Portugal é Campeão da Europa de Surf, Bodyboard e Longboard Junior

surf_marrocosPortugal conquistou hoje o Euro Surfing Junior2016 e tornou-se campeão europeu frente à Espanha. A selecção nacional chegou à fase final da competição com 12 dos seus 14 atletas, um resultado nunca antes alcançado e após a ausência de duas décadas de título de país campeão da Europa.

A competição pelos títulos europeus juniores de surf, bodyboard e longboard disputou-se na Praia de Anza, em Agadir, Marrocos. O evento arrancou no passado domingo e, após o primeiro dia de competição, Portugal já era um dos favoritos  à vitória.

A armada lusa invadiu Marrocos com catorze atletas com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos e arrecadou 4 títulos europeus nas oito categorias em competição.

No surf, Mafalda Lopes e Francisca Veselko conquistaram o primeiro e terceiro lugares do escalão sub18, no feminino. Afonso Antunes arrecadou o ouro em sub14. Luís Perloiro foi prata em sub18 e Jácome Correia trouxe o bronze. Nos sub16, Salvador Couto ganhou a medalha de bronze e João Vidal ficou em 4ºlugar.

No bodyboard,  Madalena Guerra, sub18 e Miguel Ferreira conquistaram o ouro e David Vedor, sub16, garantiu a prata. André Rodrigues, sub18,  ocupou o terceiro lugar do pódio.

A armada das quinas só levou um atleta de longboard e foi o suficiente para conquistar uma medalha de prata. João Gama sagrou-se vice-campeão europeu de longboard em sub18.

João Aranha, presidente da Federação Portuguesa de Surf, afirmou que “foi um dia incrível para esta equipa e para o valor deste desporto. Estamos muito orgulhosos destes atletas que deram tudo para chegarem às fases finais deste campeonato e venceram destacadamente. É um resultado muito importante num momento em que o surf é modalidade olímpica e engrandece o valor do surf em Portugal e no Mundo.”

Também David Raimundo, selecionador nacional, salientou emocionado que “hoje é um dia histórico para Portugal! Exactamente 5 meses depois de nos termos sagrado campeões europeus de futebol em Franca, Portugal sagra-se campeão europeu de surf Júnior. Este era um título que nos fugia há 20 anos e que nós queríamos muito! Foi um orgulho orientar este grupo de jovens atletas ao longo desta duas semanas! Eles foram gigantes!”.

Classificação dos atletas nacionais:

– Mafalda Lopes, Campeã da Europa – Surf Sub18Fem, Associação Surf da Costa de Caparica

– Madalena Guerra, Campeã da Europa – Bodyboard Sub18Fem, Aqua Carca

– Afonso Antunes, Campeão da Europa – Surf Sub14, Associação Surf da Costa de Caparica

– Miguel Ferreira, Campeão da Europa – Bodyboard Sub16, Aqua Carca

– David Vedor, Vice-Campeão – Bodyboard Sub16, Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos

– João Gama, Vice-Campeão – Longboard Sub18, Surfing Clube Portugal

– Luis Perloiro, Vice-Campeão – Surf Sub18, Surfing Clube Costa do Sol

– Francisca Veselko, 3º Classificada – Surf Sub18Fem, Surfing Clube Costa do Sol

– Salvador Couto, 3º Classificado – Surf Sub16, Associação Onda do Norte

– André Rodrigues, 3º Classificado – Bodyboard Sub18, Aqua Carca

– Jácome Correia, 3º Classificado – Surf Sub18, Azores Surf Club

– João Vidal, 4º Classificado – Surf Sub16, Surfing Clube Costa do Sol

– Isaac Moreira, 5º Classificado – Bodyboard Sub18, Clube Naval Povoense

– Guilherme Ribeiro, 13º Classificado – Surf Sub14, Caparica Surfing Clube

Fonte: FPS
Foto: DR

Volvo Ocean Race quer ficar 10 anos em Lisboa

volvo1O director da Volvo Ocean Race, Mark Turner, anunciou que equaciona manter “por 10 anos ou mais” o boatyard (estaleiro) da prova em Lisboa, por reconhecer à cidade potencial para se tornar um centro náutico de excelência.

