Taberna Madeirense – Gastronomia e produtos madeirenses têm novo espaço em Lisboa

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Lisboa já tem um espaço onde se podem desfrutar iguarias madeirenses como o incontornável bolo do caco, a poncha, o vinho Madeira, o bolo de mel e os rebuçados e chocolates artesanais. A Taberna Madeirense fica na Rua Poço dos Negros e combina os conceitos de taberna e mercearia.

Rui Alves, madeirense formado em design de moda e com uma actividade profissional que passou por esta área e por outras como o cinema, a imprensa e  o imobiliário, é o rosto deste projecto.

Nesta “Taberna” é possível beber as tradicionais poncha, vinho Madeira e  a cerveja Coral e Brisa maracujá ou maçã. Para petiscar existe bolo do caco com manteiga de alho , misto , com azeite e orégãos  ou com queijo brie e mel.

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A zona de mercearia possui prateleiras com mais de duas dezenas de produtos típicos da Madeira. Aqui podemos adquirir  a aguardente de cana, os rebuçados e chocolates artesanais, o vinho Madeira, o licor de anona, compotas de pitanga, bolo de mel, a cerveja Coral ou os multi-premiados refrigerantes da Empresa de Cervejas da Madeira (Brisa e Laranjada).

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Fontes: Taberna Madeirense e NiT
Fotos:
DR

 

IBM atribuiu Prémio Científico a Ricardo Silveira Cabral

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A IBM Portugal distinguiu o jovem Ricardo Silveira Cabral com o 25º Prémio Científico. O açoriano de 29 anos construiu uma base de dados que permite aproximar os computadores e as pessoas.

O investigador do Instituto Superior Técnico foi o autor do trabalho vencedor cujo título “Unificação de modelos low-rank para problemas de aprendizagem virtual”, visa dar mais um passo na área da visão computacional no sentido de melhorar os resultados em aplicações relacionadas com a robótica, arquitectura, realidade virtual, navegação e mapeamento de território. Neste momento, os sistemas estão a ser utilizados para detectar automaticamente melanomas e efectuar gestão de filas no aeroporto de Lisboa.

A cerimónia contou com a presença do Presidente da República e decorreu na Fundação Champalimaud. “Será desejável e expectável que a actividade e a produção de conhecimento da comunidade científica venham a ter uma presença cada vez maior no nosso tecido empresarial, com benefícios para a criação de riqueza e de emprego”, afirmou Sua Excelência o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

O responsável máximo da IBM Portugal, António Raposo de Lima, afirmou que “tem sido um privilégio premiar as áreas de investigação em Portugal ao longo de 25 anos”. Raposo de Lima considerou que a distinção ao trabalho do jovem açoriano “enquadra-se na estratégia da empresa porque estabelece uma relação entre os computadores e as empresas”, tendo acrescentado que “já se encontra a funcionar em alguns hospitais”. Por outro lado, o presidente do júri, Carlos Salema, lamentou que “em Portugal não é muito vulgar premiar a excelência na ciência”.


Sobre o
Prémio Científico IBM

A IBM Portugal instituiu o Prémio Científico em 1990, com a finalidade de distinguir trabalhos nos mais diversos domínios do conhecimento da Ciência e Tecnologia. Pretende-se estimular jovens investigadores portugueses ou a residir em Portugal desde há três anos a divulgarem os seus projetos, fomentando o relacionamento entre as comunidades industriais, académica e de investigação científica.

Foto: DR

Isabel Silva propõe um novo mecanismo para tratar a doença da próstata (entrevista)

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Isabel Silva, de 29 anos, é natural da Trofa e licenciada em Genética e Biotecnologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com mestrado em Genética Molecular Comparativa e Tecnológica. Chegou ao Porto, ao instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, em 2010, altura em que iniciou funções como investigadora no laboratório de Farmacologia e Neurobiologia do ICBAS. Em 2013 iniciou o Programa Doutoral em Ciências Biomédicas do ICBAS com o objetivo de estudar novos mecanismos para o tratamento das doenças do trato urinário inferior. Os mais recentes resultados do seu trabalho valeram-lhe o prémio “Melhor Comunicação-Painel em Investigação Clínica” apresentada na Reunião Mundia da International Society for Autonomic Neuroscience (ISAN). O trabalho apresentado por Isabel Silva intitulava-se “Blockage of UDP-sensitive P2Y6 receptors as a novel therapeutic strategy to control urine storage symptoms in men with bladder outlet obstruction” e este a concurso com mais de 300 comunicações provenientes de mais de 30 países. A Excelência Portugal foi falar com a investigadora para saber mais sobre o seu trabalho.

