A próxima edição do TEDxLisboa irá realizar-se no dia 31 de outubro, sábado, na Aula Magna, com o mote “Elefante na Sala”

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A próxima edição do TEDxLisboa irá realizar-se no dia 31 de outubro, sábado, na Aula Magna, com o mote “Elefante na Sala”. Vai falar-se abertamente e sem constrangimentos sobre os elefantes que incomodam na sala.

No TEDxLisboa espalham-se as ideias que merecem ser abordadas: o elefante polémico, o elefante que envergonha, o elefante que incomoda, o elefante complicado, o elefante que divide todas as opiniões – cada Elefante na Sala. Para o novo evento encontram-se agora abertas as candidaturas a oradores (tedxlisboa.com/oradores) e voluntários (tedxlisboa.com/voluntarios).

Para os que ainda não conhecem, “TED” significa Tecnologia, Entretenimento e Design – três áreas de estudo que, em conjunto, modelam o futuro – mas na verdade, este evento é muito mais abrangente, discutindo ideias que são relevantes em qualquer área.

No espírito de que vale a pena espalhar ideias, TEDx (x=independently organized TED event), permite que comunidades em qualquer local organizem eventos não lucrativos independentes das conferências TED, mas com a mesma estrutura e filosofia, como é o caso do TEDxLisboa – até à data já foram realizados 10 000 eventos TEDx em mais de 800 cidades em todo o Mundo.

Este evento, a ter lugar na Aula Magna, irá contar com oradores a apresentar a sua ideia em palco, em menos de 18 minutos, para uma grande audiência (1400 participantes). A inscrição será obrigatória em tedxlisboa.com e a bilheteira anunciada já no mês de julho.

WETFEET – o grande projecto para revitalizar a energia das ondas

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WETFEET (“pés molhados”) é o nome do projecto europeu recentemente aprovado pelo programa Horizonte 2020 dedicado à energia das ondas. O projecto com orçamento global de aproximadamente 3,5 milhões de euros, é coordenado pela associação portuguesa sem fins lucrativos, o WavEC, Offshore Renewables.

O projecto terá a duração de três anos em que procurará identificar as causas do atraso do progresso da tecnologia da energia das ondas e posteriormente propor soluções viáveis para melhorar o desempenho geral de novas tecnologias, tal como se pode ler no site do projecto  e como foi noticiado pelo Jornal da  Economia do Mar.

O consórcio é composto por cinco Instituições de Ensino (Universidade de Linz na Áustria, Scuola Superiore di Studi Universitari e di Perfezionamento Sant’Anna em Itália, a Universidade de Edinburgh e a Universidade de Plymouth, no Reino Unido, e ainda o Instituto Superior Técnico, em Lisboa) e cinco empresas (INNOSEA em França, SELMAR SRL em Itália, Teamwork Technology BV, Trelleborg Ridderkerk BV na Holanda, Aurora Ventures Limited do Reino Unido e ainda a EDP Inovação S.A. Com o seu profundo conhecimento do sector, o consórcio avaliará questões como a fiabilidade dos componentes tecnológicos, a capacidade de sobrevivência dos dispositivos, os custos elevados de desenvolvimento, o moroso processo para a comercialização, bem como a escalabilidade industrial das tecnologias testadas. Uma vez identificados os problemas, o consórcio pretende desenvolver inovações tecnológicas para os solucionar, baseando-se sobretudo em dois conceitos de energia das ondas, a Coluna de Água Oscilante e o Symphony.

O WavEC conta já com uma Central de 400 kW no Pico, nos Açores que faz uso da tecnologia da Coluna de Água Oscilante, que fornece experiência de campo e actividades de monitorização importantes para a equipa do WavEC e investigadores convidados. Este projecto vem enquadrar-se na missão do WavEC  – desenvolver a energia renovável offshore através da transferência de conhecimento, disseminação e inovação.  O WavEC, Offshore Renewables é uma associação privada sem fins lucrativos, criada em 2003 para desenvolver a sua actividade segundo três eixos: a investigação aplicada, a consultoria e actividades pró-bono, nomeadamente a disseminação e promoção das oportunidades associadas ao desenvolvimento precoce da energia renovável marinha no País, junto de empresas, administração pública e público em geral e também a formação de jovens no âmbito de estágios curriculares e formação avançada, incluindo teses de mestrado e doutoramento.

A WavEC presta serviços de consultadoria nas seguintes cinco áreas temáticas: Monitorização e Tecnologia, Modelação Numérica, Economia e Indústria, Ambiente Marinho e Políticas Públicas.

 

Foto: http://khongthe.com

 

 

 

 

Turismo Solidário chega a Portugal com experiências inovadoras

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impacTrip (agência de viagens de Turismo Solidário), após ter passado pelo programa de incubação de empresas sociais da SCML e pelo programa Shark Tank, lanççou, esta semana,  o seu novo site repleto de experiências turísticas alternativas para REdescobrir Portugal e criar um
impacto social e ambiental positivo.
Da combinação da viagem com o voluntariado nasce este conceito turístico inovador: O turismo solidário. Dada a importância crescente da responsabilidade social e do crescimento do turismo alternativo, a Excelência Portugal quis saber um pouco mais sobre este conceito.