“Se nos pudermos manter em Lisboa por um período consistente, a cidade tornar-se-á a longo prazo muito atrativa para outros setores envolvidos no desenvolvimento de barcos e terá oportunidade de ser um centro de excelência em termos de investigação”, afirmou Mark Turner à Agência Lusa citada pelo CM. O responsável da prova admitu que assunto já foi discutido com a Câmara Municipal.

A instalação do boatyard em Lisboa já fez com que, antes da competição se iniciar, todos os barcos concorrentes venham para Lisboa para intervenções várias e testes. Mas Lisboa ambiciona mais e o edil da capital, Fernando Medina, já mostrou vontade de fazer da cidade o local de partida da prova.

Vamos ter aqui um óptimo ambiente com milhares de pessoas a acorrerem a esta zona de Lisboa. E será tão fascinante para todos como é fascinante para mim ver o que está a acontecer já agora: esta dinâmica que tem vindo a desenvolver-se em Pedrouços com a reparação dos barcos. Aliás, a cidade está a ganhar um novo papel na Volvo Ocean Race, no mundo da tecnologia de reparação náutica e até um novo papel na ligação de Lisboa ao mar. E tudo isso vai culminar com uma grande festa daqui a um ano. Aqui mesmo – Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Uma das novidades desta ediçao é a disputa obrigatória da Rolex Fastnet Race e mais um Prólogo entre Lisboa e Alicante. O objectivo é preparar as equipas para a volta ao mundo.

rota_volvoA Volvo Ocean Race 2017-18 terá inicio a 22 de outubro, em Alicante, onde as equipas darão inicio a um total de 45.000 milhas náuticas (mais de 80.000 quilómetros)  de vela oceânica. Em oito meses, as embarcações vão ligar a cidade espanhola de Alicante e a de Haia, na Holanda, com paragens em Lisboa, Cidade do Cabo (África do Sul), Guangzhou e Hong Kong (China), Auckland (Nova Zelândia), Itajaí (Brasil), Newport (Estados Unidos), Cardiff (Reino Unido) e Gotemburgo (Suécia).

Foto: Ricardo Pinto / Volvo Ocean Race

Portugal no Europeu Junior de Surf

surf_juniorA selecção nacional prepara-se para rumar a Marrocos, Praia de Agadir, no próximo mês de dezembro, entre os dias 3 e 11, para representar Portugal no Campeonato Europeu Junior de Surf.

Temos uma selecção coesa e experiente mas que terá de aproveitar todas as oportunidades e fazer as escolhas acertadas em competição para alcançar um bom resultado – David Raimundo, seleccionador nacional

A convocatória da Federação Portuguesa de Surf apresentada pelo seleccionador nacional, David Raimundo, contempla oito atletas que, após avaliação nos estágios que decorreram durante este ano, e ainda alguns títulos nacionais conquistados individualmente, estão aptos para competir nas categorias masculino – sub14, sub16 e sub18- e feminino – sub18 -, com o objetivo de fazer o melhor surf e dar espectáculo em águas marroquinas.

Afonso Antunes e Guilherme Ribeiro, sub14, João Vidal e Salvador Couto, sub16, Jácome Correia e Luís Perloiro, sub18, são os atletas masculinos que vão dar o tudo por tudo pela licra das quinas na competição europeia de surf que acontece de dois em dois anos e conta com a participação de fortes selecções como é o caso de Marrocos, anfitriões da prova, e Espanha.. No feminino, Francisca Veselko e Mafalda Lopes foram as surfistas eleitas no escalão sub18.

O presidente da Federação Portuguesa de Surf, João Aranha, defende que “Portugal não é novato nesta competição e por isso esperamos um excelente espírito de equipa e união e desempenhar uma boa prestação”.

Fonte: FPS
Foto: ISA/Rezendes

 

Oiôba – A colecção de fitness chegou

focus2aEm Setembro, o nosso artigo perguntava se já tinha ouvido falar de arquitectos que desenham biquínis e fatos de banho. A resposta era “Sim, existem, são portugueses e criaram uma marca com um espírito positivo, divertido e colorido”. Se o artigo fosse redigido hoje, a pergunta teria de incluir também uma colecção de fitness.

O início da aventura masculina no mundo do beachwear feminino remonta a 2011. Após um intercâmbio no Brasil, os arquitectos Pedro Sousa e Rui Roncha criaram a marca “Oibiquini”. Nesta fase, as peças eram produzidas na cidade maravilhosa e comercializadas através de uma página pessoal no Facebook.

