Azores Trail Run esgota voos e hóteis

Azores Trail Run Pedro Silva cropO Azores Trail Run, evento de trail-running a disputar a 26 e 27 de maio, no Pico e no Faial, esgotou voos e hóteis. No total, são esperados cerca de 700 atletas oriundos de 23 países.

Enchemos a hotelaria toda. O mesmo se passa com os voos, se há 15 dias se tentasse marcar uma viagem custava 700 euros, neste momento não custa nada porque não há – Mário Leal (director da prova) à Lusa

A edição de 2017 do Azores Trail Run realiza-se na ilha do Faial, já no próximo dia 27 de Maio e ficará marcada pela realização do primeiro Trail Ultra XL dos Açores. A Grande Rota dos Baleeiros percorre 126 km pelos trilhos faialenses, numa homenagem ao património cultural baleeiro da ilha do Faial.

Os atletas inscritos estão repartidos pelas várias provas do evento, sendo as mais procuradas são o ‘Trilho dos 10 Vulcões’ – meia maratona que parte da Caldeira com destino ao Vulcão dos Capelinhos e que terá em 2017 a sua 6ª edição – e o ‘Faial Costa a Costa’ – maratona que se realiza este ano pela quarta vez, com partida da freguesia da Ribeirinha e meta no Vulcão. O evento conta também com um quilómetro vertical na ilha do Pico.

O Azores Trail Run é pontuável para o Ultra Trail do Monte Branco, a principal prova da categoria na Europa.

Azores Trail Run Pedro Silva crop2

A grande maioria dos atletas inscritos continua a ser de nacionalidade portuguesa, mas verifica-se já uma percentagem considerável de atletas estrangeiros a mostrar preferência por correr nos trilhos dos Açores – Mário Leal

Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, Luxemburgo, África do Sul, Andorra, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Estados Unidos, Grécia, Gronelândia, Itália, Letónia, Noruega, Holanda, Sérvia e Suíça são os países estrangeiros presentes este ano.

Além do transporte aéreo e da hotelaria, a logística da prova também exige um enorme esforço. Mário Leal recordou que a competição envolve cerca de 200 pessoas na organização e muitas “toneladas” de produtos para abastecimentos dos atletas. “Não há nada do género ou parecido” nos Açores,reforçou o director da prova.

Fotos: Pedro Silva

 

Decoração do Airbus A330 da Azores Airlines considerada uma das mais belas do mundo

a330_SATAA decoração do Airbus A330 da Azores Airlines foi considerada pelo CNN Business Traveller como uma das doze mais belas do mundo.

O site programa de viagens da cadeia CNN escolheu as aeronaves que nos últimos anos se destacaram pela criatividade da sua decoração, não se limitando a serem “tubos de alumínio com a genérica identidade corporativa”.

Há pinturas exteriores para todos os gostos e cada vez mais criativas. O artigo refere que as transportadoras nacionais reflectem alguns dos elementos mais identificativos dos seus países, enquanto as companhias aéreas independentes e low-cost recorrem a temas mais inesperados.

A decoração do Airbus A330 comemora “o estatuto das ilhas como um santuário de baleias” ao exibir um cachalote sobre a fuselagem. O logótipo da companhia aérea “é a barbatana caudal de uma baleia — exibido apropriadamente na cauda do avião”.

Esta decoração foi lançada para coincidir com o rebranding da companhia aérea dos Açores, anteriormente conhecida como SATA Internacional, acrescenta o artigo.

O Airbus açoriano figura nesta lista com outras decorações de extrema criatividade como o Tintin da Brussells Airlines, a Stars Wars da japonesa ANA ou o F.C. Barcelona da Qatar Airways.

Fonte:
CNN Business Traveller
Foto:
Azores Airlines

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BTL: Visite os Açores sem sair de Lisboa

Azores_BTL_2017Os Açores voltam a marcar presença na BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorre em Lisboa de 15 a 19 de março, convidando os visitantes a viajarem virtualmente até ao arquipélago.

Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas – Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal

De acordo com a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, nesta edição da BTL, “pretende-se consolidar a transição para um tipo de natureza ativo e fortalecer a ligação entre a contemplação da paisagem e o usufruto de atividades de animação turística, permitindo evidenciar as inúmeras possibilidades existentes, em terra e no mar, em cada uma das nove ilhas do arquipélago, enquanto desafio de desenvolvimento do setor”.

A presença da Região neste certame inclui um stand com 720 metros quadrados, com cerca de 30 módulos de negócio para as empresas do setor, um trilho virtual e uma agenda com mais de 30 eventos, onde se destacam as atividades ao ar livre.

As ações e apresentações no stand dos Açores envolvem agentes públicos e privados articulados no desenvolvimento do setor. A tecnologia aliada à promoção turística é uma das grandes apostas, oferecendo aos visitantes uma ida aos Açores através de um trilho e de óculos virtuais disponíveis no local.

Os Açores lideram os crescimentos registados no setor do turismo nacional, que se refletiram em mais de 1,9 milhões de dormidas em 2016, já com os dados de todas as tipologias de alojamento apurados. Este valor traduz um aumento de 26% relativamente a 2015, num crescimento que se registou generalizadamente em todos os mercados de turistas que visitam o arquipélago.

O mercado nacional é um dos principais mercados emissores da Região (41% em 2016), no qual o Governo dos Açores continua focado em manter a sua atuação de acordo com o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo.

“Free Running Azores” sorteia viagem, estadia e participação em prova do Azores Trail Run® 

O Azores Trail Run® e o Turismo dos Açores convidam a participar no “Free Running Azores”, a 18 de março, num percurso de 10 quilómetros no Parque das Nações.

O treino ligeiro é guiado pelo Azores Trail Run® para promover as provas de trail running que decorrem nos Açores. A primeira prova tem lugar em maio, na Ilha do Faial.

É um treino de aproximadamente 60 minutos, cuja partida e meta, se localiza na entrada da FIL, no Parque das Nações, onde decorre a BTL.

A participação é gratuita e a concentração está agendada para as 10h00, à entrada da Feira, altura em que serão registados os participantes, que serão presenteados com um buff e uma t-shirt técnica.  A partida deverá acontecer pelas 10h30.

Habilite-se a uma viagem real aos Açores!

Confirmações de presença para:
Eva Mota
E-mail: evamota@visitazores.travel
Telemóvel: 93 205 83 52

Fonte: GACS
Foto: DR

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O amor esteve a bordo da SATA

sata_namorados2A pensar no dia de São Valentim, a SATA surpreendeu os seus passageiros com uma mensagem especial nos encostos de cabeça. ”Queres viajar comigo para o resto da tua vida?” foi o desafio lançado pela companhia aérea açoriana para os voos do dia de hoje.

A SATA preparou os seus aviões com uma mensagem a pensar no “dia dos namorados”. Os encostos foram pensados para os passageiros poderem levar e  convidar a sua cara metade a viajar e de preferência a bordo da companhia. Em simultâneo foram oferecidos chocolates na refeição.

É caso para afirmar que o amor esteve no ar.

Foto: Paulo Costa

Açores: Secretária Regional do Turismo em entrevista

2016 terá sido o melhor ano de sempre em todas as ilhas e nos vários indicadores do turismo, nomeadamente com uma evolução acima de 20% no crescimento das dormidas na hotelaria tradicional e com a perspetiva dos proveitos ultrapassarem os 70 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 30%.

Para a nova titular da pasta do turismo, mais importante do que bater recordes em termos estatísticos, é a qualidade oferecida e um crescimento que respeite a oferta ambiental da região para a manutenção dos atuais bons resultados.

Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal e ao Tribuna das Ilhas, falou sobre o crescimento do destino Açores e o seu caráter único, o transporte aéreo, a oferta e os desafios.

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Os Açores estão definitivamente na moda, os prémios internacionais sucedem-se e os números das dormidas crescem a taxas superiores a 20%. Qual foi a estratégia responsável por este sucesso do destino Açores?

