Science4You: uma empresa portuguesa que leva os brinquedos muito a sério

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Depois de uma experiência de trabalho pouco satisfatória e com apenas 22 anos, Miguel Pina Martins decide agarrar no seu projeto de fim de curso e torná-lo realidade. Em Janeiro de 2008 nasce a Science4You, uma das Startups de maior sucesso que veio revolucionar o mercado dos brinquedos.

A ideia surge durante um trabalho de final de curso na licenciatura de Gestão no ISCTE e nunca desapareceu das opções de Miguel Pina Martins, o CEO da atual empresa. Depois de seis meses a trabalhar na banca de investimento, a ideia ganha vida e é fundada a Science4You. Com o espírito empreendedor e energia característica do jovem empresário, a empresa nasce com o objetivo de melhorar os níveis de educação na Sociedade, através do desenvolvimento de brinquedos e jogos que permitissem às crianças aprender enquanto brincam.

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“Aprender a Ciência de forma lúdica” é o mote que está presente na idealização de qualquer produto. Os brinquedos estão sempre relacionados com um tema científico que é abordado de uma forma interactiva e apelativa para as crianças. Criações como o Carro Eólico, Avião Solar ou a Fábrica de Sabonetes fazem as delícias dos miúdos e dos graúdos. E no meio das 350 referências actualmente disponíveis, a maioria a um preço bastante acessível, o difícil é mesmo escolher.

Um dos pontos chave do sucesso e da rápida aceitação dos seus brinquedos científicos é o seu carácter educativo. Os brinquedos convencem os pais antes de encantarem os filhos. Isto porque lhes dá a oportunidade de consolidar os conhecimentos que aprendem na escola aplicados na prática através dos próprios brinquedos.

Os produtos tem a certificação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, parceira da empresa desde a sua origem, o que garante aos pais a qualidade dos produtos. Nos último anos tem estendido o seus portfolio que conta já com a organização de festas de aniversários, campos de férias; cursos de formação e animação científica.

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E se no início começou como uma StartUp, hoje pode-se afirmar que é uma empresa sólida e reconhecida no mercado. A  Science4you comercializa atualmente os seus brinquedos em mais de 15 países. Conta já com escritórios próprios em Portugal (Lisboa e Porto), Espanha (Madrid) e no Reino Unido (Londres) e um dos principais objetivos  é que 60% da faturação seja proveniente dos mercados internacionais. Para satisfazer a procura a empresa tenciona empregar este ano cerca de 200 pessoas. Para além dos escritórios, a empresa possui 25 espaços próprios e cerca de três mil postos de venda.  A brincar a brincar,  assunto já é sério: em 2014 a Science4you faturou 6,5 milhões de euros  sendo que a previsão para 2015 é de 12 milhões de euros.

E qual a fórmula do sucesso?  Um equipa jovem, dinâmica e empenhada no projeto. Engenheiros, biólogos, gestores  designers e sociólogos que se sentam à mesa para encontrar novos brinquedos, novos temas, novos mercados e projetos. Poderá não ser o único ingrediente para o sucesso, mas a qualidade e multidisciplinaridade da equipa é decerto um fator fundamental para as conquistas alcançadas por esta empresa.

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E os reconhecimentos não tardaram a aparecer.  Em 2010, Miguel Pina Martins ganha o Prémio de Empreendedor do ano atribuído pela Comissão Europeia e no mesmo ano a Science4you é reconhecida pelo governo Britânico através do Business Internalization Award. Em 2014 vence o  prémio Start Up of the Year através da Portugal Ventures e recebe o prémio Líder na categoria Empreendedorismo pela LIDE Portugal. Mais recentemente destacou-se com o  Prémio Produto do Ano, na categoria Brinquedos Didáticos, que veio demonstrar o reconhecimento mais importante de todos: clientes que valorizam a inovação dos produtos e certificam a qualidade desta marca.

Crianças contentes, pais satisfeitos e a Ciência disponível para todos fazem da Science4you uma empresa de sucesso.

