Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, abre ao público após obras de requalificação

Fotografia0141O Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, abre as suas portas ao público na próxima sexta-feira, a partir das 14.00 horas, após a inauguração das obras de requalificação deste monumento nacional. 

O presidente da Câmara de Elvas garante que o forte é “o maior perímetro fortificado do mundo” e que as autoridades quiseram “preservar a memória” nesta remodelação. O forte passa a ter várias funcionalidades além de captar turistas portugueses e espanhóis. O edil garantiu que a estrutura vai permitir a realização de “casamentos na capela, encontros de empresas, workshops, exposições, além de também estar pensado para acolher serviços educativos”.

O monumento foi reabilitado para ser considerado um dos espaços mais emblemáticos, apesar da vasta oferta que a cidade pode oferecer aos turistas em termos culturais.

A tecnologia também vai ajudar aqueles que não podem visitar algumas partes do monumento através de uma aplicação móvel. As estimativas apontam para 100 mil visitas durante 365 dias.

A reabilitação do monumento surge numa altura em que a cidade de Elvas integra o projecto Euro-cidades com a vizinha Badajoz para construir uma rede cultural cujo objectivo passa por agarrar os turistas durante vários dias na região. O responsável pelo município explica que “queremos ser um destino e não um local de visita temporário”.

A obra foi possível no âmbito do protocolo de transferência assinado entre a Autarquia e o Governo, em 2014, de cerca de 30 prédios militares, localizados em Elvas, do Estado para o município, sendo o Forte da Graça o mais emblemático.

A intervenção, orçada em cerca de 6,1 milhões de euros, vai ter uma segunda fase que se traduz na adaptação do mesmo para actividades culturais, que será também, alvo de candidatura a fundos comunitários.

Foto: DR

Nota Histórico-Artistica (in http://www.patrimoniocultural.pt/)

O Forte da Graça foi mandado construir por D. José I, no monte onde se encontrava a antiga capela de Nossa Senhora da Graça. O monte da Graça é um dos pontos mais altos da região, constituindo portanto um local de grande importância estratégica. Durante o cerco de Elvas (1658-1659), no contexto da Guerra da Restauração, o exército espanhol tomou o local e nele instalou uma posição de artilharia, a partir da qual atacou severamente a cidade. A situação repetiu-se em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando Elvas foi novamente sitiada. Finalmente, e logo em 1763, D. José I determinou a construção de uma fortaleza que permitisse completar o circuito defensivo da cidade. Do seu planeamento foi encarregado o Marechal Wilhelm von Schaumburg-Lippe, mais conhecido como Conde de Lippe, que viera de Inglaterra no ano anterior, para dirigir a defesa do reino.

    A ermida de Santa Maria da Graça foi destruída, tendo a imagem da Virgem que guardava transitado para a capela do forte, donde veio a desaparecer mais tarde com as invasões francesas. A obra foi muito exigente para a região, tendo nela trabalhado 3 a 4 mil homens, entre 1763 e 1792. O forte ficou de imediato conhecido como Forte de Lippe, e mais tarde, em 1777, por ordem de D. Maria I, por Forte de Nossa Senhora da Graça. A edificação resistiu ao ataque das tropas espanholas durante a Guerra das Laranjas (1801), e ao bombardeamento infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra Peninsular (1811).

      O forte é uma obra-prima da arquitectura militar europeia do século XVIII, tanto pela originalidade das soluções aí apresentadas, como pela sua monumentalidade. É constituído por três linhas de defesa. A obra mais exterior consta de um caminho coberto, defendido por canhoeiras, um hornaveque(do alemão hornwerk), composto por dois meios-baluartes ligados por uma cortina, e por um fosso seco, com 10 metros de largo. Segue-se uma estrutura quadrangular com 150 m de lado, com quatro baluartes nos vértices. Os panos de muralha, ou cortinas, são cobertos por revelins e rasgados pela porta principal, denominada Porta do Dragão, a Sul, e por “portas posteriores” ou poternas, protegidas por canhoeiras. Entre as cortinas e o segundo fosso desenvolvem-se inúmeras dependências, incluindo casernas e outras edificações. O reduto propriamente dito é uma torre de planta octogonal, com pisos abobadados, constando de capela no piso térreo e Casa do Governador nos pisos nobres. Por baixo da capela existe uma notável cisterna. O reduto é defendido por três ordens de baterias em casamatas, com canhoneiras. SML

      Nota: A Excelência Portugal efectuou visita ao Forte da Graça a convite da Câmara Municipal de Elvas

      Mafalda Arnauth – 20 anos de carreira em entrevista

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      Mafalda Arnauth é um dos nomes incontornáveis do “Novo Fado” e comemora vinte anos de carreira. A Excelência Portugal quis associar-se a esta data marcante e entrevistou-a.