Equipa ImpacTrip (small)

- Como surgiu a ideia?

A ideia surgiu bastante longe de Portugal… Depois de trabalhar na Malásia, estava eu a viajar sozinha de mochila às costas pela Ásia quando percebi que havia mais pessoas como eu, que queriam conhecer profundamente os locais por onde passavam e deixar uma marca positiva nas pessoas que conheciam fazendo voluntariado. Já existiam alguns programas deste género com bastante sucesso e que faziam realmente a diferença nessas comunidades. Em Portugal não existia nada do género, e foi aí que eu pensei: “Em Portugal existem, obviamente, necessidades sociais e nós somos um país maravilhoso para se viajar” e a ideia estava formada. Durante este processo conheci o Diogo que, com experiência no sector do turismo percebeu que era uma ideia com futuro. Estivemos 1 ano a consolidar a rede de parceiros, passámos por um programa de incubação de empresas sociais do Banco de Inovação Socia, recebemos financiamento no programa da SIC do shark tank e finalmente, após muito trabalho, lançámos a impacTrip.

Escrevemos um artigo (em inglês) exatamente sobre a viagem que despoletou tudo isto.

- Qual o percurso de vida dos fundadores?

Somos uma equipa pequena mas muito motivada: Apenas eu e o Diogo.

Temos competências e experiências muito complementares e uma visão comum do que queremos alcançar pelo que tem resultado muito bem.

Eu tenho Mestrado em gestão internacional na NOVA sbe, diversas experiências internacionais (tendo vivido 3 vezes fora em 2 continentes) e em gestão de projetos. Já tinha liderado 2 projetos de empreendedorismo social antes e sou apaixonada por viagens.

O Diogo é formado em turismo e tem bastantes anos de experiência no sector. Tem competências em marketing, vendas e de gestos de marcas e é apaixonado pela Natureza e pelo desporto.

- Quem são os clientes-alvo e que experiências podem encontrar ?

Toda a gente que viaja connosco se surpreende, pelo impacto que causa Na sua viagem.

O público-alvo depende muito do programa que oferecemos. O Eco-mergulho é mais destinado a jovens, grupos de amigos e backpackers. Se falarmos em programas na Natureza de 4 dias ou 1 semana, o público-alvo passa a ser famílias e casais. Em geral, quem procura o turismo solidário vem do Norte da Europa (Escandinávia, Inglaterra, Alemanha, Holanda etc), é bastante ativo no seu país de origem e tem uma grande consciencialização social e ambiental.

Com isto não queremos dizer que o público Português não começa a procurar este tipo de turismo bem mais local e ativo. Os Portugueses têm aceite muito bem o nosso trabalho e estão a aderir bastante mais do que estávamos à espera.

Todos os viajantes podem encontrar as nossas viagens no nosso website www.impactrip.com e pesquisar qual o destino e tipo de impacto que querem causar. É muito fácil e o conceito é bem explicado no vídeo de apresentação.

– Que impacto teve a participação no Shark-Tank?

Representa uma abertura de portas muito importante, faz com que cheguemos a sítios que sozinhos teria sido muito mais difícil, faz com que sejamos mais assertivos no que fazemos e por fim faz-nos sentir que estamos no caminho certo para os nossos objetivos. A Shark Susana era o que mais queríamos e tem sido mesmo muito bom trabalhar com ela. Está sempre disponível para nós, participa ativamente nos nossos projetos, trabalha ideias connosco, enfim, tem sido incansável.

 

Fotos: DR

Prémio Nacional Indústrias Criativas – Abertas as inscrições para a entrega de prémios

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Estão abertas as inscrições para o Super Bock Laboratório Criativo! Dia 15 de julho, em Lisboa, conta com uma conferência internacional sobre “media arts”, promovida pelo Canal180; intervenções artísticas e cultura urbana por Penique productions, Júlio Dolbeth Illustration, WASTED RITA, Akacorleone e We Came From Space; música com Márcia ao vivo e DJ Set a cargo de Sininho; e, claro, a entrega do Prémio Nacional Indústrias Criativas 2015.

Este ano o Super Bock Super Rock começa na véspera! O Laboratório é de entrada é livre, mas de inscrição obrigatória no site .

 

:: O PRÉMIO

O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a

A 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves arrancou a 2 de fevereiro e até 15 de março os interessados puderam-se inscrever desde que a sua ideia de negócio se integrasse numa das quatro categorias do concurso – Arquitetura e Artes Visuais, Música e Artes do Espetáculo, Conteúdos e Novos Media e Turismo e Património.

Procuram-se empreendedores com ideias de negócio sustentadas – produtos ou serviços – que se diferenciem pela criatividade e inovação mas, sobretudo, que apresentem potencial económico e sejam geradoras de emprego.

O vencedor irá ainda receber um prémio de 25 mil euros e representar Portugal no Creative Business Cup (Copenhaga, Dinamarca), uma competição anual para empreendedores oriundos de mais de 50 países que visa distinguir a melhor ideia de negócio no setor das Indústrias Criativas a nível mundial.

