11 anos depois “TIMOR LORO SAE” chega às salas de cinema

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Um dos mais emblemáticos filmes do cinema de animação português, chega este mês às salas de cinema comercial.
Com estreia prevista para a quinta-feira dia 25 de junho, este filme irá anteceder e acompanhar a longa-metragem NÓS NA RUA.

TIMOR LORO SAE realizado em 2004 pelo cineasta Vítor Lopes, foi desenvolvido num processo paralelo ao desenrolar dos acontecimentos em Timor.
O filme inicia-se com o massacre do cemitério de Santa Cruz e ao longo de 12 minutos cruza lendas e factos de 500 anos de colonialismo e 26 anos da feroz ocupação pela Indonésia.

Estreado em Portugal no Festival de Cinema de AVANCA 2004, este filme teve uma forte repercussão internacional.

Distinguido em Tessalonica, mas também em Itália, Paquistão e Portugal, TIMOR LORO SAE foi seleccionado em mais de 40 festivais de países como a Alemanha, Brasil, China, Eslovénia, Espanha, EUA, França, Grécia, Indonésia, Irão, Itália, Luxemburgo, México, Paquistão, Portugal, Rep. Checa, Singapura, Síria, Taiwan, Tunísia, Turquia e Ucrânia. Na Indonésia a censura local acabou por retirar este filme à última hora da competição do festival.TIMOR LORO SAE foi já exibido por diversas vezes em Timor.

Vitor Lopes, sendo o autor do projeto enquanto argumento, criação gráfica, animação e realização, contou com a equipa do estúdio de animação do Cine-Clube de Avanca e foi produzido por António Costa Valente.
Com direcção de som de Fernando Augusto Rocha, esta animação conta com música tradicional timorense, mas também inclui obras musicais de Eurico Carrapatoso, Eugénio Amorim, João Pedro Oliveira e UNU.
Neste filme trabalharam os animadores Ana Ruela, António Almeida, Carla Freire, Carlos Silva, Joana Sousa, João Paulo Dias, Nuno Sarabando, Rui Carvalho e Susana Vasconcelos.

Vitor Lopes é um dos autores e realizadores de ATÉ AO TECTO DO MUNDO, a primeira longa-metragem do cinema de animação portuguesa. É também autor de vários projetos de séries e curtas-metragens de animação, tendo sido várias vezes premiado em competições internacionais.

O filme TIMOR LORO SAE terá estreia comum com NÓS NA RUA no Cinema City Alvalade em Lisboa, no Cinema Dolce Vita em Ovar, Teatro Ribeiragrandense nos Açores e posteriormente em salas de todo o país.

 

Fonte: Fimógrafo
Foto: DR

 

Escola de Barcelos promove ensino de Excelência na área da ciência

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Criado em 2008 com coordenação da professora Paula Cristina Santos Gomes e apadrinhado pela cientista Renata Gomes e pelo Nobel da Medicina de 2007, Professor Oliver Smithies, a Rede de Pequenos Cientistas, um movimento com o Alto Patrocino da Presidência da República, que visa promover e incentivar jovens com idades entre os 4 e os 17 anos a serem cientistas.

A Escola Secundária de Barcelos é a responsável pelo projecto que envolve diferentes escolas da região Norte.

A Excelência Portugal apoiou o evento e marcou presença no mesmo.

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Anualmente a Rede realiza um concurso, chamado de Grande Laboratório, entre todas as escolas aderentes a este programa, sendo que, este ano (7ªedição), o evento contou com as 3 nomeadas ao WISE Hero Award 2014 , Professora Doutora Tara Moore, Vice Diretora do Centro de Investigação Biomédica, Universidade de Ulster, Irlanda; Doutora Ceri Lewis, Bióloga Marinha e Exploradora do Ártico, Universidade de Exeter, Inglaterra e Doutora Renata Gomes, Cientista Sénior, King’s College London, Inglaterra.

Os Prémios Wise  reconhecem, no Reino Unido, o contributo da mulher para a saúde, bem-estar e segurança. Isto é, reconhece e premeia mulheres que com o seu trabalho, na área das Ciências e Tecnologias, contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Os militares também marcaram presença com o  engenheiro militar britânico, brigadeiro Nick Baveystock e os tenentes da Força Aérea Potuguesa, João Mesquita (médico) e Gonçalves Correia (engenheiro aeronáutico).