      A fadista portuguesa revelou o lado profissional, tendo confessado que ainda sente algum nervosismo antes dos espectáculos. Na entrevista garante que o fado já conquistou os mais novos e recorda Amália Rodrigues com saudade. 

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      Os próximos projectos estão relacionados com o fado?

      Não consigo fugir ao fado porque continuo a ter alma de fadista, mas também é importante experimentar outras coisas. O fado vai estar sempre presente na minha vida

      Que recordações guarda de Amália Rodrigues?

      Amália foi uma referência como pessoa por causa do lado humano. Teve carisma e originalidade, além da voz que tinha. Era uma pessoa fascinante.

      Qual é a essência do fado?

      A essência do fado é inspirada na vida quotidiana, no dia-a-dia das pessoas mais simples. Por essa razão é transversal e não tem classes sociais, géneros ou idade.

      Qual a mensagem que pretende transmitir nas letras?

      O meu fado é criado nessa vida porque sou observadora do mundo, dos outros e de mim própria. Estou em constante análise. Procuro transmitir às pessoas o melhor de mim, mas também dizer às pessoas que podem construir a vida com muito esforço e trabalho. Nós somos os motores das nossas vidas.

      Qual é o seu público?

      A fidelidade dos públicos também não é total por causa da oferta que existe. No entanto, o que mais impressiona nos concertos é a presença de crianças.

      Qual a sua opinião relativamente à nova geração?

      A nova geração tem um talento que conquista o público mais novo. Neste momento há grandes vozes. Houve um tempo de ausência. Desde o início do século houve um despertar do interesse por parte da nova geração em relação ao fado. Temos fado para durar.

      Como prepara os espectáculos?

      Os espectáculos são preparados com alguns dias de antecedência. Tenho os meus próprios horários para entrar no espírito. Gosto de cuidar a minha imagem. Também é necessário saber gerir o descanso.

      Ainda sente nervosismo?

      Sim, mas isso representa responsabilidade quando estamos no palco porque sentimos a emoção das pessoas na nossa voz. Não podemos encarar isso de forma leviana.

       

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      IBM atribuiu Prémio Científico a Ricardo Silveira Cabral

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      A IBM Portugal distinguiu o jovem Ricardo Silveira Cabral com o 25º Prémio Científico. O açoriano de 29 anos construiu uma base de dados que permite aproximar os computadores e as pessoas.

      O investigador do Instituto Superior Técnico foi o autor do trabalho vencedor cujo título “Unificação de modelos low-rank para problemas de aprendizagem virtual”, visa dar mais um passo na área da visão computacional no sentido de melhorar os resultados em aplicações relacionadas com a robótica, arquitectura, realidade virtual, navegação e mapeamento de território. Neste momento, os sistemas estão a ser utilizados para detectar automaticamente melanomas e efectuar gestão de filas no aeroporto de Lisboa.

      A cerimónia contou com a presença do Presidente da República e decorreu na Fundação Champalimaud. “Será desejável e expectável que a actividade e a produção de conhecimento da comunidade científica venham a ter uma presença cada vez maior no nosso tecido empresarial, com benefícios para a criação de riqueza e de emprego”, afirmou Sua Excelência o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

      O responsável máximo da IBM Portugal, António Raposo de Lima, afirmou que “tem sido um privilégio premiar as áreas de investigação em Portugal ao longo de 25 anos”. Raposo de Lima considerou que a distinção ao trabalho do jovem açoriano “enquadra-se na estratégia da empresa porque estabelece uma relação entre os computadores e as empresas”, tendo acrescentado que “já se encontra a funcionar em alguns hospitais”. Por outro lado, o presidente do júri, Carlos Salema, lamentou que “em Portugal não é muito vulgar premiar a excelência na ciência”.


