Meyash – As meias irreverentes made in Portugal

mesh2bE se pudesse comprar umas meias coloridas e com isso poder ajudar quem mais precisa? Conheça as Meyash, um novo conceito de moda, com o selo de qualidade português.

Hoje entrevistámos os seus fundadores – José Massada, Marcos Fonseca e Manuel Guedes de Oliveira. Separados no mundo, unidos na mesma empresa.

Meyash é uma marca 100% portuguesa, que produz em Portugal, para todo o mundo. Como nasce a ideia e como a puseram em prática?

A nossa ideia inicial surgiu de várias premissas, que acreditamos ser verdade: a maioria das pessoas tem dificuldade em substituir meias antigas e, consequentemente, acabam por encher a gaveta com demasiadas meias velhas; as meias com padrões e cores vivas têm vindo a ganhar proeminência, principalmente agora que se usam calças mais curtas ou com a bainha dobrada, e têm vindo a substituir a gravata e outros acessórios como aquele detalhe que ajuda a vincar a personalidade de quem as usa; as meias de qualidade são caras e há relativamente pouca variedade; toda a gente gosta de usar meias novas, mas ninguém gosta de sair de casa para as comprar.

Nesse sentido, nós decidimos criar um serviço de conveniência, onde os nossos clientes passam a ter uma espécie de stylist, que todos os meses seleciona e envia um par de meias de grande qualidade e design, a preço acessível, diretamente para a caixa do correio.

As meias funcionam muito bem com um modelo de subscrição, porque são leves o suficiente para o custo de envio – que nós oferecemos gratuitamente. Não tem impacto no preço final, porque é um produto que as pessoas acabam por precisar de ir renovando com uma certa cadência, e porque cabem perfeitamente na caixa do correio (o que é uma enorme vantagem em Portugal e em vários países europeus, onde ao contrário dos EUA por exemplo, os apartamentos não costumam ter porteiro).

“No more boring black socks”, um dos vossos lemas. De que forma é que se propõem a mudar o estilo dos vossos subscritores?

Temos dois objetivos grandes para a Meyash. Primeiro, queremos contribuir para mudar a forma como as pessoas pensam sobre as meias. Acreditamos que já lá vai o tempo em que os sapatos, as meias e o cinto tinham que combinar e que a gravata era o único acessório que permitia renovar o visual corporativo. O mundo mudou, a moda também, e cada vez que escolhemos um estilo de roupa para sair de casa, estamos de certa forma a expressar a nossa personalidade. Nós acreditamos que as nossas meias não são apenas muito confortáveis, mas dão um toque de descontração que ajuda a vincar essa atitude.

Sabemos que a roupa que vestimos também afeta o nosso processo cognitivo – é interessante ver como apenas uma peça de roupa tão pequena pode ser uma boa maneira para quebrar o gelo e desbloquear conversas, para destacar um look mais básico, ou cortar a formalidade, numa ocasião especial. Se alguém está a pensar em mudar o visual, as nossas meias podem ser um primeiro passo para que se possa sentir mais confiante e irreverente.

O que torna as vossas meias tão (ou mais) especiais?

A Meyash é um serviço de subscrição de meias, com uma vertente social. Tal como um jornal ou uma revista, nós damos a possibilidade aos nossos clientes de receberem, todos os meses e por correio, um par de meias coloridas (encomenda selecionada pela nossa equipa de especialistas), renovando, assim, “a gaveta de meias pretas”, com alternativas de qualidade e padrões contemporâneos. Por cada par de meias vendido, nós doamos um par de meias, de qualidade semelhante, a uma instituição social.

Poderíamos passar horas a falar da qualidade do algodão (que com um pequeno toque de poliamida e elastano não perde a forma e confere resistência e um conforto absolutos), mas acreditamos que o nosso modelo propõe uma nova abordagem que é, essencialmente, uma combinação dessas três coisas que falávamos antes: o modelo de negócio é um pouco diferente dado que não vendemos um produto, mas sim um serviço (em que desenhamos, selecionamos e enviamos meias diretamente para casa dos nossos clientes que não se têm que preocupar com mais nada), o nosso preço é competitivo e, por último, temos a questão de responsabilidade social, que, pelo que sabemos, mais nenhuma outra marca a atuar em Portugal segue. Ou seja, combinamos a eficiência e conveniência de um modelo de subscrição aliada a um conceito de moda e de responsabilidade social, o que pensamos ser único em Portugal.

