Prémio Van Lawrence em Pedagogia Vocal ganho pela 1ª vez por uma Portuguesa

Soprano Filipa Lã, distinguida com o prémio Van Lawrence nos EUA
http://voicefoundation.org/filipa-la-awarded-van-lawrence-fellowship/

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Desde 1991 que a Associação Nacional Americana de Professores de Canto (“National Association of Teachers of Singing”, NATS) e a Fundação Americana da Voz (“The Voice Foundation”), atribuem em conjunto este prémio que distingue docentes de canto pela sua excelência no ensino do canto e o seu contributo para a pedagogia vocal através da qualidade da sua investigação.

De realçar que é a primeira vez que o prémio é atribuído a um docente e investigador fora do universo norte-americano. A covilhanense Filipa Lã, Professora Auxiliar Convidada da Universidade de Aveiro, docente de canto nesta instituição e investigadora do Instituto de Etnomusicologia, Música e Dança (INET-MD), recebe este prémio, atribuído unanimemente pelos membros do júri, a 31 de Maio de 2015 em Filadélfia.

Para além do reconhecimento internacional, o prémio consta dum valor pecuniário de $2000, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento da sua investigação no âmbito do impacto da utilização de “feedback” visual em tempo real durante a realização de exercícios de semi-oclusão do trato vocal.

Mais concretamente, Filipa Lã pretende investigar se o recurso a uma “flow-ball” na prática de diferentes tipos de exercícios vocais técnicos (nomeadamente isotónicos e isométricos) proporcionará autonomia na aquisição de hábitos de fonação sistemáticos de fonação do tipo fluida. Por outras palavras, pretende-se investigar se o recurso a esta ferramenta de ensino proporcionará a repetição de gestos fonatórios que envolvem menor esforço laríngeo (menor força de colisão das pregas vocais) mas originando uma maior estimulação acústica das frequências de ressonância do trato, traduzindo-se num resultado acústico otimizado durante a performance vocal.

 

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Soraya Gadit ( Inocrowd) em Entrevista

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A Inocrowd corresponde a uma Startup com vista a estabelecer uma relação direta entre o mundo académico ou de alguém que tenha uma solução – Solver – e o mundo empresarial – Seeker. Procurando diminuir o GAP / distanciamento existente entre ambos.
Soraya Gadit é uma das fundadoras da Inocrowd, que surgiu a 20 de janeiro de 2011. Soraya é formada em Ciências Farmacêuticas na FFUL (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e tem um MBA em Finanças e Gestão da AESE acabando, neste projeto, por ser a CEO da InoCrowd. Os outros dois fundadores são Mário Lavado licenciado  em Engenharia Física e Materiais e João Moita licenciado em Tecnologias de Informação.

Uma mulher à frente duma empresa tem de ser 300% (trezentos por cento) melhor que um homem para demonstrar que realmente é eficaz.

De que modo três pessoas de áreas tão dispares acabam por enveredar num negócio deste tamanho em Portugal? Quais os elementos de união entre os fundadores?

Embora sejamos de facto de áreas muito diferentes, encontrámo-nos  num MBA em Finanças e Gestão na  AESE. De grosso modo no decorrer do MBA tivemos de fazer uma cadeira, Naves (Novas Aventuras Empresariais) que culminou no desenvolvimento da Inocrowd.

De onde surgiu a ideia geral de atuação da Inocrowd?

A InoCrowd surge da observação da existência de um “gap” entre as Universidades (Mundo Académico) e o Mundo Empresarial e da constatação de que o WEB 2.0 poderia ligar estes dois mundos. Assim criámos uma plataforma Web 2.0 a  www.inocrowd.com de forma a facilitar esta ligação.

Uma das frases marcantes das suas apresentações da Inocrowd foi, a meu ver, “Queremos por Portugal a inovar melhor”. Neste mesmo sentido poderia falar um pouco mais das forças que vos motivaram a avançar com a Inocrowd, num ano em que os efeitos da crise eram bastante difíceis em Portugal.

Exatamente por estarmos em crise é que a criação da InoCrowd fez tanto sentido. A única forma de sairmos da crise é inovarmos e para isso é necessário criarmos um ecossistema e ambiente favorável a isso, aproximando as universidades, onde está grande parte do conhecimento, a empresas.

Inocrowd em 2011 tinha em vista expansão da mesma para o estrangeiro numa ótica de Crowdsourcing (plataforma tecnológica que permite o trabalhador exercer a sua função em qualquer espaço geográfico). Este objetivo verificou-se possível?

De facto era e é, do nosso interesse, projetar a Inocrowd além-fronteiras, como também já tivemos oportunidade de o fazer. Fizemos, por exemplo, uma parceria com o Chile, no entanto, o que a experiência permitiu constatar é que evidentemente a questão de proximidade cultural é fulcral no que toca à implementação do Crowdsourcing.

Neste mesmo sentido, que países lhe parecem mais favoráveis à realização da extensão desta plataforma?

