Zomato escolhe Lisboa para sede da empresa na Europa

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A empresa detentora da aplicação Zomato escolheu Lisboa como sua sede europeia e o português Miguel Ribeiro, que lançou a aplicação em Portugal, torna-se agora responsável pelos mercados europeus. A Zomato está agora à procura de um líder para as operações em Portugal.

A Zomato é já bastante conhecida e utilizada em Portugal. É uma aplicação usada para poder encontrar os restaurantes e informação relativa aos mesmos, que correspondam aos critérios do próprio utilizador, sejam estes uma determinada localização, o tipo de cozinha que confecciona, ou a avaliação que os clientes dão, entre outros.

O facto de Portugal ser um país com uma forte vertente tecnológica, onde as pessoas aderem com entusiasmo a novas aplicações, foi um dos factores decisivos para a escolha de Lisboa  diz Miguel Ribeiro num comunicado enviado às redacções.

“A localização geográfica e os fáceis acessos aos principais aeroportos europeus tornam Portugal num país apetecível para investir”, acrescentou o agora responsável pelas áreas de vendas, marketing e operações em Portugal, Reino Unido, Itália, Irlanda, República Checa, Eslováquia e Polónia, bem como a expansão para outros países da Europa.

A empresa multinacional indiana não só achou Lisboa como o local certo para assentar as suas raízes, mas acredita que é aqui que irá encontrar bons candidatos para ocupar o lugar de líder para a equipa que conta com 45 colaboradores em Lisboa e no Porto, sendo este “alguém inspirador, que arregace as mangas e se foque nos resultados e crescimento da Zomato em Portugal”.

A Zomato é uma aplicação para smartphones que disponibiliza informação sobre mais de um milhão de restaurantes em 22 países e tem mais de 80 milhões de visitas por mês. É por isso um marco importante e relevante, o de concentrarem as suas atenções agora na nossa capital.

Foto: DR

 

Chic by Choice e a super-equipa internacional

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Chic by Choice escolhe Lisboa como sede das operações e residência da sua equipa, que já conta com o significativo número de colaboradores estrangeiros. Londres é segunda residência para Filipa Neto, co-fundadora, que divide o seu tempo entre as capitais.

se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado – Filipa Neto

A empresa de aluguer de vestidos de luxo, Chic by Choice, aposta numa equipa poliglota para os seus escritórios de Lisboa e Londres, e nem a co-fundadora se vê isenta de estilo de vida de nómada digital. Filipa intercala o tempo entre as duas capitais onde a empresa possui escritórios.

Na equipa lisboeta, “neste momento, temos 20 a 30 por cento” de colaboradores estrangeiros, “dependendo do mês”, admite Filipa,já que existe uma certa rotatividade de trabalhadores na empresa. O entendimento entre todos é essencial para um bom funcionamento, “a partir do momento em que entre uma pessoa que venha doutro país, de outra nacionalidade e que não comunique em português, obrigatoriamente toda a equipa já tem de falar inglês”.

É este nível de acolhimento que coloca os colaboradores à vontade. Como acontece com a alemã Stefanie “que está na parte de content & communication e também de operações”, a ucraniana Margarita, que “faz tudo o que seja customer support – e é excelente nisso”, e da francesa Félicia que ajuda “em tudo o que é conteúdos do site em francês”. Em Londres está a britânica Rachel, que colabora com a fundadora “na gestão de tudo o que esteja relacionado com as marcas”.

Filipa vê-se muitas vezes obrigada a deslocar-se para os escritórios londrinos, onde se encontra uma importante componente de business development. A fundadora reconhece a importância deste ‘nomadismo’. “Se queres construir uma empresa global, tens de estar lá fora, não há volta a dar. Eu senti que, se não desse este passo, não iria estar a fazer todos os esforços para que a empresa tivesse sucesso”.

É com base nesta necessidade que Filipa afirma que, “se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado. Tens de perceber de que é que os clientes estão à procura, o que é que os teus parceiros procuram”. No entanto, reconhece que, ao dividir as operações da empresa em duas cidades, isso se torna positivo, já que “o que é interessante é que temos todas as operações cá, desde a área de tecnologia a área de design, customer support, operações – todas essas áreas – marketing, têm pessoas em Portugal. Apesar de o mercado ser internacional, e não vejo qualquer impacto negativo nesse sentido, isso é uma coisa que nos dá um certo brio, até”, conclui a empreendedora.
Foto: DR

A start-up portuguesa Xhockware lançou uma inovadora aplicação de retalho que reduz o tempo de espera à saída dos supermercados

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A start-up portuguesa Xhockware desenvolveu uma aplicação para smartphones (Android e iOS) com o nome de YouBeep, que permite aos consumidores gerir todo o processo de compra, “tornando a experiência mais divertida, personalizada e conveniente.”