Funcionam como um serviço, apesar de enviarem meias para casa. Querem explicar como tudo acontece?

Como dissemos anteriormente, quando estávamos a pensar montar a empresa decidimos consultar a opinião de vários amigos e descobrimos que, embora a grande maioria deles gostasse muito da moda de usar meias mais divertidas, simplesmente não tinham paciência para sair de casa comprar meias – a grande maioria normalmente ia apenas a uma loja de desporto / feira / loja, uma vez por ano, comprar uma dúzia de tradicionais meias pretas.

Nesse sentido, decidimos criar não apenas um produto, mas sim um serviço de subscrição.  Nós tratamos de tudo: desde o desenho, selecção e escolha da peça (até nos certificarmos que ela é entregue diretamente na caixa do correio de casa dos nossos clientes, que não se têm que preocupar com mais nada). E, claro, por cada par de meias vendido, nós doamos um par de meias de qualidade semelhante a uma instituição social.

O feedback tem sido fantástico, não só em termos da qualidade ou design (e até a embalagem), mas também sobre o próprio modelo de subscrição: temos tido vários clientes a dizer que, cada vez que recebem a nossa encomenda, se sentem como se tivessem a receber um presente de aniversário (só que todos os meses!).

mesh2aAlém de ser um modelo de subscrição, Meyash compromete-se a enviar um outro par para a Associação de Albergues nocturnos do Porto. Como identificaram esta necessidade e como tem corrido a parceria?

Um dos momentos mais marcantes no nosso processo de criação da empresa deu-se quando descobrimos que a roupa interior – e meias em particular – são o produto em maior carência nos centros de acolhimento. Depois de lermos sobre isso nos EUA, decidimos conversar com várias associações em Portugal que confirmaram isso mesmo. A razão é simples: é raro pensarmos em doar roupa interior usada, normalmente quando doamos fazemos as doações em valor, em comida, calças, camisolas, calçado ou casacos. Por isso, na linha de marcas que admiramos – como o Tom’s Shoes ou a Warby Parker -, decidimos também seguir o modelo de buy one give one: por cada par que o cliente compre, nós oferecemos um par grátis à nossa parceira – Associação dos Albergues Nocturnos do Porto (AANP), a quem prometemos entregar, no final de cada semestre, o equivalente aos pares que vendemos.

Pode parecer um pequeno gesto, mas acreditamos que, se conseguirmos contribuir um pouco que seja para aumentar o conforto e melhorar a qualidade de vida destas pessoas com menos sorte, certamente lhes daremos menos uma coisa com que se preocupar.

Estando todos os sócios separados por vários quilómetros (Porto, Nova Iorque e Londres), como resolvem as questões de trabalho? Existem dificuldades nesse contacto não ser mais presencial?

Sim, sem dúvida que é desafiante, mas possivelmente também mais enriquecedor. Hoje em dia, com as redes sociais e várias apps para comunicação e gestão de projetos, torna-se mais fácil manter o contacto em tempo real. Dito isso, a distância geográfica e de horários, exige de nós não apenas disponibilidade, mas também uma disciplina, foco e rigor grandes.

Felizmente, devido à amizade e conhecimento mútuo que já trazíamos de há vários anos, temos conseguido garantir esta coordenação sem grandes problemas, também pelos contributos diferentes que damos ao negócio, que se completam entre si.

O futuro trará certamente desafios. Começaram pelas meias de homem, mas passa-vos pela cabeça alargar o conceito para crianças e mulheres?

