Portugueses de Excelência somos todos nós

Hoje escrevo sobre algo diferente do que é habitual no Excelência Portugal: não venho relatar sobre um caso de sucesso de uma alma lusa que se destacou neste ou naquele campo. Desta vez, a história que conto é sobre uma cara desconhecida, cujo legado é incorpóreo, contudo memorável.

Quero contar a história de uma portuguesa de excelência singular. Esta mulher não foi empreendedora, não lançou nenhum produto ou serviço, nem se destacou num mercado estrangeiro. Mas foi importante, muito importante. O nome dela é Cândida, e foi para mim uma segunda avó.

candida 3

“Cândida com a sua segunda família” (1973)

Úcilia Cândida Piedade da Silva era o seu nome. Cândida, como é conhecida, veio trabalhar para a família Perestrello a 20 de Abril de 1959 como ama e hoje é avó de muitos, sem nunca ter sido mãe de ninguém. Menina da aldeia, mal teve direito a ir para a escola – no breve período que teve acesso a uma sala de aula, a professora, essa malvada recém-mãe pô-la a lavar as fraldas no rio enquanto as outras crianças eram ensinadas. Ainda assim, Cândida conseguiu aprender a ler e a escrever sozinha (isso mesmo, sozinha. Se isto não é excelência não sei o que é). No 25 de Abril acompanhou a minha família para Inglaterra onde aprendeu o inglês. “Senhora no here. In school. Fetch meninos.” dizia ela aos telefonemas inquisitivos sobre o paradeiro da minha avó. Sempre se conseguira desenvencilhar fosse qual fosse a situação.

A família regressou para Portugal e Cândida continuou ama dos meninos, agora adultos e  a começar a ter bébes seus. Não haveria outro colo a confiar senão ao da doutorada em infantes, Candinha. Pelos seus braços passaram 12 crianças (fora primos e amigos  dos mesmos que também teve de aturar). Viu casamentos, divórcios, nascimentos, mortes, graduações e primeiras comunhões. Sempre na primeira fila.

Uma queda há uns três anos debilitou-lhe muito a saúde, mas foi a morte inesperada de um dos quase-filhos que lhe quebrou o espírito. Hoje, somos nós que estamos na primeira fila a despedirmo-nos dela.

Adeus Cândida. Leve muitos beijinhos ao tio Titão e aos bisavós.


Fotografia:
Carlota Perestrello

Já T’Explico – Projeto de voluntariado jovem promove apoio escolar

explico1

O Já T’Explico é um projeto de voluntariado jovem desenvolvido por estudantes oriundos de várias universidades do Porto. Promovido pela Associação PartilhaCoragem, este projeto de cariz social pretende garantir apoio escolar a crianças carenciadas.

A Excelência Portugal esteve à conversa com Mariana Quesada Bernardo, presidente da PartilhaCoragem, que nos deu a conhecer o projeto e a sua experiência pessoal no mesmo.

explico2

Queremos instigar o gosto pela escola; queremos que os nossos meninos reconheçam o valor da mesma e, mesmo com alguns constrangimentos, nada os impeça de chegarem onde querem - Mariana Quesada Bernardo

- Como surgiu a ideia deste projecto e com que objectivos?

Dizemos que a ideia surgiu no gerúndio: surgindo. Sempre nos custou pensar que havia crianças e jovens que não tiveram as oportunidades e facilidades escolares que tivemos e, com a vontade de contrariar isso, surgiu o Já T’Explico. Esse é o nosso principal objetivo – ajudar todas as crianças que, sem possibilidades financeiras, precisem de apoio extra escola.
Não queremos alunos de excelência, com 100% a tudo – se for essa a classificação, melhor. Queremos instigar o gosto pela escola; queremos que os nossos meninos reconheçam o valor da mesma e, mesmo com alguns constrangimentos, nada os impeça de chegarem onde querem. Acreditamos que uma pessoa académica e profissionalmente concretizada, é mais feliz.

- No teu caso concreto, este foi o primeiro apelo para o voluntariado?

Já tinha feito algumas atividades de voluntariado, como recolha de alimentos para o banco alimentar. Mas, voluntariado aliado ao mundo do associativismo, foi o meu primeiro contacto. Em Erasmus, todos os meus amigos tinham uma experiência vasta em ações de voluntariado, não só o promovidas pela faculdade ou por instituições mas, também, promovidas por si próprios. Talvez, tenham sido eles que me inspiraram. Acredito que todos os jovens com ideias que possam contribuir para quem mais precisa, devem pô-las em prática. Aliás, deve haver mais apoio e mais informação para que tal aconteça. Uma sociedade sustentável não passa só por cuidados ambientais, por exemplo; uma sociedade sustentável, também, passa pela interajuda.

- Este é o único projeto da Associação PartilhaCoragem? Quantos associados têm?

Sim. Dizemos que o projeto nasceu primeiro que a associação, porque o que nos acompanha desde o início é o Já T’Explico.
Para já, este é o nosso único projeto. Mas o futuro pode reservar muitos outros.