Em 2015, os jovens arquitectos formados na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto “mergulham” a fundo no projecto, criam a nova marca “Oiôba”,  Vladimiro Leopoldo (mais um arquitecto) entra “a bordo” e as peças passam a ser confecionadas a 100% em Portugal.

Esta estação, a “Oiôba” fez questão de nos surpreender de novo.  A marca lançou a colecção de fitwear Outono/Inverno 2016 chamada “Focus”, à venda em exclusivo em OIOBA.COM.

focus3aRespeitando a identidade e estilo próprio da marca, a colecção é inspirada nas cores e formas da natureza, na energia do sol e acima de tudo, numa estética divertida e espírito positivo.

Segundo os criadores, “Focus” pretende celebrar um estilo de vida alegre e saudável, integrando um mix de padrões vibrantes e cores fortes. Uma aposta em modelos com licras de qualidade excelente e detalhes de corte nas peças para uma melhor ventilação e conforto. A fusão entre qualidade e energia dos padrões coloridos e fortes vai aumentar a motivação do treino.

Mantendo o espírito da marca, a “Focus” dirige-se a um público feminino jovem, contemporâneo e eclético, que compartilha um vínculo forte com a natureza e se rege por um estilo de vida positivo e activo.

Fotos: DR

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Extreme Sailing Series volta à Madeira em 2017

160923_ESSMadeira_LloydImages_063A organização da regata Extreme Sailing Series acaba de anunciar o seu calendário para o ano 2017, confirmando o regresso desta prestigiada competição à Madeira, numa etapa a ser disputada entre os dias 29 de Junho e 2 de Julho.

A ilha da Madeira estreou-se no campeonato de vela na modalidade “Stadium Racing”, realizando a sexta etapa da Extreme Sailing Series™ 2016. Esta etapa teve lugar entre os dias 22 e 25 de Setembro, no Funchal, onde milhares de turistas e residentes tiveram uma vista perfeita e próxima da prova que conta com algumas das melhores equipas de profissionais de vela do mundo que competem em catamarãs GC32.

A etapa da Madeira substituiu aquela que estava prevista acontecer nas mesmas datas em Istambul, e decorreu em parceria com a Direcção Regional do Turismo e a Associação Regional de Vela.

O calendário da competição para 2017 fica assim composto:

8 a 11 de Março – Muscat (Omãn)
28 Abril a 2 de Maio – Qingdao (China)
29 Junho a 2 de Julho – Madeira (Portugal)
20 a 23 Julho – a designar (Europa)
10 a 13 de Agosto – Hamburgo (Alemanha)
25 a 28 de Agosto – Cardiff (Reino Unido)
19 a 22 Outubro – San Diego (EUA)
30 Novembro a 3 de Dezembro – Los Cabos (México).

Fonte: Direcção Regional do Turismo da Madeira
Foto: DR

Gerês foi capital mundial do Trail Running

artigo1aCarlos Sá prometeu “o melhor Campeonato do Mundo da história” e cumpriu. A elite do Trail Running disputou o 6º campeonato  mundial nos trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês.

O trail tem registado um crescimento meteórico em todo o Mundo e Portugal não é excepção. De norte a sul e ilhas, o número de provas não para de crescer, chegando a totalizar uma dezena no mesmo fim de semana. Um dos responsáveis por este fenómeno é Carlos Sá, o mais mediático e premiado ultramaratonista português e organizador deste evento.

O nosso país possui excelentes características para a prática da modalidade e os estrangeiros confirmam-no. Muitos dos participantes neste campeonato já passaram pelos trilhos de provas como o Estrela Grande Trail,  Azores Trail Run, Azores Triangle Adventure, MIUT-Madeira Island Ultra Trail, Eco-Trail Funchal e Ultra SkyMarathon Madeira, entre outras. No rescaldo da vitória, a campeã do mundo, Caroline Chaverot (França), confidenciou-me que elegia o MIUT como a prova do ano.

Braga foi a anfitriã das selecções, acolhendo-as nos diversos hotéis situados no Bom Jesus, cidade que recebeu também as cerimónias de abertura e encerramento da prova.