 

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Portugueses “vêem” o “primeiro” Exoplaneta

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O exoplaneta –     planeta que orbita em torno de uma estrela que não o nosso Sol, i.e. um planeta de um outro “sistema solar” – 51 Peg b foi “visto” – isto é a sua luz reflectida foi detectada –  por uma equipa de cientistas liderada por Jorge Martins, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), como podemos ler no site de divulgação científica dedicada à Astronomia Portuguesa e não só, AstroPt

 

O planeta 51 Peg b tem uma carga histórica associada, visto ter sido o primeiro exoplaneta a ser descoberto. A descoberta deu-se há 20 anos atrás, em 1995, quando Michel Mayor e Didier Queloz publicaram na revista Nature, a detecção dos efeitos gravitacionais deste planeta no seu “Sol”, a estrela 51 do Pégaso, que se encontra a 51 anos-luz do sistema solar. Foi o primeiro planeta da classe “Júpiteres Quentes”  – exoplanetas gigantes compostos sobretudo por gás, tal como Júpiter, mas que ao contrário deste completam a sua órbita em poucos dias.

Agora, em 2015, a equipa liderada por Jorge Martins utilizou uma técnica inteligente para medir a luz reflectida do exoplaneta 51 Peg b. Aqui na Terra, mais em particular no Observatório de La Silla, no Chile, apenas nos chega uma pequena fracção da luz emitida pela estrela 51, e apenas uma ínfima parte dessa fracção é da responsabilidade da reflexão no planeta 51 Peg b. Assim os autores pensaram que, se a cada espectro da estrela removermos um espectro base 51 do Pégaso, o que sobra é um espectro débil da luz reflectida pelo planeta. Esta estratégia necessita de muita luz recolhida da estrela, e para isso é necessário utilizar um telescópio de muito grande abertura, que neste caso se chama HARPS e se encontra no Chile.

Estes resultados foram publicados na revista internacional “Astronomy and Astrophysics” e são só mais um sinal da bela relação que há entre os astrónomos portugueses e os exoplanetas.

 

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vide: http://www.astropt.org/2015/04/06/equipa-liderada-por-portugueses-detecta-luz-reflectida-pelo-primeiro-exoplaneta/

David Machado – vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura

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David Machado é um escritor português que embora seja mais conhecido pelos livros infantis, no presente ano, venceu o Prémio da União Europeia para a Literatura com a sua obra “Índice Médio de Felicidade” (2013), um romance que descreve a repercussão da crise económica sob a população.

Mas o mérito deste escritor já foi reconhecido anteriormente, em 2005 foi galardoado com o prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e Expresso com “A Noite dos Animais Inventados” e em 2010 com a obra “O Tubarão na Banheira” recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/ RTP. Sendo da bibliografia do autor dois romances, cinco livros de crianças e um conjunto de contos! Para além de marcar presença em vários encontros de literatura nacionais e ser publicado além-fronteiras, em países como Itália, Marrocos, Alemanha e Reino Unido.

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Eu queria com esta história, sobretudo, perceber como é que alguém que sempre esteve satisfeito com a sua vida, ao deparar-se com as mais variadas situações descritas, aguenta.

David, se pudesse descrever a sua obra “Índice Médio de Felicidade” em pequenas palavras, que diria?
O livro enquadra-se num contexto de crise, aliás retrata o contexto económico e financeiro em que vivemos nos últimos anos. Mas é sobretudo a história de um homem em crise, o “Daniel”. Um homem que sempre se sentiu feliz e satisfeito com a sua vida, como muito se diz um “optimista”, mas que de repente se vê confrontado com várias vicissitudes. Várias coisas lhe acontecem desde o desemprego, o desemprego da mulher que acaba por ficar separada fisicamente dele, com os filhos, por ter que trabalhar noutro local onde consegue arranjar emprego. A certa altura perde a casa, acabando por ir viver para o carro, continuando sucessivamente a acontecer cada vez mais desastres.

Eu queria com esta história, sobretudo, perceber como é que alguém que sempre esteve satisfeito com a sua vida, ao deparar-se com as mais variadas situações descritas, aguenta. Como se costuma dizer, em que lhe “tiram o chão debaixo dos pés”. É então que ele, forçosamente coloca em causa a sua felicidade, optimismo e planos para o futuro! A forma como se relaciona com as pessoas que lhe rodeiam, ou como este encara a própria vida. A forma como guiou o futuro dos seus próprios filhos, um adolescente e um pré-adolescente, o que é que ele espera ou se pode acreditar que, de alguma forma, eles poderão ter alguma espécie de futuro… Tudo enquadrado na situação actual.

Atendendo ser enquadrado no panorama actual, as palavras proferidas levam-me a questionar se a história tem uma base real ou empírica.
Antes de mais, não é de todo uma autobiografia. Parte de uma questão pessoal que é a esta da felicidade e nesse sentido o “Daniel” não sou eu, mas identifica-se bastante comigo. Eu sempre me senti uma pessoa feliz, satisfeita com a vida e isso sim, é um ponto de ligação com a realidade. Mas de resto as restantes personagens, episódios não vêm de mim.

