Junior Cup – Câmaras municipais do Porto e Matosinhos apostam na divulgação e promoção do surf no norte do país

Cartaz_Setembro_Porto-02_wp

Arranca este fim de semana, 12 e 13 de setembro, o Junior Cup – Campeonato Nacional Surf Esperanças 2015, uma aposta das câmaras municipais do Porto e Matosinhos na divulgação e promoção do surf no norte do país. Os atletas devem apresentar-se para o check in às 07h30, na Praia Internacional do Porto. O início do campeonato está previsto  para as 8 horas da manhã. Para além da vertente competitiva, o campeonato vai contar com eventos paralelos e a atribuição do prémio Best Wave.

O Campeonato Nacional de Surf Esperanças 2015 assinala uma aposta conjunta entre as  câmaras municipais do Porto e Matosinhos na organização deste evento, com o objetivo de unir esforços para a promoção do potencial do surf das duas cidades e das suas praias. Desde a Praia Internacional do Porto até Perafita em Matosinhos são vários quilómetros de costa marítima que proporcionam alguns spots de surf de qualidade e consistência.

O apoio institucional dos municípios do Porto e Matosinhos vem assim corroborar a cada vez mais crescente dinâmica que tem vindo a existir nas provas de surf a norte do país. De referir que as más condições do mar ditaram o adiamento do campeonato para este fim de semana, altura em que as condições meteorológicas vão estar reunidas para um bom espetáculo de surf.

creditos_Tó_Mané_wp

As condições naturais da nossa frente marítima são um ativo que temos sabido valorizar e potenciar, nomeadamente com a realização das mais diversas manifestações desportivas, como é o caso da vertente do surf. Uma modalidade que continua em franca expansão e tem vindo a ganhar cada vez maior expressão na cidade. A iniciativa ‘Porto com Onda’, que realizamos ao longo do último mês de maio, é disso um bom exemplo, como o é também a realização do Junior CupRui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, também  antigo praticante de desportos marítimos

Segundo o “El País”, Matosinhos tem a melhor praia urbana do país para a prática de surf. E a “National Geographic Traveller” coloca-a no Top 10 português das melhores praias para quem gosta de fazer surf. Matosinhos está, pois, na crista da onda. E são bem-vindos todos os que queiram vir surfá-la - Guilherme Pinto, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos

Mais de 60 atletas lutam nas praias de Matosinhos e Porto pelo título de campeão nacional nas categorias sub 16 e sub 18, no Junior Cup – Campeonato Nacional Surf Esperanças 2015. Ao surfista que fizer a melhor onda em cada uma das categorias será atribuído o prémio Best Wave pela Surfskate.

Durante o campeonato decorrem ainda algumas atividades paralelas como uma ação de surf adaptado e, no sábado, a partir das 16 horas, acontece a Somersby Sunset Party, no recinto do evento, na Praia Internacional do Porto, ao som do Hudi Surf Bar.

De ressalvar que o Holiday Inn Express Porto Exponor, localizado em Matosinhos, a 10 minutos do local da prova, é o hotel oficial deste evento, oferecendo tarifas especiais para atletas e acompanhantes, mediante a apresentação da promocode JUNIOR CUP 2015.

O Junior Cup – Campeonato Nacional de Surf Esperanças 2015 assinala uma aposta conjunta entre as câmaras municipais do Porto e Matosinhos na organização deste evento, com o objetivo de unir esforços para a promoção do potencial do surf das duas cidades e das suas praias.

O Junior Cup – Campeonato Nacional de Surf Esperanças 2015 é organizado pela Onda Pura – Produção de Eventos, com o apoio da Federação Portuguesa de Surf e da Associação Onda do Norte com a colaboração das Câmaras Municipais do Porto e de Matosinhos. Conta ainda com os apoios da Somersby, Hospital de Santa Maria – Porto, Açaí Amazon, Grycan, BART!, Surfskate, Temako Sushi, Mixpão, Frubis, Holiday Inn Express Porto Exponor, Vitalmassage, Matosinhos Sport, Sushi Temako, Porto Lazer, e com os media partners Surf Portugal, Surftotal e rádio Nova Era.

Fonte: Organização
Foto: Tó Mané

ON WATER ACADEMY – Empreendedorismo portosantense

OWA1

On Water Academy (OWA) é uma startup sediada na “Ilha Dourada”, Porto Santo, para os apaixonados por desportos aquáticos, bem como para todos os amantes do mar. Criada por João Paulo Ribeiro Palhas, de 32 anos, em 2010, tem tido um enorme sucesso na praia do Luamar, no Porto Santo.

image[4]

Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto.

Tive o prazer de conversar com o João, que me explicou como tudo começou. Licenciado em Ciências do Desporto, “senti que faltava algo no Porto Santo para leccionar as actividades que gostava. Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto”. Refere que começou com 4 simples pranchas, tendo agora um total de 20 pranchas de surf, windsurf, kitesurf e puddlesurf. Já trazia consigo a experiência de trabalhar no Centro Náutico na Praia de Faro.

OWA2a

“Todas as modalidades saem bastante, não há uma que se sobreponha”. A malta no Verão gosta muito de experimentar desportos diferentes”

A OWA está aberta todos os dias das 10 às 21h e destina-se a todos os que quiserem passar um bom momento. João Palhas tem por hábito tirar também inúmeras fotografias, revelando a todos uma recordação fantástica que pode ser vista na página da Academia.

No passado Sábado, dia 14 de Agosto, deparei-me com outra atracção turística. Um conceito que temos visto ultimamente no nosso país, o das Sunset Party, e que já acontece nesta praia há cerca de 3 anos. “Tudo começou porque queria promover convívios entre os turistas e os clientes da academia. No primeiro e segundo ano organizei a festa juntamente com a “Tender events” e neste último foi só a OWA.”

Tive o prazer de comparecer a uma festa recheada de sorrisos, excelente disposição e boa música, assim como não poderiam faltar os gins, caipirinhas e mojitos. Enfim, com um verdadeiro toque de Verão.

OWA3

João não pára de surpreender com o seu empreendedorismo, criando várias parcerias de forma a que as suas aulas cheguem ao conhecimento de toda a gente.

Fotos: DR

Beatriz Moniz Ramos – Da Madeira para o Mundo

 

BIA1_FinalBeatriz Moniz Ramos é madeirense, mas aos 20 anos é já uma cidadã do mundo. Viaja desde criança e já estudou dança em Londres e Nova Iorque. Frequenta a Licenciatura em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, Cidade onde viveu os últimos 2 anos. Mas além dos estudos deu a cara por várias marcas nacionais, integra um projecto inédito também na área da moda e … seguem-se seis meses no Brasil.

bia2a

Quando quero muito uma coisa, luto ate ao fim. E quando consigo, faço o meu melhor.

Passaste os últimos dois anos em Lisboa e entraste no mundo da moda de uma forma meteórica. Como se desenrolou este processo?

É verdade, o mundo da moda apesar de competitivo sempre foi um fascínio para mim. Desde pequenina que sempre gostei de tudo o que tinha a ver com moda, sobretudo fotografia. Na madeira, com 14 /15 anos fui convidada a entrar numa agência de modelos e desde ai que realizei algumas campanhas, como uns mupis para a Brisa Maracujá e para cerveja Coral,  uma publicidade televisiva para uma compota de banana, etc… Quando vim para Lisboa fui convidada para integrar a Next Models e desde ai que tenho evoluído imenso a nível fotográfico.

O desporto é uma grande paixão. Já praticaste várias modalidades e inclusive foste campeã regional numa delas. Quais foram e o que te levou ao abandono?

