Gente bonita come “fruta feia”

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Quem nunca ouviu a mãe, o pai ou a avó repetir vezes sem conta “É para comer tudo o que tens no prato, não se deita comida fora.”? A realidade é que, antes de chegar à nossa mesa, cerca de metade da comida produzida no mundo vai parar ao lixo.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), as 1.3 mil milhões de toneladas que são anualmente desperdiçadas seriam suficientes para alimentar todas as pessoas que passam fome no mundo.

O mesmo acontece a cerca de 30% da fruta produzida em Portugal. Embora saborosa e de qualidade, os agricultores não conseguem vender às mercearias e supermercados 30% da fruta que produzem por esta não ter o aspeto perfeito a que os consumidores estão habituados. Isto significa que 3 em cada 10 maçãs, 30 em cada 100 peras e 300 em cada 1,000 laranjas colhidas vão diretamente para o lixo.

Para além do desperdício alimentar que isto representa, esta situação tem um impacto ambiental considerável: gastam-se em vão água, energia e terreno para produzir alimentos que acabam no lixo. De seguida, a decomposição destes alimentos não consumidos emite gases associados ao efeito de estufa e aquecimento global, como o metano e o dióxido de carbono.

O desperdício alimentar leva também a um aumento dos preços dos produtos que chegam aos supermercados de forma a cobrir os custos de produção dos alimentos não aproveitados. Estudos demonstram que quando o dinheiro é escasso, surge uma tendência para poupar em fruta e legumes optando por alimentos mais baratos mas também menos saudáveis. Por isso, no contexto atual em que muitas famílias portuguesas enfrentam dificuldades financeiras, é particularmente importante acabar com este tipo de desperdício.

A solução para este problema é bastante simples: parar de deitar comida fora só porque é “feia”. Para ajudar a acabar com o desperdício alimentar no nosso país surgiu em 2013 a inovadora Cooperativa Fruta Feia. Foi o 2º prémio do concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian em conjunto com a COTEC em Junho de 2013, que impulsionou o arranque da cooperativa de consumo Fruta Feia CRL em Novembro de 2013.

Este projeto pretende “reduzir as toneladas de alimentos de qualidade que são devolvidos à terra todos os anos pelos agricultores e com isso evitar também o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção, como a água, as terras cultiváveis, a energia e o tempo de trabalho”.

Como? A Cooperativa Fruta Feia compra diretamente aos agricultores a fruta e legumes que estes não conseguem escoar para o mercado devido à aparência. Com estes produtos enchem cestas que depois vendem aos consumidores associados. A recolha das cestas pelos consumidores é feita uma vez por semana num dos três locais de entrega (dois em Lisboa e um na Parede). Neste momento a Cooperativa Fruta Feia é composta por uma rede de 34 agricultores e 800 consumidores associados. Pretendem levar a Fruta Feia até ao Porto já em 2016, mas ambicionam um dia abranger todo o país.

O impacto deste projeto não passou despercebido. Ao fim de apenas 6 meses de existência já era notícia no The New York Times. Foi considerada a Ideia do Ano pela Time Out, e recebeu vários prémios entre os quais se destaca o Prémio de Inovação do Crédito Agrícola.

O valor da Fruta Feia já se mede às toneladas: poupam-se semanalmente em Portugal 4 toneladas de fruta e legumes de excelente qualidade que, de outra forma, iriam parar ao lixo.

Caso se queira juntar a esta ideia, basta inscrever-se na página da Fruta Feia, pagar uma quota anual de 5 euros e comprar um cabaz semanalmente. Para além de poupar, compra fresco e local.

Foto: DR

CIIMAR conquista três novos projetos de Divulgação de Ciência

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Cadeias Tróficas Marinhas – Conhecer para Comunicar”, “Mar de Plástico” e “OceanLab – Protegendo os Oceanos: vem ao laboratório fazer connosco!”,  são os três novos projetos de divulgação de ciência do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), com financiamento aprovado pelas European Economic Area (EEA) Grants.

Os três projetos procuram contribuir para a educação e sensibilização dos cidadãos para o Bom Estado Ambiental das Águas Marinhas preconizado pela DQEM (Diretiva Quadro Estratégia Marinha), assim como promover a Literacia dos Oceanos, a valorização dos seus recursos marinhos e a sua preservação, através da realização de iniciativas de sensibilização junto das camadas mais jovens e público em geral.