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A prova teve início na madrugada do dia 29 de outubro em cima das pontes do Rio Caldo. Passou no concelho de Montalegre, na aldeia de Fafião, ao quilómetro 30.  No centro da vila do Gerês estava instalada a logística dos participantes. Os atletas atravessaram toda a serra Amarela, entraram no território de Ponte da Barca, passaram pelas portas de Mezio e terminaram em Arcos de Valdevez. Foram cerca de 85 quilómetros e 4.500 metros de desnível acumulado disputados num percurso duro e técnico debaixo de uma temperatura relativamente alta.

O previsto duelo França-Alemanha veio a concretizar-se e ironicamente depois de acabarem no ano passado em segundo lugar, Luis Alberto Hernando (Espanha) e Caroline Chaverot (França) sagraram-se campeões do mundo 2016. 

Até ao quilómetro 30 íamos 12 no grupo de frente, mas, depois, senti-me bem para me isolar. Estou muito contente e desfrutei muito de um percurso que foi muito bem conseguido e marcado – Luis Alberto Hernando à LUSA

O espanhol, de 38 anos, cortou a meta com o tempo de 8:20.26 horas, tendo os restantes lugares do pódio masculino sido ocupados pelos gauleses Nicolas Martin e Sylvian Martin.

O melhor português foi Tiago Aires, que terminou na 13.ª posição, com 9:14.34 horas. Ricardo Silva foi 13º (9: 23.05 horas), Armando Teixeira 39º com 10:o4.50 horas, Luis Fernandes 45º com 10:17.55 horas e Hélio Fumo 56º com 10:33.23 horas.

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Foi uma corrida muito difícil, tive mesmo de me sentar para descansar um pouco, e, como tinha uma adversária mesmo atrás de mim, tive na parte final de dar tudo por tudo. Foi uma das corridas mais difíceis que fiz e por isso estou muito contente por vencer – Caroline Chaverot à Lusa

No sector feminino, Caroline Chaverot conquistou o ouro ao cortar a meta com 9:39.40 horas, sendo seguida por Azara Garcia Salmones (Espanha) e Ragna Debats (Holanda). O lote das favoritas perdeu Emelie Forsberg (Suécia) por volta dos 33 Km.

Sara Brito, a primeira portuguesa, arrecadou a 21ª posição com 11:25.11 horas, Ester Alves a 27ª com 11:33.07 horas, Sofia Roquete a 35ª com 11:57.41 horas, Fernanda Verde a 38ª com 12:09.37 horas, Natércia Silvestre a 42ª com 12:21.52 horas e Olívia Sousa em 55ª com 12:54.26 horas.

Iniciaram a prova 234 atletas, tendo terminado 199, representando 37 países.

artigo3Portugal pode sonhar com prestações de maior nível. Isso mesmo esteve patente nas declarações de Tiago Aires, Ricardo Silva e Armando Teixeira que salientaram a diferença de condições com que se deparam face às que grandes “armadas” presentes no evento dispõem.

O trail running nacional demonstrou o seu potencial com duas excelentes classificações, 4ª posição colectiva em femininos e 5º lugar em masculinos, o que representa uma significativa evolução em relação às posições alcançadas no mundial de 2015 (ambas próximas do 20ºlugar).

Lutaram até à exaustão e mostraram ao mundo que apesar de sermos um pequeno País temos gente com garra e resiliência para chegar sempre um pouco mais além. Surpreendemos os menos avisados com um conjunto que acima de qualquer vaidade individual se uniu pela nação – Rui Pinho, Presidente da ATRP

Os resultados obtidos foram elogiados pelos presidentes da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação de Trail Running de Portugal, respectivamente Fernando Mota e Rui Pinho.

artigo4Depois do “melhor mundial de sempre”, cabe agora  aos italianos a organização da edição de 2017.

Resultados masculinos

1, Luis Alberto Hernando (Espanha) — 8:20:26
2. Nicolas Martin (França) — 8:30:06
3. Sylvain Court (França) — 8:30:39
4. Benoît Cori (França) — 8:36:25
5. Ludovic Pommeret (França) — 8:44:15
6. Diego Pazos (Suiça) — 8:54:00
7. Aurélien Collet (França) — 8:55:57
8. Tòfol Castanyer (Espanha) — 8:58:28
9. Andy Symonds (Grã-Bretanha) — 9:00:04
10. Stephan Hugenschmidt (Alemanha) — 9:01:19