Sou uma pessoa muito ligada ao desporto, desde muito nova que pratico desporto. E é impensável para mim não praticar desporto. Não consigo estar parada. Já pratiquei varias modalidades como andebol, basquetebol, natação e ténis, mas sem dúvida que a minha paixão sempre foi  a ginástica rítmica. Pratiquei 6 anos esta modalidade, da qual fui campeã regional 3 anos consecutivos. Só parei por força de uma lesão  no joelho esquerdo. Foi com grande tristeza que abandonei duas das coisas que mais adorava fazer na vida, ginástica e dança. Depois disto tudo, só me é permitido o ginásio e exercícios mais localizados para o joelho.

bia3a2

Aos 15 anos já estudavas inglês e dança em Londres. Sempre foste decidida e autónoma?  Como  reagia a família? apoiava?

É verdade. Semre fui assim, sempre sonhei muito alto e quando cheguei aos meus 14/15 anos comecei a lutar pelos meus sonhos e por aquilo de que mais gostava. A minha família sempre me apoiou, eles já me conheciam e sabiam que não me ia calar enquanto não conseguisse realizar essa (pequena) parte de um sonho. Quando quero muito uma coisa, luto ate ao fim. E quando consigo, faço o meu melhor.

Um ano depois foi dança em Nova Iorque. Como foi dançar numa conceituada escola da Big Apple?

Passado um ano decidi alargar os meus horizontes, atravessar o oceano e frequentar  uma das escolas mais conceituadas de dança , em Manhattan. Depois da experiência em Londres, de conhecer novas culturas, novas pessoas e um mundo diferente daquilo a que estava habituada, não podia parar. Escolhi Nova Iorque para o passo seguinte. Uma cidade com uma beleza inexplicável  e um mundo que não pára um único segundo. Adorei, foi das melhores experiências da minha vida. A escola era óptima , todos os meus professores de dança já tinham participado em videoclips de grandes artistas como a katy Perry, beyoncé, etc… E dava-nos oportunidades para tal. Infelizmente foi aqui que o meu problema no joelho se agravou e mal cheguei a Portugal fui operada.

bia4a

Tens um projecto que te vai levar pelo mundo. Queres contar ?

Entrei recentemente num projecto que se chama Bikini Bag. Partilho este projecto com uma amiga, Rossana de Brito, que idealizou o mesmo. Basicamente este projecto é uma plataforma onde representamos todas as marcas de bikinis portuguesas (obrigatoriamente produzidos em Portugal). Este primeiro ano, pretendemos percorrer quase todas as praias de Portugal só com bikinis na mala. Quem sabe para o ano já estaremos a representar marcas internacionais. Quando a Rossana me falou neste projecto, não hesitei. De momento, já recebemos várias propostas de aplicações e agências para parcerias Estabelecemos parceria com uma aplicação americana chamada Hotel Tonight, onde em menos de um minuto conseguimos reservar um hotel em qualquer parte do mundo. O nosso site atingiu, em duas semanas,  30 mil visualizações, o que nos dá enorme confiança.

Estiveste também para integrar uma novela. A representação atrai-te? Vais apostar nessa área no Rio de Janeiro?

Sim, estive para entrar numa novela portuguesa, no entanto surgiram alguns problemas e não se concretizou. Posso dizer que despertou um bichinho da representaçáo em mim e quem sabe agora, no Rio de Janeiro, não tente qualquer coisinha.

bia5

O voluntariado é um desejo. O que te motiva ?

É um desejo sim, já tive várias amigas minhas que o fizeram e aconselham vivamente. É uma experiência que marca a nossa vida e eu quero concretizá-la . Quero descobrir os dois lados do mundo. Quero perceber como se vive dos dois lados e contribuir para um mudo melhor.

Qual é o teu segredo para conjugar tantas actividades?

Não tenho segredo, simplesmente sou persistente e quando quero uma coisa luto por ela, muito.

bia6

Mas as aventuras não terminam aqui, O que mais ambicionas fazer?

Neste momento, a minha prioridade é o intercâmbio no Rio de Janeiro e terminar o curso, uma vez que estou no meu último ano. Estou seriamente a pensar concluir a licenciatura no Brasil. Estou ciente que lá terei muitas oportunidades de vida e sobretudo vou crescer imenso.

Existe o homem da tua vida. Aquele que te marcou e que transportas contigo em três tatuagens. Queres partilhar?

O homem da minha vida é único. O meu querido avô (falecido) que me acompanhou toda a vida, que me educou e aturou muita birra minha. Não era uma criança fácil e a minha família dizia que ele era o único que tinha a paciência para me “aturar” (risos). É sem duvida a pessoa mais brilhante, culta e activa que eu já conheci. Tudo o que sei hoje em dia, foi ele que me ensinou. Era meu avô, um segundo pai e o meu padrinho de baptismo. Era o meu melhor amigo. Infelizmente, teve uma doença e passados dois anos faleceu.  Era muito jovem e muito ligado ao desporto (aprendi com ele a minha paixão com o desporto) e a doença matou-lhe por completo os músculos. Foram os piores dois anos da minha vida, vê-lo sofrer daquela maneira. Mas por mais incrível que pareça , ele nunca mostrou à família que estava triste ou mal com a doença. Ele era demasiado forte e era isso que queria transmitir à família toda.

Fiz três tatuagens em sua homenagem. Uma delas tem o seu nome tatuado “MONIZ” e outra a nossa data de nascimento. Sim, porque nós fazíamos anos no mesmo dia. Éramos um só. E nunca me vou esquecer do que ele me ensinou. É sem duvida a pessoa mais importante para mim.

bia7

 

Fotos: DR

Bodyboard – Entrevista a Carolina Esteves

carolina_esteves1

Carolina Esteves, 15 anos, é uma promessa do Bodyboard nacional. Compete desde 2012, ano que considera apenas de adaptação.

Em 2013, evoluiu de forma significativa e conquista o 2º lugar, em Carcavelos, na última etapa do Circuito Nacional Bodyboard Esperanças (CNBBE). Desde então, tem-se consagrado vencedora, sendo, em 2014, duas vezes vice-campeã de Portugal (Nacional e da Taça de Portugal) e atingindo o pódio em 5 das 6 etapas do CNBBE.

Este ano, já venceu 2 etapas do CNBBE (Ericeira e Viana do Castelo) e conquistou o 3º Lugar na Taça de Portugal 2015.

Atualmente integra a equipa da Seleção Nacional e desenvolve, em conjunto com a ABFM- Associação de Bodyboard Foz do Mondego, vários projetos de voluntariado tais como, o Surf Adaptado, o SurfSalva e limpeza da praia.

A atleta da categoria de Sub-18 conta com o apoio da DODO CORK BOARDS.

carolina_esteves2

O que representa o Bodyboard na tua vida?

– Desde sempre que vejo o bodyboard como um refúgio, um escape aos pequenos problemas do dia-a-dia, é sempre a primeira coisa em que penso quando algo não corre como espero, surfar é como lavar a alma, há momentos em que, para mim, chega a ser terapêutico, é a minha rotina, já não me imagino a ficar muito tempo sem surfar.

O que mais te fascinou neste desporto?

– Sempre quis praticar um desporto de água, comecei por me interessar pelo surf mas logo percebi que o bodyboard é um desporto com manobras mais radicais e para mim, envolve mais adrenalina.

Para além do Bodyboard, praticaste/praticas mais algum desporto?