Não se poderá falar numa única estratégia. Trata-se do fruto de um conjunto de fatores, entre os quais, temos o empenho do Governo Regional dos Açores na consolidação do trabalho de aumento de notoriedade do destino e de promoção e captação de fluxos turísticos dos últimos anos, mas também todo o investimento da iniciativa privada. Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas, mas temos ainda ampla margem para crescimento através dos mercados potenciais. Até porque, cada vez mais, se verifica um aumento generalizado da procura turística por destinos seguros, com beleza mística, capazes de proporcionar tranquilidade e experiências únicas, com grande preocupação pelas questões de sustentabilidade económica, cultural, social, mas sobretudo ambiental. Estas são também algumas das razões que levaram ao crescimento turístico de um destino como os Açores, que enquadra amplamente este fenómeno da procura turística mundial.

Importa destacar que 2017 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Mundial do Turismo Sustentável para o desenvolvimento e é esta a assinatura de qualidade que queremos na região: certificar pela natureza e posicionar o Turismo nos Açores como um destino aliado ao ambiente. Foi este o caminho que levou ao sucesso do Destino e aquele que queremos continuar a desenvolver como uma estratégia consolidada. Neste sentido, manteremos a prioridade na proteção e preservação do património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades e a natureza pura e intacta perdurem. É sem dúvida um destino “verde” e despoluído que queremos que continue a ser reconhecido a nível internacional e por todos quantos nos visitam.

Qual o impacto da chegada das low cost a São Miguel neste cenário? Depois da Terceira, está prevista a abertura de novas rotas?

A liberalização do transporte aéreo doméstico para os Açores, que ocorreu no final do primeiro trimestre de 2015, a par do aumento de oferta, mas também de procura, na América do Norte, e a melhoria das acessibilidades inter-ilhas, estão a contribuir efetivamente este crescimento. Assim, o crescimento sustentado que hoje vivemos é muito positivo e deve, sobretudo, servir de motivação e de alento para o muito trabalho que todos necessitamos de efetuar nesta área. E aqui, gostaríamos de fazer notar que o crescimento do setor do turismo beneficia claramente do novo modelo de acessibilidades áreas à Região, mas é preciso ter a noção de que este não foi um trabalho que se iniciou apenas com a entrada das lowcost ou apenas com o momento de liberalização das rotas entre o Continente português e as ilhas de São Miguel e Terceira. O crescimento do número de turistas dos EUA e Canadá que nos visitam – rotas nas quais não operam companhias de baixo custo – dá bem nota deste ponto, com crescimentos de 57% e 14%, respetivamente, até setembro último, face ao período homólogo. Para além das intenções de novas rotas, é importante reforçar os mercados prioritários em termos de captação de novos voos e de promoção, nomeadamente, os EUA, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Alemanha; tendo em conta que os fluxos turísticos não se criam apenas com novos voos diretos para a Região, mas também através do tráfego de ligação, com preço e tempo de duração de viagens convenientes.

Assim, temos como objetivo garantir a sustentabilidade e fiabilidade das acessibilidades aéreas, mas também fomentar novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos definidos no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores. A SATA continuará a ter um papel preponderante nesta estratégia de captação de novos fluxos, mas trabalharemos com todas as companhias aéreas ou operadores turísticos que se nos afigurem com capacidade para a supracitada sustentabilidade e fiabilidade de novas rotas.

Que instrumentos foram criados para que as restantes ilhas usufruam do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel?

A verdade é que o Governo dos Açores tem consciência da importância da eficiência nas acessibilidades, garantindo assim a fiabilidade e sustentabilidade das mesmas, externa e internamente, enquanto elemento fundamental para o crescimento do setor turístico num destino insular como os Açores.

A monitorização permanente da prestação de serviço público de transportes aéreos, entre a região e o exterior e entre as nove ilhas, tem sindo uma prioridade no sentido de que todos os açorianos possam usufruir do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel.

Em termos gerais, regista-se uma evolução positiva no Turismo dos Açores, transversal a todas as ilhas, o que significa que os turistas estão a chegar às nove ilhas do arquipélago, quer seja através do aumento do fluxo dos voos externos, quer seja por via dos reencaminhamentos inter-ilhas.

