Lisboa quer ser a nova “capital criativa” da Europa

invest0aLisboa é referida com insistência nos media internacionais como destino de excelência, forte pólo de empreendedorismo europeu e “nova capital criativa” do velho continente. A agência Invest Lisboa atenta a este último factor de atracção acaba de lançar o seu mais recente vídeo Lisbon Your Creative Heart.

O vídeo é uma iniciativa da Invest Lisboa, agência de promoção económica de Lisboa e uma parceria entre a CML e a CCIP, com o apoio da AICEP e Baía do Tejo, com o objectivo de captar talentos das áreas criativas e artísticas para Lisboa.

O músico e produtor Makoto Yagyu (Paus + Riding Pânico), o pintor Francisco Vidal e a designer de moda e empreendedora Mónica Gonçalves foram os personagens escolhidos para demonstrar a criatividade de Lisboa. O vídeo foi produzido e dirigido pela www.todos.pt

A Invest Lisboa fez este filme por considerar que as cidades, para além de competirem pela captação de investimentos, empresas e turistas, competem cada vez mais pela captação de talentos, sejam eles empreendedores, criativos, artistas, investigadores, estudantes ou profissionais de outros sectores de actividade. A agência acredita que são os talentos que fazem a vitalidade das cidades e das economias, são os talentos que resolvem os problemas das sociedades e que Lisboa tem todas as condições para captar cada vez mais talentos e com isso melhorar a sua situação económica e qualidade de vida.

O jornal brasileiro NEXO também descobriu esta faceta da capital lusa e a jornalista Ana Freitas assina o elucidativo artigo Por que Lisboa é a nova capital criativa da Europa“. 

O artigo conta a história dos músicos Marcelo Camelo e Mallu Magalhães que se mudaram para Lisboa em 2013. Aqui aproximaram-se de um velho amigo – o baterista Fred Pinto Ferreira, de projectos como Buraka Som Sistema e Orelha Negra. Juntos, o trio formou a Banda do Mar e lançou um disco com o mesmo nome e gravado na nossa capital.

A jornalista relembra que há quem defenda até que Lisboa é a próxima Berlim e refere que incentivos económicos, preços baixos e qualidade de vida atraem jovens criativos à capital lusa. São apontados rankings e estudos internacionais que colocam Lisboa no top das melhores cidades do mundo para se viver.

A Web Summit, a arte urbana, a “cena cultural efervescente”, os incentivos para startups e os pólos tecnológicos, as características acolhedoras e a luz são destacados.

Fontes: Invest Lisboa e NEXO
Foto: DR

Faculdade de Arquitetura leva o Centro Histórico do Porto à China

693449_orig[1]Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) vai marcar presença na Bienal Bi-citadina de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen e Hong Kong 2015 (UABB 2015), que decorre de 4 de dezembro a 28 de fevereiro de 2016, na cidade de Shenzen, na China.

A participação da FAUP, coordenada pelos arquitetos e docentes Ana Neiva e Marco Ginoulhiac, e que conta com o apoio institucional da Câmara Municipal do Porto e do Atelier A+E Design, vai concretizar-se através da exposição The City, the School and the Masters que, numa aproximação ao tema proposto pela Bienal  -“Living the City” -, propõe uma reflexão em torno do Centro Histórico do Porto, classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1996. A exposição lança um olhar sobre a história e o devir de um fragmento do coração do Porto, ilustrativo da sua identidade, das marcas geradas pelo tempo e das potencialidades que ainda encerra. Articulando a Cidade, a Escola e os seus Mestres, apresenta-se sinteticamente o mais recente sedimento na construção de um pedaço estruturante de cidade – o eixo Estação S. Bento | Ponte Luís I.

Entre os mais de quarenta projetos ensaiados para este fragmento de cidade, desde o início do século XX, nenhum alcançou completa concretização, e o espaço, que permanece expectante, tem sido objeto de discussão e leitura de modos mais ou menos abrangentes. Para enriquecer a reflexão, apresentam-se os testemunhos do Arquiteto Álvaro Siza e de estudantes da FAUP em torno de maquetes, revelando o processo de projeto da “Escola do Porto”, possibilitando simultaneamente uma discussão sobre a Cidade.