 

Sempre quis ser cientista ou houve algum motivo/ influência que a levasse a enveredar nessa área?

Não (risos).. A investigação foi por mero acaso. Eu fui para o laboratório onde estou e comecei num estágio de verão para aprender algo mais, porque eu sou da área da genética e não estou a fazer investigação em genética.”

Pois, está a trabalhar na área da Farmacologia…

Exatamente, na parte da farmacologia. Comecei a gostar desta área,  as coisas começaram a correr bem e eu fiquei entusiasmada e fiz o estágio de licenciatura, continuei e fiz o estágio para a tese de mestrado e depois as coisas foram continuando e agora estou a fazer o doutoramento.”

O seu doutoramento tem como objetivo de estudar novos mecanismos para o tratamento das doenças do trato urinário inferior, nomeadamente a hiperatividade da bexiga. Pode falar um pouco desta problemática?

“A hiperatividade da bexiga é mais comum nas mulheres.  Nos homens acontece em idades mais avançadas e normalmente é consequente de uma hiperplasia benigna da próstata. Nas mulheres, a causa é idiopática. Só que há um problema, nós não temos acesso  a amostras de tecido das mulheres. Não nos podemos dirigir a uma mulher, que não tem necessidade de ser operada, e recolher um pedaço de tecido de bexiga para fazermos experiências. Isso não é eticamente correto, nem podemos fazê-lo. Então, o tecido que nós temos acessível é tecido de bexiga de homens que, devido à hiperplasia benigna da próstata, são operados para resolver o problema da obstrução da uretra e muitas vezes já têm problemas na bexiga. É com esse tecido que nós fazemos o nosso trabalho de investigação. Nas mulheres, o que nós conseguimos fazer são estudos de metabolitos na urina.”     

Um dos focos da sua investigação é estudo dos receptores P2Y6. Qual a função destes receptores e de que modo podem contribuir para melhorar a qualidade de vida dos homens afetados por esta condição?

“Este receptor é um recetor recentemente descrito, e ainda não estava descrito na bexiga. Ninguém sabia se ele estava lá e o que é que ele fazia. Os primeiros ensaios no nosso grupo, onde caracterizamos estes receptores, foi em rato. E o que observamos foi que, quando infundíamos uma substância que ativava estes receptores na bexiga de rato, a substância causava hiperatividade da bexiga. Como tínhamos amostras de homens com hiperatividade da bexiga fomos ver se, ativando estes receptores e bloqueando-os, o nível de neurotransmissores libertados era igual ou diferente ao de homens saudáveis (dadores de órgãos). Também fizemos estudos de localização dos receptores para ver se estavam localizados nas células da bexiga e se as células tinham o mesmo número de receptores. E conseguimos perceber que, nestes homens, quando ativamos estes receptores, eles libertam uma molécula que consideramos estar relacionada com a hiperatividade da bexiga que é o ATP e que o bloqueio destes receptores inibe a libertação de ATP. Assim, ao inibir a libertação de ATP conseguimos reverter uma situação de bexiga hiperativa.” 

Estas descobertas permitirão o desenvolvimento de um novo fármaco?

“Estas descobertas permitem o desenvolvimento de um novo fármaco, mas para isso agora precisamos do apoio da indústria farmacêutica e de apoio financeiro para o desenvolvimento do fármaco. Este trabalho propõe uma nova ferramenta terapêutica para a bexiga hiperativa sem efeitos secundários que existem nos tratamentos atuais. O problema do tratamento atual para a bexiga hiperativa é a utilização de fármacos anti-colinérgicos que, ao longo do tempo, vão ter efeitos secundários como, por exemplo, obstipação, uma vez que nós temos nos intestinos muitos receptores colinérgicos. O nosso trabalho permitiu  descobrir que o recetor P2Y6 está preferencialmente localizado na bexiga e conseguimos caracterizá-lo bem, o que pode ser uma ferramenta muito útil no desenvolvimento de um novo fármaco. Se o recetor não for expresso noutros órgãos com grande abundância, poderá ser um bom alvo terapêutico.”

Então, como potencial fármaco, propõe uma substância que vai inibir o recetor P2Y6, de uma forma dirigida, nas células da bexiga?

Exatamente. Nós propomos o desenvolvimento de um fármaco que irá atuar num recetor que está especificamente localizado na bexiga, à partida.

