Surf: Salvador Couto em entrevista

Salvador Couto, um jovem surfista natural de Leça da Palmeira, é uma verdadeira promessa nacional e internacional. Desde que entrou em competição, está “”imparável”, contando com vários títulos como um terceiro lugar no Rip Curl GromSearch European Series deste ano e, mais recentemente, foi consagrado campeão nacional de Surf Esperanças na categoria de sub-16 no Montepio Peniche Groms by Rip Curl em Peniche o que lhe permitiu sagrar-se o novo campeão nacional nesta categoria.

A Excelência Portugal falou com o Salvador antes da sua viagem aos Açores, onde vai disputar, de 17 a 25 de setembro, um lugar no Mundial Júnior de Surf.

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- Como surgiu a ideia do surf? E com que idade começaste?
O primeiro contacto que tive com o surf foi aos 7 anos de idade. Depois, só aos 9 anos é que comecei mesmo a sério. Fiz campos de férias na Onda Pura e adorei o contato com o mar.

- Depois de iniciares, quantas vezes por semana treinavas para chegar onde chegaste?
Todos os dias, intensivamente.

- A tua ideia era entrar logo em competição? Ou foi mais na “desportiva?”
Não tinha planos de competir. Foi algo que surgiu muito naturalmente. Fui evoluindo nas aulas de surf e os meus treinadores acharam que eu me saía bem e dediquei me as competições.

- Como é que lidas com as competições?
Normalmente lido bem. Há sempre um nervosismo mas gosto de competir. A competição faz com que tenha que puxar mais por mim. Não gosto de perder.

- Quem é a tua inspiração no surf? E porque?
Adriano de Sousa porque tem talento e é muito trabalhador.

- Qual é a praia que na, tua opinião, é a melhor do Norte? E qual costumas surfar?
A minha, Leca da Palmeira!

- Qual é a tua manobra preferida? Porquê?
Tubos. É incrível fazê-los!

- Como foi juntar-te à team da Deeply em 2013, juntamente com grandes nomes nacionais como João Guedes e Camilla Kemp? Foi uma oportunidade muito boa.
Associar-me à Deeply trouxe-me mais responsabilidade e ser representado por uma marca com a qual me identifico, é ótimo.

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- Depois de todos os títulos que conseguiste: vice-campeão nacional de surf esperanças, campeão regional, pertencer à seleção portuguesa de surf e agora campeão nacional de surf esperanças. Qual é a sensação?
É ótimo mas não chega. Eu tenho objetivos muito definidos. Estou contente com o meu percurso mas quero alcançar mais, chegar mais longe, treinar muito. Sou muito agradecido pelo que tenho alcançado, também com o apoio que tenho da minha família, treinadores e amigos mas ainda há muito caminho pela frente.

- Como te sentes como campeão nacional de sub-16?
Sinto-me super feliz, especialmente porque foi um ano de trabalho duro que acabou em grande e também porque me deu mais confiança para outros campeonatos importantes.

- E, que desafios sentiste nessa etapa do Montepio Peniche Groms by Rip Curl?
Não foi fácil. O nível de surf de todos os atletas está a evoluir muito e eu tenho a noção que preciso de acompanhar e manter-me um passo à frente. Esse é o maior desafio de todos.

- Quais são os projetos para o futuro? Até onde é que ambicionas chegar?
Quero chegar ao WCT… Vou trabalhar muito para lá chegar.
Quero ganhar mais competições, quero estar preparado para as provas que vou ter e representar bem o nosso país. E quero divertir-me a fazer isso tudo.

Fotos: Tomané (capa); DR

 

 

 

SURF 365 – Conferência “O Valor do Surf em Portugal”

Surfing_surf-2_ATA[1]Portugal, país tradicionalmente com vocação marítima “Aqui, onde a terra se acaba e o mar começa…” (Luís Vaz de Camões) e com uma extensa costa atlântica, pode “dar cartas” mas desta vez através da valorização do “mar salgado” e da modalidade do surf.

“Glorificou-nos” na época dos descobrimentos. Porém, hoje em dia, uma prancha e um fato alteraram os padrões estereotipados nacionais e o surf passou a estar na moda e tem revelado imenso potencial a nível do turismo, com um forte impacto positivo na economia portuguesa.