Neste sentido, temos também vindo a reforçar a conciliação da utilização dos transportes aéreos e marítimos, em pacote, de forma a facilitar a movimentação dos turistas na região. Rentabilizar as infraestruturas portuárias e as atividades turísticas conexas e complementares, relacionadas com o turismo náutico e de cruzeiros, a partir de agora, serão também uma prioridade.

O acréscimo de turistas constitui uma oportunidade para a requalificação da oferta hoteleira, bem como da hotelaria e restauração. Como reagiram estes sectores? Foram criados incentivos e instrumentos para este fim?

Um dos quatro vetores estratégicos do Programa de Governo para o setor do turismo é exatamente o da qualificação do Destino Turístico Açores, o que mostra as preocupações do executivo na qualificação e inovação em permanência nos produtos e nos serviços, de modo a garantir a consolidação de uma oferta diferenciada e exclusiva para o turista, em todas as componentes que devem compor aquilo que é o Destino Açores.

Neste sentido, a formação dos recursos humanos representa um dos desafios mais exigentes para reforçar a notoriedade do destino. Estão previstas várias medidas que visam garantir a qualificação, o intercâmbio e a reconversão de recursos humanos, assim como a qualificação e inovação dos produtos e serviços. Exemplos disso são o incentivo a programas de formação e qualificação, tanto do setor público como privado; o apoio da conversão profissional e da atualização de competências adequadas ao mercado de trabalho, em particular no atendimento ao cliente e no marketing digital e, ainda, o incentivo à criação de programas e intercâmbios profissionais (cross-exposure) e de estágios com entidades públicas e privadas noutros destinos que partilhem o mesmo tipo de características e de mercados.

Os estabelecimentos de formação na Região vão assumir, no nosso plano, um papel preponderante na preparação e reconversão de recursos humanos, com a necessária qualidade, imbuídos de arte de bem receber de forma genuína, mas identitária, que consideramos fundamental que seja reconhecida pelo nosso turista. É necessariamente um processo gradual, mas estamos convictos que as medidas preconizadas vão habilitar e facilitar uma maior capacitação na preparação de novos profissionais.

A menor acessibilidade permitiu manter os Açores num estado mais puro e imune à explosão imobiliária? Como é que este valioso ativo vai ser preservado? A inclusão do ambiente e do turismo na mesma secretaria regional é um claro reflexo da aposta do Governo Regional em afirmar os Açores como destino “certificado pela natureza”?

Sim, a criação desta Secretaria tem como principal foco uma gestão integrada destas áreas, que cremos fundamentais para o desenvolvimento dos Açores.

Efetivamente a nossa aposta tem passado, e continua a passar, por aumentar a notoriedade internacional dos Açores como um destino de Natureza de Excelência, procurando reforçar, perante os mercados externos, o nosso posicionamento em prol desta imagem e pondo em destaque as nossas caraterísticas de sustentabilidade, ambientais e paisagísticas. Esta ideia não é recente e tem vindo a ser posta em prática sucessivamente pelos últimos Governos Regionais, que sempre defenderam políticas ambientais e turísticas conciliatórias de boas práticas ambientais, salvaguardadas legalmente de forma a preservar a nossa identidade paisagística, enquanto elemento diferenciador e principal mais-valia de competição com os destinos concorrentes.

Assim, a nossa prioridade é proteger e preservar o património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades não seja comprometida no presente e no futuro. É nesta linha de pensamento que pretendemos também cuidar dos nossos visitantes, antecipando e proporcionando tudo o que necessitam, para que a experiência dos Açores seja memorável e desperte a vontade de voltar. Isso tem sido trabalhado no sentido de nos apresentarmos como um destino natural, de rara beleza, sem influências externas em si, sem vocação para massas e sendo dirigido a nichos muito específicos de visitantes que queiram ter experiências irrepetíveis.

foto-2Além do turismo de Natureza, eleito produto matriz, que outras ofertas são consideradas prioritárias?

