A perda de um neurotransmissor num tipo específico de neurónios causa perturbações do desenvolvimento do sistema nervoso, levando ao aparecimento de defeitos comportamentais semelhantes aos registados na esquizofrenia e no autismo. Um dos autores da investigação, publicada na conceituada revista Molecular Psychiatry, foi o cientista português António Pinto-Duarte, investigador na Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD).
O objectivo do estudo, realizado em ratinhos, era identificar o receptor que provoca um desenvolvimento anormal do sistema nervoso, por não estar presente numa determinada classe de neurónios. A investigação mostra como a perda de um dos receptores de glutamato, denominado “mGluR5” (metabotropic glutamate receptor 5), pode estar relacionado com alterações ao nível do desenvolvimento neuronal.
Em comunicado à agência Lusa, António Pinto-Duarte afirmou: “ Verificamos que a perda do receptor mGluR5, especificamente nos neurónios parvalbuminérgicos de ratinho, durante o desenvolvimento pós-natal, alterava as funções normalmente desempenhadas por esses neurónios na rede neuronal”. A consequência é o aparecimento de “defeitos comportamentais semelhantes aos verificamos em doenças como a esquizofrenia e o autismo” e que incluem “comportamentos repetitivos e problemas de socialização”, explicou o cientista português.
Esta descoberta, permitiu, segundo os seus autores, “reforçar a ideia de que a configuração da rede neuronal pode ser afectada no período pós-natal, e não apenas durante a gravidez, confirmando a particular vulnerabilidade e susceptibilidade desse período a fenómenos patofisiológicos”. De acordo com António Pinto-Duarte, o resultado da investigação “é relevante, não apenas por identificar um novo alvo terapêutico, mas também por servir de motivação a estudos futuros, que possam conduzir a que esse défice possa ser, eventualmente, compensado através de estratégias farmacológicas ou por terapia genética”.
A importância do receptor mGluR5 já tinha sido demonstrada por outros trabalhos científicos, através das consequências relacionadas com a sua eliminação total no cérebro. No entanto, explicou o investigador, “até agora, ninguém tinha estudado a sua função específica numa classe de células nervosas inibitórias, denominadas neurónios parvalbuminérgicos, que se pensa serem cruciais para os mecanismos cognitivos”. Pinto-Duarte sublinha que serão necessários mais estudos para confirmar, de forma contundente, a ligação aos receptores, mas que “tal abriria portas a eliminar, ou pelo menos minimizar deficiências comportamentais que muitas vezes afectam de forma significativa a vida dos indivíduos e a sua normal integração na sociedade”.
O investigador português é o segundo autor do estudo, que foi coordenado pelos investigadores Terrence Sejnowski e Margarita Beherens do Instituto Salk, e Athina Markou, da Universidade da Califórnia de San Diego.
O jovem físico português Daniel José da Silva ganhou mais um prémio (depois de ganhar o prémio Corbett, em Bolonha, 2013), desta vez atribuído pela conceituada editora científica Elsevier BV na 22ª conferência internacional de Análise de Feixes Iónicos – IBA 2015 – que decorreu no passado mês de Junho na cidade de Opatija na Croácia. O Físico português ganhou o prémio de “Melhor artigo escrito por um jovem cientista” nesta conceituada conferência que contou com a participação activa de mais de 60 palestrantes.
O trabalho deste Físico promissor intitulava-se “Drawing the geometry of 3d transition metal-boron pairs in silicon from electron emission channeling experiments” e resultou de uma colaboração entre o seu instituto actual – o grupo de Física Nuclear do Estado Sólido da Universidade Católica de Leuven, que aliás já tinha publicado orgulhosamente esta notícia, o anterior grupo do Daniel, o IFIMUP-IN da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e ainda os centros: Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico e o Centro de Física Nuclear da Universidade de Lisboa.
O trabalho premiado foi dedicado ao estudo do Silício puro, que foi e continua a ser uma material-basilar para o desenvolvimento da micro-electrónica, e portanto de praticamente todos os materiais electrónicos com que vivemos hoje em dia. Tal como o Daniel e seus colegas explicam no seu trabalho, durante a produção de Silício é normal que outros elementos, em particular os chamados elementos de transição, se introduzam no Silício, contaminando-o e provocando alterações às propriedades fundamentais do Silício, comprometendo assim a a performance de um conjunto variado de dispositivos, mas com particulares efeitos nefastos nas células fotovoltaicas.