O projeto “Cadeias Tróficas Marinhas” tem por objetivo sensibilizar e dotar o público escolar de uma série de conceitos e processos inerentes ao tema das relações tróficas marinhas assim como fornecer ferramentas para a aprendizagem autónoma e o desenvolvimento do pensamento crítico. Para tal, o projeto propõe realizar diversas iniciativas de sensibilização para alunos de diferentes níveis de ensino e público em geral, que incluem a construção orientada de produtos de comunicação de ciência originais e demonstrativos sobre o tema e que irão posteriormente integrar uma exposição Pop UP destinada a incentivar a adoção de boas práticas para a preservação dos ecossistemas marinhos e manutenção das cadeias tróficas.

O projeto “Mar de Plástico” pretende alertar e aumentar o conhecimento dos mais jovens para a problemática dos plásticos no Oceano, procurando incentivar a reflexão crítica sobre os possíveis contributos de cada um. Este projeto destaca-se pela exploração inovadora da arte como ferramenta de sensibilização da sociedade para questões ambientais. Através de uma colaboração com a Escola Superior Artística do Porto serão produzidas esculturas de grande tamanho com plástico reciclado e uma peça de teatro, para posterior exibição em locais públicos da cidade do Porto e escolas envolvidas no projeto. Este projeto, que se integra na Campanha Ocean Action, prevê ainda a realização de atividades de ciência experimental em 6 escolas da região do Porto, ações de limpeza de praias, uma exposição e a produção de vídeos educativos sobre o tema da poluição dos oceanos por plásticos.

Por fim, o projeto OceanLab envolve a criação de um laboratório específico no CIIMAR para receber jovens, professores e famílias, conduzindo-os numa abordagem holística à Literacia do Oceano. Com um programa dedicado à realização de um conjunto de experiências científicas hands-on, o OceanLab permitirá aos jovens colocar em prática, num contexto laboratorial, experiências relativas a princípios ligados à Literacia no Oceano, bem como à gestão integrada e à manutenção do Bom Estado Ambiental dos Oceanos.

Fonte: UP
Foto: DR

 

Bloomberg Business considera Lisboa a “São Francisco da Europa”

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Lisboa, a capital de Portugal, está a transformar-se. Quem diz é a “Bloomberg Business” de Nova Iorque, e compara-a a São Francisco.

É certo e sabido que temos uma ponte similar, os eléctricos, e os surfistas. Até agora, parecem ser a mesma cidade. Antes, faltava-nos a força tecnológica, mas a situação está a alterar-se e os investidores internacionais estão a dar pela mudança.

Carolyne Hyde, autora do artigo, começa por falar na Uniplaces, fundada há três anos e que tem como objectivo encontrar acomodação para estudantes, neste momento operando em 38 países. Ganhou apoios de, por exemplo, o fundador da Zoopla, Aliz Chestermane e de empresas de capital de risco como a Octupus Investments.

André Albuquerque, da Uniplaces, acha que o facto de se fazer uma comparação entre Lisboa e São Francisco é algo válido. Lisboa tem “um ambiente próspero ao crescimento e eu vejo muitas similaridades quanto à energia das pessoas que estão em ambas as cidades.”

O artigo fala também no facto de que “entretanto a Talkdesk – uma empresa de software para call centres – angariou milhões de investidores estratégicos, como a Salesforce.com, empresa de software americana. E a Google Ventures investiu dinheiro na tradutora de línguas Unbabel.”

“Todas as três startups portuguesas escolheram construir os seus negócios virados para o estrangeiro em Lisboa, em vez de se mudarem para núcleos tecnológicos mais desenvolvidos como Londres, Berlim ou Califórnia.” Pode ler-se no artigo da Bloomberg.

É de sublinhar também o facto de que não só estas empresas escolhem ficar em Lisboa mas como o facto de que começa a notar-se a crescente vinda de talento do exterior para Lisboa.

André diz: “Estamos a ver muitas pessoas a vir para Portugal de países estrangeiros, seja China ou Estados Unidos. (…) Estamos a ver toda a infraestrutura crescer e nascer no centro de Lisboa e a acomodar-se a esse crescimento.”