É certo que aparecem situações reais que eu li em jornais, ou vi na televisão. Embora sejam coisas que possam parecer absurdas ou extremadas, como o homem ir viver para o carro, são cenários que, infelizmente, de facto acontecem! Outra situação que aparece no livro, por exemplo, é um episódio de adolescentes serem violentos para um sem-abrigo. Nestes e outros episódios retrato a realidade, embora não seja com base na minha vida.

Para mim a literatura serve, antes de mais, para me fazer pensar e depois, quem sabe, o leitor.

Qual foi o seu objectivo a redigir esta obra? Procurava partilhar a sua visão acerca da felicidade?
Acima de tudo eu queria debruçar-me , falar, sobre a felicidade! Para mim esse era o tema base, por sempre me ter questionado da minha felicidade. Eu queria compreender o porquê de eu ser feliz, o porquê de outras pessoas aparentemente em melhor situação que eu, não o são. Compreender o que tem de acontecer para alguém não ser feliz, daí ter usado a vida destas personagens, e sobretudo a do “Daniel”.

Para mim a literatura serve, antes de mais, para me fazer pensar e depois, quem sabe, o leitor. Daí que não é tanto o partilhar, até porque não acho que a minha ideia seja a mais extraordinária, ou mais relevante do que a dos outros. Eu com este livro cheguei às minhas conclusões e sei que há leitores que chegaram a conclusões diferentes e ainda bem.

Pode afirmar ter alcançado esse objectivo?
Sim, claro que sim. É óbvio que nunca chegamos a respostas absolutas e nem todas as perguntas têm respostas. Há inclusive muitas perguntas que não suscitam respostas, mas sim, mais perguntas! O que às vezes é o mais importante.

Acerca de algumas perguntas iniciais, por exemplo, as respostas podem ser variadíssimas, e algumas até muito curtas e diretas. Mas o que queria saber era que outras perguntas poderiam aparecer colocando estas perguntas. Felizmente, isso aconteceu. Não fiquei com teorias definidas e definitivas mas porque também não era o pretendido. Mas aconteceu, o objectivo de escrever este livro foi cumprido.

Não deixei de reparar que se formou em Economia, no ISEG, no entanto escrever foi sempre a sua “paixão”, substituindo os números por palavras. Neste mesmo sentido, como tem sido a conciliação do seu objectivo no panorama actual português?
Eu cheguei ainda, após a formação, a trabalhar na área mas ia sempre escrevendo alguma coisa. Eu acho que nunca tive razão para duvidar que fosse possível escrever livros enquanto profissão. Talvez esteja a sobrevalorizar coisas que me aconteceram. Coisas más que talvez eu é que as tenha apagado da minha memória…

Mas tanto quanto eu me recordo, no percurso desde que publiquei o meu primeiro post de jornal, basicamente aconteceu sempre alguma coisa boa a seguir. Nunca fiquei seis meses, ou um ano, em que nada de bom estava a acontecer e nada de motivador, nada que me fizesse acreditar que eu estava no caminho errado.

Obviamente que foi difícil e claro que não está tudo perfeito, antes pelo contrário. É claro que houveram muitas coisas que não aconteceram e gostava que tivessem acontecido mas na generalidade e, hoje em dia, sinto-me muito satisfeito com a vida que tenho. Tenho o meu trabalho, escrevo todos os dias e se não estou a escrever é porque estou dedicado a outras partes da minha profissional, relacionados com a escrita, a fazer entrevistas, ou apresentações em escolas, bibliotecas, ou a fazer oficinas de escrita criativa, enfim, tudo ligado à literatura e isso para mim é muito importante!

Diz-se que no campo das artes, onde a literatura se insere, os artistas necessitam não só de criatividade mas também fontes de inspiração. Concorda? Caso tenha uma ou mais fontes de inspiração, poderá partilhar connosco qual/quais?
Eu não gosto muito do termo inspiração, porque parece sempre algo de mágico. Eu acho que não tem nada a ver com alguma coisa transcendente. Tenho ideias como outras pessoas têm ideias, obviamente que para ter ideias é muito mais fácil se isso for canalizado através de outra coisa qualquer. De uma conversa, por exemplo, ou de um filme que eu vejo, algo que eu testemunhe na rua. É sempre mais fácil sermos influenciados por factores que nos são exteriores.

