades que vão passar pelo evento.

O objetivo principal é analisar a observação de talentos nas várias modalidades de futebol, estando previstas sessões sobre temas como a “Análise de Adversário e Seleção de Talentos”, “Scouting no Futebol e no Futebol de Praia”, “Evolução do Jogador da Base ao Topo”, entre outros.

O Talent Spy, e a plataforma www.ftspy.com, destinada à criação e organização de relatórios de equipa e de jogadores, será também um dos assuntos em destaque. Com mais de 10 mil utilizadores em cerca de 100 países, o Talent Spy integra uma base de dados com informação sobre mais de 100.000 jogadores de 6.000 equipas, ligados a 250 competições em 50 países. O objetivo no futuro é que esta plataforma possa alargar-se a outras modalidades, evoluindo para um marketplace, a partir do qual será possível comunicar diretamente com os agentes.

Entre os clubes que utilizam o Talent Spy estão os que formaram os dois melhores jogadores da atualidade – o Sporting Clube de Portugal, onde surgiu Cristiano Ronaldo e o Newell’s Old Boys, da Argentina, onde Messi começou a jogar.

Ainda em Portugal, é utilizado por clubes como o S.L. Benfica para a modalidade de Futsal, Vitória de Setúbal, Estoril Praia, entre outros. Fora do país, já está implementado em geografias tão distintas como o Internacional de Porto Alegre no Brasil, o Estrela Vermelha na Sérvia, Three Rivers Soccer Club nos EUA, o Atlético Petróleos de Luanda ou a Academia de Futebol de Angola, em Espanha o Real Jaén CF, entre muitas outras referências.

As inscrições no evento são abertas a todos os profissionais e entusiastas da área do desporto.

Fonte: Talent Spy
Foto: DR

Decoração do Airbus A330 da Azores Airlines considerada uma das mais belas do mundo

a330_SATAA decoração do Airbus A330 da Azores Airlines foi considerada pelo CNN Business Traveller como uma das doze mais belas do mundo.

O site programa de viagens da cadeia CNN escolheu as aeronaves que nos últimos anos se destacaram pela criatividade da sua decoração, não se limitando a serem “tubos de alumínio com a genérica identidade corporativa”.

Há pinturas exteriores para todos os gostos e cada vez mais criativas. O artigo refere que as transportadoras nacionais reflectem alguns dos elementos mais identificativos dos seus países, enquanto as companhias aéreas independentes e low-cost recorrem a temas mais inesperados.

A decoração do Airbus A330 comemora “o estatuto das ilhas como um santuário de baleias” ao exibir um cachalote sobre a fuselagem. O logótipo da companhia aérea “é a barbatana caudal de uma baleia — exibido apropriadamente na cauda do avião”.

Esta decoração foi lançada para coincidir com o rebranding da companhia aérea dos Açores, anteriormente conhecida como SATA Internacional, acrescenta o artigo.

O Airbus açoriano figura nesta lista com outras decorações de extrema criatividade como o Tintin da Brussells Airlines, a Stars Wars da japonesa ANA ou o F.C. Barcelona da Qatar Airways.

Fonte:
CNN Business Traveller
Foto:
Azores Airlines

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Apoio na cobertura dos Açores
http://www.sata.pt/pt-pt

Portugueses participam em projeto que torna comunicações espaciais mais eficientes

sateliteO projeto europeu “SCREEN – Space Cognitive Radio for Electromagnetic Environment maNagement” usou tecnologias já existentes e utilizadas em comunicações terrestres juntamente com o conceito de radiocomunicações cognitivas para melhorar as comunicações no espaço.  Do consórcio formado por quatro entidades europeias, duas são portuguesas – a TEKEVER ASDS (Aerospace, Defense and Security), líder do projeto, e o INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência).

O objetivo do projeto, que contou com um apoio de um milhão de euros por parte da Comissão Europeia, permitiu melhorar as comunicações entre satélites e dos satélites para a Terra, diminuindo as interferências existentes.

A rádio cognitiva é uma forma de comunicação sem fios em que um transmissor consegue detetar, de forma inteligente, quais os canais que estão a ser utilizados e aqueles que não estão, permitindo instantaneamente ocupar os canais vagos – Luís Pessoa, investigador do Centro de Telecomunicações e Multimédia do INESC TEC

De acordo com o investigador, a grande inovação patente neste projeto foi a fase de implementação e teste das tecnologias. Tendo em conta os custos de lançamento elevados, são ainda poucas as tecnologias que são testadas no Espaço, pelo que os testes foram feitos nos laboratórios do INESC TEC, considerando sinais interferentes típicos de comunicações satélites.

“Utilizamos dois transceptores GAMALINK, que é uma plataforma da Tekever, e adicionamos alguma interferência à comunicação previamente estabelecida para avaliar a capacidade do sistema se adaptar de forma automática”, explica Luís Pessoa.

Está prevista a transferência de tecnologia para o mercado através da incorporação do módulo de rádio cognitivo que vai passar a ser uma funcionalidade adicional a incorporar na gama de produtos GAMALINK, já comercializada pela Tekever.

O INESC TEC desenvolveu ainda um simulador de redes satélite, que se encontra disponível para o público através de licença GPL em: https://github.com/Munich-Innovation-Labs/screen-visualization

O projeto SCREEN foi financiado pelo Programa Espacial da Comissão Europeia H2020, sob o acordo 640210. O projeto é financiamento no tópico “COMPET-6-2014: Tecnologias bottom-up de nível baixo de prontidão tecnológica”, envolvendo quatro parceiros e que começou no dia 1 de janeiro de 2015.