Sim – sem querer estragar a surpresa temos várias novidades na pipeline: estamos a estudar umas colaborações com artistas plásticos fora da área de moda, estamos em contato com boutiques de roupa (tanto em Portugal e no estrangeiro), estamos a estudar a possibilidade de criar um modelo de meias desenhadas especificamente para crianças e para mulheres, e, por fim, continuamos a trabalhar na nossa plataforma, para aprimorar o que sabemos sobre cada cliente, com o objectivo de conseguir enviar produtos quase customizados para cada um deles.

*Visite as Meyash em http://www.meyash.co e em https://www.facebook.com/wearemeyash/

1º concurso de inovação para startups na Europa dedicado à qualidade de vida passa por Lisboa

sparklifethecamp, um campus de inovação internacional localizado em França, lança o primeiro concurso europeu de inovação dedicado à qualidade de vida, com cinco dos seus parceiros fundadores (AccorHotels, Village by CA, SNCF Gares & Connexions, Sodexo e Steelcase). O objetivo é fornecer às startups a visibilidade e os meios para conceberem produtos inovadores que possam melhorar e transformar a vida quotidiana, em setores como o bem-estar, o ambiente e a interação social.

Lançado a 27 de março de 2017, Spark Life Contest está aberto a todas as startups europeias que tenham desenvolvido um protótipo e uma referência de mercado. O concurso pretende encontrar os serviços e as tecnologias mais inovadoras em três grandes categorias:

- Saúde e bem-estar: para todas as startups que contribuem para o bem-estar, melhorando a saúde física (corpo, Foodtech, gastronomia conceitual), emocional (revitalização, rejuvenescimento) ou intelectual.

- Espaços e ambiente: para todas as startups que criam soluções e serviços para edifícios e escritórios inteligentes ou que inventam novas formas de conhecer, partilhar, trabalhar e dormir.

- Interação social: para todas as startups que promovem a interação humana, o fortalecimento das relações interpessoais ou que incentivam a cooperação.

Após o lançamento, a primeira fase de candidaturas irá consistir num tour europeu de lançamento que irá decorrer até meados de maio. Em Lisboa, o tour passará no dia 2 de maio, e terá lugar no Second Home Lisboa, no Mercado de Ribeira.

Após este período de candidaturas, seguem-se as fases de seleção e enriquecimento que irão permitir aos candidatos apresentar as suas iniciativas inovadoras, para o apuramento de 10 finalistas. Posteriormente, o thecamp e os seus parceiros fundadores (AccorHotels, Village by CA, SNCF Gares & Connexions, Sodexo e Steelcase) irão selecionar os 5 projetos mais promissores a nível europeu. Os vencedores serão anunciados a 17 de outubro de 2017.

As startups vencedoras terão a oportunidade de participar no programa Acceleration do thecamp, no mês de novembro deste ano, e poderão tirar proveito da infraestrutura do thecamp, bem como do conhecimento dos vários parceiros (privados, públicos, startups, especialistas e artistas…) envolvidos nesta abordagem única à inovação na Europa.

Além disso, a AccorHotels, a Village by CA, a SNCF Gares & Connexions, a Sodexo e a Steelcase irão oferecer às startups vencedoras um contrato “Prova de Conceito” para as orientar durante as fases de experimentação e de estudos de mercado específicos para os seus projetos. Com um programa de tutoria personalizado, as startups terão a oportunidade de conhecer os especialistas destas empresas para os setores relevantes.

Para mais informações sobre o concurso e o processo de candidatura, consultar o Agorize:
http://www.sparklife-contest.com

thecamp é o campus de nova geração dedicado a tecnologias emergentes, com abertura agendada para o outono de 2017, em Aix-en-Provence (França). Reunirá parceiros públicos e privados, empresas em posição de relevo, startups, estudantes e artistas de todo o mundo, num esforço para fortalecer as pessoas e as organizações que pretendem fazer a diferença de forma ativa.