A instalação vídeo garante a atmosfera para estas conversas sobre o espaço, ao projectar a cidade real – através da captação dos seus sons, luz e gente – sincronizada com o diálogo entre os estudantes e o testemunho de Álvaro Siza. Os diferentes vídeos envolverão o visitante, tornando clara a forte ligação entre a Escola e a Cidade e levando um pouco do Porto até Shenzhen”, lê-se na proposta curatorial da exposição. A oportunidade de participação da FAUP na Bienal de Arquitectura e Urbanismo de Hong Kong e Shenzhen surge na sequência do protocolo formalizado em maio passado entre a Faculdade e o Atelier chinês A+E Design, assente num programa de estágios dirigido aos recém-licenciados e estudantes do 5º ano do Mestrado Integrado em Arquitetura da FAUP, promovido pelo Professor Marco Ginoulhiac.

Bienal Bi-citadina de Arquitectura e Urbanismo de Shenzhen e Hong Kong – UABB é, atualmente, a única Bienal dedicada aos temas do urbanismo e da arquitetura. Sediada em Shenzhen, uma das primeiras zonas económicas especiais da China, e com curadoria a cargo de Aaron Betsky, Alfredo Brillembourg, Hubert Klumpner e Doreen Heng LIUm, a UABB 2015 vai acolher 72 expositores de seis continentes em torno do tema “Re-Living The City”. A inauguração vai decorrer na antiga fábrica Dacheng Flour, na zona de Shekou, um complexo industrial construído na década de 80 que será especialmente transformado em espaço expositivo multidisciplinar para esta Bienal.

Para saber mais sobre a UABB consulte o site: http://en.szhkbiennale.org/

Fonte: UP
Foto: portopatrimoniomundial.com

 

 

Primeiro o canto, depois os chocalhos. Tudo arte nacional com reconhecimento mundial.

locais9[1]

A arte de fabricar chocalhos em Portugal foi considerada Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente, pelo risco de deixar de existir.

É em terras alentejanas que o fabrico de chocalhos em Portugal tem maior destaque e expressão. Mas agora assumiu uma dimensão mundial ao ser classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.  A distinção foi aprovada, dia 1 de dezembro, pelo Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial reunido na Namíbia.

A conquista desta distinção facilitará a preservação e protecção desta arte secular, apostando em medidas de salvaguarda e promoção da mesma.

A arte de fabricar chocalhos foi em tempo a grande actividade de muitos portugueses. Com o passar do tempo, a tradição perdeu-se e poucos são aqueles que ainda se dedicam a esta arte nacional. O perigo de desaparecimento desta arte foi uma das razões que levou a UNESCO a aprovar a candidatura portuguesa, em maio do ano passado.

O responsável pela candidatura, Paulo Lima, explicou ao Observador que dos 13 mestres chocalheiros existentes no país, maioritariamente no Alentejo, “nove têm mais de 70 anos e os outros têm entre 30 e 40 anos, mas nenhum tem aprendiz”. Esta candidatura foi organizada pelo Turismo do Alentejo, em parceria com a Câmara de Viana do Alentejo e Junta de Freguesia de Alcáçovas.

Quanto aos chocalhos, Paulo Lima explica tratarem-se de “uma espécie de GPS do gado que permite saber onde estão os animais”, acrescentando que se trata de algo que corresponde à identidade dos campos e do mundo rural português.

Nos Açores, António Ferreira da Costa, de 80 anos, é o último chocalheiro do arquipélago. Perante a classificação atribuída pela UNESCO, o resistente chocalheiro disse à agência Lusa que sentia um misto de “alegria e tristeza”. Considerou que “É uma alegria, porque é reconhecido, e torna-se triste, porque isto vai desaparecer no futuro, é certo”.

António Ferreira da Costa reside em Posto Santo, concelho de Angra de Heroísmo, na ilha Terceira e alberga, na sua casa, um “museu” com cerca de 700 chocalhos. A produzir chocalhos desde 1956, António Ferreira da Costa tem ensinado a arte a um dos netos.

A candidatura foi congratulada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que relembrou que este foi o primeiro elemento inscrito por Portugal na Lista do Património Cultural Imaterial da UNESCO que Necessita de Salvaguarda Urgente.

Recorde-se que já no ano passado Portugal tinha sido distinguido, com a classificação do Canto Alentejano como Património Cultural Imaterial da UNESCO.