À semelhança dos anos anteriores, o vencedor será revelado durante o Super Bock Laboratório Criativo, fórum anual organizado pela Unicer para celebrar e debater o estado do empreendedorismo criativo em Portugal.

Em seis edições, o Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves, que conta com a parceria e apoio da Fundação da Juventude, já avaliou mais de 1500 projetos e apoiou mais de 60 que geraram mais de 200 postos de trabalho.

 

:: OS FINALISTAS

São dez os candidatos selecionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.Integram o grupo finalista projetos de natureza diversa, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado. Eis, então, os concorrentes apurados, representando as quatro categorias a concurso:

CATEGORIA “ARQUITETURA E ARTES VISUAIS”

Cross Hands Architecture
Duas jovens cruzam arquitetura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitetura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projeto de abrigos para refugiados na Síria.

EcoBook
É um caderno sem papel para escrever e apagar vezes sem conta. É uma solução que a natureza agradece. O EcoBook adapta o conceito de quadro branco (comum nas salas de aula) ao formato de caderno ecológico. Disponível nos modelos A4, A5, A4 pautado e A6, é um produto de longa duração, dado que as suas folhas podem ser reutilizadas sem perderem o bom estado de utilização e a legibilidade. www.ecobook.pt

Sistema Gomos
Já ouvimos falar em arquitetura modular, mas não aos gomos: o facto é que um a um se fazem edifícios de diferentes dimensões. Este é um sistema flexível e evolutivo de construção (pode começar-se com um T2 e ampliar-se para T3 ou T4) baseado em peças standard de betão armado (os gomos). Cada módulo sai da fábrica completamente pronto e a instalação é fácil. Mais? É uma solução ecologicamente sustentável.

Stallo
A ideia é de três jovens italianos, alunos na ESAD de Caldas da Rainha, e põe o design ao serviço da sustentabilidade, estimulando um comportamento positivo e o consumo responsável. Como? Pelo reaproveitamento e a transformação de garrafas de vidro em copos originais e diferenciadores que, por seu turno, e através de um pedestal de cerâmica vidrada, se transformam em cálices. http://www.ositalianosdesign.com/Chi_siamo.html

STILL Urban Design
Que bem se está cá fora… Dedicado ao desenho urbano climático, este estúdio cria projetos de espaço urbano aberto (público, coletivo ou privado) que estabelecem a mediação desejável entre Homem, Clima e Ambiente, proporcionando conforto térmico no exterior. Deste modo, surgem soluções que permitem usufruir do local intervencionado ao longo do ano. Reabilitação urbana, (re)qualificação do espaço público, cuidado ambiental e bem-estar, tudo se conjuga.  www.stillurbandesign.com

CATEGORIA “CONTEÚDOS E NOVOS MEDIA”

Here Come the Robots
Os robôs aí estão para interagir com vários públicos e participar nas mais diversas situações: no modo de contar uma história infantil, numa visita ao museu, na música e nas artes performativas, como ferramenta pedagógica, em ativações de marca. Este é o domínio deste projeto e da plataforma Monster Development Kit, que disponibiliza sistemas de controlo genérico de robótica, visão por computador, payback, áudio e acesso a internet. Vai dar jeito…

Rewind Cities
E se o passado se tornar presente; se histórias, factos e lugares de outrora se reconstituírem diante dos nossos olhos? Se acontecer não é magia, mas sim tecnologia. As aplicações móveis Rewind Cities promovem experiências inovadoras 2D e 3D em realidade aumentada, com o utilizador a embarcar em viagens ao passado do local que está a visitar. Com este projeto ganha novas dimensões, por exemplo, a visita a um museu. www.rewindcities.com

CATEGORIA “MÚSICA E ARTES DO ESPETÁCULO”

Arumis
Cheira a cinema. Já submetido a criação de patente, Arumis é um produto original que pretende melhorar a experiência do espetador ao chamar à indústria audiovisual um novo sentido: o olfato. O projeto adapta-se às salas de espetáculos existentes, não exigindo estruturas complexas, e tem horizontes definidos: primeiro o mercado de entretenimento (cinema, parques temáticos, teatros), depois a casa de cada um de nós.

Spranger
Tudo o que se pede, às vezes, é eficácia e simplicidade. É isso que Spranger quer dar ao apresentar um novo tipo de auscultadores com sensor de pressão incorporado. De forma imediata, este sensor deteta se o dispositivo está mesmo nos ouvidos. Assim, o auscultador entra em modo pause sempre que é retirado do ouvido e retoma o modo play do conteúdo assistido mal volta a ser colocado no ouvido. Simples.