O próximo passo passará, seguramente, pela produção do fármaco. É fácil obter o apoio da industria farmacêutica?

A industria funciona a curto/médio prazo e tem de ganhar milhões rapidamente. E nós na investigação básica que fazemos nas universidades não conseguimos garantir isso. Para passarmos para a próxima fase queremos acreditar que a industria se vai interessar nisto, mas ainda temos de fazer mais ensaios. Agora, se é fácil, acredito que a nível prático seja um caminho ainda longo.”

Os resultados do seu trabalho valeram-lhe o prémio “Melhor Comunicação-Painel em Investigação Clínica” na Reunião mundial da International Society for Autonomic Neuroscience (ISAN). Qual foi a sensação de ser uma portuguesa a receber tal prémio?

Foi muito gratificante. Sempre tive muito orgulho em ser portuguesa em qualquer sítio onde estivesse. E o facto de ser uma portuguesa no meio de tanta gente fez-me sentir que somos pequeninos mas afinal temos tanta importância como os outros. Não precisamos de pertencer a centros de investigação de topo, de renome, ou de ter um sobrenome de renome, para conseguirmos chegar à ciência de alto nível e internacional”.

Como ciêntista, considera que a ciência é devidamente valorizada em Portugal?

Não. Acho que há muita coisa em Portugal que devia ser revista e considerada na área da ciência, por vários motivos, sobretudo porque as formas de atribuição dos financiamentos muitas vezes não são corretas. Estes prémios, como o que recebi, nem sempre são considerados  e muitas vezes, não havendo financiamento, os estudos terminam quando já estavam próximos do fim. E fica muita coisa pendente, muita coisa que vamos lá para fora fazer porque deixamos cá a meio, ou então vêm outros de fora que trazem o dinheiro, terminam o trabalho e ficam com o mérito.”

Após os excelentes resultados e de obter o devido reconhecimento, o que perspectiva para o futuro?

Eu gostava muito de, até ao final do doutoramento, continuar com este trabalho e conseguir chegar a uma ferramenta farmacológica , com o apoio da indústria, e lançar o fármaco. Sabemos que até lançarmos o fármaco temos um longo caminho, mas o objetivo é não perder o fio à meada e continuar no desenvolvimento deste projeto.”

Foto: DR

Lisboa está mesmo na moda!

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Lisboa está na moda. É a capital do momento e prova disso são os milhares de turistas que todos os dias se encontram pela cidade. A  edição britânica da Esquire, seguindo este “boom”, descreve Lisboa, como uma das cidades mais cool da Europa e faz o seu próprio guia turístico.

Tom Barber (1), garante que a nossa capital é das mais cosmopolitas para sair e descreve que as diferenças entre a Praça do Comércio, Alfama e o Cais do Sodré são feitas de forma “perfeita”.

Para ficar, destaca o Bairro Alto Hotel ou o Hotel Valverde em pleno centro da cidade, para o almoço sugere uma visita pelo Mercado da Ribeira onde se junta o mercado tradicional com uma zona de “outlets” de comida “com alguns dos melhores chefes de Portugal”2. Para jantar as opções recaem em Nuno Mendes ou José Avillez.

Constata que desde Vhils a Os Gémeos, Lisboa tem uma variedade de enorme de arte de rua, fala-nos do surf em Cascais e da Sapataria do Carmo. A Pensão Amor, também é destacada pela sua decoração burlesca e pelos “pretty decent” cocktails, quem prefer “pecar” por outros sítos pode ir para o Bom, O Mau e O Vilão, que se encontra perto da Pensão Amor e que garante Gins e Dj’s ao fim de semana.

Se está pela capital, Tom Barber diz para não sair sem experimentar o peixe enlatado, a variedade de sardinhas em conserva, polvo ou anchovas e a única “crítica” que transmite é para evitar o Fado numa noite de diversão, apenas pela sua natureza melancolica, mas nunca desfazendo da sua beleza que lhe deu o Prémio de Património Mundial da Unesco.

Lisboa, está mesmo na moda e deixa um convite aberto a todos os turistas. Na verdade temos tudo. Sol de fazer inveja, longos quilómetros de praia, a diversidade da vida nocturna e a cultura que se encontra a cada canto, não há como não gostar.

 

(1) Tom Barber é fundador do co.uk e o autor do artigo”Guide to Lisbon” da revista Esquire.

Fonte:  “Guide To Lisbon” da revista BARBER, Tom, “Why Lisbon Is One of the Coolest Cities in Europe”, 17 de Outubro de 2015. Disponível em: http://www.esquire.com/lifestyle/g2462/esquire-guide-lisbon/.

