BIP – O programa a dar gás às ideias da UP!

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O BIP – Business Ignition Programme é “um programa de iteração de modelos de negócio para tecnologias desenvolvidas no meio académico” como pode ler-se no site: http://bip.splashthat.com/. Trata-se de um curso destinado aos alunos/investigadores e comunidade académica da UP em geral com o objectivo de identificar oportunidades de mercado para potenciais produtos, ensinar e capacitar os participantes das ferramentas necessárias à comercialização de tecnologias e assim criar novas oportunidades de negócio de base tecnológica.

 

O programa que começou em 2011, tem a organização deste ano a cabo da UPIN – U.Porto Inovação, que é o gabinete de transferência de conhecimento da Universidade do Porto em parceria com a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários e a Startup Pirates que asseguraram a presença de pelo menos oito tutores e mentores com experiência no ensino e no mundo empresarial de base tecnológica. A ideia-base do programa é que se constituam equipas mistas (investigadores + mentores) que ao longo de 12 semanas, uma vez por semana, vão aprimorando o seu modelo de negócio de acordo usando as metodologias que lhes são ensinadas e que foram desenvolvidas por Alexander Osterwalder – Business Model Canvas – e por Steve Blank – Customer Development.

A edição de 2015, que começou no dia 12 de Janeiro, conta com dez equipas participantes e terminou dia 6 de Abril, com a sessão de encerramento que contou com a apresentação pública de cada um dos projectos: MateRHEials, Projecto BeAux, Future NanoCoatings, Supressor de Feedback Acústico, Startmeter, Smart Heat Switch, RICLA, Janela Solar, Avatar Pipeline e Airpark. Para além das equipas participantes, a sessão contou com a presença de alguns investidores (e representantes de grupos de investidores) que assim ficaram a conhecer potenciais projectos de investimento. A sessão ocorreu na ANJE, Porto – e contou com a participação do “tubarão” João Koehler da ANJE, Fátima Ramalho da U.Porto Inovação, e Inês Santos Silva da Startup Pirates. A sessão contou ainda com a presença de alguns investidores (e representantes de grupos de investidores) que assim ficaram a conhecer potenciais projectos de investimento. O resultado foi uma sessão animada, onde se destacou a qualidade e inovação destes projectos, que se encontram em diferentes estados evolutivos

 

Cá estaremos para lhes desejar sorte e acompanhar no futuro próximo!

 

Fotos: DR

ZECA – o robot minhoto que está a ajudar as crianças autistas!

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O projecto da Universidade do Minho “Robótica – Autismo” , desenvolveu e apresentou o robot ZECA, sigla para “Zeno Engaging Children with Autism”. O projecto teve início em 2009 no Centro Algoritmi e no Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho, e é coordenada pela Professora Filomena Soares, juntamente com Cristina Santos, João Sena Esteves, Sandra Costa, Ana Paula Pereira (CiED – Uminho) e Fátima Moreira (APPAACDM – (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental).

Como pode ler-se no site dedicado ao projecto (http://robotica-autismo.com/), o principal objectivo deste é usar robots para melhorar vida social de crianças com perturbações do espectro do autismo. Em particular, pretende melhorar as capacidades de interacção, comunicação e reconhecimento de emoções num ambiente social por parte destas crianças.

Várias publicações científicas apontam para a (boa) influência dos robots na melhoria das capacidades sociais destas crianças, sendo que recentemente esta prática foi classificada como uma das 27 práticas de intervenção a usar no desenvolvimento destas crianças (http://www.robokindrobots.com/robots4autism-home/robots4autism-research/).

Como surge então este casamento entre robots e as crianças com perturbações do espectro do autismo?

Como responde a Dr. Pamella Rollins, do UT Dallas Callier Centre for Communication Disorders, “All kids with autism have problems with social interactions, but they are really really good at technology” (Todas as crianças com autismo têm problemas nas suas interações sociais, contudo são mesmo mesmo boas/interessadas em tecnologia) na sua entrevista à CNN (http://edition.cnn.com/videos/tech/2015/04/02/lead-pkg-foreman-robots-help-fight-autism.cnn) .

Os testes realizados com o ZECA, em cenário de jogo, mostraram que as crianças autistas portuguesas “…melhoraram os seus níveis de resposta, envolvimento e interesse na interacção. Exibiram mais comportamentos não-verbais e tiveram um desempenho significativamente melhor nas tarefas, quer na identificação e imitação das expressões faciais como na inferência dos estados afectivos de colegas”, como conta ao Jornal Público (http://www.publico.pt/sociedade/noticia/universidade-do-minho-cria-robo-que-ajuda-criancas–com-autismo-1691197)

Este projecto que já resultou em quatro teses de mestrado, pelo menos três artigos internacionais, e  dezenas de contribuições (poster/oral e convidadas) em conferências científicas nacionais e internacionais, foi recentemente distinguido no site de referência internacional Robokind (http://www.robokindrobots.com/robots4autism-home/robots4autism-research/) .

