Caldas da Rainha inaugurou Rota Bordaliana

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A Rota Bordaliana – roteiro cultural e artístico que homenageia Rafael Bordalo Pinheiro e a tradição cerâmica das Caldas da Rainha – foi inaugurada a 17 de outubro, numa sessão presidida pelo Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado.

A Rota Bordaliana integra-se numa candidatura a fundos comunitários denominada “Caldas Comércio e Cidade”, no âmbito da qual também se estão a realizar as várias obras da regeneração urbana. O seu custo foi de 122,1 mil euros, sendo comparticipada a 85% por fundos comunitários.

No ano em que a fábrica de Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro comemorou os seus 130 anos, produziu mais de 20 figuras de cerâmica, algumas construídas à escala humana para integrar esta rota cultural.

A autarquia já havia inaugurado uma rã de 1,4 metros, na rotunda da Av. 1.º de Maio, em frente à estação de comboios, o primeiro ponto de passagem da Rota Bordaliana. Quando Bordallo Pinheiro se deslocava para as Caldas da Rainha, fazia-o de comboio, entrando na cidade precisamente naquele local, daí este ser o primeiro ponto da Rota.

O conhecido Zé Povinho, a Saloia, o Padre Cura, rãs, gatos, sardões, caracóis, folhas de couve, entre outros elementos característicos da estética Bordalliana estão espalhados pelas ruas da cidade, em fachadas de prédios e até penduradas em árvores!

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Jéssica Gonçalves, actualmente aluna do Instituto Politécnico de Leiria, idealizou esta rota e sugeriu a criação da mesma no âmbito da  PAP (Prova de Aptidão Profissional).

A então estudante do Curso Técnico de Turismo da Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO) não imaginava que o seu trabalho acabaria por se tornar realidade.

O Município acolheu a ideia, que depois desenvolveu e aprofundou.

Presente na inauguração, a jovem referiu que “adorou o resultado final”.

Percurso longo e curto
Pensada para ser percorrida a pé, a Rota Bordaliana oferece um percurso mais longo, que demora aproxidamente duas horas a ser percorrido: começa no Largo da Estação, passando por vários pontos turísticos, relacionados com o artista e com o seu trabalho.

Fazem parte desta proposta edifícios com painéis e fachadas de azulejo, ver peças toponímicas únicas, peças à escala humana e ler sobre episódios da vida de Rafael Bordalo Pinheiro, vivendo, assim, um pouco da história da cidade, terminando na Fábrica de Faianças e Casa Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Foi pensada uma Rota mais curta, de cerca de uma hora, mas em que os locais indicados são só os que têm as peças cerâmicas de grande escala. Este percurso termina igualmente na Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro.

Os visitantes poderão percorrer os vários pontos a partir de orientações da aplicação instalada no telemóvel, a CityGuide Caldas da Rainha.

Pontos / Localização com peças à escala humana:
1. Largo de Estação/Rotunda da Avenida 1º Maio – Rã boca aberta grande; Rã gigante sentada; Palmatória nenúfar; Azulejo rãs pequeno c/ nenúfar;
2. Avenida da Independência/ Em cima do Quiosque – Abelha;
3. Rua Padre Emílio/Hemiciclo João Paulo II – Padre (coberto);
4. Praça 25 de Abril – Zé Povinho (coberto);
5. Praça 5 de Outubro / Em cima do Quiosque – Lobo s/ peanha;
6. Rua Dr.Leão Azedo/Fachada da Rodotejo – 60 andorinhas Pretas e Brancas;
7. Rua Almirante Cândido dos Reis/ Edifício da Junta de Freguesia Nª Sra. Do Pópulo – Folha de Couve;
8. Rua Doutor Leonel Sotto Mayor / Edifício do CCC – Ama das Caldas (coberto);
9. Rua Capitão Filipe de Sousa/Edifício da Loja da Reabilitação Urbana – 1 Sardão;
10. Edifício da Loja do Turismo (interior) : 4 Sardões;
11. Loja do Turismo (exterior): Polícia; Sardão; 2 Caracóis;
12. Topo da Praça da República / área verde – 2 grupos de cogumelos; 2 tartarugas;1 sardão;
13. Largo José Barbosa – Saloia (coberto);
14. Parque D. Carlos I – Gato a caçar (coberto); gato irritado (coberto); 6 macacos pendurados na “aldeia dos macacos”.

Fontes: Turismo do Centro e CMCR
Fotos: DR

Sara Barros Leitão ganhou no Brasil, Prémio Melhor Actriz

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A actriz Sara Barros Leitão que protagonizou o filme “Pecado Fatal”, acaba de ser distinguida com o Prémio Melhor Actriz no FESTICINI – Festival Internacional de Cinema Independente que acaba de acontecer no estado de São Paulo no Brasil. Este é o décimo prémio para o filme “Pecado Fatal”.

A longa-metragem PECADO FATAL de Luís Diogo, produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo recebe assim a sua décima distinção, depois de ter sido a longa-metragem da ficção portuguesa, mais premiada em 2014. Tendo integrado o TOP 10 da cinematografia lusófona, as distinções foram chegando de festivais internacionais no Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.