      Sobre o
      Prémio Científico IBM

      A IBM Portugal instituiu o Prémio Científico em 1990, com a finalidade de distinguir trabalhos nos mais diversos domínios do conhecimento da Ciência e Tecnologia. Pretende-se estimular jovens investigadores portugueses ou a residir em Portugal desde há três anos a divulgarem os seus projetos, fomentando o relacionamento entre as comunidades industriais, académica e de investigação científica.

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      Inforyou pretende melhorar a imagem dos portugueses

       

      A aplicação fornece informações das lojas e produtos relacionados com moda

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      O sonho de Afonso Gama Prole de criar uma empresa na área da moda nasceu no Verão do ano passado, mas foi a partir de Setembro deste ano que o projecto começa a ganhar visibilidade. A Inforyou é uma rede social centrada no local search e no acommodation system. O primeiro permite aos utilizadores acederem às lojas de marcas de vestuário e adicionar a localização do estabelecimento. Por seu lado, o accomodation system garante a possibilidade de fazer check-in e publicar fotografias. No entanto, a aplicação tem uma novidade recente. Qualquer pessoa pode saber se alguma celebridade comprou determinado artigo nas lojas ou se a marca é amiga do ambiente.

      A Start-Up conta com quatro pessoas e pretende conquistar um nicho de mercado “que não está desenvolvido”. A Inforyou quer estar presente em Portugal e Reino Unido, em particular na capital britânica, embora também esteja no horizonte crescer no resto da Europa e Estados Unidos. Numa primeira fase, a promoção tem sido feita aos bloggers de moda, às marcas e a determinadas personalidades, além da aposta nas várias redes sociais.

      As preocupações com a imagem também já chegaram aos homens. Nos últimos anos surgiram várias empresas com os mesmos serviços da Inforyou. O projecto tem factores de distintivos em relação às restantes marcas. O CEO explica que “as pessoas podem ter uma opinião mais profissional acerca das marcas, consultar a informação do produto quando estão nas lojas, além de estar constantemente actualizada”.

      O apoio aos jovens empresários é uma realidade que assegura oportunidade. Afonso Gama Prole assegura que “os bancos e as empresas de investimento auxiliam no arranque das start-up”, mas confidencia que “não procurámos financiamento para o projecto”. O jovem acredita que o empreendedorismo vai ter impacto social em Portugal nos próximos anos.

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      Kailua – empreendedorismo jovem na restauração

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      A crise financeira não impediu a empresária Sara Coelho de abrir um negócio na área da restauração na Margem Sul. O projecto chama-se Kailua e conta com dois restaurantes de praia, sendo que o terceiro deverá ser em Lisboa, embora o Algarve também seja um objectivo porque é “um dos sítios mais fortes para a praia”. No entanto, a ambição da empresária ultrapassa o território nacional.

      Os restaurantes estão abertos durante todo o ano porque no Inverno também há clientes. Sara Coelho explica que “não temos mais dificuldades durante este período já que o negócio de praia não é sazonal”. Nos próximos anos, a empresária pretende estruturar a empresa para passar à parte do franchising.

      No princípio houve dificuldades na gestão, mas quando o projecto teve a intervenção de um coach, começou o ciclo positivo. Na última edição do “Business Excellence & Forum Awards”, o projecto foi distinguido com dois prémios para melhor empresa do ano, tendo a responsável sido consagrada na categoria de jovem empresária de 2015. Sara Coelho disse que o galardão representa “o reconhecimento pela mudança de paradigma e de termos saído da zona de conforto”, tendo acrescentado que “deveria haver prémios todos os meses para motivar os empresários”.

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      A atitude positiva com que a empresária encarou os desafios tem reflexo no discurso. Sara Coelho entende que “as pessoas não arriscam por razões culturais”, mas também critica a formação escolar, em particular a forma como não se educa uma pessoa para ser empreendedora, mas trabalhar por conta de outrem.

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      as pessoas não arriscam por razões culturais

      Por estas razões a palavra crise nunca esteve no vocabulário de uma empresária que está sempre à procura de “um objectivo novo” por nunca se sentir satisfeita.