Durante todo o evento, os jovens tiveram a oportunidade de realizar “speed-datings” com elementos de várias universidades e politécnicos presentes, permitindo conhecer melhor os cursos e estabelecimentos de ensino e consequentemente efectuar escolhas futuras mais esclarecidas.

Todos os participantes e visitantes também puderam usufruir de um Cantinho da Saúde, onde podiam efectuar vários rastreios. Este espaço que visou a sensibilizar para a prevenção na saúde, esteva a cargo da Escola Superior de Enfermagem do Porto.

A par do evento, a Rede de Pequenos Cientistas  também ofereceu Bolsas de Estudo, para patrocinar os estudos universitários destes pequenos jovens, facilitando o seu futuro como jovens cientistas que são.

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Os premiados:

Prémio de Física e Química

- Ensino Básico (3ºCiclo)

Equipa: Tech Guys com um projecto de binário por laser
José Lomba e Pedro Sendi Lourenço (9ºano)
Professor responsável: João Macedo

- Ensino Secundário

Equipa: FMTV  com um protótipo de uma impressora 3D
Vítor Figueiredo,Martinho Figueiredo, Tomás Martins e Ricardo Ferraz (12ºano)
Professor responsável: Cândido Mendes


Prémio de Ciências Naturais

- Ensino Básico (3ºCiclo)

Equipa: As Eruditas   com modelo funcional de um rim
Inês Guimarães e Mafalda Abreu (9ºano)
Professor responsável: Celeste Salsas


Prémio de Biologia e Geologia

- Ensino Secundário

Equipa: Alucino-Cientistas  com substância para combater uma praga que afecta os castanheiros
Inês Beatriz Rosa, Francisco Marques,José Guimarães e José Nascimento (12ºano)
Professor responsável: Clara Dantas

 

Bolsa Jovens Investigadores Infante D.Henrique

World of Discoveries é um Museu Interativo e Parque Temático que reconstrói a  fantástica odisseia dos navegadores portugueses, cruzando oceanos à descoberta de um mundo desconhecido. Portugal teve um papel protagonista neste processo durante séculos a fio, criando novas rotas oceânicas e pondo gentes, animais e plantas em circulação por todo o mundo.

Os Descobrimentos abriram horizontes que facilitaram mais inovação e conhecimento científico. Com o intuito de promover a inovação e o conhecimento científico, World of Discoveries criou uma Bolsa inédita, para apoiar os  Pequenos Cientistas.

Os vencedores  verão as suas invenções expostas no Museu e Parque Temático, ainda este ano.

Alunos premiados: José Gomes, Luís Martins, Rui Sousa e Tiago Miranda
Projecto:”Vida em Marte”
Professor responsável: Paula Gomes

 

Mais detalhes sobre a Rede de Pequenos Cientistas em: 

Website: http://redepequenoscientistas.com/ 

Facebook: https://www.facebook.com/RPcientistas

Entrevistas (aúdio) efectuadas pela Rádio Universidade de Coimbra (Mariana Alves):
https://www.mixcloud.com/conselhocientifico/conselho-cient%C3%ADfico-16-rede-de-pequenos-cientistas-15/

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Fotos:
DR

O Porto foi a capital mundial da Matemática por três dias!

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Todos os anos a Sociedade Americana de Matemática colabora com uma sociedade de um outro país com o objectivo de organizar uma conferência com o objectivo de juntar o maior número de membros da comunidade Matemática de todo o Mundo. Assim, este ano, a Sociedade Americana de Matemática associou-se simultaneamente à Sociedade Europeia de Matemática e à Sociedade Portuguesa de Matemática, para em colaboração organizarem esta conferência anual no Porto, que decorreu entre os passados dias 10 e 13 de Junho.

 

A conferência juntou mais de 1000 matemáticos de todo o Mundo, que trabalham nas  mais recentes teorias e avanços no desenvolvimento da Matemática e da sua aplicação a outras  áreas científicas como a Astronomia e a Economia, passando pela Engenharia, pela Medicina ou pela Biologia. A conferência foi dividida por sessões temáticas, dedicadas a cada um dos temas, e sessões plenárias cujo interesse se julga mais abrangente e que decorreram na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e no Seminário de Vilar, respectivamente. Entre os oradores das sessões plenárias, a mais particular ocorreu no dia 10 de Junho na Casa da Música. O Professor Marcus du Sautoy da Universidade de Oxford dissertou sobre os “Os matemáticos secretos”. O autor de três livros e apresentador de numerosos programas de rádio e televisão que já foi galardoado pela Real Society´s Faraday Prize, falou sobre a presença da Matemática e de “matemáticos” em várias áreas, como a Música. Seguiu-se um concerto da Orquestra Clássica da FEUP, dirigida pelo maestro José Eduardo Gomes.

