Ordem dos Psicólogos lança iniciativa destinada a estudantes de Psicologia

academia_opp[1]
A Academia OPP é uma iniciativa da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) destinada a todo os estudantes que se encontram a realizar a sua formação em Psicologia (1.º e 2.º ciclos ou mestrado integrado) em instituições de ensino superior portuguesas. A Academia OPP é o projecto que pretende aproximar o aluno do futuro da profissão de Psicólogo/a, dando-lhe oportunidades de pensar o seu percurso e de o aproximar da entidade que em Portugal regula a profissão.

O dia da “Academia OPP” será constituído por três sessões:

  • “Do curso à profissão: Uma Ordem próxima” – Uma sessão destinada aos estudantes do 1º ano, que apresenta a OPP e explica qual a sua utilidade e finalidade;
  • “Unidade da diversidade: Uma Ordem próxima” – Direccionada para os estudantes do 3º ano, esta sessão tem como objectivo aprofundar os temas relacionados com a profissão de Psicólogo;
  • “Cria o Teu Estágio: Uma Ordem próxima” – Esta sessão é reservada aos estudantes finalistas do mestrado de Psicologia e pretende explicar e apresentar o estágio profissional de acesso à OPP. Pretende-se que este seja um espaço dinâmico de debate e que sejam partilhadas estratégias de procura de estágios profissionais.

Ainda no âmbito da “Academia OPP”, será lançado o “Prémio Inovação na Intervenção Psicológica”, que pretende promover novas formas de realizar intervenções psicológicas em Portugal, criando oportunidades que estimulem a inovação e a criatividade na melhoria da Saúde Psicológica da população portuguesa.

Este programa terá uma periodicidade anual/bianual e destina-se a estudantes de Psicologia portugueses. É composto por duas actividades principais, cujo objectivo geral consiste em promover e premiar a inovação, o método, a criatividade e o rigor científico em projectos de Intervenção Psicológica. Os vencedores poderão vir a participar no Summer Camp da OPP (Julho de 2015) ou a beneficiar de uma experiência de estágio de curta duração numa organização internacional.

Para mais informações, clique aqui

foto: DR

Eco³ – uma micro casa que vai inovar o alojamento do turismo de natureza

eco1

Com inspiração nos elementos naturais, formato de cubo e recurso à cortiça, um novo projecto de arquitectura modular chamou a atenção no Startup Pitch Day do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Trata-se do modulo habitacional Ecocubo (Eco3), da autoria do arquitecto António Fernandes, especialmente vocacionado para alojamento de turismo de Natureza.

Eco3Sin

Com uma área útil entre os 7 e 14 metros quadrados, o módulo revestido a cortiça assume-se como uma opção de baixo custo, flexível e podendo funcionar de forma autónoma. O revestimento é uma das características marcantes do Ecocubo, sendo que a concretização material do projecto conta já com o apoio da corticeira Amorim.

Para António Fernandes, o Ecocubo permite “exprimir os valores da Portugalidade, da inovação tecnológica e sustentabilidade”. Apresentado como marca de identificação de construção ecológica, o projecto quer assumir-se como mais-valia no sector do turismo de Natureza. Com recurso a elementos pré-fabricados, o módulo habitacional está também vocacionado para vários tipos de usos.

Eco3S

A concretização material conta com o conhecimento especializado de parceiros como a corticeira Amorim, a empresa de eficiência energética Edigreen, e o UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. O Ecocubo frequentou durante 6 meses o Programa de Aceleração de Startups do UPTEC e reuniu as preferências do júri no evento final do Programa, o Startup Pitch Day, tendo recebido a menção honrosa na área das Indústrias criativas.

 

fonte: http://uptec.up.pt/noticia/eco3-micro-habitacao-que-vai-mudar-o-alojamento-do-turismo-de-natureza

fotos: DR

Metamorfose muda face do antigo prédio da Oliva no Porto

Metamorfose[1]

Metamorfose é o nome da estrutura metálica que a dupla de arquitectos FAHR 021.3 projectou para a fachada do antigo edifício da Oliva, ao lado da Estação de São Bento. É a primeira de várias intervenções realizadas no âmbito do projecto Locomotiva, dinamizado pela Câmara Municipal do Porto, através da PortoLazer, e cofinanciado Programa ON.2 – O Novo Norte, com o objectivo de dinamizar a área envolvente à Estação.
A Metamorfose vai manter-se na ruína da Oliva até ao final do projecto Locomotiva, previsto para Junho de 2015. A Excelência Portugal entrevistou os arquitectos Filipa Frois Almeida e Hugo Reis do colectivo responsável pelo projecto.

1_FAHR0213-2_905[1]

 

Metamorfose significa uma mudança na forma e na estrutura do corpo. A proposta da FAHR 021.3 é resultado de uma fusão entre a ruína e a escarpa acidentada de granito

Em primeiro lugar, gostaria de saber porque Metamorfose? Sendo uma reinterpretação da encosta e das ruínas, porquê a utilização do aço?

