Braga ambiciona ser um hub para negócios sociais e iniciativas de Empreendedorismo Social

CMBcidadeA Câmara Municipal de Braga encontra-se a organizar um fórum sobre inovação social que se irá realizar no próximo dia 7 de fevereiro de 2017. Este evento tem como objetivo promover a Inovação Social e posicionar o Município de Braga como um hub para negócios sociais e iniciativas de Empreendedorismo Social.

Este fórum, com a chancela do IES-Social Business School, a primeira escola de negócios focada em Inovação e Empreendedorismo Social, terá oradores de referência e um conjunto de pitches dos projetos finalistas do Bootcamp em Empreendedorismo Social, que se propõem resolver problemas da sociedade.

Nesta iniciativa, mostrar-se-ão os movimentos globais que estão a mudar o sector empresarial, as boas práticas que estão a ser adoptadas pelo sector social, os novos mecanismos de contratação por resultados implementados por entidades públicas e as iniciativas de Empreendedorismo Social que estão a desenvolver modelos inovadores e sustentáveis.

O evento será realizado no Museu D.Diogo de Sousa e as inscrições são gratuitas e obrigatórias, devendo ser efectuadas até dia 3 de Fevereiro através do seguinte link: https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-braga-hub-de-inovacao-social-31158257186.

Informações adicionais podem ser obtidas junto da Rede Social de Braga, através do e-mail rede.social@cm-braga.pt

Fonte: Rede Social de Braga
Foto: CMB

Madalena Seabra – “Percebi realmente que posso e consigo ajudar as pessoas”

nepal1aO meu nome é Madalena, tenho 23 anos e sou de Lisboa. Estudo Direito na Universidade de Lisboa mas sempre tive a ambição de fazer voluntariado fora de Portugal. O Nepal surgiu através de um primo que esteve aqui através da All Hands Nepal, logo a seguir aos terramotos.

Sinto que descobri a minha vocação aqui!
O meu primo explicou-me tudo sobre a organização e o quanto tinha gostado das pessoas que fazem parte desta, e senti que era aqui que devia ter a minha primeira experiência de voluntariado fora de Portugal.  Quando ele cá esteve, o projecto consistia basicamente em demolir casas e estruturas e fazer a limpeza de tudo o que tivesse sido destruído durante o terramoto.

Só quando cá cheguei é que percebi realmente o quanto esta comunidade precisa de ajuda, e vejo diariamente a gratidão que sentem por estarmos aqui com eles, não só a construir escolas para as suas crianças, mas também a conhecer e abraçar a sua cultura.

Nunca pensei que me fosse identificar tanto com o projecto e com as pessoas que aqui trabalham. Estamos todos aqui para que centenas de crianças possam ter um lugar seguro onde estudar, e ao vê-las todos os dias a ter aulas em contentores de metal temporários com 30 graus de temperatura conseguimos ganhar ainda mais forças para trabalhar para isso.
nepal2Acordamos todos os dias às 05h30 da manhã e é surpreendente como todos temos um sorriso na cara, mesmo que a maior parte de nós não sinta as pernas por causa do trabalho do dia anterior. Trabalhamos das 07h às 16h a fazer todo o tipo de coisas, desde tirar pregos de madeiras para as podermos reutilizar, a construir as estruturas (colunas, paredes) ou pôr cimento no que já estiver pronto para pavimentar.

O trabalho é bastante duro, alguns conseguem aguentar o dia todo, outros tiram algum tempo para descansar se sentirem que está a ser pesado demais. Todos trabalham a 110 por cento e nunca pensei que apenas duas mãos pudessem fazer uma diferença tão grande. Ajudamo-nos mutuamente, tanto fisicamente como psicologicamente, e o trabalho de equipa faz com que tudo se torne um bocadinho mais fácil.

O povo nepalês é dos povos mais acolhedores e fortes que já tive o prazer de conhecer, e há certos trabalhos em que cada voluntário trabalha com um “mason” nepalês durante o dia. Para mim foi dos melhores dias que tive aqui, porque aprendemos a comunicar com uma pessoa sem falar, só através de gestos e ganhamos outra perspectiva, sendo que todos eles e as respectivas famílias estiveram aqui durante os dois terramotos e, mesmo assim, querem ajudar a reconstruir tudo e a dar às suas crianças a educação que merecem.