A conferência teve ainda a oportunidade de apoiar uma causa social, sendo a Associação MIACIS – Animal Protection and Integration a escolhida que tem feito um trabalho notável no controlo da reprodução de animais através de esterilização e um programa assente em recolher, cuidar e desenvolver ao ambiente os animais tratados.

 

 

Spark Agency – Miguel Gonçalves em entrevista

MGoncalvesO Miguel Gonçalves é uma pessoa particularmente difícil de descrever. Não por falta de qualidades já reconhecidas, mas por parecer simplista lançar dois ou três elogios. Talvez desassossegador de mentes entorpecidas encaixe com o papel que tem feito nas inúmeras palestras realizadas ao longo dos últimos anos.

Mas Miguel é muito mais do que isso e a sua visão levou-o mais longe. A Spark Agency é uma empresa criada em conjunto com a Tânia Delalande especialista em talento. Um conceito original e inovador que veio revolucionar o mercado de trabalho. Foi no escritório da Spark que o conheci e tive a oportunidade de o entrevistar. Com amabilidade enorme e uma energia contagiante, conversámos sobre como surgiu a sua ideia, de como é ser empreendedor em português e, principalmente, do mercado de trabalho em Portugal.

Conversámos também sobre o Picth BootCamp, um acelerador de carreiras que já conta com 34 edições e mais de 1000 postos de trabalho. Aliado a uma equipa muito apaixonado, muito viva e focada, redescobrem novas formas de aproximar o talento jovem com as empresas portuguesas.

“ Falem da nossa Excelência. Falem dos nossos casos fantásticos no mundo todo” disse numa palestra do TedEx Youth Braga. Desta vez, foi a Excelência Portugal que falou com ele. E descobrimos que é mais um dos casos fantásticos que é preciso dar a conhecer.

sparkO Miguel e a Tânia são os rostos principais da Spark Agency. Que papel tem cada um na empresa?

O que diz na minha assinatura é comandante executivo e a Tânia é problem solver. O meu trabalho resume-se a imaginar uma parede branca e colocar um ponto preto na parede. “O caminho é este”. O trabalho da Tânia é encontrar a maneira mais cost efective e funcional de chegarmos ao ponto. Garante que a máquina funciona. O meu é mais sugerir, empurrar, fazer crescer ideias.

E foi com a junção destes dois talentos, diversos, que nasce a Spark. Uma empresa dinâmica, explosiva e diferenciadora. Muito jovem mas com a sua posição já muito marcada no panorama nacional.

A Spark tem só tem 3 anos. Em 2011 estávamos já a trabalhar mas era ainda um projeto, não uma empresa. Vamos a meio do quarto ano e a empresa tem vindo a mudar. Temos vindo a explorar novas oportunidades de negócio e por isso o nosso modelo de negócio também tem vindo a evoluir. Hoje temos uma área muito forte de recrutamento, search executive, mas trabalhamos principalmente em employer branding. sparky1aNeste contexto, como se posicionam os Pitch Bootcamp na missão da empresa?

Ajudamos as empresas a serem mais apelativas junto do talento alvo que pretendem magnetizar. Trabalhamos a cultura organizacional ajudando as equipas a desenvolver e ritualizar comportamentos. O Pitch Bootcamp acaba por ser um híbrido de missão com o sonho de mudar Portugal. Acaba por ser o produto que mais problemas viu resolvidos até hoje. Estamos a fazê-lo há dois anos, quase três, já esteve com 3000 mil “miúdos”, 2000 profissionais de 600 empresas, 34 edições. Já chegou a uma fase de apuramento muito sólida. Acaba por ser a coisa mais trabalhada, apurada, que mais investimento viu por parte da Spark.

O conceito do Pitch Bootcamp foi criado de raiz pela Spark Agency. O que traz de novo ao mercado de trabalho?

