Empresa de Cervejas da Madeira – mais de 130 anos de excelência

ECM_FinalCom um vasto portfólio de bebidas e mais de 130 anos de existência, a Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) é a maior empresa regional de produção e distribuição de bebidas da Região Autónoma da Madeira.

A “Laranjada” foi o primeiro refrigerante a ser produzido em Portugal. Nasceu ainda no tempo da monarquia, em 1872, sendo mais velha que a Coca-cola (1886). Esta bebida continua a ser uma referência da ilha madeirense e não há festa tradicional sem um “cocktail de laranjada”, uma mistura de vinho ou cerveja com o refrigerante.

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Em 1969, a ECM fez nascer a marca Brisa, com uma vasta gama de sabores. Um ano mais tarde, a empresa introduziu o sabor maracujá, tendo sido o primeiro refrigerante no mundo à base de sumo de maracujá puro. É fabricado a partir de sumo de maracujá roxo (Passiflora edulis) e água levemente carbonatada.

As suas qualidades fazem-na uma bebida refrescante, agradável e óptima para matar a sede. Isenta de corantes e com uma percentagem de sumo de 9%, é excelente para misturar quer com vodka, quer com gin. Assim sendo, mantém-se como uma das bebidas mais badaladas na pérola do atlântico.

Não admira que, ao longo dos anos, a marca Brisa já tenha conquistado 59 medalhas da Monde Selection, em Bruxelas, sendo que só a Brisa Maracujá totaliza 14 Medalhas de GRANDE Ouro e 10 de Ouro.

Tive o prazer de conhecer a fábrica através de uma visita guiada por Carina Silva, colaboradora no Departamento de Marketing. Aqui tive a oportunidade de ver como era feita a famosa Brisa Maracujá, como era engarrafada e comercializada. Explicaram-me que há recipientes sem retorno como é exemplo as latas de 0.33 cl e por outro lado, as garrafas de 0,33 cl são reutilizáveis até cerca de 12 vezes, consoante o estado.

É de referir que a ECM foi a primeira cervejeira nacional a receber a Certificação Ambiental ISO 14001 e no panorama regional foi também a primeira do ramo Alimentar (Industrial) a receber este mesmo certificado.

À conversa com Tomé Mendes, gestor de produção, fiquei a conhecer em mais pormenor outro sabor local, a cerveja Coral.

Afinal, “nada está completo até se ouvir o som da carica de uma cerveja”, certo?

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Fotos: ECM

 

 

 

 

 

 

 

ON WATER ACADEMY – Empreendedorismo portosantense

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On Water Academy (OWA) é uma startup sediada na “Ilha Dourada”, Porto Santo, para os apaixonados por desportos aquáticos, bem como para todos os amantes do mar. Criada por João Paulo Ribeiro Palhas, de 32 anos, em 2010, tem tido um enorme sucesso na praia do Luamar, no Porto Santo.

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Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto.

Tive o prazer de conversar com o João, que me explicou como tudo começou. Licenciado em Ciências do Desporto, “senti que faltava algo no Porto Santo para leccionar as actividades que gostava. Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto”. Refere que começou com 4 simples pranchas, tendo agora um total de 20 pranchas de surf, windsurf, kitesurf e puddlesurf. Já trazia consigo a experiência de trabalhar no Centro Náutico na Praia de Faro.

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“Todas as modalidades saem bastante, não há uma que se sobreponha”. A malta no Verão gosta muito de experimentar desportos diferentes”

A OWA está aberta todos os dias das 10 às 21h e destina-se a todos os que quiserem passar um bom momento. João Palhas tem por hábito tirar também inúmeras fotografias, revelando a todos uma recordação fantástica que pode ser vista na página da Academia.

No passado Sábado, dia 14 de Agosto, deparei-me com outra atracção turística. Um conceito que temos visto ultimamente no nosso país, o das Sunset Party, e que já acontece nesta praia há cerca de 3 anos. “Tudo começou porque queria promover convívios entre os turistas e os clientes da academia. No primeiro e segundo ano organizei a festa juntamente com a “Tender events” e neste último foi só a OWA.”

Tive o prazer de comparecer a uma festa recheada de sorrisos, excelente disposição e boa música, assim como não poderiam faltar os gins, caipirinhas e mojitos. Enfim, com um verdadeiro toque de Verão.

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João não pára de surpreender com o seu empreendedorismo, criando várias parcerias de forma a que as suas aulas cheguem ao conhecimento de toda a gente.

Fotos: DR

Funchal – “Oficina Solidária” ajuda a mobilar casas de famílias carenciadas

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A “Oficina Solidária” é um projeto de cariz social que teve início em Março de 2013, apoiado pela Sociohabitafunchal, com o objetivo de ajudar famílias mais carenciadas dos bairros do Funchal.