Metamorfose significa uma mudança na forma e na estrutura do corpo. A proposta da FAHR 021.3 é resultado de uma fusão entre a ruína e a escarpa acidentada de granito, transformando-se numa malha digital, uma interpretação do espaço. Metamorfose foi deste modo escolhido por ser o único que fazia sentido. O aço foi o material escolhido pois para além de já haver alguma utilização na cidade do Porto de materiais da mesma família – as pontes em ferro, o antigo Palácio de Cristal, a própria estrutura de contenção existente na ruína Oliva- é o material adequado para realizar uma estrutura com este porte e torção e que vivesse durante os meses previstos.
 

Em segundo lugar, sendo uma aluna de arquitectura, compreendo o poder do conceito, mas será tangível ao resto do público?

Para a FAHR o mais interessante é que as nossas peças tenham várias mensagens inerentes. Não nos interessa defender só um único ponto de vista, nem um conceito fechado apenas perceptível a um grupo de pessoas. Daí a estrutura ter vários paralelismos com a cidade do Porto desde a cor, ao material, ao aspecto acidentado, à relação entre a ruína e a escarpa. A intenção é surpreender, provocar as pessoas, e que pensamos estar a fazer esse efeito nas população invicta e seus turistas.
 
Em terceiro lugar, qual a posição do vosso atelier em relação à ruína onde está a intervenção? Tendo em conta que foi abandonada nos anos 60, porque decidiram ter uma instalação e não um possível início de proposta para deixar essa hipótese mais consciente?

O desafio realizado pela Porto Lazer era desenvolver uma instalação no espaço da ruína. A FAHR tem já portfolio na area artística com instalações com vários propósitos que servem vários programas, como estudante de arquitectura que és, sabes que existem programas, encomendas, perguntas para responder e inclusive responsabilidade social. Desta forma, responde-se ao que nos é pedido com o propósito que nos é colocado. A ideia da Porto Lazer motivada por nós é intervir em espaços devolutos por períodos curtos que ajudem a dinamizar o tecido urbano e a integrar vazios esquecidos, desde dos anos 60 que nada foi feito nem com muito nem com pouco, apesar de tudo a Metamorfose reintegra uma ruína na cidade, sem esquecer que esta não é uma ruína de valor patrimonial.

Seguidamente, sabendo que arquitectura é muito mais do que construção e a vossa preocupação com luz e cor foi muito importante para o projecto, porque razão a escolha do verde e não utilizar, por exemplo aço corroido realmente?

Aquilo que utilizamos ou não é uma questão de abordagem de autor, poderíamos usar aço corroído e poderíamos usar aço inoxidável…no entanto, a nossa intenção de fazer destacar uma forma de uma ruína que já tinha uma estrutura de aço OXIDADO e alvenaria passou por ser com uma cor forte que promovesse mais a forma e a própria materialidade da peça.

Por motivos de de conceito optamos de pintar a estrutura em aço de verde, uma referência aos programas de modelação que utilizamos, assumindo quase um caracter digital construído.

Por outro lado, que uma cor tão alegre, jovem e fresca iria estabelecer um diálogo disruptivo com a cidade e iria provocar os transeuntes.
 
Por fim, como consideram que a vossa instalação vai afectar as pessoas? E qual era a pretensão inicial?

Temos recebido imensas mensagens de pessoas que nos agradecem pela intervenção audaz e provocadora na ruína, o que é bom pois era essa a ideia inicial. A intenção era repensar um espaço esquecido no centro do Porto, integra-lo no cenário envolvente e devolver-lhe dignidade. Acho que temos tido um feedback super positivo tanto a nível nacional como a nível internacional.

fotos:DR
video: Building Pictures

Jovem investigadora da U.Porto premiada pela AllTech

RitaAzeredo4Rita Azeredo nasceu a 6 de Janeiro de 1989 e transporta consigo carismáticos genes nortenhos aliados a uma paixão pelo azul, a cor que a une ao mar e ao futebol.

Aos 26 anos, Rita Azeredo é estudante do doutoramento em Biologia  da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), a desenvolver investigação no Centro Indisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR) (laboratório NUTRIMU), e antiga estudante do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

A investigadora do CIIMAR venceu o 1.º prémio AllTech Young Scientist Awards na categoria regional Europa/África/Rússia para estudantes graduados e está entre os 8 investigadores de todo o mundo que vão disputar o prémio final.

A Excelência Portugal quis saber mais. E o que encontrámos?
Uma investigadora que aparece de mota e que em nada se assemelha ao estereótipo do habitante de um laboratório. A partir daqui, estavam criadas todas as condições para uma entrevista ainda mais interessante.

rita_2
 Desde criança que me encanto com a Natureza, com a complexidade dos organismos e com os recursos que o Homem pode explorar
- Quando tomaste consciência que a ciência seria o teu caminho?
Acho que nunca considerei outra opção. Desde criança que me encanto com a Natureza, com a complexidade dos organismos e com os recursos que o Homem pode explorar. A vida que o mar esconde é imensa, distante e sempre atraiu a minha atenção de uma forma especial. A licenciatura em Ciências do Meio Aquático no ICBAS acabou por ser o impulso forte que me deu a certeza de querer continuar a estudar a vida marinha. Sendo a aquacultura uma actividade emergente que junta a biologia marinha e a indústria vi nela a oportunidade ideal para crescer profissionalmente.
 