O que traz de novo? Traz muitas coisas novas, não apenas nos conteúdos mas também na fórmula. A forma per se é bastante disruptiva e o picth bootcamp aparece de uma experiência anterior que tínhamos tido que foi o “So you think you can pitch”. Muito parecido com o “So you think you can dance” ou outros programas do género. Em 2011 lançámos no mercado, correu incrivelmente bem! Estivemos com imensas empresas, 5 mil candidaturas, várias edições, centenas de postos de trabalho e percebemos que existia ali uma oportunidade de negócio muito interessante. O objetivo era redesenhar e reinterpretar a forma como jovens se apresentam nas empresas e como as empresas se apresentam aos jovens, dando origem ao Bootcamp como temos hoje. sparky2aUma das características deste evento é o facto de decorrerem sempre numa universidade. Uma estratégia que pretende aproximar estes dois agentes?

Acontece em faculdades por um ponto de vista simples: muitas empresas têm ainda a perceção que as academias estão muito longes do mercado. E algumas de facto estão enquanto que outras tem já departamentos muito especializados. Quando o Picth Bootcamp acontece neste contexto estamos especificamente a dizer a estes dois stakeholders que precisam de estar juntos! E considerando que em média, cada edição tem 120 empresas, estamos a dizer às empresas que a faculdade esta aberta e estamos a dizer à faculdade que as empresas estão disponíveis para os seus alunos.

Estão também a dizer que ambas funcionam melhor se estiverem juntas.

Funcionam muito melhor se tiverem juntas a vários níveis! Podem ajudar a comunidade académica a direcionar a sua pedagogia. Podem ajudar os alunos a perceber quais as reais necessidades do mercado. E podem ajudar as empresas a perceber quem são estes os jovens, que expectativas têm, que ambicionam, quais os seus objetivos, que canais utilizam até as empresas? Que talento é este que está a crescer todos os dias nas faculdades e que é tão diferente das gerações anteriores? O que lhes vai na alma?

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Os dois dias do Pitch Bootcamp estão amplamente preenchidos do início ao fim. Como estão organizados?

Ao longo dos dois dias os diferentes stakeholders são submetidos a muitas experiências diferentes. Temos um framework que tem vindo a ser desenvolvido e que tem quatro partes fundamenteis. Primeiro trabalhamos com os bootcampers no seu produto. Ou seja, que competências eles trazem ao mercado de trabalho. Perceber quem é que eu sou, o que é que eu já fiz, quais são as minhas principais experiências, que competências já desenvolvi até aqui. Depois passamos para o cliente. Em que tipo de indústrias quero trabalhar? Em que tipo de funções gostava desempenhar? Em que empresas posso desempenhar estas funções?

Mas depois terá de existir a ligação entre os dois, certo?

Claro, e daí passarmos para a proposta de valor. Depois de saber o que é que vendo e a quem vou vender, tenho de perceber que match existem entre as necessidades do cliente e aquilo que lhe apresento. Se houver match tenho uma proposta de valor forte, se não houver é mais fraca. Por fim, trabalhamos a comunicação. Como desenvolver o “eu” online, previsões curriculares, assinaturas de email, como recorrer a candidaturas específicas, candidaturas espontâneas, ….

No 2º dia temos o dia com as empresas e acontece o pitch propriamente dito. As empresas estão distribuídas em mesas com mais três pessoas e cada participante tem agora 3 minutos para fazer um pitch e oportunidade de fazer perguntas e questões.

O Pitch Bootcamp acaba por ser um acelerador da carreira. Em apenas dois dias faz-se um processo que sozinho demorar-se-ia muito mais tempo ou só se fazia muito mais tarde. Acha que é possível aos jovens ficarem referenciados no mercado?

Não, não é possível ficar logo referenciado mas abre muitas portas. Se és universitário ou acabaste o curso à pouco tempo e queres explorar oportunidades de negócio, não conheço nenhum sítio em Portugal mais interessante para o fazer do que o Picth Bootcamp. Porque de uma forma muito rápida, muito cost effective e muito intensa consegues chegar a muitas empresas. Acelera de facto a tua carreira e dá-te uma visão crítica sobre o mercado mas, sobretudo, ajuda-te a pensar no que se quer efetivamente na carreira. Porque se eu quero muito, tenho de estar disponível para investir. É extremamente importante trabalhar muito e bem, mas mais importante trabalhar bem do que muito.  E o bootcamp ajuda-te a perceber isto e mostra que é possível ter uma carreira excecional. Está nas tuas mãos construir essa carreira todos os dias. pitch2A quantidade das empresas presentes no último dia é um dos aspetos mais aliciantes do evento.

