Antigo caminho de ferro da Madeira inspira corrida

corrida_do_comboio_monteUm caminho de ferro na Madeira? Sim, a ilha já teve uma ferrovia de via única que ligava o Pombal, no Funchal, ao Terreiro da Luta, no Monte, numa extensão 3,911 km. O percurso do Caminho de Ferro do Monte (também conhecido como Comboio do Monte ou Elevador do Monte) vai ser palco de uma corrida organizada pela Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM).

Os estudos para o Comboio do Monte foram feitos em 1886, pelo engenheiro Raúl Masnier Ponsard, responsável, entre outros, pelo elevador de Santa Justa, em Lisboa.  A linha férrea foi a principal responsável pelo desenvolvimento da freguesia do Monte, que viria a tornar-se a mais conhecida estância turística da ilha.

Em termos históricos, segundo o site da CMF, o primeiro troço, entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia, foi inaugurado a 16 Julho de 1893. Com uma paragem à porta do Monte Palace Hotel, o comboio continuava até ao apeadeiro do Largo da Fonte, que era o fim da linha. Posteriormente, a linha-férrea expandiu-se até ao Terreiro da Luta.

Devido a dificuldades financeiras da companhia proprietária, este transporte foi encerrado em Abril de 1943.

A reconstrução do Caminho de Ferro do Monte já foi objecto de estudos e de um concurso internacional, mas as dificuldades financeiras inviabilizaram a iniciativa. Recentemente, a Câmara Municipal do Funchal adquiriu e vai recuperar a antiga estação do comboio no Monte, para tornar o edifício num espaço de “evocação de memória histórica”.

Para o edil funchalense,  Paulo Cafôfo, “o Monte é sempre visto como a Sintra madeirense”. Com uma beleza natural invejável e uma carga histórica, cujo maior peso advém do imperador Carlos da Áustria, que ali viveu e morreu, o Monte é um requintado cartão de visita do Funchal.

A AARAM tem vindo a conjugar a história e a corrida, como já referimos no artigo sobre os Caminhos Reais da Madeira. Desta vez, o histórico Comboio do Monte é o mote para a corrida “Caminho de Ferro do Monte”, cuja primeira edição tem lugar a 30 de Julho.

Quem conhece o percurso, sabe que até os motores dos carros reclamam da inclinação. O trajecto rectilíneo, consequência da antiga linha férrea, torna também a locomoção pedestre bastante penosa na subida.

Quanto à corrida, a AARAM promete mais detalhes para breve.

Fontes: CMG;AARAM
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Dupla de designers “O João e a Maria” participam na exposição Glass Cares em Milão

joaoemaria_peçaO jovem designer industrial João Abreu Valente vai marcar presença em Milão na exposição Glass Cares em conjunto com Maria Pita Guerreiro. A dupla de designers portugueses, intitulada O João e a Maria, irá participar, juntamente com outros 9 designers portugueses, na exposição Glass Cares, em Ventura Lambrate, durante a semana de design de Milão.

A iniciativa da OFF Portugal, uma colaboração desenvolvida entre o Arquivo 237, a VICARA e o CENCAL – Centro de Formação Profissional para a Indústria da Cerâmica, deu origem a 10 peças em vidro elaboradas durante uma residência de dois dias na Marinha Grande, com o saber e a experiência dos grandes mestres vidreiros que emprestaram todo o seu expertise aos jovens designers.

A peça criada pela dupla O João e a Maria intitula-se CMYK, abreviatura de Cyan, Magenta, Yellow e Black (as cores primárias) e é um conjunto de garrafa e copo que ‘brincam’ com jogos de luz e cor. “Quisemos criar uma peça que nunca fosse estática. O azul, o magenta e o amarelo criam novas cores quando se unem. A transparência do material é usada para permitir a fusão de cores, ao sobrepor camadas de vidro colorido em cima da garrafa já colorida”, refere João Abreu Valente.

Durante os 6 dias do evento, os designers portugueses pretendem causar impacto com as peças produzidas e demonstrar a qualidade técnica e artística do seu trabalho, desenvolvido na região de Portugal com maior tradição e sabedoria na arte de bem trabalhar o vidro.