CATEGORIA “TURISMO E PATRIMÓNIO”

Miss Can
Vamos abrir o apetite… Os ingredientes são tradição, cultura e gastronomia portuguesas, servidos em pack original. Miss Can utiliza um método artesanal (peixe cozido a vapor) para valorizar a nossa indústria conserveira. A marca tem cinco packs cheios de personalidade, cada com três latas, e temperos/receitas que reclamam identidade lusa. O petisco vem acompanhado com os benefícios da conserva e sugestões gastronómicas. www.miss-can.com

A seleção dos candidatos coube a um júri de doze elementos, em representação das entidades promotoras do Prémio, Unicer e Fundação de Serralves, e parceiros associados (ADDICT, Agência de Inovação, ANJE, BPI, ESAD, Fundação da Juventude, IAPMEI, Brand New Box, Universidade do Porto e Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa Porto). Como já é habitual, o processo de apuramento não foi fácil, atendendo à qualidade superior de um número bastante significativo das candidaturas validadas nesta sétima edição.

Fonte: Prémio Nacional Indústrias Criativas
Fotos: DR

Fábrica de Startups lança novo programa de aceleração: DISCOVERIES

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O Discoveries é um programa de aceleração, de quatro semanas, organizado pela Fábrica de Startups, com o apoio do Turismo de Portugal. Nesta primeira edição, são  convidadas startups de tecnologia com negócios na indústria do turismo. O foco é tanto em empresas Portuguesas como Europeias, nas fases de ideia, protótipo ou lançamento. As empresas são convidadas a virem para Lisboa testar e validar os seus modelos de negócio através de metodologia sistematizada e comprovada. As Startups terão também acesso a uma rede internacional de mentores, investidores e fundadores que já passaram por programas da Fábrica de Startups.
A Fábrica de Startups está baseada em Lisboa e tem como missão ajudar as pessoas a tornarem-se empreendedores de sucesso. Fazem isso através da realização de programas de Aceleração, da Incubação de startups e da formação de empreendedores através de uma Academia de eventos aberta ao ecossistema em Portugal.
As Startups finalistas do programa Discoveries terão completado uma extensiva validação no mercado e sairão com um modelo de negócio testado, pronto a ser lançado e apresentado a potenciais investidores.
O programa vai decorrer em Lisboa, durante os meses de Agosto e Setembro, e terá a capacidade para 15 das melhores startups portuguesas e europeias na área do turismo. Este programa de 4 semanas é totalmente gratuito sem que nenhuma parte da equidade seja retirada às equipas participantes. Para as startups aceites no programa, 500€ serão concedidos às equipas portuguesas (não baseadas em Lisboa) e 1000€ às equipas europeias.
Neste  link  está toda a informação para o programa.
Para os empreendedores que ainda não têm a ideia certa, ou que ainda não têm a equipa completa para entrar no programa, está a ser organizaado um workshop de ideação. Nesta sessão o Turismo de Portugal e a NOS vão trazer responsáveis da indústria do Turismo para apresentar os desafios e oportunidades sentidas nesta área, que poderão ser o mote para novas ideias de negócio. Este evento é também uma excelente oportunidade de networking, em especial para aqueles que gostariam de se candidatar ao programa Discoveries mas ainda não têm uma ideia ou equipa para tal.

Fonte: Fábrica de Startups
Fotos:DR

Maria BodyLine – empreendedorismo jovem madeirense na moda

Maria3De um modo geral as mulheres sonham com sapatos, malas, acessórios. Mas por vezes encontrar o que sonhamos não é possível fora do mundo dos sonhos. Maria Furtado Cunha prova que é possível tornar os sonhos realidade. Com raízes na Madeira, veio para Lisboa estudar Arquitectura na Universidade Lusíada. Criativa e com o sentido estético apurado, passou dos projectos de edifícios, com régua e esquadro, para o design de bodies diferentes e arrojados.Aos 25 anos, a Maria criou a marca Maria BodyLine.
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Maria sonhava com bodiess, mas não encontrava aquele que considerava ser o perfeito nas lojas. Provavelmente a comum das mulheres teria encontrado uma alternativa à sua peça de roupa de sonho. Mas a Maria fez diferente. Com a determinação que a caracteriza, decidiu ser autora do projecto que procurava.
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Há um ano mergulhou num novo mundo, de tecidos e modelos, e criou o seu primeiro body, a que chamou My Maria. Com a peça de sonho concluída, começaram a surgir novas ideias, novos modelos, todas elas cada vez mais originais e irreverentes.
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A Maria apresentou esta semana a primeira colecção da marca, num desfile que procurou transformar num momento de emoções, mais do que numa mera passagem de modelos.O desfile foi preparado ao pormenor, com a perfeição e rigor que a autora do projecto coloca naquilo que faz. Nos bastidores predominava a animação, com glamour, em que se ouviam gargalhadas entre a maquilhagem e o som do secador. Os cabelos estavam assegurados pela Maria Meneses, enquanto que a maquilhagem foi feita pela The Pink Lemonade, Marta Alves e pela Inês Aguiar, que fizeram com que existisse harmonia perfeita entre a luz do olhar e a sensualidade dos bodies com que as modelos iam desfilar na passerelle da discoteca Urban Beach.
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 Os minutos passavam, o nervosismo aumentava, e o grande momento estava a chegar. A Maria estava prestes a ver o seu sonho concretizado. Perto da meia noite, o desfile começou. Com um toque de Victoria Secret, os anjos da Maria BodyLine começaram a desfilar, ao som de uma música da Beyoncé, na voz da cantora Tessy Hill.
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O desfile não foi tradicional. Quem desfilava, divertia-se, dançava, transmitindo a alegria, sem nunca esquecer a sensualidade e elegância. Mas as surpresas preparadas pela Maria pareciam não terminar. O último momento do desfile teve como protagonista o cantor Agir, que cantou a sua música ‘Ela parte-me o pescoço’, ao som da qual as modelos desfilaram pela última vez. Mas o desfile foi apenas mote e resultado de todo um projecto empreendedor a que a Maria se propôs. O desafio de concretizar um sonho, com a excelência que a caracteriza, marcando a diferença e afirmando-se como uma empreendedora capaz de aliar à inovação à qualidade. Este foi apenas arranque deste projecto que promete não parar de surpreender.
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Para as mais festivaleiras, para as mais divertidas e para as mais sensuais, a Maria BodyLine vai continuar a dar que falar com aqueles que se acredita serem os bodys do momento.Maria1