Fonte: Spark Life Contest
Foto: DR

Primeira fábrica portuguesa especializada na produção de perfumes inaugurada em Braga

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Foi inaugurada na quinta-feira a primeira fábrica totalmente especializada na produção de perfumes. Resultante de um investimento de 2 milhões de euros, a fábrica da NORTEMPRESA produzirá perfumes recorrendo à mais alta tecnologia existente no mercado, colocando Portugal lado a lado com os maiores players europeus desta indústria.

Com uma capacidade de produção superior a 20 mil perfumes por dia, a unidade está preparada para desenvolver produtos “chave na mão”, com recurso a laboratório próprio, profissionais especializados e perfumistas de renome internacional, satisfazendo as necessidades das marcas próprias da NORTEMPRESA (YDENTIK e AIRQUALITY), mas também criando e produzindo perfumes para terceiros.

A InvestBraga acompanhou e apoiou as várias fases do projeto de investimento, desde a procura de espaços de localização da atividade, passando pelo apoio no acompanhamento aos processos de licenciamento e noutros aspetos relacionados com a atividade, como o registo de marcas, propriedade industrial, etc.

É muito importante para Braga a abertura desta fábrica inovadora e única no país, que vai criar postos de trabalho altamente qualificados e permitirá a Portugal entrar no mercado internacional da produção de perfumes, concorrendo com outros grandes players do setor na Europa -Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga

O projeto, cujos capitais próprios são 100% nacionais, conta com financiamento do Portugal 2020 e ainda com as colaborações da Universidade do Minho, do Instituto Politécnico de Bragança e do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, no âmbito da investigação e desenvolvimento.

Fonte: InvestBraga
Foto: DR

Plataforma Talent Spy junta gigantes do futebol nacional em evento na Caparica

Talent-Spy1Responsáveis de alguns dos principais clubes portugueses, nomeadamente Benfica e Sporting entre outros, vão reunir-se no próximo dia 10 de Abril, para discutir, juntamente com um conjunto de outros convidados, várias temáticas relacionadas com o mundo desportivo.

“Do observar ao jogar” é o tema da iniciativa organizada pelo Talent Spy, plataforma para a gestão de talento no futebol, e que acontece a partir das 09h00, no Hotel Aldeia dos Capuchos Golf & SPA, na Caparica.

Participam também nesta ação outros profissionais ligados ao desporto, ao futebol, ao futsal e ao futebol de praia. Aurélio Pereira, João Nuno Fonseca, Pedro Candeias, Mara Vieira, José Laranjeira, Rui Delgado, Joel Rocha, Pedro Catita, Raul Carvalho das Neves, e a empresa de gestão desportiva ProEleven, são alguns dos nomes e entidades que vão passar pelo evento.

O objetivo principal é analisar a observação de talentos nas várias modalidades de futebol, estando previstas sessões sobre temas como a “Análise de Adversário e Seleção de Talentos”, “Scouting no Futebol e no Futebol de Praia”, “Evolução do Jogador da Base ao Topo”, entre outros.

O Talent Spy, e a plataforma www.ftspy.com, destinada à criação e organização de relatórios de equipa e de jogadores, será também um dos assuntos em destaque. Com mais de 10 mil utilizadores em cerca de 100 países, o Talent Spy integra uma base de dados com informação sobre mais de 100.000 jogadores de 6.000 equipas, ligados a 250 competições em 50 países. O objetivo no futuro é que esta plataforma possa alargar-se a outras modalidades, evoluindo para um marketplace, a partir do qual será possível comunicar diretamente com os agentes.

Entre os clubes que utilizam o Talent Spy estão os que formaram os dois melhores jogadores da atualidade – o Sporting Clube de Portugal, onde surgiu Cristiano Ronaldo e o Newell’s Old Boys, da Argentina, onde Messi começou a jogar.

Ainda em Portugal, é utilizado por clubes como o S.L. Benfica para a modalidade de Futsal, Vitória de Setúbal, Estoril Praia, entre outros. Fora do país, já está implementado em geografias tão distintas como o Internacional de Porto Alegre no Brasil, o Estrela Vermelha na Sérvia, Three Rivers Soccer Club nos EUA, o Atlético Petróleos de Luanda ou a Academia de Futebol de Angola, em Espanha o Real Jaén CF, entre muitas outras referências.