Segundo o EXPRESSO, “as ondas podem ser a próxima grande fonte de receitas no turismo”. Para além disso, Portugal conta com excelentes praias de norte a sul que tem ondas o ano todo e canalizam imensas pessoas, quer nacionais, quer estrangeiros. No entanto, o monopólio também está na chamada “Indústria do surf”- escolas, lojas e eventos, que envolvem milhares de pessoas e capital.

“Portugal tem sido uma das principais capitais mundiais do surf competitivo”, segundo a SURF PORTUGAL, com ênfase para a praia de Peniche, conhecida pela praia dos supertubos e, que recebeu importantes eventos da WSL (World Surf League).

Para além disso, a praia da Nazaré também potencializou este “negócio” com a onda de 27 metros surfada por McNamara. Portugal foi catapultado para um pódio elevadíssimo, podendo afirmar-se que o nosso mar está repleto de oportunidades.

Contudo, a nossa costa não é só delimitada a Centro e a Sul. Também temos praias com enormes potencialidades a Norte e que contribuem decisivamente para o futuro da modalidade e da economia do país.

Sendo assim, pode-se afirmar que “Portugal é uma espécie de praia gigantesca para praticantes de surf de todo o mundo”, de acordo com o site Turismo de Portugal.

E, como o objetivo é valorizar o surf português e aumentar a notoriedade desta modalidade no nosso país, no dia 27 de maio, irá realizar-se no Edifício Transparente, uma conferência designada “O valor do surf em Portugal”, que vai contar com profissionais de diferentes áreas, que irão partilhar as suas experiências e projetos e provar que o surf é um símbolo de Portugal e que, simultaneamente, pode ter um papel integrador e motivador da economia nacional.

O empreendedorismo, o marketing e a inclusão pelo surf podem ser ferramentas poderosas para a criação de valor.

Nesta conferência, podemos contar com vários oradores tais como Rui Fonseca, Dignis Isvarlal, Filipe Sampaio Rodrigues, Michele Costa e Elisa Rodrigues, que irão realçar o valor da onda portuguesa e o contributo desta para o desenvolvimento de Portugal e conciliar o surf com o marketing. O “Espinho Surf Destination” liderado por Gonçalo Pina e numa sessão conjunta Ricardo Laranjeira e João Soares vão apresentar o potencial da nossa costa juntamente com a aprendizagem desta modalidade.

Neste dia e porque para o surf a responsabilidade social é um foco, também será apresentado projeto social.

Foto: visitportugal.com

Universidade do Porto é potência no desporto universitário internacional

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A Universidade do Porto, prestigiada instituição de ensino superior, conta com uma enorme panóplia de cursos é conhecida por “albergar” alunos tanto a nível nacional como internacional. Para além do sucesso académico dos estudantes, a UP é uma “incubadora” de grandes craques que têm demonstrado grandes sucessos, também dentro como fora do país, em várias modalidades do desporto, como Rugby, Futebol, Andebol, Ginástica, Natação, etc.

Os atletas universitários, têm feito um excelente trabalho e este verão representaram o nosso país na Coreia do Sul, mais propriamente, nas Universíadas (evento multidesportivo mundial) e atingiram várias conquistas, com destaque para a ginasta Filipa Martins, que trouxe “para casa” a primeira medalha portuguesa.

Na modalidade de andebol, é de salientar, os atletas Alfredo Quintana, Manuel Eduardo Borges, Carlos Santos e Pedro Seabra Marques, que ajudaram a equipa da Seleção Nacional Universitária de Andebol, a conquistar o 1º ouro de Portugal contra a equipa da Sérvia.

Já na competição de Remo, André Pereira, terminou a sua participação com um 9º lugar na classificação final em provas com um nível de competição elevadíssimo, o que demonstra, o seu profissionalismo.

Em Ténis, a UP conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata na edição 2014/2015 do Campeonato Nacional Universitário (CNU) de Ténis pares, que decorreu entre 25 a 27 fevereiro, na cidade da Maia.Os atletas Rita Vilaça (FDUP) e Afonso Vieira (FEP) venceram o título nacional em pares misto. A dupla Rita Vilaça e Raquel Mateus sagrou-se bicampeã nacional universitária em pares femininos, vincando novamente a sua superioridade. Em pares mistos a U.Porto venceu também a medalha de prata por Raquel Mateus e Diogo Calheiros. Rita Vilaça sagrou-se bi-campeã nacional de pares mistos 2015 e Raquel Mateus vice campeã nacional também de pares mistos.