Tal como os autores referem existem técnicas que permitem minimizar estes contaminantes, como o chamado processo de “gettering”, onde camadas de átomos de Boro são introduzidas, uma vez que os átomos de Boro gostam de formar ligações químicas com estes contaminantes “aprisionando-os” na sua camada. Esta técnica já é aplicada há muitos anos, no entanto não são conhecidos com detalhe as geometrias destas ligações químicas. Foi este problema que o Daniel e sua equipa tentaram resolver, aplicando uma técnica de sonda local para um Silício com estes contaminantes, ficando assim a conhecer melhor qual a geometria atómica destas ligações.
Andreia Campos, 33 anos, nascida no Porto, estudou Gestão na FEP e trabalhou na Siemens AG. Depois de ter trabalhado em cidades como Pequim e Cidade do México, juntou-se à Parfois, uma empresa portuguesa de acessórios de moda como mais de 600 lojas, como Marketing Manager.
Dotada de um forte espírito empreendedor e com área digital e a moda no seu ADN, co-fundou a Gleam em 2013, um projecto pela qual se apaixonou quando foi lançado pela Faber Ventures nesse mesmo ano.
A Excelência Portugal convidou a CEO da Gleam a “vestir” a nossa camisola e a partilhar este cativante projecto.
Nós queremos mudar a maneira como a indústria tradicional da moda se relaciona com o consumidor nos mercados emergentes, ajudando as marcas a conhecer o seu público e trazendo novas formas de interacção com a comunidade de moda local e global.
A Gleam (www.gleamworld.com) junta a sua plataforma de inteligência de moda a uma aplicação proprietária de curadoria de moda. Para os consumidores, a aplicação mobile ajuda-os a estarem a par das últimas tendências, e para os compradores de moda, a plataforma da Gleam oferece dados de consumo sobre o que as pessoas realmente querem, ajudando os compradores, merchandisers e marketers a tomarem decisões em tempo-real relativamente a produto e a comunicação, com foco nos mercados emergentes.
A aplicação de moda Gleam conta com mais de 360.000 utilizadores, está disponível em iOS e Android e regista uma publicação diária de 400 das melhores imagens curadas provenientes de mais de 1.000 fontes de moda (catálogos de marcas, editoriais de moda e blogs globais e locais). Os conteúdos para mulher, homem e criança são adaptados à geografia de cada utilizador e permitem aos seus utilizadores criar um closet de sonho explorando as mais reconhecidas marcas internacionais dentro da aplicação, partilhar os looks preferidos com a rede de amigos assim como seguir os “Top Gleamers” em qualquer parte do mundo, e por fim estar à distância de um clique de comprar as ultimas novidades no mundo da moda
Segundo Andreia Campos, a plataforma gera mais de 100 mil datapoints diários, em likes, compras e partilhas, que se tornam a valiosa “matéria-prima” para a plataforma de inteligência. É por aqui que a Gleam quer marcar a diferença.
O projecto contou com um investimento de um milhão de euros pela Faber Ventures e Portugal Ventures e elegeu como mercados prioritários a América-Latina, Emirados Árabes Unidos, Espanha e Reino Unido. A China, um mercado que a CEO conhece bem, é também uma aposta em análise.
Next step: México
A inteligência sobre os hábitos de compras e tendências na indústria da moda no México, é ainda uma identidade desconhecida – e é aqui que a Gleam pode acrescentar valor às marcas que estão de olho neste mercado emergente.
55% dos mais de 360.000 utilizadores da Gleam estão na América Latina. Apesar de não serem a primeira empresa a ver potencial na América Latina, a maior parte das empresas focou-se no Brasil, onde as vendas são enormes; contudo, os lucros são significativamente impactados devido às enormes taxas de importação, levando as empresas a procurar outras regiões para estimular o crescimento.
Comparativamente a outros países da América Latina, o México é um país particularmente bem posicionado. Os acordos com mais de 45 países em três continentes, assim como a alteração das suas taxas aduaneiras, mostram que o México está mais aberto para transacções comerciais com o exterior. Uma análise de 2013 feita pela Earnst&Young prevê que, às taxas atuais, o número de famílias com vencimento anual acima dos US$50.000 vai crescer para os 7.1 milhões de pessoas até 2020. Isto significa que a classe média do México vai crescer 50% em menos de uma década.
