Meyash – As meias irreverentes made in Portugal

mesh2bE se pudesse comprar umas meias coloridas e com isso poder ajudar quem mais precisa? Conheça as Meyash, um novo conceito de moda, com o selo de qualidade português.

Hoje entrevistámos os seus fundadores – José Massada, Marcos Fonseca e Manuel Guedes de Oliveira. Separados no mundo, unidos na mesma empresa.

Meyash é uma marca 100% portuguesa, que produz em Portugal, para todo o mundo. Como nasce a ideia e como a puseram em prática?

A nossa ideia inicial surgiu de várias premissas, que acreditamos ser verdade: a maioria das pessoas tem dificuldade em substituir meias antigas e, consequentemente, acabam por encher a gaveta com demasiadas meias velhas; as meias com padrões e cores vivas têm vindo a ganhar proeminência, principalmente agora que se usam calças mais curtas ou com a bainha dobrada, e têm vindo a substituir a gravata e outros acessórios como aquele detalhe que ajuda a vincar a personalidade de quem as usa; as meias de qualidade são caras e há relativamente pouca variedade; toda a gente gosta de usar meias novas, mas ninguém gosta de sair de casa para as comprar.

Nesse sentido, nós decidimos criar um serviço de conveniência, onde os nossos clientes passam a ter uma espécie de stylist, que todos os meses seleciona e envia um par de meias de grande qualidade e design, a preço acessível, diretamente para a caixa do correio.

As meias funcionam muito bem com um modelo de subscrição, porque são leves o suficiente para o custo de envio – que nós oferecemos gratuitamente. Não tem impacto no preço final, porque é um produto que as pessoas acabam por precisar de ir renovando com uma certa cadência, e porque cabem perfeitamente na caixa do correio (o que é uma enorme vantagem em Portugal e em vários países europeus, onde ao contrário dos EUA por exemplo, os apartamentos não costumam ter porteiro).

“No more boring black socks”, um dos vossos lemas. De que forma é que se propõem a mudar o estilo dos vossos subscritores?

Temos dois objetivos grandes para a Meyash. Primeiro, queremos contribuir para mudar a forma como as pessoas pensam sobre as meias. Acreditamos que já lá vai o tempo em que os sapatos, as meias e o cinto tinham que combinar e que a gravata era o único acessório que permitia renovar o visual corporativo. O mundo mudou, a moda também, e cada vez que escolhemos um estilo de roupa para sair de casa, estamos de certa forma a expressar a nossa personalidade. Nós acreditamos que as nossas meias não são apenas muito confortáveis, mas dão um toque de descontração que ajuda a vincar essa atitude.

Sabemos que a roupa que vestimos também afeta o nosso processo cognitivo – é interessante ver como apenas uma peça de roupa tão pequena pode ser uma boa maneira para quebrar o gelo e desbloquear conversas, para destacar um look mais básico, ou cortar a formalidade, numa ocasião especial. Se alguém está a pensar em mudar o visual, as nossas meias podem ser um primeiro passo para que se possa sentir mais confiante e irreverente.

O que torna as vossas meias tão (ou mais) especiais?

A Meyash é um serviço de subscrição de meias, com uma vertente social. Tal como um jornal ou uma revista, nós damos a possibilidade aos nossos clientes de receberem, todos os meses e por correio, um par de meias coloridas (encomenda selecionada pela nossa equipa de especialistas), renovando, assim, “a gaveta de meias pretas”, com alternativas de qualidade e padrões contemporâneos. Por cada par de meias vendido, nós doamos um par de meias, de qualidade semelhante, a uma instituição social.

Poderíamos passar horas a falar da qualidade do algodão (que com um pequeno toque de poliamida e elastano não perde a forma e confere resistência e um conforto absolutos), mas acreditamos que o nosso modelo propõe uma nova abordagem que é, essencialmente, uma combinação dessas três coisas que falávamos antes: o modelo de negócio é um pouco diferente dado que não vendemos um produto, mas sim um serviço (em que desenhamos, selecionamos e enviamos meias diretamente para casa dos nossos clientes que não se têm que preocupar com mais nada), o nosso preço é competitivo e, por último, temos a questão de responsabilidade social, que, pelo que sabemos, mais nenhuma outra marca a atuar em Portugal segue. Ou seja, combinamos a eficiência e conveniência de um modelo de subscrição aliada a um conceito de moda e de responsabilidade social, o que pensamos ser único em Portugal.