- Como financiam o projeto? Com que apoios contam?

Na maior parte das vezes, autofinanciamo-nos. Mas, já contamos com apoios como o da Junta de Freguesia de Campanhã.
Sem ser a nível financeiro, contamos com o apoio da junta de freguesia do Bonfim, da união de freguesias do centro histórico do Porto, da biblioteca municipal de São Lázaro e da fajdp.

- Quem são os vossos voluntários e beneficiários?

Para além de 32 associados que trabalham na organização da associação, temos uma fantástica equipa de 51 voluntários. São estudantes universitários de diversas universidades do Porto (UP, Católica, Portucalense,…) e prestam apoio aos nosso meninos.

- Onde são ministradas as explicações?

Nós temos dois polos onde atuamos – Casa das Associações da FAJDP e Biblioteca Municipal de São Lázaro.

- Além das explicações pretendem proporcionar a participação em clubes diversos. Já funcionam e quais as temáticas?

Uma das ideias principais, é providenciar atividades extra aulas. Essas mesmas atividades serão postas em prática no segundo período.-

O que mudou em ti com este projeto? Qual foi a melhor recompensa que recebeste?

Sem dúvida alguma, o Já T’Explico foi a melhor coisa que me aconteceu.
Tornei-me mais adulta, mais responsável, (ainda) mais ambiciosa. Mas, o melhor, é poder trabalhar com a equipa que trabalha diariamente para o projeto. Sem eles, este sonho, que é de todos, não seria possível. Para não falar de que não há nada melhor do que saber que os nossos meninos estão a gostar das explicações e que as mesmas os têm ajudado.

explico3a

Beatriz Dias, responsável pelas Relações Externas do projeto, também falou com a Excelência Portugal e deu-nos a conhecer o seu envolvimento e que foi, em conjunto com a Mariana, responsável pelo seu “nascimento”.

Esta responsável adiantou ainda que “Criamos a Associação, porque sempre nos envolvemos em projetos de voluntariado, mas surgiu a vontade de criarmos algo mais nosso, algo de raíz, que nos desse a possibilidade de deixar a nossa marca mas vidas dos jovens que queremos ajudar.” e que para ela, o voluntariado “é uma forma de ganhar tempo, de crescermos e de não esquecermos a importância de ser humilde.”.


Fotos:
DR

Se conhece alguma criança que precise de explicações pode enviar o mail para o geral@jatexplico.pt ou contactar o Já T’Explico através do 937474150. Todas as segundas, quartas e sextas as explicações são dadas na Biblioteca de São Lázaro e às terças, quintas e sextas  na Casa das Associações.

Utentes do Estabelecimento Prisional da Carregueira produzem vasos de ervas aromáticas

breakingbarsA iniciativa envolve 12 reclusos do Estabelecimento Prisional da Carregueira na produção de vasos de ervas aromáticas para serem comercializados, e cujas receitas vão financiar programas de reabilitação e constituição de um fundo de tesouraria a que os indivíduos terão acesso quando cumprirem a sua pena. 

A ação foi criada pela SAPANA, uma organização não-governamental para o desenvolvimento, no âmbito do Projeto de empreendedorismo social Breaking Bars, uma iniciativa que pretende promover a integração social e laboral de homens e mulheres privadas de liberdade, com previsão de saída do Estabelecimento Prisional inferior a 1 ano.

Os vasos de ervas aromáticas estão disponíveis por 3,50€ cada, nas lojas Pingo Doce e Automóvel Clube de Portugal em 98 pontos de venda por todo o país.

A SAPANA conta com o apoio de diversas entidades para a concretização deste negócio social, como o Estabelecimento Prisional da Carregueira, Grupo Jerónimo Martins, Automóvel Clube de Portugal, Siro & Leal, Germiplantas, Cantinho das Aromáticas, Berapid, Marketing Stuff, 9 The Creative Shop, Corpcom e Fonte Viva.

 

Sobre a SAPANA

Fundada por Carolina Almeida Cruz com o lema “empowering lives from passion to action”, a missão da SAPANA é fazer a capacitação de pessoas com especial enfoque nos desempregados, reclusos e etnias, numa perspetiva de sustentabilidade. O Programa de capacitação é inspirada na metodologia do programa dos 12 passos e promove sessões grupais ao longo de três semanas num total de 30h. Os conteúdos dividem-se em três módulos: o desenvolvimento pessoal, empregabilidade e empreendedorismo, que são complementados com workshops feitos à medida. A continuidade desta intervenção é garantida por um programa de mentoria individual, com a duração prevista de um ano, e simultaneamente com o desenvolvimento de uma bolsa de Empregadores, e prospeção-sensibilização empresarial com vista à contratação.