Resultados femininos

1. Caroline Chaverot (França) — 9:39:40
2. Azara García (Espanha) — 9:45:01
3. Ragna Debats (Holanda) — 9:47:38
4. Nathalie Mauclair (França) — 10:13:37
5. Gemma Arenas (Espanha) — 10:21:11
6. Kathrin Götz (Suiça) — 10:30:41
7. Jo Meek (Grã-Bretanha) — 10:36:12
8. Beth Pascall (Grã-Bretanha) — 10:41:35
9. Michaela Mertová (República Checa) – 10:42:59
10. Teresa Nemes (Espanha) – 10:44:07

Consulte todos os resultados aqui

 

Campeonato do Mundo de Trail Runing 2016 vai realizar-se em Portugal

carlosa1O VI Campeonato do Mundo de Trail Running vai realizar-se no dia 29 de Outubro de 2016 em Portugal. A prova desenrolar-se-á em trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês, num total de cerca de 85 Km’s, com um desnível positivo de 4500 metros.

Quanto mais ando pelo Mundo, mais gosto do Parque Nacional da Peneda Gerês. Este oferece todas as condições para termos um excelente Campeonato do Mundo. Para mim é um orgulho poder mostrar ao Mundo este espaço magnífico – Carlos Sá, Ultramaratonista Português e organizador da prova

Com um orçamento próximo dos 300 mil euros, o VI Mundial de Trail Running 2016 vai ser disputado no Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), a 29 de outubro, numa organização do ultramaratonista Carlos Sá.  A cidade anfitriã será Braga, acolhendo e alojando as seleções que estarão presentes no campeonato. Porém, os Municípios envolventes do PNPG (Arcos de Valdevez, Braga, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro) apoiarão e criarão condições logísticas para a realização do evento.

A organização do VI Mundial de Trail Running quer fazer do evento o mais bem-sucedido e participado da história. Isto foi vincado, esta terça-feira, na conferência de imprensa, realizada nos Paços do Concelho da Câmara de Braga. Com efeito, se antes só era permitida a participação de oito elementos por seleção, quatro masculinos e quatro femininos, agora alargou-se para 18, nove de cada sexo, o que poderá significar uma participação recorde de atletas se cada selecção – são esperadas entre 40 a 50 – usar o limite máximo, explicou Carlos Sá. Nesse caso, o PNPG irá receber mais do dobro de participantes em relação ao último Campeonato do Mundo realizado este ano em França, que contou com cerca de 300 atletas.

A prova terá início na madrugada do dia 29 de outubro em cima das pontes do Rio Caldo. Passa no concelho de Montalegre, na aldeia de Fafião, ao quilómetro 30. Passará no centro da vila do Gerês onde os participantes terão toda a sua logística. Estarão cerca de 50 países representados. Vão atravessar toda a serra Amarela e entrarão no território de Ponte da Barca, passando pelas portas de Mezio e terminam em Arcos de Valdevez. São cerca de 85 quilómetros e 4.500 metros de desnível acumulado.

A par da prova principal, também os amadores terão oportunidade de fazer parte deste evento. Existirão 3 provas abertas ao público nas vertentes Open Race (de maior e menor grau de dificuldade) e Open Race Estafetas.

Este evento, além da componente desportiva e cultural, tem também uma forte ligação ao turismo uma vez que se pretende dinamizar a região com um evento que se realizará, pela primeira vez, em Portugal.

O BERG Outdoor Transpeneda-Gerês 2016 Trail World Championships é organizado pela Carlos Sá Nature Events e conta com o apoio da ITRA (International Trail Running Association), Associação Internacional de Ultramaratonistas (International Association of Ultrarunners – IAU), Federação Portuguesa de Atletismo e o patrocínio principal da BERG Outdoor.

Carlos Sá, responsável pela organização do evento, conta, no seu palmarés, com notáveis resultados, dos quais se destacam: o 1º lugar na Badwater Ultra Marathon 217km non stop (Califórnia – EUA) em 2013; o World Record Aconcágua 6962m (Argentina) em 2013; 4º lugar na Marathon des Sables – 250 km’s em autossuficiência (Marrocos) – 1º melhor não Africano em 2012; assim como várias vezes top 6 no Ultra-Trail du Mont Blanc – 160 km’s (França).

 

Fonte: Organização do VI Mundial de Trail Running
Foto: DR

Portugal soma e segue no Mundial de Surf Júnior, nos Açores

visla1Ao terceiro dia do VISSLA ISA World Junior Surfing Championship, uma das competições anuais mais importantes do surf júnior, a decorrer na Praia do Monte Verde, nos Açores, os 12 atletas da seleção nacional continuam em prova.

