As viagens de uma vida – Nelson Carvalheiro (entrevista)

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Não há muito tempo, Nelson Carvalheiro, foi declarado Travel Blogger 2014 da Europa. Um português com trinta e três anos, cujas aterragens em terras diferentes ultrapassa a idade! Nelson não fica por aí e partilha as suas experiências com o mundo: People, Travel and Food. Deixando uma marca da sua terra natal, Portugal, em cada local que conhece! As suas três paixões são: pessoas, viagens e comida; conseguindo conciliá-las numa só profissão.Nelson_Carvalheiro-1-72

Nos tempos que correm, com grandes vagas de emigração dos portugueses, embora não se encontre em Portugal, o seu caso não se deve a razões económicas, correto? Como acaba por desenvolver este percurso profissional?

Sim, de facto a razão da minha vinda para a Alemanha não é por razões económicas. Eu fui diretor de dois hotéis Boutique em Lisboa durante alguns anos, isto antes de me mudar para a Alemanha. Um dos locais era o Palácio Belmonte em Lisboa, um local muito exclusivo, é um palácio privado, com construção do século XV, de herança moura e romana e onde os preços médios rondam os mil euros por noite.

Durante este período de tempo foi quando tive a oportunidade de começar a viajar mais e o blogue foi criado no sentido de eu contar as histórias das viagens que fazia junto de hóspedes do Palácio Belmonte. Na qualidade de ser um palácio muito privado e para além de ser diretor, eu acompanhava os hóspedes de uma maneira muito pessoal, muito próxima, no sentido de mostrar o que era Lisboa e Portugal para este tipo de cliente que é high-net-worth individual que gosta do sentido de estar nas localidades, isto é, um cliente que gosta muito de viajar muito pelo mundo e conhecer o destino em profundidade.

Basicamente foi o que fiz no Palácio Belmonte, o qual me fez também começar a contar histórias. As minhas férias eram sempre feitas com estes clientes porque eles após se sentirem tão bem acompanhados em Portugal, acabavam por me convidar a visitar os seus países. Fui passar três semanas à Califórnia, estive no Brasil, Itália, entre outros destinos na Europa e, por acaso, voltando à questão, uma das pessoas que foi cliente do Palácio Belmonte e quem eu visitei, é a minha atual namorada, a Jasmin que é alemã e mora em Berlim…

A razão pela qual me mudei para Berlim é porque me apaixonei e a razão desta viagem é por amor e foi depois de alguns meses de a ter conhecido que entreguei a minha carta de demissão no Palácio Belmonte, mudei-me para Berlim e foi a altura em que comecei o blogue a partir daqui, mesmo para contar estas histórias, destas minhas viagens com estas pessoas do Palácio Belmonte mas depois ao mesmo tempo comecei a contar histórias sobre Portugal e sobre o que é que é viajar pela gastronomia.

Pedia-lhe que nos descrevesse, em breve palavras, o seu percurso académico e a forma como este lhe proporcionou exercer a atual profissão.

Em termos de universidade eu tenho o curso de engenharia, quer queira quer não. Depois quando comecei a exercer funções no Grupo Lena na parte dos hotéis, estive no Brasil, na condução de um hotel, onde depois passei para a parte de gestão. Tenho uma pós-graduação em Gestão Hoteleira e tenho um master em Hospitality Management. O que eu fiz, no intervalo de sair de Lisboa para Berlim, foi em Londres, onde estive durante dois meses, para tirar um curso de fotografias de viagens/ jornalismo de viagem. Foi aqui que aprendi a dar um bocado mais corpo e sentido às histórias que escrevo, para não ser só uma visão pessoal, para ter alguma técnica de escrita.

E o que sente ao exercer a sua profissão?

Eu sinto-o de uma maneira muito singular, porque eu não sou jornalista de formação e a única coisa que faço, e é o sentido que tenho desde que comecei a fazer o blogue, é contar histórias de viagens. É a única coisa que eu quero fazer, contar histórias que sejam inspiradoras para os meus leitores e que os motive a virem a replicar a experiência que eu tive. Como é óbvio esta pequena formação qu tive facilitou a escrita, a informação visual, a fotografia, para que estas sejam mais inspiradoras para os meus leitores.

Que idade tinha quando fez a sua primeira viagem?