Neste momento estamos à procura de sócios nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), essencialmente, atendendo que existe uma maior proximidade em termos culturais, sendo também o fator linguístico determinante no sucesso desta relação.

De que modo caracteriza a evolução entre 2011-215 (parceiros; taxa de sucesso; etc.)?

Neste momento temos uma taxa de sucesso de 95% (noventa e cinco por cento), conseguimos arranjar soluções num período entre as quatro e seis semanas. Esta evolução também é acompanhada por um aumento de número de Solvers (pessoas que têm uma solução). Conseguimos alcançar já perto de 350.000.000,00 pessoas em todo o mundo.

Quais as grandes vitórias alcançadas pela Inocrowd no mesmo período?

Sem dúvida que conseguirmos soluções inovadoras, por exemplo, para empresas como a Autoeuropa do Grupo Volkswagen, foi uma das grandes vitórias da InoCrowd. A InoCrowd conseguiu no espaço de seis semanas encontrar uma solução que permite a não destruição de seis carros por ano. Isto vai levar a uma redução de milhares de euros por ano no grupo todo da Volksawagen.

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Para finalizar e seguindo uma linha bastante oposta, resta-me fazer referência à recente data celebrada, o dia da mulher, sendo que se constatou que atualmente existe ainda uma baixíssima representatividade feminina em cargos de decisão/ liderança. Queria questionar-lhe se, na sua vida laboral, já se sentiu prejudicada e/ ou beneficiada por questões de género. Se sim, qual o conselho que dá às mulheres no sentido de como lidar com a situação, numa última questão e mensagem.

Sim, já infelizmente. Vivemos ainda num mundo de homens quando se fala em negócios. Uma mulher à frente duma empresa tem de ser 300% (trezentos por cento) melhor que um homem para demonstrar que realmente é eficaz. Portanto o conselho que dou é trabalhar, trabalhar e trabalhar! Só assim Eles se convencem que o Mundo dos negócios não é só para os homens. Não existe mais nada a fazer e a dizer… Só com trabalho produtivo e eficaz se consegue demonstrar que, nós mulheres, não somos diferentes dos homens, em determinadas coisas até somos melhores.

 

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O projecto Transformers vai-se transformar e deixar que mais jovens se transformem consigo

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O Projecto Transformers está a organizar o evento IGNITE TRANSFORMERS que promete deixar ainda mais colorida a primeira noite da Primavera. Vai se realizar já neste sábado, dia 21 de Março de 2015, entre as 18:30 e 22:00 no Museu da Electricidade, em Belém, e requer presença obrigatória a todos aqueles que querem transformar a sua comunidade.

O projecto nasceu em 2010 por um grupo de amigos que, a partir do break-dance, descobriu que podia integrar jovens em situações desfavorecidas e ajudá-los a encontrar um caminho mais positivo na sua vida. O projecto já conseguiu mobilizar mais de 160 mentores, os chamados transformers, das diversas formas de arte, desportos e demais actividades para orientarem mais de 1600 jovens em bairros sociais, escolas problemáticas, centro de acolhimento e de detenção.

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Esta associação acredita que estes jovens muitas vezes marginalizados não são indiferentes ao que os rodeia e simplesmente ainda não encontraram a sua própria maneira de fazer a diferença. Desta forma são dadas ferramentas para que estes possam intervir na sua comunidade e contribuir eles próprios para os desafios sociais emergentes que assistimos.

No Transformers “o lugar de todos é o lugar de cada um” e por isso cada transformer contribui com aquilo que mais gosta de fazer: teatro, fotografia, pintura, boxe, bateria, surf ou grafitti. Todos os talentos são bem-vindos desde que se faça com paixão e tenha vontade de a contagiar aos jovens.

No evento IGNITE TRANSFORMERS vão estar presentes 16 transformers com o objectivo de partilhar os seus testemunhos e histórias de vida. Espera-se ainda muitas surpresas, onde se incluem espectáculos dinamizados por jovens inseridos nos programas.

Serão também apresentadas as linhas gerais do novo modelo de actuação e o evento servirá ainda de angariação de fundos para financiar a transição do projecto para o novo modelo.

(cada bilhete individual online é 5 euros e no próprio dia é 8 euros)

 

 

 

 

 

 

 

 

https://vimeo.com/34234351

 

 

 

 

 

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Projecto ITER: A Fusão nuclear a dar energia às empresas Portuguesas

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Como se pode ler no site oficial, o ITER (http://www.iter.org/proj/itermission), é uma experiência de larga-escala (parece modesto e por isso acrescentamos o adjectivo gigante) com o objectivo de demonstrar a possibilidade de gerar energia através do processo de fusão nuclear. O seu objectivo prático é: produzir até 10 vezes mais energia do que aquela que necessita para funcionar.

- A fissão nuclear, tecnologia usada nos reactors nucleares actualmente, é a divisão de um único átomo em dois (ou mais) átomos, mais pequenos, enquanto que a fusão, tecnologia que irá ser testada no ITER, é exactamente a junção de dois átomos mais pequenos num átomo maior -

O ITER quer simular o ambiente no interior do Sol, com temperaturas extremamente altas, de tal forma que os electrões são separados do núcleo dos átomos e começam a formar um meio chamado de plasma. Este é o meio ideal para elementos leves se fundirem e, no processo, gerarem energia.