Fonte: INESC TEC
Foto: Pexel

CIIMAR lidera projecto de 1.3 milhões para combater a obesidade

CIIMAR_obesidadeCYANOBESITY é o novo Projecto Europeu do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto que visa o desenvolvimento de novos compostos nutracêuticos extraídos de cianobactérias marinhas, fundamentais para melhorar a qualidade de vida de indivíduos com problemas de obesidade.

A obesidade é comprovadamente um risco para a saúde global associado a problemas como a hipertensão, colesterol alto, diabetes, doenças cardiovasculares, apneia do sono, problemas respiratórios (asma), doenças músculo-esqueléticas (artrite) e algumas formas de cancro. Nas últimas duas décadas, a percentagem de obesidade quase duplicou em muitos países europeus.

Ralph Urbatzka, investigador no CIIMAR e coordenador do projecto, refere que “ao longo dos anos diversos medicamentos têm sido produzidos para tratar ou prevenir a obesidade no entanto, muitos apresentam uma vasta gama de efeitos colaterais perigosos pelo que é urgente a procura de novos compostos anti-obesogénicos. As cianobactérias marinhas apresentam-se assim como uma excelente solução sendo uma fonte de moléculas naturais”.

As cianobactérias são uma fonte prolífera de novos compostos bioactivos estando já algumas estirpes comercialmente disponíveis devido às suas propriedades benéficas para a saúde humana. Um dos exemplos é o composto brentuximab vedotin, um fármaco anticancerígeno derivado de cianobactérias e aprovado pela FDA para o tratamento clínico de carcinoma.

O projecto terá início com a produção de biomassa de estirpes de cianobactérias seleccionadas da colecção de culturas do CIIMAR, a maior colecção portuguesa e inscrita no World Federation of Culture Collections, e serão realizados diferentes bioensaios em peixes zebra e em vários tipos de células adiposas (que acumulam gordura) e células hepáticas (presentes no fígado) permitindo o isolamento de compostos bioactivos, necessários para a elucidação da sua estrutura química.

Na fase final do CYANOBESITY, e de forma a comprovar que estes compostos reduzem a obesidade ou melhoram o metabolismo na obesidade, será efectuado um ensaio in vivo em ratinhos obesos.

O isolamento destas moléculas bioativas permite obter, na fase final, um composto puro que pode ser administrado sob a forma de um produto nutracêutico ou uma dieta suplementar, não sendo misturado com outros metabolitos, reduzindo assim efeitos secundários potencialmente indesejados.

Este projecto, co-financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) no âmbito da ERA-MarineBiotech, tem a duração de cerca de 3 anos e reúne um consórcio de 4 países: Portugal, Suécia, Alemanha e Islândia.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR

Dupla de designers “O João e a Maria” participam na exposição Glass Cares em Milão

joaoemaria_peçaO jovem designer industrial João Abreu Valente vai marcar presença em Milão na exposição Glass Cares em conjunto com Maria Pita Guerreiro. A dupla de designers portugueses, intitulada O João e a Maria, irá participar, juntamente com outros 9 designers portugueses, na exposição Glass Cares, em Ventura Lambrate, durante a semana de design de Milão.

A iniciativa da OFF Portugal, uma colaboração desenvolvida entre o Arquivo 237, a VICARA e o CENCAL – Centro de Formação Profissional para a Indústria da Cerâmica, deu origem a 10 peças em vidro elaboradas durante uma residência de dois dias na Marinha Grande, com o saber e a experiência dos grandes mestres vidreiros que emprestaram todo o seu expertise aos jovens designers.

A peça criada pela dupla O João e a Maria intitula-se CMYK, abreviatura de Cyan, Magenta, Yellow e Black (as cores primárias) e é um conjunto de garrafa e copo que ‘brincam’ com jogos de luz e cor. “Quisemos criar uma peça que nunca fosse estática. O azul, o magenta e o amarelo criam novas cores quando se unem. A transparência do material é usada para permitir a fusão de cores, ao sobrepor camadas de vidro colorido em cima da garrafa já colorida”, refere João Abreu Valente.

Durante os 6 dias do evento, os designers portugueses pretendem causar impacto com as peças produzidas e demonstrar a qualidade técnica e artística do seu trabalho, desenvolvido na região de Portugal com maior tradição e sabedoria na arte de bem trabalhar o vidro.

Mais sobre João Abreu Valente

Nascido em Lisboa, em 1984, João Abreu Valente Licenciou-se em Design de Produto pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, em 2008. Em 2012, terminou o Mestrado em Contextual Design pela Design Academy Eindhoven. De regresso a Lisboa, em 2013, abriu o seu estúdio e fundou o Arquivo 237, uma plataforma cultural na Rua da Rosa, no Bairro Alto. Em 2012 criou o Teapot’set: um bule que produz o seu próprio serviço de chá, coleção que já arrecadou prémios importantes de design: Primeiro Prémio na Homeless Design Competition durante o Salone del Mobile, em 2013; Be Open’s Young Talent Award, em 2014; e Prémio Finalistas Daciano da Costa, em 2015.

Fonte: O João e a Maria
Foto: DR