Foto: Bessa Hotel/DR

 

Região Norte e Galiza apostam na Bioeconomia como motor de crescimento

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BICMINHO e XUNTA DA GALIZA lançam 1.ª edição do BIO INVESTOR PROGRAM NORTE DE PORTUGAL – GALIZA para financiar novos projetos empresariais na área da Bioeconomia, promovidos por empreendedores, start ups e PME em fase de expansão.

O Bio Investor Program Norte de Portugal – Galiza é um programa de valorização empresarial de carácter transfronteiriço que permitirá aos bioempreendedores e empresas inovadoras da área da bioeconomia da Euro-região Norte de Portugal – Galiza, avaliar, melhorar e consolidar o seu projeto empresarial, através de formação específica e ações de mentoring, com o objetivo de facilitar a captação de investimento por parte de investidores e capitais de risco, mediante a realização de um fórum de investimento sob a forma de “networking”.

A Bioeconomia é um sector de elevado potencial e em forte crescimento, e de grande relevância para a melhoria competitiva da Euro-Região Norte de Portugal – Galiza, com forte influência sobre muitos sectores industriais e económicos. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico a Bioeconomia movimenta no mercado mundial cerca de €2 triliões de euros gera cerca de 22 milhões de empregos, assumindo-se portanto como a única economia alternativa para o século XXI para a União Europeia.

Esta é a primeira de várias iniciativas previstas no acordo de principio entre o BICMINHO e a Xunta da Galicia, acordo este que contempla várias estratégias conjuntas de atuação e ações concertadas a realizar nos próximos meses para consolidar o desenvolvimento sustentado do lançamento do cluster transfronteiriço no setor da biotecnologia, que se espera vir a concretizar em 2016. O objetivo é investir €5 milhões de Euros até 2020 para obter um retorno acumulado para a Euro-região de €20 milhões em 2030.

A XUNTA DA GALIZA e o BICMINHO pretendem assim afirmar a Euro-região como uma região com excelentes condições para atrair investimentos, nacionais e internacionais, nos setores da nano e biotecnologia. Segundo Nuno Gomes, CEO do BICMINHO, “Estamos a trabalhar para tornar a Euro-região num território com condições privilegiadas para a localização de empresas biotecnológicas, e para atrair investidores especializados nestas áreas de negócio. Temos centros de investigação de topo, empresas de referência no sector agroalimentar, ambiente, saúde e do mar. Temos de ser capazes de aproveitar estas condições e este momento histórico para criar, juntamente com a Galiza, um cluster transfronteiriço neste setor emergente chave, fundamental para construirmos, para a região do Norte e para a Galiza, um futuro suportado na inovação, na competitividade e no sucesso empresarial”.

A biotecnologia pode ser um motor de desenvolvimento regional e uma forma de evitarmos a fuga de cérebros”, conclui este responsável recentemente eleito Presidente do Bioeconomy Special Interest Group da European Business and Innovation Centre Network e nomeado Perito Externo da CCDR-N para o sector agroalimentar do Grupo de Trabalho para a Competitividade Industrial da Macrorregião RESOE.

As candidaturas para o Bio Investor Program Norte de Portugal-Galiza estão abertas até 20 de novembro. As candidaturas serão analisadas por um júri de três membros, representantes de instituições com alta credibilidade na área da bioeconomia e inovação, e deverão ser efetuadas através de formulário online disponibilizado em www.bicminho.eu ou através de email para jpcf@bicminho.eu.

Após a seleção, os promotores das ideias de negócio vencedoras receberão apoio, orientação e acompanhamento técnico especializado, para que estejam totalmente preparados a apresentar e defender os seus projetos empresariais a um painel de investidores e capitais de risco. Esta sessão de apresentação dos projetos empresariais a investidores, o Bioinvestor Day, terá lugar no próximo dia 11 de dezembro e tem já presença confirmada de dez entidades financiadoras públicas e privadas, de ambos os lados da fronteira, bem como a participação do Conselleiro de Economia, Emprego e Industria da Xunta da Galicia, D. Francisco Conde López.

Fonte: BICMINHO
Foto: educacion.es

 

 

 

Utentes do Estabelecimento Prisional da Carregueira produzem vasos de ervas aromáticas

breakingbarsA iniciativa envolve 12 reclusos do Estabelecimento Prisional da Carregueira na produção de vasos de ervas aromáticas para serem comercializados, e cujas receitas vão financiar programas de reabilitação e constituição de um fundo de tesouraria a que os indivíduos terão acesso quando cumprirem a sua pena. 