Foto: DR

Inês Patrocínio – A caminho das Nações Unidas

12179969_10153563706295266_1759426247_n

Inês Patrocínio nasceu em Lisboa em Maio de 1992 e viveu sempre no Bairro do Restelo, ao pé dos avós, dos tios e dos primos. É a terceira de 6 irmãs; cresceu numa casa cheia, com 3 cães, onde a campainha nunca para de tocar e a porta de entrada está sempre aberta.

Estudou no colégio da sua avó – A Torre – até as 4º ano e depois passou para o St. Julian’s School, colégio Inglês onde concluiu o International Baccalaureate Diploma (equivalente ao 12º ano).

Sempre gostou de desporto, mas fartava-se com facilidade e queria sempre experimentar um novo. Em pequenina, conseguiu passar pelos desportos mais improváveis, desde esgrima a tiro com arco. Era bastante teimosa e a mãe lá acabava por ceder – mais por cansaço – segundo a própria.

Mais tarde, já na adolescência, as suas tardes começaram a ser ocupadas pelos livros – primeiro os de fantasia (a trilogia de Sevenwaters marcou-a muito), depois os romances, depois os romances históricos, e depois os livros de História propriamente ditos, que ainda hoje são os favoritos. Por vezes, acabava por isolar-se um pouco do resto da família, mas era o seu momento de tranquilidade numa casa em constante actividade. 

12179129_10153563696680266_496514599_nA história, com especial enfoque na 2ª Guerra Mundial, foi a tua grande paixão desde criança. Os conflitos, os refugiados e os direitos humanos já ocupavam a tua mente?

São tudo assuntos que estão interligados entre si, mas não, a minha paixão foi sempre a História – foi esse o fio condutor que depois deu origem a outros projectos e objectivos profissionais.  Se me perguntar quando surgiu o meu interesse pelos direitos humanos em específico… não lhe consigo dizer ao certo.

Acho que, de certa forma, foi crescendo à medida que eu ia verificando que alguns dos horrores que tinha estudado na História podiam voltar a repetir-se hoje em dia. E a partir daí, solidificou-se no momento em que decidi que ia tentar mudar o que me incomodava.

O tema do holocausto sempre te “fascinou”. É verdade que a tua avó chegou a dizer que devias ter sido judia noutra vida?

É. Disse-me isso numa altura em que comecei a ter pesadelos passados em campos de concentração Nazis. Acho que acima de tudo estava preocupada (risos).

O estudo num colégio internacional e o contexto multi-cultural inerente influenciou-te?

Sem dúvida. E eu fui muito privilegiada em ter podido estudar num colégio como o St. Julian’s, que desde cedo me expôs aos benefícios da diversidade de culturas e de ideias, do valor de ter uma segunda língua como quase-materna e da tolerância que promove entre os alunos e Professores. Acho que, acima de tudo, é um colégio que dá muita importância às relações humanas, ao desporto e à nossa formação enquanto cidadãos da sociedade global. À integridade do ser. Foi uma educação verdadeiramente insubstituível.

A tua escolha académica acabou por recair no direito. O que te motivou?

Foi uma fase algo polémica na minha vida. Eu queria era estudar História! Ler e aprender mais sobre as Grandes Guerras, decorar todos os discursos do Churchill e saber as operações secretas dos Aliados ao pormenor. Durante muito tempo, nunca pus em questão ir para outro curso. Mas, chegado o momento, comecei a perceber que o Direito, além de desafiante, podia ser um instrumento mais valioso para lutar contra as injustiças que me tiravam o sono, por assim dizer. E a história, como disse o meu Pai (e bem), podia sempre continuar a estudá-la por mim. O Direito, não.

ipat3a

se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo

Quando sentiste o apelo do voluntariado?

Lembro-me de em pequenina obrigar o meu Avô a pôr por escrito uma associação que eu tinha criado chamada APCC (Associação de Pessoas Com Coração). Sempre fui muito dramática…(risos).

Mas mais tarde, foi quando comecei a sentir a necessidade de me por à prova. Ou seja, se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo, também para perceber se era mesmo a minha vocação seguir naquela direcção. Então, decidi entregar um bocadinho do meu tempo aos outros e por as ‘mãos na massa’.

ipat5a

O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?

Senti saudades de casa e algum nervosismo, também por não saber o que me esperava. Sempre fui muito ligada à minha família, e isso tem-se reflectido sempre nos momentos mais marcantes da minha vida, sem excepção.

ipat4a

Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

O que mudou em ti depois do voluntariado?

Sou da opinião que estas experiências nos moldam, mas não nos mudam. Acho muito difícil alguém mudar por completo durante o espaço de tempo que eu tive em Missão. Mas certamente que se aprende muito, e se vive muito. Saí da missão de coração cheio, de espírito renovado, e tenho muitas saudades dos tempos que passei lá.

Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

ipat6a

Subiste o Kilimanjaro para ajudar uma ONG. Como surgiu a ideia e o que conseguiste com esta iniciativa?