Este cenário/panorama é naturalmente atractivo para os negócios relacionados com luxo, tecnologia e moda; todos a procurar capitalizar sobre este crescimento. No entanto, a inteligência sobre os hábitos de compras e tendências na indústria da moda no México, é ainda uma identidade desconhecida – e é aqui que a Gleam pode acrescentar valor às marcas que estão de olho neste mercado emergente.
A Gleam desenvolveu até agora uma comunidade de mais de 100.000 utilizadores no México e vai dedicar a maior parte do seu orçamento de marketing e crescimento para esta região, planeando abrir um escritório no México ainda este ano.
Sete colecções da Vista Alegre foram nomeadas para os German Design Award 2016, os prémios internacionais do Conselho Alemão do Design que elegem anualmente os melhores produtos no panorama internacional do design.
Os vencedores serão conhecidos no decorrer da feira Ambiente, de 12 a 16 de Fevereiro do próximo ano, em Frankfurt.
As colecções nomeadas são as seguintes:
Caribe
Para esta nova coleção de porcelana desenvolvida pela Vista Alegre, a Christian Lacroix imaginou uma decoração de exuberância tropical. Flores, penas, samambaias e libelinhas posam ao estilo de um herbário barroco sobre um conjunto de porcelana branca com recortes e frisos, evocando os bordados ingleses imaculados das anáguas vestidas pelas belas de Salvador da Bahia.
Lavish
Em anos de prosperidade, a fantasia, o luxo e a ostentação integram o imaginário coletivo de uma forma natural. Com a sua forma geometrizada, num movimento ascendente, a linha Lavish representa o glamour através da associação de tratamentos de superfície diferentes, contrastando mate e brilhante, relevos a branco e decalques a cor.
Marés White
Assinada pelo designer alemão Carsten Gollnick, a coleção Marés é um tributo à ancestral ligação portuguesa ao mar, honrando em particular a população costeira que se dedica à captura do marisco, atividade intimamente ligada à cultura nacional. Os elementos formais evocam o oceano nos seus diversos estados, o vento ondulando sobre a superfície, as dunas na linha costeira e outras formações de areia. Merece um destaque especial a textura única e inovadora obtida, que se assemelha à areia moldada pelo vento em relevos e contornos dinâmicos. Uma gama que combina fortes aspetos emocionais com a funcionalidade.
Printemps
Uma peça simultaneamente subtil e arrebatadora, criada por Carsten Gollnick. O novo centro de mesa criado por Carsten Gollnick desafia as técnicas de produção de porcelana, em termos de forma e dimensão. Dezoito peças idênticas colocadas lado a lado, sustentadas por uma construção em arame e fixadas num eixo, numa construção arquitetural.
Transatlântica
Brunno Jahara recria os laços que unem Brasil e Portugal. Brunno Jahara, um dos mais reputados designers brasileiros da atualidade, criou o serviço Transatlântica para a Vista Alegre no ano em que se comemora O Ano de Portugal no Brasil. Esta nova decoração atravessa o grandioso Atlântico para evidenciar a união de sangue entre dois mundos, numa original interpretação multicultural.
Triadic
Jogo de Cores, Formas e Volumes. Triadic inspira-se no Ballet Triádico de Oskar Schlemmer, pintor, escultor, designer e coreógrafo ligado à Bauhaus. Seis jarras e um centro de mesa criam um jogo de formas, cores e volumes, evocando figuras humanas num teatro de marionetas divertido e sofisticado.
Odeon
Odeon ostenta uma base em mármore negro que contrasta com o brilho luminoso do cristal laboriosamente trabalhado. Um trabalho digno de contemplação, onde a beleza surge realçada pelas suas grandes dimensões.
Na passada terça-feira, realizou-se, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a cerimónia oficial de entrega do dossiê da candidatura das Festas do Povo de Campo Maior a Património Cultural Imaterial da Unesco. O dossier foi simbolicamente entregue ao presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, por António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, o organismo que lidera a candidatura.