– Desde pequenina que pratico desporto, comecei com o Judo e depois com o basquetebol e a ginástica artística, contudo quando descobri o bodyboard acabei por abandonar ambos. Atualmente, com a ajuda do meu treinador, Nuno Trovão, tento sempre conjugar os treinos de bodyboard com os de natação e pilates.

carolina_esteves3

Em 2012, afirmas ter sido um ano de adaptação. Como foi entrar em competição pela primeira vez?

– Quando competi pela primeira vez tinha apenas doze anos, acho que foi por isso que levei a competição de uma forma mais relaxada, fui numa de me divertir, dar o meu melhor e sem pressão.

E quando ganhaste a primeira etapa do Circuito, qual foi a sensação?

– Ganhar a minha primeira etapa num nacional foi fantástico, para além de ser um resultado que já procurava à muito, estava em casa com todos os meus amigos e família, foi uma vitória muito comemorada, acho que foi por isso que foi tão especial!

Do ano 2013 para 2014 conseguiste grandes progressos a nível competitivo. O que achas que mais te influenciou?

– Apesar do bodyboard ser um desporto onde competimos individualmente, os treinos são quase sempre em equipa, penso que o facto de ter grandes atletas perto de mim ajudou-me a perceber como tudo funciona e levou-me a querer cada vez mais.

carolina_esteves4

Qual é a tua manobra preferida?

– Apesar de achar que cada manobra tem o seu potencial, considero o invertido aéreo (quando bem executado) uma manobra esteticamente mais perfeita e é, por isso, a minha preferida.

Quais são as tuas principais referências a nível nacional e internacional?

– Tenho a sorte de poder surfar frequentemente com grandes referências como o Luís Pereira (Porkito), o Miguel Adão e o Bernardo Jerónimo (Xouriço) que me dão imensa “pica” para evoluir. “Lá fora” sigo sobretudo as passadas da Isabela Sousa e da Alexandra Rinder, já para não falar das portuguesas Joana Schenker e Catarina Sousa, dois grandes exemplos.

Neste último ano, realizaste grandes conquistas! Como o resumes?

– Foi um ano emocionante que apesar de todas as minhas conquistas não consegui fechar da maneira que sonhava, foi sobretudo um ano de aprendizagem que acredito ser a chave para todas as alegrias deste ano.

Quais são os teus projetos para o futuro?

– No futuro, sonho em representar Portugal na seleção nacional, como qualquer atleta, bem como liderar o circuito que estou atualmente a correr e como o bodyboard não é só competição, estou já a pensar qual o lugar do mundo que vou escolher para a minha próxima viagem, surfar ondas diferentes é sempre bastante importante para evoluir!

carolina_esteves5

Fotos: DR

Judo – Mariana Esteves em entrevista

marianaesteves3

Mariana Esteves tem 19 anos, estuda Ciências do Desporto e pratica Judo..  A atleta lusa conquistou, a 25 de Julho,  a medalha de ouro da Taça da Europa na categoria de -52kg, na prova disputada em Praga.  Foi uma final discutida em português uma vez que no tatâmi estiveram frente a frente Mariana e a atleta brasileira Jessica Lima . Mariana neste combate obteve a vitória por ippon.

Desportista nata e uma esperança do Judo nacional, Mariana tem como referências, na modalidade, Telma Monteiro,  Joana Ramos  e Ana Cachola

A Excelência Portugal quis conhecer melhor a atleta e aqui fica a entrevista

marianaesteves6

Nome: Mariana Esteves

Data de nascimento: 02-04-1996

Naturalidade: Lsboa

Clube: Oficinas de São José

Formação académica: 1º ano do curso Ciências do Desporto

Tempo de Judo: 14 anos

Melhor classificaçação  nacional: Campeã Nacional de Cadetes (2 vezes); Campeã Nacional de Juniores (2 vezes) 1º Lugar nos Masters de Seniores em 2014; 3º lugar no Campeonato Nacional de Seniores de 2014

Melhor classificaçação europeia: 7º Lugar no Campeonato Europeu de Cadetes de 2012; 9º lugar no Campeonato Europeu de Juniores de 2014; 1º lugar nas European Cup Juniores de Coimbra, Corunha e Praga em 2015

Melhor classificaçação mundial: 9º Lugar nos Campeonatos mundial de Juniores de 2014 marianaesteves8

A dita “sociedade civil”, em Portugal, não tem estado disponível para participar em projectos desportivos de alto rendimento que não lhe dê visibilidade imediata

 

- Com que idade começaste a praticar Judo? Foi o teu primeiro desporto?

Começei a praticar Judo com 5 anos de idade nas actividades extra curriculares do meu colégio. Na altura já praticava natação, equitação e também ballet.

- No atletismo conseguiste obter bons resultados? O que te fez abandonar?

No meu ponto de vista, considero que foram bons resultados visto que quase sempre ficava no top 10. Mas em termos dos tempos que obtinha não eram nada do outro mundo.  O Judo!  Tive que optar entre as duas modalidades desportivas para poder estar ao nível que ambiciono. Era impossível estar a esse nível nas duas. Ao deixar o Atletismo fiquei com a disponibilidade para treinar Judo. Era uma ou outra. Tive que fazer opções.

- Quem são as tuas judocas portuguesas de referência?

As minhas judocas portuguesas de referência são a Telma Monteiro, a Joana Ramos e a Ana Cachola. Poderia dizer que são as seniores de elite e que estão na luta pelos Jogos Olímpicos de 2016 por serem um exemplo de trabalho e dedicação.

- Como conjugas a alta-competição com a licenciatura ?

Não é fácil mas quem corre por gosto não cansa! Para poder treinar duas vezes por dia tenho que prescindir de algumas aulas. E com provas e estágios internacionais acabo também por perder algumas semanas de aulas. A minha sorte é ter colegas que me ajudam a acompanhar a matéria.

É preciso uma grande força de vontade e ter tudo muito bem planeado: treinos, aulas, descansar e ainda ter tempo para estudar.

-  Como vês o Judo, nomeadamente o feminino, em Portugal? Achas que há mais visibilidade graças a atletas como a Telma Monteiro?

Em Portugal, não há uma mentalidade desportiva aberta. O desporto rei é o Futebol e todos os outros são pequenos desportos. Aos poucos e poucos espero que isso se venha a alterar.

O Judo feminino tem crescido ao longo deste anos, não só nos Seniores como também nos Juniores. É verdade que a Telma Monteiro tem vindo a dar uma maior visibilidade ao Judo português, é rara a pessoa que nunca tenha ouvido o nome dela. É uma atleta de referência não só a nível nacional como também a nível internacional.

- Existem apoios suficientes? Já foste “assediada” por algum Clube grande?

Em termos de apoios e tendo em conta os resultados que temos obtido eu diria que não. A dita “sociedade civil”, em Portugal, não tem estado disponível para participar em projectos desportivos de alto rendimento que não lhe dê visibilidade imediata e desta forma fica-se totalmente dependente de financiamentos estatais. O Judo é um desporto que tem dado diversas medalhas a Portugal em todo o tipo de provas, mas isso não tem feito grande diferença. Situação caricata ocorre quando temos empresas portuguesas a patrocinar selecções de Judo não nacional. Eu entendo bem que as empresas tenham o seu projecto de comunicação próprio e que não entendam o Judo nacional como veículo que lhes permita atingir os seus fins mas que isto custa custa!. Temos todos de ser capazes de demonstrar que o Judo nacional é um bom veículo para as empresas pois o Judo é muito mais que um desporto. É uma forma de estar na vida. Outro exemplo já referido na comunicação social é o local do treino federativo.