No ano de 2013, a situação política de Moçambique estava muito instável e tornou-se perigoso continuar a mandar voluntários para o campo. Para mim, na altura também não fazia sentido embarcar noutro programa de voluntariado com outra ONG, que teria objectivos e estratégias muito diferentes. Queria manter o meu compromisso com a SIM mas sabia que não poderia ser no mesmo molde do ano anterior. Foi assim que surgiu a escalada ao Kilimanjaro: decidi aliar um desfaio de superação pessoal a uma causa que me era querida. Com o apoio da Carmo, Presidente da ONG SIM, e dos meus pais, planeei uma viagem até à Tanzânia, inscrevi-me numa equipa ao lado de outras pessoas de várias partes do Mundo e juntos chegámos ao topo no dia 25 de Julho, depois de 7 dias de escalada. Éramos um grupo de 15 pessoas e fizemos amizades para a vida.

A SIM, como ONG Moçambicana, ganhou projeção, novos patrocinadores e viu a sua bandeira içada no ponto mais alto do Continente Africano – foi um momento muito especial.

ipat7a

E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Que dificuldades tiveste? O que ocupava a tua mente durante a subida e descida?

Tive algumas dificuldades, mas graças a Deus tudo acabou bem.

Devido ao peso, eu só tinha levado um par de botas para a escalada – umas Timberland de 25 anos que tinham sido da minha mãe. Muito confortáveis e cheias de significado para mim.

Acontece que, no fim do terceiro dia, a sola descolou-se por completo, deixando-me sem nenhum par de sapatos extra para continuar o percurso e com os pés gelados pela neve. A sorte foi que um dos guias sabia coser sola de sapato e fê-lo rapidamente com um cordão improvisado! E o mais impressionante ainda é que as botas aguentaram-se assim até hoje.

Na altura, pareceu-me o pior pesadelo do mundo mas, quando conto esta história, faço-o com saudades e a rir, porque sei que é um momento que me vou lembrar para o resto da vida.

Tantas coisas me vieram à cabeça durante a subida e descida…ainda foram alguns dias de escalada, com muitas horas de conversa e de partilha, pois ninguém no grupo se conhecia antes da viagem. É muito interessante ver o elo especial que se cria entre as pessoas em condições de provação.

E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Já afirmaste que o voluntariado é realizado para ajudar o próximo mas também para nos ajudarmos a nós próprios. Achas que nem todos admitem o que realmente os motiva?

Não sei se todos admitem ou não, nem sei se todos o encaram assim. Eu afirmei-o porque é assim que o vivo.

És conhecida por levar as coisas demasiado a peito. Estás a realizar uma tese sobre o genocídio do Darfur, sentes revolta por este colossal massacre e violação dos direitos humanos? O que consideras que a comunidade internacional devia ou podia fazer?

Sinto. Revolta pelo que aconteceu e revolta pela inação de alguns países face ao problema. Para que serve a Convenção do Genocídio e o Estatuto de Roma se não para prevenir casos como este?

Já foi um grande passo o Conselho de Segurança ter referido, pela primeira vez na história, uma situação de genocídio ao International Criminal Court, o que tornou o Darfur num possível precedente valioso. Mas o follow up desta situação está longe de ser ideal: a África do Sul já confirmou que está a planear retirar-se do ICC, depois de ter acolhido um dos grandes responsáveis pelo genocídio no Darfur e um dos homens mais procurados pelo ICC, o Presidente Sudanês Omar Al-Bashir.

A Índia, por exemplo, também vai recebê-lo no fim deste mês para uma conferência.

O que se poderia fazer? Para já, o Conselho de Segurança poderia tomar medidas para acabar com a impunidade dos países que não respeitam o dever de cooperação, estabelecido na resolução nº 1593, ao abrigo do capítulo VII da Carta das NU. É essencial haver uma acção de follow up eficiente por parte do Conselho de Segurança ou o propósito da sua colaboração com ICC sai frustrado! É ainda necessária a colaboração de todos os outros países (membros do ICC e das NU) para que o ICC consiga atingir os seus objectivos.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível

Quando planeámos esta entrevista tinhas um sonho: estagiar na ONU. Este sonho estás prestes a realizar-se e por fruto da tua saudável “ousadia” e iniciativa. Queres contar?

Foi a minha primeira grande conquista, e um dia carregado de emoções fortes!

Mandei a minha proposta de tese e uma carta à delegação do CICC (Coalition for the International Criminal Court) para o Conselho de Segurança das NU e acabei por conseguir uma entrevista no Skype, que depois acabou com oferta de estágio. Para ser sincera, nunca achei que me fossem responder, até porque já me tinha candidatado a outros sítios não tão conhecidos sem sucesso.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível. Estou nervosa por ir viver para NY, mas com muita vontade de começar e sinto que estes meses de estágio vão ser momentos únicos na minha vida. Vou poder trabalhar naquilo que me apaixona desde criança.

P1160654

sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos

E por fim, quais são os teus outros sonhos e objectivos?