E não é apenas a quantidade das empresas mas a qualidade das pessoas que vêm apresentar as empresas! Pessoas muito fortes dessas empresas. Diretores de bancos, diretores executivos, de marketing, de R&D, CEO’s, … Pessoas a quem vendo talento vivo, fresco e forte consigam fazer um bypass ao recrutamento e dizer “Olhem, este miúdo é excecional, coloca em partline e vamos entrevistá-lo”. Ou seja, é a oportunidade de uma pessoa de 20 anos poder falar com pessoas que podem ser potenciais clientes mas que, ao mesmo tempo, podem passar bom feedback sobre as suas opções.

Torna-se possível falar diretamente e de uma forma muito natural com pessoas que muitos não imaginariam conseguir chegar. Acha que é fácil chegar a elas?

Às vezes o mercado tem a perceção que há uma escassez de forma ou de metodologia para entrar em contacto com os agentes de mercado. O que em rigor é mentira. A experiência diz-me que é mais fácil agora entrar em contacto com as empresas do que nunca foi. sparky3aMas esta facilidade advém também de uma mudança por parte das empresas, que têm vindo a alterar nomeadamente o conceito de recrutamento jovem.

A realidade tem mudado dramaticamente. As empresas vão à academia porque precisam de rejuvenescer as suas equipas e de obter ideias novas. Se me perguntares, talvez nos últimos 5 a 10 anos passámos do arquétipo do jovem das fotocópias para o jovem das ideias. São vistos como os talentos novos e que já estão a ser integrados nas empresas. A médio e longo prazo a serão os próximos gestores de primeira linha.

Esta preocupação crescente das empresas pela qualidade dos seus recursos humanos é uma evidência clara. Quer pela criação de programas de captação de alentos quer pelos alargados investimentos que são feitos nesta área. Esta evidência pode levar a um paradoxo, visto que o desemprego jovem tem apresentado resultados assustadores.

Como é que estas duas realidades coexistem?

Ninguém faz grandes investimentos para ter um rapaz das fotocópias. Tens dois mercados atualmente: o mercado das commodities e o mercado dos talentos. No primeiro são os jovens que têm de ir bater à porta das empresas e o grande critério das transações é o preço. No mercado das empresas são estas que vêm ter com os jovens. E isto muda tudo! É outro mercado, com outra configuração. É muito mais pequeno mas também muito mais vivo, onde são os jovens que escolhem onde querem trabalhar. sparky4aÉ muito fácil para os jovens, quando enfrentados com o mercado de trabalho, sentirem que não tem grande proposta de valor para as empresas. O que leva a que isto aconteça?

Uma coisa que acontece com imensa frequência na população universitária é assumirem que ausência de experiência é algo comprometedor. E assumem erradamente que o facto de não terem experiência legitima a utilidade que têm no mercado. Uma coisa que ajudamos no bootcamp é perceber que num recém-diplomado a empresa não espera experiência. Procura preditores de desempenho. O que é que esta pessoa já fez que me permite depreender que será um teamplayer, que fará fit na minha cultura ou numa equipa, que produz resultados…

E que é capaz de lidar com os desafios que vão aparecer. As softs skills ganham cada vez mais importância nas equipas de trabalho e daí serem um ponto importante nos processos de recrutamento. Em que é que o Picth Bootcamp ajuda neste aspecto?

Uma das coisas mágicas que acontece no bootcamp é ajudar a perceber que a moeda de mercado são as competências. E as tuas competências que foram desenvolvidas na academia, nos voluntariados, a fazer desporto, no núcleo de alunos, na Excelência Portugal. As competências que tu desenvolveste em tudo o que já fizeste.

As grandes transformações que ali acontecem ocorrem quando as pessoas se espantam “Uau, eu que achava que não tinha nada para trazer ao mercado, afinal de contas tenho imensas coisas válidas”. É um dos grandes efeitos pedagógicos destes eventos.