Começou a ser construído na região da Provence-Alpes-Côte d’Azur, no sul de França, em 2010 e estima-se que esteja terminado em 2019, quando começarão os primeiros testes.

 Uma das maiores experiências científicas, conta com o apoio das grandes nações (e conjuntos) do Mundo: União Europeia, a China, India, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Estados Unidos da América.

Para conhecermos mais sobre este projecto e em particular sobre o impacto que tem e ainda pode vir a ter na economia portuguesa, entrevistamos o Dr. Bruno Gonçalves, Presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear e Industrial Liaison Officer para o ITER.

 

- É o coordenador do contacto para apoio às empresas que queiram participar no projecto ITER, Já existem contactos celebrados com empresas portuguesas?

Desde que iniciei a actividade que tenho tentado informar regularmente as empresas das oportunidades que existem no ITER. Algumas empresas já tiveram contratos para actividades de Engenharia no âmbito do ITER  (Active Space Technologies, Fibersensing). Recentemente a ASilva Matos concluiu com sucesso um contrato para o fornecimento de tanques de Hélio para o dispositivo japonês JT60-SA também inserido no âmbito da colaboração internacional para o ITER e o ISQ celebrou há cerca de um mês um contrato de consultoria na área da qualidade.

- Como tem sido feita a divulgação deste projecto a nível nacional?

Actualmente a divulgação tem sido feita directamente junto das empresas com as quais tenho contacto (enquanto Industrial Liaison Officer para o ITER) e que demonstraram interesse no projecto e também para associações empresariais através dos emails que se encontram nas nossas bases de dados

- Como tomamos conhecimento, a construção do complexo Tokamak começou em 2013  – existem empresas portuguesas envolvidas na construção do complexo?

Que eu tenha conhecimento não existem empresas portuguesas envolvidas na construção. Creio que o facto do ITER estar a ser construído em França e ser uma instalação nuclear constitui um forte entrave à entrada das empresas nacionais na construção do complexo

- Quais considera serem as principais oportunidades para as empresas portuguesas neste projecto?

As principais oportunidades são sobretudo ao nível da engenharia nas áreas de  consultoria e serviços . Mas o sucesso da ASilva Matos demonstrou também que existem outras áreas (por exemplo, metalo-mecânica) onde Portugal pode ser competitivo

- Relativamente a equipas de investigação científica, tem conhecimento de algum grupo português envolvido? Em que área?

O Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), a unidade de investigação que dirijo,  tem também tido um sucesso considerável na obtenção de contratos. Temos três contratos para I&D na área de diagnósticos (no valor de 11M€), desenvolvemos um protótipo de um sistema de controlo rápido, colaboramos com Indra num contrato de consultoria de Engenharia na área de instrumentação e tivemos alguns projecto na área de manipulação remota. Nestes contratos temos envolvido outras Unidades de Investigação nacionais (por exemplo, INOV e IT)

- Este é um projecto que promete revolucionar a forma como obtemos energia, Quais são as suas expectativas?

O ITER tem como objectivo provar a viabilidade científica e técnica da produção de energia eléctrica com base em processos de fusão nuclear. O projecto visa demonstrar um factor de amplificação de energia de 10 (produzir 10 vezes mais energia que a consumida para iniciar a reacção). É um passo essencial para que possamos avançar para o protótipo de um reactor comercial com capacidade para produzir e injectar electricidade na rede. As minhas expectativas são que o projecto seja um sucesso e o passo necessário para resolver os problemas energéticos da humanidade.

As vantagens da fusão nuclear (não produz CO2, combustível é abundante, segurança, custo, resíduos reduzidos) são inquestionáveis. Como em qualquer projecto de investigação existem riscos e dificuldades mas é um investimento que se pode transformar num inquestionável benefício para humanidade.

 

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Paixão pelos cães move empreendedora

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Raquel Colaço sabe como unir paixão e negócios. A canicultura move o espírito empreendedor desta jovem sintrense. Aos 21 anos, Raquel Colaço apresenta já um palmarés invejável como handler e avança para a prestação de um variado leque de serviços ligados à canicultura.

Numa breve conversa, a Raquel dá-nos a conhecer melhor a sua actividade e projectos futuros.