Acresce ainda que embora estejam legisladas, as condições de apoio aos atletas de alto rendimento, até em instituições do próprio Estado esta legislação não é cumprida criando dificuldades gigantes em termos do ensino publico universitário só transpostas pela enorme força de vontade dos próprios atletas.  Não é o meu caso mas de outros companheiros de selecção aos quais só posso dar os meus parabéns.

Considero que no Judo o conceito de “Clube grande”, que transita de outras modalidades, não se aplica.. Condições de treino há em muitas instituições e nesta modalidade embora individual todos os resultados obtidos decorrem de uma conjunção de factores, a saber, treinadores+ companheiros de clube e de treino+condições de treino+apoio médico+coordenação com a estrutura familiar que vai muito além do conceito de “Clube grande”.

- A final foi discutida em português com a atleta brasileira Jessica Lima. Teve um significado especial?

Posso dizer que sim. O Brasil é um país que dá muito valor ao desporto e o Judo é um deles. Tem inúmeros apoios e tem atletas muito fortes, tanto masculinos como femininos, tanto juniores como seniores. Dá um especial significado disputar a final com a campeã pan-americana e conseguir a medalha de ouro.

- Quais são as tuas expectativas para este ano?

Até ao final deste ano, as minhas prioridades são o Campeonato de Europa e o Campeonato do Mundo. No ano passado classifiquei-me em 9º lugar em ambos e gostaria de melhorar estes resultados.

 

Fotos: DR

Miguel Oliveira – “Estamos aqui para sonhar com o título”

MO3

Terceiro no campeonato do mundo de Moto3, Miguel Oliveira tem à sua frente uma segunda metade da temporada onde é um dos candidatos predominantes à vitória nas 9 corridas que faltam até ao fim da época.

A lesão sofrida nos treinos livros para o Grande Prémio da Alemanha não tirou optimismo ao piloto da Red Bull KTM Ajo. Na próxima semana, Miguel Oliveira vai correr em Indianápolis, três semanas apenas depois de ter fraturado o quarto metacarpo da sua mão esquerda. Enfrenta a segunda parte da temporada com confiança, motivado pela sua boa performance nas últimas etapas do campeonato. MO2

Em primeiro lugar, como é que te estás a sentir? Em que fase da recuperação estás neste momento?

“Estou a sentir-me melhor a cada dia. Neste momento, estou a seguir um plano de recuperação que me permite ganhar movimento na minha mãe esquerda e força nos dedos. Com a fratura que eu tive, é um bocadinho cedo achar que estou em perfeitas condições para Indy, mas estou a trabalhar arduamente todos os dias para que possa abordar a corrida tão em forma quanto possível.”

Apesar deste incidente, achas que ainda podes lutar pelo título?

“Sim, claro. Isto é motociclismo de competição, logo enquanto for matematicamente possível, vou continuar a trabalhar com a minha equipa sempre com o título em mente. È verdade que tivemos alguma falta de sorte nalgumas corridas, mas acho que estivemos a muito bom nível em muitos dos Grandes Prémios e ainda temos 9 corridas para lutar pela vitória.”

Qual é a análise que fazes desta primeira metade da temporada?

“Acho que foi uma primeira metade da temporada em que começámos muito fortes mas não conseguimos completar todas as corridas. Tivemos alguma falta de sorte, já que terminar as duas primeiras corridas ter- nos-ia deixado muito mais acima na classificação geral. De qualquer forma, a análise geral é muito positiva. Temos 2 vitórias nas últimas 3 corridas e acho que isso é o que mais conta. A primeira vitória em Mugello, depois em Assen, foram excelentes. E a mota tem estado sempre a rodar na sua performance máxima.”

Foi difícil lidar com este começo de temporada?

“Claro, depois de não conseguir terminar 2 corridas de seguida, fiquei um bocado triste, porque queria acabar uma corrida. Consegui chegar à pole position na Argentina, onde comecei bem mas acabei em quarto. Depois voltámos à Europa com um pódio em Jerez, depois o azar de Le Mans e depois a vitória em Mugello, o quinto lugar na Catalunha e outra vitória em Assen. Desde que voltámos à Europa que temos sido bastante competitivos, a acabar sempre no Top Five.”

O pódio em Jerez, foi um ponto de viragem na tua temporada? Ou a vitória em Mugello foi mais importante?

“Nós precisávamos do pódio em Jerez para nos dar confiança. A partir de Jerez, começámos a acreditar mais nas nossas capacidades. Nós sabíamos que éramos muito rápidos e que estávamos a ser muito consistentes, mas por alguma razão nas corridas não estávamos a conseguir fazer o nosso trabalho até ao fim. Em Mugello deu-se uma mudança muito grande, porque saímos para a pista para ganhar.”

O que é que melhorou na mota desde a primeira corrida até agora?

“Acima de tudo, o que melhorou foi a configuração da mota, porque não introduzimos nenhuma peça nova. Temos estado a testar partes novas, mas o que já temos mostrou sempre um melhor desempenho.”

Quando te referes à configuração da moto, sentes-te mais confortável?

“Sim, já nos adaptámos, mas depende tudo muito da pista. Os circuitos variam muito e as condições são muito diferentes e quando chega a hora da corrida temos sempre que improvisar um bocadinho. Há alguns circuitos onde, em circunstâncias normais, eu consigo ser muito forte”

Como é que avalias o nível de competição nesta época do campeonato do mundo de Moto3?

“Muito alto. Estamos todos a correr muito rápido, com tempos por volta mais velozes que os do ano passado. O Danny Kent, que é o líder da nossa série, tem tido vida fácil, e agora nós temos que lhe complicar um bocadinho as coisas.”

Achas que consegues fazer isso?

“Obviamente, depende de mim, mas também da sorte que ele possa ter. Neste desporto não estamos sozinhos em pista e tudo pode acontecer – tanto a ele como a mim, como ficou demonstrado na Alemanha. Mas o melhor é mesmo continuar a focar-me no meu próprio trabalho, para conseguir estar na frente e ganhar corridas.”

Olhando para o que resta da temporada, há circuitos que gostes mais ou menos do que aqueles onde já correste esta época?

“São todos muito diferentes. Há alguns circuitos onde, em circunstâncias normais, eu consigo ser naturalmente muito forte, e teremos que trabalhar ainda mais arduamente para ganhar vantagem. A mota está a corresponder bem e temos que entrar em cada circuito a acreditar que vai tudo correr bem, com um mindset totalmente positivo.”

Quais são os circuitos que melhor se adaptam a ti?

“Silverstone, Misano, Motegi, Phillip Island e Malásia: estes são alguns circuitos que eu gosto bastante e onde consegui sempre ser rápido.”

Como é que olhas para o Campeonato do Mundo?

“Não me preocupa. Estamos aqui para sonhar com título e lutar por ele. Vai ser difícil, mas acho mesmo que posso sonhar com o título. De qualquer forma, temos que pensar corrida a corrida.”

Ganhar   o   título   será   a   única   coisa   que   te   deixará   satisfeito   esta   época?

“Não, claro que não. Ficarei muito feliz com a temporada se conseguir lutar pelo título até ao fim e der tudo. Se não ganhar, então pelo menos será porque o vencedor teve uma época brilhante.”

E como é que olhas para o Campeonato Mundial de MotoGP?

“Acho que se consegue perceber uma diferença muito grande entre as Yamaha e as Honda. O Marquez também não teve as coisas a correrem-lhe tão bem quando ele provavelmente esperaria – mas é essa a beleza deste desporto. Todos os anos qualquer um pode evoluir, tanto pilotos como motas. E bom vermos o nosso ídolo na frente e só por isso a época tem valido a pena.”