Sara Barros Leitão já anteriormente tinha sido nomeada para os Prémios SOPHIA e GLOBOS DE OURO de melhor catriz, pelo papel de Lila no filme PECADO FATAL.
Tendo-se formado em interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo, começou a sua carreira na série Morangos com Açúcar onde interpretou o papel de Jennifer Brown. A sua carreira tem acontecido entre o teatro e a televisão, nomeadamente nas séries “Olhos nos Olhos” (TVI), “Sentimentos” (TVI), “Laços de Sangue” (SIC), “Doida por Ti” (TVI), “Mundo ao Contrário” (TVI), “I Love It” (TVI), “Bem-Vindos a Beirais” (RTP), “Água de Mar” (RTP), “Jardins Proibidos” (TVI) e “Poderosas” (SIC).

PECADO FATAL é a sua primeira participação de fundo no cinema.

 

SARA BARROS LEITÃO (em entrevista)

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Sara Barros Leitão, nasceu no Porto em 1990 e formou-se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo. Ao longo do seu percurso, teve como professores António Capelo, João Paulo Costa, Maria do Céu Ribeiro, Nuno Pino Custódio, Luís Madureira, Sandra Mladenovic ou Kuniaki Ida.

Trabalha regularmente em Televisão, e o seu trabalho na mini-série “Mulheres de Abril” valeu-lhe a nomeação para Melhor Actriz Secundária nos Prémios Áquila 2014 e nos prémios Fantastic Televisão 2014. Atualmente interpreta “Inês” na produção da SP/SIC “Poderosas”.

Em Cinema destacam-se as longas-metragens “Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus” e “Pecado Fatal”, com o qual foi nomeada para Melhor Actriz Cineuphoria 2015, Melhor Actriz de Cinema pelos Prémios Sophia 2015 e também pelos Globos de Ouro. Participou em dezenas de curtas metragens nos últimos anos, das quais se destaca o filme “SARA”, com o qual ganhou o Prémio de Melhor Actriz no Festival CLAP 2012.

É uma voz assídua nas locuções publicitárias para rádio e dobragens de filmes e desenhos animados, mas é em Teatro que se sente completamente feliz.

Estreou-se com o papel de “Julieta”, na tragédia “Romeu e Julieta”, dirigida por Eduardo Alonso e produzida pelo Teatro do Bolhão. Trabalhou com encenadores como Victor Hugo Pontes, Natália Luiza ou Joaquim Nicolau, e passou por companhias como Teatro do Bolhão, Teatro Meridional, Teatro Rápido, Palco 13, Plataforma 285, Teatro do Vestido, etc.

Apesar de acreditar que o Teatro não são só palavras, a literatura assume um papel fundamental na sua vida. Neste momento, desdobra-se entre o trabalho como actriz, formadora, a direcção artística da companhia Carruagem e a licenciatura em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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- O que te fascinou na história e levou a aceitar o convite?
A personagem Lila tem uma força incrível, era algo muito diferente do que alguma vez me foi proposto. Não encaixava nada no perfil de personagens que normalmente me apresentam, por causa da aparência. Esta era uma jovem mulher com força, com mágoa, com personalidade vincada, que sabia o que queria. Foi por isso que quis fazê-la.
- Que importância teve para ti a participação em “Pecado Fatal”?
Teve a importância de todos os projectos que abraço: a aprendizagem. O que me move na vida é aprender, e sem dúvida que fazer este filme foi uma enorme aprendizagem profissional e pessoal.
– Esperavas o sucesso internacional que o filme obteve e continua a obter?
Não, de todo. Houve até alturas em que pensei que o filme não iria ter força para sair da gaveta, sendo uma produção altamente independente. Por isso, fico sempre surpreendida com cada nova conquista.
- Consideras que não obstante os constrangimentos financeiros temos cinema de Excelência? Como vês o cinema no nosso país?
A excelência só se conquista se existir pluralidade, diversidade. Em Portugal só fazemos dois ou três géneros de filmes, com dois ou três realizadores e produtores. Enquanto não ultrapassarmos esta barreira de produção, será impossível atingir a excelência. Seria muito presunçoso dizer que dos quatro ou cinco filmes que se fazem em Portugal por ano, há pelo menos um deles que é sempre de excelência. Só o facto de se produzirem tão poucos filmes é sinónimo de que estamos longe disso.
- Porque achas que o público não acorre às salas para ver filmes nacionais de qualidade ? Teremos um défice de cultura cinematográfica?
Não há pessoas a verem filmes portugueses porque as pessoas não gostaram dos filmes portugueses que viram antes. Parece-me muito simples. E isto não é um problema das pessoas, nem do seu gosto. É assim e pronto. Eu vivo, em grande parte, da bilheteira dos meus espectáculos, se o público não gostar do género de espectáculos que a minha companhia faz, não vai voltar a sair de casa para ter uma má experiência, pois não? Se eu vou a um restaurante e não gosto, não volto lá tão cedo. Se da segunda vez que voltar, continuar a não gostar, não volto mais de certeza. Não vou pagar por uma coisa que não me agrada. Não quer dizer que o restaurante seja mau: simplesmente não é o que eu gosto. A parte curiosa é que há restaurantes cheios e há salas de cinema cheias. Mas também há restaurantes vazios e salas de cinema vazias. A diferença é que os donos do restaurante, como não têm subsídios para fazer comida que só eles gostam, ou fecham o restaurante, ou reinventam a sua forma de cozinhar. Em Portugal a comida continua a mesma, porque os cozinheiros têm a barriga cheia e porque a culpa é sempre só dos clientes que não vão lá jantar.
Fotos: DR