Creio que a minha primeira viagem foi para a Grécia, tinha eu quatro ou cinco anos, lembro-me que eles tinham umas frutas enormes, umas cerejas que eram quase do tamanho de maças e umas melancias ainda maiores, quase do tamanho da roda de um carro. Isto deve ter sido em 1985/ 86, o que ficou foi esta pequena ideia de viajar, embora eu não tenha feito grandes viagens até cerca de 2010, fiz umas antes no meu percurso de hotelaria mas viagens profundas foi mesmo só a partir de 2010.

No seu blogue o mapa tem exatamente 49 (quarenta e nove) pins! Corresponde exatamente aos locais que visitou, ou…?

Eu creio que agora o meu story map têm atualmente cerca de setenta e nove, ou quase oitenta pins e considero mesmo, tal e qual está escrito, que é: todos os locais que eu visitei e que caem dentro destas três ou quatro formas que tenho de contar histórias. Que são os meus blogue posts, ou sítios onde eu tirei fotografias interessantes, ou pequenos detalhes que encontrei interessantes nas minhas viagens. Em vez de fazer categorias por uma pequena viagem por locais ou por destinos, usei o mapa, o que permite às pessoas verem dentro do mapa-mundo ver os locais que visitei e saberem o que escrevi sobre aqueles lugares.

Quais, dos locais que ainda não visitou, tem mais curiosidade?

Acho que o primeiro que está na minha lista de viagens é o Paquistão, mas o Paquistão é um destino ainda muito pouco conhecido que costuma ter cerca de dois milhões de visitante por ano, que representa um número relativamente baixo. Mas suscita-me curiosidade, para mim é um país muito exótico, porque mistura toda aquela que é a rota da seda, com a comunidade mongol, com a influência árabe e ainda por cima toda esta parte do pós-União Soviética que ainda está muito presente no local. Creio que é um destino que tem muito, muito potencial, simplesmente pelo facto de ser muito cru e nem sequer falamos de não haverem guias turísticos, onde nem sequer há rede de telemóvel nem qualquer informação turística.

Assim como Burma foi um dos destinos mais falados nos últimos dois/ três anos, eu creio que o Paquistão vai ser um destino muito interessante e que eu gostava de ir. Outro local muito interessante que eu gostaria de ir é as Ilhas Quirimbas, em Moçambique, que são ainda de sobremodo pouco exploradas e que se já toda a gente conhece o que é Zanzibar e toda esta parte da costa oriental africana, as Ilhas Quirimbas estão paradas no tempo.

Há sítios onde poucas coisas mudaram desde os descobrimentos. Elas eram um ponto de paragem para o Vasco da Gama e para todos os descobridores que seguiam rumo à Índia. É então um bocado de Índia misturada com Portugal, misturada com África, misturada com cultura Árabe e acho que é um sítio de sonho que eu quero ir ainda este ano.

Verifica-se que leva sempre consigo um pouco de Portugal e partilha-o com o mundo. Para além de ser atualmente Embaixador da Aptece, quais as razões que o levam a fazê-lo?

Sim exatamente, eu levo sempre um bocadinho de Portugal para todo o mundo, creio que é uma bandeira que eu tenho comigo, apesar de eu não ter uma física nem andar com um Galo de Barcelos atrás, não julgo que seja necessário. Nós somos um país que tem uma tremenda herança cultural e influência em todas as partes do mundo, não há nenhuma viagem que eu tenha feito onde não se veja a influência da cultura portuguesa, seja em Coqueiral, na Índia onde o Vasco da Gama aterrou, seja no Brasil ou mesmo cá na Europa.

Acho que é incontornável nós não falarmos de Portugal quando se fala em viagens, viagens pelo mundo, e é algo que eu tenho sempre presente quando falo com as pessoas, com os meus companheiros de viagens ou entidades de turismo com que falo. É sempre muito bom apresentar esta ideia de que tenho o orgulho de ser português, apesar de não morar em Portugal, mas que tenho esta entidade cultural bem presente.

A minha razão para ser Embaixador da Aptese… Eu sou um rapaz da quinta, os meus avós ainda têm uma quinta de produção agrícola na Marinha da Ondas, perto da Figueira da Foz e foi lá que eu cresci, foi lá que eu comecei a dar valor ao Portugal gastronómico tradicional. Quando recebi o contacto da Aptese, para trabalhar com eles, para mim foi obvio que é algo com o qual me identifico profundamente: a gastronomia.

Eu acho que a gastronomia é um grande inspirador para a viagem a um determinado destino, encaro-a como a cultura que é comestível! Algo que fica dentro de nós, que nós saboreamos, que nos despoleta muito mais emoções que qualquer visita a museus, ou olhar para um quadro ou visitar uma igreja. É algo de interesse que fica dentro do nosso corpo e nada melhor do que eu falar da nossa gastronomia portuguesa nas minhas viagens pelo mundo, tentando dizer às outras pessoas que não é uma questão da minha gastronomia ser melhor, elas são todas diferentes, mas Portugal tem o melhor peixe do mundo!