Mas é verdade que, por vezes, mesmo olhando para uma parede branca, as ideias aparecem na mesma. De onde isso vem não sei, mas há de ser de memórias, vivências… Há escritores que dizem que tudo o que nós precisamos para escrever livros o resto da vida aconteceu nos primeiros cinco anos da nossa vida!

David irá receber o prémio numa cerimónia que terá lugar em Bruxelas, no dia 23 de junho. Qual a sensação face à data?
O prémio está a altura de outras situações que eu considero sucessos na minha vida enquanto escritor, às vezes não são necessariamente públicos ou até serem muito expansivos, como é o caso de um prémio. Mas obviamente que o prémio tem um valor muito específico e não acontece todos os dias!

Sinto bastante contente por haver um júri, alguém que está ligado ao meio literário, que já leu muito, que tem perceção daquilo que faz um bom livro… E que olhou para o meu livro, no meio de uma série de livros e achou que o meu livro merecia ser distinguido. Isso para mim já me deixa muito satisfeito.

No caso deste prémio, concretamente, tem uma vertente que é diferente, no facto de ser internacional o que dá uma projecção ao meu trabalho que não posso desvalorizar. Permitindo que o livro chegue a outros mercados, seja traduzido em várias línguas…

Julgo que todas as pessoas que escrevam um livro, tenham aquele livro que tenha mais significado para si. Qual a obra? Porquê?
Eu não tenho nenhuma obra favorita, sobretudo porque escrevo narrativas. Se me proponho a escrever um livro é porque encontrei uma narrativa que me vai permitir pensar e viver ou experimentar alguns temas sob os quais quero pensar e sentir algo. No momento em que isso deixa de acontecer eu paro de escrever o livro. Pelo que nunca volto ao mesmo livro.

Pelo que se foi livros que publiquei, ou cheguei ao fim, foi porque me trouxe algo de novo. Claro que há diferenças entre eles, há uns que me levam mais por um caminho do que por outro. A única diferença maior há de ser que aquele livro que eu estiver a escrever no momento é o que sinto mais! Cujas questões ainda andam à volta dentro da cabeça.

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“antes de pensarem em escrever têm de ler!”

Qual o conselho que, em forma de mensagem, deixa àqueles que queiram fazer da sua vida a literatura?
R. O que costumo dizer é muito simples: antes de pensarem em escrever têm de ler! Têm de ler bastante, porque só assim se percebe do que se trata a literatura. Só assim é que podemos delinear na nossa cabeça aquele caminho que queremos seguir. Depois é tentar, não exactamente copiar, mas tentar fazer o mesmo género de coisas. Para quem está a começar o mais importante é mesmo isso, ler.

 

 

 

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A portuguesa Load Interactive venceu concurso internacional da NASA

11149318_1037657782913574_3484699358891320637_n[1]A Load Interactive  venceu o concurso internacional SpaceAps Challenge 2015, organizado pela NASA, na categoria de “Most innovative use of IBM Bluemix“.

O evento decorreu nos dias 11 e 12 de Abril, no ESA Business Incubation Center na cidade de Noordwijk, Holanda, com o objectivo de criar soluções open-source que endereçassem necessidades globais da vida na Terra e no espaço.

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A equipa que representou a Load criou uma aplicação móvel chamada Space Stuff que tem como objectivo interagir com os astronautas. Esta aplicação, foi criada em apenas 36 horas (hackathon), permite encontrar o astronauta através de realidade aumentada, comunicar com ele através do Twitter e saber mais acerca do perfil de cada um.

 

 

fonte: Pedro Varela/Load Interactive
foto: DR

U.Porto procura novos talentos para a investigação

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Está a chegar mais uma edição do IJUP. Todos os estudantes e investigadores da Universidade do Porto podem agora submeter os seus trabalhos de investigação (até 25 de abril) ou inscreverem-se (até 30 de abril) para participarem no Encontro de Investigação Jovem da Universidade do Porto, iniciativa que, pelo oitavo ano consecutivo, pretende dar a conhecer os novos talentos da Ciência produzida na U.Porto.

A decorrer na Reitoria da U.Porto, de 13  a 15 de maio, o IJUP constitui uma oportunidade única para os estudantes de 1.º e 2.º ciclos (licenciatura, mestrado integrado e mestrado) da Universidade, incluindo estudantes de mobilidade, apresentarem publicamente os seus trabalhos científicos perante uma plateia de colegas e docentes de todas as faculdades da U.Porto.

