Creative Business Cup – Miss Can vai fazer 7.800 km até Copenhaga

misscan

 

Depois de ter ganho o Prémio Nacional Indústrias Criativas, a Miss Can vai agora representar Portugal em Copenhaga e para lá chegar vai levar a sua motinha pela comunidade Portuguesa. Serão 7.800 km em que a Miss Can marcará presença em 19 cidades de 9 países.

O projecto existe desde 2013 e nasceu da vontade de recuperar um tradição familiar. O negócio das  conservas que vinha desde 1911 com a criação de duas fábricas, foi “recuperado”  por três sócios da família Soares Ribeiro que criaram um conjunto de conservas  originais, feitas de através de um método artesanal e com uma qualidade  superior.

A Miss Can conta com vários “packs” de conservas todos eles com diferentes personalidades e muito portugueses, cada “pack” é composto por três latas de conserva– sardinha, cavala e atum – que são misturadas com várias iguarias portuguesas, sendo o tempero que lhes concede a personalidade diferente.

A partida terá lugar no dia 4 de Novembro e a Miss Can conta já com o apoio da Unicer (sponsor), da Optimizing Concepts e da #GlobalInternacionalRelocation. Outros mais se juntarão para ajudar na realização desta viagem épica.

Artigos relacionados:

Miss Can – “packs” recheados com Portugal

 

Foto: DR

 

Talkdesk anunciou investimento internacional de 6 milhões de dólares

talkdesk

Cristina Fonseca e Tiago Paiva fundaram a Talkdesk, em 2012, direccionada para o desenvolvimento e venda de software para call centers. A startup lusa já conta com mais de 100 colaboradores e quer expandir e transformar o mercado de software utilizado nos call centers. 

A empresa já tinha conseguido, no ano passado, um investimento de 13,4 milhões de euros e voltou agora a conseguir outro a rondar 5,3 milhões de euros. Até agora o investimento total ronda o valor de 18,6 milhões de euros.

10174860_10205003721551715_465552203243929009_n[1]

A empresa DFJ, líder do primeiro investimento de risco, já tinha anteriormente investido em empresas bastante conhecidas do nosso dia a dia como o Twitter e o Skype. Além dos milhões angariados através do investimento feito pela Salesforce Ventures, a DFJ e a Storm Ventures, a Talkdesk será a partir de agora parceira da Salesforce, empresa de software conhecida por ter criado o CRM. Tiago Paiva diz que a parceria com esta empresa será benéfica para ambos, “Combinando as capacidades do software de call center da Talkdesk com o CRM da Salesforce, os agentes garantem que têm os dados necessários para informar de forma personalizada e efectiva os seus clientes”.

A Talkdesk  tem como principal objectivo, ajudar as PME (Pequenas e Médias Empresas) na criação de call centers de maneira rápida e eficaz. A empresa apresenta já uma carteira de clientes que inclui as conceituadas Dropbox, Chevrolet, wheather.com, entre outras…


Fotos:
DR

Jornal alemão fala de um “Milagre Português”, reconhecendo o esforço feito pelos empreendedores portugueses

collage1

Há modas que vêm para ficar. Portugal está na moda, sim, mas creio que não só já o está há muito tempo, como que não vai embora assim tão cedo. Pois é, na verdade, o nosso país. Valioso, misterioso, surpreendente, bonito, histórico. Embora tente, Portugal é quase indiscritível. Mas o que é Portugal sem os portugueses? Os portugueses também são valiosos, e há que os reconhecer. E assim, por uma razão ou por outra, alguns o vão fazendo.