No topo disto tudo, mais boas notícias aparecem. O cenário do crescente aparecimento de start ups em Portugal vai ainda sofrer um boom quando Lisboa se tornar anfitriã do maior evento europeu de Start ups – o Web Summit, a partir de 2016.

As coisas aqueceram ainda mais, quando a Codacy – uma ferramenta automática de revisão de Code – sedeada em Lisboa ganhou a competição do último Web Summit. E assim, o evento que ao longo de 5 anos se realizou em Dublin, agora passa para Lisboa, e com isso a responsabilidade de receber cerca de 22.000 inovadores, investidores e media internacional.

“Eu acredito honestamente que Lisboa pode ser um dos canais de ligação entre a Europa e os E.U.A.” disse Alexandre Barbosa, um dos fundadores da investidora e incubadora Faber Ventures.

“Até ao momento, não existe nenhuma start up lisboeta que se tenha vendido a si própria a uma outra empresa de maior volume ou através de venda de acções.” “Lisboa precisa ainda de vendas do tipo que estimulam o crescimento continuo, como tem acontecido em Londres, e mais recentemente em Berlim”, escreve Carolyne.

É da opinião de muitos que, com as ambições em alta, existirão brevemente novas rondas de investimentos de elevados valores e que o Web Summit 2016 “será a plataforma perfeita para ver como é que a cidade se dá com a nova onda de talento tecnológico agora a rebentar na costa de Lisboa”.

Se a Excelência Portugal tem conseguido atingir os objectivos pretendidos, não teremos dificuldade em saber qual a conclusão a retirar deste conjunto de noticias: Os portugueses continuam a derrubar barreiras que ao longo do tempo foram criadas, na mente dos portugueses, mas também nas mentes daqueles que nos observam de fora e agora ficam cativados pelo nosso potencial.

 

Fonte: Bloomberg Business
Foto: flytacv

is.land studio of architecture – dupla de arquitectas insulares aposta em arquitectura sustentável e resiliente

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A devastação e flagelo que se faz sentir constantemente no Pacífico foi suficiente para as arquitectas portuguesas Carla Pereira e Rita Borges, naturais dos Arquipélagos da Madeira e Açores, escolherem as Filipinas como local para materializar as suas ideias. No âmbito do curso Designing Resilient Housing, desenvolveram o projecto de uma casa modular, low-cost e ecológica, capaz de resistir aos piores cenários de catástrofes naturais e que valeu-lhes o Award of Distiction pela Open Online Academy, de Nova Iorque.

São factores como o crescimento da população mundial, o disparo do consumo médio da humanidade, a exaustão dos recursos naturais, que colocam o planeta em completo estado de degradação e alerta. Se a Terra nos oferece tanto, por que razão o homem, mero inquilino do mundo, não cultiva o equilíbrio e insiste em esgotá-la? Será necessário ultrapassar os limites? Ou será o homem uma criatura tão egoísta e masoquista que sente prazer em caminhar para o suicídio e o ecocídio?

O alarmismo está instalado e desenvolvem-se atitudes para tentar recuperar (uma ínfima) parte da saúde da Terra. As intensas intervenções humanas no meio ambiente provocaram alterações climáticas que, consequentemente, originam desastres naturais que têm como resultado perdas humanas e materiais.

Se “os edifícios são como a nossa segunda pele, uma camada frágil que nos protege das adversidades do mundo exterior”, qual a razão para falharem na função para o qual estão destinados? A arquitectura encontrou uma resposta incrível e eficaz.

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Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro

Como matéria-prima recorreu-se ao uso de materiais locais como bamboo, pedra e madeira, de forma a reduzir os custos finais de construção. Por se tratar de uma habitação simples e fácil de construir, que ronda os 5.5000 euros, poderá suscitar a motivação da própria mão-de-obra local bem como a das famílias a usufruir dessas novas instalações.

Com o projecto da habitação modelar, passível de crescer conforme as necessidades das famílias, as arquitectas pretendiam desenvolver uma urbanização e proporcionar o crescimento urbano, de modo a que se criassem dinâmicas sociais e até mesmo o próprio desenvolvimento da economia local.

