My Story Hotel Rossio promete transformar qualquer turista que visite Lisboa num viajante, mesmo nas viagens mais curtas.

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O My Story Hotel Rossio é o Hotel mais recente da capital portuguesa e promete transformar qualquer turista que visite Lisboa num viajante, mesmo nas viagens mais curtas.

Num dos edifícios da Praça Dom Pedro IV, mundialmente conhecida como Rossio, inaugurou este mês mais um hotel da cadeia My Story Hotels que conta também com um bar e restaurante.

Depois do sucesso do My Story Hotel Ouro que, apesar do seu recente um ano de vida, é considerado um dos 20 melhores hoteis de Lisboa e está classificado na 9ª posição do site booking.com, a abertura de um novo espaço era o passo natural desta cadeia de hotéis que prima por  excelentes localizações, um conforto inigualável e um preço altamente competitivo.

Orientado segunda a perspectiva que a melhor forma de conhecer um local é a proximidade e a integração no mesmo, o My Story Hotel Rossio destina-se maioritariamente a turistas internacionais que escolhem Lisboa para  uma City Break e que procuram todas as características de um hotel de 3 e 4 estrelas e experienciar o acolhimento genuíno tão característico da cidade de Lisboa.

Por isso será de esperar ser surpreendido por pequenos detalhes, um enquadramento que permite sentir a história do lugar e um atendimento personalizado. Tudo para que os hóspede, para além de bem recebidos, se possam sentir  verdadeiramente acolhidos pelo destino que visitam, a começar pelo hotel que escolhem ficar.

Com uma decoração original e simples em que Lisboa dita o tema, o hotel apresenta 46 quartos onde o elemento principal é a vista sobre a praça que lhe dá o nome. Através da sua fachada e elementos arquitectónicos , é impossível não sentir a história do edifício e da própria cidade, que se foi transformando pelas histórias de cada um que nela viveu.

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Sem dúvida um hotel com as janelas voltadas para Lisboa e que convida cada viajante não só a descobrir a sua História mas também a criar as suas próprias.
fotos: DR

NOOCITY – “Uma horta em qualquer lugar”

FotoEquipe

A Noocity é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções práticas e eficientes para a agricultura urbana.  O objectivo desta startup portuense é incentivar a práctica de hábitos e rotinas mais ecológicos e saudáveis, tornando o dia a dia dos cidadãos urbanos modernos mais fácil e agradável.

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a Noocity para mim, tem sido sobretudo um desafio, um projecto em que acredito bastante, por se tratar, em certa medida, de um novo tipo de indústria, mais sustentável. Tem sido um prazer e é um orgulho fazer parte deste projecto inteiramente desenvolvido em Portugal.

– Leonor Babo (Responsável pela área de comunicação)

A ideia surgiu na primavera de 2013 quando os amigos José Ruivo, Pedro Monteiro e Samuel Rodrigues resolveram montar uma horta num pátio de um prédio no centro da cidade do Porto.  Por não encontrarem produtos adequados para agricultura urbana decidiram cultivar os seus próprios alimentos, juntaram esforços e experiências em arquitectura e permacultura e resolveram construir os seus equipamentos.

No verão do mesmo ano já partilhavam legumes e ervas aromáticas que cresciam aos montes numa série de caixas e sistemas onde antes só havia cimento. Os protótipos foram evoluindo e os três perceberam que poderiam transformá-los em produtos, a ideia amadureceu, tomou forma e em Setembro do mesmo ano nasce oficialmente a Noocity Ecologia Urbana.

O nome Noocity surge da mistura entre o prefixo NOO que representa a consciência colectiva e a palavra CITY que faz referencia ao universo urbano. A empresa quer ajudar a trazer a produção de alimentos para dentro de casa, desenvolvendo equipamentos eficientes e acessíveis que permitem que as pessoas produzam comida nas cidades de forma simples e ecológica.

O objectivo da Noocity é contribuir para uma sociedade cada vez mais consciente e autónoma, fornecendo as ferramentas necessárias para agir reorganizando a paisagem urbana, a relação com a alimentação e a vida em comunidade.

Os produtos da Noocity funcionam com base num sistema de subirrigação, que reduz o consumo de água (menos 80% do que os sistemas convencionais) e se adequa às necessidades da espécie plantada. Esta técnica facilita o trabalho a utilizadores menos familiarizados com a actividade hortícola. A própria montagem dos produtos é simples e não requer ferramentas extra. Os materiais utilizados possuem, ainda, um certificado de não-toxicidade. A Growbed vem em três dimensões (S, M e L) e permite múltiplas configurações mediante o espaço a ocupar. A Growpocket foi pensada para o cultivo vertical, pelo que é colocada sobretudo em superfícies como paredes e muros.