A ação foi criada pela SAPANA, uma organização não-governamental para o desenvolvimento, no âmbito do Projeto de empreendedorismo social Breaking Bars, uma iniciativa que pretende promover a integração social e laboral de homens e mulheres privadas de liberdade, com previsão de saída do Estabelecimento Prisional inferior a 1 ano.

Os vasos de ervas aromáticas estão disponíveis por 3,50€ cada, nas lojas Pingo Doce e Automóvel Clube de Portugal em 98 pontos de venda por todo o país.

A SAPANA conta com o apoio de diversas entidades para a concretização deste negócio social, como o Estabelecimento Prisional da Carregueira, Grupo Jerónimo Martins, Automóvel Clube de Portugal, Siro & Leal, Germiplantas, Cantinho das Aromáticas, Berapid, Marketing Stuff, 9 The Creative Shop, Corpcom e Fonte Viva.

 

Sobre a SAPANA

Fundada por Carolina Almeida Cruz com o lema “empowering lives from passion to action”, a missão da SAPANA é fazer a capacitação de pessoas com especial enfoque nos desempregados, reclusos e etnias, numa perspetiva de sustentabilidade. O Programa de capacitação é inspirada na metodologia do programa dos 12 passos e promove sessões grupais ao longo de três semanas num total de 30h. Os conteúdos dividem-se em três módulos: o desenvolvimento pessoal, empregabilidade e empreendedorismo, que são complementados com workshops feitos à medida. A continuidade desta intervenção é garantida por um programa de mentoria individual, com a duração prevista de um ano, e simultaneamente com o desenvolvimento de uma bolsa de Empregadores, e prospeção-sensibilização empresarial com vista à contratação.

Foto: DR

Gente bonita come “fruta feia”

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Quem nunca ouviu a mãe, o pai ou a avó repetir vezes sem conta “É para comer tudo o que tens no prato, não se deita comida fora.”? A realidade é que, antes de chegar à nossa mesa, cerca de metade da comida produzida no mundo vai parar ao lixo.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), as 1.3 mil milhões de toneladas que são anualmente desperdiçadas seriam suficientes para alimentar todas as pessoas que passam fome no mundo.

O mesmo acontece a cerca de 30% da fruta produzida em Portugal. Embora saborosa e de qualidade, os agricultores não conseguem vender às mercearias e supermercados 30% da fruta que produzem por esta não ter o aspeto perfeito a que os consumidores estão habituados. Isto significa que 3 em cada 10 maçãs, 30 em cada 100 peras e 300 em cada 1,000 laranjas colhidas vão diretamente para o lixo.

Para além do desperdício alimentar que isto representa, esta situação tem um impacto ambiental considerável: gastam-se em vão água, energia e terreno para produzir alimentos que acabam no lixo. De seguida, a decomposição destes alimentos não consumidos emite gases associados ao efeito de estufa e aquecimento global, como o metano e o dióxido de carbono.

O desperdício alimentar leva também a um aumento dos preços dos produtos que chegam aos supermercados de forma a cobrir os custos de produção dos alimentos não aproveitados. Estudos demonstram que quando o dinheiro é escasso, surge uma tendência para poupar em fruta e legumes optando por alimentos mais baratos mas também menos saudáveis. Por isso, no contexto atual em que muitas famílias portuguesas enfrentam dificuldades financeiras, é particularmente importante acabar com este tipo de desperdício.

A solução para este problema é bastante simples: parar de deitar comida fora só porque é “feia”. Para ajudar a acabar com o desperdício alimentar no nosso país surgiu em 2013 a inovadora Cooperativa Fruta Feia. Foi o 2º prémio do concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian em conjunto com a COTEC em Junho de 2013, que impulsionou o arranque da cooperativa de consumo Fruta Feia CRL em Novembro de 2013.

Este projeto pretende “reduzir as toneladas de alimentos de qualidade que são devolvidos à terra todos os anos pelos agricultores e com isso evitar também o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção, como a água, as terras cultiváveis, a energia e o tempo de trabalho”.

Como? A Cooperativa Fruta Feia compra diretamente aos agricultores a fruta e legumes que estes não conseguem escoar para o mercado devido à aparência. Com estes produtos enchem cestas que depois vendem aos consumidores associados. A recolha das cestas pelos consumidores é feita uma vez por semana num dos três locais de entrega (dois em Lisboa e um na Parede). Neste momento a Cooperativa Fruta Feia é composta por uma rede de 34 agricultores e 800 consumidores associados. Pretendem levar a Fruta Feia até ao Porto já em 2016, mas ambicionam um dia abranger todo o país.