No passado dia 2 de Outubro, a edição online internacional do jornal alemão Der Spiegel escolheu falar de Portugal e dos portugueses. De como nós temos conseguido superar algumas das maiores dificuldades que um país pode passar, e o facto de que sabemos como dar a volta por cima. Helene Zuber, autora do artigo, diz mesmo: “A ressurgência da economia portuguesa é uma história de sucesso incrível.” Fala de como há agora toda uma nova geração de empreendedores e startups que renovam os espíritos de quem cá vive e ajuda a lutar contras as dificuldades que nos têm sido apresentadas.

collage2

A Mónica e o João

Helene começa por descrever o que é estar na zona da Ribeira das Naus, onde observa os casais [que] se aconchegam nos bancos, um músico que toca melodia brasileiras no saxofone na rua, o rio Tejo que corre para sul e uma estátua gigante de Jesus que se consegue avistar na outra margem. Os turistas e locais põe os seus telemóveis no ar ao tentarem apanhar as melhores paisagens.” E neste ambiente em que se encontra, Helene diz que alguns vão ao tuk-tuk verde-lima de Mónica Santos e João Reis.

O início

O artigo começa por dar destaque a estes dois portugueses que montaram o “Mariá Limão”, “uma pequena carrinha de comida que vende limonada caseira e crepes, em pleno Julho.” Originalmente, Mónica Santos, de 33 anos, tinha trabalhado como assistente social, mas perdeu o emprego durante a crise. O mesmo aconteceu a João, de 38 anos, que estudou Matemática e Marketing na faculdade. “Nenhum queria deixar o seu país, tal como muitos da sua geração fizeram.”

Como também não era uma opção a de desistir, e aceitar as coisas como estavam, o que eventualmente levaria a que voltassem a viver em casa dos pais, quando souberam que o governo português estava a permitir que as pessoas montassem negócios nos tuk-tuks, pediram um crédito de 30.000€ às suas famílias e ao banco. Daí, compraram a máquina que já faz quase parte da paisagem lisboeta e todo o equipamento de cozinha que precisavam. “Embora Mónica tenha sempre gostado de cozinhar, agora vê-se a passar 10 horas do seu dia de pé, alternando com o João no grelhador de crepes e a espremedora.”

Agora

A Mónica e João já recuperaram metade do seu investimento. Com as coisas a correrem tão bem, João está também a considerar montar uma segunda carrinha de comida na praia da sua terra de origem, na região do Algarve, pois “gostava de dar emprego aos amigos desempregados que lá vivem.”

Mas tal como diz a autora do artigo, e bem, “eles não foram os únicos a perder o emprego.” Referindo a existência de uma “energia empreendedora e um novo espírito” em Portugal, continua a falar daqueles que não chegaram a sair do país à procura de outras oportunidades, e que, em vez disso, procuraram-nas por cá.

Decidiram correr riscos e estabeleceram os seus próprios negócios, “reinventando os produtos tradicionais, abrindo hotéis com novas características e restaurante não usuais. Desenvolveram software e tornaram-se designers de moda.”

“Ao fazê-lo, transformaram Lisboa num dos mais famosos destinos de viagem ao mesmo tempo criando um crescimento económico”, diz a jornalista.

Para a segunda parte do artigo, saltamos para a Embaixada, que é descrito pela autora como “um palácio do século 18 que foi convertido num centro comercial chique no quarteirão histórico de Lisboa” e ainda que “serve como uma espécie de embaixada para os melhores produtos feitos em Portugal.” E é assim que passamos a conhecer a Raquel.

 

Raquel Guedes

O início

“Apenas sentada em casa, sem respostas” diz Raquel Guedes, de 29 anos, ao falar de como se sentia depois ter vivido vários anos da sua vida a substituir professoras que estivessem em licença de maternidade, na Faculdade de Farmácia. Mas eventualmente cansou-se desse estilo de vida, chegando à conclusão: “Se não consegues encontrar alguma coisa na tua área, então tens que ter mais alguma a acontecer [na tua vida].”

Agora

Decidiu então lançar a sua própria linha de roupa de criança. Hoje em dia, Raquel aluga a sua própria loja dentro da Embaixada.