Um dos meus maiores sonhos já está concretizado: o de encontrar uma pessoa que não só respeite e valorize, mas que partilhe muitas destas ambições. Não têm que ser ambições iguais, mas têm que beber da mesma dose de ingenuidade, de um encantamento com a ideia de um mundo melhor.

E é preciso ter muita sorte para se encontrar alguém que também saiba aceitar as pedras que estes caminhos menos óbvios implicam.

No fundo, cumpri este sonho de ter alguém que nos consiga ver verdadeiramente, por tudo aquilo que somos e por aquilo que queremos ser.

Quanto aos objectivos profissionais, acho que estes podem mudar ao longo do tempo e à medida que vamos crescendo. Isto porque conhecemos pessoas novas, aceitamos novos desafios, abraçamos novas causas…

Mas a essência é sempre a mesma e acho que o que é importante é mantermo-nos fieis àquilo que somos. Por isso, não sei onde vou estar daqui a uns anos, nem se vou conseguir atingir muitos dos objectivos que estabeleci para mim aos 23, mas sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos, dentro das hipóteses que me são dadas num determinado momento.

 

Fotos: DR

Projecto de promoção do voluntariado na Região do Baixo Sabor venceu o EDP University Challenge 2015

12029683_1220124664671117_7833942285216070155_o

Os recém-licenciados em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, Bruno Mateus, Adriana Picareta, Liliana Azenha, Joana Simões, Mariana Nóbrega foram os grandes vencedores do EDP University Challenge 2015, com o projecto Associação Respiro Sabor e sob a orientação do Professor Doutor George Dutschke.

O EDP University Challenge é uma iniciativa internacional da EDP para jovens universitários que acontece em Portugal, Espanha e Brasil. Trata-se de um concurso anual com o objectivo de estimular a população universitária a aplicar os seus conhecimentos académicos no desenvolvimento de um projecto focado num tema relacionado com o Grupo EDP.

1431091110-8595[1]

A edição 2015 do EDP University Challenge desafiou a comunidade académica a juntar-se à EDP na missão de dar expressão prática à assinatura que serve de base ao plano de expansão hidroeléctrico “Uma barragem, um futuro melhor”. O âmbito desta nona edição não incide directamente sobre o portfolio de produtos e serviços da EDP, mas sim sobre a região do Baixo Sabor onde a EDP acaba de construir uma nova barragem para produção de energia limpa e renovável. Os candidatos foram desafiados a pensar em formas de transformar espécies protegidas e paisagens num factor de desenvolvimento sustentável para as populações locais da região abrangida pela nova albufeira do Sabor.

1445531232-5659[1]

Das cerca de 8 dezenas de projectos apresentados a concurso foram seleccionados 15 semi-finalistas que dispuseram, cada um, de 2 minutos para apresentar o seu projecto. Dos 5 finalistas apurados foram então escolhidos os 3 premiados. A cerimónia da entrega de prémios teve lugar, dia 21 de Outubro, em Lisboa, no Museu da Electricidade.

O projecto vencedor apostou na criação de uma associação sem fins lucrativos, que abarca a região dos 4 concelhos abrangidos pela barragem do Sabor. A iniciativa inspira-se no crescente número de jovens que percorrem o mundo em programas de voluntariado, campos de trabalho, intercâmbios, campos de férias e estágios. Em estreita colaboração com entidades e comunidades locais, a Associação Respiro Sabor propõe-se atrair para a região jovens, nacionais e estrangeiros, interessados na conservação da natureza e na descoberta de hábitos e tradições associados ao mundo rural.

12182067_10205009179931118_1399992661_n

Com o aumento de população visitante que este projecto proporcionará, será possível tirar partido das medidas compensatórias destacadas pela EDP após a construção da barragem - Joana Simões

A Excelência Portugal falou com o grupo vencedor. Joana Simões, porta-voz da equipa vencedora, ainda muito entusiasmada com a vitória, referiu que “tentado unir a construção da barragem com algo diferente na zona, chegámos à conclusão que a área do turismo seria o alvo da nossa aposta. Nessa área decidimos criar uma associação com o nome de Respiro Sabor que funcionará como uma Organização Não Governamental que terá como objectivo principal atrair pessoas que estejam interessadas em integrar programas de mobilidade europeia (SVE, intercâmbios, summer camps, work camps, estágios, …) na região”.

Joana Simões teve dificuldade em apontar o que mais a entusiasmou num projecto tão exigente como este. A recém-licenciada confessou que se encheu de orgulho ao vê-lo crescer e que partilhar um projecto tão exigente com 4 amigos foi das melhores partes, foi surreal!”.

E nós como grupo trabalhámos sempre com o intuito de um dia criarmos esta Associação mesmo se não ganhássemos o prémio – Mariana Nóbrega

Mariana Nóbrega confessou que “o que mais me entusiasmou foi, à medida que fomos tendo as ideias e criando a nossa associação, ver que era algo que podia mesmo ser possível acontecer e desenvolver uma zona dos país que sempre foi para mim como uma segunda casa. E nós como grupo trabalhámos sempre com o intuito de um dia criarmos esta Associação mesmo se não ganhássemos o prémio. Estou muito orgulhosa do grupo e é excelente ver o nosso trabalho recompensado”.