Sinto que descobri a minha vocação aqui. Quero e sei que posso ajudar muitas pessoas só por oferecer um dia de trabalho, e ao estar aqui percebi que cada pessoa faz a diferença. São mais duas mãos a trabalhar, mais duas mãos a ir buscar água e a distribuir pelos voluntários, mais duas mãos a ajudar um “mason” a construir uma parede ou a aprender com ele como construir as formas de madeira para edificar a escola.
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Sinto que o trabalho que faço aqui é muito importante e útil, e quero continuar a fazê-lo para o resto da minha vida. Seja em Portugal ou fora de Portugal, percebi realmente que posso e consigo ajudar as pessoas, mesmo sem ter qualquer experiência em construção.

Os desastres naturais são uma realidade diária, e vai sempre haver algum sítio que precisa de mais mãos para trabalhar. Por isso quero oferecer as minhas, sempre que puder, onde precisarem de mim.
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Estou eternamente agradecida ao meu primo e a todos os que me receberam aqui no projecto, e sinto-me em casa na base, embora as condições não sejam as melhores.

Aprendemos a adorar banhos de água fria, a dar graças pelo prato de comida à nossa frente (que é basicamente arroz com batatas todos os dias) e a sentirmo-nos completos por ajudarmos todas estas pessoas que precisam tanto da nossa ajuda.

Os progressos são visíveis, em uma semana passámos de ter apenas as estruturas edificadas para ter todo o chão pavimentado e as paredes construídas com tijolos.

Aconselho vivamente a toda a gente a informar-se sobre a organização, que tem projectos em vários sítios por todo o mundo.
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Há sempre lugar para nós, e quanto a mim, não podia estar mais feliz por ter vindo para aqui.


Fotos: DR

Turismo solidário: Entrevista a Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip

impactrip1A ImpacTrip (agência de viagens de Turismo Solidário) proporciona experiências turísticas alternativas para REdescobrir Portugal e criar um impacto social e ambiental positivo. A Excelência Portugal quis conhecer este conceito turístico inovador e entrevistou Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip.

Já doámos milhares de refeições, gerámos muitas centenas de horas de voluntariado corporativo envolvendo milhares de colaboradores e apoiando ainda maior número de beneficiários – Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip

Quando tu e o Diogo se sentaram e decidiram fundar a ImpacTrip, qual era o objectivo? Ainda hoje é o mesmo ou tem evoluído?

A ideia surgiu enquanto viajava sozinha pela Ásia e percebi que havia mais pessoas como eu, que queriam conhecer profundamente os locais por onde passavam e deixar uma marca positiva fazendo voluntariado. Depois de pesquisar percebi que já existiam alguns programas deste género com bastante sucesso e que faziam realmente a diferença nessas comunidades, mas em Portugal não. Foi aí que pensei: “Em Portugal existem, obviamente, necessidades sociais e nós somos um país maravilhoso para se viajar.” A ideia estava formada. Durante este processo conheci o Diogo que, com experiência no sector do turismo, percebeu que era uma ideia com futuro. Foi através do Linkedin que entrámos em contacto e marcámos um almoço para discutir ideias sobre a possibilidade de trabalharmos aquele conceito. Apertámos a mão ali mesmo e hoje em dia esse aperto de mão traduziu-se numa grande amizade e muito crescimento profissional. Hoje o objectivo mantem-se, dar a conhecer o nosso país de uma maneira diferente, permitindo aos nossos turistas viajarem como locais e ainda darem um pouco de si a quem mais precisa.

A empresa tem evoluído muito ao longo do tempo e no ano passado criámos mesmo um novo departamento que se dedica exclusivamente à responsabilidade social das empresas. Em parceria com a nossa rede de parceiros sociais procuramos soluções que envolvam os trabalhadores na própria solução efetiva dos problemas e necessidades destas organizações que no dia-a-dia fazem um trabalho incrível. Neste novo departamento, a Impacteam, temos tido um sucesso enorme pois já trabalhámos com grandes empresas como é o caso da Lilly, Banco de Portugal, Partners, PHC, entre outras. Já doámos milhares de refeições, gerámos muitas centenas de horas de voluntariado corporativo envolvendo milhares de colaboradores e apoiando ainda maior número de beneficiários.