 

nelson2Afirma que em termos de pequenas ambições pessoais não conhece limites. Quais são as ambições de momento?

Creio que as minhas ambições neste momento são estabelecer o www.nelsoncarvalheiro.com como uma plataforma de inspiração de viagens. Acho que está dimensão do blogue já ultrapassou muito ser as histórias de viagem do Nelson, com a quantidade de pedidos que eu recebo todos os dias do meu email para visitar x destino, ou fazer a avaliação a x hotel, ou falar de x gastronomia… Não sou capaz de ir a todo o lado, nem é o meu objetivo, o que eu fiz foi criar uma rede de amigos que conheço pessoalmente e para quem distribuo estas viagens, das recomendações que eu tenho.

Neste momento estas pessoas, além de eu viajar, viajam por mim, porque assim conseguimos juntar uma visão crítica e honesta do território, principalmente nas viagens pela gastronomia e este grupo de pessoas que eu tive à minha volta, é mesmo com esse sentido de pessoas com quem eu me identifico nas minhas viagens… E que tem um contar histórias parecido com o meu. Como é obvio todo o conteúdo que é colocado online é sempre decorado por mim.

 

Fotos: DR

BET 24 Horas – a reportagem

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A Excelência Portugal teve a oportunidade de acompanhar o evento bet24horas na sua 3.ª edição, que terminou no passado dia 09 de maio de 2015. Um evento em que as 24 horas são, na sua totalidade, focadas somente no empreendedorismo português! Este evento tem o intuito de incentivar os jovens a serem proactivos, empreendedores. No meio de um clima de competitividade os participantes tiveram não só a oportunidade de abrir os horizontes às várias questões a ter em conta no inicio de um projecto de cariz social, startup ou na manutenção dos mesmos, como de ganhar apoios e projecção das suas ideias.
Os jovens que passaram a última etapa dos desafios foram defrontados com a necessidade de fortemente argumentar e defender as suas ideias, expostos a críticas sem papos na língua mas também aos mais honestos parabéns e ofertas de auxílio, networking! De um evento que, embora apenas alguns foram os vencedores, todos saíram a ganhar algo: experiência e conhecimento/ know how! A nossa página tem o orgulho de dar os parabéns a Romina Fernandes, que há tempos nos respondeu a uma entrevista, acerca do seu projecto conjunto com Sara Agotinho, a Pictomed. Romina Fernandes ganhou o Social Entrepreneurs Challenge/ Desafio de Empreendedorismo Social.

Romina Pictomed

Para além desta competição ocorreram, paralelamente, mais três competições! Nesta já referida, como o nome indica, concorreram projectos de cariz social e a grande conhecimento passou na passagem da ideia à prática. O prémio foi nomeadamente 1 000 euros e uma viagem à Tech Hub de Londres, para além de recolher os fundos reunidos na segunda etapa, na campanha de crowdfunding.

A segunda competição denominou-se por Challenge Social Media, que consistiu na análise de um problema de uma startup a níveis da comunicação, sendo o desafio a solução do mesmo! O prémio passou por uma viagem à Tech Hub Europeia. A terceira competição, Challenge Startup 2.0, tocou nas raízes de como desenvolver uma startup, da sua concepção ao sucesso no mercado. Com o prémio de 1 000  euros e viagem à Tech Hub de Londres. A quarta e última competição por sua vez foi a Challenge Startup 2.0 segue no mesmo sentido mas aplicando-se a startups já estabelecidas! Com um prémio de investimento de 5 000 euros e todo o conhecimento para a ampliação e projecção do negócio. Sendo que face a esta última concorrência tivemos a oportunidade de falar com dois participantes!

António Araújo e Manuel Machado Soares foram participantes no Bet 24 Horas, nomeadamente no Challenge Startup 2.0. Ambos jovens de 19 anos são sócios fundadores da empresa 100 Horas na Linha, que está no activo faz três meses. Esta empresa é especializada em serviço ao domicílio durante a noite de quinta, sexta e sábado. O serviço tem à disposição bebidas, comida, tabaco e os seus pontos de entrega são em Cascais, Lisboa e Oeiras. Estes dão o seu testemunho em forma de mensagem na matéria:

Eventos destes são de louvar! Cada vez mais têm sido feitos em Portugal eventos que promovem o empreendedorismo e agradecer ao BET por realizarem um evento deste género, que já não é a primeira vez. Aconselhamos todos os jovens a participar na próxima edição.