As duas arquitectas insulares vêem o projecto como um ponto de partida para impulsionar, inovar ou ate mesmo resolver a arquitectura (ou falta dela) nos arquipélagos. Ainda são muitos os casos de pobreza extrema e degradação que passam despercebidos e que se encontram “camuflados” em cada esquina das cidades.

Afirmam ainda que o grau de desenvolvimento do tempo em que vivemos não é proporcional ao nível de pobreza que ainda se faz sentir. São muitos os que carecem do direito a uma habitação confortável e segura e, de certo modo, esta habitação vem dar resposta a essas mesmas dificuldades.

Segundo as arquitectas Carla Pereira e Rita Borges “Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro” e essa ideia está, visivelmente, a ser bem conseguida.

Carla Pereira e Rita Borges
 
Duas arquitectas portuguesas que se conheceram em Itália, por entre estudos arquitectónicos direcionados para a arquitectura sustentável. Estas duas jovens são naturais dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, motivo pelo qual as levou a explorar mais aprofundadamente questões sobre a arquitetura sustentável, arquitetura de emergência e prevenção em situações de catástrofe. Desta forma pretendem desenvolver projectos que melhorem o mundo lá fora, mas primeiro o seu mundo cá dentro. Participaram em cursos internacionais promovidos pela IUAV Venezia, onde frequentaram programas de intercâmbio, tendo terminado os estudos na FAUP- Faculdade de Arquitetura do Porto e FAUTL- Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, respetivamente. 
Carla Pereira termina o curso com um tese de mestrado sobre arquitetura de emergência em África, centrada na temática da falta de condições de habitabilidade, relacionada com pobreza e problemas sociais de vitimas de desastres naturais envolvendo temas como a economia, problemas sociais e ambientais.
Rita Borges, por sua vez, termina o curso com uma tese de mestrado sobre desenvolvimento sustentável e ecológico recorrendo a uma arquitetura de prevenção, ou seja, questões de escassez de água em territórios insulares, relacionadas com as alterações climáticas, o crescimento da população mundial e a escassez de recursos. Desenvolveu uma solução alternativa recorrendo a energias renováveis, com a implementação de um sistema de dessalinização solar numa estufa, onde é possível obter água potável no mesmo local onde produz alimentos, o que proporciona o contacto com a população numa vertente educacional e por fim, o armazenamento de água potável, podendo ser distribuída localmente.
O interesse das jovens arquitectas por questões de sustentabilidade, arquitetura de emergência e prevenção fez com que estas desenvolvessem uma habitação low-cost para as Filipinas, resistente a desastres naturais, como os tufões e cheias, reconhecido a nível internacional. Com o feedback positivo que este projeto tem recebido entre o mundo da arquitectura e construcção, as arquitectas decidiram ir mais além, continuar com este tipo de projetos e assim surge o is.land Studio of Architecture.
 
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Ambas as arquitectas, movidas pelos mesmos ideais originam, assim, o is.land Studio of Architecture que se foca num trabalho de carácter humanitário e numa arquitectura de prevenção. Pretende-se promover a integração e articulação de uma arquitetura humanitária com a arquitectura contemporânea e tradicional a que estamos habituados, desenvolvendo projectos de carácter urbano, contemporâneo, sustentável mas sobretudo, adaptado às realidades existentes hoje em dia, pensado para qualquer pessoa, e tendo em conta o cenário económico e social em que nos encontramos.
 
 
Fotos: DR

Inforyou pretende melhorar a imagem dos portugueses

 

A aplicação fornece informações das lojas e produtos relacionados com moda

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O sonho de Afonso Gama Prole de criar uma empresa na área da moda nasceu no Verão do ano passado, mas foi a partir de Setembro deste ano que o projecto começa a ganhar visibilidade. A Inforyou é uma rede social centrada no local search e no acommodation system. O primeiro permite aos utilizadores acederem às lojas de marcas de vestuário e adicionar a localização do estabelecimento. Por seu lado, o accomodation system garante a possibilidade de fazer check-in e publicar fotografias. No entanto, a aplicação tem uma novidade recente. Qualquer pessoa pode saber se alguma celebridade comprou determinado artigo nas lojas ou se a marca é amiga do ambiente.