Depois da ideia estar formada, estava mesmo muito orgulhosa daquilo que íamos começar a construir - Liliana Azenha

Liliana Azenha afirmou que “depois da ideia estar formada, estava mesmo muito orgulhosa daquilo que íamos começar a construir. Saber que íamos competir a nível nacional com várias universidades e que tínhamos de dar tudo por tudo foi mesmo o que mais me entusiasmou. Depois claro, a parte de ser possível ver o nosso projecto concretizado foi muito motivante e possivelmente vai acontecer”.

Sentimos que era necessário dar a conhecer aqueles lugares esplêndidos - Bruno Mateus

Bruno Mateus considerou que “a visita à região do Baixo-Sabor foi inspiradora para o nosso projecto. Deu-nos a oportunidade de recolher informações sobre aquela região, perceber os pontos fracos e fortes. Sentimos que era necessário dar a conhecer aqueles lugares esplêndidos.”

O projecto conseguiu abranger tudo, assim como a experiência e o conhecimento de cada um foi fulcral para a elaboração do mesmo – Adriana Picareta

Adriana Picareta confessou que “após conhecermos a região soubemos quase de imediato o que fazer. As paisagens são lindíssimas e não podíamos de todo deixar isso de lado. O projecto conseguiu abranger tudo, assim como a experiência e o conhecimento de cada um foi fulcral para a elaboração do mesmo.”

 

Fonte: EDP
Fotos: DR

Fundo Escolar BIO Somos Todos premeia pequenos heróis

milene_matos_2

Depois de ganhar o duplo prémio internacional Terre de Femmes no passado mês de abril, a bióloga Milene Matos, da Universidade de Aveiro, reforça a intenção de devolver ao público, na forma de oportunidades educativas, o prémio que resultou da votação pública. Após o encerramento das candidaturas a uma bolsa de mestrado, em parceria com a Universidade de Aveiro, a bióloga anuncia agora a criação do Fundo Escolar BIO Somos Todos.

Este Fundo visa contribuir para a promoção da consciência ambiental e social em crianças portuguesas até aos 14 anos. Consiste num subsídio de regresso às aulas no valor de 200€ para crianças do 1º ciclo e 250€ para crianças do 2º ciclo, de modo a aliviar o regresso às aulas que infelizmente muitas famílias enfrentam com dificuldades.

Até 13 de setembro, as crianças terão de apresentar um projeto a desenvolver ao longo do ano letivo, que ajude o ambiente ou a sua comunidade, e o subsídio será entregue à(s) proposta(s) mais original(is). O júri é constituído pelo Prof. Doutor Amadeu Soares, diretor do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, pela bióloga Milene Matos e por Nelson Matos, responsável do Departamento Planeamento e Gestão Florestal e Ambiental da Fundação Mata do Buçaco.

Portanto se conhece uma criança dinâmica, solidária e empreendedora, incentive-a a apresentar um projeto. Desde plantar flores, apanhar lixo, poupar água ou distribuir livros, todas as ideias contam!

O regulamento está disponível em http://tinyurl.com/fundoBIO e as candidaturas apresentam-se no formulário disponível em http://tinyurl.com/formulario-FundoBIO. Mais informações poderão ser obtidas pelo email biosomostodos@gmail.com.

 

Foto: DR

Landing.jobs criou bolsa de estudo para estudante do primeiro ano de informática e programação

homepage_banner[1]

A start-up portuguesa Landing.jobs lançou o projecto de criar uma bolsa de valor no valor de 1063 euros para apoiar os novos estudantes do primeiro ano de informática e programação. O aluno que mostrar ter a “atitude certa para singrar neste sector e o potencial para inovar nesta área tão competitiva” vai ter, assim, a oportunidade de ter as propinas pagas.

 

Esta é uma notícia, mas esperemos que não seja uma novidade. Não ser uma novidade no sentido em que não seja uma surpresa a notícia de que há portugueses a ajudar portugueses. Os eruditos estão a apoiar os estudantes. Uns precisam dos outros e por isso, há que os fazer crescer.

“Uma bolsa para começares a programar o mundo”. É este o lema da Landing.jobs Scholarship que tem como objectivo ajudar a ultrapassar algumas debilidades identificadas no sector tecnológico, É que apesar de existirem no mercado já 100 mil profissionais altamente qualificados, esse número não chega para dar resposta ao número de oportunidades de emprego que existem nessa área.

Um “desfasamento” que, diz José Paiva, cofundador da empresa, pode pôr em causa a expansão desta indústria de alto valor acrescentado”, que representa já “2% da força de trabalho em Portugal” e que vai ser “tão importante para o desenvolvimento do país”.