Para financiar a primeira produção em grande escala, a Noocity iniciou, em finais de Fevereiro,, a sua primeira campanha de crowdfunding.  A fasquia inicial de 30 mil euros (num mês) foi ultrapassada em menos de uma semana. O objectivo está, agora,fixado nos  70 mi euros, o que pode vir a permitir a integração um sistema de compostagem na Growbed. Cada donativo, dependendo do seu valor, corresponde a uma recompensa dentro da gama Noocity.

http://youtu.be/dUX1aGdADb4

Depois de Espanha e Italia, a Noocity chegou agora a São Paulo. Numa das cidades mais densas e pulsantes da América Latina, existe agora uma novidade verde. Num dos seus bairros mais “descolados”, a Vila Madalena, e bem perto do já conhecido “Beco do Batman”, há um novo oásis da sustentabilidade, o Ecobeco. O Ecobeco é, para aempresa, a plataforma ideal, um espaço de convívio e aprendizagem, com atelier, oficina e horta comunitária, a casa que faltava à Noocity para se dedicar de corpo e alma ao mercado brasileiro.

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fotos: DR
http://www.noocity.com

Azeite português distinguido com quatro medalhas no concurso Mário Solina

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Acabam de ser divulgados os prémios do Concurso de Qualidade dos Azeites Virgem Extra Mário Solinas Edição de 2015, organizado pelo Conselho Oleícola Internacional (COI). Este concurso é um dos concursos de azeite com maior reconhecimento a nível internacional. Nesta edição participaram 111 marcas de Portugal, Espanha, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Tunísia.

O concurso distingue os melhores azeites extra-virgem em quatro categorias (frutados verdes intensos, médios e ligeiros e frutados maduros). Portugal obteve os seguintes prémios:

Medalha de ouro na categoria frutado maduro
Azeite Gallo

Medalha de ouro na categoria frutado verde médio
Casa de Santo Amaro (Mirandela)

Medalha de prata na categoria frutado maduro
Quinta da Lagoalva de Cima (Alpiarça)

Medalha de prata na categoria frutado verde médio
Lameira de Cima (Ferreira do Alentejo)

De referir ainda que, entre os azeites finalistas, se encontravam mais quatro azeites nacionais.
A todos os premiados, e à excelência dos azeites portugueses, os nossos Parabéns!

mais informação em: www.internationaloliveoil.org/estaticos/view/227-mario-solinas-quality-award-of-the-international-olive-council?lang=es_ES

 

fotos: DR

Parque de Serralves entre os 250 jardins mais notáveis do mundo

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A editora Phaidon lançou recentemente o livro The Gardener’s Garden, uma selecção de 250 jardins entre os mais notáveis de todo o mundo. O Parque de Serralves faz parte desta exclusiva lista, elaborada por um painel de especialistas internacionais.
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O The Gardener’s Garden, uma publicação com mais de 1200 ilustrações em cerca de 500 páginas, é uma fonte de inspiração para todos os que se interessam ou praticam o design de jardins.

O Parque de Serralves tem 18 hectares e é composto por uma grande diversidade de magníficos espaços harmoniosamente interligados: jardins formais, matas e uma quinta tradicional. Projectado pelo arquitecto Jacques Gréber para o Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, em 1932, e cujo valor para a arte de jardins e desenho da paisagem havia já sido reconhecido em dezembro de 2012 ao ser classificado como Monumento Nacional, vê nesta publicação um reforço a nível internacional do seu prestígio e singularidade enquanto jardim histórico na transição entre o clássico e o moderno.

 
Uma visita ao Parque, em qualquer um dos seus circuitos com diferentes percursos e durações, é uma oportunidade privilegiada para estar em contacto com a natureza e apreciar a grande diversidade de um património arbóreo e arbustivo composto por sensivelmente 200 espécies e variedade de plantas autóctones e exóticas ornamentais. Além disso, os jardins e o parque são também cenário museográfico: numa visita ao parque poderá conhecer as esculturas – expostas em permanência – que são obras da Colecção da Fundação de Serralves.
 
 
fonte: Serralves
fotos: DR

A app da rede social Surfstoke ganha prémio europeu

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A Surfstoke é uma rede social para surfistas e amantes de ondas que promove a interacção entre praticantes, criando a solução perfeita entre surf reports fidedignos e a competição saudável.