Esta é sem dúvida uma janela de esperança para este distúrbio neurológico que afecta uma em cada mil pessoas.

 

O BET 24 Horas está de volta já no dia 11 Abril

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O BET 24 Horas está de volta já no dia 11 Abril
Com um total de prémios de sete mil euros, o BET 24 vê a sua terceira edição a acontecer, em duas fases distintas: a 11 de Abril e 9 de Maio.

Depois de nas edições anteriores ter oferecido uma viagem a Silicon Valley, este ano os vencedores têm ainda a oportunidade de visitar as tech-hubs de Dublin e Londres.

A 1ª fase irá decorrer na Universidade Católica Portuguesa e será composta por quatro desafios. Durante as quatro semanas que separam a 1ª da 2ª fase da competição, serão realizados workshops, eventos de networking com investidores e encontros com mentores. Os participantes terão ainda o apoio da equipa do BET para desenvolverem as suas ideias de negócio.

A 2ª fase e fase final do evento será na Fundação Gulbenkian, onde decorrerão as quatro finais dos desafios num formato ao estilo “Shark Tank”. Neste dia, decorrerá também uma feira de start-ups portuguesas de sucesso e estarão presentes jurados e oradores de referência nacional e internacional.

As inscrições são gratuitas e a competição conta com 11 workshops e oportunidades de networking, com candidaturas abertas até a 8 de Abril , e realizadas através do website www.bet24horas.pt.

Investigadora portuguesa venceu o BiotechnologyYES, um prestigiado concurso britânico destinado a estudantes de ciências que queiram aventurar-se no mundo empresarial

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Joana Branco dos Santos venceu o BiotechnologyYES, um prestigiado concurso britânico destinado a estudantes de ciências que queiram aventurar-se no mundo empresarial. Joana Branco dos Santos e a sua equipa venceram a edição de 2014 e agora partem para o Texas, nos Estados Unidos, onde representarão a Grã-Bretanha.

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Quem é a Joana Branco dos Santos?

Joana Branco dos Santos nasceu nas Caldas da Rainha, no dia 8 de Novembro de 1987. Frequentou sempre as escolas da região e em 2007 rumou a norte, mais especificamente Vila Real, onde ingressou no ensino superior para se formar em Genética e Biotecnologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Seguiu-se um curto estágio de verão no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, com o intuito de ficar a conhecer um pouco mais do dia-a-dia em laboratório.  Depois surge a convicção que queria  trabalhar em neurodegeneração e resolve candidatar-se ao mestrado de Neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Realizou o trabalho para a sua tese de mestrado no laboratório do Dr. Tiago Fleming Outeiro, no Institituto de Medicina Molecular, em Lisboa, e por lá resolveu continuar. Escreveram um projecto científico e concorram a uma bolsa individual de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.  Neste momento encontra-se a frequentar o Programa Doutoral do Centro Académico de Medicina de Lisboa, com especialização em Neurociências, e o seu trabalho é desenvolvido entre Portugal e Inglaterra (Leicester).

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- O gosto pela ciência já nasceu contigo?

O gosto pela ciência propriamente dita penso que não. Mas lembro-me que sempre fui muito curiosa, não em relação a tudo, mas em matéria de biologia e saúde. Queria sempre saber como tudo funcionava ao pormenor, perceber o porquê de o nosso corpo responder de uma determinada forma ao invés de outra perante um determinado estímulo externo, o que acontece no interior das nossas células quando damos essa reposta, o porquê de determinadas perturbações ou doenças poderem afectar de forma tão distinta diferentes populações e, portanto qual a implicação do nosso código genético perante essa perturbação ou doença, perceber de que forma podemos “mexer” na expressão do nosso código genético para atrasar, atenuar ou mesmo curar essas doenças. Já numa fase mais tardia, na recta final da minha licenciatura, comecei a desenvolver um enorme fascínio por aquele que considero o maior mistério que o Homem tem por desvendar, o seu próprio cérebro. E, daí ter percebido que o meu futuro académico passaria por estudar o cérebro humano e quais os mecanismos moleculares associados à morte de neurónios que acontece em doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

- Achas que em Portugal terias condições para desenvolver o teu trabalho?  Como vês o sucesso de tantos portugueses que estão fora de portas?

