De Portugal para o Mundo. Do Mundo para Marte.

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De Portugal para Marte. Esta é a frase que de uma forma bastante resumida pode descrever Nuno Silva. Aos 36 anos, o jovem engenheiro aeroespacial, que já trabalhou em países como França e Reino Unido, integra a equipa que prepara a expedição a Marte.

Já dura há sete anos o sonho de descobrir vida em Marte. O trabalho começou em 2008 e tem como objetivo enviar para Marte um robô europeu com o intuito de procurar sinais de vida neste planeta.

O jovem português, que se licenciou no Instituto Superior Técnico, começou por assumir a coordenação de uma equipa que desenvolveu a navegação autónoma do robô, tendo abandonado esse cargo e assumido funções de gestão dentro da Airbus.

Nuno Silva explica o que o fascina no mundo aeroespacial e todos os detalhes desta missão que pode mudar a forma como vemos o mundo.

Será que Marte está realmente morto? A resposta está para breve. Mas até lá, Nuno Silva esclarece alguns detalhes. Mais um projecto à escala mundial que conta com uma assinatura portuguesa.

 

Como é que começou esta paixão pelo universo aeroespacial?

A paixão sempre existiu e foi alimentada pelo cinema. Filmes e séries como Star Wars ou Star Trek alimentaram a paixão mas diria que já havia algo. No entanto penso que muitas pessoas terão motivações semelhantes. O que fez a diferença foi curiosamente a minha professora de Biologia no 12° ano. Perguntou o que queríamos seguir e eu já altura hesitava entre medicina, engenharia ou física (e provavelmente acabaria numa mistura de todos), mas sobretudo porque “sabia” que espaço era irrealista. Acabei por partilhar um bocado esse sentimento e foi ela quem me falou de engenharia aeroespacial no IST. E isso foi claramente o maior catalizador.
Durante o curso em Portugal e em França, a exposição à área apenas aumentou o meu interesse. O facto de acabar por estagiar na área foi o início de algo verdadeiramente real e concreto.

O que é que o fascinava (e fascina) nesta área?

O que me fascina é o desconhecido, a exploração, os desafios técnicos e o conhecimento que esta exploração traz.

Em Portugal esta é uma área pouco explorada? Como é ser português numa área em que as principais apostas e desenvolvimentos são internacionais?

Não é tanto que a área é pouco explorada mas mais que na realidade há pouco para explorar. É uma área política: não se investe em exploração espacial pelo lucro mas pelo conhecimento e tecnologia. A forma como funciona na prática é a consequência do “retorno justo” da agência espacial europeia: cada país membro recebe de volta um volume de trabalho proporcional ao investimento que o país faz na agência. Como o estado português contribui pouco, recebe pouco. Sendo uma área em que é preciso muito investimento para alcançar resultados de maior importância, os nossos resultados são pouco visíveis por natureza.

Nesta área como noutras temos de deixar de pensar em países, o estado de espírito é outro. Nesta área falamos de Europa, EUA, Rússia (sobretudo antiga URSS). Portanto é uma área europeia e só perdemos quando pensamos nas nossas fronteiras. O nível de investimento é tal que precisamos de todos. Sinto portanto bastando orgulho como Europeu que sou do que a Europa consegue alcançar com meios inferiores aos dos EUA por exemplo. Sinto-me portanto bastante integrado e ser Português é quase sempre um detalhe.
Há de facto algumas complicações porque esta área por vezes está ligada à defesa nacional de países mas essa é uma área em que a UE ainda não evolui suficientemente. Neste caso pode ser de facto complicado.

Foi preciso sair do país para estar exposto a maiores projetos e mais perto da realidade.
A minha nacionalidade foi inicialmente (e não só) um obstáculo e fui negado várias oportunidades baseado nisso. A razão é a que expliquei acima. (..) A formação em Portugal é boa academicamente mas falta um especto prático e pragmático que é indispensável na indústria. Precisamos de uma base teórica forte mas também precisamos de estar envolvidos com a indústria durante a formação.

Quais as principais dificuldades e os principais desafios que encontrou para entrar nesta área?