 

Fontes: Observador e CM
Foto: Freguesia de Alcáçovas

Vice-Reitora da U.Porto recebe Palmas Académicas do Estado francês

slide_Untitled[1]
Maria de Fátima Marinho
, Vice-reitora da Universidade do Porto com o pelouro das Relações Externas e Cultura, recebeu, dia 23 de novembro, as insígnias de Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques”, condecoração atribuída pelo do Estado francês a membros da comunidade educativa, docentes e não-docentes, que se destaquem na divulgação da cultura francesa a nível internacional. A condecoração da República Francesa à professora da U.Porto foi entregue pelo Embaixador de França em Portugal, Jean-François Blarel, e a cerimónia teve lugar no Salão Nobre da Universidade do Porto.

A Ordem das Palmas Académicas é uma condecoração da República Francesa destinada a membros da comunidade educativa, docentes e não-docentes, que se destaquem na divulgação da cultura francesa a nível internacional, atribuída em três graus (ordenados por ordem ascendente): Chevalier, Officier e Commandeur. Em anos anteriores, já tinham sido distinguidos os docentes da U.Porto  Elísio Brandão (Faculdade de Economia), João Teixeira Lopes e José Domingues de Almeida (ambos da FLUP).

Natural do Porto (1954), Maria de Fátima Marinho licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde leciona Literatura Portuguesa Contemporânea desde 1976. Em 1987, doutorou-se com uma tese sobre o Surrealismo em Portugal. Professora Catedrática da FLUP desde 2001, foi Diretora da Faculdade de 2010 a 2014, ano em que assumiu as funções de Vice-reitora. Autora de vários livros – “Herberto Helder, a Obra e o Homem” (1982); “O Surrealismo em Portugal” (1987); “A Poesia Portuguesa nos Meados do Século XX – Ruturas e continuidade” (1989); “O Romance Histórico em Portugal” (1999) – e ensaios publicados em inúmeros jornais e revistas, tem centrado a sua atividade de investigação nos domínios das literaturas românicas. Mais recentemente, tem-se dedicado ao estudo das relações entre a Literatura e a História nos séculos XIX e XX.

A ligação de Maria de Fátima Marinho à França e à cultura daquele país está patente em vários artigos publicados sobre temas ligados à literatura francesa. Em 2011, assinou um artigo – intitulado “Quem tem medo dos Franceses?” no nº especial Outono-Inverno 2011-2012 da revista Carnets, dedicado ao tema “Invasions et Évasions: La France et nous, nous et la France”.

Fonte: UP
Foto: DR

“Startup Next” – o novo programa de pré-aceleração de startups em Lisboa

STARTUPXENT_BANNER_BLOG-e1446468526567[1]
O “Startup Next” é o programa de pré-aceleração de empresas tecnológicas da Techstars, de origem norte-americana, e vai ser lançado a 10 de dezembro, em parceria com a Caixa Capital, Beta-i e Startup Lisboa.

Os americanos juntam-se, assim, ao grupo de pessoas que sabem que vale a pena investir no que é português. Sabendo que o nosso portfólio de startups é cada vez maior, e mais variado, a confiança de que estas nos possam conduzir a um melhor futuro, e mais lucrativo, não esqueçamos, levam a que as apostas no mercado português aumentem.

Como é que vai acontecer?

Karina Costa, directora global do programa, referiu que o programa é liderado por “empreendedores com provas dadas” ou por investidores que podem dar feedback relevante com base na sua própria experiência. E Stephan Morais afirmou que o “facto de Lisboa fazer parte do programa Startup Next significa que a reputação do ecossistema local está cada vez mais consolidada à escala global”.

O que quer isto dizer?

A Techstars sendo uma aceleradora de empresas tecnológicas (e um fundo de investimento), com 22 programas presentes em várias cidades do mundo e 498 investimentos em 456 empresas, não aposta num qualquer sítio: E este sendo um dos principais programas de aceleração de empresas do mundo, “costuma estar em cidades onde a empresa pode testar a solidez do ecossistema antes de avançar com um programa de aceleração de forma estruturada” explicou Karina Costa.

Então, em que consiste o programa?

O Startup Next é um programa não-residente, onde as startups estarão juntas uma vez por semana durante seis sessões. No final, apresentam os seus projetos num Demo Day local e as equipas de topo da cidade são convidadas para um dia de apresentação nos Estados Unidos da América.