Pretendemos atingir a verdadeira sustentabilidade através do Turismo, proporcionando aos nossos visitantes uma experiência de convidados especiais em ambiente natural, para que lhes deixe saudades e a vontade de voltar.

Sabendo da importância e do posicionamento como Destino de Natureza, não podemos esquecer todas as outras potencialidades que cada uma das nove ilhas, distintas entre si, têm para oferecer.

Assim, pretendemos promover a criação de tours ou circuitos organizados para a descoberta e exploração dos atrativos, não só paisagísticos, como também culturais e gastronómicos, ao que se acrescenta a promoção da agenda cultural e sua disponibilização aos Agentes e Alojamentos Turísticos. Ainda neste âmbito, a intenção é de georreferenciar todos os atrativos naturais e culturais e disponibilizar essa informação online, assim como de infraestruturas de apoio (oficinas, centros, assistência, áreas de serviço, áreas de descanso, etc.).

Um dos produtos que também merece algum destaque é a aposta na sofisticação dos serviços e infraestruturas relacionadas com a saúde e bem-estar, em especial na área do termalismo.

Atualmente quais são os principais mercados emissores e qual a importância dos continentais e da diáspora açoriana?

Há ainda que manter o reforço da promoção do Destino Açores, através do incentivo a novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos de mercado já sinalizados, nomeadamente com a expansão de notoriedade e a capatão de fluxos turísticos na América do Norte, enquanto mercado estratégico identificado no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores.

Quanto aos mercados emissores com maior relevo, e segundo os dados entre janeiro e setembro de 2016 na Região, o continental representa cerca de metade das dormidas, registando-se 252 132 hóspedes, num total de 509 112. Segue-se a Alemanha (12%), os EUA (6%) e Espanha (5%).

De um modo geral e segundo os dados do Serviço Regional de Estatística relativos às dormidas de janeiro a outubro, no alojamento tradicional e TER – Turismo no Espaço Rural verificou-se um crescimento de todos os mercados prioritários, com exceção da Suécia. Aqueles que apresentaram melhores resultados em 2016 e face ao ano anterior foram os EUA e a Espanha, com crescimentos da ordem dos 58,1% e 50%, respetivamente, seguidos da Holanda (22,7%), Bélgica (19,5%), Canadá (18,9%), França (17,4%), Alemanha (17,1%) e Reino Unido (14,8%).

Sabemos a importância que a Diáspora Açoriana tem na Região, fazendo dos emigrantes embaixadores dos Açores nas suas áreas de residência. Isto permite potenciar sinergias e detetar áreas de interesse entre as comunidades, reforçando a ligação entre os Açores e a Diáspora. Neste contexto, a aposta no mercado dos EUA e Canadá, não restringida às nossas comunidades emigrantes, mas sim direcionada para o grande potencial geral existente, tem sido uma aposta importante e que pretendemos reforçar.

A natureza paradisíaca do arquipélago torna-o num palco de excelência para a prática de várias modalidades desportivas, como surf, bodyboard, BTT, canyoning, trail running, entre outros. Neste âmbito, os Açores têm sido palco de inúmeros eventos desportivos de nível mundial, qual tem sido a estratégia para a sua captação e que reflexo têm tido no turismo?

Temos vindo a reforçar um trabalho já iniciado no desenvolvimento dos produtos primários para cada uma das ilhas do arquipélago açoriano. Neste sentido, uma das medidas implementada foi a georreferenciação dos recursos naturais e spots para a prática de várias modalidades como mergulho, surf e pesca desportiva e angariar e apostar em eventos de renome internacional no âmbito destas áreas, bem como do bodyboard, BTT, canyoning, trail running, parapente, etc.

Estas medidas têm permitido aumentar o grau de satisfação com a qualidade ambiental no destino e reforçar a notoriedade dos Açores no mundo, ao estimular a vontade de visita por parte de mercados de alto valor.

Para além de fortalecerem a nossa imagem como Turismo de Natureza, estas iniciativas também são aproveitadas nos nossos planos de comunicação, potenciando o nosso património natural e a especial apetência do nosso destino para um turismo ativo e de aventura. Em termos promocionais, os Açores saem imensamente beneficiados como o palco escolhido para este tipo de eventos, o que permite evidenciar as nossas particularidades paisagísticas, aumentando a nossa atratividade para este tipo de segmentos de mercado.

