Sete restaurantes portugueses premiados por La Liste

1 Imagem de CapaLa Liste, uma iniciativa francesa que pretende listar os mil melhores restaurantes do mundo, distingue sete restaurantes portugueses. Entre eles está Belcanto e Fortaleza do Guincho, mas há outro que os ultrapassa, e fica em Alporchinhos.

Não conhece? Alporchinhos fica no Algarve, bem perto de Armação de Pêra e é aí que se localiza Ocean, o restaurante português que lidera a lista dos sete presentes na lista, em 76º lugar (de 500). O espaço de fine-dinning integrado no Hotel Vila Vita Parc, tem como chef, o austríaco Hans Neuner, que trouxe à casa duas estrelas Michelin. Foi a criação de um menu que se distingue pela criação de comida leve, moderna, fresca e individual com uma assinatura local, que coloca uma forte ênfase no peixe e frutos do mar do Atlântico, bem como frutas, legumes, carne, caça e vinhos da região central de Portugal que o chef mais se orgulha. Também os vinhos próprios do resort e produtos orgânicos da propriedade Herdade dos Grous, no Alentejo são destacados na carta. Todo o trabalho é confeccionado por uma equipa que trabalha com rigor e criatividade, respeitando sempre a integridade do seu sabor.

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Ainda na lista contam os restaurantes portugueses Belcanto que conta também com duas estrelas Michelin em 101º lugar; Vila Joya em 142º lugar; a Fortaleza do Guincho com uma estrela Michelin em 184º lugar; Il Gallo D’Oro, no Funchal, em 265º lugar com uma estrela Michelin; o Arcadas Restaurante em 504º lugar, e o Henrique Leis em 506º lugar com uma estrela do reputado guia.

E porquê considerar esta lista, quando já existem tantos guias e tão bons? O La Liste é interessante porque organiza as suas recomendações baseado-se numa fórmula matemática: primeiro, são analisados 200 conceituados guias e tratados numa gigantesca base de dados, em seguida, os sistemas de atribuição de pontos de cada guia são convertidos numa escala de 0 a 100, do valor mais baixo ao mais alto, respectivamente. Várias centenas de chefs são posteriormente convidados a pronunciar-se sobre cada guia e desse feedback resultará um index de “confiança” (trustworthiness index) de 0 a 10 “não é de confiança” até “de muita confiança”, respectivamente. Finalmente, a opinião dos clientes também é valorizada através da integração das críticas online, que tem um peso de 25% no valor final.

Fotos: DR

Há um novo núcleo cultural em Lisboa. Meet: o Polo Cultural das Gaivotas

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O edifício da antiga Escola das Gaivotas disponibiliza, desde ontem, um conjunto de espaços e serviços que acolherão agentes culturais e artísticos. Além disso, terá espaços de ensaio para música, dança ou outros projectos e ainda uma sala para formações ou reuniões.

Os ocupantes deste espaço cultural intervêm nas mais variadas áreas artísticas, como por exemplo; no teatro, como é o caso de Griot, uma companhia de actores que explora as implicações da emergente identidade afro-europeia, ou do Teatro do Elétrico, que habitualmente expõe o seu trabalho em digressão e que, este mês, (re)apresenta a peça Mãe com Açúcar. Ocupam também a casa, projectos na área musical – como é o caso da Filho Único, uma Associação Cultural, promotora de música contemporânea que respeite ‘critérios construtivos de produção artística’ e de procure a ‘progressão estética’; ou até dança, no caso de P.O.R.K., a associação empenhada na criação, produção e difusão de dança contemporânea que actua sobretudo em palcos internacionais.

O espaço que sofreu uma extensa renovação – mas que respeitou duas intervenções anteriores de Vhils – quer ainda dedicar um espaço que servirá de posto de atendimento especializado para o sector cultural, que dará apoio a nível técnico e logístico.

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O Polo Cultural foi inaugurado, no dia 8 de Janeiro, numa cerimónia presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

Fotos: DR

 

WIME abre loja pop-up no Saldanha

wime1A startup portuguesa introduz um novo conceito que ambiciona descobrir a preferência vínica de cada um. De cara lavada e com um novo nome, a WIME revela as novidades na primeira loja pop-up que se encontra aberta ao público no Saldanha até ao inicio do próximo ano.