Várias… Foi preciso sair do país para estar exposto a maiores projetos e mais perto da realidade.
A minha nacionalidade foi inicialmente (e não só) um obstáculo e fui negado várias oportunidades baseado nisso. A razão é a que expliquei acima.
A formação em Portugal é boa academicamente mas falta um especto prático e pragmático que é indispensável na indústria. Precisamos de uma base teórica forte mas também precisamos de estar envolvidos com a indústria durante a formação. Por exemplo, com cadeiras e projectos da indústria.
A realidade desta indústria… Muito politizada, durações muito longas, montagens industriais ridículas, etc

Marte é agora um objectivo. Como começou todo este projecto da criação de um robot?

A verdade é não estive envolvido no início. O projecto “final” é enviar seres humanos a Marte (como se foi à Lua). Para alcançar esse objectivo tem de se conhecer melhor o planeta, as condições na superfície, as zonas seguras e de interesse científico, desenvolver as tecnologias necessárias para ir a Marte em segurança, aterrar e regressar. Estamos na fase inicial desse objectivo.
Enquanto não for seguro para seres humanismo enviam-se máquinas inteligentes (satélites e robôs).
ExoMars corresponde portanto à primeira fase da ida do Homem a Marte. Começou em meados da década de 2000 criado pela agência espacial europeia (ESA).
Porquê ir a Marte? Para perceber melhor a origem do universo e da vida.

A missão de 2016 tem como objectivo demonstrar a capacidade da Europa em aterrar com sucesso em Marte.

Em que consiste esta expedição a Marte? (datas previstas, duração, meios envolvidos…)

O programa ExoMars é composto por duas missões: uma em 2016 e outra em 2018 (só se pode ir a Marte de 26 em 26 meses devido alinhamento relativo de Marte com a Terra). Inicialmente era apenas uma missão mas por várias razões que não vou detalhar foi preciso dividir em duas diferentes.

A missão de 2016 tem como objectivo demonstrar a capacidade da Europa em aterrar com sucesso em Marte. É também essencial porque também inclui o satélite que ficará à volta de Marte para garantir as comunicações do Roger em 2018 com a Terra (o Rover fala para o satélite e o satélite para a Terra, e vice-versa). Este satélite também inclui um instrumento para detectar metano na superfície: este gás é geralmente associado à vida porque uma das origens mais provável para o metano é como o resultado do metabolismo de seres vivos. Esta informação ajudará a decidir o local para aterrar e fazer a missão em 2018.

A missão de 2018 é a “joia da coroa”: um rover altamente autónomo e com instrumentos para detetar sinais de vida no passado ou no presente. Contém uma máquina de furar que conseguirá recolher amostras a 2m de profundidade e portanto ver o passado de Marte! O Rover é de facto um carro de 6 rodas mas bastante inteligente: na Terra os operadores apenas lhe dizem para onde querem que ela vá (coordenadas do destino) e o Rover encontra um caminho rápido e seguro até lá seguindo-o com grande precisão.

A missão na superfície é suposta furar pelo menos seis meses (por causa das estações em Marte no inverno não há energia que chegue e há demasiadas tempestades de areia para operar). No entanto é preciso lembrar que missões anteriores eram supostas durar 3meses e passados mais de 10 anos ainda operam na superfície (rover Opportunity da NASA). “Apenas” é preciso que o Rover “acorde” quando o inverno acabar mas isso é difícil de garantir.

A viagem para Marte para ambas as missões durará cerca de 9 meses. A de 2016 será lançada em Março se tudo correr bem e a de 2018 será lançada em Maio desse ano. O Rover deverá estar a explorar a superfície de Marte desde Janeiro de 2019.

Ambas as missões são lançadas por um foguetão Russo (Proton) dado que este é agora um programa conjunto entre as agências espaciais Europeias e Russas.
O centro de controlo para o Rover (ROCC: Rover Operations Control Centre) será em Turim em Itália e o centro de controlo para todos os outros elementos da missão será no ESOC (centro de controlo da ESA) perto de Frankfurt na Alemanha.

Desde há mais de um ano que coordeno o departamento que é responsável pela autonomia das veículos espaciais que fazemos no Reino Unido: o ExoMars Rover é o maior mas temos várias missões, todas elas muito interessantes.

Como é coordenar uma equipa de mais de 20 pessoas para um projecto tão ambicioso?