O impacto deste projeto não passou despercebido. Ao fim de apenas 6 meses de existência já era notícia no The New York Times. Foi considerada a Ideia do Ano pela Time Out, e recebeu vários prémios entre os quais se destaca o Prémio de Inovação do Crédito Agrícola.

O valor da Fruta Feia já se mede às toneladas: poupam-se semanalmente em Portugal 4 toneladas de fruta e legumes de excelente qualidade que, de outra forma, iriam parar ao lixo.

Caso se queira juntar a esta ideia, basta inscrever-se na página da Fruta Feia, pagar uma quota anual de 5 euros e comprar um cabaz semanalmente. Para além de poupar, compra fresco e local.

Foto: DR

CIIMAR conquista três novos projetos de Divulgação de Ciência

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Cadeias Tróficas Marinhas – Conhecer para Comunicar”, “Mar de Plástico” e “OceanLab – Protegendo os Oceanos: vem ao laboratório fazer connosco!”,  são os três novos projetos de divulgação de ciência do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), com financiamento aprovado pelas European Economic Area (EEA) Grants.

Os três projetos procuram contribuir para a educação e sensibilização dos cidadãos para o Bom Estado Ambiental das Águas Marinhas preconizado pela DQEM (Diretiva Quadro Estratégia Marinha), assim como promover a Literacia dos Oceanos, a valorização dos seus recursos marinhos e a sua preservação, através da realização de iniciativas de sensibilização junto das camadas mais jovens e público em geral.

O projeto “Cadeias Tróficas Marinhas” tem por objetivo sensibilizar e dotar o público escolar de uma série de conceitos e processos inerentes ao tema das relações tróficas marinhas assim como fornecer ferramentas para a aprendizagem autónoma e o desenvolvimento do pensamento crítico. Para tal, o projeto propõe realizar diversas iniciativas de sensibilização para alunos de diferentes níveis de ensino e público em geral, que incluem a construção orientada de produtos de comunicação de ciência originais e demonstrativos sobre o tema e que irão posteriormente integrar uma exposição Pop UP destinada a incentivar a adoção de boas práticas para a preservação dos ecossistemas marinhos e manutenção das cadeias tróficas.

O projeto “Mar de Plástico” pretende alertar e aumentar o conhecimento dos mais jovens para a problemática dos plásticos no Oceano, procurando incentivar a reflexão crítica sobre os possíveis contributos de cada um. Este projeto destaca-se pela exploração inovadora da arte como ferramenta de sensibilização da sociedade para questões ambientais. Através de uma colaboração com a Escola Superior Artística do Porto serão produzidas esculturas de grande tamanho com plástico reciclado e uma peça de teatro, para posterior exibição em locais públicos da cidade do Porto e escolas envolvidas no projeto. Este projeto, que se integra na Campanha Ocean Action, prevê ainda a realização de atividades de ciência experimental em 6 escolas da região do Porto, ações de limpeza de praias, uma exposição e a produção de vídeos educativos sobre o tema da poluição dos oceanos por plásticos.

Por fim, o projeto OceanLab envolve a criação de um laboratório específico no CIIMAR para receber jovens, professores e famílias, conduzindo-os numa abordagem holística à Literacia do Oceano. Com um programa dedicado à realização de um conjunto de experiências científicas hands-on, o OceanLab permitirá aos jovens colocar em prática, num contexto laboratorial, experiências relativas a princípios ligados à Literacia no Oceano, bem como à gestão integrada e à manutenção do Bom Estado Ambiental dos Oceanos.

Fonte: UP
Foto: DR

 

Bloomberg Business considera Lisboa a “São Francisco da Europa”

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Lisboa, a capital de Portugal, está a transformar-se. Quem diz é a “Bloomberg Business” de Nova Iorque, e compara-a a São Francisco.

É certo e sabido que temos uma ponte similar, os eléctricos, e os surfistas. Até agora, parecem ser a mesma cidade. Antes, faltava-nos a força tecnológica, mas a situação está a alterar-se e os investidores internacionais estão a dar pela mudança.

Carolyne Hyde, autora do artigo, começa por falar na Uniplaces, fundada há três anos e que tem como objectivo encontrar acomodação para estudantes, neste momento operando em 38 países. Ganhou apoios de, por exemplo, o fundador da Zoopla, Aliz Chestermane e de empresas de capital de risco como a Octupus Investments.