Queres explicar um pouco às pessoas aquilo que acreditas ser a missão da empresa que criaste?

Ao contrário do que muitos pensarão, para se fazer Turismo Solidário não é necessário ir para países de terceiro mundo ou terras perdidas no meio do mato. A Europa e as grandes cidades, por exemplo, também têm necessidades sociais e ambientais que precisam de ser colmatadas. E foi dessa visão que nasceu a IMPACTRIP, um conceito totalmente pioneiro e inovador em Portugal e que se revela como uma forma incrível e autêntica de conhecer este magnífico país.

O Turismo Solidário é uma forma de turismo alternativo que junta dois conceitos muito interessantes (e improváveis): Turismo e Voluntariado.

Este turismo diferente contribui para o combate às desigualdades sociais e permite ao viajante dedicar parte do tempo da sua viagem ao desenvolvimento da região visitada, de modo a ter uma maior envolvência com as comunidades locais absorvendo melhor a cultura e deixando a sua marca positiva.

Quem é que nunca acabou uma viagem com a sensação que podia ter visitado mais, que teria sido engraçado conhecer os locais mais a fundo, as ruas mais escondidas, os costumes mais enraizados? Quem é que nunca terminou uma viagem com a sensação de que podia ter feito algo diferente?

Estas viagens solidárias vêm responder a esse espaço vazio que fica quando viajamos. Poder passear, conhecer os locais pela voz de um local, fazer refeições em fornos comunitários, apanhar azeitonas, preservar o lobo ibérico que está em vias de extinção, são atividades que fazem parte de um turismo diferente, que nos transporta para tempos e histórias antigas e nos dá a conhecer a verdadeira essência de cada região. E no final, estas viagens têm um impacto muito positivo, em termos sociais, ambientais e até pessoais.

O voluntariado destes programas é sempre adaptado às competências dos voluntários para maximizar o contributo para a organização que os recebe. As tarefas são muito diversificadas dependendo das organizações e podem ir desde cozinhar refeições para sem-abrigo, ensinar crianças de bairros sociais a tocar guitarra, limpar o lixo marinho do fundo do mar, resgatar animais abandonados da rua ou mesmo construir uma casa para uma família carenciada. Estes são só alguns exemplos de muitos programas que podem ser organizados sob o conceito de turismo solidário.

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- Fala-nos um pouco daquilo que é possível fazer convosco.

Como somos todos diferentes e temos gostos distintos, procuramos sempre ter programas que se adaptem a todos os “gostos e feitios”.

Os programas de praia e natureza são sempre os mais procurados até porque fogem um bocadinho dos locais e itinerários ditos habituais.

Temos 4 programas principais – Natureza, Praia, Mergulho e Cidade – que depois se subdividem por vários locais em Portugal (incluindo ilhas) e durações (desde 1 dia até 2 semanas). Podem ver todos os destinos onde trabalhamos no nosso website.

Igualmente importantes são as 6 áreas de impacto com quem os viajantes-voluntários se podem envolver:

– Combate à fome a desperdício alimentar

– Educação infantil

– Ambiente

– Combate à pobreza

– Proteção animal

– Apoio a pessoas com deficiência

Em termos de destino, Valada do Ribatejo, por ser um destino completamente desconhecido até para os Portugueses e por ter uma Natureza ainda muito virgem, e a experiência da Arrábida, pela beleza Natural, são os mais procurados.

O número não está fechado, estamos sempre a lançar novos programas que tenham um impacto social significativo numa das 6 áreas de impacto.

Acreditas que o turismo solidário em Portugal tem muito para crescer?

Sem dúvida que sim! O Turismo está em constante mudança e evolução. Os turistas são muito exigentes e estão sempre à procura de inovação e de atividades que os desafiem e tornem a experiência “fora de casa” numa experiência única. Em Portugal, o turismo solidário está a ganhar o seu lugar e nós, enquanto ImpacTrip, ficamos muito satisfeitos no papel ativo que estamos a ter para essa evolução. Temos a certeza que neste momento somos a referência do Turismo Solidário em Portugal e o nosso objectivo é aumentar esse reconhecimento e levar a ImpacTrip ainda mais para fora de portas.