Desde há mais de um ano que coordeno o departamento que é responsável pela autonomia das veículos espaciais que fazemos no Reino Unido: o ExoMars Rover é o maior mas temos várias missões, todas elas muito interessantes. O projecto ExoMars em si, só na Airbus DS no Reino Unido tem cerca de 150 elementos!
Tenho portanto de coordenar cerca de 25 pessoas em vários projectos. É preciso uma estrutura com delegação de responsabilidades mas com boa comunicação nos dois sentidos. Faço a ponte entre as várias equipas e projectos para que todos beneficiem das experiências dos outros. É importante dar prioridades e preparar o futuro, por isso é uma “batalha” constante entre fazer o que é necessário nos projectos actuais mas investir tempo e recursos em tecnologia que nos permita fazer as missões do futuro.

Quais as diferenças desta expedição, relativamente às realizadas pela NASA?

Há diferenças técnicas (engenharia pura) e científicas. Os rovers da NASA desempenham sobretudo missões de geologia enquanto o nosso europeu (ExoMars) é uma missão também biológica, ie, equipada para detectar vida actual ou sinais de vida do passado. Os instrumentos de ExoMars são portanto o ideal quando se procura vida enquanto as missões de geologia estão mais focalizadas em perceber a formação dos planetas e do universo (e indiretamente da origem da vida). Um instrumento chave é a sofisticada máquina de furar que permite recolher amostras até 2m de profundidade e “viajar ao passado”.
Falando de engenharia, o nosso Rover é muito mais autónomo que os precedentes. Desde coisas simples como poder virar as seis rodas (andar de lado tipo caranguejo) ou mudar de direção ao mesmo tempo que se anda para a frente (os da NASA têm que parar para virar as rodas), a capacidade para calcular uma trajetória segura e eficaz assim como ser capaz de a seguir com grande precisão é muito maior que os predecessores da NASA. Apesar de ser uma diferença em engenharia, isto permite ao rover ir à locais até agora fora do alcance dos cientistas.

Em termos de engenharia será um sucesso aterrar (responsabilidade da Rússia) e navegar autonomamente em Marte chegando a locais nunca antes explorados. Em termos de ciência sucesso será responder a perguntas ou até levantar novas questões quando se encontrar algo inesperado.

Quais são as expectativas (em termos de resultados) para esta expedição a Marte?

As expectativas são de sucesso! Muito, mas mesmo muito, pode correr mal numa aventura destas até à superfície de outro planeta. Neste domínio a Europa ainda não está ao nível dos EUA e esta missão servirá a passar à frente.
Em termos de engenharia será um sucesso aterrar (responsabilidade da Rússia) e navegar autonomamente em Marte chegando a locais nunca antes explorados. Em termos de ciência sucesso será responder a perguntas ou até levantar novas questões quando se encontrar algo inesperado.
Há outro tipo de sucesso… A sensibilização das pessoas para esta indústria e um melhor apoio.

Estará Marte realmente morto?

Talvez… Mas ninguém tem a certeza! E sobretudo ainda menos se sabe acerca do passado passado. Talvez esteja morto agora mas não tenha estado no passado. Responder a esta pergunta avançará a compreensão da origem da vida. Não porque a vida tenha vindo de Marte para a Terra como dizem algumas teorias mais exóticas, mas porque permitiria compreender e/ou comprovar os processos que dão origem à vida.
Mas é para responder a essa e a outras questões importantes que se enviará o ExoMars rover!

 

Foto: DR

Nasceu a colmeia inteligente

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Já está disponível em pré-venda a colmeia inteligente e o seu sistema de monitorização desenvolvidos pela Apis Technology

Com apenas 25 anos, o apicultor e engenheiro electrónico formado na Universidade de Aveiro (UA), Miguel Bento, quis combater a morte prematura das abelhas e criou a colmeia inteligente.
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Esta colmeia além de reduzir a morte prematura das abelhas, permite também que os apicultores façam uma gestão em tempo real e à distância das suas colónias. Sendo termicamente eficiente, faz com que nos meses mais frios, se diminua a morte das abelhas, promovendo o aumento da produção.

O jovem engenheiro apicultor (na foto) juntou-se a Joel Oliveira e André Oliveira, dois outros antigos alunos da UA das áreas de gestão e design de produto, e criou a Apis Technology.

 

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Como funciona este sistema de monitorização?