 

Como outros exemplos de sucesso, Helene não deixou de referir os casos da incubadora Startup Lisboa, que rendeu mais 250 empreendedores e criou 800 novos empregos, e o facto do Comité de Regiões da EU distinguir Lisboa como “Região Europeia Empreendedora” de 2015. E que comparativamente com outros países e cidades europeias, embora os nossos salários sejam mais baixos, e que os financiamentos não necessitam de ser tão dispendiosos, estamos a superar rivais como Amsterdão e Barcelona. Escreve ainda sobre a mais recente notícia de que “Lisboa irá ser anfitriã, nos próximos 3 anos, do Web Summit, uma das maiores conferências do seu tipo para jovens empreendedores tecnológicos, com 40.000 convidados previstos.”

E assim, passamos para a terceira e última parte do artigo, em que nos são apresentados mais 3 grandes casos de sucessos de portugueses que tiveram que perseverar para prosperar.

 

Duarte D’Eça Leal

“A verdade é que a crise foi uma oportunidade”, diz Duarte. Tem apenas 30 anos mas gere um dos hotéis mais hip de Lisboa – um hostel de luxo que só o nome diz tudo: “Independente”.

O início

“Quando tinha 15 anos, Duarte foi para o colégio interno de Oxford e mais tarde para a faculdade na “London Business School”. Uma década depois, começou a sua carreira numa grande empresa imobiliária na Grã-Bretanha.” Ao falar desses tempos diz:“(…)Senti que me estava a faltar alguma coisa”. Decidiu que preferia investir o seu talento em Portugal e tentar implementar as suas ideias no seu local de origem. “Eu senti que Portugal tinha muito potencial”, diz Duarte D’Eça Leal. E assim, no final de 2011, ele e os irmãos renovaram o palácio localizado no Bairro Alto e abriram um hostel e suites para os viajantes.

Agora

Duarte é o dono de uma dúzia de quartos, com tudo desde beliches a quartos duplos e suites, preenchidos com mobília vintage e tecidos portugueses. Existem dois restaurantes que estão colocados dentro do “Independente”. Mesmo com o aumento de impostos, o hostel prosperou e hoje já tem mais um edifício vizinho, conseguindo empregar ao todo 120 colaboradores.

“O sucesso de Duarte é o produto da sua própria iniciativa criativa.”

 

Filipa Neto

Com apenas 25 anos, Filipa poderia ter escolhido estabelecer o seu negócio em qualquer lugar da Europa, mas ela e os seus 13 colaboradores estão instalados em Lisboa.

O início

Filipa defende que quer ficar em Portugal e ajudar a trabalhar na sua parte, promovendo o crescimento do seu país. Há um ano e meio atrás, Filipa estabeleceu a start-up “Chic by Choice”, uma empresa que disponibiliza roupas de luxo para alugar online. Em primeiro lugar, conseguiu meio milhão de euros em capital de risco para lançar a empresa, “uma grande responsabilidade para uma jovem” diz Helene. E depois disso, foi trabalhar para alcançar os seus objectivos.

Agora

Do seu escritório em Lisboa, os colaboradores da “Chic by Choice” compram e enviam Haute Couture para toda a Europa. “A empresa é tão bem sucedida que Filipa quer contratar duas novas pessoas a cada mês. E não é tudo, ela diz com um sorriso: Em Agosto, ela adquiriu um concorrente alemão.”

Talvez os portugueses comecem a perceber. Ou melhor, a aperceber. A aperceberem-se da excelência que é Portugal, que são os portugueses, das suas excelentes capacidades e que, com ou sem obstáculos, por mais difíceis que sejam, conseguimos ultrapassá-los e prosperar. É importante que percebamos aquilo que se passa à nossa volta. É importante acreditar em nós e nos outros. Somos excelentes, e podemos começar a ouvir isso de americanos, alemães, ou de pessoas de qualquer outra nacionalidade, mas por que não começar a ouvir isso de portugueses?