Os estudantes interessados em apresentar os seus projetos devem submeter, de 16 a 25 de abril, um resumo da sua comunicação na página de inserção de resumos. Os estudantes que não pretendam apresentar qualquer projeto podem, ainda assim, marcar presença no IJUP. Para isso, basta inscreverem-se até 30 de abril aqui.

 

fonte/artigo cmpleto em: http://noticias.up.pt/ijup-u-porto-procura-novos-talentos-para-a-investigacao/

foto: DR

Inês Caleiro (Guava) – Empreendedorismo além-fronteiras com assinatura portuguesa

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Apaixonada desde sempre pela moda, Inês Caleiro conta com um percurso feito no estrangeiro, tendo chegado mesmo a estagiar na conceituada Jimmy Choo. Entre Portugal e a Noruega, é atualmente CEO e diretora criativa da GUAVA. A jovem designer portuguesa partilhou o seu percurso e os desafios deste projeto. Um exemplo de empreendedorismo nacional que conquistou mercados além fronteiras.

 

Não vejo onde é que o facto de se ser empreendedor português possa trazer limitações. As limitações somos nós que as criamos e não o facto de que temos no nosso passaporte a nacionalidade portuguesa. Acredito que na sociedade global em que vivemos hoje em dia destacam-se as ideias e os resultados. O facto de ser português só nos deve trazer orgulho.

 

1 – Como foi o seu percurso académico? 

Estudei Design Gráfico no Iade e desde sempre a areá da Moda me fascinou. Decidi logo que terminei o curso de Design Gráfico seguir para Londres e tirei uma Pós Graduação na London College of Fashion em Fashion design & Accessories. Neste curso, o meu projecto foi votado o melhor e com esse mérito recebi o prémio de melhor aluna do curso e consequentemente fui convidada para estagiar na conceituada Jimmy Choo.

 

2 – Participou no programa InovContacto. Como foi esta experiência? 

A experiência do Inov Contacto foi extremamente gratificante. Experenciei não só a realidade do sonho americano, como a oportunidade de trabalhar numa das empresas de Design de Produto de luxo com forte impacto naquele mercado. A possibilidade de construir e desenvolver a marca nos EUA teve um enorme valor para o meu percurso. Conhecer a realidade de desenvolver e promover uma marca de perto é extremamente enriquecedor.

 

3 – Que portas é que esta experiência lhe abriu?

Esta experiência trouxe-me acima de tudo o desejo e a vontade de começar algo. De desenvolver uma marca e desafiar-me a mim mesma. Além obviamente de ter conhecido e criado um network de pessoas que permitiram que o meu projecto começasse a ganhar forma.

 

4 – Entretanto surgiu a GUAVA. O que é a GUAVA?

A Guava é uma marca de design de sapatos, inteiramente inspirada em arquitectura e formas geométricas. É uma marca produzida em Portugal feita com enorme dedicação pelas mãos dos nossos artesãos portugueses.

 

5 – O que é que estes sapatos têm de diferente dos que já existem no mercado?

O cunho dos nossos sapatos está nos saltos altos geométricos. A nossa imagem de marca é essencialmente a arquitectura desenhada em cada salto. Todos os saltos são feitos por nós e exclusivos da Guava.

 

6 – Em que mercados se encontra a GUAVA ? Que mercados querem alcançar?

Neste momento estamos representados essencialmente na Europa, Rússia e Arabia Saudita. Estamos a estabelecer contactos com o mercado asiático e procuramos também apostar no mercado dos EUA.

 

7 - Recentemente a GUAVA fez uma parceria com a Baguera, para a criação de uma clutch. Como surgiu e em que consistiu esta parceria?

Foi super interessante o contacto entre a Guava e a Baguera. Eu e a Branca conhecemo-nos há algum tempo, quando a Guava ainda estava nos seus primeiros meses de existência. Sempre admirei o trabalho da Branca e a vontade de colaborarmos um dia. A ideia surgiu numa conversa de what’s app onde ambas revelamos o interesse em fazermos uma colaboração e rapidamente as ideias começaram a borbulhar.

 

8 – Quais os resultados alcançados?

O impacto na impressa tem sido bom. Temos estado a ter visibilidade e procura.

 

9 – Está entre Portugal e a Noruega (Oslo), numa marca que se começa a espalhar pelo mundo. Como sente que é visto Portugal e o que é feito no nosso país? Portugal está na moda?