Acredito que sim, aliás o meu trabalho de doutoramento passa também por Portugal. Comecei o meu doutoramento em Portugal e passado uns meses voei para Inglaterra e estabeleci-me na Universidade de Leicester, onde o nosso laboratório tinha já várias colaborações a decorrer. A minha vinda para Inglaterra já estava prevista à priori no meu projecto de doutoramento mas foi uma decisão totalmente minha, sabia que seria uma mais-valia a nível de crescimento pessoal e profissional. A ciência é universal, é importante  sair mesmo quando há condições para desenvolver o nosso projecto em “casa”, trabalhar em outros laboratórios, conhecer outras realidades e outras formas de fazer ciência, tudo isso é o que nos faz crescer não só como investigadores mas também como pessoas. Aliás se olharmos para o curriculum de todos os grandes cientistas e investigadores portugueses, hoje com os seus laboratórios sediados em Portugal, percebemos que a grande maioria fez parte da sua carreira lá fora e depois regressou. Faz-se muito boa ciência em Portugal e formamos excelentes investigadores, o problema passa pelo reduzido financiamento para manter essas pessoas em Portugal, as condições de trabalho são ainda muito precárias, pouco atractivas e com poucas perspectivas de crescimento. Portanto, quando não há dinheiro para continuar projectos, ou quando deixa de haver dinheiro para pagar salários, torna-se inevitável procurar oportunidades fora de portas, onde nos oferecem um maior reconhecimento monetário e mais garantias de crescimento e estabilização de carreira. Mas também há muitos que saem por opção, como no meu caso, porque procuram consolidação profissional ou apenas um novo desafio. Vejo com bastante naturalidade o sucesso dos jovens cientistas portugueses lá fora, porque vamos melhor preparados em comparação com outros estudantes de ciências de outros países e somos, regra geral, mais determinados e trabalhadores.

- Convives com outros investigadores portugueses no Reino Unido?

Temos uma grande comunidade científica portuguesa no Reino Unido. Estamos um pouco espalhados mas graças ao trabalho da Associação Portuguesa de Investigadores e Estudantes no Reino Unido (PARSUK), da qual sou membro, são organizados encontros anuais onde temos a oportunidade de conviver e discutir o estado da ciência portuguesa e outros temas da actualidade. Para além disso, há alguns estudantes de doutoramento e pós-doutorados na Universidade de Leicester com quem convivo diariamente. E curiosamente tenho também amigos e colegas na Universidade de Cambridge e em Londres.

- Pensas regressar?

Sim, quero regressar. A curto prazo tenho algumas experiências importantes para terminar em Lisboa, ainda no âmbito do meu doutoramento. Quando terminar o doutoramento gostaria de ficar em Portugal, mas claro que tudo dependerá das oportunidades profissionais que surgirem. Tenho consciência que o mercado de trabalho em Portugal é pouco competitivo nomeadamente na área de investigação e ciência e, nesse sentido o estrangeiro continua a ser uma opção bem real.

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- É no laboratório que passas grande parte do teu tempo. Em que consiste a tua investigação? 

O meu trabalho de doutoramento centra-se no estudo da doença de Huntington, uma doença neurodegenerativa hereditária, ou seja, com causa genética. É uma doença que se caracteriza por perda de coordenação motora, movimentos involuntários e, numa fase mais tardia, surgem complicações psíquicas e cognitivas que dão origem a alterações de personalidade, agressividade, depressão e demência. A nível histopatológico esta doença, tal como o Alzheimer e Parkinson, é caracterizada pela acumulação e agregação de proteínas “anormais” num grupo especifico de neurónios que acaba por levar à morte desses neurónios. O meu projecto de doutoramento consiste em estudar os mecanismos moleculares, nomeadamente modificações bioquímicas pós-traducionais que ocorrem após a formação das proteínas e, que levam à alteração e agregação dessas proteínas. Nesse sentido estamos a tentar identificar potenciais alvos terapêuticos que possam, numa fase posterior, ser utilizados pela industria farmacêutica para a produção de novos fármacos mais eficazes.

- Que aplicações práticas poderá ter o mesmo?

Tal como expliquei anteriormente o objectivo final do meu trabalho passa por abrir novas “linhas de investigação” através da identificação de potenciais alvos terapêuticos que deverão ser testados para o desenvolvimento de fármacos de última geração para o tratamento da doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas.

- Que significado tem para ti este prémio? 