No início, muitas pessoas diziam que o conceito não ia resultar. Não foi fácil, mas a Spark mostrou é possível e criaram um produto novo num mercado que precisava de ser abalado. Que conselho dá a todos os portugueses que estão na primeira fase dos seus sonhos, das suas ideias?   

A malta pergunta muitas vezes se aquela ideia é boa ou má, se vai funcionar ou não. E eu respondo da mesma forma: só o mercado é que sabe se presta ou não presta. Só o mercado é que sabe se uma ideia de negócio se transforma num negócio. No início a reação foi lenta, mas o mercado reage sempre, sempre à qualidade e à persistência. Foi estarmos sistematicamente a tentar ser bons e não atirar a toalha ao chão demasiado cedo. Melhorar edição a edição até chegarmos a um ritmo de cruzeiro que cresce por referência.

 

Fotos: DR

 

Stand Up Paddle Board – Isa Sebastião bate recorde mundial

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No passado domingo, Isa Sebastião, actual campeã nacional de Stand Up Paddle Board (SUP) em Maratona e Sprint, bateu, em Alcácer do Sal, o recorde do mundo da maior distância percorrida num rio sem paragens a remar em pé numa prancha. Isa Sebastião fez, em 24 horas, 170 quilómetros no Rio Sado. 

Para entrar no livro dos recordes do Guiness,  a atleta tinha-se proposto a completar 130km. Superado o objectivo em 40 km, cabe agora ao Guiness a homologação do feito.

A Excelência Portugal quis saber mais sobre esta modalidade e entrevistou a atleta.
ISA4Isa Sebastião tem 41 anos e 1.80m. A lisboeta  (Alcântara)  iniciou a sua  carreira desportiva passou pelo basquetebol, o CIF foi o seu clube de formação e jogou no União de Santarém e Nacional da Madeira. Foi várias vezes campeã nacional e representou a selecção de Portugal até ao final da carreira (96 internacionalizações).

Deixou de jogar basquetebol aos 26 anos porque o desejo de fazer desporto de exploração da natureza era cada vez maior. Gosta de praticar qualquer desporto que a coloque em contacto com a natureza e lhe proporcione aventura e desafio e principalmente se forem no meio aquático- Actualmente além de SUP pratica kitesurf regularmente.

Começou a praticar  SUP quando teve conhecimento, pela internet, em 2009. Organizou alguns eventos como a Oeiras SUP Race e a primeira etapa de ondas e race no Ocean Spirit.

Em 2012 começou a competir em Race sempre com homens, em 2014, já com algumas mulheres a fazerem o circuito, sagrou-se campeã nacional de Race e Sprint (no entanto as mulheres continuam a ser “muuuuito” poucas). Em 2013, entrou numa prova do circuito mundial ficando em 7º lugar.

Na sua opoinião, Portugal tem das melhores condições da Europa e talvez mundo para a práctica do SUP. A modalidade têm várias vertentes e em todas o nosso pais é fabuloso:

– Excelentes ondas como já é sabido para o SUP Waves;

– Costa com nortada excelente para Downwinds (descer ao vento), dito pelo presidente da IOSUP, Fernando Labad, como Portugal para o downwind só o Hawai;

– Óptimas lagoas, albufeiras e rios para passeios e travessias.

Esta actividade têm sido a de maior crescimento nos últimos tempos e pensa que Portugal não vai ser excepção, A facilidade de aprendizagem, boas sensações e versatilidade são a receita para o sucesso e literalmente é uma actividade dos 8 aos 80 e adequa-se a diferentes tipos de procura de sensações: calma, adrenalina, lazer, desporto, família, etc.

Isa pessoalmente adora remar durante muito tempo mas também adora apanhar ondas.

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A nível competitivo ainda somos praticamente inexistentes. Pela Europa existem provas com mais de 100 participantes e em Portugal ainda contamos com 20 ou 30.  Para Isa Sebastião, “ainda existe a mentalidade de que se não é para ganhar então não vou. “
No que concerne a apoios, estes são idênticos aos de todos os desportos amadores e recentes, ou seja praticamente nulos. Para se conseguirem apoios tem de haver mediatismo, e esta é uma modalidade que ainda não tem qualquer tempo nos meios de comunicação social.
Fotos: DR

O surf português está imparável! Vice-campeões mundiais

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Dia 7 de junho escreveu-se mais uma página na história do surf português: a seleção nacional sagrou-se vice-campeã mundial no ISA World Surfing Games. Nicolau Von Rupp foi o atleta português que chegou mais longe na competição, tendo obtido a medalha de prata na prova principal.