Creio que os portugueses têm algum receio da imagem que passamos para fora, esses receios não deveriam existir. Em todas as culturas e países existem características boas e outras menos boas. Portugal tem sabido aos poucos “mostrar-se” e isso devido a esta nova “geração” de empreendedores e “conquistadores”. Em geral do que vejo por onde passo, está a acontecer esta vaga de “entrepreneurs”, e em Portugal estamos cada vez mais bem representados, é essa geração que está a saber passar a imagem que todos nós jovens queremos que Portugal tenha lá fora. Graças a isso os comentários que ouço são positivos e de reconhecimento por o que temos em Portugal.

 

10 – Como é ser-se um empreendedor português, no contexto mundial? É uma vantagem ou levanta algumas limitações?

Não vejo onde é que o facto de se ser empreendedor português possa trazer limitações. As limitações somos nós que as criamos e não o facto de que temos no nosso passaporte a nacionalidade portuguesa. Acredito que na sociedade global em que vivemos hoje em dia destacam-se as ideias e os resultados. O facto de ser português só nos deve trazer orgulho.

 

11 – Entre Portugal e Oslo, que projetos tem para o futuro ? Quais as próximas apostas da GUAVA?

O objectivo passa por continuar a espalhar o encanto da Guava pelo mundo.

 

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Investigador Português Pedro Vieira é o vencedor da conceituada medalha Gribov

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Investigador Português Pedro Vieira é o vencedor da conceituada medalha Gribov

É com grande orgulho que lemos no site da divisão de altas energias e partículas da Sociedade Europeia da Física, que Pedro Vieira foi o vencedor da medalha Gribov (http://eps-hepp.web.cern.ch/eps-hepp/) – atribuída a jovens  físicos (menos de 35 anos). Este prémio foi atribuído pelas suas contribuições “groundbreaking” para a determinação exacta do espectro e amplitudes de dispersão de dimensões anómalas na teoria supersimétrica de Yang- Mills, ou resumindo em teoria de campo no domínio da física teórica.

Este conceituado prémio segue a Sloan Fellowship que Pedro Vieira já tinha ganho no ano passado, cuja importância é tal que basta dizer que 42 dos premiados com esta Fellowship vieram mais tarde a ganhar o prémio Nobel, como pode ler-se no site do Perimeter Institute, onde Pedro Vieira está actualmente (http://www.perimeterinstitute.ca/node/95855).

O director do Perimeter Institute, Robert Meyers, assegura que “todos estamos contentes por ver o trabalho do Pedro reconhecido de forma tão abrangente. (…) Ele tem uma rara combinação de talento matemático e intuição física, e ele tem feito um trabalho notável. (…) Pedro é verdadeiramente um extraordinário jovem cientista”.

Pedro Vieira, licenciado em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, membro do respeitado Perimeter Insitute, vê assim o seu trabalho reconhecido, com a medalha e com um prémio monetário não especificado.

Vamos continuar a seguir, com orgulho, o trabalho deste jovem cientista que hoje brilha mais alto!

 

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D’Ornellas Boots – Joana e Gonçalo D’Ornellas em entrevista

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D’Ornellas Boots constitui uma marca portuguesa de botas, que surgiu em 2013 (dois mil e treze). Uma linha de calçado de dois irmãos, sendo os seus criadores e rostos Gonçalo D’Ornellas e Vasconcelos e Joana D’Ornellas. A excepcionalidade destas botas vai de encontro à sua qualidade e singularidade, qualidades provenientes do facto destas botas serem manufacturadas por artesãos portugueses e materiais também portugueses na sua totalidade.

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Quais as motivações que vos levaram à criação da marca das botas D’Ornellas?

A razão do surgimento das botas constitui em si uma história muito engraçada. A nossa família tem por si muita ligação à experiência rural, essencialmente em torno dos cavalos. Neste mesmo sentido o primeiro modelo D’Ornellas acabou por ser desenhado pelo Gonçalo, numa óptica de possuir umas botas versáteis que pudessem ser utilizadas tanto no campo como na cidade.

De uma necessidade particular acabou por se optar por iniciar o negócio. Permitindo ao consumir a obtenção de um par de botas que se adapta no diversos contextos, desde o clássico e elegante acompanhar de um fato, ao informal das calças de ganga.