As inscrições no evento são abertas a todos os profissionais e entusiastas da área do desporto.

Fonte: Talent Spy
Foto: DR

Portugueses participam em projeto que torna comunicações espaciais mais eficientes

sateliteO projeto europeu “SCREEN – Space Cognitive Radio for Electromagnetic Environment maNagement” usou tecnologias já existentes e utilizadas em comunicações terrestres juntamente com o conceito de radiocomunicações cognitivas para melhorar as comunicações no espaço.  Do consórcio formado por quatro entidades europeias, duas são portuguesas – a TEKEVER ASDS (Aerospace, Defense and Security), líder do projeto, e o INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência).

O objetivo do projeto, que contou com um apoio de um milhão de euros por parte da Comissão Europeia, permitiu melhorar as comunicações entre satélites e dos satélites para a Terra, diminuindo as interferências existentes.

A rádio cognitiva é uma forma de comunicação sem fios em que um transmissor consegue detetar, de forma inteligente, quais os canais que estão a ser utilizados e aqueles que não estão, permitindo instantaneamente ocupar os canais vagos – Luís Pessoa, investigador do Centro de Telecomunicações e Multimédia do INESC TEC

De acordo com o investigador, a grande inovação patente neste projeto foi a fase de implementação e teste das tecnologias. Tendo em conta os custos de lançamento elevados, são ainda poucas as tecnologias que são testadas no Espaço, pelo que os testes foram feitos nos laboratórios do INESC TEC, considerando sinais interferentes típicos de comunicações satélites.

“Utilizamos dois transceptores GAMALINK, que é uma plataforma da Tekever, e adicionamos alguma interferência à comunicação previamente estabelecida para avaliar a capacidade do sistema se adaptar de forma automática”, explica Luís Pessoa.

Está prevista a transferência de tecnologia para o mercado através da incorporação do módulo de rádio cognitivo que vai passar a ser uma funcionalidade adicional a incorporar na gama de produtos GAMALINK, já comercializada pela Tekever.

O INESC TEC desenvolveu ainda um simulador de redes satélite, que se encontra disponível para o público através de licença GPL em: https://github.com/Munich-Innovation-Labs/screen-visualization

O projeto SCREEN foi financiado pelo Programa Espacial da Comissão Europeia H2020, sob o acordo 640210. O projeto é financiamento no tópico “COMPET-6-2014: Tecnologias bottom-up de nível baixo de prontidão tecnológica”, envolvendo quatro parceiros e que começou no dia 1 de janeiro de 2015.

Fonte: INESC TEC
Foto: Pexel

Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 lançado na AGRO

premioCCAMO Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola visa contribuir para a disseminação da cultura de empreendedorismo e inovação nos sectores agrícola, agroindustrial e florestal em Portugal. A edição de 2017  foi apresentada na AGRO, a maior feira do setor primário do Norte do país.

Esta edição do prémio vai focar-se nas fileiras estratégicas para Portugal, distinguindo e incentivando empresas e projetos que se destaquem nas categorias: Cereais, Floresta, Hortofruticultura, Produção Animal e Inovação em Colaboração.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 e as condições para concorrer foram apresentadas durante a Grande Conferência da 50.ª AGRO. Organizada pela InvestBraga, com o apoio do Crédito Agrícola. Este evento trouxe a debate os temas-chave para o futuro do setor primário, dentre os quais se destacaram também o empreendedorismo e a inovação, num painel que contou com a participação da diretora da Startup Braga, Daniela Monteiro.

A AGRO decorreu entre os dias 23 e 26 de março, no Parque de Exposições de Braga. Considerada a maior feira do setor na região Norte de Portugal e uma das maiores a nível nacional, a AGRO é a única do país a integrar a Eurasco – European Federation of Agricultural Exhibitions and Show Organizers. A AGRO faz ainda parte das feiras acreditadas pela UFI – The Global Association of the Exhibition Industry, e a 50.ª edição do certame conta com a presença de um representante desta associação.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 resulta de uma parceria entre a Caixa de Crédito Agrícola e a INOVISA.

