Bloomberg Business considera Lisboa a “São Francisco da Europa”

Autor: Inês Pessoa de Amorim    Data: 7-11-2015
Publicado em: Economia, Empreendedorismo, Empresas, Inovação, Notícias, Startups

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Lisboa, a capital de Portugal, está a transformar-se. Quem diz é a “Bloomberg Business” de Nova Iorque, e compara-a a São Francisco.

É certo e sabido que temos uma ponte similar, os eléctricos, e os surfistas. Até agora, parecem ser a mesma cidade. Antes, faltava-nos a força tecnológica, mas a situação está a alterar-se e os investidores internacionais estão a dar pela mudança.

Carolyne Hyde, autora do artigo, começa por falar na Uniplaces, fundada há três anos e que tem como objectivo encontrar acomodação para estudantes, neste momento operando em 38 países. Ganhou apoios de, por exemplo, o fundador da Zoopla, Aliz Chestermane e de empresas de capital de risco como a Octupus Investments.

André Albuquerque, da Uniplaces, acha que o facto de se fazer uma comparação entre Lisboa e São Francisco é algo válido. Lisboa tem “um ambiente próspero ao crescimento e eu vejo muitas similaridades quanto à energia das pessoas que estão em ambas as cidades.”

O artigo fala também no facto de que “entretanto a Talkdesk – uma empresa de software para call centres – angariou milhões de investidores estratégicos, como a Salesforce.com, empresa de software americana. E a Google Ventures investiu dinheiro na tradutora de línguas Unbabel.”

“Todas as três startups portuguesas escolheram construir os seus negócios virados para o estrangeiro em Lisboa, em vez de se mudarem para núcleos tecnológicos mais desenvolvidos como Londres, Berlim ou Califórnia.” Pode ler-se no artigo da Bloomberg.

É de sublinhar também o facto de que não só estas empresas escolhem ficar em Lisboa mas como o facto de que começa a notar-se a crescente vinda de talento do exterior para Lisboa.

André diz: “Estamos a ver muitas pessoas a vir para Portugal de países estrangeiros, seja China ou Estados Unidos. (…) Estamos a ver toda a infraestrutura crescer e nascer no centro de Lisboa e a acomodar-se a esse crescimento.”

No topo disto tudo, mais boas notícias aparecem. O cenário do crescente aparecimento de start ups em Portugal vai ainda sofrer um boom quando Lisboa se tornar anfitriã do maior evento europeu de Start ups – o Web Summit, a partir de 2016.

As coisas aqueceram ainda mais, quando a Codacy – uma ferramenta automática de revisão de Code – sedeada em Lisboa ganhou a competição do último Web Summit. E assim, o evento que ao longo de 5 anos se realizou em Dublin, agora passa para Lisboa, e com isso a responsabilidade de receber cerca de 22.000 inovadores, investidores e media internacional.

“Eu acredito honestamente que Lisboa pode ser um dos canais de ligação entre a Europa e os E.U.A.” disse Alexandre Barbosa, um dos fundadores da investidora e incubadora Faber Ventures.

“Até ao momento, não existe nenhuma start up lisboeta que se tenha vendido a si própria a uma outra empresa de maior volume ou através de venda de acções.” “Lisboa precisa ainda de vendas do tipo que estimulam o crescimento continuo, como tem acontecido em Londres, e mais recentemente em Berlim”, escreve Carolyne.

É da opinião de muitos que, com as ambições em alta, existirão brevemente novas rondas de investimentos de elevados valores e que o Web Summit 2016 “será a plataforma perfeita para ver como é que a cidade se dá com a nova onda de talento tecnológico agora a rebentar na costa de Lisboa”.

Se a Excelência Portugal tem conseguido atingir os objectivos pretendidos, não teremos dificuldade em saber qual a conclusão a retirar deste conjunto de noticias: Os portugueses continuam a derrubar barreiras que ao longo do tempo foram criadas, na mente dos portugueses, mas também nas mentes daqueles que nos observam de fora e agora ficam cativados pelo nosso potencial.

 

Fonte: Bloomberg Business
Foto: flytacv