Por cá, o Startup Next Lisboa vai contar com a parceria da Caixa Capital, Startup Lisboa e Beta-i, associação para a promoção do empreendedorismo. E ainda com a experiência de 25 mentores, como Pedro Rocha Vieira e Ricardo Marvão (Beta-i), João Vasconcelos (Startup Lisboa), Walter Palma e Ricardo Torgal (Caixa Capital), Cristina Fonseca (Talkdesk), Luís Roquette Geraldes (MLGTA), Jaime Jorge (Codacy), Miguel Amaro (Uniplaces), entre outros.

As candidaturas terminaram a 26 de novembro, e assim, a apresentação dos projetos vai decorrer a 3 de fevereiro, no dia do evento anual da Caixa Capital.

Boas notícias acontecem todos os dias, apenas temos que saber dar-lhes o devido valor. Esta é mais uma boa notícia que permite à Excelência Portugal cumprir a missão a que se comprometeu: valorizar Portugal.

Mas mais importante do que nós sermos capazes de cumprir a nossa promessa, é que de facto estas notícias acontecem e o nosso país desenvolve-se, valoriza-se, e o mérito é dos portugueses. Assim, desejamos boa sorte a todos aqueles que irão participar neste programa, e a todos os outros que trabalham para um futuro melhor.

Foto: DR

nae – sapatos vegan (made in portugal)

nae1A nae (No Animal Exploitation) é uma marca de calçado portuguesa, com uma filosofia vegan e preocupada com a sustentabilidade ambiental: trabalha apenas com materiais alternativos ao couro, tal como a cortiça ou outras microfibras ecológicas.

O projecto nasceu em 2008 quando o casal Alejandro (espanhol) e Paula Perez (portuguesa) se conheceram na faculdade onde ambos se licenciaram em Matemática Aplicada. A opção vegan de Paula e o não usar artigos com peles animais teve uma influência determinante na detecção da oportunidade empreendedora.

A nae foi criada sob o pressuposto da não exploração animal mas aposta também no design, estilo e qualidade que já são reconhecidos do calçado português. A marca pretende ser uma alternativa para quem procura calçado português de design e que apresenta uma responsabilidade acrescida perante o meio ambiente.

nae2

Até agora, a marca vendia apenas online e em lojas multimarca. Fruto da forte procura, a nae abre, no dia 7 de dezembro, uma loja física em Portugal. O espaço fica localizado, em Lisboa, no espaço 1.2 do Piso 1, do edifício I da Lx Factory.

A marca já vende para países como a Austrália, Áustria, Canadá, Alemanha, Itália, Holanda, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos França e a América Latina são as próximas apostas de expansão.

Os responsáveis da marca consideram que há muitos motivos para calçar vegan e resumem a sua essência como “Consumo Ético!”. A nae utiliza sobretudo borracha natural, cortiça, linho e algodão orgânico, para além de microfibras biodegradáveis. Na próxima colecção recorrerá inclusive a micro-fibras provenientes de material reciclado como garrafas de plástico e pneus.

A empresa recorre essencialmente a fornecedores nacionais e fabrica inteiramente no nosso território.

nae3

Fotos: DR

Turismo de Lisboa lança vídeo promocional a pensar nas redes sociais

Lx_video

A Associação de Turismo de Lisboa anunciou esta sexta-feira o lançamento do #partilhaLisboa, o novo vídeo promocional da nossa capital, que visa “amplificar a partilha social dos melhores momentos”.

Este é um filme adaptado às novas tendências e aos novos perfis de turista e representa um novo marco na promoção de Lisboa ”, refere em comunicado a directora executiva da Associação Turismo de Lisboa  – Paula Oliveira, directora executiva da Associação Turismo de Lisboa

Este vídeo promocional, criado pela JWT e com uma duração de aproximadamente cinco minutos, tem por base o conceito de que visitar um local não é uma experiência individual, mas sim global, de partilha, em redes sociais como o Facebook ou o Instagram. Ao longo do vídeo são exibidas algumas das hashtags mais partilhadas pelos turistas que visitam Lisboa.