A aplicação móvel portuguesa Surfstoke está entre as  vencedoras da competição EU Mobile Challenge, que decorreu em Barcelona, adquirindo o estatuto de melhores apps europeias. O prémio foi entregue numa cerimónia durante a maior feira de mobilidade do mundo, o Mobile World Congress.

De forma simples e intuitiva, os utilizadores da app fazem check-in mal chegam à praia, criando um surf report que integra a informação do estado do mar (fornecida pelo Instituto Hidrográfico e automaticamente carregada na app) e a sua opinião – sustentada num comentário, rating e uma fotografia. De seguida, os utilizadores têm a opção de partilhar o seu report com todos os membros da app ou apenas com 1 ou 2 amigos, salvaguardando os chamados secret spots.

Estes check-ins permitem saber rapidamente onde estão os seus amigos a surfar e quais são os spots que estão com melhores condições no momento, poupando tempo e reduzindo incerteza numa ida à praia em vão.

De forma a despertar uma vontade acrescida de surfar e superar os amigos, os utilizadores ganham pontos por cada check-in que façam, entrando directamente para o ranking Surfstoke. Os utilizadores com mais pontos têm ainda acesso a ofertas nas lojas parceiras do projecto como a Paez, ORG ou Bana, dinamizando também estes negócios. Assim, quanto mais os utilizadores surfarem e ajudarem a comunidade, mais recompensas ganharão.

A Surfstoke é gratuita e está disponível para iOS e Android, tendo sido criada por quatro empreendedores: Joana Matos, Francisco Brito, João Rodrigues e Nuno Ferro que, com o selo MIT-Portugal, pretendem melhorar a forma como os wave riders comunicam entre si.

www.getsurfstoke.com

 

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Cortes de Cima Branco 2013 o melhor vinho branco do Mundo

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O Cortes de Cima Branco 2013, produzido no litoral do concelho de Odemira, recebeu o Troféu Vinho Branco no Concurso Vinalies Internationales 2015 em Paris,

Além da distinção como melhor vinho branco seco do mundo, o Cortes de Cima Branco foi ainda o vinho com maior pontuação do concurso, superando assim 3.500 vinhos, oriundos de 40 países.  Portugal foi o segundo país mais premiado do concurso. O vinho branco é produzido a partir da Herdade da Zambujeira, na Freguesia de Longueira/Almograve, perto de Vila Nova de Milfontes, no litoral do concelho de Odemira, com uvas das castas Alvarinho, Sauvignon Blanc e Viognier.Cortes de Cima é um projecto vinícola iniciado em 1988 por um dinamarquês e uma americana, perto de Vidigueira. Após duas décadas a produzir vinho tinto no interior alentejano, o casal resolveu lançar-se num novo desafio: produzir vinho branco no Litoral Alentejano, a apenas três quilómetros de Vila Nova de Milfontes e de Almograve.
 
fontes: Cortes de Cima e Rádio Sines
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Universidade de Cambridge: Aluna da Marinha Grande teve a melhor nota do mundo

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Maria Miguel Cardoso Carlos estudou, até ao 12ºano, no CLIC – Colégio Luso-Internacional do Centro, na Marinha Grande e frequenta actualmente o primeiro ano de Medicina da Faculdade de Lisboa. Jogar futebol é a sua maior paixão e quando tem tempo, gosta de passear, fazer bolos e ver filmes e séries.
A jovem de 18 anos foi distinguida pelo departamento de exames internacionais da Universidade de Cambridge com o prémio “Cambridge Top in the World”. Maria Carlos obteve a média final de 93 pontos, anota mais alta entre os alunos de mais de 9.000 escolas em cerca de 160 países.

A Excelência Portugal quis conhecer esta aluna de excelência e aqui fica a pequena entrevista.

MC2 uma das minhas motivações para entrar em Medicina foi o facto de poder ir em missões de voluntariado para os países que precisam mais da nossa ajuda, países onde não há acesso a serviços de saúde, países onde uma simples consulta pode fazer uma enorme diferença.

 

 

 

P:  Que significado teve para ti esta distinção?
R: Esta distinção teve um significado enorme para mim, foi tanto uma motivação para futuros trabalhos bem como foi o reconhecimento de anos de esforço. Não é todos os dias que se é distinguido por ser a melhor do mundo, mas para o fazerem a mim é um orgulho gigante, principalmente numa área que eu sempre me interessei.

P: Tens hábitos de estudo especiais?
R: Nada de especial, a única condição que necessito é silêncio absoluto para me conseguir concentrar e post-its para escrever aquilo que sei que me vou esquecer. Bem como tento sempre enquadrar o estudo com o futebol visto que sempre fez e sempre fará um papel axial na minha vida.