 

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PECADO FATAL no CHICHESTER FILM FESTIVAL (entrevista a Sara Barros Leitão)

Universidade de Coimbra participa em consórcio europeu para avaliar o impacto da polimedicação em idosos

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 Apesar de representar um sério problema na população idosa, especialmente nos idosos que vivem sozinhos e/ou em condições de saúde frágil, a polimedicação é um tema que ainda tem merecido pouca atenção. Para contrariar esta tendência e promover a implementação de regulamentação em países onde esta ainda não existe, como é o caso de Portugal, investigadores e especialistas da Alemanha, Espanha, Grécia, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia reuniram-se em consórcio para estudar o impacto da polimedicação e adesão à terapêutica na saúde dos idosos.

Com um orçamento global de um milhão de euros, financiado pelo 3º Programa Europeu de Saúde, o projeto intitulado SIMPATHY (Stimulating Innovation Management of Polypharmacy and Adherence in The Elderly) é coordenado pelo Governo da Escócia.

A equipa portuguesa, liderada pelo Ageing@Coimbra, é constituída por seis investigadores das Faculdades de Farmácia e de Medicina da Universidade de Coimbra (UC), contando ainda com a colaboração da Universidade de Lisboa (UL). O Ageing@Coimbra é um consórcio que visa a valorização do papel do idoso na sociedade e a aplicação de boas práticas em prol do seu bem-estar geral e de um envelhecimento ativo e saudável. O seu principal objetivo é melhorar a vida dos cidadãos idosos na Região Centro de Portugal através de melhores serviços sociais e cuidados de saúde, assim como da criação de novos produtos e serviços inovadores e o desenvolvimento de novos meios de diagnóstico e terapêuticas. A atividade, competência e inovação do Ageing@Coimbra foram reconhecidas pela União Europeia (UE) com a classificação da região de Coimbra como Região Europeia de Referência para o Envelhecimento Ativo e Saudável, um estatuto único no território português, sendo que na UE existem 32 no total.

Considerando que temos uma população envelhecida, a polimedicação desadequada “é um problema gravíssimo de saúde pública, com gastos enormes quer para o Estado quer para as famílias. As complicações de saúde geradas pela polimedicação são imprevisíveis, exigindo respostas urgentes por parte dos decisores políticos”, nota João Malva, coordenador científico do Ageing@Coimbra.

A equipa do SIMPATHY está a identificar estudos de caso que ilustrem o estado de desenvolvimento da polimedicação e da gestão da adesão à terapêutica dos idosos em diferentes estados membros da União Europeia, e vai elaborar um guia de boas práticas, dirigido aos profissionais de saúde, especialmente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos. O projeto visa também fornecer recursos para apoiar os decisores políticos na criação de regulamentação nesta matéria, promovendo a mudança na prática de cuidados de saúde e de política para obter melhores resultados de saúde a partir do uso de medicamentos em idosos em toda a União Europeia.

O estabelecimento de regulamentos é uma matéria de elevada importância uma vez que um dos maiores desafios da sociedade europeia prende-se com as alterações demográficas e o rápido crescimento da população com mais de 65 anos, que evoluirá de 87 milhões de pessoas (em 2010) para 148 milhões em 2060.

 

Fontes: Universidade de coimbra e www.ageingcoimbra.pt
Foto: polypharmacyinitiative.com

 

Kailua – empreendedorismo jovem na restauração

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A crise financeira não impediu a empresária Sara Coelho de abrir um negócio na área da restauração na Margem Sul. O projecto chama-se Kailua e conta com dois restaurantes de praia, sendo que o terceiro deverá ser em Lisboa, embora o Algarve também seja um objectivo porque é “um dos sítios mais fortes para a praia”. No entanto, a ambição da empresária ultrapassa o território nacional.

Os restaurantes estão abertos durante todo o ano porque no Inverno também há clientes. Sara Coelho explica que “não temos mais dificuldades durante este período já que o negócio de praia não é sazonal”. Nos próximos anos, a empresária pretende estruturar a empresa para passar à parte do franchising.

No princípio houve dificuldades na gestão, mas quando o projecto teve a intervenção de um coach, começou o ciclo positivo. Na última edição do “Business Excellence & Forum Awards”, o projecto foi distinguido com dois prémios para melhor empresa do ano, tendo a responsável sido consagrada na categoria de jovem empresária de 2015. Sara Coelho disse que o galardão representa “o reconhecimento pela mudança de paradigma e de termos saído da zona de conforto”, tendo acrescentado que “deveria haver prémios todos os meses para motivar os empresários”.