Presidente BET

Mas mais do que uma reflexão de participantes a Excelência Portugal falou também com o actual presidente da BET a entidade que organizou o evento! Salvador Barros acerca do que constitui o evento e da origem do mesmo:

(O Bet 24 horas é a) Oportunidade para os jovens empreendedores, isto é, jovens que têm ideias, tirarem-nas da cabeça e comecem a trabalhá-las. Portanto estas 24 horas servem para que em quatro semanas e dois momentos físicos os jovens estejam focados em empreendedorismo em vários pontos de vista. Os participantes do evento dividem-se pelas quatro competições, consoante o seu interesse, sendo o propósito específico a competição.

Quanto à entidade que impulsionou este evento:

O BET surgiu no final de 2011, naquela fase em que se falava na «geração à rasca», «geração perdida», 40% de desemprego jovem em que o mercado não atua, não os recruta… O que aconteceu entretanto é que nós quisemos contribuir para que não houvesse este pessimismo! Decidimos atuar por cima disso, ou seja, decidimos puxar pela proactividade dos jovens e foi assim que nos surgimos. E como é o que o fazemos?

Nós temos aqui uma quase fórmula mágica da forma como agimos, os “4 M’s + S”. Os termos referentes são em inglês porque temos pessoas que não são portuguesas na equipa, sendo esta língua a do elo de todos.

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O que nós queremos no fundo fazer, é ajudar os empreendedores a tirarem as ideias das suas cabeças e começarem a trabalhá-las (mindset), quando decidirem avançar com a ideia após os eventos ajudá-los de facto a encontrar a equipa perfeita (matching), ajudá-los a trabalhar em qualquer fase possível, ao máximo em termos de aconselhamento (mentoring) e depois finalmente ajudá-los a conseguir investimento junto de investidores com os quais metemos em contacto. Procuramos ajudar o empreendedor em todo o seu percurso até que já não necessite de nós e consigam assim meter as suas ideias no mercado! Dar vida aos problemas que querem resolver…”

Como tem sido a experiência na realização deste evento?

“Face ao Bet 24 Horas esta é já a sua 3.ª edição, nas outras edições o modelo era um bocado diferente. Nesta edição o processo esteve dividido em duas fases, foi uma experiência que tivemos noutros modelos de desafios que tem dado resultado, que é um compromisso com as ideias. Portanto numa primeira fase, de quatro semanas e no final os que aparecem, não há seleção, são no geral pessoas que veem por vontade própria, ou seja, a priori são os que vêem com compromisso.

Tem sido muito giro ver porque de facto as pessoas que aparecem vêem já com trabalho feito! Com qualidade e até surpreendentes com o grau de desenvolvimento. Por isso decidimos trazer este modelo para o Bet 24 Horas. Além disso a parte que achamos que acrescenta mais valor da nossa forma de actuar é o apoio e investimento como na Uniplaces, Chic By Choice, Follow Price que já conseguimos ajudar… Já ajudamos startups num levantamento superior a meio milhão de euros em quase quatro anos de actividade. Portanto tem sido muito interessante, muito reconfortante que estamos a cumprir o objectivo…”

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Fotos:  DR

Home Lovers – entrevista a Magda Tilli

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A Home Lovers nasceu quando Magda e Miguel Tilli queriam fazer uma mudança de vida. Depois de uma tentativa infrutífera no ramo imobiliário e deparados com o desemprego, decidiram ser a própria solução. Lançada no facebook, hoje esta mediadora é um caso de sucesso e uma referência no empreendedorismo.
Ajudar a encontrar a casa de sonho é o principal objectivo deste empresa que se distingue pela originalidade e pelas suas casas trendy e com alma. Conta já com 30 funcionários e espaços em Lisboa, Cascais e no Porto.
Fomos conhecer a sua casa e falar com a Magda, responsável pelo marketing. A palavra paixão foi a mais recorrente ao longo da entrevista. Nada que irá surpreender o leitor depois de a ler pois a Home Lovers deixa qualquer um apaixonado.

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Como surgiu a Home Lovers?

Em 2011, eu e o Miguel abrimos uma agência imobiliária tradicional. Passados seis meses, vimos que não estava a resultar. Foi bastante complicado porque estávamos os dois envolvidos e ficamos os dois parados. Foi aí que pensei em criar uma página no facebook, muito para ocupar o tempo que estava disponível e a paixão que continuávamos a ter pelas casas. Não tinha custos nem prejuízos. Foi muito intuitivo!