P: Pensaste em estudar no Reino Unido?
R: Sim, já pensei imensas vezes nisso mas nunca foi possível devido a questões financeiras e porque a minha família está em portugal, penso que seria dificil deixá-la.

P: O que te levou a optar pela Medicina?
Sempre tive uma paixão pela saúde e penso que este curso é uma das melhores maneiras para ajudar aqueles que precisam. No entanto, não penso em ficar a minha vida toda num hospital pois uma das minhas motivações para entrar em Medicina foi o facto de poder ir em missões de voluntariado para os países que precisam mais da nossa ajuda, países onde não há acesso a serviços de saúde, países onde uma simples consulta pode fazer uma enorme diferença.

 

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Najha – juntando o melhor de Portugal: cortiça e bom gosto

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Najha é uma marca de acessórios e calçado 100% portuguesa e eco-friendly. Porque nunca é de menos exaltar as marcas que apostam no que  Portugal tem de melhor, reforçando assim uma imagem de excelência em certas áreas, e no que toca à cortiça a liderança de Portugal é inquestionável.

Criada em 2009 por Daniela Sá, os produtos Najha vão desde bolsas, a chapéus, a calçado e cintos. Os materiais que os compõem resumem-se basicamente à cortiça,  que pode adquirir qualquer feitio e cor, e ao algodão, 100% orgânico, materiais que provêm de metedologias de produção com baixo impacto no meio ambiente.  Posteriormente, cada peça é manuseada manualmente, conferindo um toque único e pessoal a qualquer artigo.

Daniela Sá, que já foi nomeada em 2012 para “Designer of the Year – Accessories” pela revista de moda inglesa Drapers, apresenta assim ao mundo um conceito de Moda Sustentável muito característico e sempre com um design elegante.

Para além deste ambicioso objetivo – uma menor footprint no que toca ao ambiente -, a marca também tem como pilar a responsabilidade social, e o facto de por cada Najha vendida, contribuirem com uma percentagem para uma ONG, a “Viver100fronteiras”, comprova este compromisso.

No que diz respeito à internacionalização da marca, a Najha já está presente em Espanha, Itália, França, Canadá, México, China e Hong Kong. Segundo Daniela Sá,“Pela identidade única da Najha, o processo de internacionalização aconteceu de forma natural, havendo o apelo e interesse do exterior em comercializar os artigos Najha, reconhecendo-a como uma marca distinta e de alta qualidade de bolsas e acessórios em cortiça, com um conceito único no Mundo”.

E como não poderia deixar de ser, sinto a necessidade de envolver a economia portuguesa nesta questão. Não se trata apenas de uma “abertura de novas consciências no mundo da moda”, trata-se também de uma utilização de recursos inteligentíssima, que por certo só está a resultar devido ao extremo bom gosto da criadora, claro está. Assim, peço que tomem atenção aos seguintes dados que retirei da APCOR – Associação Portuguesa da Cortiça, pois, como já referi, é inquestionável a liderança portuguesa no que toca à cortiça, e é sempre positivo termos uma noção destas estatísticas que elevam Portugal.

// Portugal tem uma área de 730 mil hectares de montado de sobro, é responsável por mais de 50% da produção mundial de cortiça.

// As exportações portuguesas de cortiça atingiram, em 2012, 846 milhões de Euros e 189 milhares de toneladas.

// A nível nacional, o valor das exportações portuguesas de cortiça representam 2% das exportações de bens portuguesas e mais 30% do conjunto das exportações portuguesas de produtos florestais.

// Como é óbvio… o sector rolheiro representa cerca de 70% do valor das exportações da indústria da cortiça. Estes produtos de moda apesar do potencial e da propaganda nacional, representam uma pequeníssima percentagem desta indústria corticeira.

 

Como nota final, fica aqui um agradecimento a estas marcas portuguesas que apostam nos nossos recursos naturais de uma forma inovadora e um desejo de que este empreendedorismo nacional continue a crescer.

 

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Prémio Terre de Femmes da Fundação Yves Rocher – Milene Matos é a representante portuguesa na final mundial de Paris

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Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro (UA) é a vencedora nacional do prémio Terre de Femmes. Instituído pela Fundação Yves Rocher, o galardão atribuído a 3 de março pretende homenagear o trabalho das mulheres que, por todo o mundo, contribuem para salvaguardar o mundo vegetal e para melhorar o meio ambiente, agindo simultaneamente para o bem-estar da sociedade. Responsável pelo projeto “Biodiversidade para Todos”, Milene Matos tem usado o património natural, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco para erguer um serviço educativo com funções pedagógicas, mas também sociais e de promoção e proteção da biodiversidade local.