WIME, antigamente conhecida como O Meu Copo, alia à forte presença online, uma loja pop-up no Atrium Saldanha durante o período de Natal, até pelo menos dia 6 de Janeiro de 2016. O espaço, que pretende servir de showroom e simultaneamente salão de provas (onde o cliente é convidado a descobrir que tipo de vinho gosta), revela as seguintes novidades: um novo nome, que reflecte as intenções de expansão para mercados internacionais e um novo método de satisfação garantida para o cliente. A ideia é simples: os amantes vínicos são convidados a participar numa prova composta por quatro vinhos em que os mesmos são divididos em duas dinâmicas – complexidade / nível de fruta. Durante a prova é contado a história de cada vinho bem como todos os preciosismos dos diferentes néctares, para que depois o provador seja convidado a dar o feedback do vinho que preferiu.

wime2Essa preferência corresponde a um quadrante no mapa do paladar. Ou seja, se gostou de um Touriga Nacional da Quinta de Couquinho, por exemplo, significa que tem um paladar mais complexo e mais frutado. A WIME sugere então através de um serviço de subscrição, dois novos vinhos todos os meses, cuidadosamente curados pelo prestigiado escanção, Rodolfo Tristão, com a garantia que receberá em casa apenas os vinhos da sua preferência. Os vinhos podem ser de regiões variadas, e de castas distintas. A ideia é que se deixe surpreender e abarcar na descoberta da riquíssima oferta vínica portuguesa, com a segurança que o vinho irá sempre ao encontro do seu paladar. Se não conseguir ir ao Atrium fazer a prova, poderá fazê-la em casa através de Pack Descoberta.

No fundo, a WIME, pretende ser o sommelier privado de cada um, que além de conhecer os melhores vinhos, conhece também o seu paladar melhor que ninguém.

Fotos: Rita Palma

Portugueses de Excelência somos todos nós

Hoje escrevo sobre algo diferente do que é habitual no Excelência Portugal: não venho relatar sobre um caso de sucesso de uma alma lusa que se destacou neste ou naquele campo. Desta vez, a história que conto é sobre uma cara desconhecida, cujo legado é incorpóreo, contudo memorável.

Quero contar a história de uma portuguesa de excelência singular. Esta mulher não foi empreendedora, não lançou nenhum produto ou serviço, nem se destacou num mercado estrangeiro. Mas foi importante, muito importante. O nome dela é Cândida, e foi para mim uma segunda avó.

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“Cândida com a sua segunda família” (1973)

Úcilia Cândida Piedade da Silva era o seu nome. Cândida, como é conhecida, veio trabalhar para a família Perestrello a 20 de Abril de 1959 como ama e hoje é avó de muitos, sem nunca ter sido mãe de ninguém. Menina da aldeia, mal teve direito a ir para a escola – no breve período que teve acesso a uma sala de aula, a professora, essa malvada recém-mãe pô-la a lavar as fraldas no rio enquanto as outras crianças eram ensinadas. Ainda assim, Cândida conseguiu aprender a ler e a escrever sozinha (isso mesmo, sozinha. Se isto não é excelência não sei o que é). No 25 de Abril acompanhou a minha família para Inglaterra onde aprendeu o inglês. “Senhora no here. In school. Fetch meninos.” dizia ela aos telefonemas inquisitivos sobre o paradeiro da minha avó. Sempre se conseguira desenvencilhar fosse qual fosse a situação.

A família regressou para Portugal e Cândida continuou ama dos meninos, agora adultos e  a começar a ter bébes seus. Não haveria outro colo a confiar senão ao da doutorada em infantes, Candinha. Pelos seus braços passaram 12 crianças (fora primos e amigos  dos mesmos que também teve de aturar). Viu casamentos, divórcios, nascimentos, mortes, graduações e primeiras comunhões. Sempre na primeira fila.

Uma queda há uns três anos debilitou-lhe muito a saúde, mas foi a morte inesperada de um dos quase-filhos que lhe quebrou o espírito. Hoje, somos nós que estamos na primeira fila a despedirmo-nos dela.

Adeus Cândida. Leve muitos beijinhos ao tio Titão e aos bisavós.


Fotografia:
Carlota Perestrello

Raize – Startup do ano em Economia Digital

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Raize, a plataforma de empréstimos online, conquistou título Startup do ano na cerimónia de entrega de prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI, a organização que se dedica à promoção da Economia Digital em Portugal.

