
Chic by Choice escolhe Lisboa como sede das operações e residência da sua equipa, que já conta com o significativo número de colaboradores estrangeiros. Londres é segunda residência para Filipa Neto, co-fundadora, que divide o seu tempo entre as capitais.
se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado – Filipa Neto
A empresa de aluguer de vestidos de luxo, Chic by Choice, aposta numa equipa poliglota para os seus escritórios de Lisboa e Londres, e nem a co-fundadora se vê isenta de estilo de vida de nómada digital. Filipa intercala o tempo entre as duas capitais onde a empresa possui escritórios.
Na equipa lisboeta, “neste momento, temos 20 a 30 por cento” de colaboradores estrangeiros, “dependendo do mês”, admite Filipa,já que existe uma certa rotatividade de trabalhadores na empresa. O entendimento entre todos é essencial para um bom funcionamento, “a partir do momento em que entre uma pessoa que venha doutro país, de outra nacionalidade e que não comunique em português, obrigatoriamente toda a equipa já tem de falar inglês”.
É este nível de acolhimento que coloca os colaboradores à vontade. Como acontece com a alemã Stefanie “que está na parte de content & communication e também de operações”, a ucraniana Margarita, que “faz tudo o que seja customer support – e é excelente nisso”, e da francesa Félicia que ajuda “em tudo o que é conteúdos do site em francês”. Em Londres está a britânica Rachel, que colabora com a fundadora “na gestão de tudo o que esteja relacionado com as marcas”.
Filipa vê-se muitas vezes obrigada a deslocar-se para os escritórios londrinos, onde se encontra uma importante componente de business development. A fundadora reconhece a importância deste ‘nomadismo’. “Se queres construir uma empresa global, tens de estar lá fora, não há volta a dar. Eu senti que, se não desse este passo, não iria estar a fazer todos os esforços para que a empresa tivesse sucesso”.
É com base nesta necessidade que Filipa afirma que, “se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado. Tens de perceber de que é que os clientes estão à procura, o que é que os teus parceiros procuram”. No entanto, reconhece que, ao dividir as operações da empresa em duas cidades, isso se torna positivo, já que “o que é interessante é que temos todas as operações cá, desde a área de tecnologia a área de design, customer support, operações – todas essas áreas – marketing, têm pessoas em Portugal. Apesar de o mercado ser internacional, e não vejo qualquer impacto negativo nesse sentido, isso é uma coisa que nos dá um certo brio, até”, conclui a empreendedora.
Foto: DR