Fonte: Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola
Foto: DR

“Tourism Train Experiences” promove Turismo Ferroviário e regiões com menor atração

train_experiences_vencedoresNo presente ano letivo, a Secretaria de Estado do Turismo, o Turismo de Portugal, I.P. e a Universidade Europeia organizaram a 2ª edição do projeto “Tourism Train Experiences”. Neste segundo ano, depois de uma incursão pelo corredor da linha da Beira Baixa, os projetos centram-se “nas áreas do Turismo militar, histórico, ferroviário, gastronómico, de natureza, lendas e tradições”. Tendo os alunos como mote a Beira Alta como região turística, e o tema: “Lendas e Tradições da Península Ibérica”, para desenvolver trabalhos.

O “Tourism Train Experiences” tem como objetivo “potenciar o Turismo ferroviário e as regiões portuguesas com menor crescimento turístico através de projetos de estudantes universitários que se destaquem pelo empreendedorismo e pela inovação”.

A Beira Alta, apesar dos recursos turísticos e únicos que apresenta, tem uma capacidade de atração relativamente reduzida. No ano 2015 o número de dormidas nestes concelhos situou-se nos 2.588 milhares que, no cômputo global do país, representa cerca de 9% do total de dormidas registadas.

Foram apresentados projetos sobre cada uma das regiões identificadas, nos quais participaram todas as equipas de trabalho constituídas para desenvolver estratégias de promoção e atração de novos públicos para cada uma das regiões.

Neste âmbito, foram realizadas paragens nas 7 estações situadas em locais com forte ligação a lendas e a tradições da Beira Alta. À chegada às estações, os viajantes deslocaram-se até um local com condições para apresentações, com pendor simbólico, onde apresentaram as suas ideias.

O Extraordinary fo(u)r taste e a escola EHT Douro-Lamego foram os grandes vencedores da 2ª edição do Tourism Train Experiencies. Este grupo é constituído pelos alunos André Sousa, Tiago Fonseca, Cristina Gonçalves, Ana Nunes, Bruno Correia e são todos alunos do curso de Gestão Hoteleira- Alojamento. A Excelência Portugal quis conhecer melhor o projeto e falou com o grupo vencedor.

Foi uma grande honra para nós ter participado num projeto desta dimensão, pois, esta experiência permitiu-nos crescer a nível pessoal e profissional sendo, certamente, uma mais-valia para o nosso futuro.

1) Em que consiste o projecto e qual a sua aplicação prática?

O projeto consistiu no aproveitamento de rota histórica e de património – rota de Cister- já existente e no desenvolvimento paralelo de uma rota gastronómica que aposta nos produtos locais como espumante, presunto, bola de lamego, etc.

A aplicação é relativamente “fácil” uma vez, que apenas exige a organização e realização de momentos/eventos gastronómicos nos locais históricos que integram a rota de Cister.

Acresce a este facto a possibilidade do acesso ferroviário se poder fazer usando duas linhas, a do Douro, a Norte e a da Beira Alta, a Sul.

2) Qual o feedback que tiveram relativamente ao mesmo?

O feedback foi bastante positivo quer dos parceiros locais que integram a rota de Cister quer do próprio setor da restauração local que facilmente aderiram à proposta de valor apresentada pelo projeto.

3) Quais as possibilidades reais de execução do mesmo?

Entendemos que dadas as caraterísticas operacionais do projeto e o seu pragmatismo a sua aplicabilidade sai reforçada e apta a ser operacionalizada num curto prazo de tempo.

4) Que significado teve o prémio?

Para além do reconhecimento interpares que significa um prémio como este, a motivação adicional para alunos participantes e não só conseguida é um fator de dinamização do ânimo da escola e da sua comunidade.

É mais um reforço e evidência da aplicação do lema da escola “Fazemos coisas simples, extraordinariamente bem!”.