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O evento foi apresentado por Constança Lameiras que também foi responsável por este artigo.

As fotos são de Frederica Ferreira, Zaphi, João Mendonça e Marta Alves (The Pink Lemonade).

Agradecimentos: K – Urbam Beach, Agir, Tessy Hill, Marta Alves e Inês Aguiar.

Maria Body Line no Facebook

 

 

 

 

Discoveringmadeira.com – o portal que se propõe oferecer as melhores ofertas do arquipélago

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Discoveringmadeira.com é um Portal lançado e gerido por uma equipa de madeirenses que conhece os segredos da ilha da Madeira e que se propõe oferecer as melhores ofertas ao nível de acomodação e atividades de animação turística neste arquipélago.

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De acordo com a CEO, Rita Galvão, o portal é  em simultâneo um destino onde é possível reservar hotéis e outro tipo de acomodação na Madeira bem como todas as atividades de turismo activo que a Madeira oferece e que são muitas. A seleção de todos nossos parceiros desde hotéis/outro tipo de acomodação até empresas de animação turística é muito rigorosa pois conhecem bem os  parceiros e as suas ofertas.

Mas para além disto são também um portal de destino, não querem apenas “vender” mas também pretendem explicar a Madeira na sua dimensão turística.  A responsável frisa que “somos um destino muito versátil cada vez mais orientado para o turismo ativo.

Num mundo das vendas online cada vez mais competitivo e com o crescimento previsto neste segmento para os sectores de viagens e lazer, a discoveringmadeira.com propõe-se apresentar e vender o destino tal como ele é: deslumbrante pela sua beleza natural, acolhedor pelo prazer de bem receber, sofisticado e urbano pela diversidade de oferta ao nível de hotelaria, restauração, cultura e património e extremamente apetecível do ponto de vista da gastronomia e também pela qualidade dos seus Vinhos, nomeadamente do Vinho Madeira.

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Acreditamos que a Madeira pela sua diversidade mas também pela proximidade de tantas atrações torna-se um destino extremamente cómodo e versátil que se adequa a vários perfis de visitantes, sendo que a discoveringmadeira.com pretende focar em alguns segmentos, nomeadamente: Férias em família, Madeira Romântica, Aventura em Natureza e Madeira Spas.

 

Fotos: DR

Descobertas Boutique Hotel – Novo emblema hoteleiro da Invicta

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O valor que Portugal tem, cresce cada vez mais. Para nós, portugueses, e para os outros. E tem valor a nível histórico, cultural, paisagístico e até gastronómico. Tem valor em muitas outras realidades, mas só aqueles que vêm ver com os seus próprios olhos é que conseguem descobrir quais são. É por causa desse aumento no valor e reconhecimento que Portugal tem tido, que vão havendo cada vez mais visitantes e com eles os investimentos na área do turismo. Este é um ramo que tem estado em constante crescimento, em vários pontos do país.

Uma aposta recente foi feita no centro histórico do Porto. Esta foi executada por Nurmomade Abdulcarimo, hoteleiro moçambicano, dono do grupo Kauri, que decidiu transformar um edifício degradado e envelhecido num “novo emblema hoteleiro da Invicta”. O empresário já investiu, embora noutras áreas, em Portugal, sendo este o primeiro investimento no sector de hotelaria.

O Porto, como uma das cidades mais visitadas em Portugal pode abrir portas a novas ideias e oportunidades. Cobiçado pela produção do vinho e com as paisagens que apresenta ao longodo Rio  , o seu potencial é infinito. O centro histórico, sendo a área mais antiga da cidade, está classificado como Património Cultural da Humanidade.

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O Descobertas Boutique Hotel, é encontrado em pleno centro histórico, um dos locais a que existe mais afluência, na zona da Ribeira. Este é composto por 18 quartos em que aquilo que os destaca é a decoração adoptada em cada um deles. Inspirado no ambiente colonial dos navegadores portugueses, cada piso adapta-se, apresentando perspectivas diferentes da época dos Descobrimentos Portugueses. Fazendo uma “alegoria ao multiculturalismo”, o hotel alia a história do povo do país em que está localizado, à cidade, e mesmo à zona específica em que se encontra. Leva a história de Portugal ao plano criativo e proporciona um ambiente diferenciador dos outros hotéis, aproveitando a atmosfera do “antigo” e os ideais modernos.