Para além de todo o processo de aprendizagem, que apesar de bastante exigente se tornou extremamente compensador a todos os níveis, e das novas competências que adquiri numa área que não é de todo a “minha praia”, o prémio tem-nos proporcionado excelentes oportunidades para networking, tenho conhecido empreendedores com histórias de sucesso fantásticas, interagido com investidores reais e  pessoas ligadas às mais diversas áreas da indústria biotecnológica e do mundo empresarial. Mas mais importante que tudo isso, este concurso fez-me sair da minha zona de conforto e proporcionou-me o contacto com novas e diferentes realidades que me ajudaram a pensar um pouco “fora da caixa” e no que está para lá das portas de um laboratório.

- Defendes que a indústria portuguesa devia apostar mais nos jovens cientistas. Achas que a ligação meio académico/meio empresarial não funciona ?

Não de todo, nomeadamente em Portugal. Temos um número brutal de doutorados para as vagas disponíveis no sistema científico e académico nacional. E portanto, estamos a assistir a uma crescente necessidade de empregar e transferir investigadores do sistema científico, e em particular das universidades, para as empresas. No entanto, é necessária uma maior consciencialização para este problema e uma maior abertura das empresas portuguesas à inovação, mas também é necessário atrair mais jovens cientistas para a indústria e para o sector privado. Penso que uma das soluções passa precisamente pela criação, em Portugal, de concursos semelhantes ao “Biotechnology YES”. Este concurso é desenhado para investigadores em inicio de carreira e projectado para aumentar a consciencialização sobre a importância da comercialização de ideias biotecnológicas e biomédicas. A ideia é atrair mais jovens cientistas para a indústria de forma a aumentar a produtividade e a competitividade da economia. Além disso, neste género de competições é esperada uma interação pró-activa entre jovens investigadores e potenciais empregadores ou investidores o que permite também a consciencialização, por parte do empregador, do potencial e das vantagens que um jovem cientista pode trazer para a sua empresa. Por exemplo, no Reino Unido há cada vez mais empresas e instituições a financiarem e a tomarem parte destes concursos porque vão precisamente à procura de novos colaboradores com determinação e vontade de inovar.

- Como encaras o teu futuro?

Neste momento estou focada em terminar o meu doutoramento o melhor possível. Em relação ao futuro da minha carreira profissional tenho várias hipóteses em cima da mesa e alguns projectos que gostaria de ter a oportunidade de desenvolver ligados ao empreendedorismo científico.

- Para além da paixão pela investigação, quais são os seus outros interesses?

Sou uma apaixonada por naturopatia na cozinha e consequentemente tudo o que involva um estilo de vida saudável e equilibrado. Ir correr, fazer uma aula de body pump ou simplesmente dedicar algum tempo a planear e preparar as minhas refeições é das coisas que me dá mais prazer e me ajuda a aliviar os níveis de stress e ansiedade. Para além disso, e a um nível mais intelectual, interesso-me por política e gosto de escrever sobre diversos temas da actualidade. Estou aliás a ponderar criar um blog muito brevemente.

 

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“Biodiversidade para todos”, de Milene Matos, venceu o Prémio Internacional Terre de Femmes 2015 e o prémio atribuído pelo público

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“Biodiversidade para todos”, de Milene Matos, venceu o Prémio Internacional Terre de Femmes 2015 e o prémio atribuído pelo público

O prémio Terre de Femmes. Instituído pela Fundação Yves Rocher,  pretende homenagear o trabalho das mulheres que, por todo o mundo, contribuem para salvaguardar o mundo vegetal e para melhorar o meio ambiente, agindo simultaneamente para o bem-estar da sociedade. Com este prémio, a investigadora recebe 10 mil euros da Fundação Yves Rocher, o que lhe vai permitir incutir um novo ímpeto ao projecto.

Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro (UA) confessou na sua página do Facebook que “uma coisa era ganhar o prémio do Público, para o qual tive todo o apoio da Universidade de Aveiro, FMB, amigos, colegas, comunicação social e mesmo perfeitos desconhecidos (…)  Outra era o Grande Prémio Internacional do Júri. Um júri entendido, de pessoas conceituadas que não conheciam nada mais de mim além do meu trabalho.”.

Responsável pelo projecto “Biodiversidade para Todos”, Milene Matos tem usado o património natural, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco para erguer um serviço educativo com funções pedagógicas, mas também sociais e de promoção e protecção da biodiversidade local. Aquando da vitória na componente nacional da competição, a Excelência Portugal entrevistou a bióloga.