 

Fontes: Spiegel.de
Fotos: DR

Duches e pequenos almoços saudáveis para ciclistas da Universidade de Aveiro

binas_UAAo quererem que cada vez mais pessoas se desloquem para as suas instalações de bicicleta, sejam alunos, professores ou funcionários, a Universidade de Aveiro (UA) apresentou um projecto inovador que promove e incentiva esta prática de vida saudável.

Alunos da UA que se deslocam para a faculdade de bicicleta, questionaram-se se seria era possível tomar banho após chegar à universidade e antes de ir para as aulas. Tendo uma resposta afirmativa sugeriu-se a ideia à Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave da instituição e em parceria com os Serviços de Acção Social da UA que também se juntaram à plataforma, a instituição passou a disponibilizar menus de pequenos almoços saudáveis e duches. O pequeno almoço tem preço de € 1,50 e quatro menus à disposição com um máximo de 20 utilizações mensais e o duche tem um preço de € 0,70. Os dois são independentes entre si. Para conseguir aceder a estes serviços os interessados apenas têm de se registar na plataforma dedicada ao efeito.

Esta iniciativa entrou em vigor este ano lectivo e já conta com dezenas de aderentes. Um estudo realizado pela universidade, também este ano, concluía que existiam pelo menos 200 pessoas que se deslocavam de bicicleta para as instalações da mesma, sendo que irá ser realizado um novo estudo para perceber se este número teve um aumento significativo ou não.

A plataforma para a Bicicleta e Mobilidade da UA conta com outros projectos como por exemplo a acção “Quintas a pedal para a UA” que desafia a comunidade académica a ir de bicicleta abdicando do carro. Projectos inovadores, saudáveis e bons para o meio ambiente.

Fonte: UA
Foto: DR

 

ANB FEST 2015 – Festival de Empreendedorismo

12027615_1676182622614373_5456779939473627891_n[1]

O Festival de empreendedorismo ANB FEST 2015 vai ter lugar entre 17 e 18 de outubro, no Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. O lema do evento é “O DESAFIO É MUDARES A TUA VIDA!“.

ANB FEST 2015 vem apresentar à sociedade o conceito A New Beginning For Portugal (ANBFP), demonstrando que através da energia pessoal e da partilha universal, estando abertos à ajuda mútua, à mudança de atitudes e mentalidades, é possível FAZER ACONTECER uma ideia, um “sonho”, um negócio, um livro. Os participantes poderão guiar-se pelos exemplos de alguns membros com resultados de sucesso, através das experiências dos empreendedores convidados e fundamentalmente com actividades diversas em ambos os dias.

O projecto ANBFP surge com base no programa A New Beginning, entrepreneurship & Innovation criado pelo Presidente Obama nos EUA em 2010, sendo o seu conceito o de uma rede de pessoas onde cada membro, através da sua experiência de vida, dá o seu contributo para ajudar a transformar  sonhos em projectos empreendedores viáveis e sustentáveis. 

ANB FEST 2015 é um evento social, aberto ao público e sem fins lucrativos, cujas receitas se destinam exclusivamente a cobrir os custos de organização e a apoiar o projecto de inclusão social através das artes promovido pela Associação Welcome People & Arts.  Este evento conta com o apoio institucional do Museu Nacional de Arqueologia e da Embaixada dos Estados Unidos da América.

11224694_1677432865822682_8011776946141062719_n[1]

INSCRIÇÕES

Para membros ANBFP a inscrição é de 35 EUR. Para não membros, a inscrição tem o valor de 45 EUR.

A inscrição (membro ou não) inclui:

  • participação nos 2 dias do evento;
  • coffee-breaks e almoços nos 2 dias do evento;
  • concerto Vivane & Dilana.

PROGRAMA

As actividades previstas no programa do ANB FEST 2015 incluem a participação no Jogo do Empreendedorismo com apoio dos mentores e convidados especiais, palestras motivacionais, networking e concerto.