“No final deste ano, faltarão 8.000 profissionais no setor de tecnologias em Portugal. Em 2020, o défice será de 900.000 na Europa”, explica ainda José Paiva, cujo objetivo é conseguir atrair novos alunos para os cursos de programação e de informática “que vão “não só satisfazer a crescente procura” a curto prazo, como “criar também as suas próprias empresas” no futuro. Defende ainda que “é fundamental fazer este trabalho de sensibilização junto dos jovens que se encontram no 12º ano e precisam de tomar decisões sobre o seu futuro, pois é habitual desconhecerem a realidade do mercado”.

 

As inscrições para a bolsa começaram já esta quinta-feira e os resultados deverão ser conhecidos a 7 de setembro, depois de divulgada a lista de colocações nas universidades públicas. A start-up deixa ainda um aviso: estão à procura de “pessoas com paixão e garra” e não apenas aqueles “com as melhores notas”. E termina com uma pergunta em jeito de desafio: “Vais mudar o mundo ou não?”.

 

 

Fontes: Observador e pplware.sapo.pt

Funchal – “Oficina Solidária” ajuda a mobilar casas de famílias carenciadas

image[2]

A “Oficina Solidária” é um projeto de cariz social que teve início em Março de 2013, apoiado pela Sociohabitafunchal, com o objetivo de ajudar famílias mais carenciadas dos bairros do Funchal.

 Não é só dar casas, temos de dar conforto às famílias

Estive à conversa com Carolina Homem de Brederode, arquiteta na Empresa Local de Habitação Social da Câmara Municipal do Funchal desde 2003, pioneira deste projecto exemplar.

Carolina refere que “Não é só dar casas, temos de dar conforto às famílias”, uma realidade com que não somos muitas vezes confrontados dado o conforto diário dos nossos espaços.

“Tinha acabado de visitar uma casa e não queria acreditar nas condições em que a família vivia, sem móveis, sem mesas nem cadeiras, sem um sofá; a casa estava completamente vazia! Foi aí que comentei com o meu diretor e  até brincámos que seria engraçado fazer como o programa “Querido, mudei a casa”, aqui nos bairros madeirenses”.

imagem3[1]
O projeto surgiu com a finalidade de recuperar e reutilizar mobiliário e outros artigos, quer sejam recolhidos nos Serviços de Salubridade da Câmara Municipal do Funchal, quer sejam doados por particulares ou outras entidades.

Outro objetivo é ensinar os moradores dos próprios bairros a arte da marcenaria e do estofar, de modo a que possam fazer pequenas reparações nas suas próprias casas.

A “Oficina Solidária” começou, assim, a fazer grandes ações para estas famílias, no bairro de Santo Amaro, numa pequena garagem. Além da Carolina, coordenadora, uma assistente social, que avalia as famílias mais carenciadas de cada bairro, um marceneiro e dois estofadores oriundos do Centro de Emprego e voluntários, deram início ao referido Projecto.

Rapidamente, a “OFICINA SOLIDÁRIA” cresceu e, por sua vez, o espaço que lhe deu asas tornou-se minúsculo. Passaram, então, para o antigo Matadouro, onde a Sociohabitafunchal fez excelentes remodelações e, em parceria com a Câmara do Funchal, ofereceu condições para que o trabalho seguisse em frente.

Foi realizado um leilão em que todas as 30 peças foram vendidas, tendo sido possível angariar 1400 euros para a máquina de costura industrial que pretendiam adquirir.

No 2º leilão, desta vez online, conseguiram um aspirador industrial e assim pouco a pouco vão colectando as ferramentas necessárias para que o projeto continue a avançar e, assim, realizar sonhos.

336[1]
Mais de 30 famílias já beneficiaram de ajuda, em vários bairros: Santo Amaro, Quinta Falcão, Zona Velha, entre outros. “É extremamente gratificante ver a alegria das pessoas e a maneira como querem preservar as peças. Cheguei a visitar algumas casas semanas depois e diziam que iriam manter sempre o embrulho de plástico para não as estragar”.

Atualmente, está em falta muita mão de obra, visto que o contrato do centro de emprego chegou ao fim em fevereiro e  os trabalhadores não puderam voltar a colaborar com a mesma entidade.

Não sem se deixar de notar uma grande admiração, Carolina elogia o trabalho do marceneiro e dos estofadores. Afirma que em poucas horas conseguiam desencantar verdadeiras peças de encantar, até aos olhos mais críticos.

Atualmente, segundo as suas palavras, “o projeto está a meio gás”, pois realmente precisam de muitos voluntários. “Tentamos com pouco, fazer muito”.

É triste ver uma iniciativa tão nobre, parada por falta de mão de obra, numa época em que tanto se fala de desemprego.