Foto: DR

Bordados de Castelo Branco vão cobrir altares de Manchester

bordado_cristina_rodriguesA Catedral de Manchester encomendou à artista portuguesa Cristina Rodrigues uma coleção de bordados típicos de Castelo Branco para cobrir os quatro altares da Catedral inglesa. As peças têxteis estarão expostas em regime permanente e poderão ser visitadas a partir de setembro.

Este projeto foi sem dúvida o maior desafio da minha vida – Cristina Rodrigues

O projeto, que se tem vindo a desenvolver desde maio de 2016, resulta de uma parceria entre a artista plástica e a Câmara Municipal de Castelo Branco. Dos 158 desenhos inicialmente elaborados, a coleção conta agora com sete peças finais, todos eles originais de Cristina Rodrigues e produzidos à mão, que, pela sua simbologia, remetem para a relação histórica entre Portugal e Inglaterra.

“É mais um passo que damos na valorização do bordado de Castelo Branco. Trata-se de uma obra de arte que vai estar exposta em Manchester, um trabalho que levará para a cidade inglesa mais do que o nome de Castelo Branco, leva também um património e o nome das bordadeiras”, referiu o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia.

O Bordado de Castelo Branco está em processo de certificação e o Executivo tem apostado na sua promoção e valorização, como produto identitário do Concelho e da Beira Baixa e como uma das mais belas formas de expressão artística de raiz popular.

A Catedral de Manchester já recebeu anteriormente mais trabalhos de Cristina Rodrigues, sendo esta a primeira vez em que a sua obra irá recair sobre os bordados de Castelo Branco. As peças seguem as técnicas tradicionais das bordadeiras, mas as imagens e as cores fogem aos padrões habituais.

“Reconheço que o bordado é a técnica mais extraordinária que se tem mantido neste país. Há bordadeiras que fazem isto há 50 anos. A coleção respeita a técnica do bordado de Castelo Branco, mas conta com cores contemporâneas”, afirmou a artista.

Apesar do cariz permanente da exposição, a organização da Catedral de Manchester irá, temporariamente, partilhar as peças com museus de diferentes pontos do Mundo.

Foto: C.M. Castelo Branco

Energia hídrica vai desempenhar papel fundamental no sistema elétrico português

redes eletricasA energia hídrica vai desempenhar um papel fundamental no sistema elétrico português. Porquê? Porque vai servir como facilitador para atenuar a variabilidade eólica através do armazenamento de energia.

Hoje em dia, durante certos períodos, há um diferencial entre a disponibilidade da produção e o consumo. Esta diferença existe devido ao consumo reduzido e à existência de produção eólica em determinados momentos, denominados períodos de vazio, que correspondem à madrugada. Nestas situações, com o intuito de maximizar a penetração de fontes renováveis no sistema elétrico, o armazenamento de energia faz-se com o recurso a centrais hídricas reversíveis. É esta a ideia fundamental que levou ao desenvolvimento de uma nova tecnologia de máquinas reversíveis (podem funcionar como turbina ou como bomba).

Posteriormente, em horários de maior consumo, consegue fazer-se um aproveitamento da água armazenada para produzir energia elétrica de origem renovável, sem emissões de gases de efeito estufa.

A utilização de centrais hídricas com bombagem não é um conceito novo. Contudo, a tecnologia das máquinas que estas centrais tradicionalmente utilizam não permite que operem a potência variável em modo de bomba, fator que é indispensável para acomodar volumes crescentes de produção eólica onde a variabilidade e incerteza são mais elevadas.

“Por exemplo, na eventualidade de a produção eólica começar a diminuir num determinado instante, seria interessante do ponto de vista técnico que as bombas conseguissem igualmente reduzir a potência consumida para compensar a redução da produção eólica”, explica Bernardo Silva, investigador do Centro de Sistemas de Energia do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

O projeto europeu Hyperbole de €4,3M, que terminou este mês de fevereiro, teve como objetivo estudar o comportamento de centrais hídricas e os seus componentes durante a operação em regime parcial de carga e com variabilidade. Fizeram parte deste consórcio dez entidades europeias, pertencentes a seis países europeus – Portugal, Suíça, França, Áustria, Alemanha e Espanha.