Em casa, os consumidores podem criar listas de compras baseadas em promoções, e sincronizá-la com outros. Se estiver noutro local da cidade, poderão encontrar quais os supermercados mais próximos da sua localização, conseguir recompensas apenas por entrar na loja e beneficiar de descontos baseados na localização. Na loja, os clientes apenas têm de adicionar os produtos directamente da prateleira. “O YouBeep é muito simples de utilizar porque permite que o cliente registe os produtos à medida que os vai colocando no carrinho, tenha acesso ao valor final da conta e processe o seu pagamento junto a uma caixa registadora”, comenta João Paulo Rodrigues, CEO da Xhockware.

A empresa Xhockware foi fundada no Porto, em Fevereiro de 2014 e é especializada em tecnologias de retalho. A empresa tem como principal objectivo criar soluções inovadoras para problemas deste sector, para as queixas mais comuns acerca das compras em supermercados ou mercearias. Para, desta forma, melhorar a experiência de “ir às compras” por parte dos consumidores e diminuir os custos para os retalhistas. É esta combinação software-hardware que confere à tecnologia vantagem competitiva, já que permite que seja utilizada por qualquer retalhista do mundo e por qualquer utilizador com smartphone.

A aplicação permite reduzir o tempo de checkout em 50% e já se encontra implementada em 5 lojas nas zonas de Cascais, Lisboa, Porto e Torres Vedras. Em cada loja onde se encontra já se encontra em utilização por mais de 10% dos clientes.” O YouBeep está actualmente a ser testado na cadeia de supermercados Lidl e Pingo Doce, com resultados iniciais a ultrapassarem as expectativas.

Este projecto proporciona benefícios para todos aqueles que estejam envolvidos na actividade. Ideias como esta permitem facilitar o dia-a-dia, fazendo com que sejam eliminados certos obstáculos que nos podem incomodar, tornando certo tipo de tarefas menos desagradáveis. Saber utilizar as tecnologias a que hoje temos acesso e direccioná-las para resolver problemas ainda não resolvidos é algo precioso e é bom reconhecer que temos portugueses que o sabem fazer.

 

Como usar a YouBeep

1) O utilizador entra na aplicação, selecciona o botão de compras e faz scan ao código QR à entrada da loja.

2) Para fazer compras o utilizador só tem de ler os códigos de barras dos produtos antes de os arrumar no carrinho de compras.

3) O checkout pode ser feito numa caixa disponível para utilizadores YouBeep. Para finalizar as compras basta ler o código QR.

4) Os pagamentos podem ser feitos através das modalidades habituais em cadeias de retalho.

 

Fontes: European Market Magazine, Telemoveis.com e Xockware.com
Foto: DR

A revista Forbes reconheceu Portugal como o país que mais recentemente descobriu o seu espírito empreendedor

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A revista Forbes reconheceu Portugal como o país que mais recentemente descobriu o seu espírito empreendedor. É certo e sabido que nos últimos anos, em que a crise na Europa tem estado presente, que as medidas de austeridade aplicadas alteraram o nosso modo de viver. Talvez o primeiro pensamento que nos venha à cabeça é de que complica tudo. No entanto, tem-se verificado um outro cenário, talvez menos provável: há a criação de oportunidades a muitas pessoas para criarem os seus próprios negócios, “que servem de combustível ao crescimento de incubadoras e aceleradores tecnológicos.”

“Não há outro lugar onde a transformação tenha sido tão impressionante como em Portugal, um país famoso pelos seus exploradores marítimos, rico em História e em cultura e, agora, inspirador na maneira como acolhe as empresas”, escreve a Forbes.

Uma mente empreendedora sabe aproveitar as lacunas existentes no mercado, colocando-se em vantagem em relação aos outros, e tal como diz a jornalista Alison Coleman, os empreendedores portugueses souberam usar a sua “criatividade engenhosa” para as preencher. “A revista destaca ainda o apoio do governo ao empreendedorismo, com a aposta na agência Portugal Ventures e o seu fundo de 450 milhões de euros para apoio a startups inovadoras e também focadas nos sectores económicos mais tradicionais.”