Sábado, 17 Outubro

08:30 – 09h30 – Sessões de “aquecimento”

10:00 – 12h30 – Jogo do Empreendedorismo

12h30 – 14h00 – Almoço

14h00 – 18h00 – Jogo do Empreendedorismo

21h30 – Concerto conjunto de VIVIANE e DILANA (Salão Nobre)

Domingo, 18 Outubro

09:30 – 13h00 – Jogo do Empreendedorismo

14h30 – 17h30 – Palestras, apresentações

18h00 – Encerramento com o Bailado de Benvindo Fonseca e Batucadeiras de Cabo Verde

Como mentores e convidados especiais teremos o Embaixador e Embaixatriz dos EUA em Portugal, Catarina Furtado, Carla Rocha, Marta Mertens, Sandra Isabel Correia, Philippe e Cory Van Den Bosch, Ollie Halimapussadiah, entre outros.

 

Fonte: ANBFP
Fotos: DR

Será possível simular o complexo processo da fotossíntese nas plantas?

C5CP03392F

Após cinco anos de complexos estudos e mais de 30 milhões de horas de cálculo em supercomputadores europeus, uma equipa internacional de cientistas, na qual participam investigadores do Departamento de Física da Universidade de Coimbra (UC), conseguiu simular o processo de captação de luz da gigantesca estrutura de moléculas – a “antena” designada por “Light-Harvesting Complex II” envolvida no primeiro passo da fotossíntese nas plantas.

Foi a primeira vez que se estudou toda a enorme estrutura (cerca de 18 mil átomos) do que podemos chamar “o motor de arranque da máquina da fotossíntese”, recorrendo exclusivamente à Mecânica Quântica.

Fernando Nogueira

Os resultados da pesquisa, já publicados online, e que serão a manchete de uma próxima edição da revista Physical Chemistry Chemical Physics (PCCP: http://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2015/cp/c5cp03392f#!divAbstract), são importantes para «perceber como a Natureza resolveu o problema de captar e utilizar a energia do Sol. E fê-lo de uma forma extraordinariamente eficiente… muito melhor que os atuais painéis fotovoltaicos», avança o coordenador da equipa portuguesa, Fernando Nogueira.

Neste estudo, os investigadores identificaram, através de um cálculo sem precedentes, quem faz o quê nesta gigante e intrincada espécie de rede de clorofilas: «só uma molécula de clorofila tem o papel principal na estrutura do fotossistema. Todas as outras funcionam como “antenas” de captação de energia, transferindo-a de imediato para a molécula central que é onde se dão os passos seguintes do processo», relata o especialista em Física Computacional da UC.

A forma como se processa a transferência de energia para o centro da reação é ainda um enigma para os cientistas e, por isso, «perceber como é que estas antenas transmitem a energia para a molécula central do fotossistema é o próximo passo da investigação. Recolhemos uma enormidade de informação que é necessário destrinçar», afirma Fernando Nogueira.

 

Fonte: UC
Fotos: DR

Estudante português vence concurso Hall of FameLab 2015 em Londres

Pedro Ferreira, estudante de doutoramento no Centro Champalimaud em Lisboa, foi o vencedor do prestigiado concurso de comunicação de ciência pela sua apresentação acerca da neuroquímica da monogamia e poligamia. Esta é a primeira vez que um investigador Português vence um concurso FameLab internacional.

O FameLab é o mais popular concurso anual de estímulo à comunicação científica, em Portugal aberto a qualquer pessoa com mais de 18 anos, a trabalhar ou a estudar nas áreas da ciência e da tecnologia. Com o apoio do British Council este concurso ganhou expressão internacional, contando já com mais de 25 países concorrentes, da Europa a Hong Kong.