André Albuquerque, da Uniplaces, acha que o facto de se fazer uma comparação entre Lisboa e São Francisco é algo válido. Lisboa tem “um ambiente próspero ao crescimento e eu vejo muitas similaridades quanto à energia das pessoas que estão em ambas as cidades.”

O artigo fala também no facto de que “entretanto a Talkdesk – uma empresa de software para call centres – angariou milhões de investidores estratégicos, como a Salesforce.com, empresa de software americana. E a Google Ventures investiu dinheiro na tradutora de línguas Unbabel.”

“Todas as três startups portuguesas escolheram construir os seus negócios virados para o estrangeiro em Lisboa, em vez de se mudarem para núcleos tecnológicos mais desenvolvidos como Londres, Berlim ou Califórnia.” Pode ler-se no artigo da Bloomberg.

É de sublinhar também o facto de que não só estas empresas escolhem ficar em Lisboa mas como o facto de que começa a notar-se a crescente vinda de talento do exterior para Lisboa.

André diz: “Estamos a ver muitas pessoas a vir para Portugal de países estrangeiros, seja China ou Estados Unidos. (…) Estamos a ver toda a infraestrutura crescer e nascer no centro de Lisboa e a acomodar-se a esse crescimento.”

No topo disto tudo, mais boas notícias aparecem. O cenário do crescente aparecimento de start ups em Portugal vai ainda sofrer um boom quando Lisboa se tornar anfitriã do maior evento europeu de Start ups – o Web Summit, a partir de 2016.

As coisas aqueceram ainda mais, quando a Codacy – uma ferramenta automática de revisão de Code – sedeada em Lisboa ganhou a competição do último Web Summit. E assim, o evento que ao longo de 5 anos se realizou em Dublin, agora passa para Lisboa, e com isso a responsabilidade de receber cerca de 22.000 inovadores, investidores e media internacional.

“Eu acredito honestamente que Lisboa pode ser um dos canais de ligação entre a Europa e os E.U.A.” disse Alexandre Barbosa, um dos fundadores da investidora e incubadora Faber Ventures.

“Até ao momento, não existe nenhuma start up lisboeta que se tenha vendido a si própria a uma outra empresa de maior volume ou através de venda de acções.” “Lisboa precisa ainda de vendas do tipo que estimulam o crescimento continuo, como tem acontecido em Londres, e mais recentemente em Berlim”, escreve Carolyne.

É da opinião de muitos que, com as ambições em alta, existirão brevemente novas rondas de investimentos de elevados valores e que o Web Summit 2016 “será a plataforma perfeita para ver como é que a cidade se dá com a nova onda de talento tecnológico agora a rebentar na costa de Lisboa”.

Se a Excelência Portugal tem conseguido atingir os objectivos pretendidos, não teremos dificuldade em saber qual a conclusão a retirar deste conjunto de noticias: Os portugueses continuam a derrubar barreiras que ao longo do tempo foram criadas, na mente dos portugueses, mas também nas mentes daqueles que nos observam de fora e agora ficam cativados pelo nosso potencial.

 

Fonte: Bloomberg Business
Foto: flytacv

is.land studio of architecture – dupla de arquitectas insulares aposta em arquitectura sustentável e resiliente

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A devastação e flagelo que se faz sentir constantemente no Pacífico foi suficiente para as arquitectas portuguesas Carla Pereira e Rita Borges, naturais dos Arquipélagos da Madeira e Açores, escolherem as Filipinas como local para materializar as suas ideias. No âmbito do curso Designing Resilient Housing, desenvolveram o projecto de uma casa modular, low-cost e ecológica, capaz de resistir aos piores cenários de catástrofes naturais e que valeu-lhes o Award of Distiction pela Open Online Academy, de Nova Iorque.

São factores como o crescimento da população mundial, o disparo do consumo médio da humanidade, a exaustão dos recursos naturais, que colocam o planeta em completo estado de degradação e alerta. Se a Terra nos oferece tanto, por que razão o homem, mero inquilino do mundo, não cultiva o equilíbrio e insiste em esgotá-la? Será necessário ultrapassar os limites? Ou será o homem uma criatura tão egoísta e masoquista que sente prazer em caminhar para o suicídio e o ecocídio?