- Como vês Portugal no teu campo de investigação?  Dada a nossa situação geográfica, a nossa Zona Económica Exclusiva e as pretensões de extensão da nossa plataforma continental, estamos a fazer o suficiente?
Não há dúvida que Portugal reúne condições únicas para a implementação e desenvolvimento de aquaculturas. Temos uma orla costeira enorme e água com excelente qualidade, com influência das águas do Mediterrâneo e do Atlãntico. A extensão da nossa ZEE não é de todo limitante para esta indústria. Os entraves são de outras naturezas. Infelizmente, dada a complexidade dos processos para o arranque de uma empresa que tanto caracterizam o nosso país e a grande competitividade com Países vizinhos tais como a Espanha, Grécia e Itália, o sucesso de uma aquacultura em Portugal dificilmente é garantido. Por outro lado, existem diversos grupos de investigação de Norte a Sul que se focam nesta temática e que colaboram directamente com as aquaculturas existentes dando o apoio e o feedback essenciais para a sustentabilidade dessas empresas. Assim, julgo que o que é necessário é simplificar processos de licenciamento, subsidiar e apoiar de diversas formas o desenvolvimento desta actividade que poderia contribuir significativamente para o crescimento económico do nosso Pais, à semelhança de outros tais como a Noruega ou a Escócia.
rita_3a
Acho que fomos grandes nos padrões dos séculos XV a XVII mas podemos também ser maiores do que somos na actualidade se soubermos tirar partido da nossa situação assim como os nossos antepassados souberam fazer há umas centenas de anos
- Concordas que sempre que Portugal se virou para o mar prosperou e que o nosso futuro passa por ele?
Sem dúvida! Não há dúvidas de que a nossa situação geográfica nos lançou ao mar, nos fez chegar tão longe e nos fez crescer em dimensões imperiais. Acho que fomos grandes nos padrões dos séculos XV a XVII mas podemos também ser maiores do que somos na actualidade se soubermos tirar partido da nossa situação assim como os nossos antepassados souberam fazer há umas centenas de anos. No passado o mar representava caminho livre para as descobertas, agora temos de nos focar nos recursos que nele podemos explorar. Desde a energia das ondas ao fundo oceânico e as suas fontes geotérmicas, passando pela pesca. Podemos promover a nossa auto-sustentabilidade se soubermos explorar o que o mar tem para nos dar.
 
- Em que consiste a tua investigação/projecto? 
Trabalho em nutrição, e especialmente na manipulação das dietas em aqucultura de modo a modular a resposta imunitária dos peixes. Simplificando, depois de alimentar os peixes com dietas que contenham quantidades de um dado aminoácido superiores ao requerimento básico, avalia-se a sua resistência à doença e conclui-se se esse aminoácido contribuiu ou não para elevar as defesas imunitárias do animal. Eu trabalho especificamente com robalo e tenho estudado o efeito de três aminoácidos: arginina, meteonina e triptofano. Os resultados têm apontado para diferentes efeitos o que seria de esperar já que cada um deles actua por mecanismos distintos. A este tipo de dietas (suplementadas com um determinado ingrediente) chamamos dietas funcionais.
 
- Que aplicações práticas poderá ter o mesmo?
As dietas funcionais são usadas em aquacultura e têm como grande objectivo enaltecer, melhorar, estimular uma dada característica ou função no organismo dos peixes. No presente caso, as dietas suplementadas com aminoácidos poderão ser usadas como medida preventiva contra eventuais episódios de doença que, em contextos de cultivo extensivo, são muito comuns. Paralelamente à vacinação, a aplicação destas dietas permite assim evitar grandes perdas na produção e evitar ao mesmo tempo o uso de antibióticos ou outras substâncias químicas.
 
- Que significado teve para ti este prémio e o que poderá mudar na tua carreira? 
Além da grande surpresa que foi ver o meu trabalho classificado como o melhor a nível regional, claro que este prémio é muito recompensador, provando que a investigação que meu grupo e eu fazemos em conjunto é trabalho de muita qualidade e importância. Além disso prova que, apesar de sermos um país pequeno, cujos recursos em termos científicos infelizmente ainda estão aquém do ideal, somos capazes de fazer investigação de grande valor e que é reconhecido internacionalmente.
 
- Temos assistido a uma grande numero de cientistas portugueses residentes ou “emigrados” a conquistarem importantes prémios. O seu trabalho é aproveitado pelas empresas? Existe a tão proclamada ligação do meio académico ao meio empresarial?
Acho que, se o contacto indústria/meio académico ainda é escasso se deve ao facto de a própria indústria de aquacultura estar ainda pouco explorada no nosso País. Contudo considero que as actuais empresas ligadas à produção de peixe estão bastante disponíveis, estabelecendo diversas colaborações com as Universidades. Existem hoje-em-dia diversos programas de estágio e bolsas a decorrer nessas empresas que acabam por ser benéficas para ambas as partes.
 
- Como encaras o teu futuro?
Admito que com algumas preocupações. Tanto a indústria como a investigação em Portugal na minha área, são sectores um tanto ou quanto precários. Não ter um plano, um caminho definido a seguir às vezes assusta, mas faço por não pensar muito nisso. Foco-me no presente e nas oportunidades que vão surgindo e preparo-me o melhor possível para os cenários que vou encontrando. E quando trabalhamos e nos dedicamos, as oportunidades aparecem.
 