 

Fotos: DR
Fonte: Assessoria Miguel Oliveira

Ricardo Diniz – Ricardo-terra e Ricardo-mar (entrevista)

10313470_10152768682057506_6042072974607264289_n

Foi de facto uma entrevista, fui preparada para uma, mas no fundo o que tive foi uma conversa com o Ricardo, em que ele se deu a conhecer de uma forma tão sincera e brutal e em condições tão tranquilas que o título deveria ser “Em conversa com o Ricardo”. Depois de uma viagem de bicicleta e cacilheiro, chegou ao Terreiro do Paço, um dos seus sítios preferidos em Lisboa, mas nem fomos para nenhuma esplanada, caminhámos mais um pouco e escolhemos uma sombra no renovado Cais das Naus – por esta altura já ele me tinha pedido para esquecer formalidades e tratá-lo por tu – coisa que eu só consegui no final, já estava programada para a terceira pessoa. Decidi retratar esta conversa da forma mais fiel possível, tive de encurtá-la infelizmente, mas espero que quem quer que a leia consiga ter uma imagem minimamente aproximada da pessoa que é o Ricardo, não só do seu percurso e dos mil e um projetos em que está envolvido, mas da sua essência. 10305421_10152768681667506_2101443487589819909_n

Olá Ricardo, em primeiro lugar queria-lhe agradecer a sua disponibilidade para esta entrevista, pois calculo que o Ricardo-terra seja uma pessoa bastante ocupada, no meio de todos os projetos dos quais faz parte e na preparação e busca de patrocínios e apoios para as viagens do Ricardo-mar. Encontrei esta dualidade sua característica numa entrevista passada e achei-a curiosa, ainda vamos falar sobre isso melhor.

Mas agora, vamos começar talvez por falar sobre o seu percurso inicial até à decisão de se tornar um velejador solitário sempre com o intuito de “comunicar portugalidade”. O Ricardo aos 8 anos foi viver para Inglaterra, foram as saudades que o levaram a reconhecer tanto valor em Portugal?

Então antes de mais, e já que estamos a gravar, muito obrigada pelo convite, e parabéns pelo trabalho de casa, surpreendeste-me, porque essa coisa do Ricardo-mar e do Ricardo-terra, não faço ideia onde é que a encontraste mas são palavras minhas e é verdade, é mesmo assim.

Fui para Inglaterra com 5 anos, no entanto aos 8 foi o momento em que decidi o que fazer da vida. Portanto, crescer fora de Portugal, a primeira escola ser fora de Portugal, a primeira língua que eu aprendo a sério não ser a minha, mas sendo português e tendo cá a minha família, gerou em mim uma eterna saudade que ainda hoje com 38 anos não se vai embora. É uma eterna saudade, eu estou em Lisboa e sinto-me turista em Lisboa, vinha agora no cacilheiro a tirar fotografias feito turista e um casal atrás de mim comentou “epá, os turistas adoram a nossa terra, já viste?” não sabia ele que eu não sou turista coisa nenhuma, sou português e estou cá e é aqui que eu moro, é aqui que eu passo a maior parte do tempo, mas já mudei de casa 20 vezes, já vivi em não sei quantos países, e isso dá-me aquela vontade imensa de continuar a falar do meu país e divulgar as coisas boas que temos…

Passemos ao relato de uma grande adversidade pela qual o Ricardo passou, quando bateu num contentor, tendo destruído o veleiro que demorara 4 anos a montar, e tendo ficado a nadar em alto mar durante 24 horas…como lidou com a situação?

O barco representava muito coisa. A minha primeira carta para conseguir patrocinadores foi em outubro de 96, o barco demorou um ano a construir mas eu demorei cinco anos a chegar àquele momento em que parti de Lisboa à vela, sozinho, rumo ao Brasil, que era esse o projeto que estava a tentar concretizar. 24 de novembro de 2001, foi quando saí do Tejo. Tinha batalhado muito, tinha passado por muitas dificuldades, tinha abdicado de tudo para concretizar os meus projetos, enquanto que na universidade ia tudo para os copos, e os meus amigos só queriam miúdas e cerveja, eu não tinha tempo nem para uma coisa nem para outra, estava focado nos meus projetos, tão focado que o curso era aquela coisa que me interrompia o dia de trabalho, por isso desisti do curso – foi das primeiras grandes decisões da minha vida.

Quando bati no contentor, perdi isso tudo, senti eu que tinha perdido esses cinco anos de trabalho, que tinha desonrado o investimento dos patrocinadores e o investimento da equipa que construiu o barco. Fiquei muito triste, muito em baixo, não consegui compreender a injustiça…e o que aconteceu em terra foi muito pior do que o que me aconteceu em mar. Estive no mar 26 horas à deriva, a ver o barco destruído, a meter água, já não navegava, e isso foi muito muito duro para mim, mas chegar a terra e não ter barco e não saber o que dizer aos patrocinadores e sentir que algumas pessoas não entendiam o esforço e gozavam e criticavam…custou-me a ultrapassar.

Hoje em dia já conta com quantas milhas navegadas? (Equivalente a…?)

Cerca de 100 000 milhas, é o equivalente a 3 voltas ao mundo. No meio disso já fui daqui a Inglaterra e voltei talvez 30 vezes, já fiz 5 travessias do Atlântico, fiz muitas viagens entre Caraíbas e os EUA…uma série de viagens.

Como é a rotina numa grande viagem? O que é que tem de ir fazendo ao longo do percurso, como entretém os pensamentos, como dorme…? (Terei lido bem quando disse que não dorme mais do que 15 minutos seguidos?)

Leste bem, não dá para dormir mais do que isso. Quanto mais perto de terra estiver, quanto mais rápido o barco estiver, menos eu posso dormir. Tem a ver com as colisões, com os outros navios e embarcações, barcos de pesca, redes, atividades junto à costa…O barco é um instrumento extremamente exigente, imagina uma Marta Pereira da Costa, que é uma jovem portuguesa que toca guitarra portuguesa, ou um António Chainho, mais conhecido e experiente, a tocarem uma guitarra desafinada, não conseguem aguentar aquilo nem dez segundos. Param, afinam, e voltam a tocar. Eu sou igual no barco, sou muito exigente, o barco tem de estar feliz, tem de estar afinado, as velas têm de estar a sentir bem o vento para que o barco vá a navegar da forma mais eficiente possível. Tu a dormires dez minutos muda um bocadinho a intensidade do vento, ou o ângulo do vento, ou aparece um navio, tu não podes permitir que uma destas três coisas aconteça sem a tua intervenção imediata. Quando o barco está bem eu estou bem e tento sempre estar focado no bem-estar geral a bordo, seja meu seja o da gatinha.

(risos) Como é que se chama a gatinha que o acompanha?

A que fez a última viagem comigo chama-se Vitória, e a anterior a essa foi a Soneca Maria (risos). Gosto sempre de levar um animal comigo para o mar. No total durmo cerca de 4 horas em cada 24, todos os dias durante o tempo que for preciso para chegar ao outro lado. É mais fácil do que possas pensar, imagina que vais num comboio, sei que já não andas de transportes públicos desde que tens a carta (risos), mas imagina que vais no comboio, dormes um bocadinho, não acordas quinze minutos depois fresquinha que nem uma alface? Até parece que dormiste uma noite inteira enquanto passaste pelas brasas! Eu faço isto muitas vezes, estou sempre a acordar cheio de energia fresca. Portanto aguento, não tenho outro remédio senão aguentar.