O nascimento de incubadoras como a Startup Lisboa e de eventos ligados ao empreendedorismo, tais como o Lisbon Challenge, têm também ajudado na construção deste novo espírito de descobridores. As incubadoras, têm providenciado um maior boost, oferecendo às empresas inexperientes os espaços para os escritórios que sejam necessários e o apoio empresarial que estas necessitam para que consigam “levantar voo”. No caso dos aceleradores tecnológicos, permitem que sejam dados a conhecer mais rapidamente e a um maior número e variedade de pessoas e de empresas, os negócios que estão em fase de lançamento e que podem necessitar de investimentos para um maior desenvolvimento do projecto.

Este rápido desenvolvimento do empreendedorismo português, pode parecer vir de surpresa, mas é facilmente explicado pelo facto de que já faz algum tempo desde que as empresas prometedoras têm vindo a ganhar fundos e a lançar os seus produtos a nível internacional. A reportagem diz que esta evolução tem vindo a ser disfarçada pela questão de que este é um comportamento generalizado pelos países Europa e pelo facto de haverem outros países que tem tido um desenvolvimento mais rápido, levando a que os resultados finais impressionantes do nosso país possam surpreender alguns.

Não deverá, no entanto, ser surpresa para aqueles que já são capazes de reconhecer o valor que Portugal tem e que sempre teve, seja desde a época dos descobrimentos ou nos dias de hoje.

 

Fontes: Dinheiro Vivo, Forbes
Foto: DR

Daniel Silva – Físico português pelo Mundo (a ganhar prémios!)

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O jovem físico português Daniel José da Silva ganhou mais um prémio (depois de ganhar o prémio Corbett, em Bolonha, 2013), desta vez atribuído pela conceituada editora científica Elsevier BV na 22ª conferência internacional de Análise de Feixes Iónicos – IBA 2015 – que decorreu no passado mês de Junho na cidade de Opatija na Croácia. O Físico português ganhou o prémio de “Melhor artigo escrito por um jovem cientista” nesta conceituada conferência que contou com a participação activa de mais de 60 palestrantes.

Daniel_SilvaO trabalho deste Físico promissor intitulava-se “Drawing the geometry of 3d transition metal-boron pairs in silicon from electron emission channeling experiments” e resultou de uma colaboração entre o seu instituto actual – o grupo de Física Nuclear do Estado Sólido da Universidade Católica de Leuven, que aliás já tinha publicado orgulhosamente esta notícia, o anterior grupo do Daniel, o IFIMUP-IN da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e ainda os centros: Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico e o Centro de Física Nuclear da Universidade de Lisboa.

O trabalho premiado foi dedicado ao estudo do Silício puro, que foi e continua a ser uma material-basilar para o desenvolvimento da micro-electrónica, e portanto de praticamente todos os materiais electrónicos com que vivemos hoje em dia. Tal como o Daniel e seus colegas explicam no seu trabalho, durante a produção de Silício é normal que outros elementos, em particular os chamados elementos de transição, se introduzam no Silício, contaminando-o e provocando alterações às propriedades fundamentais do Silício, comprometendo assim a a performance de um conjunto variado de dispositivos, mas com particulares efeitos nefastos nas células fotovoltaicas.

Tal como os autores referem existem técnicas que permitem minimizar estes contaminantes, como o chamado processo de “gettering”, onde camadas de átomos de Boro são introduzidas, uma vez que os átomos de Boro gostam de formar ligações químicas com estes contaminantes “aprisionando-os” na sua camada. Esta técnica já é aplicada há muitos anos, no entanto não são conhecidos com detalhe as geometrias destas ligações químicas. Foi este problema que o Daniel e sua equipa tentaram resolver, aplicando uma técnica de sonda local para um Silício com estes contaminantes, ficando assim a conhecer melhor qual a geometria atómica destas ligações.

 

Fotos: DR

Gleam – O Google Analytics da Moda?

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Andreia Campos, 33 anos, nascida no Porto, estudou Gestão na FEP e trabalhou na Siemens AG. Depois de ter trabalhado em cidades como Pequim e Cidade do México, juntou-se à Parfois, uma empresa portuguesa de acessórios de moda como mais de 600 lojas, como Marketing Manager.