- Para além da paixão pela investigação, quais são os seus outros interesses?

Sempre que há sol e companhia, adoro sair de mota. Fazer passeios pelo País em duas rodas é das coisas que mais me dá prazer. Mas tiro imenso proveito de outros pequenos prazeres: estar com a minha enorme família, viajar com o meu namorado, ler muito e dedicar-me (quando há tempo para isso) a pequenos trabalhos manuais.
fotos: DR

Gestão de Stress – entrevista a Conceição Espada

P1120140

No ano de 2000 surge o primeiro modelo de intervenção de gestão de stress em Portugal – CE Gestão Stress – desenvolvido por Conceição Espada. Dando uns passos atrás no tempo, Conceição Espada possui um vasto currículo de formação e conhecimento empírico em torno do tema. Levando-a a escrever livros acerca do assunto, nomeadamente, o “Manual de Gestão de Stress para Empresas”, lançado em 2009 pela Editora Bnomics.
O segundo e último livro denomina-se por “Gerir o Stresse em Tempo de Crise – Não Deixe que a Crise Desgaste os Seus Recursos Mentais e Emocionais”, publicado em 2013 pela Editora Pergaminho. Um livro sob o qual a autora esclarece os diferentes fatores e sintomas stressantes, resultantes das diversas vicissitudes que uma pessoa encontra na vida. Dessas variantes dá-se o destaque à condição de crise económico-financeira que se tem sentido nos últimos anos e a forma, como esta, tem influenciado o dia-a-dia dos portugueses.

 

Após um breve conhecimento da sua actividade laboral surge uma curiosidade, que julgo seja geral, de saber a que níveis do stress desempenha a sua abordagem de intervenção?

A minha abordagem, face ao stress, abrange o stress a todos os níveis, sejam eles de foco laboral ou profissional, ao stress emocional, familiar e pessoal. Sendo que as minhas intervenções podem ser a nível de empresas, num âmbito mais profissional, ou mesmo particulares face ao stress pessoal mencionado.

Mesmo em termos de empresas posso acompanhar pessoas individuais, quando há casos de pessoas particulares que precisam de um acompanhamento maior ao nível do stress pessoal e da ligação, que no fundo tem a ver com a uma coordenação da vida pessoal e profissional. Tenho inclusive um modelo de teste, que aplico, de modo a apurar onde se encontram os desequilíbrios na vida da pessoa, no momento.

Depois tenho uma intervenção à parte das empresas em que trabalho numa clínica no sul de Espanha e outra cá em Portugal, onde dou consultas a nível individual às pessoas em termos de apoio emocional. Uma abordagem nas mais diversas matérias, desde doenças, a separações, entre outras variadíssimas coisas que acontecem na vida de uma pessoa e causam stress, a uns mais e outros menos, de formas diferentes.

 

É de notar que, na sua página (www.gestaostress.com), tem uma secção especialmente para mulheres, porquê?

Para mim a questão do stress feminino é extremamente importante e hoje em dia cada vez mais. Primeiro porque as respostas ao stress, por parte das mulheres, são diferentes do que as dos homens. Logo à partida por causa de uma questão fundamental, que é a questão hormonal. Nós temos ciclos que os homens não têm, para além do conhecido síndrome pré-menstrual.

Como temos um ciclo hormonal muito oscilante, quer ao longo da vida quer mensalmente, a forma como as mulheres respondem aos factores de stress varia consoante estão nos seus ciclos menstruais. Portanto uma adolescente quando começa a ser adolescente face às variadas alterações do corpo, entre outros, tem uma resposta diferente às questões do stress de quando já se encontra numa fase da adolescência estável. O mesmo se verifica na questão da maternidade, menopausa, entre outras, onde a perturbação hormonal é visível.

Eu costumo dizer que as causas do stress não são necessariamente coisas más, por vezes podem ser até ser das melhores coisas que nos acontecem na vida! Como por exemplo, ter um filho. Mas ninguém pode dizer que ter um filho não é um factor de stress, porque efectivamente o é.

Num segundo argumento, as mulheres actualmente têm uma grande quantidade de papéis que têm de desempenhar. Um dos papéis fundamentais é o de ser mãe, e pessoalmente continuo a achar que a mulher tem um papel fundamental na sociedade que é: educar! Se uma mulher estiver stressada a sua capacidade de dedicação é diminuta sem a mínima dúvida.

Sei que é forte dizer isto publicamente, mas digo-o e escrevo-o, que de facto, salvo raras excepções, a mãe tem um papel predominante na vida dos filhos. Sendo que a educação da sociedade está muito nas mãos das mulheres, tendo uma repercussão bastante nefasta caso a espiral de stress se “propague”.

Portanto é evidente que neste momento há uma necessidade de maior atenção, dedicação, carinho e sensibilização da sociedade para a questão do feminino neste sentido. Pelo que estarei presente num stand do Festival In, “Connect to Success” da Embaixada dos EUA de quinta-feira a domingo, no sentido de procurar este apelo e sensibilização.

 

Neste mesmo sentido, acha que a pessoa que tem stress tem algum perfil? Em termos de limite de idade, entre outros?