No que concerne a Ténis de Mesa, Jorge Costa, foi um único participante português e na competição de Atletismo, a comitiva portuguesa contou com a atleta Daniela Cunha.

Perante os excelentes resultados alcançados durante a época,a 15 de julho realizou-se a VII Gala do Desporto da UP, onde foram homenageados os atletas que contribuíram para mais um ano de vitórias.

Fernando Parente, antigo estudante da universidade do Porto e atual membro da Comissão Executiva da Associação Europeia de Desporto Universitário (EUSA), foi o primeiro a ser galardão, recebendo o prémio Mérito Excelência.

Posteriormente, foram reconhecidos os “vencedores do ano”  em diversas categorias, realçando Marta Abreu na Natação e Jorge Viterbo, campeão nacional universitário de Xadrez. Já na categoria “Atletas do Ano”, Joana Mota na modalidade de Ténis de Mesa, foi distinguida como “Revelação do Ano” e Maria Teres Ribeiro no Atletismo foi galardoada com o “Reconhecimento Desportivo”.

Relativamente a outras modalidades, Natação e Futebol de 7 feminino, destacaram-se como “modalidade individual do ano” e “modalidade coletiva do ano”, respetivamente.

Na categoria de “Técnico do Ano”, Nuno Gramaxo (Rugby) foi reconhecido e Mariana Pinto (Zumba e Pilates) foi entregue o prémio de “Instrutor do Ano”.

Por último, André Viela, representando novamente o Xadrez, conquistou o prémio “Carreira Desportiva”.

E, como não podia deixar de ser, foi também entregue um reconhecimento aos atletas que participaram nas Universíadas 2015.

No entanto, os atletas da UP, não se deixaram ficar por aqui, quiseram ir “mais longe” e quanto aos Campeonatos Europeus Universitários, “motivação e dedicação” fizeram parte da “bagagem” dos atletas, que conquistaram 4 medalhas- entre as quais uma de ouro-, tendo sido o melhor ano nas competições europeias.

Luís Silva, foi o grande vencedor da medalha de ouro, representando ao melhor nível o Karaté português. Também na mesma modalidade, Inês Rodrigues alcançou a medalha de bronze.

No Rugby de 7´s feminino e futebol feminino, as atletas foram vice-campeãs europeias e campeãs europeias, respetivamente.

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Uma das atletas mais prestigiadas do Rugby que também participou no Europeu Universitário de Rugby 7 é Catarina Ribeiro (nas fotos) , capitã da Seleção de Rugby 7 da UP e bicampeã nacional universitária. A atleta recebeu, no passado dia 5 de outubro, o prémio de Jogadora do Ano atribuído pela  Federação Portuguesa de Rugby.

A Excelência Portugal falou com a atleta de 24 anos que além dtambém ajudou o Sport Clube do Porto a atingir o pódio (3.º lugar) no Campeonato Nacional de Sevens e sagrou-se vice-campeã europeia de Beach Rugby em representação de Portugal. Catarina mostrou-se extremamente feliz por poder representar a UP e o nosso país, sonha ser jogadora profissional e gostaria de ver o Rugby mais divulgado e apoiado.

Finalista do mestrado de Ensino da Faculdade de Desporto da U.Porto (FADEUP), Catarina descobriu a paixão pelo Rugby  apenas em 2012 mas tornou-se um caso meteórico de ascensão e progressão na modalidade.

Já em 2015, integrou a seleção nacional de Rugby Sevens que garantiu o 3º lugar no torneio europeu de repescagem para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, cuja fase mundial se vai disputar no próximo ano.

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No que concerne a outras modalidades, a equipa de Basquetebol 3×3 masculino estreou-se na competição, ficando com o 9ºlugar e, individual com Pedro Catarino destacou-se na prova dos afundanços.

Em suma, depois de tantas vitórias, a U.Porto é considerada a instituição portuguesa com mais medalhas conquistadas.

Fotos:DR

 

Bodyboard – Entrevista a Carolina Esteves

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Carolina Esteves, 15 anos, é uma promessa do Bodyboard nacional. Compete desde 2012, ano que considera apenas de adaptação.