Funcionam como um serviço, apesar de enviarem meias para casa. Querem explicar como tudo acontece?

Como dissemos anteriormente, quando estávamos a pensar montar a empresa decidimos consultar a opinião de vários amigos e descobrimos que, embora a grande maioria deles gostasse muito da moda de usar meias mais divertidas, simplesmente não tinham paciência para sair de casa comprar meias – a grande maioria normalmente ia apenas a uma loja de desporto / feira / loja, uma vez por ano, comprar uma dúzia de tradicionais meias pretas.

Nesse sentido, decidimos criar não apenas um produto, mas sim um serviço de subscrição.  Nós tratamos de tudo: desde o desenho, selecção e escolha da peça (até nos certificarmos que ela é entregue diretamente na caixa do correio de casa dos nossos clientes, que não se têm que preocupar com mais nada). E, claro, por cada par de meias vendido, nós doamos um par de meias de qualidade semelhante a uma instituição social.

O feedback tem sido fantástico, não só em termos da qualidade ou design (e até a embalagem), mas também sobre o próprio modelo de subscrição: temos tido vários clientes a dizer que, cada vez que recebem a nossa encomenda, se sentem como se tivessem a receber um presente de aniversário (só que todos os meses!).

mesh2aAlém de ser um modelo de subscrição, Meyash compromete-se a enviar um outro par para a Associação de Albergues nocturnos do Porto. Como identificaram esta necessidade e como tem corrido a parceria?

Um dos momentos mais marcantes no nosso processo de criação da empresa deu-se quando descobrimos que a roupa interior – e meias em particular – são o produto em maior carência nos centros de acolhimento. Depois de lermos sobre isso nos EUA, decidimos conversar com várias associações em Portugal que confirmaram isso mesmo. A razão é simples: é raro pensarmos em doar roupa interior usada, normalmente quando doamos fazemos as doações em valor, em comida, calças, camisolas, calçado ou casacos. Por isso, na linha de marcas que admiramos – como o Tom’s Shoes ou a Warby Parker -, decidimos também seguir o modelo de buy one give one: por cada par que o cliente compre, nós oferecemos um par grátis à nossa parceira – Associação dos Albergues Nocturnos do Porto (AANP), a quem prometemos entregar, no final de cada semestre, o equivalente aos pares que vendemos.

Pode parecer um pequeno gesto, mas acreditamos que, se conseguirmos contribuir um pouco que seja para aumentar o conforto e melhorar a qualidade de vida destas pessoas com menos sorte, certamente lhes daremos menos uma coisa com que se preocupar.

Estando todos os sócios separados por vários quilómetros (Porto, Nova Iorque e Londres), como resolvem as questões de trabalho? Existem dificuldades nesse contacto não ser mais presencial?

Sim, sem dúvida que é desafiante, mas possivelmente também mais enriquecedor. Hoje em dia, com as redes sociais e várias apps para comunicação e gestão de projetos, torna-se mais fácil manter o contacto em tempo real. Dito isso, a distância geográfica e de horários, exige de nós não apenas disponibilidade, mas também uma disciplina, foco e rigor grandes.

Felizmente, devido à amizade e conhecimento mútuo que já trazíamos de há vários anos, temos conseguido garantir esta coordenação sem grandes problemas, também pelos contributos diferentes que damos ao negócio, que se completam entre si.

O futuro trará certamente desafios. Começaram pelas meias de homem, mas passa-vos pela cabeça alargar o conceito para crianças e mulheres?

Sim – sem querer estragar a surpresa temos várias novidades na pipeline: estamos a estudar umas colaborações com artistas plásticos fora da área de moda, estamos em contato com boutiques de roupa (tanto em Portugal e no estrangeiro), estamos a estudar a possibilidade de criar um modelo de meias desenhadas especificamente para crianças e para mulheres, e, por fim, continuamos a trabalhar na nossa plataforma, para aprimorar o que sabemos sobre cada cliente, com o objectivo de conseguir enviar produtos quase customizados para cada um deles.