Não! Todo o ser humano tem stress, pois o stress leva à libertação de hormonas na corrente sanguínea. Regula hormonas como o cortisol e a sua libertação na circulação do sangue que, tal como a adrenalina, tem a ver com a própria capacidade do ser humano reagir às diferentes situações. É importante reconhecer que existe stress bom e stress mau, de modo a desmistificar esta questão, uma vez que em Portugal o stress é fortemente conotado enquanto algo negativo.

Eu comparo o stress ao colesterol; colesterol bom, colesterol mau; stress bom, stress mau. Por exemplo, o “stress bom” é aquele que nos dá a capacidade de nós agirmos e reagirmos. A própria capacidade do ser humano, em situação de perigo, reagir. Outro exemplo facilmente perceptível de se poder travar a fundo um carro em movimento, ou desviá-lo.

A questão é que a fronteira entre os dois tipos de stress é muito ténue. Por isso é que muitas vezes as pessoas começam a entrar numa parte do stress má e não se apercebem, começando involuntariamente a desenvolver sintomas físicos e comportamentais nesse sentido.

Reitero que o stress não separa sexos, raças nem idades! Como disse, dou consultas no sul de Espanha, nas quais tenho a possibilidade de lidar com pessoas das mais diversas culturas, pessoas de todos os países. Chego a dar consultas a russos, via tradução, por exemplo. Onde me vou dando conta que os factores de stress podem ser diferentes, no sentido de que em Portugal o stress pode estar maioritariamente relacionado com a crise económica. Sendo que noutros países, pode ser proveniente do contrário, onde as pessoas têm de gerir impérios. Mas todas elas têm fatores e sintomas de stress!

No que toca à idade há que afirmar que os factores de stress de hoje em dia são diferentes dos da minha época, ou mesmo da geração anterior. Nunca diria que numa reunião estaria o carteiro a entregar cartas – actualmente há e-mails, várias chamadas, e uma pessoa ter de responder a três mil coisas ao mesmo tempo! É evidente que os jovens hoje em dia têm stress mais cedo. Quão mais cedo as crianças têm acesso às tecnologias, pior o é, pois existe uma necessidade tremenda de ser tudo realizado no momento! A questão de esperar é algo pouco trabalhada nos dias que correm, falhando no contacto cara-a-cara, olhos nos olhos, entre outras.

 

Referiu sintomas físicos e comportamentais, nesse mesmo sentido, quais as principais consequências que podem advir do stress?

Tal como é dito pela própria Organização Mundial de Saúde: “O stress é o maior vírus do século XXI (vinte e um)”. Por poder proporcionar um abstencionismo grave nas empresas, organizações e vida das pessoas no geral.

Em termos de sintomas físicos, um que é bastante conhecido é a questão das insónias, a maior parte das pessoas ou dorme mal ou dorme pouco. Com uma agravante que, em Portugal, é um dos países da Europa onde se consomem mais tricíclicos/ antidepressivos. Ou seja, a pessoa começa a dormir mal e passado pouco tempo as pessoas começam a serem medicadas ou a automedicarem-se para dormir. Quando de facto a questão do sono e o ritmo são fundamentais na questão do equilíbrio do stress.

Outro sintoma grave que as pessoas não ligam, tem a ver com as questões digestivas ou da alimentação. Pode resultar em dois efeitos distintos, ou a falta de apetite ou o comer compulsivamente. A questão da obesidade, do excesso do peso e muitas vezes, não sempre, tem a ver com questões emocionais ligadas à questão do stress que se sente na vida das pessoas. Ou não têm tempo para comer e depois comem compulsivamente, ou comem coisas como fast-food. Outras pessoas simplesmente não comem, porque saltam refeições e perdem o apetite. Aparecem ainda mais sintomas como as questões cardíacas, tensão alta, coluna, entre outras.

Em termos emocionais verifica-se maior irritabilidade, falta de paciência, memória e foque. Existe o stress burned out, que é um caso de stress normalmente de origem profissional onde se verifica a falta de memória a uma larga escala, mas também efectivamente num estado de stress muito avançado. Por últimas em termos emocionais aparece ainda a menor apetência quer afectiva quer sexual, proporcionando uma menor qualidade nos relacionamentos. Por último basta ainda referir em termos de factores comportamentais, onde se verifica o aprofundamento dos vícios, como alcoolismo, tabagismo, entre outros.

Eu costumo dizer que para mim há duas questões que demonstram facilmente que a pessoa está sob stress. A primeira é quando esta diz que não tem stress, sendo a negação total do seu estado, quando à partida toda a gente tem stress como já foi dito. Em segundo lugar quando a pessoa diz ter tudo controlado, o que significa que a pessoa é fortemente vulnerável aos factores de stress, pois se algo não encaixa no “plano”…

É necessário ter em atenção que existem dois perfis muito fortes, o mais conhecido daquelas pessoas que estão sempre a correr de um lado para o outro e não param quietas. Mas um segundo perfil bastante oposto são aquelas pessoas aparentemente mais calmas, que no fundo, por vezes, pode ser pior no sentido de não exteriorizarem e procurarem um controlo interno muito grande.

 

Atendendo que, quem passa por muito stress, costuma ser associado a alguém muito ocupado, com um horário reduzido. Como é possível ter a atenção destas pessoas para as suas consultas?