O Turismo dos Açores capitaliza a sua exposição associando a sua promoção ao apoio de eventos internacionais relevantes que distingam os atributos de natureza, garantindo não só as externalidades positivas do impacto direto da participação de um elevado número de participantes, como também obtendo junto daqueles nichos de mercado grande notoriedade.

Quais são os maiores desafios atuais e futuros do setor?

O Turismo dos Açores vive atualmente um dos melhores momentos da sua história, assumindo uma identidade turística muito mais fortalecida e atingindo níveis de crescimento muito superiores aos registados no passado.

No entanto, agora mais do que nunca, há necessidade de acautelar e assegurar a manutenção dos níveis de sustentabilidade ambiental e paisagística que elevam a nossa atratividade e valorizam a nossa imagem como Destino Turístico de Natureza. É também por isso que a estratégia, a partir daqui, assentará desde logo no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, uma ferramenta de trabalho que entrou em vigor em 2016 e que será fundamental para a abordagem que será feita ao setor, nos próximos anos, ao nível do marketing e comunicação. Os seus principais objetivos são alavancar a notoriedade dos Açores junto dos consumidores finais; posicionar a Região como um destino exclusivo de natureza exuberante; promover a cooperação permanente entre os intervenientes públicos e privados na sua execução; melhorar a competitividade do destino e aumentar os fluxos turísticos, tendo de forma subjacente a salvaguarda da sustentabilidade económica, ambiental e sociocultural do território.

Em termos globais, o Governo Regional propõe, para os próximos quatro anos, dar prioridade: à qualificação do destino, no que diz respeito à inovação de produtos e serviços e à consolidação de uma oferta diversificada; à promoção da sustentabilidade interna da atividade turística em todas as suas vertentes e da sustentabilidade de fluxos turísticos que resultem na criação efetiva de emprego e de riqueza; ao aumento da eficácia da promoção e ao aumento da eficiência nas acessibilidades.

Fotografias: SREAT


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Açores já tem o primeiro trilho com sinalética para “trail running”

entremontesO primeiro trilho existente nos Açores com sinalética específica para a prática do ‘trail running’, um percurso no Monte da Guia, no Faial, foi inaugurado hoje pela Direção Regional do Turismo, através do projecto Azores Trail Run.

É quase como ter uma pista permanente – Mário Leal, responsável  do Azores Trail Run, em declarações à LUSA

A iniciativa, numa parceria com o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul e com o Parque Natural do Faial, incluiu um treino que contou com a participação de Tiago Aires, múltiplo Campeão Nacional de Orientação e Campeão Nacional de Trail em título. A inauguração do trilho decorreu no seguimento de um workshop sobre a prática de “trail running” ministrado pelo atleta, na semana passada, na ilha do Faial.entremontes_sinaleticaO Monte da Guia é um antigo vulcão com origem no mar que se juntou à ilha do Faial e está classificado como Zona de Protecção Especial pela fauna endémica que aqui existe.

Este percurso insere-se no projecto do Centro de ‘Trail Running’ da Ilha do Faial, tendo em vista a valorização dos recursos endógenos naturais, paisagísticos e patrimoniais, e enquadra-se na estratégia para um segmento fundamental para o turismo na região, através da disponibilização de estruturas que permitirão o treino desta modalidade, com milhões de praticantes em todo o mundo.

Um dos pilares fundamentais da estratégia de desenvolvimento do segmento de turismo de natureza implementada nos Açores é a política de planeamento e gestão dos trilhos pedestres, locais onde, preferencialmente, se desenvolve o “trail running”.  Esta actividade, cujas principais motivações associadas à sua prática são o contacto com a natureza, o bem-estar físico e a descoberta, vai de encontro aos mercados de turismo de saúde e bem-estar e, sobretudo, de turismo de natureza, com enorme potencial de crescimento e estratégicos para o arquipélago.