A Start-Up conta com quatro pessoas e pretende conquistar um nicho de mercado “que não está desenvolvido”. A Inforyou quer estar presente em Portugal e Reino Unido, em particular na capital britânica, embora também esteja no horizonte crescer no resto da Europa e Estados Unidos. Numa primeira fase, a promoção tem sido feita aos bloggers de moda, às marcas e a determinadas personalidades, além da aposta nas várias redes sociais.

As preocupações com a imagem também já chegaram aos homens. Nos últimos anos surgiram várias empresas com os mesmos serviços da Inforyou. O projecto tem factores de distintivos em relação às restantes marcas. O CEO explica que “as pessoas podem ter uma opinião mais profissional acerca das marcas, consultar a informação do produto quando estão nas lojas, além de estar constantemente actualizada”.

O apoio aos jovens empresários é uma realidade que assegura oportunidade. Afonso Gama Prole assegura que “os bancos e as empresas de investimento auxiliam no arranque das start-up”, mas confidencia que “não procurámos financiamento para o projecto”. O jovem acredita que o empreendedorismo vai ter impacto social em Portugal nos próximos anos.

Foto: DR

 

Raize – Startup do ano em Economia Digital

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Raize, a plataforma de empréstimos online, conquistou título Startup do ano na cerimónia de entrega de prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI, a organização que se dedica à promoção da Economia Digital em Portugal.

Já foi no passado dia 24 de Setembro, que António Marques, Afonso Eça e José Maria Rego, os fundadores da Raize, subiram ao palco para receber o prémio Startup do ano, entregue pelos prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI – Associação da Economia Digital, que tem como missão a promoção e o desenvolvimento da Economia Digital em Portugal.

A portuguesa Raize é uma plataforma online que possibilita os empréstimos entre pessoas e empresas, onde são as pessoas que emprestam directamente às empresas portuguesas. No fundo, pretende ser uma fonte alternativa de financiamento para empresas, bem como de investimento para particulares. Não é a primeira vez que a startup portuguesa conquista um lugar de destaque. Ainda em Julho, arrecadou a menção honrosa nos Prémio Inovação NOS.

Os prémios Navegantes XXI distingue anualmente o que de melhor se faz na Economia Digital em Portugal e reserva ainda uma categoria Prémio Carreira, que reconhece uma personalidade que se tenha destacado ao longo do seu percurso profissional na promoção e desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento e da Economia Digital no nosso país. Este ano o destaque foi para Francisco Pinto Balsemão, presidente do Conselho de Administração da Impresa SGPS SA, presidente da SIC (Sociedade Independente de Comunicação), membro do Conselho de Estado e primeiro-ministro de Portugal entre 1981 e 1983.

Fonte: Raize
Foto: DR

Equipa de Físicos da Universidade de Coimbra demonstrou forma inovadora de estudar o hidrogénio

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Investigadores da Universidade de Coimbra integram equipa de investigação que dá hoje mais um passo na compreensão do intrigante hidrogénio. O trabalho foi desenvolvido em parceria com físicos de Berlim, de Inglaterra e do Texas. Os muões são partículas elementares com carga eléctrica, semelhantes aos electrões, mas com uma massa 207 vezes superior, podendo apresentar carga positiva ou negativa.

O estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e por fundos europeus,  demonstra que os muões positivos apresentam uma configuração química semelhante à do hidrogénio. O investigador do Centro de Física da UC e líder da equipa de investigação, Rui Vilão, reforça que o estudo que “possibilita um avanço substancial na compreensão do papel do hidrogénio”.

Em linguagem simples, ilustra o físico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, “podemos dizer que o muão funciona como um sósia ou como o duplo de um filme. Mas enquanto no cinema o duplo substitui o ator principal, o muão não cumpre essa missão. Serve unicamente para estudar as características “secretas” do protagonista do filme.” Rui Vilão admite que a demonstração realizada poderá trazer muitas vantagens no desenvolvimento e melhoramento de aparelhos electrónicos, uma vez que os resultados obtidos assumem particular relevância para “a física de semicondutores. Este tipo de materiais constitui a base de imensas aplicações de grande importância (díodos, transístores, LEDs, células solares ou lasers, entre muitos outros), e caracteriza-se pela extraordinária sensibilidade das propriedades à presença de impurezas”.