*Visite as Meyash em http://www.meyash.co e em https://www.facebook.com/wearemeyash/

1º concurso de inovação para startups na Europa dedicado à qualidade de vida passa por Lisboa

sparklifethecamp, um campus de inovação internacional localizado em França, lança o primeiro concurso europeu de inovação dedicado à qualidade de vida, com cinco dos seus parceiros fundadores (AccorHotels, Village by CA, SNCF Gares & Connexions, Sodexo e Steelcase). O objetivo é fornecer às startups a visibilidade e os meios para conceberem produtos inovadores que possam melhorar e transformar a vida quotidiana, em setores como o bem-estar, o ambiente e a interação social.

Lançado a 27 de março de 2017, Spark Life Contest está aberto a todas as startups europeias que tenham desenvolvido um protótipo e uma referência de mercado. O concurso pretende encontrar os serviços e as tecnologias mais inovadoras em três grandes categorias:

- Saúde e bem-estar: para todas as startups que contribuem para o bem-estar, melhorando a saúde física (corpo, Foodtech, gastronomia conceitual), emocional (revitalização, rejuvenescimento) ou intelectual.

- Espaços e ambiente: para todas as startups que criam soluções e serviços para edifícios e escritórios inteligentes ou que inventam novas formas de conhecer, partilhar, trabalhar e dormir.

- Interação social: para todas as startups que promovem a interação humana, o fortalecimento das relações interpessoais ou que incentivam a cooperação.

Após o lançamento, a primeira fase de candidaturas irá consistir num tour europeu de lançamento que irá decorrer até meados de maio. Em Lisboa, o tour passará no dia 2 de maio, e terá lugar no Second Home Lisboa, no Mercado de Ribeira.

Após este período de candidaturas, seguem-se as fases de seleção e enriquecimento que irão permitir aos candidatos apresentar as suas iniciativas inovadoras, para o apuramento de 10 finalistas. Posteriormente, o thecamp e os seus parceiros fundadores (AccorHotels, Village by CA, SNCF Gares & Connexions, Sodexo e Steelcase) irão selecionar os 5 projetos mais promissores a nível europeu. Os vencedores serão anunciados a 17 de outubro de 2017.

As startups vencedoras terão a oportunidade de participar no programa Acceleration do thecamp, no mês de novembro deste ano, e poderão tirar proveito da infraestrutura do thecamp, bem como do conhecimento dos vários parceiros (privados, públicos, startups, especialistas e artistas…) envolvidos nesta abordagem única à inovação na Europa.

Além disso, a AccorHotels, a Village by CA, a SNCF Gares & Connexions, a Sodexo e a Steelcase irão oferecer às startups vencedoras um contrato “Prova de Conceito” para as orientar durante as fases de experimentação e de estudos de mercado específicos para os seus projetos. Com um programa de tutoria personalizado, as startups terão a oportunidade de conhecer os especialistas destas empresas para os setores relevantes.

Para mais informações sobre o concurso e o processo de candidatura, consultar o Agorize:
http://www.sparklife-contest.com

thecamp é o campus de nova geração dedicado a tecnologias emergentes, com abertura agendada para o outono de 2017, em Aix-en-Provence (França). Reunirá parceiros públicos e privados, empresas em posição de relevo, startups, estudantes e artistas de todo o mundo, num esforço para fortalecer as pessoas e as organizações que pretendem fazer a diferença de forma ativa.

Fonte: Spark Life Contest
Foto: DR

Plataforma Talent Spy junta gigantes do futebol nacional em evento na Caparica

Talent-Spy1Responsáveis de alguns dos principais clubes portugueses, nomeadamente Benfica e Sporting entre outros, vão reunir-se no próximo dia 10 de Abril, para discutir, juntamente com um conjunto de outros convidados, várias temáticas relacionadas com o mundo desportivo.

“Do observar ao jogar” é o tema da iniciativa organizada pelo Talent Spy, plataforma para a gestão de talento no futebol, e que acontece a partir das 09h00, no Hotel Aldeia dos Capuchos Golf & SPA, na Caparica.

Participam também nesta ação outros profissionais ligados ao desporto, ao futebol, ao futsal e ao futebol de praia. Aurélio Pereira, João Nuno Fonseca, Pedro Candeias, Mara Vieira, José Laranjeira, Rui Delgado, Joel Rocha, Pedro Catita, Raul Carvalho das Neves, e a empresa de gestão desportiva ProEleven, são alguns dos nomes e entidades que vão passar pelo evento.