Fonte: DRT
Fotos: Tiago Aires e Azores Trail Run

 

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Açores aposta no Turismo Ornitológico

tentilhaoacoresA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou, na Horta, que a promoção do turismo ornitológico nos Açores valoriza o património natural da Região e permite mitigar a sazonalidade da oferta turística.

“Os Açores, conscientes da importância do crescimento da actividade de observação de aves em todo o mundo, devem posicionar-se, cada vez mais, como um palco para este tipo de actividade”, permitindo a “valorização do património natural e a promoção da observação de aves de forma sustentável e responsável no arquipélago”, frisou Marta Guerreiro, que falava  na abertura do Curso Técnico de Turismo Ornitológico.

O Curso de Turismo Ornitológico, um projecto desenvolvido pela Direção Regional do Ambiente em parceria com o Grupo de Aves Marinhas do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, decorre na ilha do Faial até ao final desta semana e, entre 23 e 27 de janeiro, terá lugar no Pico. Trata-se de um curso pós-laboral com a duração de 25h, com uma componente teórica e uma componente aplicada de campo.

“Sendo o Turismo da natureza um dos segmentos em maior crescimento à escala global, torna-se vital que os guias e profissionais que trabalham nesta área tenham um conhecimento  profundo do património natural dos Açores e que de uma forma empenhada e entusiasmada o saibam promover, divulgar e proteger” afirmam os promotores do curso.

A situação geográfica dos Açores, a meio caminho entre a América e a Europa, faz do arquipélago o primeiro ponto de paragem de diversas aves nos seus fluxos migratórios e, como tal, um local privilegiado para os primeiros avistamentos. Nesse sentido, a Secretária Regional considerou que o turismo ornitológico é “uma oportunidade para colmatar a sazonalidade da oferta turística, uma vez que a observação das aves tem a particularidade de poder ser desenvolvida ao longo de todo o ano”.

Esta iniciativa enquadra-se num dos objectivos estratégicos do Governo Regional no sector do turismo, dado que permite fortalecer a qualificação do destino, através da aposta na formação e disponibilização de técnicos habilitados a desenvolver a actividade de animação turística de observação de aves.

Para além da equipa do GAM-DOP, o curso integra Cecília Melo, bióloga e co-fundadora do website Aves dos Açores; Gerbrand Michielsen, pioneiro na actividade turística de observação de aves nos Açores e fundador da única empresa dedicada exclusivamente à observação de aves no arquipélago;  Carlos Pereira, biólogo, co-fundador do website Aves dos Açores, observador experiente de aves há várias décadas e autor de livros como Aves dos Açores e, mais recentemente,  Aves do Cabo da Praia – Um tesouro a descobrir,  um património a preservar, em co-autoria com Cecília Melo.

Foto: Carlos Ribeiro/Aves dos Açores

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Foto:

 

 

Maratona de leitura de “Moby Dick” no Museu de Angra do Heroísmo

mobydick2O Museu de Angra do Heroísmo realiza sábado, 7 de janeiro, em simultâneo com o New Bedford Whaling Museum, nos EUA, uma maratona de leitura da obra “Moby Dick”, de Herman Melville, em língua portuguesa, numa tradução e adaptação de Pedro Alves e Tiago Patrício.

A iniciativa terá início pelas 18h30 e durará aproximadamente quatro horas. Durante este período terá lugar também uma pintura mural pelo artista plástico Luís Brum, no pátio anexo à Biblioteca do Edifício de São Francisco.

Esta é já a 21.ª maratona organizada pelo New Bedford Whaling Museum, sendo o segundo ano em que é feita paralelamente uma leitura da obra em língua portuguesa, na Galeria do Baleeiro Açoriano, envolvendo a comunidade emigrante residente na costa leste dos Estados Unidos.

A leitura do clássico de Herman Melville decorre no âmbito de uma colaboração com aquela instituição cultural norte-americana e com o Consulado de Portugal em New Bedford.