O físico reforça ainda que o “hidrogénio conta-se entre as impurezas mais comuns e por isso entre as de maior relevância (o prémio Nobel da Física de 2014 destacou trabalhos nesta área). A espectroscopia do muão positivo (de que a equipa de Coimbra é pioneira em Portugal) permite obter informação microscópica detalhada sobre o hidrogénio, de outra forma inacessível”.

Ao compreender melhor o hidrogénio, através de espectroscopia de muões positivos, a equipa espera contribuir para o desenvolvimento da física de semicondutores. O trabalho foi publicado na revista científica “Physical Review B”.
Fontes: Universidade de Coimbra e Rádio Universidade de Coimbra
Foto: DR

 

Estudantes da FEUP vencem competição mundial de previsão de consumos de energia elétrica

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Três equipas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), compostas por finalistas do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores (do ramo de Energia), conquistaram o 1.º, 2.º e 5.º lugares na “Fall 2015 In-class Short Term Load Forecasting Competition”, um concurso internacional de previsão de consumos de energia elétrica promovido pela Universidade de Charlotte (EUA).

Esta competição, realizada no âmbito do curso “Energy Analytics”, destinava-se à participação de qualquer entidade mundial, universidades, empresas ou investigadores com interesse em técnicas matemáticas e em modelos computacionais de previsão. Aos participantes foi pedido que conseguissem prever, para cada hora do dia seguinte, os consumos da região do Estado da Virgínia (EUA), durante cinco dias. O desafio seria atingir erros próximos dos conseguidos pelas previsões da PJM, o operador da rede de transporte do leste dos EUA que opera um dos maiores e mais competitivos mercados grossistas de eletricidade do mundo. Além de garantirem o 1.º e o 2.º lugares, duas das equipas da FEUP conseguiram bater as melhores previsões da PJM, tendo sido os únicos participantes a arriscar fazê-lo.

A participação dos estudantes da FEUP foi uma iniciativa extra-curricular que decorreu no âmbito da Unidade Curricular de TPRE – Técnicas de Previsão. Claúdio Monteiro, professor na FEUP e responsável por esta participação dos estudantes no concurso, acredita que estes bons resultados demonstram a “qualidade do trabalho realizado nas nossas universidades”. O professor reforça ainda que “o desempenho ultrapassou mesmo o melhor que a indústria do setor consegue neste momento, o que é impressionante tendo em conta que são ainda estudantes a terminar a licenciatura”, enfatizando ainda que a participação das universidades neste concurso costuma ser de elevada qualidade. Para Cláudio Monteiro, “estes resultados criam um sentimento de confiança muito valioso para os desafios destes futuros engenheiros”, desafiando empresas portuguesas como a REN e EDP a lançar concursos semelhantes a este, garantindo que “ficariam seguramente surpreendidos com os resultados”.

Fonte: UP
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Aquicultura – Madeira é uma referência (entrevista à Drª Natacha Nogueira)

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Portugal apresenta um consumo elevado de peixe per capita (aprox. 60kg/habitante/ano) e importa a maioria do pescado que consome. A UE também é deficitária nesta área e recorre à importação, em vários continentes, de mais de 70% do pescado consumido.

Tendo em conta a redução dos stocks naturais de peixe,a aquicultura afigura-se, cada vez mais, como uma solução e actividade económica de elevado potencial. O nosso país, na Costa Sul e na Ilha da Madeira, possui condições muito interessantes para a produção em aquicultura em mar aberto (offshore). 

Na Madeira, esta actividade é desenvolvida por duas empresas, a Aquailha e a Ilhapeixe. A produção atinge já as 650 toneladas e representa um volume de negócios superior a um milhão de euros. A principal espécie produzida é a dourada cujos destinos principais são o continente, Espanha e de uma forma residual para a Venezuela.

O desenvolvimento da actividade pode contar com apoios comunitários e prevê-se a duplicação da produção actual, em como a introdução de novas espécies.

O Governo Regional teve um papel importante no desenvolvimento desta actividade com a criação da primeira piscicultura piloto: o Centro de Maricultura da Calheta. Esta estrutura presta apoio técnico às empresas,através da investigação em novas espécies e na promoção da formação.

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A Excelência Portugal quis saber mais sobre o potencial desta actividade na Madeira e entrevistou a Drª Natacha Nogueira. Esta bióloga desenvolveu uma tese de mestrado nesta temática e possui vasta experiência desenvolvida no Centro de Maricultura da Calheta.
A Madeira pode tornar-se uma referência  produção de peixe em cativeiro, a par dos países nórdicos, como a Noruega, na criação de salmão ?