 

 

Fotos: C.M.Funchal/Sociohabitafunchal

Laboratório de Investigação Pedagógico da Liga Portuguesa Contra o Cancro

10412034_1470850259825715_5106368100956751653_n

O Laboratório de Investigação Pedagógico (LIP) é um projeto que surgiu da necessidade de fomentar a consciencialização, formação e prevenção do cancro na população jovem, nomeadamente em jovens a frequentar a escolaridade obrigatória. Esta iniciativa partiu do Departamento de Investigação da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte (LPCC – NRN) e conta com o apoio de vários investigadores e Bolseiros da Instituição da área do cancro para dar formação aos alunos das escolas da região Norte de Portugal.

Esta formação tem em consideração os programas de educação para a saúde das escolas, bem como pedidos efetuados por parte das mesmas, de modo a conseguir responder às necessidades dos alunos. Deste modo, as atividades do LIP podem ser divididas em três modalidades:

  • Os “Sábados Científicos” , que consistem na deslocação dos jovens à LPCC-NRN, de forma autónoma, durante três sábados para obterem uma mini-formação na área da oncobiologia;
  • A “Escola vai ao LIP”, que consiste na deslocação dos jovens à LPCC-NRN, durante a semana, para realizar atividades laboratoriais na área da oncobiologia, assistir a uma palestra sobre diversos temas relacionados com o cancro e visitar da LPCC-NRN, nomeadamente a Unidade de Rastreio de Cancro da Mama entre outros;
  • O “LIP vai à escola” , que consiste na deslocação dos investigadores às escolas a fim de realizar palestras e atividades no contexto escolar.

Em funcionamento deste 25 de Janeiro de 2014, o LIP já contribuiu para a formação de cerca de 1786 jovens e este ano tornou-se parceiro oficial do projeto “Universidade Júnior”, da responsabilidade da Universidade do Porto. A “Universidade Júnior” é, atualmente, o maior programa nacional de iniciação de jovens ao ambiente universitário e este ano contou com a participação de mais 5500 jovens, durante o mês de Julho. A LPCC-NRN associou-se a este projeto, abrindo as portas do LIP para receber 64 jovens nas 4 semanas de atividade. A atividade realizada teve como título “ Porque somos todos diferentes? Dá célula normal à célula tumoral…!” e permitiu aos alunos a realização de trabalhos experimentais que tinham como objetivo a melhor compreensão dos mecanismos subjacentes ao funcionamento do organismo humano e a sua relação com os processos inerentes ao desenvolvimento de cancro.

O LIP possui um blogue (http://liplpcc.blogspot.pt/ ) e uma página de facebook (https://www.facebook.com/lip.lpcc) onde se encontram divulgadas todas as atividades realizadas e as escolas que estiverem interessadas em desenvolver atividades em conjunto podem entrar em contacto através do email: liplpcc@gmail.com.

 

 

Investigadores da U.Porto levaram “Caravana do Coração” ao Brasil

11538970_457061084474159_8896945825574251593_o

Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto e do Instituto de Telecomunicações (IT) viajou recentemente até ao Brasil para participar na edição 2015 da “Caravana do Coração”, uma iniciativa de telemedicina que, durante 13 dias (29 de junho a 11 de julho), percorreu 13 cidades do estado de Paraíba, num total de mais de 2300 quilómetros, para realizar rastreios ao coração a cerca de 1000 crianças e mulheres grávidas de zonas mais desfavorecidas.

De acordo com o Notícias UP, a equipa foi liderada por Pedro Brandão, docente do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e contou ainda com a participação de Ana Castro, investigadora de pós-doutoramento, e Pedro Gomes, estudante de doutoramento do MAP-i – Programa Doutoral em Informática das Universidades do Minho, Aveiro e Porto.  Estes três elementos foram integrar uma equipa multidisciplinar composta por 40 profissionais e tiveram como missão identificar patologias cardíacas junto das populações alvo, recorrendo para isso a quiosques de saúde e estetoscópios inteligentes.

11412067_884818038250762_6057669190177392819_o

A equipa portuguesa com o brasileiro Artur Lucas (ilustrador da Célula C).

Do ponto de vista humano, penso que todos voltamos com uma perspectiva de vida diferente

Ana Castro falou com a Excelência Portugal e considerou que “foram duas semanas de trabalho muito gratificantes. Do ponto de vista profissional evoluímos bastante, pois tivemos a oportunidade de avaliar as necessidades deste tipo de iniciativas, e de que modo as ferramentas por nós desenvolvidas podem trazer uma mais-valia na colheita de dados, armazenamento, e apoio à decisão clínica. Do ponto de vista humano,  penso que todos voltamos com uma perspectiva de vida diferente”.

A”Caravana do Coração 2015″ integra a Rede de Telemedicina de Cardiologia Pediátrica Pernambuco-Paraíba e é liderada pela fundação “Círculo do Coração”, uma entidade criada em 1994 por membros do Real Hospital Português, com o objetivo de diagnosticar e viabilizar o tratamento de crianças necessitadas, portadoras de doença cardíaca.

caravana

 

Fonte: http://noticias.up.pt
Fotos: DR