As nuvens chegaram com o nascer do dia nos Açores, mas nem São Pedro desmoralizou a jovem equipa das quinas. Em prova, hoje, estiveram João Moreira, Mafalda Lopes, Gonçalo Magalhães, João Vidal, Inês Bispo, Mariana Garcia, Francisca Veselko e Jácome Correia que voltaram a provar que Portugal é decididamente uma potência no surf.

Hoje foi um dia muito positivo com 100% de aproveitamento, onde todos os nossos atletas estiveram num plano de surf muito elevado – David Raimundo, responsável técnico da seleção nacional

No masculino, o primeiro atleta a competir com a bandeira de Portugal ao peito foi João Moreira, na categoria sub18, que, com manobras fortes e um surf agressivo, dominou o seu heat alcançando o primeiro lugar e assegurando a sua posição na ronda 2. Na outra ponta da praia, no segundo pódio do torneio, Gonçalo Magalhães e João Vidal seguraram bem os resultados obtidos e ambos garantiram a passagem para a segunda ronda. O surfista local, Jácome Correia, na primeira fase de repescagens, acabou por mostrar a confiança de surfar em casa e realizou ondas altas de 5 e 5,83 pontos, estando agora apenas a um heat de voltar ao quadro principal.

Depois de terem protagonizado momentos marcantes durante a manhã do dia de ontem, também as raparigas disputaram o mar hoje. Mafalda Lopes, sub16, foi a primeira atleta da seleção nacional a garantir espaço na terceira ronda de campeonato. Já Francisca Veselko, à semelhança de Jácome Correia, agarrou a oportunidade da segunda vida das repescagens e, com uma primeira onde de 7 pontos, manteve a liderança do seu heat. Inês Bispo, embora com condições menos favoráveis pois, no decorrer do dia, a chuva sobrepôs-se ao sol e começava a observar-se uma clara corrente no mar que impossibilitava as atletas de facilmente remarem em direção às melhores ondas, seguiu em frente no quadro principal. Na categoria sub18, Mariana Garcia não desiludiu e manteve a performance a que já nos habituou, exibindo um bom e eficaz surf. A atleta foi a primeira classificada da sua prova.

O VISSLA ISA World Junior Surfing Championship prossegue amanhã com uma previsão de empenho e motivação para a seleção júnior de surf. As provas iniciarão às 8h00 da manhã, horário local, 09h00 da manhã em Lisboa e poderão ser visualizadas através do site oficial da competição www.isaworlds.pt.

Fonte: FPS
Foto: DR

Surf: Salvador Couto em entrevista

Salvador Couto, um jovem surfista natural de Leça da Palmeira, é uma verdadeira promessa nacional e internacional. Desde que entrou em competição, está “”imparável”, contando com vários títulos como um terceiro lugar no Rip Curl GromSearch European Series deste ano e, mais recentemente, foi consagrado campeão nacional de Surf Esperanças na categoria de sub-16 no Montepio Peniche Groms by Rip Curl em Peniche o que lhe permitiu sagrar-se o novo campeão nacional nesta categoria.

A Excelência Portugal falou com o Salvador antes da sua viagem aos Açores, onde vai disputar, de 17 a 25 de setembro, um lugar no Mundial Júnior de Surf.

salvador couto2

- Como surgiu a ideia do surf? E com que idade começaste?
O primeiro contacto que tive com o surf foi aos 7 anos de idade. Depois, só aos 9 anos é que comecei mesmo a sério. Fiz campos de férias na Onda Pura e adorei o contato com o mar.

- Depois de iniciares, quantas vezes por semana treinavas para chegar onde chegaste?
Todos os dias, intensivamente.

- A tua ideia era entrar logo em competição? Ou foi mais na “desportiva?”
Não tinha planos de competir. Foi algo que surgiu muito naturalmente. Fui evoluindo nas aulas de surf e os meus treinadores acharam que eu me saía bem e dediquei me as competições.

- Como é que lidas com as competições?
Normalmente lido bem. Há sempre um nervosismo mas gosto de competir. A competição faz com que tenha que puxar mais por mim. Não gosto de perder.

- Quem é a tua inspiração no surf? E porque?
Adriano de Sousa porque tem talento e é muito trabalhador.