O alarmismo está instalado e desenvolvem-se atitudes para tentar recuperar (uma ínfima) parte da saúde da Terra. As intensas intervenções humanas no meio ambiente provocaram alterações climáticas que, consequentemente, originam desastres naturais que têm como resultado perdas humanas e materiais.

Se “os edifícios são como a nossa segunda pele, uma camada frágil que nos protege das adversidades do mundo exterior”, qual a razão para falharem na função para o qual estão destinados? A arquitectura encontrou uma resposta incrível e eficaz.

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Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro

Como matéria-prima recorreu-se ao uso de materiais locais como bamboo, pedra e madeira, de forma a reduzir os custos finais de construção. Por se tratar de uma habitação simples e fácil de construir, que ronda os 5.5000 euros, poderá suscitar a motivação da própria mão-de-obra local bem como a das famílias a usufruir dessas novas instalações.

Com o projecto da habitação modelar, passível de crescer conforme as necessidades das famílias, as arquitectas pretendiam desenvolver uma urbanização e proporcionar o crescimento urbano, de modo a que se criassem dinâmicas sociais e até mesmo o próprio desenvolvimento da economia local.

As duas arquitectas insulares vêem o projecto como um ponto de partida para impulsionar, inovar ou ate mesmo resolver a arquitectura (ou falta dela) nos arquipélagos. Ainda são muitos os casos de pobreza extrema e degradação que passam despercebidos e que se encontram “camuflados” em cada esquina das cidades.

Afirmam ainda que o grau de desenvolvimento do tempo em que vivemos não é proporcional ao nível de pobreza que ainda se faz sentir. São muitos os que carecem do direito a uma habitação confortável e segura e, de certo modo, esta habitação vem dar resposta a essas mesmas dificuldades.

Segundo as arquitectas Carla Pereira e Rita Borges “Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro” e essa ideia está, visivelmente, a ser bem conseguida.

Carla Pereira e Rita Borges
 
Duas arquitectas portuguesas que se conheceram em Itália, por entre estudos arquitectónicos direcionados para a arquitectura sustentável. Estas duas jovens são naturais dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, motivo pelo qual as levou a explorar mais aprofundadamente questões sobre a arquitetura sustentável, arquitetura de emergência e prevenção em situações de catástrofe. Desta forma pretendem desenvolver projectos que melhorem o mundo lá fora, mas primeiro o seu mundo cá dentro. Participaram em cursos internacionais promovidos pela IUAV Venezia, onde frequentaram programas de intercâmbio, tendo terminado os estudos na FAUP- Faculdade de Arquitetura do Porto e FAUTL- Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, respetivamente. 
Carla Pereira termina o curso com um tese de mestrado sobre arquitetura de emergência em África, centrada na temática da falta de condições de habitabilidade, relacionada com pobreza e problemas sociais de vitimas de desastres naturais envolvendo temas como a economia, problemas sociais e ambientais.
Rita Borges, por sua vez, termina o curso com uma tese de mestrado sobre desenvolvimento sustentável e ecológico recorrendo a uma arquitetura de prevenção, ou seja, questões de escassez de água em territórios insulares, relacionadas com as alterações climáticas, o crescimento da população mundial e a escassez de recursos. Desenvolveu uma solução alternativa recorrendo a energias renováveis, com a implementação de um sistema de dessalinização solar numa estufa, onde é possível obter água potável no mesmo local onde produz alimentos, o que proporciona o contacto com a população numa vertente educacional e por fim, o armazenamento de água potável, podendo ser distribuída localmente.
O interesse das jovens arquitectas por questões de sustentabilidade, arquitetura de emergência e prevenção fez com que estas desenvolvessem uma habitação low-cost para as Filipinas, resistente a desastres naturais, como os tufões e cheias, reconhecido a nível internacional. Com o feedback positivo que este projeto tem recebido entre o mundo da arquitectura e construcção, as arquitectas decidiram ir mais além, continuar com este tipo de projetos e assim surge o is.land Studio of Architecture.
 
is.land studio of architecture
 
Ambas as arquitectas, movidas pelos mesmos ideais originam, assim, o is.land Studio of Architecture que se foca num trabalho de carácter humanitário e numa arquitectura de prevenção. Pretende-se promover a integração e articulação de uma arquitetura humanitária com a arquitectura contemporânea e tradicional a que estamos habituados, desenvolvendo projectos de carácter urbano, contemporâneo, sustentável mas sobretudo, adaptado às realidades existentes hoje em dia, pensado para qualquer pessoa, e tendo em conta o cenário económico e social em que nos encontramos.
 
 
Fotos: DR