Equiparar a produção actual madeirense à produção dos países nórdicos seria presentemente pouco sensato. A balança consumo/produção aquicola é ainda muito deficitária, mesmo a nível nacional. Se assumirmos que os portugueses são os maiores consumidores de peixe na União Europeia, com uma média anual de 56 quilos de peixe per capita e que a produção aquícola atingiu em 2012, somente as 10.317 toneladas (dados do INE), compreende-se facilmente a fragilidade do sector a nível regional e nacional. Ainda assim, as 450 toneladas produzidas na Região Autónoma da Madeira (RAM), representam no cômputo geral uma percentagem significativa da produção nacional de dourada em águas marinhas (895 toneladas) (dados do Plano Estratégico para Aquicultura 2014-2020).

À semelhança do cenário nacional, o principal destino da produção regional é o mercado nacional. A entrada nos mercados internacionais é de difícil acesso para as pequenas-médias empresas (caso das actuais empresas estabelecidas), sem apoios governamentais e sem uma estratégia de mercado concreta, que poderia passar pela diferenciação do produto final. Apesar de tudo, a RAM oferece condições de excelência para a produção aquícola, que resulta da combinação de factores ambientais, institucionais e económicos. Uma temperatura média elevada das águas do mar e a sua baixa amplitude anual, quando comparadas com as da Europa continental são os factores ambientais determinantes para o mais rápido crescimento dos peixes e consequentemente um menor ciclo de produção. Por outro lado, o regime de baixa ondulação e a rara ocorrência de tempestades permitem a utilização de jaulas de cultura estandardizadas para mar aberto (inshore e offshore), com acesso fácil e regular às mesmas para efectuar trabalhos de alimentação e manutenção. Assim sendo, entende-se facilmente o facto da Região poder vir a destacar-se no plano nacional, pelas condições que oferece para a produção em zonas costeiras ou de mar aberto, de espécies como a dourada (a única produzida actualmente), ou mais recentemente espécies como o pargo, sargo e charuteiro.

Que papel tem o Centro de Maricultura da Calheta nesta actividade e como se relaciona com as empresas?

O Centro de Maricultura da Calheta (CMC) surge como uma referência de apoio aos produtores. Na sua estratégia de funcionamento o CMC colabora com as diferentes entidades envolvidas na produção aquicola através da divulgação da actividade, realçando a sua importância económica, bem como a sua promoção e integração junto dos consumidores. As linhas orientativas do CMC têm por base o apoio aos produtores na procura de diversificação de espécies de cultura com prioridade para espécies de alto valor de mercado e com possibilidade de acrescentar valor através da transformação pela indústria regional. Os trabalhos realizados visam não só o desenvolvimento das espécies em questão em cativeiro, como procuram averiguar e divulgar a qualidade das mesmas do ponto vista nutricional.

Nesse sentido, o CMC está estabelecido como uma das únicas (senão a única) maternidades de alevins de dourada em Portugal. Apesar de insuficiente para abastecer as necessidades actuais de produção local, o CMC continua a investir em projectos de investigação para o desenvolvimento de novas espécies. Projecto como o PARGOGEN e o +PEIXE (com fundos comunitários) foram exemplo da participação e papel fundamentais do Centro para o aparecimento de novas espécies, como é o caso do pargo. Mais recentemente, foi estabelecido um acordo entre a ARDITI- Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação Tecnológica e Inovação, que tem como base a criação de um projecto para valorização do ouriço-do-mar, com o apoio do Observatório Oceânico da Madeira da Direcção Regional de Pescas e do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto.

a escolha da(s) espécie(s) a produzir terá que seguir uma selecção criteriosa e, preferencialmente, baseada em conhecimentos científicos, bem como no potencial de utilização comercial da(s) mesma(s)