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      Agência Nylon ganha força no mercado nacional da publicidade tradicional e digital

      nylon 1Um norte-americano criou uma empresa composta por vários jovens portugueses, que se dedicam todos os dias à empresa de publicidade. A vontade de triunfar e arriscar são as principais características de um grupo que decidiu vestir a camisola, em prol do sucesso colectivo, mas também para ajudar na recuperação económica do país.

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      A agência de publicidade Nylon nasceu em 2010 pela mão do norte-americano Joah Santos para ajudar as marcas na promoção dos seus produtos em várias plataformas, nomeadamente na imprensa, nos outdoors, filmes, mas sobretudo nos canais digitais. O director criativo, João Gomes de Almeida, define a empresa como “uma agência 360º devido à especialização obrigatória por causa do aparecimento das plataformas digitais”.

      A crise financeira atingiu uma boa parte da publicidade tradicional que teve consequências na forma como os órgãos de comunicação social tiveram de se adaptar aos novos tempos. João Gomes de Almeida explica que “a publicidade sofreu com a crise, mas também teve capacidade para sair dela”. As plataformas digitais saíram beneficiadas com a procura de novas formas de lucro. O director criativo garante que “a publicidade digital vai continuar a subir porque representa uma grande fatia do mercado”, tendo acrescentado que “as pessoas estão muito ligadas à tecnologia inserida nos telemóveis”. A comunicação digital permite às marcas selecionarem os clientes. O account director da Nylon em Portugal, Pedro Miguel Garcia, afirma que “as marcas conseguem ter uma comunicação mais focada”.

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      ARRISCAR

      Os novos meios à disposição dos agentes publicitários e dos consumidores não é totalmente aproveitada pelos primeiros. Pedro Miguel Garcia considera que “ainda existe muito apego à publicidade tradicional, já que, no digital cobra-se pouco”. O account director garante que “a imprensa tradicional continua a ser visto como algo nobre pelos clientes”. As razões invocadas criam um sentimento de pouco risco nas empresas que escolhem a Nylon para trabalhar. Os dois fazem um apelo para os clientes deitarem as regras do passado para trás e arriscarem mais no sentido do “mercado português voltar a ser relevante no estrangeiro”.

      A internacionalização é uma das apostas da empresa que já conta com vários prémios nacionais e internacionais. O último foi atribuído pela Meios & Publicidade que considerou a Nylon como melhor agência do ano. Neste momento, o mercado angolano, sul-africano e norte-americano são os mais procurados. João Gomes de Almeida acredita que a “língua portuguesa pode ser uma oportunidade para fazer negócios”.

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      EMPREENDEDORISMO

      O início da aventura começou um ano antes da presença da troika em Portugal. No entanto, nos últimos meses só se fala em empreendedorismo jovem. Os dois membros da equipa da Nylon aplaudem o esforço que está a ser feito por pessoas, empresas e outros agentes, embora sejam unânimes na importância de alterar mentalidades no nosso país. João Gomes de Almeida entende que “as pessoas têm de assumir o risco, o que implica trabalhar mais para fazerem coisas novas em termos de empreendedorismo”. Por seu lado, Pedro Miguel Garcia critica a “incapacidade dos portugueses mudarem”.

      Fotos: DR

      Bradley Sugars em entrevista

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      O responsável pelo ActionCoach esteve em Portugal para participar na entrega dos prémios “Business Excellence Forum & Awards”. Bradley J.Sugars realizou uma palestra sobre mecanismos para melhorar a produtividade e o lucro das empresas. Nos últimos anos vendeu milhares de livros nesta matéria. O último chama-se “Buying Customers”. A Excelência Portugal teve a oportunidade de trocar algumas palavras com o empresário.

       

      1- Como analisa o empreendedorismo em Portugal?

      Os portugueses são empreendedores desde a Idade Média por terem descoberto grande parte do mundo. Nos dias de hoje, devem acreditar no vosso potencial porque muitas empresas sobreviveram à crise. Por estas razões a economia vai recuperar. Os meus colegas do ActionCoach Portugal dizem que há sinais de melhoria, nomeadamente no sector do turismo.

      2- Os empresários portugueses são ambiciosos?

      A maioria dos empresários não pretende sair da zona geográfica. Por exemplo, como Portugal tem 11 milhões de habitantes devem apostar no Brasil, já que o dobro das pessoas fala a mesma língua. A economia global obriga os empresários a terem que apanhar o avião com destino às oportunidades de negócio.