O dossier será agora entregue pela Câmara Municipal de Campo Maior ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que formalizará a candidatura junto da UNESCO.
As Festas do Povo consistem na decoração das ruas de Campo Maior, sobretudo o Centro Histórico, com flores de papel e outros objectos em cartão e papel, feitos pela população. Trata-se de um evento tradicional único, e que já alcançou uma notoriedade elevada a nível nacional e internacional.
É uma celebração que, por tradição, só acontece quando o povo quer, pois a sua realização depende do voluntariado e da força de vontade dos campomaiorenses. A preparação é feita rua a rua, sendo que o trabalho desenvolvido em cada uma delas fica em segredo, mesmo para amigos e familiares dos moradores, e só é dado a conhecer na noite da “enramação”.
As últimas Festas do Povo tiveram lugar em 2011 e trouxeram a Campo Maior cerca de 1 milhão de pessoas, vindas de todo o país, da vizinha Espanha, da comunidade emigrante e até mesmo de outros países europeus. Foram decoradas 104 ruas com flores de papel, o equivalente a uma distância de aproximadamente 20 km. No total, foram utilizadas perto de 30 toneladas materiais e o trabalho voluntário de cerca de 7500 pessoas, números que demonstram a vitalidade e importância que este evento tem para as gentes de Campo Maior.
A História
Alguns indicadores históricos remetem a génese destas comemorações para a Festa em honra do padroeiro da vila, S. João Baptista, realizada pela primeira vez em 1893 e organizada por uma Comissão Popular. Essa Festa, em honra de S. João Baptista, realizou-se anualmente até 1898. Estima-se que, posto este período, só voltou a acontecer em 1921, por vontade do povo, e que tenha surgido daí o nome de Festas do Povo. A festa realizava-se no início de Setembro e durava quatro dias. O papel apareceu como elemento decorativo e a iluminação eléctrica permitia que a Festa decorresse noite dentro. Tanto em Portugal como em Espanha, os impactos foram sentidos nos concelhos que mais perto estavam da Festa.
O actual modelo de Festas realizou-se por 20 vezes. Em apenas 15 anos, entre 1989 e 2004, o número de visitantes das Festas do Povo duplicou. O sucesso de todas as edições deve-se à surpreendente diversidade da decoração das ruas, de beleza inigualável. A arte das flores de papel e as Festas do Povo de Campo Maior são um Património cultural único no Mundo.
A realização das Festas, embora tenha sido progressivamente adaptada à evolução social e histórica, manteve-se, desde o início, fiel ao espírito associativo, altruísta, artístico, e hospitaleiro, que constituem a forma de estar dos campomaiorenses.
A organização
Os moradores de cada rua reúnem-se e após terem inscrito a sua rua junto da Associação das Festas, elegem um coordenador geral dos trabalhos ao qual se dá o nome de “Cabeça de rua”.
O “Cabeça” de cada rua é responsável pela orientação, distribuição das tarefas e escolha do local para a realização dos trabalhos. A par das toneladas de papel, da cola, dos arames, das cartolinas, da esferovite, dos agrafos, encontra-se todo um trabalho de preparação que, durante meses, é organizado com a finalidade da concretização das festas com sucesso.
Ao longo de vários meses, durante todo o processo de execução das flores e enfeites de papel, existe uma forte cooperação entre os moradores de cada rua. Estes preparativos começam a fazer parte do quotidiano dos campomaiorenses, sendo também um excelente momento para os responsáveis autárquicos e outras personalidades da vila se empenharem, pois patrocinam de várias formas todos os eventos socioculturais que decorrem durante a semana das Festas, contribuindo para a promoção do desenvolvimento social e económico da vila.
Trabalha-se noites e noites a fio e discutem-se projectos, ideias e métodos a seguir. É de referir que, durante estas noites, o trabalho não é a única palavra de ordem. O convívio entre os moradores de cada rua e, como não podia deixar de ser, “ as saias” enchem as casas onde os trabalhos decorrem.