A grande maioria dos nossos clientes são estrangeiros, mas gostávamos muito de aumentar o número de Portugueses a experimentar este tipo de turismo.

- Que tipo de pessoas procuram fazer voluntariado no nosso país?

O nosso público varia consoante o programa, mas são maioritariamente jovens, pessoas que costumam fazer algum tipo de voluntariado, que são ativas e participam em grupos de desporto ou artes.

Os mercados-alvo internacionais são essencialmente os Países do norte da Europa, os Estados Unidos e Canadá e a Austrália.

Algum (ou alguns) episódio(s) que tenham chamado a tua atenção, algo que verdadeiramente marcou toda esta tua aventura?

Tantos… Desde casais formados nos nossos programas de voluntariado internacional de longa duração, até viajantes grávidas, pessoas que vêm curar depressões fazendo voluntariado (e resulta!), famílias inteiras que trazem as suas crianças ou filhos de emigrantes que se mudam para Portugal depois dos nossos programas. As nossas histórias davam para uma longa conversa

Deixo a história que escrevemos sobre uma família com uma criança de 6 anos que viajou connosco: http://www.e-konomista.pt/artigo/voluntariado-para-criancas/

Que desafios esperas encontrar pela frente? Ainda há um longo caminho a fazer em termos sociais e ambientais em Portugal?

Dado que o Turismo Solidário ainda continua a ser um conceito desconhecido no nosso País, o nosso objetivo é claramente dar a conhecer esta nova forma de viajar e convidar cada um e todos os Portugueses a Redescobrir o seu País.

O terceiro sector em Portugal está cheio de ideias e cada vez mais jovens dedicam o seu tempo e energia e renovar a forma como estas trabalham. Há um longo caminho para melhorar o sector mas mesmo sendo devagar estamos a seguir no caminho certo. E a ImpacTrip quer fazer parte e contribuir para esse caminho de progresso social e ambiental!

Fotos: DR

Trail Running: Madeira recebe MIUT® 2016

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O MIUT® – Madeira Island Ultra Trail, que se realiza entre os dias 20 e 24 de abril de 2016, é uma prova de corrida de montanha que propõe a total travessia da ilha da Madeira no sentido noroeste-sudeste. Os participantes vão poder comprovar in loco e de forma activa todo o deslumbramento ou, pelo menos, os cenários mais espectaculares da pérola do Atlântico.
Julgamos ter efectivamente consolidado um trabalho de equipa que leva já alguns anos de experiência nesta área, um projecto que abraçámos de corpo e alma, visando única e exclusivamente o interesse público regional de promoção desta linda ilha – Nuno Gonçalves, presidente do Clube de Montanha do Funchal e director do MIUT®
Que a Madeira é terra de beleza ímpar e de inúmeros encantos e desafios, ninguém duvida. O MIUT® atravessa a ilha da Madeira no sentido noroeste-sudeste, desde o concelho do Porto Moniz até Machico, percorrendo os melhores trilhos da ilha, nomeadamente o maciço central – Encumeada – Pico Ruivo (1861 mts) – Pico do Areeiro, num circuito muito estimulante e desafiador com cerca de 115 km.
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Só uma prova como o MIUT® pode efectivamente levar um evento de referência a locais como a Fajã do Barro, Curral Falso, Levada dos Cedros, Cavaca, Terra Chã, Caramujo, Relvinha, Fajã Escura, Boca das Torrinhas, Ruivo, Areeiro, Funduras, Degolada, Larano, Boca do Risco, numa travessia que não é conhecida do grande público – Nuno Gonçalves
O melhor barómetro do sucesso desta prova é o ritmo alucinante das inscrições e grande número de atletas de topo que marcam presença. Em pouco mais de 24 horas após a sua abertura, um terço das vagas foi preenchido. O evento contará com 2030 participantes de 39 nacionalidades.
A prova conta com quatro corridas: a principal (MIUT), de cerca de 115 quilómetros, com 600 vagas, a ULTRA, cerca de 85 quilómetros, com 300 vagas, a MARATHON, cerca de 40 quilómetros, com 600 vagas, e a MINI, cerca de 17 quilómetros, com 400 vagas.
Esta 8ª Edição do MIUT® tem como novidade a inclusão da Vereda do Larano, em Machico, na prova. Foram também efectuadas algumas alterações, nomeadamente nas partidas. A prova ULTRA vai partir de São Vicente, a MARATHON começa no Chão da Lagoa e a MINI arranca no Porto da Cruz.