Dotada de um forte espírito empreendedor e com área digital e a moda no seu ADN, co-fundou a Gleam em 2013, um projecto pela qual se apaixonou quando foi lançado pela Faber Ventures nesse mesmo ano.

A Excelência Portugal convidou a CEO da Gleam a “vestir” a nossa camisola e a partilhar este cativante projecto.

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Nós queremos mudar a maneira como a indústria tradicional da moda se relaciona com o consumidor nos mercados emergentes, ajudando as marcas a conhecer o seu público e trazendo novas formas de interacção com a comunidade de moda local e global.

A Gleam (www.gleamworld.com) junta a sua plataforma de inteligência de moda a uma aplicação proprietária de curadoria de moda. Para os consumidores, a aplicação mobile ajuda-os a estarem a par das últimas tendências, e para os compradores de moda, a plataforma da Gleam oferece dados de consumo sobre o que as pessoas realmente querem, ajudando os compradores, merchandisers e marketers a tomarem decisões em tempo-real relativamente a produto e a comunicação, com foco nos mercados emergentes.

A aplicação de moda Gleam conta com mais de 360.000 utilizadores, está disponível em iOS e Android e regista uma publicação diária de 400 das melhores imagens curadas provenientes de mais de 1.000 fontes de moda (catálogos de marcas, editoriais de moda e blogs globais e locais). Os conteúdos para mulher, homem e criança são adaptados à geografia de cada utilizador e permitem aos seus utilizadores criar um closet de sonho explorando as mais reconhecidas marcas internacionais dentro da aplicação, partilhar os looks preferidos com a rede de amigos assim como seguir os “Top Gleamers” em qualquer parte do mundo,  e por fim estar à distância de um clique de comprar as ultimas novidades no mundo da moda

Mobile Segundo Andreia Campos, a plataforma gera mais de 100 mil datapoints diários, em likes, compras e partilhas, que se tornam a valiosa  “matéria-prima” para a plataforma de inteligência. É por aqui que a Gleam quer marcar a diferença.

O projecto contou com um investimento de um milhão de euros pela Faber Ventures e Portugal Ventures e elegeu como mercados prioritários a América-Latina, Emirados Árabes Unidos, Espanha e Reino Unido.  A China, um mercado que a CEO conhece bem, é também uma aposta em análise.
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Next step: México
A inteligência sobre os hábitos de compras e tendências na indústria da moda no México, é ainda uma identidade desconhecida – e é aqui que a Gleam pode acrescentar valor às marcas que estão de olho neste mercado emergente.

55% dos mais de 360.000 utilizadores da Gleam estão na América Latina. Apesar de não serem a primeira empresa a ver potencial na América Latina, a maior parte das empresas focou-se no Brasil, onde as vendas são enormes; contudo, os lucros são significativamente impactados devido às enormes taxas de importação, levando as empresas a procurar outras regiões para estimular o crescimento.

Comparativamente a outros países da América Latina, o México é um país particularmente bem posicionado. Os acordos com mais de 45 países em três continentes, assim como a alteração das suas taxas aduaneiras, mostram que o México está mais aberto para transacções comerciais com o exterior. Uma análise de 2013 feita pela Earnst&Young prevê que, às taxas atuais, o número de famílias com vencimento anual acima dos US$50.000 vai crescer para os 7.1 milhões de pessoas até 2020. Isto significa que a classe média do México vai crescer 50% em menos de uma década.

Este cenário/panorama é naturalmente atractivo para os negócios relacionados com luxo, tecnologia e moda; todos a procurar capitalizar sobre este crescimento. No entanto, a inteligência sobre os hábitos de compras e tendências na indústria da moda no México, é ainda uma identidade desconhecida – e é aqui que a Gleam pode acrescentar valor às marcas que estão de olho neste mercado emergente.

A Gleam desenvolveu até agora uma comunidade de mais de 100.000 utilizadores no México e vai dedicar a maior parte do seu orçamento de marketing e crescimento para esta região, planeando abrir um escritório no México ainda este ano.

 

Fotos: DR e turismomexicano.net

Médico do Porto cria a primeira “app” de diagnóstico de doenças sexuais masculinas

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A primeira aplicação informática (app) que ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças sexuais masculinas já chegou ao mercado, é gratuita e foi desenvolvida por Nuno Tomada, Professor de Urologia na Faculdade de Medicina do Porto e médico no Hospital de S.João.