Possui um sistema de controlo e sensores (humidade, temperatura na câmara de criação, temperatura no exterior da colmeia, peso, fluxo de abelhas a entrar e a sair e GPS) colocados no seu interior, conectados a um sistema central que armazena os dados das colmeias, enviando-os para uma plataforma a que os apicultores terão acesso de forma rápida e em tempo real.

A Apis Technology dispõe de uma campanha de pré-venda na plataforma de crowdfunding Indiegogo onde qualquer um pode comprar o sistema ou apenas contribuir monetariamente.

Este projecto foi apoiado pela Incubadora de Empresas da UA.

 

Fonte: UA
Fotos: DR

 

Bradley Sugars em entrevista

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O responsável pelo ActionCoach esteve em Portugal para participar na entrega dos prémios “Business Excellence Forum & Awards”. Bradley J.Sugars realizou uma palestra sobre mecanismos para melhorar a produtividade e o lucro das empresas. Nos últimos anos vendeu milhares de livros nesta matéria. O último chama-se “Buying Customers”. A Excelência Portugal teve a oportunidade de trocar algumas palavras com o empresário.

 

1- Como analisa o empreendedorismo em Portugal?

Os portugueses são empreendedores desde a Idade Média por terem descoberto grande parte do mundo. Nos dias de hoje, devem acreditar no vosso potencial porque muitas empresas sobreviveram à crise. Por estas razões a economia vai recuperar. Os meus colegas do ActionCoach Portugal dizem que há sinais de melhoria, nomeadamente no sector do turismo.

2- Os empresários portugueses são ambiciosos?

A maioria dos empresários não pretende sair da zona geográfica. Por exemplo, como Portugal tem 11 milhões de habitantes devem apostar no Brasil, já que o dobro das pessoas fala a mesma língua. A economia global obriga os empresários a terem que apanhar o avião com destino às oportunidades de negócio.

3-Que investimento pretende fazer em Portugal?

Neste momento estou focado no crescimento do ActionCoach em Portugal. Por causa do projecto traduzi os meus livros para português, além de vir ao vosso país duas vezes por ano. O ActionCoach tem um papel fundamental na economia portuguesa nos próximos anos, já que, premiamos os esforços dos jovens empresários, mas também dos mais experientes. Neste momento, o meu foco incide mais nos negócios na Austrália, Estados Unidos e Inglaterra.

4- Os empresários conseguem alcançar a satisfação total?

A experiência adquirida ao longo dos últimos 20 anos leva-me a concluir que, no mundo dos negócios, há um ciclo que tem de ser respeitado. Os donos das empresas têm um sentimento emocional com os negócios, comparável com o que sentem em relação à família. Nos negócios temos de ser mais racionais para realizar alterações, mesmo que prejudiquem as famílias. Ou seja, é preciso dar um passo atrás para enfrentar os desafios com mais segurança.

Foto: André Areias

A empresa portuguesa |create|it| é uma das duas finalistas nos prémios europeus SharePoint

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A empresa portuguesa |create|it| foi nomeada finalista para os prémios europeus da SharePoint na categoria “Most Innovative Cloud Solution” apenas com outra candidatura concorrente. Os dois finalistas foram seleccionados por especialistas de diferentes marcas da comunidade SharePoint e a votação final foi aberta a todos, tendo acabado no passado dia 30 de Setembro. Os vencedores serão anunciados na Conferência Europeia Sharepoint que tem lugar em Estocolmo e se realizará de 9 a 12 de Novembro.

Mas o que são os prémios SharePoint ? O SharePoint é um software dedicado a facilitar e optimizar o trabalho de equipa num ambiente empresarial, aliando opções de organização e gestão empresarial com opções ao estilo de rede social, como a partilha e a facilidade de contactar outros membros da mesma rede. Uma importante característica é o facto de ser programável, facilitando a criação de novos interfaces a qualquer programador e/ou web designer. De modo a trocarem experiências e ajudarem-se uns aos outros, os utilizadores deste software juntaram-se em comunidades nacionais um pouco por toda a Europa (a comunidade portuguesa chama-se “The Portuguese SharePoint Community (SPUGPT)” com o site http://www.sharepointpt.org/ – actualmente em construção). De modo semelhante criou-se a comunidade europeia, baseada na Irlanda cujos objectivos são os de organização da Conferência anual e a produção de conteúdos que possam ajudar a comunidade de usuários.