A primeira edição portuguesa do FameLab teve lugar em 2010, tendo como promotores a Ciência Viva e o British Council; a que se juntou, em 2014, a Fundação Calouste Gulbenkian como entidade parceira. Os organizadores do FameLab pretendem estimular a boa comunicação de temas científicos, despertar a curiosidade dos públicos por essas matérias e desenvolver as competências daqueles que já demonstram ter interesse e talento para a divulgação da ciência.

Pedro Ferreira representou Portugal no concurso Hall of FameLab que teve lugar no dia 25 de Setembro, no Museu de História Natural em Londres e teve como anfitrião Quentin Cooper, apresentador do programa de ciência com mais ouvintes no Reino Unido. Do painel de jurados fez parte o Professor Sir Mark Wolport, Conselheiro Académico Principal do governo britânico.

O Hall of FameLab foi organizado pela equipa do British Council Science como parte do Science Uncovered do Museu de História Natural, membro oficial da (pan-Europeia e financiada pela União Europeia) Noite dos Investigadores.

Pedro Ferreira

Nasceu em Lisboa, em 1983, e por volta de 1988 já tinha decidido ser cientista. A genética acabou por levá-lo a licenciar-se em Biologia, e uma curiosidade patológica pelas misteriosas razões que nos levam a fazer e a ser aquilo que fazemos e somos – mais ou menos respectivamente – resultou num doutoramento em Neurociências. Pedro ainda sonha em estudar literatura e outras coisas bonitas, como aquilo que se encontra dentro dos buracos negros, ou como preparar a francesinha vegetariana perfeita.

 

Mais informação em:
http://www.britishcouncil.org/education/science/events/hall-of-famelab2015
http://www.famelab.pt/

Fonte: Famelab
Foto: DR

ICNAS pioneiro na aplicação clínica de novo radiofármaco para deteção do cancro da próstata

inauguracao_presidente

Uma nova molécula para a deteção do cancro da próstata, produzida por uma equipa de cientistas do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), acaba de ser introduzida na prática clínica em Portugal. O primeiro exame de Tomografia por Emissão de Positrões (PET/CT) com PSMA-Ga68, designação da nova molécula, já foi realizado em Coimbra.

A introdução deste radiofármaco no campo assistencial resulta do trabalho que vem sendo desenvolvido no ICNAS por uma equipa multidisciplinar desde há cerca de quatro anos, e «constitui um avanço significativo na avaliação desta doença ao possibilitar uma deteção mais precoce do cancro da próstata, sobretudo em situações de recidiva», afirma Miguel Castelo Branco, diretor do ICNAS.

Além de permitir uma avaliação do cancro da próstata muito mais eficaz, a utilização da nova molécula não terá um custo superior ao do atual radiofármaco disponível no mercado – a Fluorcolina – 18F.

O coordenador para a área clínica do ICNAS, João Pedroso de Lima, acredita que este novo exame reúne todas as condições para «substituir o uso da Fluorcolina – 18F em Portugal. A molécula produzida no ICNAS, já utilizada em alguns países europeus, é muito mais sensível, permitindo avaliar parâmetros impossíveis de identificar por outros métodos de diagnóstico e fornece informações essenciais para detetar precocemente, e localizar, o reaparecimento do tumor e a sua metastização.»

Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (UC), O ICNAS dedica-se à investigação biomédica e à aplicação clínica de moléculas marcadas com substâncias radioativas.

Ao longo dos últimos anos, o Instituto lidera, no país, a produção e utilização de múltiplas moléculas (radiofármacos) para a realização de estudos de Tomografia por Emissão de Positrões (PET/CT) em diversas situações clínicas, principalmente em Oncologia, Neurologia e Cardiologia.