Mais sobre João Abreu Valente

Nascido em Lisboa, em 1984, João Abreu Valente Licenciou-se em Design de Produto pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, em 2008. Em 2012, terminou o Mestrado em Contextual Design pela Design Academy Eindhoven. De regresso a Lisboa, em 2013, abriu o seu estúdio e fundou o Arquivo 237, uma plataforma cultural na Rua da Rosa, no Bairro Alto. Em 2012 criou o Teapot’set: um bule que produz o seu próprio serviço de chá, coleção que já arrecadou prémios importantes de design: Primeiro Prémio na Homeless Design Competition durante o Salone del Mobile, em 2013; Be Open’s Young Talent Award, em 2014; e Prémio Finalistas Daciano da Costa, em 2015.

Fonte: O João e a Maria
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Madeira Film Festival está de volta

mffO Madeira Film Festival é um festival de cinema independente internacional inspirado na natureza, que congrega várias iniciativas associadas à sustentabilidade, arte, educação, eco-turismo, lazer, um tributo à Floresta Laurissilva consagrada Património Mundial Natural da Humanidade, pela UNESCO.

Já na sua sexta edição, o Madeira Film Festival marca a diferença igualmente pela sua vertente educacional direcionada ao desenvolvimento de projetos em inúmeras áreas designadamente: comunicação e marketing, multimédia, artes e design, teatro, ambiente e sustentabilidade, entre muitos outros, num evento que tem por objetivo despertar as consciências para a preservação ecológica dos recursos naturais, e constitui uma excelente oportunidade para aqueles que desejem que o seu projeto filmográfico seja avaliado por cinematógrafos internacionais.

O Madeira Film Festival realiza-se de 17 a 23 de Abril, no Belmond Reid’s Palace, Teatro Baltazar Dias e Pestana CR7, que será o ponto de convívio de todos os participantes do evento.

De 18 a 23, serão exibidas 18 longas-metragens e 12 curtas, no Teatro Municipal, com bilhetes a três euros.

Fontes: visitmadeira.pt;visifunchal.pt
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Associação quer candidatar Caminhos Reais da Madeira a Itinerário Cultural Europeu

caminhos reais2A recém-constituída Associação do Caminho Real da Madeira pretende avançar com um processo destinado a obter a certificação como Itinerário Cultural Europeu para os seis percursos existentes na região.

“Caminho real”, ou “estrada real”, é a designação atribuída às antigas estradas que cruzavam a ilha em todas as direções. No arquipélago, estas vias terrestres construídas antes da implantação da República, surgiram, na sua maioria, por iniciativa dos governadores ou dos capitães-generais, funcionando como alternativa e complemento às ligações marítimas. Estas ‘estradas reais’ são exemplo da enorme dificuldade que foi construir uma ilha do nada.

Várias localidades na Madeira devem o seu crescimento e importância à sua integração nestas rotas de circulação terrestre, funcionando como pontos de apoio aos viajantes, sejam locais, comerciantes ou estrangeiros, que começaram a percorrer a ilha com particular significado a partir dos séculos XVIII/XIX.

O século XX trouxe o automóvel e uma rede viária moderna, que gradualmente levaram à perda de importância dos “caminhos reais”.  Atualmente, dos 28 percursos pedonais recomendados pelas autoridades (25 Madeira e três no Porto Santo), apenas 12 são em veredas e antigas “estradas reais”.

O Governo Regional iniciou, em 2015, o projeto de recuperação dos “caminhos reais”, com o objetivo de valorizar o património regional e aumentar a oferta de percursos pedonais. Este interesse mobiliza também as câmaras municipais. 

Para Miguel Gouveia, presidente da Associação do Caminho Real da Madeira, “O objetivo a médio prazo é certificar os Caminhos Reais da Madeira como Itinerário Cultural Europeu, para que consigamos ter uma exposição internacional nos principais roteiros turísticos, a exemplo dos Caminhos de Santiago, os Caminhos da Costa Vicentina ou os roteiros do Azeite e da Uva e do Vinho”. “Não existindo ainda nenhum destes itinerários culturais em meio insular, acho que temos todas as condições para poder, dentro de três a cinco anos, aspirar legitimamente a que os Caminhos Reais da Madeira sejam certificados”, acrescenta.

Para o responsável da Associação, estes percursos possuem uma enorme riqueza cultural, sendo testemunhos únicos da identidade insular dos madeirenses. Miguel Gouveia destaca o que circunda a ilha pelo litoral, ao longo de 181 km, por ser “um caminho que passa pelos dez concelhos da ilha e por 37 freguesias e acaba por mostrar, a quem o percorre, um pouco de toda a vivência da Madeira e a sua identidade”.