Nesta fase de lançamento, o preço dos quartos começa nos 90 euros, mas em condições normais ficará entre os 130 e 150 euros.

Descobertas Boutique Hotel
Rua Fonte Taurina nº14-22 | 4050-269 Porto
www.descobertasboutiquehotel.com| info@descobertasboutiquehotel.com

Fotos: DR/A400

Prémio Produção Ecológica para a Revista Gerador

Revistas Gerador

A gráfica Jorge Fernandes recebeu o Prémio Produção Ecológica, referente à Revista Gerador nos Prémios Gráficos Papies 2015.

A Revista Gerador é um projecto que faz parte da associação cultural Gerador, uma associação sem fins lucrativos, para a acção e comunicação da cultura portuguesa, promovendo diversas iniciativas.

A Gerador é uma revista trimestral, com tema e designer diferente a cada número. No website da plataforma pode ler-se:

(…) sobre pessoas, mas não apenas. Sobre o que as pessoas são, mas não apenas; Sobre cenários espectaculares, mas não apenas; Sobre comida maravilhosa, mas não apenas; Sobre grandes monumentos, mas não apenas.

Da Revista fazem parte artigos, opiniões, criações inéditas, arte urbana, ilustração, artesanato, banda desenhada, literatura, gastronomia e ciência. Segundo os criadores do projecto, Miguel Bica, Pedro Saavedra e Tiago Sigorelho “ é um almanaque sobre o que os artistas e pensadores geram das suas próprias memórias para hoje e para o que aí vem. Tudo junto, um evento inovador sobre a cultura portuguesa.

No que diz respeito ao Prémio, Pedro Saveedra, director da revista, diz: “desde o início que a perspectiva ecológica era importante para nós e queríamos papel de florestas sustentáveis. A nossa parceria com a Gráfica Jorge Fernandes permitiu isso mesmo. A somar a isto, quisemos que a revista fosse colecionável e não descartável, também um factor importante do ponto de vista ecológico. A ecologia está na eco e na lógica. Tão bom quanto reciclar é colecionar

 

Nota: O autor desta notícia é colaborador da revista Gerador. A Excelência Portugal noticia este prémio por reconhecer a excelência da Plataforma Gerador,  a sua visão  social e pela importância do prémio nos desafios ambientais actuais.

Spark Agency – Miguel Gonçalves em entrevista

MGoncalvesO Miguel Gonçalves é uma pessoa particularmente difícil de descrever. Não por falta de qualidades já reconhecidas, mas por parecer simplista lançar dois ou três elogios. Talvez desassossegador de mentes entorpecidas encaixe com o papel que tem feito nas inúmeras palestras realizadas ao longo dos últimos anos.

Mas Miguel é muito mais do que isso e a sua visão levou-o mais longe. A Spark Agency é uma empresa criada em conjunto com a Tânia Delalande especialista em talento. Um conceito original e inovador que veio revolucionar o mercado de trabalho. Foi no escritório da Spark que o conheci e tive a oportunidade de o entrevistar. Com amabilidade enorme e uma energia contagiante, conversámos sobre como surgiu a sua ideia, de como é ser empreendedor em português e, principalmente, do mercado de trabalho em Portugal.

Conversámos também sobre o Picth BootCamp, um acelerador de carreiras que já conta com 34 edições e mais de 1000 postos de trabalho. Aliado a uma equipa muito apaixonado, muito viva e focada, redescobrem novas formas de aproximar o talento jovem com as empresas portuguesas.

“ Falem da nossa Excelência. Falem dos nossos casos fantásticos no mundo todo” disse numa palestra do TedEx Youth Braga. Desta vez, foi a Excelência Portugal que falou com ele. E descobrimos que é mais um dos casos fantásticos que é preciso dar a conhecer.

sparkO Miguel e a Tânia são os rostos principais da Spark Agency. Que papel tem cada um na empresa?

O que diz na minha assinatura é comandante executivo e a Tânia é problem solver. O meu trabalho resume-se a imaginar uma parede branca e colocar um ponto preto na parede. “O caminho é este”. O trabalho da Tânia é encontrar a maneira mais cost efective e funcional de chegarmos ao ponto. Garante que a máquina funciona. O meu é mais sugerir, empurrar, fazer crescer ideias.

E foi com a junção destes dois talentos, diversos, que nasce a Spark. Uma empresa dinâmica, explosiva e diferenciadora. Muito jovem mas com a sua posição já muito marcada no panorama nacional.

A Spark tem só tem 3 anos. Em 2011 estávamos já a trabalhar mas era ainda um projeto, não uma empresa. Vamos a meio do quarto ano e a empresa tem vindo a mudar. Temos vindo a explorar novas oportunidades de negócio e por isso o nosso modelo de negócio também tem vindo a evoluir. Hoje temos uma área muito forte de recrutamento, search executive, mas trabalhamos principalmente em employer branding. sparky1aNeste contexto, como se posicionam os Pitch Bootcamp na missão da empresa?