A Excelência Portugal convidou Milene Matos a contar a sua história na primeira pessoa.

É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

Filha de emigrantes, nasci no Luxemburgo em 1982. Ali, naquele país cosmopolita e multicultural cresci e aprendi, naturalmente, cinco línguas. Hoje reconheço o quão importante foi este aspecto para o meu futuro. Quando tinha dez anos os meus pais regressaram para Portugal, para uma aldeia do interior, no concelho de Tondela. Foi um choque enorme, pois Portugal no início dos anos 90 estava muito longe do que é hoje, e certamente a anos-luz do que era a Europa central. Mas lá me adaptei, com maior facilidade a partir do 2º ano. Desengane-se quem pensa que pelo facto de os meus pais terem sido emigrantes, que tivemos uma vida folgada. Na verdade cresci, junto com os meus irmãos, sempre com muitas dificuldades, aliadas a alguma disfuncionalidade familiar, o que também se veio a revelar fundamental para o que aí viria. As melhores ‘coisas’ de viver no interior eram a simplicidade e capacidade de ‘desenrasque’ das pessoas, privadas de muitas condições hoje tidas como normais; e o permanente contacto com a natureza. O que estava errado com o ambiente já nessa época mexia comigo.

Segui o percurso escolar normal, tendo concluído o secundário com uma boa classificação, sendo que era quase ‘obrigada’ a seguir para medicina. Mas essa não era a minha vocação. Coloquei medicina em terceira opção, apenas para dizer que sim senhor, coloquei na candidatura. Entrei na primeira opção, em Biologia, Universidade de Aveiro – e hoje vejo o quão acertada foi esta decisão. Com um percurso atribulado em termos pessoais e financeiros, lá concluí a licenciatura, do meio em diante já trabalhando em serviços de biologia para conseguir sustentar os estudos.

O meu projeto de fim de curso resultou num livro publicado pela Universidade, sobre as aves do campus universitário, em que fiz o trabalho de campo, pesquisa, escrevi, consegui fotografar algumas aves e ilustrei outras. Devido a este trabalho, os meus orientadores propuseram-me um estágio na Mata Nacional do Buçaco, cuja fauna era desconhecida. Aceitei com grande entusiasmo, uma floresta inteira por descobrir… A primeira visita foi um momento definitivamente marcante. A cada curva do caminho, a cada ramo retorcido, a cada rocha coberta de quarenta diferentes musgos sentia um fascínio a crescer. Este fascínio é partilhado por todos os que visitam e vivem regularmente o Buçaco. Esse fascínio, em mim, cresceu sob a forma de amor duradouro e não mais dali me afastei. Nesse ano não me limitei às aves. Iniciei o estudo de toda a fauna de vertebrados, e continuei por ali o meu doutoramento, tendo recusado uma bolsa para um doutoramento financiado na Amazónia. Achei que o Portugal, e aquela Mata em particular, precisavam de mais ajuda, pelo seu desconhecimento, e pela enorme importância biocultural que em si encerram. E assim foi. O doutoramento significou cerca de seis anos intensivos, com cerca de zero dias de descanso, a trabalhar noite e dia, para estudar desde as vespertinas aves aos noctívagos morcegos e javalis. Um caminho longo, solitário e doloroso, mas que veio provar cientifica e indubitavelmente o valor da Mata do Buçaco e da agricultura de subsistência para o ambiente e sociedade. Ligando estas duas áreas, criava-se o embrião do que viria a ser o meu pós-doutoramento, actualmente em curso: ligar a ciência à sociedade, utilizando para isso o magnífico laboratório vivo que é a Mata Nacional do Buçaco. Este tesouro tem ali reunidas todas as condições naturais, históricas, patrimoniais e sociais para edificar um serviço de educação para a sustentabilidade de excelência. Escasseiam os meios, mas é nisso que se trabalha todos os dias. E é nisso que se baseia este Prémio Terre de FEMMES. Mais do que ciência, educação, história, religião… A Mata tem a capacidade de mudar vidas. O Projecto ‘Biodiversidade para Todos’ é a definição de inclusão, reunindo todas as pessoas dos mais diversos estratos etários ou sociais, em torno dos valores naturais. Sem biodiversidade não vivemos, e a biodiversidade precisa da nossa ajuda. Pelo caminho, constroem-se oportunidades para as pessoas. Mudam-se vidas.