Quais os critérios para introdução de novas espécies?
Uma ressalva para o facto de o aparecimento de novas espécies no mercado não ser um processo rápido, se entendermos que para poder fechar um ciclo de produção integral, há primeiro que investigar: criação de ovos embrionados através de uma unidade de reprodução; engorda de alevins (peixe que sai do ovo e que se alimenta de zooplâncton); engorda de juvenis e finalmente dos reprodutores. Como cada espécie se desenvolve num meio com características específicas (de iluminação, quantidade e qualidade correcta de alimentos, temperatura, salubridade da água, quantidade de oxigénio dissolvido na água, etc.), a escolha da(s) espécie(s) a produzir terá que seguir uma selecção criteriosa e, preferencialmente, baseada em conhecimentos científicos, bem como no potencial de utilização comercial da(s) mesma(s). Contudo, a engorda de espécies como o charuteiro (divulgado recentemente por uma das empresas locais), é parte constituinte do processo de aquicultura que permite simultaneamente a colocação de uma nova espécie no mercado, de crescimento rápido e com elevado poder de transformação- ex. filetes.
Estamos no momento certo. A aquacultura inshore ou offshore é uma das grandes áreas de investimento previstas no novo pacote financeiro comunitário, que vigorará entre 2016 e 2020. A RAM tem a materia prima, o know how técnico, e o capital humano necessario para  contribuir significativamente para o aumento da expressão do sector na economia nacional.
Recentemente, o presidente do Governo Regional adiantou que no próximo ano serão apoiados novos projectos ao nível da aquacultura, estimando que a produção na Madeira poderá crescer até às 3.500 toneladas. Estamos perante um dos sectores económicos com maior potencial na ilha?

Para fazer frente as necessidades actuais do sector aquícola nacional, é necessário que localmente se adoptem soluções articuladas e integradas com o sector nacional e que vão de encontro ao Plano Estratégico para Aquicultura Portuguesa no horizonte temporal de 2014-2020: “Aumentar e diversificar a oferta de produtos da aquicultura nacional, tendo por base princípios de sustentabilidade, qualidade e segurança alimentar, para satisfazer as necessidades de consumo e contribuir para o desenvolvimento local e para o fomento de emprego”.

Uma vez mais, a colaboração entre insitituições como o CMC, o Observatorio Oceânico da Madeira, a Universidade da Madeira e os produtores locais assume maior relevancia. Só assim será possivel compreender rapidamente os requisitos nutricionais das espécies potenciais; desenvolver dietas especificas para reprodutores que permitam a sua domesticação; compreender as necessidades nutricionais das diferentes fases do ciclo de vida; melhorar estratégias de alimentação com base no uso de produtos agrícolas e sub-produtos pesqueiros e compreender as necessidades do mercado local e nacional de uma forma competitiva.

Estamos no momento certo. A aquacultura inshore ou offshore é uma das grandes áreas de investimento previstas no novo pacote financeiro comunitário, que vigorará entre 2016 e 2020. A RAM tem a materia prima, o know how técnico, e o capital humano necessario para  contribuir significativamente para o aumento da expressão do sector na economia nacional. Agora só faltam investidores….

 

Fontes: Cluster do Mar, Funchal Notícias, Dnoticias.pt e DN
Foto: DR/CUT

Vidago Palace vencedor no World Luxury Hotel Awards

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O hotel da Belle Epoque Vidago Palace, foi o vencedor na categoria de Best Luxury Hotel SPA pelo World Luxury Hotel Awards, que distingue a excelência na hotelaria de luxo no mundo.

O Vidago Palace foi – pela segunda vez consecutiva – vencedor deste prémio considerado o mais prestigiado prémio internacional na área da saúde e bem-estar.

A celebrada água gasocarbónica vidaguense, aliada à tecnologia de ponta é (uma das) combinações vencedoras que favoreceu a conquista do galardão internacional. O espaço concebido pelo arquitecto Siza Vieira, aposta na melhor tecnologia para os seus tratamentos, do qual se destaca o Iyashi Dôme, a tecnologia nipónica que tem o enfoque na purificação, emagrecimento e regeneração celular, oferecendo assim resultados incomparável a nível da beleza e bem-estar, aos seus clientes.

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O hotel projectado pelo Rei D. Carlos I, que almejava a construção de uma estância terapêutica de luxo com projecção internacional, foi fundado em 1910. Já nesta altura, as águas da Vila de Vidago eram consideradas benéficas para a saúde e de interesse nacional. O SPA, por sua vez foi inaugurado em 2010.

Fotos: DR