A Associação de Atletismo da Madeira (AARAM) organiza o Madeira Eco Ultra Maratona, evento de trail-running, que engloba um conjunto de quatro provas distintas disputadas maioritariamente junto ao litoral (Caminho Real nº23).  A AARAM tem também um projeto lúdico de promoção dos “caminhos reais” da Madeira, que está associado a este evento desportivo.

Sobre a Associação do Caminho Real da Madeira

A Associação do Caminho Real da Madeira, constituída formalmente no dia 17 de Fevereiro de 2017, tem como fim defender, valorizar e promover as rotas centenárias agregadoras do património histórico, etnográfico, cultural, arquitetónico e natural da Madeira, em contextos urbanos, rurais e florestais, através de atividades de caráter cultural, pedagógico, científico, desportivo, recreativo, social ou outras afins.

Fonte: ACRM

 

“Tourism Train Experiences” promove Turismo Ferroviário e regiões com menor atração

train_experiences_vencedoresNo presente ano letivo, a Secretaria de Estado do Turismo, o Turismo de Portugal, I.P. e a Universidade Europeia organizaram a 2ª edição do projeto “Tourism Train Experiences”. Neste segundo ano, depois de uma incursão pelo corredor da linha da Beira Baixa, os projetos centram-se “nas áreas do Turismo militar, histórico, ferroviário, gastronómico, de natureza, lendas e tradições”. Tendo os alunos como mote a Beira Alta como região turística, e o tema: “Lendas e Tradições da Península Ibérica”, para desenvolver trabalhos.

O “Tourism Train Experiences” tem como objetivo “potenciar o Turismo ferroviário e as regiões portuguesas com menor crescimento turístico através de projetos de estudantes universitários que se destaquem pelo empreendedorismo e pela inovação”.

A Beira Alta, apesar dos recursos turísticos e únicos que apresenta, tem uma capacidade de atração relativamente reduzida. No ano 2015 o número de dormidas nestes concelhos situou-se nos 2.588 milhares que, no cômputo global do país, representa cerca de 9% do total de dormidas registadas.

Foram apresentados projetos sobre cada uma das regiões identificadas, nos quais participaram todas as equipas de trabalho constituídas para desenvolver estratégias de promoção e atração de novos públicos para cada uma das regiões.

Neste âmbito, foram realizadas paragens nas 7 estações situadas em locais com forte ligação a lendas e a tradições da Beira Alta. À chegada às estações, os viajantes deslocaram-se até um local com condições para apresentações, com pendor simbólico, onde apresentaram as suas ideias.

O Extraordinary fo(u)r taste e a escola EHT Douro-Lamego foram os grandes vencedores da 2ª edição do Tourism Train Experiencies. Este grupo é constituído pelos alunos André Sousa, Tiago Fonseca, Cristina Gonçalves, Ana Nunes, Bruno Correia e são todos alunos do curso de Gestão Hoteleira- Alojamento. A Excelência Portugal quis conhecer melhor o projeto e falou com o grupo vencedor.

Foi uma grande honra para nós ter participado num projeto desta dimensão, pois, esta experiência permitiu-nos crescer a nível pessoal e profissional sendo, certamente, uma mais-valia para o nosso futuro.

1) Em que consiste o projecto e qual a sua aplicação prática?

O projeto consistiu no aproveitamento de rota histórica e de património – rota de Cister- já existente e no desenvolvimento paralelo de uma rota gastronómica que aposta nos produtos locais como espumante, presunto, bola de lamego, etc.

A aplicação é relativamente “fácil” uma vez, que apenas exige a organização e realização de momentos/eventos gastronómicos nos locais históricos que integram a rota de Cister.

Acresce a este facto a possibilidade do acesso ferroviário se poder fazer usando duas linhas, a do Douro, a Norte e a da Beira Alta, a Sul.

2) Qual o feedback que tiveram relativamente ao mesmo?

O feedback foi bastante positivo quer dos parceiros locais que integram a rota de Cister quer do próprio setor da restauração local que facilmente aderiram à proposta de valor apresentada pelo projeto.

3) Quais as possibilidades reais de execução do mesmo?