Fonte: ICNAS
Foto: DR (Inauguração do ICNAS por S.Exª, o Sr. Presidente da República)

TechMatch Global: Glexyz, Lapa, Movvo, Stuk.io e Wiseconnect vão a Bratislava

TechMatch_Instantesfinale[1]

A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários acaba de anunciar as cinco startups portuguesas selecionadas para representar Portugal no TechMatch Global, um encontro mundial de investidores e empreendedores que se realiza em Bratislava, entre os dias 12 e 16 de outubro. Glexyz, Lapa, Movvo, Stuk.io e Wiseconnect (com o produto WiseCrop) são os finalistas nacionais escolhidos pelo painel de experts de Silicon Valley que avaliou os 15 projetos de negócio propostos pela ANJE.
Na capital da Eslováquia, as cinco equipas terão a oportunidade de integrar um conjunto de 60 startups internacionais eleito para um “match” com um grupo de classe mundial em matéria de investimento e mentoring: 20 investidores corporativos, cinco multinacionais e cinco “venture capitals” de Silicon Valley.
Convidada para parceira portuguesa da iniciativa, a ANJE foi responsável pela primeira triagem das melhores tecnológicas portuguesas. A qualidade dessas 15 startups justificou a criação de uma vaga extra, visto que as regras ditavam a seleção de apenas quatro empresas. A tecnologia, a inovação e a disrupção são ponto comum entre os empreendedores desta representação lusa, sendo que os projetos distinguem-se pela incorporação de soluções tecnológicas em diferentes áreas. A Glexyz é talvez o mais transversal dos negócios: possui uma plataforma virtual integrada, assente na cloud, que permite testar e otimizar produtos de forma rápida. Com projetos desenvolvidos à escala nacional e europeia, apresenta soluções aplicáveis a indústrias tão diversas como a aeroespacial, a automóvel ou a biomédica. A Lapa, por seu turno, dedica-se a produtos e serviços de proximidade com base na tecnologia Bluetooth, entre os quais um dispositivo que permite localizar objetos, colando-se a eles tal como uma verdadeira lapa. Já tem clientes em 60 países, já conquistou investidores e garante ter oportunidades de investimento para entidades ligadas às áreas de telecomunicações, internet das coisas, “wearables” e “hardware”.
Já a Movvo aposta na incorporação de tecnologia no universo do retalho, visto que apresenta uma ferramenta que funciona como um Google Analytics offline para os retalhistas. Com uma solução única de “indoor tracking”, a startup analisa a dimensão comportamental dos consumidores em espaços comerciais. Já trabalha com o Continente e com o Primavera Sound. A Stuk.io, por sua vez, insere-se no domínio da programação, apresentando uma biblioteca de formação para “software developers” que converte informação pré-existente em cursos online. Tem registado um crescimento mensal de vendas superior a 100%, contando com mais de 10 mil clientes, oriundos de mais de 100 países diferentes. Por fim, a Wiseconnect está no mercado com a marca Wise Crop e diferencia-se pela incorporação de tecnologia no setor primário, dispondo de um interface de ferramentas eco-friendly para produtores agrícolas, focadas na redução de custos operacionais e no aumento da produtividade.
“Estamos certos de que Portugal estará bem representado no TechMatch Global. Foi sem surpresas que a confirmarmos, com este processo de seleção, que Portugal tem vindo a percorrer um valoroso caminho na área do empreendedorismo tecnológico. Temos, de facto, um significativo conjunto de empresas que nos podem orgulhar do que tem sido feito. Este nível qualitativo é fruto do ecossistema que constituímos e que beneficia da ação cada vez mais concertada de agentes como universidades, centros de transferência de conhecimento, incubadoras, entre outros players de apoio à iniciativa empresarial, ao empreendedorismo e à inovação. Agentes que envolvemos desde o início neste processo de escolha dos negócios”, afirma o Presidente da ANJE, João Rafael Koehler. “Encontramos negócios de vocação global, com visão de mercado e com tecnologias verdadeiramente disruptivas. Foi difícil reduzir a nossa escolha a um grupo de 15 startups e foi com orgulho que assistimos à criação de uma vaga extra por parte da organização do TechMatch Global. Não temos dúvidas de que muitas outras teriam potencial para estar neste programa, mas estamos plenamente confiantes nesta seleção: estas empresas vão ombrear com os demais empreendedores representados e, certamente, fazer sucesso entre os investidores”, acrescenta o mesmo responsável.
Na mira de gigantes como Adobe, PayPal, Dell ou Sony 
Esta será a primeira vez que Portugal estará representado no TechMatch Global, sendo também a estreia da iniciativa fora de Silicon Valley. Como parceira convidada, a ANJE foi responsável pela primeira etapa de seleção e foi na sede nacional da associação que aconteceu o pitch final de seleção dos finalistas, bem como sessões prévias de coaching e preparação. A lista apurada pela ANJE era também composta pelas empresas Tradiio, Tuizzi, Line Health (PharmAssistant), Muzzley, Cuckuu, Tripaya, Facestore, iClio, Quidbox e GetSocial. Conjunto de startups que, apesarem de não passarem à fase seguinte, beneficiaram já de uma oportunidade única  de aprendizagem, networking e visibilidade. Isto porque o pitching que aconteceu na terça-feira, 21 de setembro, na presença de um expert norte-americano foi igualmente transmitido em direto para um grupo de investidores sediado em Silicon Valley. Venture capitalists que, de resto, contribuiram para a decisão final.
O TechMatch arranca com um prémio de 300 mil dólares, ao qual os participantes ficam desde logo habilitados. Durante as cinco jornadas, as 60 melhores tecnológicas participarão num programa dedicado, que envolve sessões de pitch com experts de Silicon Valley, uma mostra de tecnologia, encontros “b2b” e ainda um “demo day” com interação direta com representantes corporativos. A lista de participantes corporativos com presença confirmada inclui multinacionais e empresas de investimento tão conceituadas como: Adobe, Cisco, DoCoMo Ventures, Fujitsu, Honda, LG, Oracle, Salesforce, SanDisk, Sony, Citrix, Band of Angels, Hyundai Ventures, PayPal, AIG, Dell, SAP, Sales Force, First Focus – Learning Systems, Cogniance, TIBC, SVB, Sand Hill Angels, First Capital, Venrock, DFJ, Garage – Technology Ventures e Soft Ventures. Os projetos chegarão de países tão diversos como Espanha, Inglaterra, França, Itália ou até de algumas nações asiáticas.
Fonte: ANJE
Foto: DR