De uma forma geral, são as mulheres que começam a trabalhar o papel. Nas noites frias de Inverno, umas já muito experientes, outras a iniciarem-se nesta arte de trabalhar o papel e sempre acompanhadas pelo olhar atento das mais velhas, iniciam o minucioso fabrico das flores e enfeites de papel. Cortando e recortando, começam a surgir os primeiros “torcidos, trapaças e franjas” e outros enfeites, que irão enfeitar as ruas e que servem de base a toda a sua decoração. O espaço doméstico que serve de local para a realização dos trabalhos não é sempre o mesmo e a mistura desses diversos espaços vem contribuir para um reforço dos laços existentes.
Aos homens cabem os trabalhos mais pesados, nomeadamente, a carpintaria e toda a montagem desse mesmo material. São eles também com a ajuda de algumas mulheres que, na noite da “enramação”, carregam flores e penduram-nas, sob o olhar atento de todos e sob a orientação do “cabeça”.
Na noite que antecede o inicio dos festejos, erguem-se os paus, pintados ou cobertos com folhas de papel, que sustentam os tectos das ruas e todos os outros ornamentos. “Enramar” uma rua numa noite não é tarefa fácil e parece quase impossível, mas tudo tem de estar pronto antes do Sol nascer. Para isso, recorre-se à ajuda de amigos e familiares que vêm de fora. Nesta noite, poucos são os campomaiorenses que se deitam, pois ninguém quer deixar de participar no espectáculo da “enramação” e no início das Festas das Flores.
A Festa
Quando os Campomaiorenses terminam a enramação da rua, juntam-se para a primeira arruada antes da chegada dos forasteiros. Cantando às saias vão conhecer as outras ruas de pandeireta e castanholas na mão (por vezes antes da arruada, todos juntos, carregam energias com um pequeno almoço bem Alentejo na rua).
Ao romper do Sol, chega a abertura das festas: ouvem-se pandeiretas e castanholas e começa-se a bailar e cantar as “saias”. Para tornar as festas mais animadas e diversificadas, são convidados vários artistas do distrito a participar com a sua música neste evento. A gastronomia típica da zona também ganha especial destaque durante os festejos.
O elevado número de visitantes que o evento atraí promove a interacção cultural entre os indivíduos. As Festas das Flores constituem uma forte ligação entre as culturas. A localização privilegiada de Campo Maior torna o evento num eixo entre a Cultura Portuguesa e a Espanhola, bem como uma ligação estreita entre as diversas regiões do país.
As Festas do Povo são o resultado de um trabalho que exigiu muitas horas de preparação, muitos custos e, sobretudo, muita força de vontade e companheirismo
Fotos: DR
Fonte: Associação das Festas do Povo de Campo Maior, Centro Cultural Campo Maior e Câmara Municipal de Campo Maior
Está aí mais uma Feira do Livro do Porto, entre 4 a 20 de Setembro, nos jardins do Palácio de Cristal e Biblioteca Almeida Garrett. A organização, à semelhança do ano passado, é da responsabilidade da Câmara do Porto.
Sessão dedicada a Agustina
No ano que a Feira do Livro do Porto homenageia a escritora Agustina Bessa-Luís, o ciclo de debates Um Objeto e Seus Discursos por Semana muda-se, em setembro, para o recinto da Feira e dedica-lhe a sua primeira sessão, dia 5, nos jardins do Palácio de Cristal.
A Avenida das Tílias transformou-se na alameda dos escritores, primeiro com Vasco Graça Moura, a quem foi simbolicamente dedicada uma tília e uma placa com um excerto de um dos seus poemas na Feira do Livro 2014. Este ano a homenageada será Agustina Bessa-Luís, a quem será dedicada uma placa de homenagem, referência maior da literatura portuguesa. Três convidadas particularmente ligadas à sua vida e obra irão falar do percurso da escritora: Mónica Baldaque, Isabel Ponce de Leão e Zita Seabra.
O início está marcado para as 18,00 horas com entrada é gratuita.
O festival literário programado este ano para a Feira do Livro do Porto incluirá dez debates, nos quais participarão grandes nomes da literatura e da cultura portuguesas, tais como Richard Zimler, Valter Hugo Mãe, Sérgio Godinho, Álvaro Magalhães e Francisco José Viegas.
Este ano a programação cultural parte de uma reflexão sobre a felicidade, tema transversal às actividades do Pelouro da Cultura da autarquia.