 Não é só dar casas, temos de dar conforto às famílias

Estive à conversa com Carolina Homem de Brederode, arquiteta na Empresa Local de Habitação Social da Câmara Municipal do Funchal desde 2003, pioneira deste projecto exemplar.

Carolina refere que “Não é só dar casas, temos de dar conforto às famílias”, uma realidade com que não somos muitas vezes confrontados dado o conforto diário dos nossos espaços.

“Tinha acabado de visitar uma casa e não queria acreditar nas condições em que a família vivia, sem móveis, sem mesas nem cadeiras, sem um sofá; a casa estava completamente vazia! Foi aí que comentei com o meu diretor e  até brincámos que seria engraçado fazer como o programa “Querido, mudei a casa”, aqui nos bairros madeirenses”.

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O projeto surgiu com a finalidade de recuperar e reutilizar mobiliário e outros artigos, quer sejam recolhidos nos Serviços de Salubridade da Câmara Municipal do Funchal, quer sejam doados por particulares ou outras entidades.

Outro objetivo é ensinar os moradores dos próprios bairros a arte da marcenaria e do estofar, de modo a que possam fazer pequenas reparações nas suas próprias casas.

A “Oficina Solidária” começou, assim, a fazer grandes ações para estas famílias, no bairro de Santo Amaro, numa pequena garagem. Além da Carolina, coordenadora, uma assistente social, que avalia as famílias mais carenciadas de cada bairro, um marceneiro e dois estofadores oriundos do Centro de Emprego e voluntários, deram início ao referido Projecto.

Rapidamente, a “OFICINA SOLIDÁRIA” cresceu e, por sua vez, o espaço que lhe deu asas tornou-se minúsculo. Passaram, então, para o antigo Matadouro, onde a Sociohabitafunchal fez excelentes remodelações e, em parceria com a Câmara do Funchal, ofereceu condições para que o trabalho seguisse em frente.

Foi realizado um leilão em que todas as 30 peças foram vendidas, tendo sido possível angariar 1400 euros para a máquina de costura industrial que pretendiam adquirir.

No 2º leilão, desta vez online, conseguiram um aspirador industrial e assim pouco a pouco vão colectando as ferramentas necessárias para que o projeto continue a avançar e, assim, realizar sonhos.

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Mais de 30 famílias já beneficiaram de ajuda, em vários bairros: Santo Amaro, Quinta Falcão, Zona Velha, entre outros. “É extremamente gratificante ver a alegria das pessoas e a maneira como querem preservar as peças. Cheguei a visitar algumas casas semanas depois e diziam que iriam manter sempre o embrulho de plástico para não as estragar”.

Atualmente, está em falta muita mão de obra, visto que o contrato do centro de emprego chegou ao fim em fevereiro e  os trabalhadores não puderam voltar a colaborar com a mesma entidade.

Não sem se deixar de notar uma grande admiração, Carolina elogia o trabalho do marceneiro e dos estofadores. Afirma que em poucas horas conseguiam desencantar verdadeiras peças de encantar, até aos olhos mais críticos.

Atualmente, segundo as suas palavras, “o projeto está a meio gás”, pois realmente precisam de muitos voluntários. “Tentamos com pouco, fazer muito”.

É triste ver uma iniciativa tão nobre, parada por falta de mão de obra, numa época em que tanto se fala de desemprego.

 

 

Fotos: C.M.Funchal/Sociohabitafunchal

Madeira (futebol) – do 8 ao 80

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Passados 20 anos, o Clube de futebol União da Madeira volta à I Divisão. Foi neste Domingo que chegou o momento pelo que os azuis e amarelos mais ansiavam. Do 8 ao 80, já que foi exactamente com 80 pontos que o clube madeirense subiu, juntamente com Tondela, com 81 pontos, ao verdadeiro campeonato do desporto rei nacional.

Kisley, Ruben Andrade e Soares foram os nomes realçados  pelos 3 golos marcados em Marvila, na casa do clube Oriental. Segundo a opinião de vários adeptos unionistas, Soares, o jogador nº 3, além de pontuar no marcador ainda se destacou como o melhor jogador em campo.

O clube vai ser recebido à 01.30, na Câmara Municipal do Funchal, que abrirá as suas portas para o efeito; seguir-se-á uma fotografia junto à estátua do “Melhor do Mundo” e, por fim, a merecida celebração da ascensão no Café do Teatro.

O Clube Futebol União junta-se, assim, ao Marítimo e ao Nacional, perfazendo 3 equipas da pérola do atlântico, desde 1991, na I Liga do Futebol Português.

 

foto: DR