O World Surfing Games, Campeonato Mundial organizado pela Federação Internacional de Surf, decorreu na semana passada, entre 31 de maio e 7 de junho, na Nicarágua. É um evento no qual os atletas competem individualmente pelo título e coletivamente pela distinção da sua Seleção. Em competição estiveram 27 seleções de todo o mundo e 132 atletas, masculinos e femininos.

No pódio, encontramos a Costa Rica como campeã mundial, seguida de Portugal e em terceiro lugar os Estados Unidos. Dado que o objetivo apontado inicialmente para a nossa seleção seria o top 5 por equipas, esta medalha de prata foi uma superação de aspirações.

Nas redes sociais a Federação Portuguesa de Surf escreveu “Estiveram todos brilhantes. Este homem foi ENORME”. Este elogio dirige-se a Nicolau Von Rupp, o surfista da Praia Grande, que foi o único português que conseguiu manter-se do início ao fim na prova principal, tendo demonstrado uma consistência no seu desempenho absolutamente fantástica.

Também a jovem surfista de Cascais, Teresa Bonvalot, se distinguiu nesta competição, alcançando o 9º lugar e confirmando o seu potencial. Vasco Ribeiro e Miguel Blanco posicionaram-se ambos em 13º lugar, enquanto José Ferreira e Camilla Kemp ficaram em 25º lugar.

Quem está também de parabéns é David Raimundo, Selecionador Nacional de Surf, que acampanhou os atletas nesta prova.

João Aranha, Presidente da Federação Portuguesa de Surf, nota que “conseguimos cumprir os nossos objetivos e somos vice-campeões do mundo em Surf! Trata-se de um retorno muito positivo para o investimento na nossa Seleção e espero que esta distinção, que reforça a posição de Portugal como potência mundial de Surf, abra portas a fundos para competirmos em mais provas internacionais, dando a oportunidade aos atletas de outras modalidades de trazerem mais troféus para Portugal.”

Sem dúvida um resultado histórico para a modalidade do surf em Portugal.

 

Foto: DR

Santos populares – Excelência na tradição

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Para muitos não é novidade, mas para outros há-de ser o primeiro ano.  Junho é o mês dos Santos Populares, a conhecer: Santo António, São João e São Pedro!

Estes festejos decorrerão em vários municípios. No Porto, São João “do Balão” na noite de 23 para 24 de Junho. Em Évora comemora-se o São Pedro, o Santo dos Pescadores, no dia 29 de Junho. Mas os festejos não ficam por estas cidades, expandindo-se ao longo de todo Portugal!

Marque na sua agenda, pois vale a pena.

 

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Hoje, dia 12 de Junho, é dia das Marchas Populares de Lisboa, dentro das Festas de Lisboa. A Avenida da Liberdade iluminar-se-á de vida, sorrisos, cores vivas e floreios. Aquelas semanas de trabalho, preparação e dedicação darão hoje os seus frutos, sendo que em seguida teremos: Santo António! (por favor: sardinhas e cerveja, obrigado)

Em Lisboa, as ruas já se vestiam de cores faz semanas. Para além dos efeitos vistosos, a Cidade também se enche de pessoas a circular de um ponto para outro. Imperam o típico cheiro a sardinha, a bifana no pão, os copos na mão e muita dança ao som de música tradicional, embora umas mais que outras, todas dão para a festa.

Ao longo dos anos, que vão passando, vão surgindo mudanças, mas pessoalmente (até agora) creio que fica o mesmo de sempre: uma boa altura para descontrair com amigos, ouvir música que normalmente é nerd mas até gosto, dançá-la sem vergonha e comer sardinhas. O mais engraçado é que não importa o cheiro com que ficamos (das sardinhas) porque toda a gente que passou pelos santos tem esse mesmo cheiro característico.

Os Santos Populares atraem população a áreas não tão frequentadas, dinamizando-as. Estamos perante uma tradição que junta classes, não coloca em causa a dignidade da pessoa humana e promove a dinamização urbana e económica.

A população atraída não é somente nacional, sendo que cativa muitos estrangeiros pela sua vivacidade, música, petiscos, autenticidade e decorações coloridas. Por último, para além das memórias e laços que se criam entre as pessoas, em termos económicos também proporcionam emprego, atendendo à mão-de-obra que um evento a esta escala exige.