O desenvolvimento desta “app” começou há cerca de um ano e tem como objectivo facilitar o acesso dos doentes a informação sobre questões como disfunção eréctil ou ejaculação prematura, entre outras. A nova ferramenta foi desenvolvida por Nuno Tomada, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de S.João, no Porto, em parceria com colegas da especialidade de outros países, e tem duas versões: uma para profissionais de saúde e outra para doentes.

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Assim a Men’s Sexual Medicine PRO destina-se aos médicos e outros profissionais de saúde funciona como uma ferramenta de apoio à consulta e ao diagnóstico de várias patologias sexuais masculinas. Esta app aborda temas como a disfunção eréctil, diminuição da líbido, ejaculação prematura, sintomas urinários sugestivos de hiperplasia benigna da próstata e curvatura peniana.

Para os doentes, a Men’s Sexual Medicine disponibiliza um vasto conjunto de informação sobre o tema, oferecendo um questionário e ainda um plano alimentar e de exercício físico personalizado, mas, para o efeito, é necessário um código que deverá ser disponibilizado pelos médicos de família ou especialistas. Ambas as versões da “app” estão certificadas pela classe médica da especialidade.

Em comunicado à agência Lusa, Nuno Tomada explica, “Decidimos construir uma aplicação informática que desse para ser facilmente descarregada para telemóveis e computadores portáteis e que permitisse, desde logo, a possibilidade aos doentes de acederem, de modo privado e discreto, a conteúdos que, geralmente por uma questão cultural, têm mais renitência em abordar e perguntar aos seus cuidadores de saúde, nomeadamente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos.” O Professor de Urologia acrescenta ainda que “há um certo constrangimento em os doentes abordarem estas questões da área sexual e quando abordam já vêm com muitos anos de evolução, muitos mitos e más concepções”. Todos estes fatores foram determinantes para o nascimento da ideia de “se desenvolver uma ferramenta não só capaz de fornecer informação aos doentes e à população em geral, mas também que fosse capaz de, mediantes as queixas apresentadas, indicar quais seriam os passos seguintes a tomar.”

Ainda de acordo com o especialista, a app “está desenvolvida para homens que tenham algumas queixas iniciais”, depois, o objetivo para por “perceber que existem diferentes níveis de severidade da mesma disfunção, porque tem questionários que podem usar para se auto-classificarem ao nível da sua disfunção, bem como fornecer os dados clínicos sobre eventuais doenças que tenham, medicação que façam, capacidade física, e tudo isto vai-nos permitir dizer-lhes e dar-lhes alguns conselhos sobre quais são as terapêuticas disponíveis, realçando sempre a importância do acompanhamento médico.”

 

A app é gratuita e encontra-se disponível na AppStore e no Google play.

Link para download na AppStore: https://itunes.apple.com/us/app/mens-sexual-medicine/id897444282?mt=8

Link para download no Google play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mobilejazz.urologypro

 

Fontes: Lusa e Jornal Médico

 

José Neves é o português de Excelência do momento

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O CEO da Farfetch foi recentemente destacado pelo Financial Times, integrando a lista dos 50 melhores empreendedores europeus. Foi ainda galardoado com o Prémio Diáspora pela COTEC em Junho deste ano. O Diário Económico considerou-o na “selecção nacional de talentos” para a sua reportagem d’O Melhor de Portugal. José Neves está nas bocas do mundo como o incrivelmente bem-sucedido empreendedor português.

O CEO da Farfetch foi recentemente distinguido pela COTEC  e pelo jornal financeiro britânico Financial Times.  José Neves é um dos portugueses mais badalados no mundo do empreendedorismo. É compreensível, hoje a Farfetch está avaliada acima de mil milhões de euros  e faz parte do ‘The Billion Dollar Startup Club’ do Wall Street Journal.

Contudo, a start-up unicórnio não tenciona descansar nos louros. Este ano, José Neves prevê facturar mais de 600 milhões de dólares, “Estamos a crescer muito mais do que previsto”, conta o CEO ao Diário Económico. A nível europeu, a start-up é igualmente bem-sucedida, “há mais de cinco anos que a empresa é lucrativa na Europa”, adianta José Neves àquele jornal. A nível global, recorde-se que a Farfetch se encontra presente em praticamente todo o mundo, e depara-se com “uma fase de investimento muito forte”, diz ainda o empresário ao jornal financeiro.