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Nunca nos meus sonhos mais rebuscados contava ganhar esse título, concorrendo com mulheres e projectos tão importantes, nobre e dignos. Estou como que entorpecida, foram muitos sentimentos… Sinto na verdade uma espécie de culpa por ter ‘varrido’ a competição, não havia mais canecos para trazer…

E como afirma Milene Matos, “Já se fala do Buçaco na TV Francesa…”

http://information.tv5monde.com/terriennes/milene-matos-biologiste-amoureuse-de-la-foret-nationale-de-bucaco-au-portugal-25962

 

fotos: DR

Pictomed – um projeto de Design Inclusivo (entrevista)

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A Pictomed constitui um projeto de Design Inclusivo com o propósito de desenvolver uma linguagem universal que permita o consumo de medicamentos de forma adequada. O projeto surge após a constatação de que as bulas dos medicamentos possuem frequentemente uma linguagem pouco acessível à compreensão do público em geral. Acresce que pessoas invisuais ou com deficiência motora encontram ainda uma panóplia maior de limitações neste mesmo sentido.

O projeto foi criado por duas jovens, de igual modo empreendedoras e criativas portuguesas, nomeadamente Sara Agostinho  e Romina Fernandes. Ambas formadas em Design Gráfico, pela Escola Superior de Artes Aplicadas, em Castelo Branco.

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Quais as motivações que levaram, duas formadas em em Design Gráfico/ Comunicação, se fundirem num projeto ligado à área da saúde? Para além de efetivamente procurarem um mundo mais inclusivo.

O projeto Pictomed surgiu em 2009, quando na cadeira de tipografia, foi proposto a ambas as promotoras um exercício, que consistia em aplicar diferentes tipografias, corpo de texto e cor, numa bula de medicamento e compreender como essas alterações influenciavam a legibilidade do documento. Quando a fundadora Romina Fernandes se deparou como este pequeno exercício afectava a  leiturabilidade da bula, questionou-se como fariam as pessoas com problemas de visão para terem acesso a uma informação com tamanha relevância.

Foi neste contexto que surgiu a ideia de criar uma solução, tentando aliar as nossas competências técnicas a uma necessidade real. O fato de não ser direcionado à nossa área de formação, não é inédito, pois em design de comunicação, é comum deparamo-nos constantemente com trabalhos de temáticas que não dominamos. Contudo tivemos desde inicio a consciência de que a área em que nos estávamos a inserir (saúde) é sensível. Todos os produtos e serviços são criados com normas mais estandardizadas, aplicando regras para o cidadão comum, a nossa motivação passou principalmente por incluir pessoas que não se enquadram normalmente nesses padrões, mas que têm os mesmos direitos à informação. Para além disso também pretendemos conferir maior qualidade de vida, pois as pessoas poderão ser mais autónomas e consequentemente mais ativas.

Estima-se que “cinquenta por cento da população mundial não toma corretamente a medicação”. Dados que não ficam à margem da atenção, de que modo se pode afirmar que a alteração (complemento) à apresentação das bulas e medicação possa contribuir para a diminuição do uso incorreto do medicamento?

Um medicamento é concebido com finalidade curativa, contudo a sua eficácia não depende meramente da sua composição mas também de outros fatores, que se traduzem numa administração correta. Sendo a bula a principal fonte de informação oficial disponibilizada, acreditamos que esta não é acessível a um conjunto de pessoas. O nosso objetivo é complementar a informação atual, para uma toma mais eficaz e rápida.

A nossa solução teve como principio a criação de pictogramas, que representam através de desenhos os conceitos tangíveis do processo de toma dos medicamentos. A linguagem visual é um forte recurso na transmissão de mensagens, facilitando assim a comunicação, pois é mais simples e direta. O nosso cérebro tem tendência para reter melhor a informação visual.

Nesse sentido a Pictomed criou um sistema de pictogramas que caracterizam aspectos como: horário, dosagem, modo de toma e patologias, etc. de modo a personalizar a terapêutica a cada pessoa. Acreditamos que este será um grande contributo para a  diminuição do uso incorreto do medicamento, pois a informação está disponibilizada em cada caixa, num formato de autocolantes, com grande dimensão e contraste. Estes estarão sempre presentes no ato da toma, relembrado assim ao consumidor qual o modo certo de tomar a sua medicação.

De que modo procuram alcançar este mesmo objetivo?