Já foi no passado dia 24 de Setembro, que António Marques, Afonso Eça e José Maria Rego, os fundadores da Raize, subiram ao palco para receber o prémio Startup do ano, entregue pelos prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI – Associação da Economia Digital, que tem como missão a promoção e o desenvolvimento da Economia Digital em Portugal.

A portuguesa Raize é uma plataforma online que possibilita os empréstimos entre pessoas e empresas, onde são as pessoas que emprestam directamente às empresas portuguesas. No fundo, pretende ser uma fonte alternativa de financiamento para empresas, bem como de investimento para particulares. Não é a primeira vez que a startup portuguesa conquista um lugar de destaque. Ainda em Julho, arrecadou a menção honrosa nos Prémio Inovação NOS.

Os prémios Navegantes XXI distingue anualmente o que de melhor se faz na Economia Digital em Portugal e reserva ainda uma categoria Prémio Carreira, que reconhece uma personalidade que se tenha destacado ao longo do seu percurso profissional na promoção e desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento e da Economia Digital no nosso país. Este ano o destaque foi para Francisco Pinto Balsemão, presidente do Conselho de Administração da Impresa SGPS SA, presidente da SIC (Sociedade Independente de Comunicação), membro do Conselho de Estado e primeiro-ministro de Portugal entre 1981 e 1983.

Fonte: Raize
Foto: DR

Vidago Palace vencedor no World Luxury Hotel Awards

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O hotel da Belle Epoque Vidago Palace, foi o vencedor na categoria de Best Luxury Hotel SPA pelo World Luxury Hotel Awards, que distingue a excelência na hotelaria de luxo no mundo.

O Vidago Palace foi – pela segunda vez consecutiva – vencedor deste prémio considerado o mais prestigiado prémio internacional na área da saúde e bem-estar.

A celebrada água gasocarbónica vidaguense, aliada à tecnologia de ponta é (uma das) combinações vencedoras que favoreceu a conquista do galardão internacional. O espaço concebido pelo arquitecto Siza Vieira, aposta na melhor tecnologia para os seus tratamentos, do qual se destaca o Iyashi Dôme, a tecnologia nipónica que tem o enfoque na purificação, emagrecimento e regeneração celular, oferecendo assim resultados incomparável a nível da beleza e bem-estar, aos seus clientes.

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O hotel projectado pelo Rei D. Carlos I, que almejava a construção de uma estância terapêutica de luxo com projecção internacional, foi fundado em 1910. Já nesta altura, as águas da Vila de Vidago eram consideradas benéficas para a saúde e de interesse nacional. O SPA, por sua vez foi inaugurado em 2010.

Fotos: DR

 

Chic by Choice de olhos postos no futuro

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Filipa Neto e Lara Vidreiro, fundadoras do projecto, conseguiram, no espaço de um ano, grandes feitos, entre eles a conquista da liderança do mercado europeu. Hoje, além de terem no seu portefólio a compra de uma empresa alemã e dos activos de uma outra inglesa, têm 15 países para os quais enviam os seus vestidos de luxo.

A Excelência Portugal esteve à conversa com Filipa Neto, co-fundadora do projecto, do qual se sente muito orgulhosa, e com razão, as conquistas já são muitas. A empreendedora orgulha-se sobretudo de “num espaço tão curto de tempo [terem] validado todos os pontos do negócio com que [se] tinham comprometido com os investidores” e de ter “uma equipa fantástica, em que de facto [conseguem] estabelecer objectivos e executá-los”.

Filipa conta-nos os esforços que a empresa tem feito, “a Chic by Choice fez um grande trabalho no primeiro ano, ao nível de ir captar o mercado de aluguer e de convencer as pessoas a deixarem de comprar para irem alugar, ou a usarem em vez de fornecedor a que estavam habituadas a usar para alugar e passarem a transferir esses alugueres para a Chic by Choice. E acho que aí conseguimos fazer um bom trabalho pela questão da marca, do serviço, do próprio produto que temos online”.

O objectivo da Chic by Choice está distribuido em dois pontos-chave. Por um lado, quer resolver todos os problemas de excesso de inventário dos retalhistas, ou seja, pretende ser a solução dos retalhistas quando estes se deparam na situação de não conseguirem escoar o excesso de inventário. Filipa espera que “não fiquem com as mãos na cabeça, quando pensarem, «tenho 20 por cento de excesso de inventário, como é que eu me vou livrar dele?»”. A ideia é, portanto, oferecer “uma boa solução que lhes dê muito maior retorno do que alternativas que eles têm hoje, que é venderem as peças com descontos muito pesados”. Por outro lado, a Chic by Choice almeja oferecer uma boa experiência ao utilizador, diz esperar que “os clientes tenham gosto pela experiência e o acesso a estes artigos fantásticos, mas não tenham necessidade de os ter no armário”, anuncia Filipa.