      3-Que investimento pretende fazer em Portugal?

      Neste momento estou focado no crescimento do ActionCoach em Portugal. Por causa do projecto traduzi os meus livros para português, além de vir ao vosso país duas vezes por ano. O ActionCoach tem um papel fundamental na economia portuguesa nos próximos anos, já que, premiamos os esforços dos jovens empresários, mas também dos mais experientes. Neste momento, o meu foco incide mais nos negócios na Austrália, Estados Unidos e Inglaterra.

      4- Os empresários conseguem alcançar a satisfação total?

      A experiência adquirida ao longo dos últimos 20 anos leva-me a concluir que, no mundo dos negócios, há um ciclo que tem de ser respeitado. Os donos das empresas têm um sentimento emocional com os negócios, comparável com o que sentem em relação à família. Nos negócios temos de ser mais racionais para realizar alterações, mesmo que prejudiquem as famílias. Ou seja, é preciso dar um passo atrás para enfrentar os desafios com mais segurança.

      Foto: André Areias

      Prémios Business Excellence Forum & Awards (BEFA) Portugal

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      A ActionCoach Portugal organizou os “Business Excellence Forum & Awards” para premiar o empreendedorismo nacional. A sessão contou com a presença do chairman da empresa a nível internacional, Bradley J.Sugars e da apresentadora Carla Rocha. No evento também estiveram os atletas olímpicos Telma Monteiro, Nuno Barreto, Joaquim Videira, Marisa Barros e Filipa Cavalleri, que falaram sobre a melhor forma de gerir uma carreira. No entanto, o momento mais alto foi a atribuição dos prémios aos empresários.

      O australiano Bradley Sugars criticou os empreendedores portugueses por “pensarem pequeno”, embora destacando a forma como “sobreviveram à crise”. A palestra serviu para os empresários aprenderem como rentabilizarem o negócio. A Apple e o Cirque du Soleil foram apontados como casos de sucesso pela forma como conseguiram adaptar o negócio aos novos tempos. Carla Rocha falou sobre a importância da comunicação no mundo empresarial. No seu entendimento, a empatia, poder de síntese, objectividade, clareza, escuta e a autenticidade são os pontos fundamentais na comunicação.

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      Os cinco atletas olímpicos presentes transmitiram uma mensagem positiva aos empreendedores, tendo encontrado semelhanças entre os desafios de um desportista e dos empresários. Todos chegaram à conclusão que os bons e maus momentos, as questões financeiras e as avaliações fazem parte da vida profissional.

      Premiados

      Na sessão foram atribuídos dez prémios em diversas categorias. A especialista em consultoria e certificação de sistemas informáticos, WinTrust, arrecadou os dois prémios mais importantes. A empresa fundada por Filipe Carlos venceu as categorias de empresa com crescimento mais rápido em número de trabalhadores e companhia mais inovadora. A Kailua de Sara Coelho também conquistou dois troféus, nomeadamente para melhor empresa e jovem empreendedora do ano. Por sua vez, Hélio Gaspar arrecadou o título de empreendedor do ano e Sidónia Faustino da Kitsec com a versão feminina do mesmo prémio. Ainda houve tempo para mais três distinções. Paulo Pinto da Impacto foi considerado o CEO do ano, enquanto a 432 efectuou a melhor campanha de marketing em 2014. Por fim, a LTintas ganhou o prémio de melhor cultura empresarial e a Florineve conquistou o título de empresa com ou sem fins lucrativos que criou maior impacto na comunidade.

      Uma nota para a forma como o responsável pela ActionCoach Portugal dirigiu o evento. Ken Gielen teve a missão de criar um ambiente divertido e descontraído durante a tarde.

      Fotos: DR

       

      Embaixadora de Cuba elogia entusiasmo dos parceiros lusos

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      As relações diplomáticas entre Portugal e Cuba, bem como a assinatura do recente acordo com os Estados Unidos da América foram os temas principais da intervenção da Embaixadora de Cuba em Portugal, Johana Tablada de la Torre, num evento organizado pelo International Club Of Portugal em Lisboa.

      A representante cubana no nosso país abordou a amizade mantida entre Portugal e Cuba ao longo das últimas décadas, tendo realçado os benefícios que as duas economias têm tido devido à cooperação empresarial. Johana de la Torre considera que “temos parceiros entusiastas em Portugal”.