Normalmente, quando uma pessoa decide ir a uma consulta de gestão de stress é porque já existe algo na sua vida que está a dar fortes sinais. Como por exemplo passar por uma situação familiar complicada, ou estar com um sintoma físico já grave, ou foi diagnosticado algo, ou porque de facto reconhece que necessita de parar um pouco e pensar na sua vida. Portanto frequentemente é porque já está a perder o controlo, ou na saúde física, relacionamentos, trabalho ou qualquer área da sua vida.

Em termos de empresas a razão já é diferente. Nestes três anos, por exemplo, tivemos uma fase em que notoriamente as empresas não aderiram por questões de cortes orçamentais e acharam que as pessoas eram menos importantes. Para mim as pessoas são sempre mais importantes e a longo prazo sem dúvida esta opção prejudica a produtividade da empresa. Neste momento sinto uma certa alteração nesse sentido, já está a virar novamente.

Quando nas empresas são feitas estas consultas, a nível de grupo ou individual, é porque a empresa as requisitou. Quando se trata das pessoas individuais o cenário difere, logo na primeira sessão eu dou uns passos para as pessoas fazerem no dia-a-dia. Estes passos acabam por ter benesses a curto prazo, sendo que normalmente resulta numa continuidade.

 

O facto de se sofrer stress e recorrer a consultas de apoio, nos dias que correm em Portugal, é vista a maus olhos pela maioria das pessoas, verificando-se uma conotação é negativa destas intervenções. Como se poderá alterar esta forma de encarar o acompanhamento?

Em Portugal as pessoas têm ainda uma dificuldade em assumir aquilo que se passa verdadeiramente. Há de facto a tendência de esconder ou omitir esta questão, transmitindo um controlo ilusório. Ainda há muito o “dentro de casa, fora de casa”, a imagem para o exterior. Enquanto a doença física se fala muito, acerca das doenças em Portugal no geral, quando se passa para uma questão mais de vulnerabilidade ou psicológica, parece que é alguma coisa negativa. Quando em Portugal algo que se nota facilmente a presença do stress é a agressividade visível no trânsito, por exemplo.

Quando no fundo é preciso desmistificar as questões, o stress existe, há factores de stress na vida das pessoas… E está provado cada vez mais que não se dar a devida importância aos factores emocionais das pessoas pode ter consequências gravíssimas. Como por exemplo, uma  tragédia muito recente, neste caso o Airbus A320 que se despenhou nos Alpes! Portanto eu acho que quanto mais cedo tivermos a percepção e aceitarmos as fragilidades não têm a ver com fraquezas, ser frágil não é ser fraco, as nossas fragilidades podem até ser a nossa maior força, se nós as trabalharmos.

 

Se pudesse numa pequena mensagem, convencer as pessoas da componente benéfica de contrariar o stress, que diria?

Eu não quero convencer as pessoas, elas têm de compreender por si, uma vez que as pessoas para serem ajudadas têm de o querer. Foi algo que aprendi ao longo da vida, com muitos anos de experiência de lidar com as pessoas… Não vale a pena ajudar alguém que não queira ser ajudado.

Acho que seria importante que as pessoas tivessem maior consciência delas próprias e como lhe digo, mais uma vez, das suas fragilidades. Conhecimento ainda das capacidades que possuem, para poderem ser mais produtivas, mais felizes e mais criativas, e deste modo poder criar à sua volta um mundo melhor. Ser mais feliz, porque no fundo uma das coisas que constato é que ao perguntar a qualquer pessoa o que ela quer, a resposta é muitas vezes: “quero ser feliz”. É evidente que depois o que é ser feliz para cada um diverge, mas na essência é o que as pessoas procuram.

Portanto para ser feliz é necessário ter um certo equilíbrio na nossa vida, física, saúde, mental, emocional, espiritual, entre outros. Num sentido de vida mais profundo, mais equilibrado e mais saudável! Nos andamos sempre todos a correr, cheios de stress e acabamos por não ter tempo para saber aquilo que é mais importante e o que é mais prioritário na nossa vida.

Hoje em dia as pessoas pensam que tudo é urgente e esquecem o prioritário. Para mim é urgente responder a e-mails, telefonemas, prazos, mas prioritário é a vida, o respirar, é o sol, é um pequeno minuto com alguém especial e que me faz sentir alegria, uma troca de palavras com o meu filho… Nesta correria que as pessoas andam, cheias de stress, as pessoas esqueceram-se do prioritário. Portanto a questão, friso, que lanço é: O que é que é urgente e o que é prioritário?

 

fotos: DR

InvestPorto criada para atrair investimento para a cidade do Porto

No passado dia 16 foi apresentada a InvestPorto, a entidade directamente do Presidente da Câmara do Porto cujo objectivo principal é atrair investimento para a cidade do Porto. O  Presidente da Câmara, Rui Moreira afirmou “a InvestPorto visa contribuir para a criação de um ambiente de negócios mais propício ao investimento, tendo também a responsabilidade de acompanhar o investidor durante todas as fases do processo de investimento” tentando capitalizar as “vantagens competitivas da cidade do Porto como destino favorável à atração de investimento direto, nacional e estrangeiro”, como pode ler-se no site da CMP (http://www.porto.pt/noticias/camara-quer-atrair-mais-investimento-para-a-cidade-com-a-criacao-da-investporto)

Liderada por Ana Teresa Lehmann, a InvestPorto conta já com 22 acordos assinados com diferentes entidades como, Portugal Foods, CEIIA – Centro de Excelência da Indústria Automóvel, Produtech – Pólo das Tecnologias de Produção, Pólo da Moda, Universidade do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Universidade Católica, Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense, Instituto Politécnico do Porto, Associação Empresarial de Portugal, Agência nacional de Inovação e a Britsh Portuguese Chamber of Commerce.