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Nome:
Raquel Vizela Colaço Dias
Data de nascimento: 02-03-1994
Naturalidade: Sintra
Formação académica: 12ºano Técnica de Produção Agrária / frequenta CET de Trinador na Universidade Lusófona
Melhor classificaçação nacional: Vencedora da maior exposição portuguesa em 2012 e 2015
Melhor classificaçação europeia: 4ºLugar no Grupo do Campeonato do Mundo na Finlândia em 2014
Melhor classificaçação mundial: 4ºlugar num grupo na maior exposição da Austrália em 2013
Viagens realizadas: Austrália, Itália, Holanda, Dinamarca, Eslovénia, Eslováquia, França, Finlândia, Roménia, Aústria, Suécia , Inglaterra , Alemanha , Bélgica, Luxemburgo e Hungria
Website: raquelcolaco.com
 

Com que idade entraste no mundo da canicultura? Tiveste apoio da família?
Lembro-me de ter cães desde de que nasci, mas a primeira vez que entrei num ring de exposição foi aos 7 anos e com um weimaraner. Foi uma experiência completamente diferente e por ser tão nova criou uma ilusão em mim que perdura até aos dias de hoje. Claro que tudo tem por base os meus pais (os meus maiores fãs), os amigos e aqueles que sempre me suportaram e me ajudaram a chegar onde cheguei. Gosto sempre de salientar que sem eles nada teria sido possível.

 O que é ser um handler?
Ser handler, é ser alguém responsável com valores e sensibilidade, que  dedica 100% do seu dia aos cães e aos seus treinos, tendo como objectivo entrar nas competições e saber valorizar o cão em questão. A valorização do  mesmo é feita através de um estalão de raça onde consta como terá de ser em proporções, orelhas, patas, etc… e é feita por um juiz qualificado para esse efeito.

Ser Handler é muito mais do que segurar uma trela em ring e vencerr é sinónimo de um grande trabalho anteriormente realizado.
 
Também és criadora? de que raças?
Sim, sou amadora, crio apenas pelo gosto de melhorar a raça principalmente no seu temperamento que é algo que falha mundialmente na raça em questão o Bracco Italiano .
 
O teu site refere workshops e treinamento. São serviços que prestas?
A minha área é sem duvida a beleza , mas a verdade é que tudo o que envolve cães me cativa. Sempre quis fazer um curso de Comportamento Canino e o ano passado frequentei o CET de Cinotecnia da Lusófona e foi este curso que me despertou mais para o treino de comportamento. Hoje em dia, desenvolvo muitas actividade ligadas aos cães, como os workshop’s, seminários, palestras e os treinos.
 
Consideras-te uma empreendedora na área da canicultura?  Tencionas expandir e profissionalizar a actividade ?
Penso que sim, até pela minha idade e pelo meu estilo de vida e a maneira como a levo. Hoje em dia o espírito empreendedor é fundamental em qualquer actividade muito mais naquelas em que não são exploradas, que é o caso da canicultura. O meu principal objectivo é expandir a minha actividade e torná-la mais profissional. Quero levar o treino a todo o lado  e demonstrar que tudo é possível com a  dose de trabalho correcta.
 
Como se comporta Portugal nesta área e como somos vistos pelos estrangeiros?
Sinceramente estamos muito desamparados nesta área e a comunicação social pouco ou nada divulga, temos grandes feitos a nível internacional, elevamos Portugal ao mais alto nível e poucas, ou quase nenhumas, noticias o mostram.
O povo português tem a fama de ser quente “latino” e como tal somos sempre bem recebidos e os estrangeiros reconhecem o nosso valor.
 
Achas que a mentalidade dos portugueses relativamente aos animais tem evoluído? Notas maior preocupação com o bem-estar e direitos dos animais?
Além de Handler sou treinadora e noto sem dúvida uma maior preocupação no bem-estar dos animais,cada vez mais, os portugueses procuram soluções saudáveis para os seus amigos de 4 patas. Esta é a visão boa,que o cão não é um objecto mas um membro da família.
 
Quais as tuas expectativas para 2015?
2015 já começou da melhor maneira com inúmeras propostas e com a vitória na maior exposição portuguesa. Vou dar vida ao meu projecto sobre “help dogs” ainda um segredo a desvendar mas que irá trazer muita felicidade a muitas pessoas.
Em suma, penso que 2015 será um ano de esperança e muito trabalho na área que mais amo, a canicultura.
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Águas de Portugal vence prémio internacional de inovação

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A AdP desenvolveu um projeto designado por Redes Neuronais Artificiais, baseado em modelos inspirados no funcionamento do cérebro humano, que procura aumentar a produção de energia em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Este projeto mereceu um prémio de inovação em Istambul na área da água e energia.

Os WEX Global Awards são atribuídos anualmente no âmbito da conferência internacional Water and Energy Exchange (WEX) Global. A edição de 2015 decorreu de 23 a 25 de fevereiro em Istambul, na Turquia, com o tema “Water, Energy, and the Zero Waste Society”, e Portugal trouxe um prémio para casa.

Tecnicamente falando, este projeto, denominado Neural AD (Neural Networks + Anaerobic Digestion), visa a otimização da produção de energia a partir de biogás resultante do processo de Digestão Anaeróbica das lamas produzidas nas ETAR, na medida em que permite melhor predizer o comportamento do processo em diferentes condições operacionais.