 

Fotos: DR

Fundador da Farfetch vence Prémio Diáspora da COTEC

 

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José Neves, fundador e CEO da Farfetch, foi o vencedor da oitava edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, promovido pela COTEC, com o alto patrocínio do Presidente da República. Concorreram 201 emigrantes.

O prémio foi entregue, esta quinta-feira, 11 de Junho, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Licenciado em Economia pela Universidade do Porto, José Neves reuniu, em 2008, os seus interesses por moda e tecnologia e lançou a Farfetch.com, uma plataforma online de comércio que agrega, promove e apoia, mais de 300 das melhores boutiques do mundo de moda multimarca, presentes em 180 países, e que não trabalham com vendas online.

O site pioneiro reúne boutiques de estilistas independentes de Paris, Nova Iorque, Milão, Bucareste, Helsínquia ou Ibiza, permitindo aos clientes comprar uma variedade incomparável de marcas e peças, oferecendo aos amantes da moda a oportunidade de satisfazer a paixão de comprar pelo mundo.

Ainda que tenha escritórios no Porto, a Farfetch.com está sedeada em Londres, onde o José Neves reside. A empresa emprega 636 pessoas em todo o mundo, sendo que mais de 300 trabalham em Portugal e 165 no Reino Unido.

O Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa tem como objectivo central o de premiar e divulgar publicamente cidadãos portugueses que se tenham distinguido pelo seu papel empreendedor, inovador e responsável no contexto das respectivas sociedades de acolhimento e que constituam exemplos de integração efectiva nas correspondentes economias e de estímulo à cooperação entre Portugal e os respectivos países de acolhimento.

São destinatários do Prémio cidadãos portugueses que, na data da candidatura, residam no estrangeiro há mais de cinco anos.

 

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Farfetch é uma “billion dollar company”

 

Fonte: COTEC
Fotos: DR/Créditos: Robert Astley Sparke

Elvira Fortunato defende que Portugal deve cativar os jovens qualificados

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A Prof. Doutora Elvira Fortunato, presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, defendeu hoje, em Lamego, que Portugal deve cativar os jovens altamente qualificados para não abandonarem o nosso País.

Para a investigadora, Portugal tem evoluído na qualificação e especialização dos nossos jovens, mas não tem sido capaz de os fixar. Em declarações à Agência LUSA, veiculados pelo Diário Digital, a presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas salientou que «Não podemos desperdiçar esta mais-valia e há que tirar retorno do grande investimento que foi feito, caso contrário outros farão isso por nós. Não podemos deixar que jovens altamente especializados abandonem Portugal».

 

Fontes: Diário Digital/Lusa
Fotos: DR

UNESCO declara Nordeste Transmontano, Zamora e Salamanca Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou, esta terça-feira,  que a UNESCO aprovou a candidatura da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, apresentada por Portugal e Espanha. O projeto insere-se no âmbito do programa científico «O Homem e a Biosfera» desta organização internacional. A aprovação ocorreu em Paris.

A Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica passa a ser a 15.ª reserva da biosfera transfronteiriça a nível mundial, e a 8.ª reserva da biosfera portuguesa, num universo de 631 reservas da biosfera, repartidas pelos 119 Estados-membros da UNESCO.

As Reservas da Biosfera são áreas classificadas, representativas dos principais ecossistemas mundiais (terrestres, marinhos e costeiros), estabelecidas pelos Estados-Membros da UNESCO e reconhecidos pelo Programa MAB.

A candidatura da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica foi promovida e apresentada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial e inclui 12 municípios do Nordeste Transmontano e parte das províncias espanholas de Zamora e de Salamanca.

Esta Reserva da Biosfera Transfronteiriça inclui ainda quatro Parques Naturais (Lago de Sanabria e arredores, Montesinho, Douro Internacional e Arribes del Duero) e diversos espaços pertencentes à Rede Natura 2000.

A primeira Reserva da Biosfera Transfronteiriça foi aprovada em 2009 e localiza-se no Gerês–Xurés.

 

Consulte a unidade didática infantil em : http://www.cm-braganca.pt/uploads/writer_file/document/2416/20141106145511642123.pdf

 

Fonte: MNE
Fotos: DR