Este ano, o evento associou-se à causa social da Liga Portuguesa contra o Cancro, contribuindo com 1€ por cada inscrição efectuada.
Fonte: MIUT
Fotos: João Santos

 

SIC Esperança e LIDL premeiam “Saúde na Esquina”

 

saudenaesquina2O projecto “Saúde na Esquina” da Saúde em Português – Delegação Regional do Centro foi um dos vencedores da segunda edição do Movimento Mais Para Todos, promovido pela SIC Esperança e pela cadeia alimentar LIDL.

Com apenas 3 meses de existência, a Delegação Regional do Centro da Saúde em Português vê o seu primeiro projecto,  “Saúde na Esquina”, ser seleccionado e financiado pelo Movimento Mais Para Todos.

A organização não-governamental, promotora do projecto que arranca em Viseu em agosto de 2016, recebeu o prémio numa cerimónia que se realizou esta quarta-feira, 16 de março, em Sintra.

O “Saúde na Esquina” tem como público-alvo mulheres trabalhadoras do sexo e a ONG propõe-se a realizar acções médicas nos locais de trabalho da prostituição, uma medida inovadora no distrito de Viseu.

Este projecto abrange a educação para a saúde, consultas médicas, sensibilização para a prevenção e apoio psicossocial. O acesso facilitado aos cuidados de saúde no local de trabalho, com o consequente desenvolvimento de confiança com os médicos e todos os profissionais da equipa, empáticos e motivados, vão ser a chave para uma integração posterior e voluntária deste grupo de risco no Serviço Nacional de Saúde.

No plano de actividades da Saúde em Português – Delegação Regional do Centro constam ainda vários outros projectos de trabalho com populações de risco.

Fonte: Saúde em Português – Delegação Regional do Centro
Foto: DR

“Há ir e voltar” lança campanha de crowdfunding para construção de segunda escola no Quénia

hairevoltar1Diana Vasconcelos, 28 anos,  licenciada em Ciências da Comunicação, rumou ao Quénia, em 2014, com o seu projecto “Há ir e voltar“.  O objectivo era fazer trabalho voluntário durante um ano numa das maiores favelas do mundo, mas acabou por envolver-se intensamente na ajuda à população e na construção de uma escola. Agora, Diana pretende edificar outra escola.

Depois de trabalhar na área da comunicação em algumas agências, faltava algo para se sentir feliz. Diana chegou ao Quénia através do programa de Serviço Voluntário Europeu. A sua candidatura foi aceite num dia. O plano previa um ano de voluntariado no Gabinete de Comunicação da ONG Kenya Youth Foundation e no ensino de crianças.

Diana não se limitou ao estabelecido, começou a ajudar as pessoas e a planear a construção de uma escola em Kibera, o maior bairro de lata de África, nos subúrbios de Nairobi, capital do Quénia. A escola ficou concluída em 2015 e é frequentada por 75 alunos.

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Já arrecadei mais de três mil dólares (através da Internet) e pretendo chegar aos 20 mil para poder reconstruir esta escola que não tem condições, nesse momento, para abrigar as crianças – Diana Vasconcelos em declarações à Lusa

Agora, Diana quer reconstruir uma escola em Mathare, uma aterradora favela nos subúrbios de Nairobi, onde é impossível quantificar o número de pessoas que ali vive ou sobrevive. Não há censos nem registos de nascimento.

Muita desta gente vive com menos de 1 dólar por dia. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas de Mathare esteja infectada com o HIV. A morte prematura, o crime, a prostituição, o alcoolismo e o vandalismo fazem parte do dia a dia desta comunidade.