O Neural AD foi concebido pela Águas de Portugal mas também contou com a contribuição de quatro instituições de ensino portuguesas: o Instituto Superior de Engenharia do Porto, que se juntou logo em 2013 ao projeto, e em 2014 juntou-se o Instituto Superior Técnico, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Universidade do Minho. Claro que também contou com o apoio da AdP Serviços e de empresas do Grupo com operação de sistemas de saneamento, como a Simtejo e a Sanest.

Neste momento, o projeto encontra-se em fase experimental em seis ETAR do Grupo AdP, e prevê-se a extensão do projeto a mais sistemas de cogeração de biogás de lamas de ETAR do Grupo.

Afonso Lobato de Faria, presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal, destaca não só o reconhecimento internacional que este prémio alberga, “especialmente gratificante porque competimos com os grandes players internacionais” mas também o sucesso da parceria entre empresas do Grupo e o meio académico.

O Grupo Águas de Portugal integra um conjunto de empresas nacionais que operam e exploram infraestruturas de abastecimento de água, de saneamento de águas residuais e de tratamento e valorização de resíduos que servem cerca de 80% da população do território continental, nomeadamente 179 Estações de Tratamento de Água (ETA), 967 Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e uma extensão de redes de abastecimento e de saneamento de cerca de 20 mil quilómetros, entre outras.

 

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Liza Martins – Uma portuguesa a viajar pelo Mundo

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Liza Martins viaja pelo Mundo. Quando a “encontramos” estava em Bogotá na Colômbia. Agora está na Ilha Holbox, no México. Mas dentro de 4 dias estará… Em Tóquio.
Nesta viagem já percorreu o sul do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala e México (só zona sul, mar caraíbas). Dia 23 viaja para Tóquio, Japão. Na Ásia vai visitar Filipinas, Myanmar, Indonésia …. e vai ainda tentar pisar a Austrália e Nova Zelândia. O término será na Índia.
O que não fizer nesta viagem fará na próxima que já está programada.
A Excelência Portugal “esbarrou” com a viajante e quis perceber o que a motivou,  o que a inspira e o que “respira”.

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Quando se perde uma mãe tão cedo toma-se consciência de que a vida não é um bem garantido, é curta, e assume-se uma herança: a obrigação de sermos felizes por nós e por ela. Pelo menos comigo assim foi!

Quem é Liza Martins?

Nasceu na Venezuela a 12 Maio 1973 e aos 2 anos regressa a Portugal devido a problemas de saúde da mãe. Aos 4 anos perde a mãe e vive uma infância com pai austero e madrasta, com carências de todo o tipo.
Aos 16 anos sai de casa, quando a irmã completa 18. Para trás ficam 16 anos menos bons mas uma vida inteira pela frente para ser feliz.
“Quando se perde uma mãe tão cedo toma-se consciência de que a vida não é um bem garantido, é curta, e assume-se uma herança: a obrigação de sermos felizes por nós e por ela. Pelo menos comigo assim foi!”.
Duas preocupações desde então: sustentar-se e continuar a estudar.

O Percurso profissional

Aos 18 anos muda-se para o Porto e obtém a Licenciatura em Relações Públicas na Universidade Fernando Pessoa. Termina com média de 14 valores. Chegou a ter 3 empregos, acordava às 6h, estudava até tarde, a meio do 1o ano, teve um esgotamento.
No segundo ano da Faculdade ingressa no maior Banco Privado Português, o BCP, onde esteve 20 anos e fez uma carreira brilhante, assim considera. Começou no telemarketing, foi gestora, gerente de vários balcões e responsável regional de negócio do Algarve e Baixo Alentejo. Nos últimos 8 anos foi Gestora da Marca Millennium na Direcção de Comunicação do Banco. Fez tudo o que sonhou dentro do banco. Até mais. Recebeu um prémio de Excelência. Foi proposta a 2.
Entretanto, nunca parou de estudar. Procurava matérias diferentes do que fazia no Banco: Teatro, Protocolo, Fitness, Formação de formadores, Massagens, Línguas e um Mestrado em Marketing.

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Posso ser tudo o que eu quiser. Só é preciso trabalhar.


E porque não mudar de vida?!

Em 2012, o Banco atravessa o pior momento de sempre. A operação na Grécia provoca um buraco financeiro crescente e a acção chega a valer apenas 0,8€. O Estado Português intervém na banca portuguesa em geral, impondo uma condição ao Millennium bcp: o Banco tem que emagrecer o seu quadro de pessoal que é demasiado pesado. Até ao fim do ano teria que despedir 600 pessoas. Um ano depois mais 1.200.

Em Novembro o Banco selecciona 700 pessoas. 300 recusam, na sua maioria directores. É criado então um processo de voluntários: “quem quiser sair agora com estas condições (óptima indemnização, crédito habitação e seguros vitaliciamente com taxa de bancários, direito a subsídio desemprego…), voluntarie-se.”

Depois de duas noites à frente de folhas de excel, a pensar em todos os cenários e no que podia fazer depois….decidiu candidatar-se a sair. Não a queriam deixar sair: “o Banco não tem que pagar a pessoas imprescindíveis como tu e com a tua competência, para saírem do Banco.”