É nesta mudança de paradigma, a aquisição vs experiência, que assenta toda a sharing economy e na qual a Chic by Choice participa e acredita. Neto resume as suas ambições para o futuro da empresa em 2025: “por um lado, espero termos revolucionado toda a dimensão dos retalhistas, e por outro lado, espero que os clientes se entusiasmem cada vez com a posse dos itens, e mais com a experiência de os ter um bocadinho seus, e depois ter uma coisa nova no dia a seguir. Acho que também é um estilo de vida muito interessante.”

Foto: DR

 

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Chic by Choice: a estrada para o sucesso

3Filipa Neto, co-fundadora da empresa Chic by Choice admite que o caminho nem sempre foi fácil. A jovem empreendedora portuguesa fala sobre a recém-chegada a Londres, os desafios de ser uma mulher no mundo da tecnologia e os conselhos que deixaria a si mesma com 21 anos.

Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.

Ser CEO não é fácil. Filipa Neto concordará: quando se está a começar algo, sendo uma jovem inexperiente, o atrito inicial poderá ser maior do que para um homem na mesma condição. Contudo, a empreendedora revela-se optimista e deixa alguns conselhos para quem queira aventurar-se no seu próprio negócio.

“Não tenhas medo” começa Filipa, listando os conselhos que daria a si mesma com 21 anos, “eu acho que foi sempre o truque disto tudo”, continua. No inicio há sempre inquietude e receio que advém da necessidade de ter de se provar ao mundo, é normal para quem está em inicio de carreira. Porém, esta necessidade parece que é maior quando se é mulher, “no inicio temos de provar e temos de estar disponíveis, talvez até mais [que os homens]”, admite Filipa.

Ainda assim, as características femininas são pontos fortes insubstituíveis, “temos uma sensibilidade fantástica e uma boa forma de comunicar, tanto boas como más noticias, conseguimos gerir empatias”, defende Filipa, “o que é um factor muito importante em termos de negócio. No final do dia, é tudo uma questão de [saber lidar com] pessoas” conclui.

“Escolhe as pessoas certas. Acho que é o maior conselho.” prossegue, “Tanto a nível de equipa, porque não é possível montares um negócio com uma ambição tão grande, vais ter dias bons e vais ter dias maus, não é possível ter sempre dias bons, e por isso é importante encontrares um parceiro ou um fundador que seja completamente complementar. E não se trata de encontrar pessoas iguais a ti, mas sim pessoas que te complementem.”

Filipa considera que a escolha da sua co-fundadora foi acertada, e vê em Lara Vidreiro o equilíbrio complementar à sua personalidade, que acabou por ser determinante para o sucesso da sua empresa, “acho que foi isso que eu e a Lara conseguimos fazer muito bem. Conhecemo-nos há muitos anos, somos completamente diferentes em termos de personalidade, os defeitos de uma são as qualidades de outra, e isso acaba por resultar bem”.

Há que ter em conta que a escolha minuciosa das pessoas com quem se trabalha não é só a nível de co-fundador, mas também de investidores. “Escolhe bem com quem vais querer discutir os resultados da tua empresa, com quem quem vais querer debater a visão da tua empresa. Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.”.

Foto: DR

 

 

Chic by Choice e a super-equipa internacional

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Chic by Choice escolhe Lisboa como sede das operações e residência da sua equipa, que já conta com o significativo número de colaboradores estrangeiros. Londres é segunda residência para Filipa Neto, co-fundadora, que divide o seu tempo entre as capitais.

se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado – Filipa Neto

A empresa de aluguer de vestidos de luxo, Chic by Choice, aposta numa equipa poliglota para os seus escritórios de Lisboa e Londres, e nem a co-fundadora se vê isenta de estilo de vida de nómada digital. Filipa intercala o tempo entre as duas capitais onde a empresa possui escritórios.