“O lento e incendiário caminho do humor”, “Números Felizes”, “Os Amores da Escrita” e “Memórias Políticas: um passado feliz?” são alguns dos títulos destes debates, “a partir dos diversos géneros e veículos da literatura”, explica o vereador da Cultura Paulo Cunha e Silva.
A primeira aplicação informática (app) que ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças sexuais masculinas já chegou ao mercado, é gratuita e foi desenvolvida por Nuno Tomada, Professor de Urologia na Faculdade de Medicina do Porto e médico no Hospital de S.João.
O desenvolvimento desta “app” começou há cerca de um ano e tem como objectivo facilitar o acesso dos doentes a informação sobre questões como disfunção eréctil ou ejaculação prematura, entre outras. A nova ferramenta foi desenvolvida por Nuno Tomada, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de S.João, no Porto, em parceria com colegas da especialidade de outros países, e tem duas versões: uma para profissionais de saúde e outra para doentes.
Assim a Men’s Sexual Medicine PRO destina-se aos médicos e outros profissionais de saúde funciona como uma ferramenta de apoio à consulta e ao diagnóstico de várias patologias sexuais masculinas. Esta app aborda temas como a disfunção eréctil, diminuição da líbido, ejaculação prematura, sintomas urinários sugestivos de hiperplasia benigna da próstata e curvatura peniana.
Para os doentes, a Men’s Sexual Medicine disponibiliza um vasto conjunto de informação sobre o tema, oferecendo um questionário e ainda um plano alimentar e de exercício físico personalizado, mas, para o efeito, é necessário um código que deverá ser disponibilizado pelos médicos de família ou especialistas. Ambas as versões da “app” estão certificadas pela classe médica da especialidade.
Em comunicado à agência Lusa, Nuno Tomada explica, “Decidimos construir uma aplicação informática que desse para ser facilmente descarregada para telemóveis e computadores portáteis e que permitisse, desde logo, a possibilidade aos doentes de acederem, de modo privado e discreto, a conteúdos que, geralmente por uma questão cultural, têm mais renitência em abordar e perguntar aos seus cuidadores de saúde, nomeadamente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos.” O Professor de Urologia acrescenta ainda que “há um certo constrangimento em os doentes abordarem estas questões da área sexual e quando abordam já vêm com muitos anos de evolução, muitos mitos e más concepções”. Todos estes fatores foram determinantes para o nascimento da ideia de “se desenvolver uma ferramenta não só capaz de fornecer informação aos doentes e à população em geral, mas também que fosse capaz de, mediantes as queixas apresentadas, indicar quais seriam os passos seguintes a tomar.”
Ainda de acordo com o especialista, a app “está desenvolvida para homens que tenham algumas queixas iniciais”, depois, o objetivo para por “perceber que existem diferentes níveis de severidade da mesma disfunção, porque tem questionários que podem usar para se auto-classificarem ao nível da sua disfunção, bem como fornecer os dados clínicos sobre eventuais doenças que tenham, medicação que façam, capacidade física, e tudo isto vai-nos permitir dizer-lhes e dar-lhes alguns conselhos sobre quais são as terapêuticas disponíveis, realçando sempre a importância do acompanhamento médico.”
A app é gratuita e encontra-se disponível na AppStore e no Google play.
México e Costa Rica serão países importadores de pêra rocha. Colômbia, que poderá também importar a fruta, já tem visita marcada de uma delegação aos pomares. Além disso, a Associação de Produtores investe um milhão de euros na promoção da fruta de denominação de origem controlada.
Os novos investimentos na “estrela da agricultura portuguesa”, conforme foi denonimada a pêra rocha pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, apostam na promoção e exportação do fruto. México, Costa Rica e Colômbia chegam como novos mercados e a Associação de Produtores de Pêra Rocha (ANP) investe um milhão de euros na promoção do fruto.
De acordo com o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, o México é “um mercado extremamente importante, quer pela grande dimensão quer pela sua capacidade económica”, adianta ao Jornal de Notícias. Vieira e Brito acrescenta que, além deste, a Costa Rica poderá ser o próximo país para escoamento do fruto, em compensação do embargo da Rússia, em que se perdeu um mercado que valia 4,1 milhões de euros anuais.