Foi até ao Presidente do Banco para conseguir sair. Já não conseguia olhar para trás. Sabia exactamente o que iria fazer dali em diante. No dia 12-12-12 assina o seu contrato de rescisão voluntária com o Banco.

A viagem

No dia 9 Outubro de 2014 começa a viagem no Brasil.
Percorre o Sul do Brasil, atravessa o país até ao Pantanal e começa a subir, sempre por terra, pela Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala e México. Dia 23 apanha um voo para Tóquio. Pretende visitar os países da Ásia que ainda não conhece e pelos quais sente atracção. Depois vai tentar Austrália, Nova Zelândia e  Índia.
Este é o plano mas está tudo em aberto. Neste momento, o seu único desejo, é continuar a viajar. Consegue imaginar-se a fazer isto por largos anos. Sente-se em total sintonia com o Universo.
Sustenta-se com o dinheiro que juntou nos dois últimos anos. Até agora, em quase 6 meses de viagem, gastou 5.000€ incluindo os voos e todo o tipo de despesas. Mas cada dia aprende novas formas de poupar. No Brasil gastou 36€ por dia. Na Colômbia 17€. Não anda de táxi, não usa lavandarias, não frequenta restaurantes e não lancha em pastelarias. Compra fruta, bebe água da torneira, procura as companhias de transportes mais baratas, faz os percursos a pé sempre que possível e fica sempre em quartos partilhados. Compras só o estritamente necessário para viver.

Enfim…milhares de formas para viver com pouco…muito pouco e não precisar de mais do que isso.

Porque viaja a Liza?

Viaja por Curiosidade. Viajo porque precisa de saber como é aquele lugar, como se vive ali, como são os seus habitantes, como se vestem e se comportam. E não lhe basta ler um artigo, ver fotos ou uma reportagem na televisão. Tem que ir eu ver como é, sentir o pulsar do lugar, os cheiros, os sabores, os ruídos, o toque das pessoas.
Viajar para si é ter os 5 sentidos bem despertos e não deixar escapar nada.
Não usa phones. Gosta de ouvir tudo, a música tradicional que passa nos transportes públicos, os gritos estridentes das crianças, as discussões dos adultos, as gargalhadas dos adolescentes.
Gosta de comer nos mercados, as comidas tradicionais, sentar-se com os locais à mesa, comer da mesma travessa e com as mãos, sem preconceitos. E eles apreciam. Gosta de agarrar a mão de alguém que a tratou bem e sentir a pele calejada ou delicada. E abraça todos aqueles com quem privou mais de 1h. Gosta do cheiro da fruta, das comidas de rua, do pão, dos perfumes, da chuva e do cheiro característico da cidade.

Viaja porque se sente afortunada e livre.

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Como começou este bichinho?

Começou a viajar aos 26 anos, depois de terminar a universidade e ganhar alguma estabilidade financeira. Primeiro lugar: Cuba. Era diferente. Tinha que ir ver.
A partir daí passou a viajar 2 a 3 vezes por ano. Todos os dias de férias eram para viajar. E a sua vida girava em torno disso. Sempre poupou em tudo para viajar.
Quando alguns amigos começaram a viajar por longos períodos e sozinhos sentiu que esse era o seu caminho. Um dia decidiu ir à Argentina sozinha. 3 semanas, de Iguaçu à Patagónia. Nessa viagem percebeu que tinha sido feita para viajar sozinha. E sonhava com o dia em que podia viajar por tempo indeterminado, como os viajantes com quem se cruzava nas suas viagens.
Mal surgiu a oportunidade de sair do Banco a única certeza que tinha era a de ia dar a volta ao mundo, por tempo indeterminado.

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A sensação de desapego é fantástica. A Liberdade é total.

Como está a correr a experiência?

Muito melhor do que alguma vez imaginou. Está mais feliz, leve e completa do que nunca! A sensação de desapego é fantástica. A Liberdade é total. A bagagem de 9 kg é mais do que suficiente, os quartos e banhos partilhados são perfeitos, os autocarros velhos são típicos e o escasso orçamento leva-a onde quer … não precisa de mais.

Nunca lhe deu tanto prazer cozinhar, lavar a roupa, gerir tempo, dinheiro e a passagem pelos países. Não se canso de terminais de autocarros, de fazer e desfazer mochila, de pesquisar hostels e atracções nos novos lugares, de estar sempre a mudar.

Todos os dias, mesmo todos, são ricos e especiais.

Se pudesse, passava o resto dos seus dias a viajar. Não por não estar a trabalhar (adora trabalhar) mas por estar todos os dias a ver coisas novas.
O Mundo é imenso e surpreendente. Não faz sentido não conhecê-lo o mais que possa. Vê por si, pelos que não podem ver, pelos que gostariam de ter visto. É a sua missão, e está a cumpri-la muito FELIZ.