Na equipa lisboeta, “neste momento, temos 20 a 30 por cento” de colaboradores estrangeiros, “dependendo do mês”, admite Filipa,já que existe uma certa rotatividade de trabalhadores na empresa. O entendimento entre todos é essencial para um bom funcionamento, “a partir do momento em que entre uma pessoa que venha doutro país, de outra nacionalidade e que não comunique em português, obrigatoriamente toda a equipa já tem de falar inglês”.

É este nível de acolhimento que coloca os colaboradores à vontade. Como acontece com a alemã Stefanie “que está na parte de content & communication e também de operações”, a ucraniana Margarita, que “faz tudo o que seja customer support – e é excelente nisso”, e da francesa Félicia que ajuda “em tudo o que é conteúdos do site em francês”. Em Londres está a britânica Rachel, que colabora com a fundadora “na gestão de tudo o que esteja relacionado com as marcas”.

Filipa vê-se muitas vezes obrigada a deslocar-se para os escritórios londrinos, onde se encontra uma importante componente de business development. A fundadora reconhece a importância deste ‘nomadismo’. “Se queres construir uma empresa global, tens de estar lá fora, não há volta a dar. Eu senti que, se não desse este passo, não iria estar a fazer todos os esforços para que a empresa tivesse sucesso”.

É com base nesta necessidade que Filipa afirma que, “se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado. Tens de perceber de que é que os clientes estão à procura, o que é que os teus parceiros procuram”. No entanto, reconhece que, ao dividir as operações da empresa em duas cidades, isso se torna positivo, já que “o que é interessante é que temos todas as operações cá, desde a área de tecnologia a área de design, customer support, operações – todas essas áreas – marketing, têm pessoas em Portugal. Apesar de o mercado ser internacional, e não vejo qualquer impacto negativo nesse sentido, isso é uma coisa que nos dá um certo brio, até”, conclui a empreendedora.
Foto: DR

Chic by Choice – Startup portuguesa compra concorrente alemã

 

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Conversámos com Filipa Neto, co-fundadora da Chic by Choice, e ficámos a saber os detalhes da recém adquirida La Remia, a concorrente alemã. A startup portuguesa está a dar cartas no mercado internacional e a compra mais recente é apenas o primeiro passo nos planos de expansão global.

Chic by Choice ­é a já reputada plataforma de aluguer de vestidos de luxo ­que, apesar de contar apenas com um ano de actividade, já dá que falar e até compra start­ups alemãs concorrentes. Porém, a compra não esteve relacionada com a entrada do alemão Felix Petersen, um angel investor na Faber Ventures, isto é, um investidor privado.

 

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Filipa Neto conta à Excelência Portugal tudo sobre o passo estratégico que foi a compra da La Remia, e o que isso significa a nível de consolidação num já significativo mercado alemão. Neto, juntamente com a co-fundadora Lara Vidreiro, conheceu Claudia von Boeselager e Anna Mangold na Web Summit, um evento de tecnologia em Dublin, na Irlanda. As fundadoras do La Remia partilharam com as empresárias portuguesas o seu entusiasmo pelas conquistas da Chic by Choice. “Elas contactaram­-nos e disseram, «olhem, estamos a gostar daquilo que vocês estão a fazer, queremos perceber um bocadinho melhor quais são os vossos planos e qual é a estratégia»”, conta Filipa. Além da empatia natural sentida entre as quatro empreendedoras, era inegável a vantagem estratégica que representaria o casamento das duas empresas. “Por um lado elas tinham todo o conhecimento do mercado local na Alemanha, e por outro, este já estava a representar, dependendo do mês, o nosso segundo ou terceiro mercado”, admite.

Na verdade, a expansão para o país germânico era algo que já fazia parte dos planos. Foi a grande tracção que estavam a conseguir ter nesse mercado, juntamente com a forte componente de e-commerce daquele país, que as entusiasmou e as levou a tomarem a decisão que viria a “imprimir velocidade numa coisa que nós já estávamos a fazer”, adianta Filipa.

Para a La Remia, foi o crescimento meteórico da Chic by Choice (que actualmente realiza entregas para 15 países) que as atraiu e fez com que se apercebessem de que seria vantajoso agarrem-se àquele crescimento.

A parceria entre as duas empresas, que coloca a parelha alemã “desta vez como advisors“, vai permitir aos antigos clientes da La Remia terem “acesso a muito maior oferta, do que tinham anteriormente, acesso a entregas mais rápidas”, bem como “se tiverem eventos fora da Alemanha, também [poderem] levar para esses eventos vestidos Chic by Choice.”

 

Fotos: DR