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O Prémio e a divulgação com ele conseguida, bem como o meu trabalho, não se esgotam na Mata do Buçaco. Esta é o veículo, mas os projectos futuros passam por replicar às devidas escalas a filosofia adjacente ao projecto noutras áreas, com o apoio da Universidade de Aveiro, tão voltada para a sociedade.
A importância deste prémio é fundamental, não só pelo imediato apoio financeiro, quer permitirá suprir algumas lacunas e necessidades urgentes, mas também pela projeção do trabalho feito. É do meu entender que este prémio sensibilizará a opinião pública para o trabalho que tantos colegas têm feito por Portugal, pela natureza e pelo ambiente, de uma forma em geral. É importante que se entenda que todos nós ‘somos natureza’.
É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

E estamos num País privilegiado para o fazer, sendo Portugal um ’hotspot’ de biodiversidade a nível global. Haja vontade, comprometimento, e apoio. E este apoio por vezes revela-se de formas nem sempre totalmente esperadas. Por exemplo, neste momento há um apoio muito simples, mas muito importante, que os Portugueses podem dar aos trabalhos em conservação da natureza em Portugal, em particular no do Buçaco. Tendo o projecto ‘Biodiversidade para Todos’ vencido o Prémio Nacional Terre de Femmes, atribuído pela Fundação Yves Rocher, tornou-se automaticamente candidato ao Prémio Internacional. Cada pessoa pode votar no projeto Português, selecionando o meu nome em www.terredefemmes.org, uma vez por dia e com cada conta de email, facebook e twitter, até dia 20 de março. No dia 2 de abril, em Paris, decorrerá a cerimónia Terre de Femmes internacional, onde será atribuído o prémio votado pelo público, e ainda um prémio eleito pelo júri. Pela importância de trazer este tipo de prémio tão conceituado para Portugal, apelo ao voto de todos.

Quando participo em eventos internacionais, percepciono que os estrangeiros têm uma visão de que somos um povo muito trabalhador e dedicado, muito na vanguarda das tecnologias, mas por vezes pouco eficaz. No caso particular da conservação da natureza, perguntam-se como é que com tão poucos meios conseguimos ir fazendo tanto trabalho de qualidade. Com melhores meios seremos ainda mais eficazes. E por tudo isto, para honrar o trabalho de todos e chamar a atenção para a qualidade do que por cá se faz, apelo a todos para votarem no projecto português a concurso. Um voto por dia, por todos nós.

texto: Milene Matos
fotos: DR

Entrevista – Do Barreiro para a maior favela do mundo

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Aos 26 anos, Marta Baeta é  uma miúda sonhadora que quer tornar o Mundo num lugar melhor. Vive entre o Barreiro e a Kibera, uma favela do Quénia. É viciada em sol e em praia, em viagens e em sair com os amigos. Adora comer e dançar. Agora até já gosta da sensação de ser emigrante. 
Esteve 3 anos na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa a estudar Química mas no 3º ano desistiu, não era aquilo que queria fazer e mudou para a Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa para estudar Relações Públicas e Comunicação Empresarial, foi ai que se licenciou, depois de 3 anos como Vice-Presidente da Associação de Estudantes da ESCS, de vários estágios e de mil actividades extra-curriculares.

Já foram garantidos 160 anos escolares e 60 mil refeições.

P: Como chegaste até ao voluntariado?

Fiz sempre voluntariado. Em criança fui escuteira. A minha avó foi toda a vida voluntária na Cruz Vermelha Portuguesa e eu acompanhei-a sempre. Na escola participei sempre na confecção dos cabazes de Natal para as famílias mais necessitadas e ainda hoje quando estou em Portugal no Natal (o que é raro) tento sempre passar essa noite com crianças de instituições. Os meus pais sempre me educaram a ajudar o próximo e desde pequena que sempre participámos em várias campanhas de angariação de fundos e de bens materiais e sempre que via alguém na rua a passar dificuldades acabava por levar um cobertor, alguma comida e o que fosse necessário.Fiz voluntariado com animais abandonados, com sem abrigo, com crianças com deficiência, dei explicações em bairros problemáticos de Lisboa e fiz várias formações de voluntariado internacional.Sempre recolhi em minha casa animais de rua e no Brasil quando fiz intercâmbio universitário fui família de acolhimento temporária de 8 cães. Digamos que o voluntariado foi sempre uma constante na minha vida.

P: Através de que instituições praticaste voluntariado?

Através da Associação dos Amigos dos Animais Abandonados da Moita, da Comunidade Vida e Paz, do Banco Voluntariado de Lisboa, da CASA – Centro de Apoio ao Sem abrigo, na Casa de Saúde Mental do Telhar, do GASNova.