 

fotos e texto: Liza Martins
edição: Miguel Marote Henriques

A única mulher no top 100 dos melhores investigadores em turismo é portuguesa

Antónia Correia é a única mulher no ranking mundial dos investigadores com maior produção científica na área do Turismo

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Antónia Correia integra a lista dos top 100 investigadores em turismo a nível mundial. O ranking baseia-se na Base Scopus, a maior base de dados a nível mundial com 53 milhões de registos. Este ranking foi elaborado pelo Instituto Politécnico de Hong Kong e, contempla 18.800 artigos publicados entre 1975 e 2014 em 57 jornais. Dos cerca de 15.060 investigadores identificados como autores ou co-autores dos artigos, foram selecionados os 100 com maior número de publicações.  Neste ranking o único nome Português é o de Antónia Correia, que se posiciona em 85º lugar, entre os melhores do mundo.

Licenciada e Mestre em Gestão, Doutorada em Economia Aplicada e Agregada em Economia do Turismo pela Universidade do Algarve lecciona e investiga neste domínio  há mais de 25 anos, a nível internacional é reconhecida como uma das responsáveis pelo posicionamento e a afirmação de Portugal na investigação cientifica internacional. A Profª Antónia Correia é docente e Dean da Escola de Turismo, Desporto e Hospitalidade da Universidade Europeia.

Neste ranking apenas 12 países emergem como responsáveis pela investigação científica, sendo a posição cimeira detida pelos EUA e por Hong Kong. Na Europa apenas se identifica o Reino Unido e Portugal entre os países com maior produção.

A docente e investigadora integra também o Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia (CEFAGE), classificado como Muito Bom pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. A nível internacional, é membro do Tourist Research Center, do International Society of Culture, Tourism and Hospitality e do International Association of Tourism Economics. É reviewer da maior parte das revistas de Turismo e Hospitalidade nacionais e internacionais e editora associada do Journal of Travel Research, do International Journal of Culture, Tourism, and Hospitality Research, do Tourism Analysis, do Journal of Business Research e da Anatolia.

 

actualizada em 25/03/2015

foto: DR

Ritinha Vieira – a campeã em entrevista

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Rit(inh)a Vieira integra o leque de desportistas revelação/campeões, em 2014, a par de Teresa Almeida (Campeã mundial de bodyboard também já aqui entrevistada), Ivo Oliveira (Ciclismo em pista), Vasco Ribeiro (Surf), Bruno Pica da Conceição (Equitação) e outros.

Ritinha Vieira sagrou-se campeã da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno FIM de Senhoras em Setembro de 2014. A jovem piloto portuguesa, de 20 anos, terminou a Baja de Idanha-a-Nova, prova a contar para o Mundial e Europeu de Motos, no segundo lugar da categoria feminina, o que lhe permitiu o título mundial, o primeiro da carreira. Venceu igualmente a categoria Júnior

Ritinha foi também a primeira portuguesa a vencer uma prova do Campeonato do Mundo com uma moto de produção nacional, uma AJP PR5 250.

A Excelência Portugal quis conhecer melhor a campeã e aqui fica a entrevista.

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- Com que idade despertaste para motociclismo?Desde que tenho a capacidade de reter memórias, lembro-me de com 4 anos andar num sidecar que o meu pai construiu para andar com o meu irmão de mota.
 

- Tiveste influência familiar?

Sem duvida, é um estilo de vida que adoptamos desde muito cedo. O meu irmão actualmente é campeão Nacional de Trial Absoluto, o que acaba por dizer muita coisa sobre a nossa família. Os nossos domingos (dia de prova) foram quase sempre passados no monte, com as motas atrás, além dos treinos claro.
Os meus pais sempre foram a base de tudo isto, acompanham cada passo e cada prova minha e do meu irmão ao longo destes anos todos.

- Quando foi a tua estreia em competição?

A minha estreia foi m Trial em 2003, tinha 8 aninhos, conduzia uma GasGas50 que era quase maior que eu e tinha o meu pai a correr à minha frente para não me enganar no caminho.

- Suspendeste os estudos em Design de Moda para te concentrares a 100% no motociclismo. Era impossível conciliar?

Não considero impossível, mas sabia que não estava dedicada a nenhuma das coisas a 100% e que a oportunidade no mundo motociclista era agora, não depois de acabar o curso (que não estava a gostar muito). Claro que faço tenções de tirar a minha licenciatura mas mais direccionada para o desporto uma vez que o meu objectivo futuro é estar de alguma forma ligada a este mundo ainda que não seja directamente pela competição.

- Como mulher sentes maiores dificuldades em te afirmar e em obter apoios?

Em afirmar-me, por vezes sim, a classe de Senhoras muitas vezes é descartada, em alguns casos/modalidades é considerada troféu e não campeonato nacional e por vezes esquecem-se que, como os homens, também somos capazes de passar certos obstáculos e acabam por tornar tudo demasiado fácil e desinteressante. Em apoios, penso que não somos muito afectadas uma vez que estamos em vantagem pois damos mais nas vistas quanto mais não seja pela proporção que há de homens relativamente ao de mulheres.

 
- Trial ou enduro?