No caso concreto da U.Porto, o seu papel será o de “promover a interação entre o sistema científico e tecnológico e o tecido empresarial, potenciando a transferência de conhecimento e tecnologia de suporte à criação de novas dinâmicas de negócio, com vista ao reforço da competitividade e atratividade da cidade do Porto, a nível internacional”. A Universidade compromete-se ainda a “estimular e apoiar o tecido empresarial local no desenvolvimento da inovação de uma forma sistemática e sustentada, designadamente através da sua rede de partilha de conhecimento focada na I&DT, e de outras atividades direcionadas para a valorização do conhecimento e a inovação empresarial”, como ficou registado no site da UP (http://noticias.up.pt/universidade-vai-ajudar-a-trazer-mais-investimento-para-o-porto/). Estão previstas as realizações de conferências, seminários, encontros temáticos, business forums e outras “iniciativas que promovam o estímulo ao desenvolvimento empresarial”, bem como a participação em” projetos que promovam a atração de atividades de elevado valor acrescentado para a economia local, intensivas em conhecimento e inovação e com forte interação com entidades do sistema científico e tecnológico”. Ana Lehman, acrescentou ainda que a agência já foi contactada por “um número significativo de investidores nacionais e internacionais”(…)”com necessidades para daqui a dois anos”.

Science4You: uma empresa portuguesa que leva os brinquedos muito a sério

unnamed(1)

Depois de uma experiência de trabalho pouco satisfatória e com apenas 22 anos, Miguel Pina Martins decide agarrar no seu projeto de fim de curso e torná-lo realidade. Em Janeiro de 2008 nasce a Science4You, uma das Startups de maior sucesso que veio revolucionar o mercado dos brinquedos.

A ideia surge durante um trabalho de final de curso na licenciatura de Gestão no ISCTE e nunca desapareceu das opções de Miguel Pina Martins, o CEO da atual empresa. Depois de seis meses a trabalhar na banca de investimento, a ideia ganha vida e é fundada a Science4You. Com o espírito empreendedor e energia característica do jovem empresário, a empresa nasce com o objetivo de melhorar os níveis de educação na Sociedade, através do desenvolvimento de brinquedos e jogos que permitissem às crianças aprender enquanto brincam.

10170937_10152965321110688_545906279862983868_n

“Aprender a Ciência de forma lúdica” é o mote que está presente na idealização de qualquer produto. Os brinquedos estão sempre relacionados com um tema científico que é abordado de uma forma interactiva e apelativa para as crianças. Criações como o Carro Eólico, Avião Solar ou a Fábrica de Sabonetes fazem as delícias dos miúdos e dos graúdos. E no meio das 350 referências actualmente disponíveis, a maioria a um preço bastante acessível, o difícil é mesmo escolher.

Um dos pontos chave do sucesso e da rápida aceitação dos seus brinquedos científicos é o seu carácter educativo. Os brinquedos convencem os pais antes de encantarem os filhos. Isto porque lhes dá a oportunidade de consolidar os conhecimentos que aprendem na escola aplicados na prática através dos próprios brinquedos.

Os produtos tem a certificação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, parceira da empresa desde a sua origem, o que garante aos pais a qualidade dos produtos. Nos último anos tem estendido o seus portfolio que conta já com a organização de festas de aniversários, campos de férias; cursos de formação e animação científica.

montijo

E se no início começou como uma StartUp, hoje pode-se afirmar que é uma empresa sólida e reconhecida no mercado. A  Science4you comercializa atualmente os seus brinquedos em mais de 15 países. Conta já com escritórios próprios em Portugal (Lisboa e Porto), Espanha (Madrid) e no Reino Unido (Londres) e um dos principais objetivos  é que 60% da faturação seja proveniente dos mercados internacionais. Para satisfazer a procura a empresa tenciona empregar este ano cerca de 200 pessoas. Para além dos escritórios, a empresa possui 25 espaços próprios e cerca de três mil postos de venda.  A brincar a brincar,  assunto já é sério: em 2014 a Science4you faturou 6,5 milhões de euros  sendo que a previsão para 2015 é de 12 milhões de euros.

E qual a fórmula do sucesso?  Um equipa jovem, dinâmica e empenhada no projeto. Engenheiros, biólogos, gestores  designers e sociólogos que se sentam à mesa para encontrar novos brinquedos, novos temas, novos mercados e projetos. Poderá não ser o único ingrediente para o sucesso, mas a qualidade e multidisciplinaridade da equipa é decerto um fator fundamental para as conquistas alcançadas por esta empresa.

science4you

E os reconhecimentos não tardaram a aparecer.  Em 2010, Miguel Pina Martins ganha o Prémio de Empreendedor do ano atribuído pela Comissão Europeia e no mesmo ano a Science4you é reconhecida pelo governo Britânico através do Business Internalization Award. Em 2014 vence o  prémio Start Up of the Year através da Portugal Ventures e recebe o prémio Líder na categoria Empreendedorismo pela LIDE Portugal. Mais recentemente destacou-se com o  Prémio Produto do Ano, na categoria Brinquedos Didáticos, que veio demonstrar o reconhecimento mais importante de todos: clientes que valorizam a inovação dos produtos e certificam a qualidade desta marca.

