Surf: Salvador Couto em entrevista

Autor: Catarina Leão    Data: 10-09-2016
Publicado em: Desporto, Entrevistas

Salvador Couto, um jovem surfista natural de Leça da Palmeira, é uma verdadeira promessa nacional e internacional. Desde que entrou em competição, está “”imparável”, contando com vários títulos como um terceiro lugar no Rip Curl GromSearch European Series deste ano e, mais recentemente, foi consagrado campeão nacional de Surf Esperanças na categoria de sub-16 no Montepio Peniche Groms by Rip Curl em Peniche o que lhe permitiu sagrar-se o novo campeão nacional nesta categoria.

A Excelência Portugal falou com o Salvador antes da sua viagem aos Açores, onde vai disputar, de 17 a 25 de setembro, um lugar no Mundial Júnior de Surf.

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- Como surgiu a ideia do surf? E com que idade começaste?
O primeiro contacto que tive com o surf foi aos 7 anos de idade. Depois, só aos 9 anos é que comecei mesmo a sério. Fiz campos de férias na Onda Pura e adorei o contato com o mar.

- Depois de iniciares, quantas vezes por semana treinavas para chegar onde chegaste?
Todos os dias, intensivamente.

- A tua ideia era entrar logo em competição? Ou foi mais na “desportiva?”
Não tinha planos de competir. Foi algo que surgiu muito naturalmente. Fui evoluindo nas aulas de surf e os meus treinadores acharam que eu me saía bem e dediquei me as competições.

- Como é que lidas com as competições?
Normalmente lido bem. Há sempre um nervosismo mas gosto de competir. A competição faz com que tenha que puxar mais por mim. Não gosto de perder.

- Quem é a tua inspiração no surf? E porque?
Adriano de Sousa porque tem talento e é muito trabalhador.

- Qual é a praia que na, tua opinião, é a melhor do Norte? E qual costumas surfar?
A minha, Leca da Palmeira!

- Qual é a tua manobra preferida? Porquê?
Tubos. É incrível fazê-los!

- Como foi juntar-te à team da Deeply em 2013, juntamente com grandes nomes nacionais como João Guedes e Camilla Kemp? Foi uma oportunidade muito boa.
Associar-me à Deeply trouxe-me mais responsabilidade e ser representado por uma marca com a qual me identifico, é ótimo.

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- Depois de todos os títulos que conseguiste: vice-campeão nacional de surf esperanças, campeão regional, pertencer à seleção portuguesa de surf e agora campeão nacional de surf esperanças. Qual é a sensação?
É ótimo mas não chega. Eu tenho objetivos muito definidos. Estou contente com o meu percurso mas quero alcançar mais, chegar mais longe, treinar muito. Sou muito agradecido pelo que tenho alcançado, também com o apoio que tenho da minha família, treinadores e amigos mas ainda há muito caminho pela frente.

- Como te sentes como campeão nacional de sub-16?
Sinto-me super feliz, especialmente porque foi um ano de trabalho duro que acabou em grande e também porque me deu mais confiança para outros campeonatos importantes.

- E, que desafios sentiste nessa etapa do Montepio Peniche Groms by Rip Curl?
Não foi fácil. O nível de surf de todos os atletas está a evoluir muito e eu tenho a noção que preciso de acompanhar e manter-me um passo à frente. Esse é o maior desafio de todos.

- Quais são os projetos para o futuro? Até onde é que ambicionas chegar?
Quero chegar ao WCT… Vou trabalhar muito para lá chegar.
Quero ganhar mais competições, quero estar preparado para as provas que vou ter e representar bem o nosso país. E quero divertir-me a fazer isso tudo.

Fotos: Tomané (capa); DR