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A atitude positiva com que a empresária encarou os desafios tem reflexo no discurso. Sara Coelho entende que “as pessoas não arriscam por razões culturais”, mas também critica a formação escolar, em particular a forma como não se educa uma pessoa para ser empreendedora, mas trabalhar por conta de outrem.

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as pessoas não arriscam por razões culturais

Por estas razões a palavra crise nunca esteve no vocabulário de uma empresária que está sempre à procura de “um objectivo novo” por nunca se sentir satisfeita.


Fotos:
DR

Inês Patrocínio – A caminho das Nações Unidas

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Inês Patrocínio nasceu em Lisboa em Maio de 1992 e viveu sempre no Bairro do Restelo, ao pé dos avós, dos tios e dos primos. É a terceira de 6 irmãs; cresceu numa casa cheia, com 3 cães, onde a campainha nunca para de tocar e a porta de entrada está sempre aberta.

Estudou no colégio da sua avó – A Torre – até as 4º ano e depois passou para o St. Julian’s School, colégio Inglês onde concluiu o International Baccalaureate Diploma (equivalente ao 12º ano).

Sempre gostou de desporto, mas fartava-se com facilidade e queria sempre experimentar um novo. Em pequenina, conseguiu passar pelos desportos mais improváveis, desde esgrima a tiro com arco. Era bastante teimosa e a mãe lá acabava por ceder – mais por cansaço – segundo a própria.

Mais tarde, já na adolescência, as suas tardes começaram a ser ocupadas pelos livros – primeiro os de fantasia (a trilogia de Sevenwaters marcou-a muito), depois os romances, depois os romances históricos, e depois os livros de História propriamente ditos, que ainda hoje são os favoritos. Por vezes, acabava por isolar-se um pouco do resto da família, mas era o seu momento de tranquilidade numa casa em constante actividade. 

12179129_10153563696680266_496514599_nA história, com especial enfoque na 2ª Guerra Mundial, foi a tua grande paixão desde criança. Os conflitos, os refugiados e os direitos humanos já ocupavam a tua mente?

São tudo assuntos que estão interligados entre si, mas não, a minha paixão foi sempre a História – foi esse o fio condutor que depois deu origem a outros projectos e objectivos profissionais.  Se me perguntar quando surgiu o meu interesse pelos direitos humanos em específico… não lhe consigo dizer ao certo.

Acho que, de certa forma, foi crescendo à medida que eu ia verificando que alguns dos horrores que tinha estudado na História podiam voltar a repetir-se hoje em dia. E a partir daí, solidificou-se no momento em que decidi que ia tentar mudar o que me incomodava.

O tema do holocausto sempre te “fascinou”. É verdade que a tua avó chegou a dizer que devias ter sido judia noutra vida?

É. Disse-me isso numa altura em que comecei a ter pesadelos passados em campos de concentração Nazis. Acho que acima de tudo estava preocupada (risos).

O estudo num colégio internacional e o contexto multi-cultural inerente influenciou-te?

Sem dúvida. E eu fui muito privilegiada em ter podido estudar num colégio como o St. Julian’s, que desde cedo me expôs aos benefícios da diversidade de culturas e de ideias, do valor de ter uma segunda língua como quase-materna e da tolerância que promove entre os alunos e Professores. Acho que, acima de tudo, é um colégio que dá muita importância às relações humanas, ao desporto e à nossa formação enquanto cidadãos da sociedade global. À integridade do ser. Foi uma educação verdadeiramente insubstituível.

A tua escolha académica acabou por recair no direito. O que te motivou?

Foi uma fase algo polémica na minha vida. Eu queria era estudar História! Ler e aprender mais sobre as Grandes Guerras, decorar todos os discursos do Churchill e saber as operações secretas dos Aliados ao pormenor. Durante muito tempo, nunca pus em questão ir para outro curso. Mas, chegado o momento, comecei a perceber que o Direito, além de desafiante, podia ser um instrumento mais valioso para lutar contra as injustiças que me tiravam o sono, por assim dizer. E a história, como disse o meu Pai (e bem), podia sempre continuar a estudá-la por mim. O Direito, não.

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se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo

Quando sentiste o apelo do voluntariado?

Lembro-me de em pequenina obrigar o meu Avô a pôr por escrito uma associação que eu tinha criado chamada APCC (Associação de Pessoas Com Coração). Sempre fui muito dramática…(risos).

Mas mais tarde, foi quando comecei a sentir a necessidade de me por à prova. Ou seja, se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo, também para perceber se era mesmo a minha vocação seguir naquela direcção. Então, decidi entregar um bocadinho do meu tempo aos outros e por as ‘mãos na massa’.

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O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?

Senti saudades de casa e algum nervosismo, também por não saber o que me esperava. Sempre fui muito ligada à minha família, e isso tem-se reflectido sempre nos momentos mais marcantes da minha vida, sem excepção.

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Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

O que mudou em ti depois do voluntariado?

Sou da opinião que estas experiências nos moldam, mas não nos mudam. Acho muito difícil alguém mudar por completo durante o espaço de tempo que eu tive em Missão. Mas certamente que se aprende muito, e se vive muito. Saí da missão de coração cheio, de espírito renovado, e tenho muitas saudades dos tempos que passei lá.

Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

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Subiste o Kilimanjaro para ajudar uma ONG. Como surgiu a ideia e o que conseguiste com esta iniciativa?

No ano de 2013, a situação política de Moçambique estava muito instável e tornou-se perigoso continuar a mandar voluntários para o campo. Para mim, na altura também não fazia sentido embarcar noutro programa de voluntariado com outra ONG, que teria objectivos e estratégias muito diferentes. Queria manter o meu compromisso com a SIM mas sabia que não poderia ser no mesmo molde do ano anterior. Foi assim que surgiu a escalada ao Kilimanjaro: decidi aliar um desfaio de superação pessoal a uma causa que me era querida. Com o apoio da Carmo, Presidente da ONG SIM, e dos meus pais, planeei uma viagem até à Tanzânia, inscrevi-me numa equipa ao lado de outras pessoas de várias partes do Mundo e juntos chegámos ao topo no dia 25 de Julho, depois de 7 dias de escalada. Éramos um grupo de 15 pessoas e fizemos amizades para a vida.

A SIM, como ONG Moçambicana, ganhou projeção, novos patrocinadores e viu a sua bandeira içada no ponto mais alto do Continente Africano – foi um momento muito especial.

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E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Que dificuldades tiveste? O que ocupava a tua mente durante a subida e descida?

Tive algumas dificuldades, mas graças a Deus tudo acabou bem.

Devido ao peso, eu só tinha levado um par de botas para a escalada – umas Timberland de 25 anos que tinham sido da minha mãe. Muito confortáveis e cheias de significado para mim.

Acontece que, no fim do terceiro dia, a sola descolou-se por completo, deixando-me sem nenhum par de sapatos extra para continuar o percurso e com os pés gelados pela neve. A sorte foi que um dos guias sabia coser sola de sapato e fê-lo rapidamente com um cordão improvisado! E o mais impressionante ainda é que as botas aguentaram-se assim até hoje.

Na altura, pareceu-me o pior pesadelo do mundo mas, quando conto esta história, faço-o com saudades e a rir, porque sei que é um momento que me vou lembrar para o resto da vida.

Tantas coisas me vieram à cabeça durante a subida e descida…ainda foram alguns dias de escalada, com muitas horas de conversa e de partilha, pois ninguém no grupo se conhecia antes da viagem. É muito interessante ver o elo especial que se cria entre as pessoas em condições de provação.

E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Já afirmaste que o voluntariado é realizado para ajudar o próximo mas também para nos ajudarmos a nós próprios. Achas que nem todos admitem o que realmente os motiva?

Não sei se todos admitem ou não, nem sei se todos o encaram assim. Eu afirmei-o porque é assim que o vivo.

És conhecida por levar as coisas demasiado a peito. Estás a realizar uma tese sobre o genocídio do Darfur, sentes revolta por este colossal massacre e violação dos direitos humanos? O que consideras que a comunidade internacional devia ou podia fazer?

Sinto. Revolta pelo que aconteceu e revolta pela inação de alguns países face ao problema. Para que serve a Convenção do Genocídio e o Estatuto de Roma se não para prevenir casos como este?

Já foi um grande passo o Conselho de Segurança ter referido, pela primeira vez na história, uma situação de genocídio ao International Criminal Court, o que tornou o Darfur num possível precedente valioso. Mas o follow up desta situação está longe de ser ideal: a África do Sul já confirmou que está a planear retirar-se do ICC, depois de ter acolhido um dos grandes responsáveis pelo genocídio no Darfur e um dos homens mais procurados pelo ICC, o Presidente Sudanês Omar Al-Bashir.

A Índia, por exemplo, também vai recebê-lo no fim deste mês para uma conferência.

O que se poderia fazer? Para já, o Conselho de Segurança poderia tomar medidas para acabar com a impunidade dos países que não respeitam o dever de cooperação, estabelecido na resolução nº 1593, ao abrigo do capítulo VII da Carta das NU. É essencial haver uma acção de follow up eficiente por parte do Conselho de Segurança ou o propósito da sua colaboração com ICC sai frustrado! É ainda necessária a colaboração de todos os outros países (membros do ICC e das NU) para que o ICC consiga atingir os seus objectivos.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível

Quando planeámos esta entrevista tinhas um sonho: estagiar na ONU. Este sonho estás prestes a realizar-se e por fruto da tua saudável “ousadia” e iniciativa. Queres contar?

Foi a minha primeira grande conquista, e um dia carregado de emoções fortes!

Mandei a minha proposta de tese e uma carta à delegação do CICC (Coalition for the International Criminal Court) para o Conselho de Segurança das NU e acabei por conseguir uma entrevista no Skype, que depois acabou com oferta de estágio. Para ser sincera, nunca achei que me fossem responder, até porque já me tinha candidatado a outros sítios não tão conhecidos sem sucesso.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível. Estou nervosa por ir viver para NY, mas com muita vontade de começar e sinto que estes meses de estágio vão ser momentos únicos na minha vida. Vou poder trabalhar naquilo que me apaixona desde criança.

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sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos

E por fim, quais são os teus outros sonhos e objectivos?