Nos últimos meses a Pictomed esteve a desenvolver o protótipo, para testar e validar em contexto real, de modo a comprovar a eficácia e funcionalidade do sistema. Para nós, como designers, é importante compreender as reais necessidades dos utilizadores, para desenvolver um produto que seja totalmente inclusivo. O nosso objetivo é que o nosso produto chegue ao público pretendido, para isso neste momento estamos à procura de recursos financeiros, por exemplo investimento e parcerias, para o desenvolvimento do produto e angariar os recursos necessários. Em paralelo a equipa da Pictomed está a preparar uma campanha de Crowdfunding, prevista para breve.

Quais as grandes vitórias alcançadas até à data? É possível verificar que se encontram presentes em Farmácias da Covilhã e Fundão, qual a área geográfica de influência que a Pictomed procura alcançar?

A primeira vitória foi o passaporte para o empreendedorismo, que deu a grande possibilidade de continuar com projeto, pois ambas as promotoras tinham um trabalho fixo e não tinham total disponibilidade para o seu desenvolvimento. Esta bolsa proporcionou a dedicação a tempo inteiro, tendo sempre como foco a Pictomed.

Outras grande vitória alcançada até hoje, foi conseguirmos mover pessoas, que acreditam no projeto e que têm contribuído para a evolução do mesmo. Todas elas com diferentes ambivalências desde: gestão, financeira, consultoria , social media, relações públicas, ciências farmacêuticas e medicina, têm acrescentado valor ao projeto, com os seus feedbacks nas diversas áreas.

E por último a mais importante de todas, tem sido ver o impacto do projeto implementado nas farmácias, as pessoas referem que é uma mais valia e que entendem melhor a terapêutica, temos testemunhos como o da D.Clementina “que giro…existem ideias realmente muito giras, esta é muito prática e necessária” ou como o da farmacêutica Catarina, (na Farmácia de Oeiras, onde foi realizado um beta testing): “O projeto é magnífico, está muito bem desenvolvido e é muito pertinente”. Para nós tem sido impressionante, a receptividade ao projeto e corresponder aos ideais para o qual foi desenvolvido.

Sendo um projeto de design inclusivo, não podemos afirmar que temos uma zona geográfica de atuação especifica, pois pretendemos que a Pictomed esteja em todo o lado. Contudo houve a necessidade de selecionar algumas farmácias para a realização dos beta testing, neste caso selecionamos a zona da capital e no interior do País, por espelharem realidades bastante diferentes e assim obtermos diferentes feedbacks.

A equipa é atualmente constituída por mais dois elementos, contando com o apoio de quatro instituições, de entre elas o Governo Português. Será de prever a longo prazo um aumento nestes setores correto? Quais os grandes objetivos a alcançar daqui em diante?

Como referimos, neste momento a nossa equipa já conta com um conjunto de elementos das mais variadas áreas. A longo prazo pretendemos aumentar a equipa, pois quanto mais diversificada for, mais valências terá o projeto. O nosso objetivo passa também por obter apoio e parcerias de instituições /associações ligadas à área da saúde.

Na próxima fase, a Pictomed pretende desenvolver a Mobile APP, pois será um grande complemento ao sistema, e ajudará sobretudo pessoas invisuais. Esta terá outras funcionalidades importantes, como por exemplo os alarmes.

O grande passo a alcançar será produção e comercialização do produto, fazendo assim chegar o sistema Pictomed junto do seu público alvo e também alcançar outros mercados internacionais. Pretendemos assim, ajudar a criar uma sociedade mais justa e informada, e este será o nosso contributo para um mundo melhor.

Por último, seguindo num outro sentido, gostava de compreender como os mundos de ambas criadoras se encontraram, assim como numa ótica de mensagem, qual o conselho que dariam para pessoas que juntas procuram desenvolver um projeto. (O que é necessário em termos informais, entre outros aspetos)

O nosso caminho cruzou-se durante a Licenciatura, e teve continuidade no Mestrado. Durante o Mestrado ambas as criadoras estavam a desenvolver projetos de Design Inclusivo para o sector da saúde e ambos tinham o mesmo intuito: investigar, desenvolver e simplificar informação para um nicho específico, e perceber como o design poderia ter um contributo tão importante na componente social. Ambas somos apaixonadas por desafios e pela nossa área de formação, sempre quisemos aliar os nossos conhecimentos a algo que fosse realmente útil para a sociedade. Após a conclusão do Mestrado, cada uma seguiu o seu rumo. Até que julho de 2014 surgiu a oportunidade de nos juntarmos e continuar a Pictomed. Mais do que colegas de trabalho somos amigas, apesar do principal fator que nos uniu nesta aventura, foi partilharmos a mesma vontade de contribuir com o nosso trabalho para melhorar a vida das pessoas.