O embargo da Rússia foi um dos factores que complicou a vida aos produtores. Os países que exportavam fruta para este país, ao verem-se proíbidos de o fazerem, viraram-se para o mercado europeu para escoarem o produto. Portugal foi um dos países que receberam esse grande fluxo de fruta a preços baixos. No fundo, foi a junção do aumento da oferta a baixos preços, aliado com a proibição da difenilamina, (um produto que ajuda na conservação da fruta durante mais tempo, e por sua vez permite vendê-la durante todo o ano), bem como uma grande produção de pêra rocha o ano passado, que causaram dores de cabeça aos produtores, que “pouco ou nada lucraram com a campanha, chegando mesmo a dar prejuízos a alguns e levando outros à falência” afirma José Pedro Leitão, presidente da direcção da Adega Cooperativa de Dois Portos e produtor de pêra rocha.
Contudo, este ano, o mercado deste fruto parece estar a mudar. “Aparentemente, o feedback que há é que a pêra este ano está a ser bem vendida e vai ser valorizada”, acrescenta Leitão.
Colômbia poderá também vir a ser outro destino para o escoamento da pêra. Uma delegação daquele país virá em Setembro visitar as explorações e organizações de produtores. Prevê-se a exportação também para esse território na próxima colheita, conforme adianta Vieira e Brito.
Para além dos novos destinos de escoamento, a ANP vai investir, até ao final do ano, um milhão de euros na promoção da fruta. A primeira estratégia passa pela visita de 20 jornalistas estrangeiros à região. A visita está “inserida num projecto que visa mostrar a região em que é produzida e a singularidade da pêra rocha”. Os jornalistas são depois convidados à divulgação do fruto nos países de origem através de artigos e publicações, explicou à Lusa Aristides Sécio, presidente da ANP. Ainda assim, a vinda dos jornalistas oriundos da Alemanha, Polónia, Reino Unido, Canadá e Brasil é apenas a primeira acção promocional que será financiada por fundos europeus.
Este financiamento será utilizado em “acções de promoção em pontos de venda, acções de rua, colocação de outdoors e outras formas de promover a pêra rocha, como um produto nacional, sem a associar a marcas”, acrescentou Aristides Sécio.
Ainda sobre o público-alvo, as campanhas incidirão, para já, nos principais países importadores de pêra, encabeçados pelo Reino Unido e Brasil, mas os resultados desta primeira acção chegarão a vários mercados como o americano, asiático (incluindo o médio oriente), australiano e neozelandês, através da Fruitnet, um grupo editorial com seis publicações especializadas em fruticultura.
On Water Academy (OWA) é uma startup sediada na “Ilha Dourada”, Porto Santo, para os apaixonados por desportos aquáticos, bem como para todos os amantes do mar. Criada por João Paulo Ribeiro Palhas, de 32 anos, em 2010, tem tido um enorme sucesso na praia do Luamar, no Porto Santo.
Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto.
Tive o prazer de conversar com o João, que me explicou como tudo começou. Licenciado em Ciências do Desporto, “senti que faltava algo no Porto Santo para leccionar as actividades que gostava. Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto”. Refere que começou com 4 simples pranchas, tendo agora um total de 20 pranchas de surf, windsurf, kitesurf e puddlesurf. Já trazia consigo a experiência de trabalhar no Centro Náutico na Praia de Faro.
“Todas as modalidades saem bastante, não há uma que se sobreponha”. A malta no Verão gosta muito de experimentar desportos diferentes”
A OWA está aberta todos os dias das 10 às 21h e destina-se a todos os que quiserem passar um bom momento. João Palhas tem por hábito tirar também inúmeras fotografias, revelando a todos uma recordação fantástica que pode ser vista na página da Academia.
No passado Sábado, dia 14 de Agosto, deparei-me com outra atracção turística. Um conceito que temos visto ultimamente no nosso país, o das Sunset Party, e que já acontece nesta praia há cerca de 3 anos. “Tudo começou porque queria promover convívios entre os turistas e os clientes da academia. No primeiro e segundo ano organizei a festa juntamente com a “Tender events” e neste último foi só a OWA.”
Tive o prazer de comparecer a uma festa recheada de sorrisos, excelente disposição e boa música, assim como não poderiam faltar os gins, caipirinhas e mojitos. Enfim, com um verdadeiro toque de Verão.