Entendemos que dadas as caraterísticas operacionais do projeto e o seu pragmatismo a sua aplicabilidade sai reforçada e apta a ser operacionalizada num curto prazo de tempo.

4) Que significado teve o prémio?

Para além do reconhecimento interpares que significa um prémio como este, a motivação adicional para alunos participantes e não só conseguida é um fator de dinamização do ânimo da escola e da sua comunidade.

É mais um reforço e evidência da aplicação do lema da escola “Fazemos coisas simples, extraordinariamente bem!”.

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BTL: Visite os Açores sem sair de Lisboa

Azores_BTL_2017Os Açores voltam a marcar presença na BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorre em Lisboa de 15 a 19 de março, convidando os visitantes a viajarem virtualmente até ao arquipélago.

Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas – Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal

De acordo com a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, nesta edição da BTL, “pretende-se consolidar a transição para um tipo de natureza ativo e fortalecer a ligação entre a contemplação da paisagem e o usufruto de atividades de animação turística, permitindo evidenciar as inúmeras possibilidades existentes, em terra e no mar, em cada uma das nove ilhas do arquipélago, enquanto desafio de desenvolvimento do setor”.

A presença da Região neste certame inclui um stand com 720 metros quadrados, com cerca de 30 módulos de negócio para as empresas do setor, um trilho virtual e uma agenda com mais de 30 eventos, onde se destacam as atividades ao ar livre.

As ações e apresentações no stand dos Açores envolvem agentes públicos e privados articulados no desenvolvimento do setor. A tecnologia aliada à promoção turística é uma das grandes apostas, oferecendo aos visitantes uma ida aos Açores através de um trilho e de óculos virtuais disponíveis no local.

Os Açores lideram os crescimentos registados no setor do turismo nacional, que se refletiram em mais de 1,9 milhões de dormidas em 2016, já com os dados de todas as tipologias de alojamento apurados. Este valor traduz um aumento de 26% relativamente a 2015, num crescimento que se registou generalizadamente em todos os mercados de turistas que visitam o arquipélago.

O mercado nacional é um dos principais mercados emissores da Região (41% em 2016), no qual o Governo dos Açores continua focado em manter a sua atuação de acordo com o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo.

“Free Running Azores” sorteia viagem, estadia e participação em prova do Azores Trail Run® 

O Azores Trail Run® e o Turismo dos Açores convidam a participar no “Free Running Azores”, a 18 de março, num percurso de 10 quilómetros no Parque das Nações.

O treino ligeiro é guiado pelo Azores Trail Run® para promover as provas de trail running que decorrem nos Açores. A primeira prova tem lugar em maio, na Ilha do Faial.

É um treino de aproximadamente 60 minutos, cuja partida e meta, se localiza na entrada da FIL, no Parque das Nações, onde decorre a BTL.

A participação é gratuita e a concentração está agendada para as 10h00, à entrada da Feira, altura em que serão registados os participantes, que serão presenteados com um buff e uma t-shirt técnica.  A partida deverá acontecer pelas 10h30.

Habilite-se a uma viagem real aos Açores!

Confirmações de presença para:
Eva Mota
E-mail: evamota@visitazores.travel
Telemóvel: 93 205 83 52

Fonte: GACS
Foto: DR

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Apoio na cobertura dos Açores
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Bordados de Castelo Branco vão cobrir altares de Manchester

bordado_cristina_rodriguesA Catedral de Manchester encomendou à artista portuguesa Cristina Rodrigues uma coleção de bordados típicos de Castelo Branco para cobrir os quatro altares da Catedral inglesa. As peças têxteis estarão expostas em regime permanente e poderão ser visitadas a partir de setembro.

Este projeto foi sem dúvida o maior desafio da minha vida – Cristina Rodrigues

O projeto, que se tem vindo a desenvolver desde maio de 2016, resulta de uma parceria entre a artista plástica e a Câmara Municipal de Castelo Branco. Dos 158 desenhos inicialmente elaborados, a coleção conta agora com sete peças finais, todos eles originais de Cristina Rodrigues e produzidos à mão, que, pela sua simbologia, remetem para a relação histórica entre Portugal e Inglaterra.

“É mais um passo que damos na valorização do bordado de Castelo Branco. Trata-se de uma obra de arte que vai estar exposta em Manchester, um trabalho que levará para a cidade inglesa mais do que o nome de Castelo Branco, leva também um património e o nome das bordadeiras”, referiu o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia.