O objetivo principal é analisar a observação de talentos nas várias modalidades de futebol, estando previstas sessões sobre temas como a “Análise de Adversário e Seleção de Talentos”, “Scouting no Futebol e no Futebol de Praia”, “Evolução do Jogador da Base ao Topo”, entre outros.

O Talent Spy, e a plataforma www.ftspy.com, destinada à criação e organização de relatórios de equipa e de jogadores, será também um dos assuntos em destaque. Com mais de 10 mil utilizadores em cerca de 100 países, o Talent Spy integra uma base de dados com informação sobre mais de 100.000 jogadores de 6.000 equipas, ligados a 250 competições em 50 países. O objetivo no futuro é que esta plataforma possa alargar-se a outras modalidades, evoluindo para um marketplace, a partir do qual será possível comunicar diretamente com os agentes.

Entre os clubes que utilizam o Talent Spy estão os que formaram os dois melhores jogadores da atualidade – o Sporting Clube de Portugal, onde surgiu Cristiano Ronaldo e o Newell’s Old Boys, da Argentina, onde Messi começou a jogar.

Ainda em Portugal, é utilizado por clubes como o S.L. Benfica para a modalidade de Futsal, Vitória de Setúbal, Estoril Praia, entre outros. Fora do país, já está implementado em geografias tão distintas como o Internacional de Porto Alegre no Brasil, o Estrela Vermelha na Sérvia, Three Rivers Soccer Club nos EUA, o Atlético Petróleos de Luanda ou a Academia de Futebol de Angola, em Espanha o Real Jaén CF, entre muitas outras referências.

As inscrições no evento são abertas a todos os profissionais e entusiastas da área do desporto.

Fonte: Talent Spy
Foto: DR

Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 lançado na AGRO

premioCCAMO Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola visa contribuir para a disseminação da cultura de empreendedorismo e inovação nos sectores agrícola, agroindustrial e florestal em Portugal. A edição de 2017  foi apresentada na AGRO, a maior feira do setor primário do Norte do país.

Esta edição do prémio vai focar-se nas fileiras estratégicas para Portugal, distinguindo e incentivando empresas e projetos que se destaquem nas categorias: Cereais, Floresta, Hortofruticultura, Produção Animal e Inovação em Colaboração.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 e as condições para concorrer foram apresentadas durante a Grande Conferência da 50.ª AGRO. Organizada pela InvestBraga, com o apoio do Crédito Agrícola. Este evento trouxe a debate os temas-chave para o futuro do setor primário, dentre os quais se destacaram também o empreendedorismo e a inovação, num painel que contou com a participação da diretora da Startup Braga, Daniela Monteiro.

A AGRO decorreu entre os dias 23 e 26 de março, no Parque de Exposições de Braga. Considerada a maior feira do setor na região Norte de Portugal e uma das maiores a nível nacional, a AGRO é a única do país a integrar a Eurasco – European Federation of Agricultural Exhibitions and Show Organizers. A AGRO faz ainda parte das feiras acreditadas pela UFI – The Global Association of the Exhibition Industry, e a 50.ª edição do certame conta com a presença de um representante desta associação.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 resulta de uma parceria entre a Caixa de Crédito Agrícola e a INOVISA.

Fonte: Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola
Foto: DR

Lisboa recebe novo pólo para indústrias criativas

LACS2Lisbon Art Center & Studios (LACS) é o novo pólo de indústrias criativas da capital. O projecto terá o Rock in Rio como dinamizador e conta com um investimento de três milhões de euros para a reabilitação do edifício inserido no Porto de Lisboa.

Situado no Cais da Rocha de Conde de Óbidos, o edifício vai ter espaços de trabalho, studios, ateliers, uma escola, restaurante, live music bar, galeria de arte e design, bookstore & café e um rooftop lounge.

As portas deste cluster abrem em outubro e os criadores, empreendedores e empresas vão poder submeter as suas candidaturas de membership a partir de 2 de maio.

O LACS nasce de uma vontade de mudar a forma de trabalhar, e a forma como os profissionais encaram o trabalho e tudo aquilo que o rodeia – Gustavo Brito, co-responsável pelo projecto

O LACS pretende ser muito mais que um espaço de trabalho, quer ser “uma comunidade agregadora de talento que disponibiliza um vasto conjunto de serviços e ofertas, passando pelas áreas do ensino, gastronomia, entretenimento e lazer”. “Queremos oferecer um ambiente de trabalho diferenciador. Isto é, um ambiente capaz de estimular, só por si, a criatividade, o networking e, nessa sequência, a criação de novos projetos”, salienta Gustavo Brito.