O vídeo mostra turistas “desde a sua chegada ao aeroporto de Lisboa ou ao terminal de Cruzeiros, passando pelo património de Belém, à modernidade do Parque das Nações, e à autenticidade e animação do Bairro Alto e do Cais do Sodré, bem como a tradição da Baixa-Chiado e o luxo da Avenida da Liberdade, até ao património mundial de Sintra e o surf na famosa praia de Ribeira de Ilhas, na Ericeira, incluindo os parques naturais e as paisagens deslumbrantes de Lisboa, Cascais e Arrábida, bem como ao golfe e às actividades equestres no Arco do Tejo, os miradouros e a gastronomia, etc …”. Estes são alguns dos locais em destaque entre muitos outros que a Região tem para oferecer.

Em comunicado, Paula Oliveira, directora executiva da Associação Turismo de Lisboa, explica que “este é um filme adaptado às novas tendências e aos novos perfis de turista e representa um novo marco na promoção de Lisboa. Esta vai ser uma excelente ferramenta promocional que, conjuntamente com o novo site e aplicação, contribuirá para que Lisboa se posicione definitivamente na vanguarda das tecnologias digitais, enquanto destino turístico de excelência.”.

Fonte: Associação Turismo de Lisboa
Foto: DR

Jofebar celebra 30 anos com balanço anual de 30 milhões

jofebar1A Jofebar, empresa 100% portuguesa que celebra 30 anos em 2015, é especialista na produção de soluções minimalistas de janelas, com sistemas funcionais em alumínio, tendo fechado o ano 2014 com uma faturação de 30 milhões de euros associado ao sistema de janelas PanoramAH!.

Com a PanoramAH! a empresa alia a alta tecnologia suiça à produção 100% portuguesa e é líder de mercado a nível nacional e é considerada a empresa mais global internacionalmente, estando presente nos 5 continentes. Ganhou notoriedade com projetos de construção muito mediatizados, como a Casa da Música, as Casas de Ponte de Lima e o Estádio de Braga, estando agora a colaborar na construção do novo Terminal de Cruzeiros de Leixões. Apesar dos projetos em Portugal, a Jofebar tem uma grande expressão em Espanha e dedica cerca de 80% do seu trabalho ao mercado internacional, estando presente em mais de 30 países, como Angola, Bahrain, Brasil, Espanha, EUA, Grécia, Índia, Indonésia, Japão, Polónia, Reino Unido, Senegal, Singapura, Suíça, entre outros.
jofebar2

Em 2015, a empresa investiu cerca de 2 milhões de euros entre a ampliação da capacidade de produção e a complementação da área de transformação dos sistemas e da produção de vidro, como parte do objetivo de concentração no lançamento de novos produtos, sendo que o mais recente foi um sistema de janela que se pode adaptar e correr em planos menos convencionais, como numa claraboia. Esta inovação foi recentemente premiada com o Best of the Best, da Red Dot, sendo a primeira vez que uma empresa portuguesa ganha a distinção máxima neste concurso.

jofebar3

A Jofebar procura dar resposta a problemas reais, focando a sua atenção na arquitetura e na construção civil de prestígio, tentando ajudar arquitetos a ultrapassar as dificuldades de adaptação do processo criativo à prática. É nesse sentido que aliaram a sua elevada capacidade de produção ao rigor e precisão da tecnologia suíça, traçando o vidro estrutural como estado da arte do setor.

Fonte: Jofebar

Fotos:

1. Hurst House – Reino Unido
2. Casa da Música – Porto
3. Gymnasium Spa – Bahrain

Chic by Choice garante investimento de 1,5 milhões de euros

IMG_6624_rgb_nologo[1]

A startup portuguesa Chic by Choice – que se dedica ao aluguer de vestidos de criadores internacionais – é um caso de sucesso e tem merecido elevado destaque na imprensa internacional. Mas os investidores também estão atentos e reflexo disso é o fecho de uma nova ronda de financiamento de 1,5 milhões de euros. 

A empresa fundada por Filipa Neto e Lara Vidreiro tem como accionistas a Portugal Ventures, a Faber Ventures e o The Edge Group. Nesta ronda de investimento participaram os actuais accionistas e outros investidores como Paulo Mateus Pinto, CEO La Redoute Iberia, e Nuno Miller, Head of Digital Channels da Sonae e ex-CTO da Farfetch.

Com este financiamento, a startup lusa vai poder imprimir novo fôlego à entrada nos mercados inglês e alemão. Neste último, a Chic by Choice havia já dado um passo importante, em Agosto, com a aquisição da alemã La Remia.