A |create|it| foi criada em 2001 por um conjunto de pessoas com experiência profissional comprovada e know-how em áreas como Desenvolvimento Web, Integração de Sistemas, Gestão de Projetos e Usabilidade, tal como se pode ler no seu site:

Hoje em dia faz uso das mais recentes tecnologias da Microsoft, projeta e desenvolve projetos em áreas como Portais e Colaboração, Desenvolvimento Web e Integração de Sistemas. A sua carteira de clientes encontra-se em vários ramos de actividade como: as Telecomunicações, o Sector Financeiro, a Indústria, Distribuição, o Sector do Turismo e o Sector Público.  Foi precisamente com um trabalho feito para o Sector do Turismo, em particular para o Grupo Pestana, que se apresentaram neste concurso e que já lhes valeu um lugar no pódio desta competição. Para este projecto quiseram responder ao repto lançado pelo Grupo Pestana de “criar o melhor e mais inovador site de uma cadeia de hotéis”, onde usaram o software SharePoint e a plataforma Azure, ambos da Microsoft. O resultado pode ser apreciado aqui: http://www.pestana.com/pt.

Foto: DR

Equipa da Universidade de Coimbra recebe financiamento internacional para estudar doença que envelhece crianças

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Duas instituições americanas vão financiar uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), liderada por Cláudia Cavadas, para estudar a progeria, doença rara incurável em que as crianças envelhecem muito rapidamente e não chegam à vida adulta.

O grupo vai investigar o potencial do Neuropeptídeo Y (NPY), uma molécula que estimula uma espécie de “reciclagem” de partes envelhecidas das células, denominada de autofagia. Apoiada em estudos realizados anteriormente em ratinhos de laboratório, a equipa do CNC considera que esta molécula poderá ser um regulador de envelhecimento, contrariando assim os efeitos desta doença, denominada Síndrome de progeria de Hutchinson-Gilford.

A responsável pelo projeto, Cláudia Cavadas, afirma que “este financiamento vai permitir continuar a nossa investigação nesta doença fatal e, no futuro, poderá auxiliar na descoberta de uma estratégia terapêutica que contrarie o envelhecimento acelerado destas crianças e, quem sabe, atrasar o envelhecimento natural de todos nós.

A Fundação The Progeria Research Foundation (PRF) e a organização Carly Cares vão financiar durante dois anos a investigação do CNC. “A fundação tem financiado projetos em todo o mundo que resultaram em descobertas importantes sobre a progeria. A parceria estabelecida permitirá o surgimento de investigação inovadora nesta doença rara”, nota Audrey Gordon, Diretora Executiva da PRF.

Por seu lado, Heather Kudzia, Presidente da Carly Cares – instituição com o nome da sua filha de cinco anos de idade, diagnosticada com progeria (menina da fotografia apresentada neste artigo) -, explica que a sua organização “angaria verbas para financiar investigação que aumente a vida dos doentes e que tenha um impacto positivo nas famílias. A organização não poderia estar mais orgulhosa de apoiar este estudo.”

A progeria é uma doença genética rara, caracterizada por um envelhecimento acelerado. A mortalidade destas crianças é provocada por problemas cardíacos resultantes da arteriosclerose (espessamento e endurecimento das paredes das artérias), associada tipicamente à velhice, podendo ocorrer logo aos 10 anos de idade em crianças com progeria.

As capacidades mentais destas crianças permanecem intactas, apesar de apresentarem um corpo envelhecido, caracterizado, por exemplo, por rugas, perda de cabelo, problemas nas articulações e perda de massa muscular.

Fonte: UC
Foto: DR

6ª Edição dos Food and Nutrition Awards

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Os Food & Nutrition Awards premeiam projetos portugueses no sector agroalimentar. Estes prémios distinguem iniciativas e empresas portuguesas em quatro categorias diferentes: Iniciativa e Mobilização, Investigação e Desenvolvimento, Produto Inovação e Serviço de Inovação. A 6ªedição teve como vencedores os projetos Movimento Zero Desperdício, Nutricap, Arroz Integral Pato Real Minuto e Movelife. 