Embora este modelo inicial tenha sido desenhado tendo em mente, enquanto público-alvo, o Homem, actualmente já produzimos quer modelos masculinos, quer femininos. Obviamente com linhas de design adaptados ao género, mas com o mesmo objectivo inicial. Podendo ainda caracterizá-las enquanto:

Produto 100% Português, feito à mão a partir do melhor couro por artesãos especializados, o conforto e design destas botas torna-as na opção ideal para utilizar em diversas situações do quotidiano.


Uma vez que acabaram por desenvolver modelos para Mulher, gostaria de saber se constituí  também  interesse em desenvolver uma gama para crianças?

Para criança nunca pensamos em fazer, uma vez, que fabricamos botas a partir do número 34 (trinta e quatro), para além de meios números. Como referido começamos com botas para Homem e agora já temos modelos para mulher, aos quais tivemos uma grande receptividade.

A D’Ornellas Boots tem actualmente três modelos disponíveis: o modelo clássico de atacadores as “D’Ornellas” e, mais recentemente concebidos, uma Bota de Elásticos laterais, as “Chelsea” e uns Sapatos (com nome a divulgar futuramente).

Num prazo, e aqui sim, constituí do nosso interesse abrir o espectro, será de desenvolver uma linha de Malas, Carteiras e alguns acessórios. Mantendo assim o mesmo público-alvo, mas indo de encontro à satisfação dos interesses e necessidades dos nossos clientes.
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Onde pode o cliente obter os vossos produtos?

O cliente pode adquirir as botas D’Ornellas e entrar em contacto directo connosco no nosso Showroom em Lisboa, onde se encontram todos modelos existentes em exposição.

A aquisição pode ainda ser realizada on-line ou ainda personalizada, sob a qual nós nos disponibilizamos a deslocar ao local onde o cliente se encontra, na zona de Lisboa.

[Todos os produtos encontram-se no site, podendo acompanhar os desenvolvimentos da marca nos seguintes links: www.dornellas.pt / www.facebook.com/dornellas.boots ou ainda entrar em contacto directo, através de: www.facebook.com/joana.dornellas]

 

Em termos de alcance a marca já ultrapassou as fronteiras portuguesas, alcançando Xangai, México, Nova Iorque, França e Inglaterra. Qual o passo que se segue em termos de metas face ao estrangeiro?

Para além dos países mencionados, felizmente, D’Ornellas Boots já alcançou mais países. Sendo que actualmente já foi possível vender os produtos, através da internet para Israel, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Brasil.

Em termos de metas, e após a abertura de portas em Portugal, a ambição é seguir este mesmo exemplo e sucesso noutras capitais mundiais. Ou seja, procurar a abertura a horizontes ainda mais diversos e desafiantes.

Quais os obstáculos que, pessoalmente, sentiram ao procurar expandir a marca para o estrangeiro?

Quando se inicia um negócio existem sempre realidades que nos são imprevistas, não sei se lhes chamaria necessariamente obstáculos. Mas é evidente que os desafios são diversos, estamos cientes de que o crescimento deverá sempre ser controlado.

Procurando o máximo de realismo possível, sem dar passos maiores do que as próprias pernas. Até porque sendo as botas fabricadas à mão, a produção nunca poderá ser em massa, isto é, não conseguimos explodir em quantidades imensas. Ainda assim, estamos a ganhar estrutura para um novo voo para a Europa o que é por si muito positivo para a marca.

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De volta a Portugal, a marca já foi convidada a estar presente em inúmeros eventos. De entre essas experiências, qual foi a mais marcantes?

Todos os convites são bem-vindos e desde já agradecemos e muito a todos aqueles que até então nos tem convidado para os mais diversos eventos de norte a sul do país. Mas fazendo referência a um marco, o mais importante do ainda breve percurso das D’Ornellas Boots, foi o convite para participar na Moda Lisboa. Foi marcante pois permitiu-nos abrir um percurso no mundo da Moda, o que em termos de uma marca de calçado é fulcral e acima de tudo, benéfico.

Já se tocou nas metas em termos de passagem de fronteiras, resta perguntar quais os novos objectivos que pretendem alcançar com o negócio nos restantes domínios.

Ao criar a marca D’Ornellas Boots começámos a percorrer um caminho mais difícil do que esperávamos. Estamos a falar de uma marca muito recente e ainda embrionária.

A D’Ornellas Boots têm vindo a evoluir tanto nas peles adquiridas, nos mesmos fornecedores de grandes marcas mundiais, evoluímos também em termos da densidade da borracha, entre outros pormenores que marcam a diferença. Optamos essencialmente por defender e apostar na qualidade, no design e no conforto.