A rotina a bordo, passa muito por navegar, ver a meteorologia, afinar as velas, comunicar com outros navios, atualizar o site e redes sociais, dar entrevistas em direto e por satélite, ou responder a e-mails, gosto muito de ler – leio três livros por semana no mar, não consigo nem isso por ano em terra -, escrevo, canto, adoro música – tenho um leitor de cassetes, do tempo em que nasceste (risos). É tão bom ter vinte anos…e aquela sensação de “depois quando for mais velho vou tratar disso…” esquece, começa já a tratar disso, começa já a bombar, o relógio está sempre a contar, e o tempo passa muito rápido, ataca, ataca já, controla já, agarra já o touro pelos cornos…

(dissertação sobre a palermice que são as touradas, “com todo o respeito pela tradição e pelas famílias”)

E o tempo também passa rápido no mar?

Não, não, nada! No mar, que caraças pá, como eu durmo tão pouco, os dias duram o triplo!

Em terra, quantas vezes é que tu não ouves, “olha, queres ir beber um copo ao pôr-do-sol?”, então e o pôr da lua? “epá, hoje vi o nascer do sol”, então e o nascer da lua?

Eu no mar vejo o sol a pôr e a lua a nascer no horizonte, grande e vermelhona muitas vezes, parece um sol a nascer, depois é que vai ficando mais branquinha quando sobe. Vejo a lua a passar, vejo todas as horas a passar, lentamente. O tempo deixa de ser relevante, passas a usufruir porque tens tempo para parar….

(passa um vendedor ambulante com água fresca para vender, e o Ricardo pergunta-me se quero água, eu digo que não, e ele devolve ao senhor: “se fosse um magnum amêndoas ainda ia!”)

1399679_10151967409346574_663971274086133957_o

 preciso da transição do Ricardo-terra que se tem de reencontrar com o Ricardo-mar

Voltemos à dualidade, acha que consegue assim à pressão elaborar uma comparação entre o Ricardo-mar e o Ricardo-terra? A diferença principal não se deverá ao ritmo cada vez mais alucinante que a vida (em terra) leva em contraste com a calma e isolamento sentidos no mar? Já falámos um bocado sobre isto, com os dias que demoram o triplo…

É uma boa pergunta e faz sentido. Deixa-me explicar uma coisa, eu quando vou para o mar, o compromisso necessário, a entrega, os níveis de fé, são os mesmos de há 500 anos atrás, logo o respeito, a humildade e a fé também são os mesmos. E quem me diz que não acredita em nada…eu já vi pessoas com a mania de que não acreditam em nada e quando chegam ao mar até sabem o Pai-Nosso de cor e salteado, no mar rapidamente percebem que estamos aqui todos por alguma razão, e que isto tudo foi criado por alguém e que estamos todos conectados.

Portanto eu quando estou em terra, eu não consigo no meu estado normal, rodeado de ar condicionado, esplanadas, água fresquinha, um gelado no congelador se for preciso, eu não consigo ir para o mar com esta mania de que está tudo bem, de que faço assim (estalar de dedos) e muda a estação de rádio e faço assim (novamente estalar de dedos) e aqueço ou arrefeço o ambiente em que eu estou. No mar, estás disposta ao que o mar te dá, ao que a natureza te dá, está frio, tens frio, está calor, tens calor, tens medo…eu tenho medo sempre, tenho mais ou tenho menos, mas tenho sempre medo, e tenho de saber controlar esse medo. Se tu me pusesses num helicóptero neste momento no meio do mar, sofria muito, eu preciso da adaptação, preciso da transição do Ricardo-terra que se tem de reencontrar com o Ricardo-mar, porque o Ricardo-mar nunca deixa de lá estar. O que eu sinto é que há um gajo no mar neste preciso momento que percebe muito daquilo, e que está muito feliz lá, e eu aqui, eu quero é estar sossegado, na minha pequena quinta, com os meus gatos – tenho dez – com os meus filhos, com a minha família…não tenho televisão há anos, tenho uma telefonia muito antiga, um rádio com mais de cinquenta anos em madeira, acordo ligo logo aquilo de manhã, vou cuidar da minha horta, dos meus legumes…eu quero é estar sossegado. Trabalho a partir de casa, faço reuniões em hotéis e esplanadas, já larguei a loucura de ter uma empresa em Lisboa e de ter um escritório, há cinco anos atrás simplifiquei. Aprendi isso com o mar, há essa ligação, sim.

Mas há claramente um gajo no mar que tem uma capacidade de luta e de superação de coisas muito difíceis que eu não faço ideia como é que ele consegue, e essa pessoa é o Ricardo-mar. Eu em terra, às vezes, principalmente à noite, quando me vou deitar, na minha cama que está quentinha, que não mexe, que não está encharcada de água salgada, e não me estou a sentir nem com medo nem enjoado, nem preocupado, e penso “aquele gajo que anda lá no mar, como é que ele faz aquilo?”. E há um momento doloroso mas essencial que é o momento em que o Ricardo-terra se despede da família, amigos, patrocinadores e imprensa, meto-me naquele barco, ainda como Ricardo-terra, largo as amarras, os barcos que me acompanham na despedida começam a voltar para trás, um a um, há um momento em que é só um, e esse um tem alguma timidez em voltar para trás porque sente algum sentimento de culpa de “bem, quando eu me virar, sou o último ser humano que ele vai ver, e será que eu sou a última pessoa que ele vai ver?”, eu sei que há esse diálogo sem ninguém dizer nada, e o barco voltou para trás, estou sozinho, e passado algumas horas estou 100% sozinho e já não vejo terra, e continuo a ser o Ricardo-terra, desesperadamente à procura do Ricardo-mar, que hoje felizmente encaixa nas primeiras 24 horas, mas chegou a demorar 10 dias, no início, quando eu ainda não percebia muito do assunto, chorava baba e ranho, enjoava que nem uma pescada… desde as idas e vindas de Inglaterra em miúdo, quando lá vivia, com o meu pai lá e a minha mãe cá que eu tenho um big deal brutal com as despedidas, e transportei isso para a minha idade adulta, para as despedidas de quando vou para o mar. Resolvi isso com uma psicóloga de desporto chamada Ana Ramirez, que é uma máquina e uma pessoa muito importante na minha vida.

Pode agora falar um pouco sobre os projetos paralelos às suas viagens? Temos o “Made in Portugal” e uma empresa de consultoria de imagem, a “Delfinus”, correto? Para além disso, o Ricardo é Co-Fundador e Presidente do Portugal Ocean Race e ainda Embaixador Europeu para os Oceanos, nomeado pela Comissão Europeia.

Como te disse há pouco comecei a trabalhar muito cedo, por gosto, por identificar oportunidades e não por necessidade. Felizmente nunca me faltou nada, embora tenhamos simplificado muito em certas fases. Dou-te um exemplo concreto, passava férias em Vilamoura, e enquanto os meus amigos queriam praia e gelados na marina e discotecas, eu não tinha muita pachorra para isso, via que os carros do aldeamento estavam sujos por causa da poeira, e com a mangueira que se usava para a rega dos jardins, com o Sonasol lá de casa e com a esfregona ia lavar os carros. Eu cheguei ao ponto de ter tantos carros para lavar no aldeamento, que comecei a contratar os filhos dos donos dos carros para lavarem os carros aos próprios pais mas era eu que lhes pagava com o dinheiro que os pais me davam a mim. Isto parece parvo mas os putos ficavam todos felizes. E eu fazia isto com 15/16 anos, sempre quis rentabilizar o tempo e ser útil.