Ajudamos as empresas a serem mais apelativas junto do talento alvo que pretendem magnetizar. Trabalhamos a cultura organizacional ajudando as equipas a desenvolver e ritualizar comportamentos. O Pitch Bootcamp acaba por ser um híbrido de missão com o sonho de mudar Portugal. Acaba por ser o produto que mais problemas viu resolvidos até hoje. Estamos a fazê-lo há dois anos, quase três, já esteve com 3000 mil “miúdos”, 2000 profissionais de 600 empresas, 34 edições. Já chegou a uma fase de apuramento muito sólida. Acaba por ser a coisa mais trabalhada, apurada, que mais investimento viu por parte da Spark.

O conceito do Pitch Bootcamp foi criado de raiz pela Spark Agency. O que traz de novo ao mercado de trabalho?

O que traz de novo? Traz muitas coisas novas, não apenas nos conteúdos mas também na fórmula. A forma per se é bastante disruptiva e o picth bootcamp aparece de uma experiência anterior que tínhamos tido que foi o “So you think you can pitch”. Muito parecido com o “So you think you can dance” ou outros programas do género. Em 2011 lançámos no mercado, correu incrivelmente bem! Estivemos com imensas empresas, 5 mil candidaturas, várias edições, centenas de postos de trabalho e percebemos que existia ali uma oportunidade de negócio muito interessante. O objetivo era redesenhar e reinterpretar a forma como jovens se apresentam nas empresas e como as empresas se apresentam aos jovens, dando origem ao Bootcamp como temos hoje. sparky2aUma das características deste evento é o facto de decorrerem sempre numa universidade. Uma estratégia que pretende aproximar estes dois agentes?

Acontece em faculdades por um ponto de vista simples: muitas empresas têm ainda a perceção que as academias estão muito longes do mercado. E algumas de facto estão enquanto que outras tem já departamentos muito especializados. Quando o Picth Bootcamp acontece neste contexto estamos especificamente a dizer a estes dois stakeholders que precisam de estar juntos! E considerando que em média, cada edição tem 120 empresas, estamos a dizer às empresas que a faculdade esta aberta e estamos a dizer à faculdade que as empresas estão disponíveis para os seus alunos.

Estão também a dizer que ambas funcionam melhor se estiverem juntas.

Funcionam muito melhor se tiverem juntas a vários níveis! Podem ajudar a comunidade académica a direcionar a sua pedagogia. Podem ajudar os alunos a perceber quais as reais necessidades do mercado. E podem ajudar as empresas a perceber quem são estes os jovens, que expectativas têm, que ambicionam, quais os seus objetivos, que canais utilizam até as empresas? Que talento é este que está a crescer todos os dias nas faculdades e que é tão diferente das gerações anteriores? O que lhes vai na alma?

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Os dois dias do Pitch Bootcamp estão amplamente preenchidos do início ao fim. Como estão organizados?

Ao longo dos dois dias os diferentes stakeholders são submetidos a muitas experiências diferentes. Temos um framework que tem vindo a ser desenvolvido e que tem quatro partes fundamenteis. Primeiro trabalhamos com os bootcampers no seu produto. Ou seja, que competências eles trazem ao mercado de trabalho. Perceber quem é que eu sou, o que é que eu já fiz, quais são as minhas principais experiências, que competências já desenvolvi até aqui. Depois passamos para o cliente. Em que tipo de indústrias quero trabalhar? Em que tipo de funções gostava desempenhar? Em que empresas posso desempenhar estas funções?

Mas depois terá de existir a ligação entre os dois, certo?

Claro, e daí passarmos para a proposta de valor. Depois de saber o que é que vendo e a quem vou vender, tenho de perceber que match existem entre as necessidades do cliente e aquilo que lhe apresento. Se houver match tenho uma proposta de valor forte, se não houver é mais fraca. Por fim, trabalhamos a comunicação. Como desenvolver o “eu” online, previsões curriculares, assinaturas de email, como recorrer a candidaturas específicas, candidaturas espontâneas, ….

No 2º dia temos o dia com as empresas e acontece o pitch propriamente dito. As empresas estão distribuídas em mesas com mais três pessoas e cada participante tem agora 3 minutos para fazer um pitch e oportunidade de fazer perguntas e questões.

O Pitch Bootcamp acaba por ser um acelerador da carreira. Em apenas dois dias faz-se um processo que sozinho demorar-se-ia muito mais tempo ou só se fazia muito mais tarde. Acha que é possível aos jovens ficarem referenciados no mercado?

Não, não é possível ficar logo referenciado mas abre muitas portas. Se és universitário ou acabaste o curso à pouco tempo e queres explorar oportunidades de negócio, não conheço nenhum sítio em Portugal mais interessante para o fazer do que o Picth Bootcamp. Porque de uma forma muito rápida, muito cost effective e muito intensa consegues chegar a muitas empresas. Acelera de facto a tua carreira e dá-te uma visão crítica sobre o mercado mas, sobretudo, ajuda-te a pensar no que se quer efetivamente na carreira. Porque se eu quero muito, tenho de estar disponível para investir. É extremamente importante trabalhar muito e bem, mas mais importante trabalhar bem do que muito.  E o bootcamp ajuda-te a perceber isto e mostra que é possível ter uma carreira excecional. Está nas tuas mãos construir essa carreira todos os dias. pitch2A quantidade das empresas presentes no último dia é um dos aspetos mais aliciantes do evento.