O principal conselho que podemos deixar é fazerem aquilo que realmente gostam e que acreditam. A escolha da equipa é sem dúvida o maior desafio de qualquer projeto, pois mais que competências técnicas, é necessária paixão e empenho a cem por cento, seja qual for o seu papel. Outro conselho que podemos deixar é não ficar fechado em casa, é importante criar rotinas e ter um local específico para trabalhar. No nosso caso, optámos por uma incubadora e tem sido bastante interessante a troca de sinergias com outras startups. Por último, mas também muito importante, não tenham medo de falar sobre o vosso projeto, a partilha de ideias com pessoas das mais diversas áreas, e que provavelmente já passaram por experiências semelhantes, faz-nos “pensar fora da caixa”.

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[Para mais informações acerca da Pictomed pode consultar os seguintes links: www.pictomed.pt; www.facebook.com/Pictomed. Ou ainda entrar em contacto através de pictomed@gmail.com.]

 

fotos: DR

Laboratório Português de Hidrobiologia e Ecologia no topo Mundial

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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, distinguiu o Laboratório de Hidrobiologia e Ecologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), sediado em Atlanta. A distinção consistiu no Certificado de Desempenho obtido no âmbito do programa Ensuring the Quality of Urinary Iodine Procedures (2014EQUIP).

Como pode ler-se no site deste instituto (http://www.cdc.gov/labstandards/equip.html), o iodo é um micronutriente que o corpo usa para criar hormonas tiroideias que são absolutamente essenciais ao crescimento, desenvolvimento e metabolismo ao longo de toda a vida de uma pessoa. Estima-se que as desordens resultantes de deficiência de iodo afectem mais de um milhar de milhões de pessoas por todo o mundo. Por exemplo, a deficiência de iodo é a maior causa (prevenível) de problemas de atraso mental no Mundo. Assim, se percebe melhor a importância de criar, testar e normalizar métodos muito precisos para a quantificação de iodo (normalmente pela urina) nas populações.

O Laboratório de Hidrobiologia e Ecologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar foi distinguido, passando a pertencer a um grupo restrito de entre 183 laboratórios espalhados por todo o mundo. A distinção reconhece aquele laboratório da Universidade do Porto como parceiro capaz de realizar, com sucesso, o doseamento de iodo em urina humana, através de um dos métodos certificados para o efeito. Criado em 1993 e liderado por Adriano Bordalo e Sá o Laboratório de Hidrobiologia do ICBAS desenvolve a sua actividade nas áreas do ensino de Ecologia (ao nível de licenciatura e mestrado em Ciências do Meio Aquático, incluindo em cursos europeus) e da investigação multidisciplinar em domínios que dão desde a ecologia estuarina até à cólera em África, passando por biorremediação de zonas contaminadas por hidrocarbonetos, biogeoquímica associada aos ciclos do azoto e enxofre, estados larvares e juvenis de peixes, modelização de sistemas estuarinos e na carência de iodo em seres humanos – área onde foram agora distinguidos.

Este é mais um reconhecimento à investigação de excelência realizada nas Universidades Portuguesas, que ainda esta semana foi novamente reconhecida pela instituição de ranking internacional U-Multirank (http://excelenciapt.com/site/?p=1437).

Universidades portuguesas reconhecidas entre as melhores do mundo

Universidade NovaSeis universidades nacionais destacaram-se com nota máxima nos rankings do U-Multirank 2015: Aveiro, Coimbra, Lisboa, Minho, Nova de Lisboa e Porto

A segunda edição do ranking global U-Multirank foi recentemente divulgada e estas seis universidades obtiveram nota máxima – 10 valores – estando bem posicionadas comparativamente com as 1200 instituições de ensino superior de 85 países diferentes que este estudo engloba.
O U-Multirank é um estudo compilado e financiado pela Comissão Europeia no montante de 2 milhões de euros e o seu sistema de classificação é inovador, pois permite classificações multidimensionais, baseadas numa gama muito mais alargada de fatores do que as outras classificações internacionais.
Segundo a página da Comissão Europeia em Portugal, “A ideia é evitar classificações simplistas que possam originar confusões nas comparações entre as instituições de diferentes tipos ou esconder diferenças significativas ao nível da qualidade dos cursos da mesma Universidade”. Assim, em http://www.u-multirank.eu o utilizador tem a possibilidade de construir uma classificação personalizada baseada nas suas necessidades específicas.
A ferramenta de análise comparativa do desempenho das instituições baseia-se em 31 indicadores, organizados em 5 grupos distintos: ensino e aprendizagem, investigação, transferência de conhecimento, orientação internacional e envolvimento regional. Os autores salientam que cada instituição pode apostar em áreas de especialização diferentes, pelo que não pretendem fazer um “ranking das melhores do mundo”.
De acordo com a análise divulgada, no geral as seis universidades nacionais destacam-se sobretudo na investigação, enquanto falham na transferência de conhecimento e no ensino/aprendizagem.
Um especial destaque para a Universidade Nova de Lisboa (na imagem do topo encontra-se a Faculdade de Economia), que para além de ser a minha universidade, é a universidade portuguesa com maior número de pontuações máximas, com 13 critérios classificados na categoria A.