Um dos meus maiores sonhos já está concretizado: o de encontrar uma pessoa que não só respeite e valorize, mas que partilhe muitas destas ambições. Não têm que ser ambições iguais, mas têm que beber da mesma dose de ingenuidade, de um encantamento com a ideia de um mundo melhor.

E é preciso ter muita sorte para se encontrar alguém que também saiba aceitar as pedras que estes caminhos menos óbvios implicam.

No fundo, cumpri este sonho de ter alguém que nos consiga ver verdadeiramente, por tudo aquilo que somos e por aquilo que queremos ser.

Quanto aos objectivos profissionais, acho que estes podem mudar ao longo do tempo e à medida que vamos crescendo. Isto porque conhecemos pessoas novas, aceitamos novos desafios, abraçamos novas causas…

Mas a essência é sempre a mesma e acho que o que é importante é mantermo-nos fieis àquilo que somos. Por isso, não sei onde vou estar daqui a uns anos, nem se vou conseguir atingir muitos dos objectivos que estabeleci para mim aos 23, mas sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos, dentro das hipóteses que me são dadas num determinado momento.

 

Fotos: DR

Investigador da UC integra equipa internacional de empreendedorismo em saúde

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João Ribas, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), é o primeiro português a integrar uma equipa norte-americana que promove empreendedorismo em saúde. A equipa ‘MIT Hacking Medicine’ do Massachusetts Institute of Technology (MIT) procura resolver problemas de saúde de todo o mundo, contando com médicos, engenheiros, cientistas, designers e empreendedores. João Ribas irá contribuir com a combinação de técnicas de engenharia e biologia para a descoberta de fármacos e soluções tecnológicas para aplicações biomédicas.

A integração nesta equipa “significa poder impulsionar e espalhar a inovação na área dos cuidados de saúde a uma escala global, a oportunidade para fazer a diferença e contribuir também para a minha formação enquanto empreendedor na área”, afirma o investigador do CNC. João Ribas refere ainda que espera  “internacionalizar a nossa abordagem a vários países e criar conteúdos online, de forma a ajudar pessoas pelo mundo inteiro a ter acesso ao nosso conhecimento e metodologias. O livre acesso a essa informação pode estimular a mudança e inovação, mesmo com poucos recursos”.

O investigador português vai liderar um evento no Equador, o primeiro país da América do Sul a receber esta equipa. O objetivo passa “pela identificação dos problemas na área da saúde daquela região e, durante um fim de semana, vários grupos irão trabalhar em potenciais soluções, criando protótipos e identificando o seu potencial de negócio. Há outros eventos semelhantes na agenda e está também em aberto a possibilidade de trazer um a Portugal”, esclarece João Ribas. O português encontra-se, atualmente, a terminar o doutoramento no Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC e desenvolve a sua pesquisa na Harvard Medical School, Brigham and Women’s Hospital e MIT.

Fonte: UC
Foto: DR

PepFeed – Uma aplicação 100% Portuguesa a utilizar tecnologia inovadora

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PepFeed anuncia o lançamento de um assistente virtual de apoio à escolha de produtos tecnológicos. A aplicação permite ao utilizador aceder rapidamente a uma comparação de preços, análises e vídeos de mais de 10.000 produtos tecnológicos iniciando a sua consulta com uma simples fotografia.

A PepFeed é uma startup incubada na Startup Braga e que desenvolve soluções de software focadas em resolver soluções práticas para os consumidores. A empresa desenvolveu anteriormente uma extensão para navegadores Chrome e Firefox, o que possibilita a utilização do mesmo assistente em diferentes plataformas, podendo agora fazê-lo de forma sincronizada.

A PepFeed vem responder à necessidade de comparar preços, características e desempenho de equipamentos antes da compra. Atualmente, a maior parte das pesquisas de produto são feitas a partir de motores de busca, o que implica que o utilizador gaste bastante tempo à procura de informação relevante e fidedigna.

A aplicação PepFeed para iPhone oferece aos utilizadores acesso imediato a análises de produto especializadas, vídeos populares, assim como a indicação das lojas onde o produto pode ser comprado a um preço mais competitivo. Com a aplicação, tudo o que o utilizador tem de fazer é tirar uma fotografia ao nome do produto. A decisão de compra é tomada em tempo real e com plena autonomia.

Até à data, estão disponíveis conteúdos sobre mais de 10.000 produtos tecnológicos, cobrindo as principais lojas online nacionais e internacionais, sites de tecnologia especializados e plataformas de vídeo populares como o Youtube.

Principais Funcionalidades:

  • Tirar uma fotografia ao nome do produto e ter acesso automático a uma seleção das melhores análises, vídeos e preços de compra para esse dispositivo
  • Encontrar a melhor oferta para cada produto sem fazer pesquisas
  • Aceder a análises de produto e vídeos dos melhores websites de tecnologia
  • Guardar produtos como favoritos e acompanhar alterações de preço
  • Acesso rápido aos produtos mais populares

Disponibilidade e Preço:

A aplicação estará disponível para instalação gratuita a partir da App Store no dia 22 de Outubro de 2015.