João não pára de surpreender com o seu empreendedorismo, criando várias parcerias de forma a que as suas aulas cheguem ao conhecimento de toda a gente.
Investigadores aplaudem a inclusão da maior montanha submarina portuguesa na Rede Natura 2000. Mas este é só um primeiro passo.
Ainda estão por descobrir todas as espécies existentes no maior monte submarino português, quais as que estão em risco, que outros factos e descobertas estão por ser revelados. Ainda há muitas perguntas sobre o Banco de Gorringe, que se ergue entre a costa Sul de Portugal e a Madeira, a Sudoeste do cabo de São Vicente. O Governo português deu agora um passo que pode conduzir os cientistas às respostas.
O Gorringe foi descoberto, em 1875, por uma expedição americana (USS Gettysburg) comandada pelo capitão Henry Gorringe, de onde advém o nome deste monte submarino.
Os “valores naturais de elevada relevância protegidos pela Directiva Habitats da União Europeia” presentes nas montanhas submarinas que se elevam desde o leito marinho, a 5000 metros de profundidade, até 28 metros da superfície da água, levaram o Governo a incluí-las na Lista Nacional de Sítios, no final de Julho. O Gorringe torna-se assim a primeira área marinha protegida da Rede Natura 2000 inserida na zona económica exclusiva (ZEE) de Portugal continental.
“O Banco de Gorringe é um ecossistema muito especial”, resume Gonçalo Calado, biólogo e professor na Universidade Lusófona. Por ser o único monte submarino em águas portuguesas cujo cume está a menos de 30 metros da superfície e por se encontrar relativamente afastado da zona costeira, o Gorringe abriga uma comunidade biológica com características únicas.
A proposta de classificação como Sítio da Rede Natura 2000, elaborada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), sistematiza as características que tornam este banco digno de protecção. Por um lado, a existência de dois tipos de locais: “recifes” e “bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda”. Por outro lado, a presença, pelo menos ocasional, de espécies protegidas. O Banco Gorringe é um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico e com um ecossistema único e, até ao momento, foram identificadas 862 espécies, mas ainda há muitas por estudar.
A notícia da inclusão do Gorringe na Rede Natura 2000 foi recebida com aplausos: “Estas acções incentivam-nos a continuar a investigar os fundos marinhos de grande profundidade com o objectivo de identificar os locais que devem ser protegidos”, refere num comunicado o director-executivo da Oceana na Europa, Lasse Gustavsson.
A inclusão deste novo Sítio com cerca de 2288 mil hectares, em área exclusivamente marinha, vem, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, «assegurar uma melhor representatividade dos valores naturais aos níveis nacional, europeu e biogeográfico, contribuindo para completar a Rede Natura 2000 em Portugal, e em particular no meio marinho».
Depois deste “primeiro passo”, falta saber que medidas ficarão definidas no plano de gestão e como serão aplicadas: A proposta do ICNF sugere medidas que minimizem a “perturbação, dano, destruição ou remoção de organismos marinhos e/ou partes do habitat”, impeçam o despejo de substâncias nocivas no local, regulamentem a pesca recreativa e comercial, garantindo o “bom estado ambiental do sítio”, condicionem a passagem de navios em trânsito e regulamentem o turismo subaquático. É também recomendada a adopção de medidas que permitam, incentivem e apoiem a investigação científica.
Gonçalo Calado defende a necessidade de realizar mais estudos e de aprofundar as pistas já recolhidas. “Num futuro ideal, em que tivéssemos estações de monitorização sistemáticas e permanentes ao longo da costa portuguesa, o Gorringe seria um óptimo candidato, caso existam meios para o fazer”, sugere.
E, partindo agora à descoberta, os investigadores vão poder mostrar a Portugal e ao mundo que há ainda muito por descobrir. Que temos muito por revelar e que não é só lá fora que podem existir mistérios e segredos não revelados. E com este reconhecimento há um maior estímulo à investigação, por algo ainda mais fundo, por algo imperceptível para aqueles que não se comprometem a descobrir e a mudar, para aqueles que não se dispõem a levar algo mais longe, para ir além dos limites que nos podem ser impostos.
Fontes: Público, Sul Informação e Histórias da Vida e da Terra Fotos:Lirios no Gorringe (Foto: D Abecasis CFRG/UAlg) e Google