Crianças contentes, pais satisfeitos e a Ciência disponível para todos fazem da Science4you uma empresa de sucesso.

 

fotos: DR

Portugueses “vêem” o “primeiro” Exoplaneta

Isolating a Planet's Spectrum

O exoplaneta –     planeta que orbita em torno de uma estrela que não o nosso Sol, i.e. um planeta de um outro “sistema solar” – 51 Peg b foi “visto” – isto é a sua luz reflectida foi detectada –  por uma equipa de cientistas liderada por Jorge Martins, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), como podemos ler no site de divulgação científica dedicada à Astronomia Portuguesa e não só, AstroPt

 

O planeta 51 Peg b tem uma carga histórica associada, visto ter sido o primeiro exoplaneta a ser descoberto. A descoberta deu-se há 20 anos atrás, em 1995, quando Michel Mayor e Didier Queloz publicaram na revista Nature, a detecção dos efeitos gravitacionais deste planeta no seu “Sol”, a estrela 51 do Pégaso, que se encontra a 51 anos-luz do sistema solar. Foi o primeiro planeta da classe “Júpiteres Quentes”  – exoplanetas gigantes compostos sobretudo por gás, tal como Júpiter, mas que ao contrário deste completam a sua órbita em poucos dias.

Agora, em 2015, a equipa liderada por Jorge Martins utilizou uma técnica inteligente para medir a luz reflectida do exoplaneta 51 Peg b. Aqui na Terra, mais em particular no Observatório de La Silla, no Chile, apenas nos chega uma pequena fracção da luz emitida pela estrela 51, e apenas uma ínfima parte dessa fracção é da responsabilidade da reflexão no planeta 51 Peg b. Assim os autores pensaram que, se a cada espectro da estrela removermos um espectro base 51 do Pégaso, o que sobra é um espectro débil da luz reflectida pelo planeta. Esta estratégia necessita de muita luz recolhida da estrela, e para isso é necessário utilizar um telescópio de muito grande abertura, que neste caso se chama HARPS e se encontra no Chile.

Estes resultados foram publicados na revista internacional “Astronomy and Astrophysics” e são só mais um sinal da bela relação que há entre os astrónomos portugueses e os exoplanetas.

 

fotos: DR
vide: http://www.astropt.org/2015/04/06/equipa-liderada-por-portugueses-detecta-luz-reflectida-pelo-primeiro-exoplaneta/

A portuguesa Load Interactive venceu concurso internacional da NASA

11149318_1037657782913574_3484699358891320637_n[1]A Load Interactive  venceu o concurso internacional SpaceAps Challenge 2015, organizado pela NASA, na categoria de “Most innovative use of IBM Bluemix“.

O evento decorreu nos dias 11 e 12 de Abril, no ESA Business Incubation Center na cidade de Noordwijk, Holanda, com o objectivo de criar soluções open-source que endereçassem necessidades globais da vida na Terra e no espaço.

esa

A equipa que representou a Load criou uma aplicação móvel chamada Space Stuff que tem como objectivo interagir com os astronautas. Esta aplicação, foi criada em apenas 36 horas (hackathon), permite encontrar o astronauta através de realidade aumentada, comunicar com ele através do Twitter e saber mais acerca do perfil de cada um.

 

 

fonte: Pedro Varela/Load Interactive
foto: DR

U.Porto procura novos talentos para a investigação

3a999fc5-de27-4dba-adb7-ad6b79ddb786-original[1]

Está a chegar mais uma edição do IJUP. Todos os estudantes e investigadores da Universidade do Porto podem agora submeter os seus trabalhos de investigação (até 25 de abril) ou inscreverem-se (até 30 de abril) para participarem no Encontro de Investigação Jovem da Universidade do Porto, iniciativa que, pelo oitavo ano consecutivo, pretende dar a conhecer os novos talentos da Ciência produzida na U.Porto.

A decorrer na Reitoria da U.Porto, de 13  a 15 de maio, o IJUP constitui uma oportunidade única para os estudantes de 1.º e 2.º ciclos (licenciatura, mestrado integrado e mestrado) da Universidade, incluindo estudantes de mobilidade, apresentarem publicamente os seus trabalhos científicos perante uma plateia de colegas e docentes de todas as faculdades da U.Porto.

Os estudantes interessados em apresentar os seus projetos devem submeter, de 16 a 25 de abril, um resumo da sua comunicação na página de inserção de resumos. Os estudantes que não pretendam apresentar qualquer projeto podem, ainda assim, marcar presença no IJUP. Para isso, basta inscreverem-se até 30 de abril aqui.

 

fonte/artigo cmpleto em: http://noticias.up.pt/ijup-u-porto-procura-novos-talentos-para-a-investigacao/

foto: DR