P: Quantas experiências tiveste e e que países

Três. Em Portugal, Brasil e Quénia.

P: O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?

Que não era real e que era impossível (sobre)viver-se ali, naquelas condições. O cheiro era nauseabundo, havia lixo e lama por todo o lado. Muitas pessoas a andar rápido e de um lado para o outro. Ruelas e mais ruelas, as casas pareciam todas iguais e o caminho para chegar à escola era enorme. Sentia muito medo ao início, as coisas em Kibera há uns anos atrás também eram mais perigosas. E eu era uma miúda quando fui a primeira vez para lá. Havia muitas crianças e animais também pelas ruas, no meio do lixo a vasculharem, à procura de comida e de brinquedos e de coisas com que se entreterem. Havia música por todo o lado e com o passar do tempo entendi que aquela gente apesar de não ter nada e de viver no pior lugar do mundo era feliz. Hoje em dia já nada me faz grande confusão, já acho tudo normal e acho que Kibera é um bom local para se viver.

P: O que mudou em ti depois do voluntariado?

Fiquei muito mais madura, ao longo destes anos sinto que cresci imenso. Fiquei muito mais tolerante e com uma maior capacidade para aceitar tudo. Também há coisas más…eu nunca fui muito pontual, agora ainda sou menos. Quando se marca algum encontro / reunião no Quénia tens sempre de referir que não é Quenian Time, porque se não a coisa pode atrasar-se várias horas. E eu herdei isso deles, fiquei ainda pior. Agora poucas coisas do nosso mundo me deixam mesmo preocupada e me afligem.

P: Como nasceu o From Kibera with love?

Depois da minha experiência enquanto voluntária, quando regressei a Portugal entendi que as pessoas que já tinham ajudado as crianças queriam continuar a ajudá-las e estavam realmente empenhadas e decididas a mudar as suas vidas. Entretanto foram aparecendo cada vez mais pessoas interessadas em ajudar e em contribuir para o que eu estava a criar e a começar. As pessoas perguntavam quando iria voltar ao Quénia, sendo que nessa altura isso era algo que ainda não passava pela minha cabeça. Achava que não iria voltar tão cedo. As pessoas questionavam sobre a educação dos miúdos no ano seguinte e como seria se eles ficassem doentes etc. Ao mesmo tempo a ajuda que foi chegando era cada vez maior e eu comecei a perceber que podia fazer algo mais e podia realmente continuar o que tinha começado sem me aperceber. A partir daí foi uma bola de neve, foi chegando cada vez mais ajuda, cada vez mais pessoas ficavam a conhecer o projecto e era cada vez mais fácil fazer mais coisas por estas crianças e de forma a tornar a vida delas melhor.

P: O que já foi feito e o que falta fazer?

Já foram garantidos 160 anos escolares e 60 mil refeições. Mas o mais importante é a mudança na vida destas crianças. Quando as conheci elas estudavam em escolas sem qualquer condição, sem material escolar, sem uma refeição por dia. Agora algumas delas estão numa das melhores escolas de Nairobi com resultados excelentes.Estas crianças neste momento estudam em escolas onde o ensino é oficial, onde os professores são muito exigentes, onde se aprende e se fala em inglês. Onde têm acesso a água potável e filtrada, onde fazem uma alimentação rica e variada. Têm actividades extra curriculares (ballet, natação, aulas de computador, grupo de dança e equipa de futebol). Já tiveram experiências e dias maravilhosos (piscina, parque infantil, insufláveis, pinturas faciais, cinema). Finalmente sabem o que é uma festa de anos, até agora nunca ninguém tinha celebrado o seu aniversário. Fiz obras e coloquei luz natural na escola onde comecei por ser voluntária, deixou de chover dentro da escola e as condições de esgoto foram melhoradas.

Estão 4 jovens no ensino secundário e pelo menos 2 deles irão para a universidade. Melhoramentos nas casas das famílias apoiadas pelo projecto através da aquisição de camas, mesas, fogão a carvão, caixas de lata onde guardam os pertences, colchões, redes mosquiteiras. Apoio médico gratuito , desde consulta a medicação a exames e a curativos.  Criados 5 postos de trabalho e melhoria de 3 outros negócios dos pais.

Falta sempre muito, falta melhorar as condições em que estas famílias vivem, falta proporcionar mais experiências únicas a estas crianças para que elas tenham noção do mundo que existe à parte de kibera para que queiram fazer parte dele um dia mais tarde. Falta trabalhar mais no planeamento familiar.