O Bordado de Castelo Branco está em processo de certificação e o Executivo tem apostado na sua promoção e valorização, como produto identitário do Concelho e da Beira Baixa e como uma das mais belas formas de expressão artística de raiz popular.

A Catedral de Manchester já recebeu anteriormente mais trabalhos de Cristina Rodrigues, sendo esta a primeira vez em que a sua obra irá recair sobre os bordados de Castelo Branco. As peças seguem as técnicas tradicionais das bordadeiras, mas as imagens e as cores fogem aos padrões habituais.

“Reconheço que o bordado é a técnica mais extraordinária que se tem mantido neste país. Há bordadeiras que fazem isto há 50 anos. A coleção respeita a técnica do bordado de Castelo Branco, mas conta com cores contemporâneas”, afirmou a artista.

Apesar do cariz permanente da exposição, a organização da Catedral de Manchester irá, temporariamente, partilhar as peças com museus de diferentes pontos do Mundo.

Foto: C.M. Castelo Branco

2016 foi ano de recordes para exportações de Cerâmica e Cristalaria nacionais

ceramica2016 foi mesmo o melhor ano de que há registo para as exportações de produtos cerâmicos e de cristalaria. O valor das exportações na Cerâmica ascendeu a 701 milhões de euros, o mais elevado de sempre. A Cristalaria não fica atrás. Neste setor, as exportações nacionais cresceram 12,3% e alcançaram também o seu máximo histórico, movimentando 82 milhões de euros.

Após a crise económica mundial de 2008-2009, as exportações portuguesas de cerâmica conseguiram crescer de uma forma sustentada. Só em 2016 ultrapassaram os 701 milhões de euros, o que corresponde ao valor mais elevado de sempre, representando uma variação de 6,3% face a 2015 (indicador compara com a média de 0,9% obtida para o conjunto das exportações nacionais de bens).

O bom desempenho das exportações de cerâmica refletiu-se também na sua contribuição para a balança comercial portuguesa. Em 2016 cifrou-se nos 573 milhões de euros e a taxa de cobertura das importações pelas exportações ascendeu a 547% (de referir que a taxa de cobertura média para o conjunto de bens foi de 82,4%).

No ano transato, a cerâmica portuguesa chegou a 163 mercados internacionais. Para o conjunto de produtos cerâmicos (onde se inclui a cerâmica utilitária e decorativa, pavimentos e revestimentos, louça sanitária, telhas e outros), França é o principal mercado de destino, seguindo-se Espanha, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. 70,2% do valor total exportado corresponde ao mercado intracomunitário e 29,8% ao mercado extracomunitário.

No que concerne a exportações nacionais de objetos de vidro para serviço de mesa e cozinha (cristalaria), 2016 atingiu também máximos históricos dignos de registo. Entre 2014 e 2016, as exportações de cristalaria cresceram 20,6%, fixando-se nos 82 milhões de euros (registou uma variação de 12,3% face a 2015). Este é o valor mais elevado de que há registo.

No ano passado, a Cristalaria nacional chegou a 118 mercados internacionais, sendo Espanha o país de destino principal, seguindo-se os Países Baixos, Alemanha, França e Estados Unidos. 75,3% do valor total de produtos de cristalaria exportados dirigiu-se ao mercado intracomunitário e 24,7% a clientes do mercado extracomunitário.

Refira-se que, grande parte deste resultados positivos, deve-se à Inovação (projetos piloto), ao Design, à Investigação, Desenvolvimento Tecnológico como elementos diferenciadores e mais-valias na projeção da Cerâmica nacional no mundo, bem patente no novo projeto editorial, lançado recentemente pela APICER – Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria. O livro, intitulado “CERÂMICA PORTUGUESA  – Tradição e Inovação”, é uma visão sobre a tradição e a inovação da Cerâmica portuguesa, com olhos postos no tangível, no repositório de sentimentos e na história secular das empresas de cerâmica nacional. Uma história que se cruza com a arte e o saber das pessoas que moldam esta matéria-prima e tornam perene a Indústria da Cerâmica.