A jovem portuguesa pretende deitar abaixo a escola utilizada pela Angel Girls Educational and Rehabilitation Center e reconstruí-la. Diana pensa nas 78 crianças, dos 3 aos 12 anos, que estudam numa escola que “não devia servir nem para criar animais”.

As turmas são combinadas entre vários anos porque não há salas para todas. E cada sala enche-se com muito mais meninas do que aquelas que qualquer um de nós, atrás destes computadores, poderia algum dia comportar. 

Diana lançou uma campanha de crowdfunding e pretende realizar outras iniciativas para angariar fundos e ajuda. A jovem de Amarante conta com a colaboração de 3 portuguesas (Francisca Oliveira, Diana Nicolau e Gisela Lourenço) que se conheceram em Nairobi e agora ajudam a partir de Portugal. “Somos 4, quase a conta que Deus fez, a rumar para o mesmo lado: o lado onde se constroem escolas e se transformam sonhos em realidade!” sublinha Diana.

Vamos deitar abaixo tudo isto e construir uma escola bonita. De pedra e com chão de cimento. Vamos ter paredes lisas e com cores, vamos fazer janelas para terem luz. Vamos construir dois andares para que cada menina tenha direito a um espaço para respirar sozinha. Vamos ter casas-de-banho com papel higiénico. Vamos ter móveis bonitos e confortáveis, onde vai dar gosto aprender. Vamos ter uma biblioteca com muitos livros.

Diana Vasconcelos não resiste à alegria e a esperança que vê nas caras das 78 meninas da Angel Girls. Vamos ajudar?

Fontes: Há ir e voltar; TVI 24; Notícias UP
Fotos: DR

Portugueses entre os mais influentes do mundo em evento no Dubai

pip1O World Government Summit é um evento para a partilha de conhecimento, envolvendo áreas como o Governo, Tecnologia e Inovação. Funciona como um ponto de troca de ideias e experiências que agrega vários agentes destas áreas, fomentando o desenvolvimento humano.

Nesse sentido, o World Government Summit reúne, mais de 400 líderes de 90 países, incluindo também académicos, investigadores e representantes de organizações internacionais, e irá contar com presenças de renome como Rania Al Abdullah,  Rainha da Jordânia, Richard Branson, CEO & Fundador da Virgin e ainda HE Ban Ki Moon, Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, criando uma oportunidade para construir redes de contacto colaborativas.

A 4ª edição do World Government Summit é assim composta por duas exposições principais, sendo que uma é a apresentação de projetos no Pavilhão da Inovação, onde estarão projetos governamentais de todo o mundo relacionados com inovação, bem como a entidade portuguesa Patient Innovation.

O projeto Patient Innovation, liderado pela Católica-Lisbon School of Business and Economics, é o resultado de uma cooperação internacional que inclui pessoas e instituições empenhados em ajudar a promover a difusão de inovações e conhecimento para melhorar a vida das pessoas.

O objetivo desta exposição específica, é informar, promovendo novas formas de pensar através da experiência, e inspirar os visitantes a contactar com os inovadores. Nesse sentido, o Patient Innovation leva consigo mais um projeto português.

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Esse projeto é o Feelipa Color Code, o código de cor para pessoas com deficiência visual, que teve origem no ano de 2009, quando a autora, Filipa Nogueira Pires, aquando do Mestrado em Design de Produto da FA-UTL e em parceria com o Centro Helen Keller (uma escola dedicada à integração de alunos com problemas visuais e com outras necessidades educativas), iniciou uma investigação com o objectivo de tornar a cor acessível ao maior número de pessoas possível, em particular às pessoas com algum tipo de deficiência visual.

O World Government Summit decorre de 8 a 10 de Fevereiro no Dubai.

Fonte: We Love Social
Fotos: DR

 

Nasceu uma rede para partilha de experiências entre doentes oncológicos

rede_socialFalarSobreCancro.org é o nome da rede social que nasceu para troca de informações e experiências entre doentes oncológicos. O site é público, livre e gratuito e pretende ser um meio privilegiado de interacção a comunidade oncológica, nomeadamente doentes, familiares, amigos, profissionais de saúde, investigadores e voluntários.