P: Que apoios tens?

Só apoios de pessoas em particular, de grupos de amigos que se juntam e de grupos de colegas de trabalho que decidem enquanto ‘empresa’ ajudar. Não há financiamentos nem patrocínios. Mas os portugueses realmente são extraordinários e extremamente solidários. Só assim foi possível chegar onde cheguei.

Há algumas escolas que se associaram ao projecto e que são parceiros fantásticos, o Colégio Minerva por exemplo realiza ao longo do ano diversas actividades de angariação de fundos e tenta que realmente toda a comunidade escolar se envolva com o projecto.

P: Como é que os interessados podem apoiar o projecto?

Podem visitar o nosso facebook e ficar a conhecer um pouco mais da história destas crianças e das suas famílias. Podem dar a conhecer o projecto a mais pessoas. Podem apadrinhar uma criança garantindo assim a continuação do acesso à educação da mesma. Podem realizar um actividade de angariação de fundos para o projecto (concerto, caminhada, festa, espectáculo, aula de zumba, de yoga). Podem efectuar um donativo pontual ou como resposta aos apelos que vou fazendo no facebook. Podem adquirir o artesanato que temos para venda no facebook e que vamos vendendo em feiras e mercados, todo feito pelos pais das crianças e por membros da comunidade de Kibera.

 
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P: Vieste a Portugal para promover o projecto. Que feedback e apoios obtiveste?

Sempre que venho a Portugal tento dar a conhecer o From Kibera With Love a mais pessoas e angariar mais fundos. Só assim é possível dar continuidade ao trabalho já feito. Desta vez está a correr realmente muito bem, estou a conseguir chegar a cada vez mais pessoas, temos já 2 núcleos de voluntários a funcionarem de forma independente, para além do que já existe no Barreiro / Lisboa, agora temos no Porto e nos Açores, no Pico. Durante estas 2 semanas que já passaram realizaram-se dezenas de actividades de angariação de fundos e de divulgação do projecto , todas elas com enorme sucesso e adesão. Os objectivos semanais a que me propus têm sido todos atingidos e estou a conseguir criar novas parcerias, com escolas, marcas já existentes e a angariar novos doadores e padrinhos.

P: Do que mais sentes falta no Quénia?

Da minha família, dos meus amigos e dos meus animais, como é óbvio.Da boa comida portuguesa, das nossas praias, da liberdade de andar sozinha na rua sem que ninguém me aborde e sem estar sempre alerta para os perigos. De vestir o que quero sem que me incomodem na rua, de sair à noite de casa sem pensar será que vai correr tudo bem.Do conforto do meu lar, de puder abrir uma torneira e beber água, de ter uma casa de banho normal, de tomar banho sem ser num alguidar com um jarro de água. Sinto falta da civilização, dos bons modos e bons hábitos que nós temos. Das ruas limpas, dos meios de transporte que funcionam, de me sentar numa esplanada ao sol.

P: Estão outros portugueses lá como a Diana Vasconcelos, como se relacionam?

Só recentemente comecei a relacionar-me com os portugueses que também vivem em Nairobi ou que visitam frequentemente Nairobi em trabalho, são para além de bons amigos, um escape para os problemas e para o stress que vivo em Kibera. Há um grande espírito de entre ajuda entre os portugueses e eles de alguma forma protegem-me e têm um carinho especial por mim, por ser a mais nova do grupo, pelo que faço, pelas condições em que vivo e pela vida que escolhi para mim no Quénia.  Recebi a Diana muito bem quando ela chegou a Nairobi, posso dizer que fui uma boa anfitriã, dei-lhe todas as dicas que pude e todos os conselhos. Entretanto cada uma tem a sua vida. Vejo-a muito pouco mas quando nos vemos é uma festa.

P: O que te faz voltar ao Quénia? As crianças?

São as crianças sem dúvida, desde o primeiro dia que tudo o que faço e tudo aquilo a que me sujeito é por elas. E se optei por dedicar todo o meu tempo e energia a estas crianças é porque elas são simplesmente maravilhosas e não têm culpa do lugar em que nasceram.Mesmo quando fui ameaçada de morte e regressei ao Quénia uns meses depois, apesar de ir cheia de medo e com o coração apertado, havia algo que me movia e que não me permitia desistir, eram elas, eram os sorrisos delas e a força delas para continuarem a sobreviver neste mundo.

P: Tens outros projectos em mente ?

Sim mas por enquanto são segredo!  Mas passam por continuar em Kibera e também prestar ajuda em outros países, nomeadamente em Portugal.

fotos: DR