Aquando desta operação, Filipa Neto contou à Excelência Portugal que a mesma permitia a consolidação num já significativo mercado alemão. As fundadoras do La Remia partilharam com as empresárias portuguesas o seu entusiasmo pelas conquistas da Chic by Choice. “Elas contactaram­-nos e disseram, «olhem, estamos a gostar daquilo que vocês estão a fazer, queremos perceber um bocadinho melhor quais são os vossos planos e qual é a estratégia»”, contou Filipa. Além da empatia natural sentida entre as quatro empreendedoras, era inegável a vantagem estratégica que representaria o casamento das duas empresas. “Por um lado elas tinham todo o conhecimento do mercado local na Alemanha, e por outro, este já estava a representar, dependendo do mês, o nosso segundo ou terceiro mercado”, admitiu.

 

Artigos relacionados:

Chic by Choice de olhos postos no futuro

Chic by Choice: a estrada para o sucesso

Chic by Choice e a super-equipa internacional

Chic by Choice – Startup portuguesa compra concorrente alemã

Jornal alemão fala de um “Milagre Português”, reconhecendo o esforço feito pelos empreendedores portugueses

Go Youth Conference – um testemunho

 

Foto: DR

 

Equipa internacional de cientistas utiliza método pioneiro para “desqueimar” ossos

David Gonçalves_Maria Paula Marques_Luís Batista de Carvalho
Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lideram uma equipa internacional que está a desenvolver um método, pioneiro a nível mundial, para resolver um dos grandes problemas dos cientistas forenses: a caracterização biológica rigorosa de vítimas desconhecidas com base nos seus restos mortais queimados, em situações complexas como acidentes de avião ou ataques terroristas.

Quando os ossos são queimados, “a sua estrutura e dimensão são alteradas, tornando difícil a tarefa de identificar sexo, idade e estatura”, explica David Gonçalves, do Centro de Investigação em Antropologia da Saúde (CIAS), acrescentando que, “por exemplo, essas informações podem ser importantes para estabelecer a identificação positiva de uma vítima desconhecida.”

O especialista em ossos da UC sabe bem a dificuldade que estes casos levantam e, por isso, colocou o problema a Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho, da Unidade de I&D “Química-Física Molecular”, que utilizam luz e feixes de partículas de alta energia para estudar estruturas biológicas a nível molecular.

A esta equipa juntaram-se mais três investigadores, dois deles do Reino Unido, tendo avançado para um método que usa feixes de neutrões para avaliar as mudanças ocorridas quando os ossos são submetidos a processos de queima.

As designadas técnicas de espectroscopia vibracional fornecem informação impossível de obter por outras vias: “com recurso a lasers, feixes de neutrões e radiação de infravermelho, conseguimos avaliar a estrutura submicroscópica do osso, ou seja, ver como compostos seus constituintes estão organizados, permitindo saber, por exemplo, quanto tempo esteve exposto a temperaturas elevadas, que tipo de explosivo foi usado, etc.”, esclarecem Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho.

Na prática, os investigadores pretendem obter um factor de correção das dimensões alteradas por processos de queima, permitindo rapidamente encontrar as características e tamanho originais dos ossos”. É como “desqueimar” o esqueleto.

As primeiras experiências realizadas com o feixe de neutrões do Laboratório de Investigação ISIS – Harwell Campus (Science & Technology Facilities Council, Reino Unido) em amostras de ossos humanos indicam que o método é promissor.

As amostras utilizadas são provenientes de ossadas não reclamadas que foram doadas à Colecção de Esqueletos Identificados do Século XXI alojada no Laboratório de Antropologia Forense da Universidade de Coimbra.

Se tudo correr como previsto, dentro de três a quatro anos, cientistas forenses e bioarqueólogos terão ao seu dispor “uma ferramenta fiável, rápida e de baixo custo para avaliar as mudanças ocorridas nos ossos queimados. O problema dos métodos métricos que usamos actualmente para construir o perfil biológico é o seu grau de fiabilidade, que é baixo”, observa David Gonçalves.

Apesar de ainda ter muito trabalho pela frente, a equipa está confiante em obter um instrumento de correcção pioneiro que terá um forte impacto em múltiplos cenários, “quer em contexto arqueológico quer em contexto forense, nomeadamente em situações de crime, terrorismo e acidente, entre outros.

Fonte: UC
Foto: DR