Enduro! Estou a descobrir esta modalidade e ainda me sinto um pouco verde. É apenas o meu 2º ano a sério no enduro e estou a adorar, tenho aprendido muito e tenho notado uma grande evolução (que já não notava muito no trial).
 
- Aos 20 anos já tens um currículo de titulos invejável. Que significado teve seres Campeã do Mundo de Bajas (classe Senhora e Junior)?
 
Foi indescritível, nem eu estava à espera deste resultado. Foi algo pelo qual lutei muito e desafiei-me a mim mesma (pois nunca tinha feito nenhuma prova nesta modalidade a nível nacional). Sinto que foi muito importante para dar um salto na minha carreira, consegui algum mediatismo o que ajudou muito às condições que consegui reunir para esta época. Devo-o ao meu grande amigo Diogo Graça Moura que me proporcionou as condições todas e a motivação para alcançar o título, foi sobretudo um orgulho poder dar à AJP (marca de motas portuguesa) o primeiro título mundial.
 
- Quais as tuas expectativas para 2015?
 
Acima de tudo evoluir e crescer como piloto. A Raposeira proporcionou-me a mim e ao meu irmão as condições que eu jamais achava ser possível, tenho tudo ao meu alcance, agora só me resta trabalhar. Estou em adaptação à nova mota (Honda CRF 250), estou a gostar muito embora eu saiba que ainda tenho muito aprender, sei que consigo ser mais rápida, será apenas uma questão de tempo e treino.
Vou participar em algumas provas internacionais e o objectivo será sempre fazer o meu melhor.
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fotos: DR

Engage SKA – Consórcio português no primeiro telescópio transcontinental

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    O SKA é o “Square Kilometre Array (SKA)” (Matriz de um quilómetro quadrado) é o projecto internacional para a construção do maior telescópio dedicado às ondas rádio. Constituído por uma matriz de detectores que cobrem uma área de um quilómetro quadrado, a escala do SKA representa um “salto de gigante” no desenvolvimento estrutural e científico actual.

O SKA usará centenas de milhares de telescópios-rádio, em três configurações diferentes. Esta matriz de telescópios permitirá monitorizar o céu com um detalhe que até aqui era impossível (50 vezes superior ao do telescópio Hubble) e de forma muito mais rápida (milhares de vezes mais rápida, pode ler-se no site).

Na verdade são dois os SKAs que irão ser construídos: um em África (no deserto Karoo na África do Sul) e um na Austrália (região de Murchison). O primeiro ficará responsável pela recepção das frequências altas e médias (dos 3MHz até aos 20GHz), enquanto o segundo ficará responsável pelas frequências mais baixas (abaixo dos MHz) e por albergar a maioria da instrumentação de análise de dados.

Este projecto pretende ajudar a encontrar respostas sobre as principais questões da astronomia moderna: Como evoluem as galáxias ? O que é a matéria e a energia escura? Qual a origem e como se deu a evolução do magnetismo cósmico? Entre outras.

De acordo com o projecto, os trabalhos nos terrenos já começaram, assim como a verificação e testes dos dispositivos, estando prevista uma primeira matriz de sistemas protótipo para o próximo ano, 2016. Finalmente, a construção da versão-final das matrizes de telescópios começará em 2018 e deverá estender-se até 2023, embora em 2020 já se esperam os primeiros resultados científicos.

Este projecto resultará de um esforço mundial no qual estão directamente envolvidas 100 organizações de 20 países diferentes. Não é para menos dada a tarefa colossal de transferência, armazenamento e análise dos dados recebidos, que irá ultrapassar a quantidade total de dados que são transferidos actualmente na internet.

 

- Os dados recolhidos pelo SKA num único dia precisariam de dois milhões de anos, aproximadamente, para serem reproduzidos por um iPod.-

 

Apesar de Portugal ainda não ser um dos onze países membros da SKA Organisation, quer ajudar de forma significativa no desenvolvimento dos telescópios rádio. A EngageSKA é o nome do consórcio português composto por cinco instituições ligadas ao mundo académico (Instituto de Telecomunicações, as universidades de Aveiro, do Porto e de Évora e o Instituto Politécnico de Beja) e por sete empresas (Martifer Solar, Critical Software, Active Space Technologies, LC Technologies, Portugal Telecom, Coriant e a Visabeira), coordenado por Domingos Barbosa, do Instituto de Telecomunicações em Aveiro. Os objectivos fundamentais do EngageSKA estão relacionados com o desenvolvimento estrutural, sobretudo no desenvolvimento das infra-estruturas necessárias e dos protótipos baseados nos “Aperture Arrays” que irão ser instalados em Moura. A investigação da radioastronomia fundamental também faz parte do objectivo deste consórcio, através da criação e teste de desenvolvimento de modelos usando computadores de alta performance, entre outros objectivos.

 

Este, é sem dúvida, um projecto a seguir. Uma ambição a nível mundial que nos permitirá abrir a janela dos sentidos para o Universo (ainda) escondido.

 

fotos: DR
fnte: UA e  http://unitedkingdom.skatelescope.org/ska-project/