E não é apenas a quantidade das empresas mas a qualidade das pessoas que vêm apresentar as empresas! Pessoas muito fortes dessas empresas. Diretores de bancos, diretores executivos, de marketing, de R&D, CEO’s, … Pessoas a quem vendo talento vivo, fresco e forte consigam fazer um bypass ao recrutamento e dizer “Olhem, este miúdo é excecional, coloca em partline e vamos entrevistá-lo”. Ou seja, é a oportunidade de uma pessoa de 20 anos poder falar com pessoas que podem ser potenciais clientes mas que, ao mesmo tempo, podem passar bom feedback sobre as suas opções.

Torna-se possível falar diretamente e de uma forma muito natural com pessoas que muitos não imaginariam conseguir chegar. Acha que é fácil chegar a elas?

Às vezes o mercado tem a perceção que há uma escassez de forma ou de metodologia para entrar em contacto com os agentes de mercado. O que em rigor é mentira. A experiência diz-me que é mais fácil agora entrar em contacto com as empresas do que nunca foi. sparky3aMas esta facilidade advém também de uma mudança por parte das empresas, que têm vindo a alterar nomeadamente o conceito de recrutamento jovem.

A realidade tem mudado dramaticamente. As empresas vão à academia porque precisam de rejuvenescer as suas equipas e de obter ideias novas. Se me perguntares, talvez nos últimos 5 a 10 anos passámos do arquétipo do jovem das fotocópias para o jovem das ideias. São vistos como os talentos novos e que já estão a ser integrados nas empresas. A médio e longo prazo a serão os próximos gestores de primeira linha.

Esta preocupação crescente das empresas pela qualidade dos seus recursos humanos é uma evidência clara. Quer pela criação de programas de captação de alentos quer pelos alargados investimentos que são feitos nesta área. Esta evidência pode levar a um paradoxo, visto que o desemprego jovem tem apresentado resultados assustadores.

Como é que estas duas realidades coexistem?

Ninguém faz grandes investimentos para ter um rapaz das fotocópias. Tens dois mercados atualmente: o mercado das commodities e o mercado dos talentos. No primeiro são os jovens que têm de ir bater à porta das empresas e o grande critério das transações é o preço. No mercado das empresas são estas que vêm ter com os jovens. E isto muda tudo! É outro mercado, com outra configuração. É muito mais pequeno mas também muito mais vivo, onde são os jovens que escolhem onde querem trabalhar. sparky4aÉ muito fácil para os jovens, quando enfrentados com o mercado de trabalho, sentirem que não tem grande proposta de valor para as empresas. O que leva a que isto aconteça?

Uma coisa que acontece com imensa frequência na população universitária é assumirem que ausência de experiência é algo comprometedor. E assumem erradamente que o facto de não terem experiência legitima a utilidade que têm no mercado. Uma coisa que ajudamos no bootcamp é perceber que num recém-diplomado a empresa não espera experiência. Procura preditores de desempenho. O que é que esta pessoa já fez que me permite depreender que será um teamplayer, que fará fit na minha cultura ou numa equipa, que produz resultados…

E que é capaz de lidar com os desafios que vão aparecer. As softs skills ganham cada vez mais importância nas equipas de trabalho e daí serem um ponto importante nos processos de recrutamento. Em que é que o Picth Bootcamp ajuda neste aspecto?

Uma das coisas mágicas que acontece no bootcamp é ajudar a perceber que a moeda de mercado são as competências. E as tuas competências que foram desenvolvidas na academia, nos voluntariados, a fazer desporto, no núcleo de alunos, na Excelência Portugal. As competências que tu desenvolveste em tudo o que já fizeste.

As grandes transformações que ali acontecem ocorrem quando as pessoas se espantam “Uau, eu que achava que não tinha nada para trazer ao mercado, afinal de contas tenho imensas coisas válidas”. É um dos grandes efeitos pedagógicos destes eventos.

No início, muitas pessoas diziam que o conceito não ia resultar. Não foi fácil, mas a Spark mostrou é possível e criaram um produto novo num mercado que precisava de ser abalado. Que conselho dá a todos os portugueses que estão na primeira fase dos seus sonhos, das suas ideias?   

A malta pergunta muitas vezes se aquela ideia é boa ou má, se vai funcionar ou não. E eu respondo da mesma forma: só o mercado é que sabe se presta ou não presta. Só o mercado é que sabe se uma ideia de negócio se transforma num negócio. No início a reação foi lenta, mas o mercado reage sempre, sempre à qualidade e à persistência. Foi estarmos sistematicamente a tentar ser bons e não atirar a toalha ao chão demasiado cedo. Melhorar edição a edição até chegarmos a um ritmo de cruzeiro que cresce por referência.

 

Fotos: DR