Em 2013, evoluiu de forma significativa e conquista o 2º lugar, em Carcavelos, na última etapa do Circuito Nacional Bodyboard Esperanças (CNBBE). Desde então, tem-se consagrado vencedora, sendo, em 2014, duas vezes vice-campeã de Portugal (Nacional e da Taça de Portugal) e atingindo o pódio em 5 das 6 etapas do CNBBE.

Este ano, já venceu 2 etapas do CNBBE (Ericeira e Viana do Castelo) e conquistou o 3º Lugar na Taça de Portugal 2015.

Atualmente integra a equipa da Seleção Nacional e desenvolve, em conjunto com a ABFM- Associação de Bodyboard Foz do Mondego, vários projetos de voluntariado tais como, o Surf Adaptado, o SurfSalva e limpeza da praia.

A atleta da categoria de Sub-18 conta com o apoio da DODO CORK BOARDS.

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O que representa o Bodyboard na tua vida?

– Desde sempre que vejo o bodyboard como um refúgio, um escape aos pequenos problemas do dia-a-dia, é sempre a primeira coisa em que penso quando algo não corre como espero, surfar é como lavar a alma, há momentos em que, para mim, chega a ser terapêutico, é a minha rotina, já não me imagino a ficar muito tempo sem surfar.

O que mais te fascinou neste desporto?

– Sempre quis praticar um desporto de água, comecei por me interessar pelo surf mas logo percebi que o bodyboard é um desporto com manobras mais radicais e para mim, envolve mais adrenalina.

Para além do Bodyboard, praticaste/praticas mais algum desporto?

– Desde pequenina que pratico desporto, comecei com o Judo e depois com o basquetebol e a ginástica artística, contudo quando descobri o bodyboard acabei por abandonar ambos. Atualmente, com a ajuda do meu treinador, Nuno Trovão, tento sempre conjugar os treinos de bodyboard com os de natação e pilates.

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Em 2012, afirmas ter sido um ano de adaptação. Como foi entrar em competição pela primeira vez?

– Quando competi pela primeira vez tinha apenas doze anos, acho que foi por isso que levei a competição de uma forma mais relaxada, fui numa de me divertir, dar o meu melhor e sem pressão.

E quando ganhaste a primeira etapa do Circuito, qual foi a sensação?

– Ganhar a minha primeira etapa num nacional foi fantástico, para além de ser um resultado que já procurava à muito, estava em casa com todos os meus amigos e família, foi uma vitória muito comemorada, acho que foi por isso que foi tão especial!

Do ano 2013 para 2014 conseguiste grandes progressos a nível competitivo. O que achas que mais te influenciou?

– Apesar do bodyboard ser um desporto onde competimos individualmente, os treinos são quase sempre em equipa, penso que o facto de ter grandes atletas perto de mim ajudou-me a perceber como tudo funciona e levou-me a querer cada vez mais.

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Qual é a tua manobra preferida?

– Apesar de achar que cada manobra tem o seu potencial, considero o invertido aéreo (quando bem executado) uma manobra esteticamente mais perfeita e é, por isso, a minha preferida.

Quais são as tuas principais referências a nível nacional e internacional?

– Tenho a sorte de poder surfar frequentemente com grandes referências como o Luís Pereira (Porkito), o Miguel Adão e o Bernardo Jerónimo (Xouriço) que me dão imensa “pica” para evoluir. “Lá fora” sigo sobretudo as passadas da Isabela Sousa e da Alexandra Rinder, já para não falar das portuguesas Joana Schenker e Catarina Sousa, dois grandes exemplos.

Neste último ano, realizaste grandes conquistas! Como o resumes?

– Foi um ano emocionante que apesar de todas as minhas conquistas não consegui fechar da maneira que sonhava, foi sobretudo um ano de aprendizagem que acredito ser a chave para todas as alegrias deste ano.

Quais são os teus projetos para o futuro?

– No futuro, sonho em representar Portugal na seleção nacional, como qualquer atleta, bem como liderar o circuito que estou atualmente a correr e como o bodyboard não é só competição, estou já a pensar qual o lugar do mundo que vou escolher para a minha próxima viagem, surfar ondas diferentes é sempre bastante importante para evoluir!

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Fotos: DR