Ao longo de seis vetores nucleares, a saber Tradição e Modernidade; Excelência; Inovação e Design; Imagem Global; Responsabilidade Social; Ceramics Lifestyle, o livro “Cerâmica portuguesa – Tradição e Inovação” mostra exemplos de excelência da Indústria Cerâmica nacional. Esta é uma publicação bilingue (em português e inglês), com um espólio fotográfico que testemunha o incrível manancial de obras e peças que traduzem a identidade cultural e identitária do nosso País.

Fonte: APICER
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A Calçada Portuguesa no Mundo em conferência no Museu do Oriente

Calçada_PortuguesaNas suas viagens, o fotógrafo Ernesto Matos encontrou um elo comum em todos os lugares por onde os portugueses andaram ao longo dos séculos, que traduziu em imagens e sobre o qual reflecte na conferência “A Calçada Portuguesa no Mundo”, dia 24 de Março, às 18.30, no Museu do Oriente, com entrada livre.

Partindo de imagens soltas, foi construindo um inventário exaustivo sobre este gosto de atapetar o chão com pequenas pedras de duplas cores, talhadas à mão, colocadas conforme um molde passado a escantilhão, cujo resultado final são desenhos elaborados ou de linhas simples e geométricas, de autores anónimos ou grandes mestres. É parte deste trabalho de muitos anos que agora aborda, na perspectiva de divulgar o património existente na Europa, África, América, Ásia e várias ilhas de todo o mundo.

Em todos os países visitados, o autor encontrou uma diversidade de motivos, onde os valores étnicos e as culturas autóctones parecem ter sido assimiladas e reinterpretadas, quer pelos calceteiros de então, como pelos de hoje que, em muitos casos, aprendem a recuperar os padrões há muito esboroados.

A palestra assenta sobre um conjunto de fotografias que revelam lugares onde a técnica foi aplicada, como Macau, um dos pontos onde a representatividade mais evidencia a presença portuguesa, dotando de requinte e de significados humanistas o espaço urbano, quer no exterior como em interiores.

A palestra conta com a presença de dois experientes calceteiros, Mestre Zé da Clara e Manuel Barbosa. Mestre Zé da Clara é um antigo calceteiro da região de Fanhões, local onde se formaram nos anos 40 uma geração dos melhores artífices do nosso país e que levaram esta arte um pouco por todo o mundo. Manuel Barbosa é um calceteiro com larga experiência que, desde cedo, começou a trabalhar no estrangeiro. Participou na execução de calçadas na Alemanha, Espanha, França, Macau e mais recentemente no Qatar. Em Macau trabalhou na elaboração do emblemático Largo do Senado. Foi também, neste local, formador para trabalhadores macaenses.

Fonte: Museu do Oriente
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Lisboa recebe novo pólo para indústrias criativas

LACS2Lisbon Art Center & Studios (LACS) é o novo pólo de indústrias criativas da capital. O projecto terá o Rock in Rio como dinamizador e conta com um investimento de três milhões de euros para a reabilitação do edifício inserido no Porto de Lisboa.

Situado no Cais da Rocha de Conde de Óbidos, o edifício vai ter espaços de trabalho, studios, ateliers, uma escola, restaurante, live music bar, galeria de arte e design, bookstore & café e um rooftop lounge.

As portas deste cluster abrem em outubro e os criadores, empreendedores e empresas vão poder submeter as suas candidaturas de membership a partir de 2 de maio.

O LACS nasce de uma vontade de mudar a forma de trabalhar, e a forma como os profissionais encaram o trabalho e tudo aquilo que o rodeia – Gustavo Brito, co-responsável pelo projecto

O LACS pretende ser muito mais que um espaço de trabalho, quer ser “uma comunidade agregadora de talento que disponibiliza um vasto conjunto de serviços e ofertas, passando pelas áreas do ensino, gastronomia, entretenimento e lazer”. “Queremos oferecer um ambiente de trabalho diferenciador. Isto é, um ambiente capaz de estimular, só por si, a criatividade, o networking e, nessa sequência, a criação de novos projetos”, salienta Gustavo Brito.

No edifício de cinco pisos e 5.000m2, com vista privilegiada sobre o Tejo, haverá um restaurante, uma cafetaria e bookstore, um live music bar, studios, uma galeria de arte e design, um rooftop lounge e, ainda, uma escola. Espaços comuns que poderão ser frequentados, não só, pelos membros do LACS como, também, pelo público.

Fonte: LACS
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