      Os últimos acordos assinados abrangem a protecção do investimento, dupla tributação, acordos culturais e a saúde. A Embaixadora identificou as energias eólicas e a indústria como as áreas prioritárias. No seu entendimento “Portugal foi um dos países que mudou a sua matriz energética”.  Na saúde, Portugal é o único Estado-Membro “que estabeleceu um acordo com Cuba”.

      A diplomata tem esperança que a cooperação se mantenha nos próximos anos. Neste momento vivem e trabalham mais de mil cubanos em Portugal.

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      Diplomacia com os Estados Unidos

      Durante a intervenção também houve espaço para falar sobre a recente aproximação com os Estados Unidos. Johana de la Torre ficou satisfeita com as iniciativas de Raúl Castro e Barack Obama, mas entende que só o fim do bloqueio económico poderá trazer alterações substanciais a nível político e que tenham reflexo na qualidade de vida da população.

      Fotos: DR

       

      Mico da Câmara Pereira – 30 anos de carreira em entrevista

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      O cantor português revela os segredos do novo disco “A tua voz é saudade”. O lançamento do projecto está previsto para 2016 e visa celebrar os 30 anos de carreira. O trabalho conta com a participação de vários convidados, como Luís Represas e Mafalda Arnauth, mas o músico confessa que sente emoção por voltar a cantar ao lado dos irmãos.

      Quando vai sair o novo trabalho?

      Pretendi festejar os meus 30 anos de carreira com o lançamento de um disco em 2016. Durante muitos anos estive ligado ao fado, mas depois fartei-me e comecei a cantar música ao vivo. O disco é um regresso às origens. Há um ano comecei a fazer apresentações do projecto. Convidei o Luís Represas, a pianista Olga Pratts, Mafalda Arnauth, Nôa e Silvestre Fonseca. Também participam a minha irmã Francisca, que se estreia, e os meus irmãos Gonçalo e Nuno, tendo sido com o último que me profissionalizei.

      Como é a estrutura do CD?

      O disco tem 14 temas, sendo que dez são cantados a solo e mais quatro duetos. A primeira música chama-se “A tua voz é saudade”, e termina com o tema “Trovante”. Queria comemorar os 30 anos com mais pessoas.

      O que sente ao cantar com os seus irmãos?

      Tenho enorme respeito por eles. É emotivo.

      O concerto que lhe ficou na memória?

      Aquele que fiz este ano no teatro Garcia de Resende em Évora, porque estava cheio devido à presença dos meus amigos e da minha professora na adolescência.

      Quais foram os temas que gostou mais de tocar? E a personalidade?

      A música “À Sombra da Lua” que abre o CD em 2002. O segundo gravado com o Rui Melo no tema “Por viver assim”. Em relação à pessoa foi a Mafalda Veiga nos Musicais onde cantámos a “Tatuagem”.

      O fado ainda faz parte da vida dos portugueses?

      O fado nunca deixou de ser importante, mesmo quando foi maltratado pelas elites porque quem o cantava era mal visto. O povo nunca o deixou morrer. Neste momento, está na moda por ser património imaterial da humanidade. Cada vez há mais pessoas a cantá-lo bem, além de existirem guitarristas de qualidade. O fado clássico continua-se a ouvir nas casas, como acontece em Alfama e na Mouraria. É uma música do mundo em constante evolução.

      Qual a sua opinião relativamente à nova geração de fadistas?

      Existem bons cantores como a Mariza, Camané, Ricardo Ribeiro, Carminho, Ana Moura, que abriram o fado a outra musicalidade. O aparecimento de novas vozes resulta do desenvolvimento do fado. Hoje em dia pode-se cantar quase tudo em fado.

      Como se distingue o fado tradicional do moderno?

      Existem três passos que são a pedra basilar do fado: corrido, mouraria e menor. Entre o corrido e o mouraria existe um cariz musical diferente. Os fados que foram apareceram são músicas cantados com guitarra portuguesa, o que dá uma sonoridade própria.

      A memória de Amália ainda está presente nos portugueses?

      Ninguém vai conseguir repetir o aparelho vocal de Amália Rodrigues.

       

      Foto: DR