No total foram 10 os produtos, projetos, serviços e iniciativas distinguidos pelos Prémios da Alimentação Portugueses, que se destacaram pela inovação e empreendedorismo no setor agroalimentar. A cerimónia de entrega dos galardões Food & Nutrition Awards 2015 teve lugar a 10 de Setembro e contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa e do Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agrolimentar, Nuno Vieira e Brito.  Organizado pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) e pela GCI, o Food & Nutrition Awards consiste numa plataforma multi-stakeholder e num agente mobilizador para a inovação no sector agroalimentar, agregado às áreas da Educação e da Saúde, sendo um motor para o empreendedorismo, valorização da produção nacional e promoção de estilos de vida e hábitos alimentares saudáveis. O  Food & Nutrition Awards tem como objectivos: (1) reconhecer a inovação na industria agroalimentar como motor de crescimento económico, (2) reforçar a relevância das ciências da nutrição e alimentação e o seu impacto na saúde, (3) promover, premiar e reconhecer projetos inovadores e  (4) dar visibilidade a produtos e serviços que se caracterizem pelo mérito e excelência no seu segmento.

O Movimento Zero Desperdício foi o vencedor na categoria de Iniciativa e Mobilização e foi criado em 2012, pela Associação para a Recuperação do Desperdício (DARIACORDAR), com o intuito de promover a recuperação de excedentes alimentares na forma de comida confeccionada e não servida. Com esta criação, pretendeu-se “acordar” as pessoas e as instituições para a realidade do desperdício alimentar e os impactos económicos, sociais e ambientais que lhe estão associados. Ao mesmo tempo, pretendemos despertar ações comunitárias de boa vizinhança e de solidariedade. Através do esclarecimento da interpretação da Lei sobre higiene e segurança alimentar e procedimentos associados, foi possível criar as condições para atingir o objectivo final – que as refeições de um dia não vão parar ao lixo mas sim à mesa de quem precisa.

Na categoria de Investigação e Desenvolvimento o vencedor foi o projeto Nutricap, desenvolvido pela Universidade do Minho. O Nutricap é um hidrogel à micro- e nano escala resultante da interação de duas proteínas do soro do leite. Este hidrogel, constituído por cadeias poliméricas, hidrofílicas e tridimensionais, para além das suas propriedades funcionais inerentes às proteínas utilizadas permite, ainda, a incorporação de compostos lipofílicos e hidrofílicos, funcionando como um veiculo para uma libertação controlada e localizada. Estas partículas são passíveis de ser incorporadas em diferentes tipos de alimentos. O Nutricap permite também utilizar compostos bioativos hidrofóbicos em meios aquosos assim como mascarar alguns dos sabores que alguns deles apresentam. Além destas vantagens, será possível uma incorporação mais “controlada” de compostos bioativos, levando a que sejam necessárias menores quantidades de compostos bioativos nos alimentos.

O arroz integral Pato Real Minuto, desenvolvido pela Ernesto Morgado S.A., foi o vencedor na categoria de Produto Inovação. A gama Pato Real Minuto lançou uma nova receita ainda mais conveniente e nutritiva: arroz integral pronto em apenas 1 minuto. Saudável e pronto a saborear, este produto é uma fonte de minerais, vitaminas e fitonutrientes. O arroz integral Pato Real Minuto, pré-cozido e esterilizado, apresenta 2 grandes vantagens face ao arroz integral cru disponível no mercado: primeiro, a elevada conveniência pois já está pronto-a-comer e o seu período de validade de 1 ano.

Na categoria de Serviço Inovação, o vencedor foi o projeto Movelife, desenvolvido pela Movelife Lda. A Movelife é um software web de avaliação nutricional direccionado para o setor da panificação, hotelaria, restauração e similares. A solução permite efectuar a avaliação nutricional de uma receita e dar acesso aos seus valores nutricionais, informar da presença dos 14 alergénios nos alimentos ou os produtos, se a receita é apta para determinadas doenças e a sua adequação às necessidades nutricionais diárias. A Movelife é o único programa tecnológico exclusivamente adaptado ao setor autónomo, onde não são necessários técnicos alimentares ou empresas.