Empreendedorismo em debate no Business Networking International – Lisboa Líder

foto4

O empreendedorismo foi o tema principal de um debate realizado na Estufa Real em Lisboa e que serviu para comemorar o sexto aniversário da Business Networking International (BNI) – Lisboa Líder. O foco esteve sobre o trabalho de equipa e os empresários presentes consideraram que os portugueses reagem positivamente quando se encontram em situações adversas.

Os oradores abordaram as razões do crescimento económico em Portugal, como levaram as empresas ao sucesso e a importância do networking. O CEO da Special Edition Holding, Tim Vieira, afirmou que “o empreendedor acredita que pode sempre fazer melhor”. A apresentadora Ana Rita Clara falou do projecto “Change It” para explicar que “a vontade de começar algo começa numa inquietude em nós”. No entanto, o membro do concurso Shark Tank destacou o papel das pessoas que trabalham à sua volta. A ideia foi corroborada pelos restantes convidados. O responsável da Mazars em Portugal, Luís Batista, acrescentou que “as pessoas são o cerne da nossa preocupação todos os dias”.

foto1

A forma como os portugueses reagiram à crise mereceu um comentário de João Pedro Tavares. O Director da Accenture e Presidente da Junior Achievement em Portugal entende que “não podemos estar sempre a cair na lamentação”. A organização não-governamental promove o empreendedorismo jovem e a literacia financeira, além de criar espaço para os mais novos ganharem experiência num contexto protegido, o que significa aprender com os erros. Tim Vieira também considera que se “aprende quando as coisas correm mal”.
Fotos: DR