O FalarSobreCancro.org tem vindo a ser apresentado a todos os doentes do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto) e conta, de momento, com cerca de 400 membros registados que partilham conteúdos informativos através de artigos e comentários.

A rede FalarSobreCancro.org apresenta ainda o “Boletim Clínico” gerido apenas pelo IPO-Porto e que integra conteúdos clínicos e científicos que só podem ser publicados por profissionais de saúde devidamente habilitados e cujo objectivo é exclusivamente informativo e educativo.

Para aceder à rede basta fazer um registo. O utilizador pode, depois de registado, verificar todos os membros que fazem parte da comunidade, aceder à actividade de cada utilizador, interagir em grupos temáticos (medicinas alternativas, cancro da mama, entre outros) e ainda escolher quem pretendem ou não seguir.

O cancro é a segunda maior causa de morte em Portugal e aquilo que assistimos, cada vez mais, é a um aproveitamento enorme da dor e do desespero do paciente por parte de terceiros, potenciado pela quantidade de ‘desinformação’ que a internet muitas vezes nos fornece. Com o FalarSobreCancro.org o que queremos é, por um lado, criar uma rede de contacto entre pessoas que enfrentam a mesma luta e dar acesso aos pacientes a profissionais de saúde que dissipem algumas dúvidas e esclareçam a veracidade de algumas matérias”, explica Rui Oliveira, administrador do INESC TEC e docente da Universidade do Minho que, com Nuno Martins, docente do IPCA, é responsável pelo desenvolvimento da plataforma.

O projecto nasceu precisamente no âmbito da tese de doutoramento de Nuno Martins que estudou o trabalho de comunicação de cidadãos e instituições na luta contra o cancro através dos media participativos online. O trabalho atingiu uma nova fase de investigação com o FalarSobreCancro.org, que passou a estar centrado no estudo de uma solução prática que ajude a comunidade oncológica na luta contra a doença.

O principal parceiro do projeto é o IPO-Porto que, com os seus clínicos e doentes, está a desenvolver um trabalho cooperativo e contínuo de estudo, teste e avaliação de soluções para esta plataforma web que apoiem os cidadãos que se relacionam de forma directa ou indirecta com o cancro.

Para Laranja Pontes “nesta rede social, através do Boletim Clínico, prestamos informações científicas numa linguagem acessível a todos. Estabelecemos assim mais um canal de comunicação com a comunidade oncológica, acompanhando a evolução da comunicação digital. Reforçamos a nossa prática de disponibilidade e transparência junto do nosso público e contribuímos para uma população cada vez mais esclarecida“, conclui o presidente do IPO-Porto.

Assunção Tavares, psiquiatra do Serviço de Psico-oncologia do IPO-Porto, mostra-se surpreendida com a adesão da comunidade: “estamos agradavelmente surpreendidos com a adesão e interacção da comunidade oncológica nesta primeira fase da plataforma que não para de crescer e que está a exigir cada vez maior participação dos nossos profissionais, no âmbito do Boletim Clínico”.

Os conteúdos da responsabilidade do IPO-Porto na plataforma restringem-se àqueles que são produzidos para o Boletim Clínico e assinados pelos profissionais da Instituição, prestando assim um serviço de informação à população. Não é função desta Instituição monitorizar ou mediar as publicações dos utilizadores da plataforma.

A rede comunitária está agora a ser desenvolvida por uma equipa de investigadores do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, da Universidade do Minho e do INESC TEC.

Fonte: INESC TEC
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Fundador e CEO da eSolidar na lista europeia 30 Under 30 da Forbes

esolidarO fundador e CEO da eSolidar  é o único português na lista europeia 30 Under 30 da revista Forbes. Marco Barbosa foi eleito na categoria de empreendedorismo social.

A lista 30 Under 30 Europe é lançada este ano e distingue 300 empreendedores até aos 30 anos em 10 categorias: artes, entretenimento, indústria, media, política, empreendedorismo social, retalho e e-commerce, ciência e saúde, finanças e tecnologia.

A eSolidar é como uma loja solidária online onde cada transacção tem impacto social. Pode comprar, vender, doar e muito mais.