A equipa multidisciplinar, que  constituiu o projeto, avaliou os efeitos da operação em regime parcial de carga em centrais hídricas na perspetiva de escoamento de fluídos, mecânica e elétrica.

O INESC TEC esteve envolvido na identificação e desenvolvimento de modelos de simulação dinâmica que permitissem representar os principais comportamentos deste tipo de centrais na perspetiva de estudo da rede elétrica.  Os modelos identificados permitiram ainda a elaboração de um estudo com diferentes níveis de integração de centrais hídricas de velocidade variável no sistema elétrico português de modo a avaliar os eventuais benefícios que poderiam advir da flexibilidade adicional que tais centrais representam para a controlabilidade do sistema elétrico numa perspetiva de resposta dinâmica do sistema. Por fim, foi também efetuada a avaliação técnico-económica da participação de centrais hídricas reversíveis de velocidade variável no mercado de eletricidade e serviços de sistemas.

Os resultados do projeto demonstraram que esta nova tecnologia permite reduzir a incerteza da produção de base eólica e os algoritmos de otimização desenvolvidos pelo INESC TEC permitem um aumento do lucro da participação no mercado em 12% quando comparadas com as tecnologias tradicionais de centrais hídricas reversíveis.

 “Neste projeto desenvolvemos modelos simplificados que vão permitir a um operador do sistema elétrico efetuar estudos de integração desse tipo de tecnologias no sistema elétrico para os próximos anos”, explica Bernardo Silva, investigador do INESC TEC.

Fonte: INESCTEC
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Empresa portuguesa desenvolve solução inovadora para cultivar alimentos frescos

coolfarmA empresa portuguesa CoolFarm vai apresentar na Alemanha um sistema integrado que permite cultivar alimentos frescos, nutritivos e deliciosos, em interior, durante todo o ano, sem desperdícios e com máxima segurança.

A inovação portuguesa será apresentada, entre os dias 5 e 9 de março, na cidade alemã de Dusseldorf, na feira de comércio a retalho Euroshop 2017.

De acordo com a empresa, “O CoolFarm in/store é um sistema automático fechado e vertical, com um ambiente limpo e climatizado no interior, perfeito para o crescimento de vegetais de qualidade superior como alfaces, agriões, beterrabas, folhas verdes, ervas ou flores, e para a germinação de plantas. Esta nova solução de cultivo usa 90% menos água do que a agricultura tradicional e não necessita de pesticidas nem herbicidas”.

O equipamento é personalizável e composto por módulos que começam nos 100 metros quadrados de área de produção, mas que podem ser facilmente expandidos tanto vertical como horizontalmente, proporcionando um rápido retorno do investimento.

O sistema, inteligente e altamente intuitivo, tem duas colunas de tabuleiros móveis de cultivo hidropónico, um elevador central, um sistema de fertirrigação, sensores de qualidade superior para medir todas as variáveis ​​relativas às plantas, luzes de crescimento LED, um sistema de controlo e uma antecâmara.

Com esta inovação, a CoolFarm pretende proporcionar às pessoas, nomeadamente as que vivem nas grandes cidades, o fácil acesso a vegetais frescos de qualidade superior, quer através dos grandes hipermercados, como também dos restaurantes, hotéis e até hospitais. Por sua vez, o CoolFarm in/store irá permitir a estes locais de consumo menos desperdício de comida, total controlo sobre a produção da mesma e cortes totais nos custos de transporte.

A empresa CoolFarm nasceu em Coimbra há três anos, mas já é reconhecida mundialmente. Há dois anos criou um sistema de controlo inteligente, vocacionado para estufas ou armazéns de produção agrícola, que permite fazer crescer plantas, da forma mais saudável, eficaz e eficiente possível, através da sua capacidade de análise, inteligência artificial, ligação à cloud e interface intuitivo, adaptável a todos os suportes web e mobile.

Fonte: CoolFarm
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