 

 

Fonte: sicnoticias.sapo.pt e foodandnutritionawards.pt
Foto: DR

 

Prémios Business Excellence Forum & Awards (BEFA) Portugal

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A ActionCoach Portugal organizou os “Business Excellence Forum & Awards” para premiar o empreendedorismo nacional. A sessão contou com a presença do chairman da empresa a nível internacional, Bradley J.Sugars e da apresentadora Carla Rocha. No evento também estiveram os atletas olímpicos Telma Monteiro, Nuno Barreto, Joaquim Videira, Marisa Barros e Filipa Cavalleri, que falaram sobre a melhor forma de gerir uma carreira. No entanto, o momento mais alto foi a atribuição dos prémios aos empresários.

O australiano Bradley Sugars criticou os empreendedores portugueses por “pensarem pequeno”, embora destacando a forma como “sobreviveram à crise”. A palestra serviu para os empresários aprenderem como rentabilizarem o negócio. A Apple e o Cirque du Soleil foram apontados como casos de sucesso pela forma como conseguiram adaptar o negócio aos novos tempos. Carla Rocha falou sobre a importância da comunicação no mundo empresarial. No seu entendimento, a empatia, poder de síntese, objectividade, clareza, escuta e a autenticidade são os pontos fundamentais na comunicação.

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Os cinco atletas olímpicos presentes transmitiram uma mensagem positiva aos empreendedores, tendo encontrado semelhanças entre os desafios de um desportista e dos empresários. Todos chegaram à conclusão que os bons e maus momentos, as questões financeiras e as avaliações fazem parte da vida profissional.

Premiados

Na sessão foram atribuídos dez prémios em diversas categorias. A especialista em consultoria e certificação de sistemas informáticos, WinTrust, arrecadou os dois prémios mais importantes. A empresa fundada por Filipe Carlos venceu as categorias de empresa com crescimento mais rápido em número de trabalhadores e companhia mais inovadora. A Kailua de Sara Coelho também conquistou dois troféus, nomeadamente para melhor empresa e jovem empreendedora do ano. Por sua vez, Hélio Gaspar arrecadou o título de empreendedor do ano e Sidónia Faustino da Kitsec com a versão feminina do mesmo prémio. Ainda houve tempo para mais três distinções. Paulo Pinto da Impacto foi considerado o CEO do ano, enquanto a 432 efectuou a melhor campanha de marketing em 2014. Por fim, a LTintas ganhou o prémio de melhor cultura empresarial e a Florineve conquistou o título de empresa com ou sem fins lucrativos que criou maior impacto na comunidade.

Uma nota para a forma como o responsável pela ActionCoach Portugal dirigiu o evento. Ken Gielen teve a missão de criar um ambiente divertido e descontraído durante a tarde.

Fotos: DR

 

Resort português nomeado para o melhor do mundo

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Pestana Porto Santo All Inclusive & Spa Beach Resort está nomeado para o melhor hotel resort do mundo pelos World Travel Awards

Situado mesmo em frente à melhor praia de Portugal, a praia do Porto Santo, com 9 km de areia fina e mar com água quente, este hotel – recentemente eleito o melhor resort all-inclusive da Europa funciona sob um regime de tudo incluído, encontra-se rodeado por um jardim de 22.000 m², possui um total de 275 quartos sendo, 80 suites, 5 penthouses, 24 T0, 36 T1, 8 T2 e 6 moradias junto à piscina (T2 com piscina privada) e um quarto adaptado a deficientes motores.

O resort oferece um diverso leque de serviços como, babysitting (mediante pagamento), piscina exterior, de água doce, água salgada com actividade diárias e para crianças, workshops diários… E um outro diverso leque de actividades como, Casa Museu Cristovão Colombo, igreja Matriz, mergulho, surf, paddle, equitação…

Os World Travel Awards, nascidos em 1993, servem para reconhecer e premiar todos os sectores de turismo e viagens do mundo e o resort Pestana Porto Santo pode vir a ser eleito o melhor hotel resort do mundo, encontra-se em votação até dia 8 de Novembro no site www.worldtravelawards.com/vote.

Foto: DR

Madeira foi capital europeia de bodyboard feminino

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A última etapa do European Tour of Bodyboard (ETB 2015), decorreu pela primeira vez na ilha da Madeira e no âmbito do Madeira Bodyboard Girls Experience 2015 (MBBGE). Este evento realizou-se de 6 a 11 de Outubro e a prova europeia nos últimos dois dias.