O conceito do Made In Portugal nasceu, promover produtos feitos em Portugal, e com o objetivo de construir barcos em Portugal e dinamizar a indústria náutica e os estaleiros. Isso evoluiu, hoje em dia tenho uma empresa que se chama Papillon, que faz a gestão e a manutenção de barcos, nomeadamente super-iates.

Eu sem querer criei uma agência de comunicação, e believe it or not, tive essa empresa 14 anos. Os meus projetos enquanto navegador solitário no fundo funcionaram como uma incubadora para jovens talentos, fotógrafos, programadores, designers…todos eles estavam a servir os meus projetos, fazíamos sites e logótipos para os meus projetos, até que eu percebi que para aquele modelo de negócio fazia sentido termos mais clientes: se éramos tão bons com os meus projetos, então podíamos ter outras coisas, e começámos a fazer sites e logótipos para os nossos patrocinadores, e crescemos, até ter clientes em várias partes do planeta. Foi um projeto muito giro, muito inesperado, que justificou ter um escritório no Saldanha, mas que mais tarde vendi.

Faço palestras, tenho o meu livro, faço workshops de formação e essencialmente continuo a trabalhar para ajudar pessoas e empresas a atingir objetivos. Sou empreendedor, navegador solitário, autor, coach. Enquanto coach, tive também de simplificar, há dois, três anos cheguei a trabalhar com mais de 400 pessoas a nível mundial, neste momento tenho cerca de 100 pessoas em tratamento on-going, sendo que o contacto regular quase diário é quase com 30. Eu não tenho formação enquanto coach, sou um “accidental life coach” como costumo dizer.

Em relação à Política do Mar, temos das maiores Zonas Económicas Exclusivas da Europa, concorda que Portugal está finalmente a tirar partido da sua localização e geografia estratégicas e se está a voltar novamente para o mar? Que medidas aconselha para acelerar este processo de reconciliação com o Mar?

Eu acho… que já posso morrer tranquilo. Ou seja, se eu agora cair para o lado, já morro em paz, porque este sentimento de missão que eu tenho que me leva a ir para o mar, tem sido precisamente para que Portugal esteja como já está. Em 98 tivemos um kick off com a Expo, a coisa abrandou um bocadinho, mas de repente começa a surgir uma nova geração, que inspira os mais velhos, que exige aos mais velhos, e nos mais velhos surgem pessoas como o Tiago Pitta e Cunha, advisor do Governo, entre muitas outras pessoas que já conseguem trabalhar em equipa para que isto tudo comece a funcionar, e começo a ver exemplos em vários níveis, nomeadamente a capa da última Exame é dedicada ao mar, a negócios do mar, e quem está de facto a puxar pelo mar. Há muito trabalho a fazer, os estaleiros de Portugal não são conhecidos no mundo como deveriam ser, a pesca em Portugal ainda não está como deveria voltar a estar e melhor, mas estamos no bom caminho. O surf é cool, é um negócio, é patrocinável por grandes marcas multinacionais. Está tudo a aquecer, estamos no bom caminho, e acho que todos temos feito por isso, eu contribuí com pequenas gotas no oceano. Quando circunnaveguei a ZEE de Portugal – foi a expedição Mare Nostrum – foi a realização de um sonho, demorei 8 anos a concretizá-lo, mas demorei 8 anos porque eu tinha os norugueses a quererem-me patrocinar, tinha os belgas também, os ingleses, os japoneses, e eu disse não, não, não, este projeto tem de ser português, com empresas portuguesas e de preferência com um barco meu e português. Esperei mas quando arranquei do Tejo arranquei com um barco meu, português, que deu trabalho a 312 pessoas e demorou 100 dias a remodelar, tive 24 dias sozinho no mar, sempre o mais fiel possível em cima da linha da ZEE e concretizámos um projeto que nunca tinha sido feito, nunca ninguém à vela circunnavegou ZEE nenhuma, muito menos a portuguesa, e foi para mostrar que Portugal é mar, e tu hoje vês em todas as escolas do país um mapa lindíssimo a dizer que Portugal também é mar, e que mostra aos miúdos que Portugal não é um retângulo vertical, mas é um retângulo vertical mais ilhas mais uma mancha imensa que é mar que pertence a Portugal e que tem de ser trabalhado e que vai ser um dos grandes contribuidores para o PIB português. Deixa-me com imenso orgulho ver que estamos todos a puxar pelo mesmo e que isto vai lá, estamos no muito bom caminho, felizmente, finalmente.

Por fim, para quando uma volta ao mundo? Sei que está nos seus planos.

Olha volta ao mundo foi um desejo que eu tive com oito anos, e a vontade e o desejo que eu tive de a fazer foi algo tão grande que ainda hoje o sonho comanda a vida. Tudo o que atingi e as decisões que tomei na minha vida foram por causa da volta ao mundo, que curiosamente ainda não fiz. Hoje em dia não tenho essa pressa, não tenho essa imensa vontade que faz o meu mundo andar para a frente. Mas uma coisa te posso dizer, se um dia fizer a volta ao mundo, será muito ligada às comunidades portuguesas, muito ligada a algo que tenha a ver com a promoção das nossas empresas e da nossa cultura, terá a ver com Portugal no mundo e unir quem fala português, reforçando que Portugal tem uma diáspora fabulosa, temos 5.5 milhões de portugueses  a viver fora de Portugal, e temos muito a fazer com isso, temos de reforçar os laços com Angola, Moçambique, Guiné, S. Tomé, Brasil, Macau, Goa… Eu hoje em dia não vou por pressas nem calendários, vou por feelings, e amanhã de manhã se acordar com o feeling que é agora que eu tenho de fazer a volta ao mundo, amanhã de manhã começo a trabalhar nessa expedição para fazer a volta ao mundo, e não vai ser nem num ano nem dois, vai ser em pelo menos quatro. Mas as minhas prioridades neste momento são outras, tenho filhos, tenho outros projetos que quero atingir em terra. Quando tiver de fazer, se tiver de fazer, será.

Agora tiramos uma selfie?

20150706_175707_HDR

 

Fotos: DR

Teresa Almeida vai realizar circuito mundial de Bodyboard da APB

image2(2)A atleta portuguesa que conquistou, a 12 de Dezembro de 2014, a medalha de ouro no Campeonato do Mundo de Bodyboard da ISA realizado no Chile, regressa agora a este país da América do Sul para a 1ª etapa feminina do APB World Bodyboard Tour 2015.

Teresa Almeida falou com a Excelência Portugal e deu-nos a conhecer os seus projectos para este ano. A atleta do Clube de Desportos Alternativos da Nazaré vai realizar na íntegra o circuito mundial da APB (que inclui 2 provas em território nacional – Sintra e Nazaré). No plano nacional quer lutar pelo título e ser seleccionada para representar o nosso país, no campeonato da ISA, de forma a defender o título conquistado em 2014. Só Dora Gomes havia arrecadado o mesmo título em 1999.

Teresa Almeida foi distinguida, em Junho, pelo CNID (Associação de Jornalistas de Desporto) , nos prémios com que distingue jornalistas, atletas, treinadores e equipas que se destacaram ao longo da época.  A Campeã Mundial de Bodyboard foi galardoada na categoria “Atletas do ano”.