- Qual é a praia que na, tua opinião, é a melhor do Norte? E qual costumas surfar?
A minha, Leca da Palmeira!

- Qual é a tua manobra preferida? Porquê?
Tubos. É incrível fazê-los!

- Como foi juntar-te à team da Deeply em 2013, juntamente com grandes nomes nacionais como João Guedes e Camilla Kemp? Foi uma oportunidade muito boa.
Associar-me à Deeply trouxe-me mais responsabilidade e ser representado por uma marca com a qual me identifico, é ótimo.

salvador couto

- Depois de todos os títulos que conseguiste: vice-campeão nacional de surf esperanças, campeão regional, pertencer à seleção portuguesa de surf e agora campeão nacional de surf esperanças. Qual é a sensação?
É ótimo mas não chega. Eu tenho objetivos muito definidos. Estou contente com o meu percurso mas quero alcançar mais, chegar mais longe, treinar muito. Sou muito agradecido pelo que tenho alcançado, também com o apoio que tenho da minha família, treinadores e amigos mas ainda há muito caminho pela frente.

- Como te sentes como campeão nacional de sub-16?
Sinto-me super feliz, especialmente porque foi um ano de trabalho duro que acabou em grande e também porque me deu mais confiança para outros campeonatos importantes.

- E, que desafios sentiste nessa etapa do Montepio Peniche Groms by Rip Curl?
Não foi fácil. O nível de surf de todos os atletas está a evoluir muito e eu tenho a noção que preciso de acompanhar e manter-me um passo à frente. Esse é o maior desafio de todos.

- Quais são os projetos para o futuro? Até onde é que ambicionas chegar?
Quero chegar ao WCT… Vou trabalhar muito para lá chegar.
Quero ganhar mais competições, quero estar preparado para as provas que vou ter e representar bem o nosso país. E quero divertir-me a fazer isso tudo.

Fotos: Tomané (capa); DR

 

 

 

Mundial Júnior de Surf disputa-se nas ondas desafiantes dos Açores

acores_ISA2Arquipélago vai ser palco das maiores provas de surf mundial. De 17 a 25 de setembro, cerca de 40 seleções de todo o mundo e mais de meio milhar de atletas, vão disputar o Troféu de Seleção Campeã do Mundo e Medalhas de Ouro individuais.

Termos sido escolhidos pelo ISA é uma conquista importantíssima para nos posicionarmos ao nível dos melhores destinos de surf do mundo – João Aranha, Presidente da Federação Portuguesa de Surf

Os Açores afirmam-se cada vez mais como um paraíso para a prática do surf. É para lá que segue uma das maiores provas mundiais do surf.  Após oito anos de ausência de um campeonato desta envergadura na Europa, e pela primeira vez desde que o surf foi integrado como modalidade olímpica, o Mundial Júnior de Surf, VISSLA ISA World Junior Surfing Championship, vai decorrer nas ondas da Praia de Monte Verde, em S. Miguel, Açores.

A candidatura vencedora de Portugal para co-organizar o VISSLA ISA World Junior Surfing Championship vem reforçar a importância crescente dos desportos de mar em Portugal.

acores_ISA2aPara João Aranha, esta é uma prova ambiciosa do ponto de vista de organização, mas está convicto que ficaremos orgulhosos do resultado final. O presidente da Federação Portuguesa de Surf acrescenta “Temos uma vasta equipa diretamente afeta ao evento para garantir que este mundial seja irrepreensível. As repercussões da realização deste mundial de juniores a nível económico, desportivo e cultural serão excelentes para os Açores e para a Portugal. Já mostramos que Portugal sabe surfar, tem ótimos spots de surf e sabe como receber com todas as condições os melhores surfistas do mundo”.

Em termos desportivos, depois de ter visto a Seleção Nacional Open sagrar-se vice-campeã do mundo, na Costa Rica, o selecionador nacional, David Raimundo, adianta que “há expetativas de um excelente desempenho para os nossos atletas mais novos”. A competir com seleções “fortíssimas” como a americana (vencedora da edição 2015), francesa e espanhola, o grupo português é o que apresenta a média de idades mais baixa,  o que não preocupa o treinador: “o ano passado conseguimos um 6º lugar em Oceanside e temos bons atletas, por isso vamos com a mesma vontade de dar o nosso melhor”.

Fonte: FPS
Fotos: ISA

 

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