A etapa do europeu feminino teve lugar na Praia da Fajã d’Areia em São Vicente e contou com as participações de campeãs nacionais e internacionais, com destaque para a espanhola Alexandra Rinder, Campeã Mundial 2014, a brasileira Isabela Sousa, Campeã Mundial 2013, e as portuguesas Joana Schenker e Teresa Almeida, respectivamente Campeã Europeia 2014 e Campeã Mundial dos ISA World Bodyboard Championship 2014.

premiadasA terceira e última etapa do European Tour of Bodyboard (ETB 2015)  foi ganha pela brasileira Jessica Becker seguida pelas atletas  Isabela Sousa do Brasil e Joana Schenker de Portugal.

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Foi uma sensação muito boa, de felicidade mas principalmente de objectivo cumprido, pois revalidar este título era a meta principal para este ano.

Joana Schenker, 28 anos,natural do Algarve, revalidou o título de Campeã Europeia de Bodyboard Feminino ao apurar-se para as meias-finais da terceira e última etapa do European Tour of Bodyboard (ETB 2015). A bodyboarder já havia vencido as duas primeiras etapas do circuito, respectivamente em Abril no La Salie Pro Bodyboarding Festival, em França, e sagrou-se Miss Sumol Cup 2015, no passado mês de Setembro em Ílhavo, conquistas que lhe garantiram a conquista directa do título com o apuramento para as meias-finais da última etapa. A bodyboarder da Nazaré, Teresa Almeida, sagrou-se Vice-Campeã Europeia de Bodyboard Feminino.

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Acho que faz todo o sentido a Madeira investir na promoção das ondas!

Joana Schenker confessou à Excelência Portugal que gostava de conseguir os apoios necessários para correr o circuito mundial no próximo ano, pois sente que seria o caminho mais lógico para a sua carreira. Quanto à Ilha da Madeira considerou que “para além de ser um lugar lindo e com clima fantástico também tem um grande potencial para a prática de bodyboard. A onda onde decorreu o campeonato principalmente, é muito boa.”.

O MBBGE é um evento anual dedicado à promoção do Bodyboard feminino e da Madeira como um destino de excelência para a prática desta modalidade. Destaca o papel da mulher no desporto, valorizando a iniciação desportiva das jovens e a sua capacitação competitiva em ambientes saudáveis, com paridade e fairplay. A organização é da ASRAM – Associação de Surf da Região Autónoma da Madeira, em parceria com o Ludens Clube Machico e com o apoio da Câmara Municipal de São Vicente e tem como mentoras as campeãs de Bodyboard Carina Carvalho e Catarina Sousa.

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Além das campeãs, todas as atletas que desejaram puderam aperfeiçoar a sua técnica ou experimentar as emoções do Bodyboard nas ondas da Madeira e participar no Bodyboard trip do Madeira Bodyboard Girls Experience – MBBGE, que é alargado a actividades de cariz lúdico e social, como passeios e visitas guiadas, experiências gastronómicas, acções de limpeza de praias e recolha de donativos para associações sem fins lucrativos.

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Fontes: MBBGE, DNotícias e bodyboard.pt
Fotos: © Joana Sousa

Creative Business Cup – Miss Can vai fazer 7.800 km até Copenhaga

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Depois de ter ganho o Prémio Nacional Indústrias Criativas, a Miss Can vai agora representar Portugal em Copenhaga e para lá chegar vai levar a sua motinha pela comunidade Portuguesa. Serão 7.800 km em que a Miss Can marcará presença em 19 cidades de 9 países.

O projecto existe desde 2013 e nasceu da vontade de recuperar um tradição familiar. O negócio das  conservas que vinha desde 1911 com a criação de duas fábricas, foi “recuperado”  por três sócios da família Soares Ribeiro que criaram um conjunto de conservas  originais, feitas de através de um método artesanal e com uma qualidade  superior.

A Miss Can conta com vários “packs” de conservas todos eles com diferentes personalidades e muito portugueses, cada “pack” é composto por três latas de conserva– sardinha, cavala e atum – que são misturadas com várias iguarias portuguesas, sendo o tempero que lhes concede a personalidade diferente.

A partida terá lugar no dia 4 de Novembro e a Miss Can conta já com o apoio da Unicer (sponsor), da Optimizing Concepts e da #GlobalInternacionalRelocation. Outros mais se juntarão para ajudar na realização desta viagem épica.

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Miss Can – “packs” recheados com Portugal

 

Foto: DR