11377215_817530328325182_1393440787268269938_n[1]Conheça o perfil da campeã:

Nome: Teresa Almeida
Data de nascimento: 21.05.1992
Naturalidade: Alcobaça
Praias/ondas preferidas: Praia do Norte – Nazaré
Formação académica: Licenciada em Ciências do Desporto
Tempo de Bodyboard: 9 anos
Clube: Clube de Desportos Alternativos da Nazaré
Melhor classificaçação no circuito nacional: Campeã nacional Sub 18 (2010) e Vice-campeã nacional open (2013)
Melhor classificaçação europeia: Vice-campeã europeia júnior (2011) e Vice-campeã europeia open (2014)
Melhor classificaçação mundial: Campeã mundial ISA (2014)
Viagens realizadas: Açores, Madeira, Espanha, França, Marrocos, Indonésia e Chile
Patrocínios: Crédito Agrícola, Ekena Bay, Boogie Chicks, JANGAWETSUITS, e  CC BOARDCENTER

image1

Artigos relacionados:

Teresa Almeida distinguida como Atleta do Ano pelos prémios CNID

Teresa Almeida: “Somos realmente um país de excelência !”

 

Fotos: DR

Boogie Chicks – Campeãs formam futuras campeãs

agua_chics

A Escola de Bodyboard feminino BOOGIE CHICKS está integrada na Aqua Carca, Associação Novos Desportos Aquáticos cujo objetivo consiste na promoção de novas modalidades aquáticas e ensinar um novo estilo de vida saudável e divertida aos jovens praticantes.

Conjugam-se, assim, as regras de uma modalidade desportiva “bodyboard”, com as regras da nossa civilização que os ajudará a crescer como pessoas e desportistas. Esta Associação contempla o ensino misto e o ensino feminino. A Escola de Bodyboard feminino BOOGIE CHICKS destina-se a todas as raparigas que pretendam aprender a fazer Bodyboard.

IMG_5491

Normalmente, as raparigas têm mais dificuldades em praticar este desporto, uma vez que não existe um mercado totalmente direcionado para elas e a oferta no que diz respeito a escolas da modalidade no país ainda é pouca.

Assim, para promover o bodyboard feminino em Portugal, é na vertente do Bodyboard e diretamente com raparigas que a Escola BOOGIE CHICKS funciona.

Boogie

Praticando bodyboard há mais de 20 anos, tendo passado por algumas destas dificuldades e não menosprezando o género masculino, Catarina Sousa decidiu avançar com o projeto de uma escola de Bodyboard dedicada exclusivamente ao feminino de que tanto apoio necessita.

A Escola Boogie Chicks fica localizada na praia de Carcavelos, junto ao restaurante Pastorinha e funciona durante todo o ano com aulas de iniciação, aperfeiçoamento dos 4 aos 84 anos, ATL´s de férias, festas de aniversário e despedidas de solteira. A vertente competitiva é uma recente aposta da Escola, onde treinos na praia, piscina e trampolins fazem parte da formação das jovens atletas.

Este ano festejam 10 anos de existência e contam com mais de 40 raparigas que treinam semanalmente na escola e com uma equipa fantástica de treinadoras:

CS
Catarina Vilarinho de Carvalho Machado de Sousa
Data de Nascimento:
22 Abril 1977
Signo: Touro
Local de Nascimento: Oeiras
Patrocínios:Roxy, Eastpak, Escola Boogie Chicks, Linha Pura e Vintageform
Melhores classificações:
7x Campeã Nacional
4x Campeã da Europeia
1º e única Portuguesa até à data a vencer uma prova do Circuito Mundial – Sintra Portugal Pro 2009

Ainda não terminou a carreira de atleta, mas neste momento dedica-se muito mais à carreira de treinadora de atletas, entre as quais:
Marta Fernandes – Campeã Europa 2009
Teresa Almeida – Campeã Mundial 2014
Teresa Padrela – vencedora da ultima etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Esperanças 2014 e  Campeã Regional Carcavelos 2015

 

TA_beach
Teresa Almeida

Data de nascimento: 21.05.1992
Naturalidade: Alcobaça
Praias/ondas preferidas: Praia do Norte – Nazaré
Formação académica: Licenciada em Ciências do Desporto
Tempo de Bodyboard: 9 anos
Clube: Clube de Desportos Alternativos da Nazaré
Melhor classificaçação no circuito nacional: Campeã nacional Sub 18 (2010) e Vice-campeã nacional open (2013)
Melhor classificaçação europeia: Vice-campeã europeia júnior (2011) e Vice-campeã europeia open (2014)
Melhor classificaçação mundial: Campeã mundial ISA (2014)
Viagens realizadas: Açores, Madeira, Espanha, França, Marrocos, Indonésia e Chile
Patrocínios: Crédito Agrícola, Ekena Bay, Boogie Chicks, JANGAWETSUITS, e  CC BOARDCENTER

 

ML_beach2
Nome:
Marta Leitão
Data de nascimento: 22.10.1982
Naturalidade: Lisboa
Praias/ondas preferidas: Cova do Vapor
Formação académica: Licenciada em Jornalismo
Tempo de Bodyboard: 11 anos
Clube: Ludens Clube Machico
Melhor classificaçação no circuito nacional: 1º lugar Boogie Chicks Pro 2015
Melhor classificaçação europeia: Top 3 em 2013, 1º lugar ETB Marracos em 2013
Melhor classificaçação mundial: Top 14 em 2013 (5º lugar na Venezuela, 9º lugar no Brasil) e 2014
Viagens realizadas: Hawaii, Porto Rico, Chile, Brasil, Venezuela, Maldivas, Ilhas Cook, Ilhas Canárias, Costa Rica, República Dominicana, Miami, México, Cuba, Cabo Verde, Açores, Madeira, Espanha, França, Marrocos…
Patrocínios: Baby-G Portugal

 

 

Fotos: DR

 

Francisco Lufinha bateu o Recorde Mundial da “Maior Viagem de Kitesurf sem paragens”

11722050_900672159989914_5948526945687309742_o

Francisco Lufinha bateu, esta segunda-feira, o Recorde Mundial da “Maior Viagem de Kitesurf sem paragens”, superando a sua anterior marca de 564 km’s. Embora não tenha alcançado a Madeira, Francisco Lufinha conseguiu, numa viagem de 47h37,  esticar o seu recorde até às 472 milhas náuticas (874km).

Lufinha havia iniciado, no Domingo,  às 16h30, a travessia, desde o Cais das Colunas, num percurso de cerca de 1000 kms entre Lisboa e a Madeira.

11722070_900655063324957_1622417482973900333_o

Francisco Lufinha é um jovem Português de 31 anos, completamente apaixonado por desportos náuticos. Com apenas 15 dias, foi levado para um barco pelos seus pais e nunca mais conseguiu, nem quis, desligar-se do mar. Natural de Lisboa, aos onze anos iniciou-se na Vela, onde durante sete anos de competição ganhou regatas nacionais e regionais e representou Portugal em diversas provas europeias. Para além da Vela também praticou Ski Aquático, Wakeboard e Windsurf, mas foi o Kitesurf que o cativou, por ser uma mistura dos seus desportos favoritos. Em 2005 sagrou-se campeão nacional e em 2006 vice-campeão, alcançando também nesse ano um 5º lugar na regata do circuito mundial PKRA em Portimão.

Em paralelo com a vida desportiva, Francisco Lufinha concluiu em 2007 o Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial no IST, o que o levou a trabalhar como auditor na Deloitte, como analista de marketing estratégico no banco BES, co-gestor do projecto do velejador oceânico solitário Francisco Lobato, CTO na ConsultaClick.com (co-fundador), director geral do resort Dakhla Attitude em Marrocos, skipper de iates privados, entre outros. A sua vida está repleta de experiências diferentes e vive desafiando-se a si próprio, através de novas e arriscadas aventuras que o fazem sentir-se vivo e superar-se a cada desafio.

Fotos: DR