Requisitos dos Dispositivos:

  • iPhone 4S ou mais recente
  • iOS 8 ou mais recente

 

Foto: DR

Herdade da Negrita – Um sonho tornado realidade

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Inês Eugénio de Almeida, filha mais velha do casal Nuno e Luísa, vestiu a camisola da Excelência de Portugal para nos levar numa viagem aos antepassados da Herdade da Negrita e de como tudo se foi modificando e adaptando ao evoluir dos tempos. 

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Desde que esta começou a criar as suas primeiras memórias, a Herdade da Negrita sempre a transpôs para um ambiente pacífico com um toque de requinte especial, situado no nosso belo Alentejo, mais especificamente em Moura. Nesta herdade, o ambiente familiar sobrepõe-se a tudo o que a exploração Agro-Turística tem para nos oferecer.

Desde sempre pertencente a família Eugénio de Almeida, foi dotada de 3500 hectares dividida por dois irmãos. Nos seus primórdios sem água canalizada, sem electricidade, foi evoluindo de forma gradual e com o trabalho árduo por parte destes familiares, amigos e proprietários.

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O projecto longo de reaproveitamento deste monte Alentejano para utilização como Agro Turismo, posto em prática por Nuno e Luísa Eugénio de Almeida, teve como principal objectivo tornar as propriedades já existentes anteriormente em casas habitáveis, através de uma decoração acolhedora e de acordo com o ambiente em que estão inseridas.

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Neste Alentejo profundo, a aldeia mais próxima é a 10 km denominada de Santo Aleixo da Restauração. A herdade tem 8 km de fronteira com Espanha, sendo das poucas propriedades que beneficia desta situação e da proximidade de Aracena. Existe uma barragem com a possibilidade de haver pesca, dotada do peixe Achigã e ainda a possibilidade em participar nas actividades agrícolas e pecuárias que esta nos oferece. Dentro da Herdade existe um pequeno segredo, uma Anta classificada como Anta da Negrita, um monumento neolítico que é possível observar sem reservas.

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A manutenção das infraestruturas em pedra e cal, as mesas feitas através da remodelação de troncos de árvore secos, as mantas nas camas reaproveitadas de antigas lãs utilizadas para montar as mulas, fazem com que seja impossível o turista esquecer os antepassados deste Paraíso. Antigamente não havendo cal, era também muito utilizado o barro e posteriormente pintado, dizendo as antigas lendas que afugentavam os espíritos.

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Com um pátio Andaluz que salta a vista, esta propriedade tem capacidade no seu total para 40 pessoas, dividida sensivelmente em três casas com arquitectura tipicamente alentejana e com uma capelinha a uma pequena distância a pé das casas, onde o casal Nuno e Luísa se casaram.

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“O Celeiro”

A primeira casa, denominada ‘O Celeiro’, constitui a parte hoteleira principal com uma sala ampla antigamente utilizada como um celeiro para guardar cereais. Constituída por um terraço provido de uma mesa corrida com capacidade para 20 ou mais pessoas, proporciona no Verão noites ambientalmente amenas e longas para convívio.

A decoração é essencialmente rústica, constituída por abobadas de inspiração árabe proveniente de restos desta cultura que os próprios nos deixaram no passado, o que garante menor humidade que a presente nas restantes infraestruturas. Por fim, duas grandes lareiras alentejanas fazem com que o ambiente esteja sempre a temperatura mais favorável para os hóspedes nos meses mais duros de Inverno.

"Casa do Arco"

“Casa do Arco”

A segunda casa, ‘Casa do Arco’ é descrita de uma maneira sucinta como a casa que proporciona um maior ambiente familiar, sendo a mais pequena e acolhedora.

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“Casa da Barragem”

A terceira e última casa, a ‘Casa da Barragem’ tem um conceito diferente das restantes por se encontrar mais isolada e com vista privilegiada para o lago. Encontra se no meio do campo e no centro geográfico da herdade, onde é possível acordar e observar os animais no seu ambiente natural e pastoreio.

Na realidade, todas as casas têm uma vista densa em natureza e animais, e á noite a observação das estrelas de forma natural é mágica, dado que não existem luzes de aldeias ou cidades próximas.

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As culturas predominantes nestes hectares são o Sobreiro, com o maior adensamento feito em Portugal num projecto de reflorestação. A cortiça e o olival. Existe ainda a exploração de vacas, bezerros e porcos pretos com alimentação rigorosa (a bolota) sendo vendidos posteriormente para fábricas situadas em Espanha. É a partir deste que também é produzido o famoso presunto pata negra.

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O casal e os seus filhos só tomaram a decisão de deixar a vida diária no Alentejo para voltar a viver em Cascais quando foi inevitável a proximidade geográfica a escolas e instituições de ensino para que os filhos pudessem ter um percurso académico digno. Assim a mudança do casal foi feita em 2009 para Cascais, onde Nuno Eugénio de Almeida tinha passado a sua infância e onde ainda tinha família.

Fotos: DR

Agência Nylon ganha força no mercado nacional da publicidade tradicional e digital

nylon 1Um norte-americano criou uma empresa composta por vários jovens portugueses, que se dedicam todos os dias à empresa de publicidade. A vontade de triunfar e arriscar são as principais características de um grupo que decidiu vestir a camisola, em prol do sucesso colectivo, mas também para ajudar na recuperação económica do país.