Os projectos têm que ser desenvolvidos com paixão para vingarem, é essa paixão que tentamos pôr em tudo em que nos envolvemos, por essa razão, podemos orgulhar em dizer que a marca tem crescido e o objectivo passa por continuar nessa linha nos vários pontos já falados.

Para terminar, fugindo um pouco à formalidade, gostaria de saber a opinião de ambos de “como é trabalhar em família”.

Trabalhar em família, por vezes, não é fácil e temos que ultrapassar algumas ou mesmo muitas contrariedades. No entanto trabalhamos sempre com a total confiança e cumplicidade que nos une e nos torna num só. Se os diferentes pontos de vista e feitios nos levam a algumas divergências, também são essas características que nos complementam, abordando os desafios nos diferentes pontos de vista.

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Concurso da Incubadora Taguspark leva empreendedorismo ao Festival IN

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O concurso de ideias de negócio Duck Pond, aberto ao público, decorrerá durante o Festival IN- Inovação & Criatividade nos dias 23, 24 e 25 de Abril, respectivamente, quinta-feira, sexta-feira e sábado, com início previsto para as 18h00 na cidade Unisys – Investigação & Produtividade.

O Concurso é uma iniciativa da Incubadora Taguspark, conta com o patrocínio da Fundação AIP (organizadora do festival), e visa incentivar o empreendedorismo em Portugal.

Durante cada sessão serão apresentadas entre 5 e 6 ideias de negócio pré-seleccionadas pela organização do evento, e após cada pitch os candidatos terão que responder às questões colocadas por parte do júri composto maioritariamente por empreendedores de sucesso.

A melhor ideia de cada dia irá ainda receber um prémio no valor de valor de 500€.

As inscrições encontram-se agora abertas através do preenchimento de um formulário no site do Festival-IN, já disponível no seguinte link http://incubadora.taguspark.pt/duckpond.

Filme “FOI O FIO” premiado na Alemanha

Fio 02

O filme de animação “Foi o Fio” de Patrícia Figueiredo, produzido pela Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca acaba de ser distinguido com o segundo prémio do “3º International Monstronale Festival”. Este evento, que este ano elegeu “Paixões” como temática, decorreu até este domingo na cidade alemã de Halle, sede do estado “Saxony-Anhalt” e no centro nevrálgico da chamada “Região Metropolitana Central Alemã” (Metropolregion Mitteldeutschland).

A história de “Foi o Fio” envolve 3 mulheres. Uma mulher novelo, uma velha mulher que passa os dias a olhar pela janela e uma vendedora de roupa caída dos estendais, estão unidas por um fio. As três conduzem as ações de outras personagens e o inevitável destino de uma mulher com o marido às costas.

Sobre esta obra, o júri declarou ser “Uma bela prova de linearidade, mesmo num (não) enredo aparente”.

Sendo a obra de estreia de Patrícia Figueiredo, este filme foi já exibido em 31 festivais, em Portugal mas também na Alemanha, Áustria, Bulgária, Canadá, Chile, Croácia, Espanha, França, Hungria, Índia, Marrocos, Rússia e Turquia. Este é o quinto prémio atribuído ao filme.

Director_Patrícia Figueiredo
Patrícia Figueiredo nasceu em 1985 e licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tendo concluído o curso em Cracóvia (Polónia), onde frequentou o atelier de Cinema de Animação na AkademiaSztukPięknych w Krakowie. Finaliza atualmente o Mestrado em Ilustração e Animação no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. O seu trabalho divide-se entre a animação e a ilustração, onde participa em vários livros infantis.

Com música do compositor Joaquim Pavão e produção de António Costa Valente, a Patrícia teve a companhia na animação da Raquel Felgueiras, Íria Cabaleiro, Rodrigo Barata e da equipa constituída por António Osório, António Fonseca, Bruno Correia, Carla Tavares, Daniela Couto, João Ferreira, Maria Rebelo, Ricardo Silva, Sérgio Reis e Vânia Clara. Na produção, Eunice Castro e Rita Capucho assistiram Júlia Rocha e Álvaro Marques. Finalmente, Patrícia Figueiredo e Raquel Felgueiras montaram o filme.

“Foi o Fio” foi realizado no estúdio de cinema de animação do Cine-Clube de Avanca, com produção Filmógrafo e apoio financeiro do ICA | Secretaria de Estado da Cultura, com co-financiamento da RTP, Radiotelevisão Portuguesa.