A empresa que foi constituída em 2007, e que arrecadou um investimento de 176 milhões de euros de capitais de risco internacionais vocacionados para a expansão do negócio, foi fiel às origens e àqueles que considera de sua confiança. O empreendedor conta com a participação dos antigos sócios Cipriano Sousa e Gracinda Linhares, que conhece desde os tempos de faculdade e que hoje colaboram consigo na Farfetch.

Além dos sócios originais, José Neves mostra-se atento no que toca à logística da sua empresa e onde investe no seu capital humano e tecnológico. “Tudo o que puder ser feito em Portugal, nós fazemos em Portugal”, sublinha o fundador na entrevista ao diário. A Farfetch está sediada em Londres, mas 300 dos seus funcionários são portugueses. As instalações em Leça do Balio e Guimarães são responsáveis por desenvolver a tecnologia de ponta. José Neves compara os seus profissionais compatriotas com os que encontra no Reino Unido, “temos engenheiros informáticos com tanta qualidade como em Londres”, acrescenta.

O sucesso não é alcançado facilmente, mas faz parte das suas tarefas como CEO, “se não fosse lucrativo era despedido. Se não crescer, sou despedido”, admite José Neves ao Diário Económico.

José Neves acredita que a empresa será rentável em 2017. Por enquanto a empresa está no bom caminho para destronar a britânica Net-a-Porter, sendo esta a líder nesta actividade.

 

Foto: Robert Astley Sparke1
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“Coolfriend em Lisboa” a app que chegou ao primeiro lugar na App Store da Apple (entrevista a Júlia Vilaça)

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Júlia Vilaça, 26 anos, licenciada em gestão de empresas é CEO e fundadora do ByCool World. Esta visionária bracarense é responsável por colocar a app “CoolFriend em Lisboa” em primeiro lugar na App Store da Apple. Lançada há menos de uma semana, a app “CoolFriend em Lisboa” já ultrapassou apps referência na categoria “viagens” como o TripAdvisor, Booking e FourSquare.

Esta cool empreendedora “vestiu a camisola” da Excelência Portugal e falou connosco.

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 A popularidade foi tal em Braga, que decidi levar o mesmo conceito para Lisboa

Como surgiu esta ideia de negócio? Este projecto nasceu dentro de outra empresa e tornou-se autónomo. Conta-nos como decorreu todo este processo.

O By Cool World surgiu de um problema pessoal: a dificuldade em planear uma viagem quando me deparava com demasiada informação, desagregada pela internet. A partir daí decidi dar a conhecer o melhor da minha cidade – Braga. Nessa altura criei o Braga Cool, uma publicação online que dá a conhecer o melhor de Braga em áreas como comer, dormir, sair, comprar, visitar, conviver e até trabalhar. A popularidade foi tal em Braga, que decidi levar o mesmo conceito para Lisboa, com o site Lisboa Cool.

O projeto By Cool World nasceu com o apoio da Bloomidea, uma empresa de marketing digital bracarense. Hoje em dia o By Cool World já uma empresa spin-off.

Inicialmente o conceito foi aplicado apenas num website e redes sociais?  Braga foi o “balão de ensaio” natural e Lisboa a “prova de fogo”?

O By Cool World começou em Braga com o website Braga Cool, que de facto foi o nosso “balão de ensaio” que teve excelentes resultados fazendo-nos dar o salto para Lisboa, a cidade “prova de fogo” para consolidar o conceito e provar o modelo de negócio e alavancar para o resto do mundo.

Qual foi o feedback e como surgiu a app para Lisboa?

O Braga Cool cresceu de uma forma muito orgânica e natural, rapidamente nos tornamos num opinion maker em termos de lifestyle na cidade de Braga. Sempre que falamos de um espaço, nos dias seguintes esse mesmo espaço vê a afluência ao seu espaço aumentar instantaneamente. Em Lisboa também está a correr muito bem, já temos mais de 60.000 fãs.

A app surgiu mais uma vez da mesma dificuldade que sentia em planear uma viagem, no trabalho e tempo que isso requer, e como já mencionei anteriormente, no problema de me deparar com inúmera informação, desagregada e diferente pela internet. Lisboa é o sítio perfeito para implementar esta app, com este conceito.

somos o amigo que conhece melhor do que ninguém a cidade

O que podemos encontrar na app? A quem se destina? Para que plataformas está disponível?

A app “CoolFriend em Lisboa” apresenta apenas o melhor de Lisboa, em formato de roteiro, para os que visitam a cidade. Ou seja, não é necessário preocupar-se nem em pesquisar onde ir, ou a que horas o deve fazer! Está tudo pronto à sua espera, basta dizer quando vai visitar a cidade, e o estilo de viagem que pretende.

