Turismo Solidário chega a Portugal com experiências inovadoras

impact

impacTrip (agência de viagens de Turismo Solidário), após ter passado pelo programa de incubação de empresas sociais da SCML e pelo programa Shark Tank, lanççou, esta semana,  o seu novo site repleto de experiências turísticas alternativas para REdescobrir Portugal e criar um
impacto social e ambiental positivo.
Da combinação da viagem com o voluntariado nasce este conceito turístico inovador: O turismo solidário. Dada a importância crescente da responsabilidade social e do crescimento do turismo alternativo, a Excelência Portugal quis saber um pouco mais sobre este conceito.

Equipa ImpacTrip (small)

- Como surgiu a ideia?

A ideia surgiu bastante longe de Portugal… Depois de trabalhar na Malásia, estava eu a viajar sozinha de mochila às costas pela Ásia quando percebi que havia mais pessoas como eu, que queriam conhecer profundamente os locais por onde passavam e deixar uma marca positiva nas pessoas que conheciam fazendo voluntariado. Já existiam alguns programas deste género com bastante sucesso e que faziam realmente a diferença nessas comunidades. Em Portugal não existia nada do género, e foi aí que eu pensei: “Em Portugal existem, obviamente, necessidades sociais e nós somos um país maravilhoso para se viajar” e a ideia estava formada. Durante este processo conheci o Diogo que, com experiência no sector do turismo percebeu que era uma ideia com futuro. Estivemos 1 ano a consolidar a rede de parceiros, passámos por um programa de incubação de empresas sociais do Banco de Inovação Socia, recebemos financiamento no programa da SIC do shark tank e finalmente, após muito trabalho, lançámos a impacTrip.

Escrevemos um artigo (em inglês) exatamente sobre a viagem que despoletou tudo isto.

- Qual o percurso de vida dos fundadores?

Somos uma equipa pequena mas muito motivada: Apenas eu e o Diogo.

Temos competências e experiências muito complementares e uma visão comum do que queremos alcançar pelo que tem resultado muito bem.

Eu tenho Mestrado em gestão internacional na NOVA sbe, diversas experiências internacionais (tendo vivido 3 vezes fora em 2 continentes) e em gestão de projetos. Já tinha liderado 2 projetos de empreendedorismo social antes e sou apaixonada por viagens.

O Diogo é formado em turismo e tem bastantes anos de experiência no sector. Tem competências em marketing, vendas e de gestos de marcas e é apaixonado pela Natureza e pelo desporto.

- Quem são os clientes-alvo e que experiências podem encontrar ?

Toda a gente que viaja connosco se surpreende, pelo impacto que causa Na sua viagem.

O público-alvo depende muito do programa que oferecemos. O Eco-mergulho é mais destinado a jovens, grupos de amigos e backpackers. Se falarmos em programas na Natureza de 4 dias ou 1 semana, o público-alvo passa a ser famílias e casais. Em geral, quem procura o turismo solidário vem do Norte da Europa (Escandinávia, Inglaterra, Alemanha, Holanda etc), é bastante ativo no seu país de origem e tem uma grande consciencialização social e ambiental.

Com isto não queremos dizer que o público Português não começa a procurar este tipo de turismo bem mais local e ativo. Os Portugueses têm aceite muito bem o nosso trabalho e estão a aderir bastante mais do que estávamos à espera.

Todos os viajantes podem encontrar as nossas viagens no nosso website www.impactrip.com e pesquisar qual o destino e tipo de impacto que querem causar. É muito fácil e o conceito é bem explicado no vídeo de apresentação.

– Que impacto teve a participação no Shark-Tank?

Representa uma abertura de portas muito importante, faz com que cheguemos a sítios que sozinhos teria sido muito mais difícil, faz com que sejamos mais assertivos no que fazemos e por fim faz-nos sentir que estamos no caminho certo para os nossos objetivos. A Shark Susana era o que mais queríamos e tem sido mesmo muito bom trabalhar com ela. Está sempre disponível para nós, participa ativamente nos nossos projetos, trabalha ideias connosco, enfim, tem sido incansável.

 

Fotos: DR