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A agência de publicidade Nylon nasceu em 2010 pela mão do norte-americano Joah Santos para ajudar as marcas na promoção dos seus produtos em várias plataformas, nomeadamente na imprensa, nos outdoors, filmes, mas sobretudo nos canais digitais. O director criativo, João Gomes de Almeida, define a empresa como “uma agência 360º devido à especialização obrigatória por causa do aparecimento das plataformas digitais”.

A crise financeira atingiu uma boa parte da publicidade tradicional que teve consequências na forma como os órgãos de comunicação social tiveram de se adaptar aos novos tempos. João Gomes de Almeida explica que “a publicidade sofreu com a crise, mas também teve capacidade para sair dela”. As plataformas digitais saíram beneficiadas com a procura de novas formas de lucro. O director criativo garante que “a publicidade digital vai continuar a subir porque representa uma grande fatia do mercado”, tendo acrescentado que “as pessoas estão muito ligadas à tecnologia inserida nos telemóveis”. A comunicação digital permite às marcas selecionarem os clientes. O account director da Nylon em Portugal, Pedro Miguel Garcia, afirma que “as marcas conseguem ter uma comunicação mais focada”.

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ARRISCAR

Os novos meios à disposição dos agentes publicitários e dos consumidores não é totalmente aproveitada pelos primeiros. Pedro Miguel Garcia considera que “ainda existe muito apego à publicidade tradicional, já que, no digital cobra-se pouco”. O account director garante que “a imprensa tradicional continua a ser visto como algo nobre pelos clientes”. As razões invocadas criam um sentimento de pouco risco nas empresas que escolhem a Nylon para trabalhar. Os dois fazem um apelo para os clientes deitarem as regras do passado para trás e arriscarem mais no sentido do “mercado português voltar a ser relevante no estrangeiro”.

A internacionalização é uma das apostas da empresa que já conta com vários prémios nacionais e internacionais. O último foi atribuído pela Meios & Publicidade que considerou a Nylon como melhor agência do ano. Neste momento, o mercado angolano, sul-africano e norte-americano são os mais procurados. João Gomes de Almeida acredita que a “língua portuguesa pode ser uma oportunidade para fazer negócios”.

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EMPREENDEDORISMO

O início da aventura começou um ano antes da presença da troika em Portugal. No entanto, nos últimos meses só se fala em empreendedorismo jovem. Os dois membros da equipa da Nylon aplaudem o esforço que está a ser feito por pessoas, empresas e outros agentes, embora sejam unânimes na importância de alterar mentalidades no nosso país. João Gomes de Almeida entende que “as pessoas têm de assumir o risco, o que implica trabalhar mais para fazerem coisas novas em termos de empreendedorismo”. Por seu lado, Pedro Miguel Garcia critica a “incapacidade dos portugueses mudarem”.

Fotos: DR

Cientistas portugueses participam em estudo internacional para estimar o contributo anual das florestas na mitigação do efeito de estufa

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Um estudo internacional sem precedentes, acabado de publicar na revista “Nature Plants”, do conceituado Grupo “Nature”, avaliou o mecanismo de formação e crescimento dos anéis das árvores e a sua dinâmica de aquisição do carbono, contribuindo para entender melhor o ciclo global do carbono e o fenómeno das alterações climáticas. Este estudo reuniu 33 investigadores de 12 países (Alemanha, Áustria, Canadá, China, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Portugal, República Checa, Rússia e Suíça). A equipa portuguesa é constituída por três investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CEF) da Universidade de Coimbra (UC).

Considerando que a formação e desenvolvimento dos anéis das árvores interferem no processo de aquisição e acumulação de carbono, os investigadores estudaram, ao longo de três anos, o mecanismo de formação dos anéis em florestas de climas distintos. Além de contribuir para a “compreensão do ciclo global do carbono”, que tem sofrido profundas mudanças ao longo do tempo, este estudo pode “permitir estimar a quantidade de carbono sequestrado anualmente pelas florestas, ou seja, avaliar o contributo das árvores no controlo do dióxido de carbono (CO2). As florestas são grandes reservatórios de CO2 a longo prazo mas a dinâmica deste processo é ainda pouco entendida”, observa Cristina Nabais, coordenadora da equipa portuguesa. Os anéis das árvores “fornecem importantes sinais climáticos e, por isso, se entendermos toda a mecânica envolvida na sua formação e crescimento, bem como os impactos que essa mecânica tem na acumulação de carbono, temos pistas para prever respostas futuras das florestas no complexo problema das alterações climáticas”, salienta Filipe Campelo, outro dos investigadores envolvidos na pesquisa.

O estudo demonstrou que a formação dos anéis é altamente sensível ao fotoperíodo (horas de exposição à luz), sendo o processo de acumulação do carbono nos anéis mais sensível à temperatura, e que a dinâmica de acumulação do carbono é muito diferente entre as florestas do Mediterrâneo e as florestas temperadas do Norte da Europa, um dado importante para perceber o contributo relativo destas florestas para o ciclo do carbono.

Fonte: UC
Foto: DR