A plataforma nasceu em maio de 2014 e tem como principal objectivo ser um mecanismo abrangente para que as organizações sem fins lucrativos angariem fundos online de uma forma rápida, eficaz e com baixo custo, envolvendo activamente a comunidade neste processo. De acordo com o portal,  a eSolidar já conta com mais de 40.000 utilizadores registados e 570 organizações sem fins lucrativos já beneficiaram da sua actividade.

Tiago Paiva e Cristina Fonseca, fundadores da start-up portuguesa Talkdesk, estão na lista mundial dos “30 under 30”, na categoria de tecnologia empresarial da Forbes.

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Fundadores da start-up portuguesa Talkdesk na lista “30 Under 30″ da Forbes


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Portuguesa cria uma escola no meio do Deserto do Namibe

IMG_1164[1]O que fazem as crianças que vivem no deserto a 180 km da escola mais próxima? Foi esta a realidade que uma psicóloga portuguesa, Andreia Hesemans, encontrou quando se mudou da capital da Namíbia (Windhoek) para Sossusvlei, no Deserto do Namibe. Neste cenário árido mas deslumbrante, são vários os complexos turísticos que se instalaram entre as dunas. Andreia reparou que, dada a inexistência de transportes públicos na região, os filhos dos trabalhadores destes hotéis simplesmente não iam à escola.

Quando foi mãe, há seis anos, a psicóloga apercebeu-se do impacto que a ausência de uma escola tinha nestas crianças. Resolveu, então, criar uma. Foi a partir do negócio Namib Sky Ballon Safaris (www.namibsky.com) do sogro de Andreia que surgiu o fundo comunitário Namib Sky que financia, em conjunto com donativos provenientes de todo o Mundo, a nova pré-escola Little Bugs (www.little-bugs.org). Esta tem hoje 25 alunos entre os 2 e os 5 anos e é dirigida aos trabalhadores dos hotéis desta região. Foi doada à Little Bugs uma carrinha para transportar as crianças, diariamente, entre a casa e a escola. Cada aluno tem um custo anual de 2200€ mas os pais apenas fazem uma pequena contribuição para o transporte.

O programa escolar inclui aulas de artes, música, desporto e culinária. No entanto, os alunos na Little Bugs ganham muito mais do que seria de esperar de uma escola.

Em geral, na Namíbia, a alimentação não é equilibrada: 29% das crianças (http://www.unicef.org/sowc2011/pdfs/SOWC-2011-Statistical-tables_12082010.pdf) com menos de 5 anos sofre de um atraso, por vezes irreversível, no desenvolvimento tanto físico como cognitivo devido à falta de ingestão de nutrientes. Este atraso resulta, por exemplo, num mau desempenho escolar pelo que melhorar a sua alimentação é crucial. A Little Bugs tem um papel fundamental neste processo. Os alunos recebem gratuitamente pequeno-almoço, lanche da manhã e almoço o que melhora, sem dúvida, a qualidade de vida de uma criança assim como o seu futuro.

Para além disso, a escola fornece água potável aos seus alunos. A água limpa é um bem muito preciso num ambiente desértico e num país onde, nas zonas rurais, de acordo com a Unicef, 15% da população ainda não tem acesso a água potável estando em constante risco de contrair vários tipos de doenças.

Segundo Andreia, antes de virem para a escola, estas crianças não falavam inglês, apesar de ser a língua oficial na Namíbia. Agora, todos dominam esta língua que é a terceira mais falado no Mundo aumentando, desta forma, as suas oportunidades no futuro.

Estes 25 alunos são agora crianças mais felizes e saudáveis! A Little Bugs acredita no que B.B. King uma vez disse: “The beautiful thing about learning is that no-one can take it away from you”. O que aprenderam nesta pré-escola vai ficar com eles para sempre. Andreia criou um projeto que conseguiu, assim, garantir a estas crianças, que vivem num lugar inóspito do planeta, um início de vida igual ao de qualquer criança que viva na cidade. O próximo passo é angariar fundos para que a escola continue a crescer de modo a acolherem as crianças que, neste momento, se encontram em lista de espera. Um dia, pretendem que a escola inclua também o ensino primário.

Veja aqui (www.little-bugs.org/the-movie) um pequeno filme sobre a Little Bugs, um projeto brilhante de uma portuguesa no deserto.


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