No edifício de cinco pisos e 5.000m2, com vista privilegiada sobre o Tejo, haverá um restaurante, uma cafetaria e bookstore, um live music bar, studios, uma galeria de arte e design, um rooftop lounge e, ainda, uma escola. Espaços comuns que poderão ser frequentados, não só, pelos membros do LACS como, também, pelo público.

Fonte: LACS
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“Portugal lançava navios, agora lança start-ups”, afirma a Bloomberg

lisboa_bl2“Portugal lançava navios, agora lança start-ups” dá título ao artigo da Bloomberg sobre o empreendedorismo luso e as oportunidades que o Brexit poderá trazer.

Edward Robinson começa por contar a história da Codacy.  Para o jornalista, Jaime Jorge fez algo que poucos portugueses fizeram: recusou um emprego na Google em Londres. Com 24 anos, o programador co-fundaria com João Garcia a empresa que, cinco anos mais tarde, veria os seus algoritmos, para correção automática de erros em no código de software, a serem utilizados por gigantes como a PayPal e a Adobe.

Para a Bloomberg, trata-se de algo novo num país pequeno com ma economia estagnada e um sector bancário sobre pressão. No passado, os melhores ingressavam em consultoras globais e a maioria dos que queriam criar a sua start-up, não o faziam em terras Lusas.

Este movimento é explicado por uma “confluência de forças” que leva os empreendedores a criar as empresas em Portugal. A “cloud computing” e o envolvimento do meio académico são elencados como alguns dos principais factores. Os salários em Portugal também são referenciados, sendo apontado o caso da plataforma de equity crowdfunding fundada por Carlos Silva e Jeff Lynn , Seedrs, cuja sede está em Londres mas tem a equipa de desenvolvimento em Lisboa.

A Bloomberg não acredita que o Brexit leve a um êxodo de start-ups, mas que possa levar os novos empreendedores a optarem por uma localização com acesso ao mercado único.

A aposta portuguesa na promoção e o Web Summit são apontados como mais-valias do nosso país. João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria e fundador da Startup Lisboa, afirma que Portugal tem a “sua própria identidade” “Durante séculos fomos para o estrangeiro. Os empreendedores portugueses nascem com um pensamento global”, salientou.

O artigo termina referindo que o verdadeiro teste chegará dentro de dois anos, quando geração de start-ups da Codacay solicite financiamento para a chamada fase de crescimento. Para o efeito, provavelmente, terão de recorrer a fundos que estão sediados em  Silicon Valley, Londres ou até em Singapura. O sucesso destes empreendedores na angariação de capital permitirá a criação de mais postos de trabalho, mais riqueza e transformar as suas apostas em regressarem com o capital para criar mais produtos, mais empregos e uma maior riqueza, vai estar no caminho para transformar as suas apostas em algo indelével”.

Fonte: Bloomberg
Foto: DR

As aplicações já chegaram às Juntas de Freguesia

juntarajuntaCom a vontade de que o voto de qualquer cidadão não seja apenas de quatro em quatro anos, três jovens de Braga desenvolveram a app “Juntar a Junta” que pretende envolver os cidadãos em volta da sua junta de freguesia.

A Juntar a Junta é uma aplicação para, como o próprio nome indica, juntar e envolver os cidadãos em volta da junta. A aplicação permite que os cidadãos reportem directamente à sua junta uma ocorrência ou uma sugestão através de uma foto, comentário e localização dos mesmos.  A junta tem acesso imediato a essa informação e pode actuar de acordo com o necessário.

Desde o lançamento, em 31 de Janeiro, já tivemos 997 cidadãos a pedir a aplicação para a sua junta e cerca de 10 Juntas de Freguesia a aderir e a requisitar a aplicação – Miguel Novais, co-responsável do projecto

As Juntas de Freguesia podem também obter em tempo real a opinião dos seus cidadãos em questões de orçamento participativo ou outras questões, através de inquéritos.

Um caso de destaque é a Junta de Freguesia de Tenões, distrito de Braga, onde vai ser levado a cabo, junto das escolas, acções de sensibilização cívica para que as crianças através da aplicação possam sugerir mudanças na própria freguesia.