Mais do que uma ferramenta, somos o amigo que conhece melhor do que ninguém a cidade – nós visitamos, experimentamos e captamos a sua essência. Fazemos a curadoria dos espaços para garantir que levamos os nossos amigos até às melhores experiências em Lisboa. Na app “CoolFriend em Lisboa” garanto que estão apenas as melhores experiências da cidade, geradas para si de acordo com o tempo e a localização, em apenas escassos segundos.

A aplicação encontra-se disponível para download em e .

Quantas pessoas estão envolvidas no projecto e em que áreas?

No total somos 5: dois developers, 1 designer, 1 fotógrafo e eu própria.

Como descreves a sensação de, em menos de uma semana, estar em primeiro lugar na App Store da Apple, ultrapassando gigantes como o TripAdvisor, Booking e FourSquare?

Cool J Foi uma situação inesperada, mas muito bem-vinda. Foi muito bom ver o nosso trabalho reconhecido e receber o apoio e feedback positivo por parte dos utilizadores.

E agora Nova Iorque? É um “salto” considerável. Como vão financiar a expansão?

Sim, a próxima cidade será Nova Iorque e para tal estamos à procura de investimento.

É esta dedicação, amor e esforço nos que fazemos que nos distingue dos concorrentes. Afinal o que faz projetos de sucesso, não são as ideias, mas quem as executa

Como tencionam fazer a diferença face a concorrentes globais e com elevados recursos disponíveis?

O By Cool World não é só mais uma app, é um amigo verdadeiro, que quer partilhar com os seus amigos apenas o melhor, que quer ajudar os seus amigos da melhor forma, que faz tudo por eles.

Nós visitamos e experimentamos todos os espaços para sugerir apenas os melhores, os únicos, os que realmente vão dar a conhecer a essência da cidade. Nós organizamos estas experiências da melhor forma para proporcionar dias incríveis na cidade aos nossos amigos.

É esta dedicação, amor e esforço nos que fazemos que nos distingue dos concorrentes. Afinal o que faz projetos de sucesso, não são as ideias, mas quem as executa.

Fotos: DR

Sociedade Americana de Física premeia o trabalho do Físico Português Nuno Loureiro

 

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Aconteceu já no final de Junho, mas nunca é demais sublinhar o feito do Físico Português Nuno Loureiro, investigador do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Técnico: foi o vencedor do Prémio Thomas E. Stix para jovens cientistas na área da Física de Plasmas.  É sempre um orgulho, abrirmos o site da conceituada Sociedade Americana de Física (APS) – provavelmente a maior das Sociedades de Física e a responsável pela edição dos jornais com maior factor de impacto neste ramo das ciências naturais – e vermos esta notícia com a fotografia do Nuno Loureiro.

Tal como está descrito nesta página este prémio, com o nome do físico americano pioneiro do estudo da Física dos Plasmas nos anos 1960s, pretende distinguir os jovens Físicos (Físicos que terminaram o seu doutoramento há menos de dez anos) que, com o seu trabalho de investigação contribuíram para avanços significativos na área da física dos Plasmas – quer com trabalho teórico, experimental, ou dedicado a aparelhagem científica. O Prémio consiste num certificado e em 2000 dólares para o premiado e será entregue Divisão de Física dos Plasmas da APS a realizar em Novembro deste ano.

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Nuno Loureiro, terminou o seu pós-doutoramento na conceituada Universidade de Princeton, e no Centro para a Energia de Fusão de Culham, no Reino Unido, regressou a Portugal em 2008 para integrar o Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear no Instituto Superior Técnico, como se pode ler no jornal Público.

O seu trabalho tem-se focado no fenómeno de reconexão magnética. Dá-se este nome ao fenómeno de relaxação do campo magnético de um plasma (um estado de matéria, tal como o estado sólido, líquido e gasoso) quando este é sujeito a grandes tensões eléctricas – fenómeno análogo à relaxação elástica de um material (por exemplo uma borracha) quando sobre ela são aplicadas tensões mecânicas. Tal como numa borracha, que aquece liberta calor, aquecendo, neste processo de relaxação, também os plasmas libertam grandes quantidades de energia nestes processos podendo gerar explosões – como as que acontecem no Sol (onde existe muita matéria neste estado de plasma).

Fotos: DR