Bradley Sugars em entrevista

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O responsável pelo ActionCoach esteve em Portugal para participar na entrega dos prémios “Business Excellence Forum & Awards”. Bradley J.Sugars realizou uma palestra sobre mecanismos para melhorar a produtividade e o lucro das empresas. Nos últimos anos vendeu milhares de livros nesta matéria. O último chama-se “Buying Customers”. A Excelência Portugal teve a oportunidade de trocar algumas palavras com o empresário.

 

1- Como analisa o empreendedorismo em Portugal?

Os portugueses são empreendedores desde a Idade Média por terem descoberto grande parte do mundo. Nos dias de hoje, devem acreditar no vosso potencial porque muitas empresas sobreviveram à crise. Por estas razões a economia vai recuperar. Os meus colegas do ActionCoach Portugal dizem que há sinais de melhoria, nomeadamente no sector do turismo.

2- Os empresários portugueses são ambiciosos?

A maioria dos empresários não pretende sair da zona geográfica. Por exemplo, como Portugal tem 11 milhões de habitantes devem apostar no Brasil, já que o dobro das pessoas fala a mesma língua. A economia global obriga os empresários a terem que apanhar o avião com destino às oportunidades de negócio.

3-Que investimento pretende fazer em Portugal?

Neste momento estou focado no crescimento do ActionCoach em Portugal. Por causa do projecto traduzi os meus livros para português, além de vir ao vosso país duas vezes por ano. O ActionCoach tem um papel fundamental na economia portuguesa nos próximos anos, já que, premiamos os esforços dos jovens empresários, mas também dos mais experientes. Neste momento, o meu foco incide mais nos negócios na Austrália, Estados Unidos e Inglaterra.

4- Os empresários conseguem alcançar a satisfação total?

A experiência adquirida ao longo dos últimos 20 anos leva-me a concluir que, no mundo dos negócios, há um ciclo que tem de ser respeitado. Os donos das empresas têm um sentimento emocional com os negócios, comparável com o que sentem em relação à família. Nos negócios temos de ser mais racionais para realizar alterações, mesmo que prejudiquem as famílias. Ou seja, é preciso dar um passo atrás para enfrentar os desafios com mais segurança.

Foto: André Areias