Apesar de o ensino superior português ainda ter muito que trilhar, é muito positivo este reconhecimento internacional por um novo estudo que tem sido bastante bem acolhido pela comunidade académica. Parabéns às Universidades!

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Universidade de Lisboa

Universidade Minho

Universidade do Minho

Universidade Coimbra

Universidade de Coimbra

Universidade Aveiro

Universidade de Aveiro

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Universidade do Porto

 

Melhor revisora do ano de jornal de alto impacto científico é portuguesa

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Melhor revisora do ano de  jornal de alto impacto científico é portuguesa

O processo de publicação de um artigo científico implica três grandes passos principais: 1) a escolha do jornal para onde enviar o trabalho desenvolvido (que se baseia nos objectivos do jornal, mas também na sua relevância – que é medida através do factor de impacto), 2) a primeira interacção com o editor, que pode recusar de imediato ou então enviar o trabalho para os revisores (passo 3) – que são, normalmente, cientistas cujo trabalho e mérito são reconhecidos pelos seus pares na área de trabalho. Embora esta metodologia esteja a ser cada vez mais questionada – sobretudo pela ausência de pagamento ao revisores/ tempos de resposta – continua a estar em vigor.

O jornal em causa é o “Omega, The International Journal of Management Science” da editora global Elsevier. O seu objectivo é o de dar a conhecer desenvolvimentos na área da gestão de projectos científicos, com destaque para resultados científicos inovadores e para aplicações. Pode ler-se no seu site, que o material publicado é de alta qualidade e relevância. Factos que são suportados pelo elevado factor de impacto do jornal: 3.5 – significa que em média cada artigo é referenciado por 3.2 artigos no espaço de dois anos após a sua publicação. Ora bem, esta mesma qualidade é assegurada exactamente pelos revisores, que, colocando questões, fazendo críticas, recusando artigos com pouca qualidade, permitem aumentar a qualidade e relevância do jornal.

O jornal Omega, atribuiu este ano, o prémio de melhor revisor de 2014 a onze cientistas. Desde o MIT, passando pela conceituada École Polytechnique, encontramos o nome da Professora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e cientista do grupo INESC TEC, Ana Camacho. Esta professora e investigadora é especializada na área da Data Envelopment Analysis e Performance Assessment, conta com inúmeros projectos de investigação, orientações de doutoramento e pós – doutoramento nas áreas da saúde, educação, retalho, indústria da construção, transportes, pescas, qualidade de vida e sustentabilidade a nível urbano e regional.

É o reconhecimento da excelência, não só no trabalho de investigação como no de revisor ou árbitro tão essencial ao escrutínio da qualidade científica dos trabalhos publicados.

 

foto: UP

iUP25k volta a premiar as melhores ideias de negócio

ip25

O perfil está traçado. “Basta” ter uma ligação à Universidade do Porto, juntar-lhe uma boa ideia de negócio, vontade de rentabilizá-la e de a fazer crescer no mercado. É tudo isso que se procura nos candidatos à sexta edição do Concurso de Ideias de Negócio da U.Porto – iUP25k, cujas candidaturas decorrem até ao próximo dia 19 de abril.

Promovido pelo UPIN – Universidade do Porto Inovação e pelo Clube de Empreendedorismo (CEdUP), o iUP25k é um instrumento de sensibilização para o empreendedorismo e criação de novas empresas que tenham por base processos de exploração de conhecimento e inovação gerados na Universidade. Procuram-se por isso empreendedores com ideias inovadoras e arrojadas, nas áreas, científica, tecnológica ou social. Em disputa está um total de prémios no valor de 25 mil euros (patrocinado pelo Banco Santander Totta), a dividir pelas três melhores ideias de negócio (15 000 euros para a melhor ideia e 5.000 euros para as duas restantes).

 

fonte : Notícias UP
http://noticias.up.pt/iup25k-volta-a-premiar-as-melhores-ideias-de-negocio/

mais informação em: http://iup25k.up.pt.