Fonte: JaJ
Foto: DR

Braga ambiciona ser um hub para negócios sociais e iniciativas de Empreendedorismo Social

CMBcidadeA Câmara Municipal de Braga encontra-se a organizar um fórum sobre inovação social que se irá realizar no próximo dia 7 de fevereiro de 2017. Este evento tem como objetivo promover a Inovação Social e posicionar o Município de Braga como um hub para negócios sociais e iniciativas de Empreendedorismo Social.

Este fórum, com a chancela do IES-Social Business School, a primeira escola de negócios focada em Inovação e Empreendedorismo Social, terá oradores de referência e um conjunto de pitches dos projetos finalistas do Bootcamp em Empreendedorismo Social, que se propõem resolver problemas da sociedade.

Nesta iniciativa, mostrar-se-ão os movimentos globais que estão a mudar o sector empresarial, as boas práticas que estão a ser adoptadas pelo sector social, os novos mecanismos de contratação por resultados implementados por entidades públicas e as iniciativas de Empreendedorismo Social que estão a desenvolver modelos inovadores e sustentáveis.

O evento será realizado no Museu D.Diogo de Sousa e as inscrições são gratuitas e obrigatórias, devendo ser efectuadas até dia 3 de Fevereiro através do seguinte link: https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-braga-hub-de-inovacao-social-31158257186.

Informações adicionais podem ser obtidas junto da Rede Social de Braga, através do e-mail rede.social@cm-braga.pt

Fonte: Rede Social de Braga
Foto: CMB

COHiTEC 2017 forma novos empreendedores

cohitecA COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação lançou uma nova edição do programa de apoio à formação de empreendedores envolvidos no desenvolvimento de novas tecnologias.

O COHiTEC 2017 dirige-se a investigadores, tecnólogos e colaboradores de instituições de I&D nacionais (universidades, institutos politécnicos, centros de investigação, empresas, etc.), que pretendam adquirir competências em empreendedorismo e comercialização de tecnologias, bem como realizar uma análise da viabilidade comercial das mesmas.

Com a formação, que decorre durante quatro meses e envolve docentes da Porto Business School, da Nova School of Business and Economics e das universidades norte-americanas de North Carolina State, Brown e Rutgers, os novos empreendedores vão elaborar um projecto de negócios para um produto gerado pela tecnologia previamente avaliada.

As candidaturas ao COHiTEC 2017,um programa apoiado pelo NORTE 2020, no contexto dos apoios do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, decorrem até 20 de fevereiro. Para mais informações sobre o programa (consulte o calendário aqui).

Fonte: COTEC Portugal
Foto: DR

Dois portugueses integram lista “30 under 30″ da Forbes

forbes30under30uniplacesMiguel Santo Amaro, cofundador da Uniplaces e Bruno Figueiredo, cofundador da Graphenest, integram a lista da Forbes 30 under 30, que distingue os 600 jovens mais bem-sucedidos do mundo, em 20 categorias.

Estes dois portugueses fundaram startups de sucesso que são referência a nível global.  A prestigiada revista Forbes elegeu-os como personalidades a ter em conta no universo do empreendedorismo e da tecnologia.

Miguel Santo Amaro, 27 anos, é distinguido, na categoria Tecnologia, em conjunto com os outros dois fundadores da Uniplaces, Ben Grech, inglês de 28 anos e Mariano Kostelec, esloveno de 28 anos. A revista refere que “os fundadores internacionais da Uniplaces angariaram 29 milhões de dólares para ajudar estudantes de todo o mundo a reservar alojamento de uma forma segura através da sua plataforma que junta estudantes e senhorios”.

Bruno Figueiredo, 29 anos, conquista o seu lugar nesta lista na categoria Indústria. A publicação elogia a startup lusa, que retende distribuir grafeno de baixo custo a nível global, pelo seu “método que envolve um processo termomecânico amigo do ambiente e simultaneamente melhora a eficiência e reduz os custos”.

Em 2016, Cristina Fonseca e Tiago Paiva, fundadores da startup Talkdesk, integraram a lista na categoria de tecnologia empresarial. No ano anterior, Cristiano Ronaldo, Vhils e a cientista Maria Pereira tinham feito parte desta conceituada lista.

Fonte: Forbes
Foto: Fundadores da Uniplaces (créditos: Uniplaces)

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