“Moby Dick” de Herman Melville, publicado em 1851, narra a história de Ismael, um marinheiro que decide embarcar num barco de caça à baleia, o Pequod. A personagem e a restante tripulação,  da qual faz parte um Açoriano, vê- se envolvida na perseguição ao cachalote de cor branca, Moby Dick, que, num confronto anterior, arrancou uma perna ao capitão do navio, Ahab.

O romance repleto de metáforas sobre a ambição humana e a batalha entre a razão e o instinto animal é também uma fonte rica de informação sobre a caça à baleia e processamento dos produtos delas extraídos.

Fonte: GaCS/DRC
Foto: DR

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Açores: 2016 deverá ser o melhor ano de sempre para o turismo em todas as ilhas

acores12016 deverá ser o melhor ano de sempre em todas as ilhas e nos vários indicadores do turismo, nomeadamente com uma evolução acima de 20% no crescimento das dormidas na hotelaria tradicional e com a perspectiva dos proveitos totais puderem ultrapassar 70 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 30%.

A titular da pasta do Turismo, Marta Guerreiro, em declarações proferidas na Horta, na semana passada, após reuniões com os parceiros do sector na ilha do Faial, realçou que, no caso específico das ilhas do Triângulo, o crescimento é “significativo” e a sua evolução deve ser vista olhando para as variações dos dois últimos anos.

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo deslocou-se ao Pico e ao Faial, tendo reunido nas duas ilhas com os agentes do sector para recolher contributos e manter uma política concertada com os interesses de quem está no terreno.

Os Açores querem reforçar o destino com a assinatura de “certificado pela natureza”, conforme declarou a governante regional, que avança que a região deve estar posicionada num turismo aliado ao ambiente. Para Marta Guerreiro, mais importante do que bater recordes em termos estatísticos, é a qualidade oferecida e um crescimento que respeite a oferta ambiental da região para a manutenção dos actuais bons resultados.

Fonte: GaCS
Foto: Pedro Silva

 

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Turismo dos Açores regista crescimento expressivo

marta_guerreiroA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo garantiu, em Ponta Delgada, que o Executivo vai “continuar a trabalhar para manter as características que tornam os Açores diferentes e peculiares” no quadro do turismo mundial.

Os Açores conseguem aliar uma beleza paisagística e uma qualidade ambiental ímpares, às quais os Açorianos têm vindo a acrescentar a vertente da experiência turística – Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo

A nova titular da pasta do Turismo, que discursava sábado no encerramento da final nacional da ‘Expresso BPI Golf Cup’, frisou que os dados mais recentes, referentes aos primeiros 10 meses deste ano, indicam que “conseguimos ultrapassar um milhão e cento e cinquenta mil passageiros desembarcados nos aeroportos açorianos”, o que representa um crescimento acumulado de 22% face a igual período de 2015, que já tinha registado um crescimento de 19% face ao ano anterior, afirmando que o Governo dos Açores garantiu um enorme salto qualitativo e quantitativo ao nível das acessibilidades áreas para a Região.

A Secretária Regional afirmou ainda que a instabilidade verificada em alguns dos habituais destinos de férias dos europeus e norte-americanos, aliada à segurança que caracteriza os Açores e ao aprofundamento das acessibilidades aéreas, com novas ligações entre o exterior e o arquipélago, devem também contribuir para a consolidação dos números registados nos últimos anos.

Marta Guerreiro salientou que é objectivo do “Governo dos Açores, em estreita articulação com os restantes agentes económicos, conciliar os interesses de um desenvolvimento económico e social harmonioso com a necessária sustentabilidade dos recursos naturais, em especial os terrestres e os marinhos”. A criação da Secretaria Regional visa este desígnio, tendo em vista garantir as melhores condições para que a iniciativa privada actue, evoluindo, diversificando e qualificando a oferta turística dos Açores, estando também atenta às implicações do crescimento da actividade turística, acrescentou.

Segundo o Indicador Avançado de Turismo, IAT-Açores, divulgado pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores-SREA, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Outubro terá sido de 131 mil.  Comparando com o valor divulgado para Outubro de 2015, esse valor reflecte um aumento de 22% em termos homólogos.

Fontes: GaCS/LM;SREA
Foto: GaCS

 

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