Como foi entrar num mercado à partida já sobrelotado e que acarretava algum risco?

Bem, nós já tínhamos experienciado que o modelo tradicional, com uma loja física, não ia funcionar no mercado. Quando criámos a página no facebook chamava-se inicialmente “Casas em Lisboa”, era só arrendamentos e não sabíamos concretamente o nosso conceito. Foi através de muitas tentativas e erros que se chegou a Home Lovers. Mas para entrar neste mercado para nós o que mais pesou foi a paixão. Foi a paixão pelas casas que nos fez continuar a estar neste ramo. Apenas tínhamos de mudar de direcção.

As redes sociais foram o vosso ponto de partida, neste caso, o facebook. Como foi escolher este meio?

Exactamente! Há uns anos atrás quase não havia comércio nas redes sociais e nós acompanhamos esta forte tendência crescente. Inicialmente diziam-nos que ninguém ia comprar uma casa que visse no facebook e nós viemos mostrar que é possível, se feita a abordagem certa! É muito interessante porque os nossos clientes não são apenas os últimos intermediários, os que compram as casas. Existem muitas pessoas que nos seguem e que vão vendo as casas na nossa página. Estas recomendam a outras pessoas espontaneamente, muitas vezes até com comentários nas publicações, e a divulgação decorre de uma forma muito natural.

O que de melhor se pode aproveitar destas?

Acho as redes sociais trazem, principalmente, uma enorme proximidade. Até podem não ser os compradores finais, mas é uma enorme mais valia estar tão próximo das pessoas. É um contacto não presencial mas que está muito presente. Para além disso, esta proximidade gera confiança, que é algo fundamental em qualquer marca. Existe depois a vantagem das partilhas e da divulgação, que decorre tanto virtualmente e como de “boca em boca”.

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E que o é mais difícil de lidar?

A obrigatoriedade da resposta rápida! Esta presença e facilidade das pessoas comunicarem connosco no facebook obriga-nos a ter de estar muito disponíveis a responder às perguntas e pedidos. Como as pessoas consultam as redes sociais a qualquer hora do dia, existe a tendência de perguntarem e pedirem informações fora do nosso horário de trabalho.

No início do projeto, quando éramos apenas duas pessoas, foi difícil conseguir dar sempre uma resposta com rapidez. E não tínhamos ainda um sistema de call center interno, eram os nossos números pessoais. Tínhamos pessoas a ligarem-nos ao domingo, já bem de noite! As pessoas ficam impacientes e querem muitas vezes soluções rápidas. Agora é mais fácil pois temos pessoas responsáveis por isso, mas pode ser complicado no início.

 

O que é que a Home Lovers veio acrescentar de diferente para atrair tanta atenção?

Começámos e fomos os pioneiros. Embora já haja uma maior preocupação das agências imobiliárias em estar presente nas redes sociais, termos sido os primeiros ajudou a criar uma referência. Temos também algumas características próprias. O facto de não termos uma loja mas recebermos as pessoas numa casa vai de encontro à relação que queremos ter com os nossos clientes. Temos também uma linguagem própria. A palavra imóvel não existe no nosso vocabulário! Também não temos vendedores. E tratamos o cliente sempre pelo seu nome.

Depois, viemos acrescentar um conceito diferente ao mercado. As nossas casas têm uma identidade comum.

 

Esta identidade é uma das chaves do negócio. O que é uma casa “Home Lovers”?

É uma casa pela qual nós nos apaixonámos! As nossas casas são muito diversas, temos T1 e palacetes do século XIX. Mas são todas casas onde dá gosto viver, que tem a personalidade. A localização é o segundo fator mais importante. As casas Home Lovers estão localizadas em zonas mais históricas e tradicionais mas acima de tudo zona de interesse. No início custou-nos muito rejeitar algumas casas que nos chegavam mas foi por esta seleção que conseguimos criar a nossa identidade. As casas tem um carimbo Home Lovers!

 

O facto de estarem mais perto das pessoas faz com que a escolha das casas seja mais emocional.

Claramente! Achamos que a escolha tem de ser sempre emocional. “Tenho que sentir que que pode ser minha”. O objectivo é que as pessoas sintam que possam viver nelas!

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As casas da Home Lovers parecem sempre mais alegres e acolhedoras. Como conseguem este efeito tão apelativo?

Sim, de facto damos grande atenção à forma como as casas são exposta. As casas precisam de ter movimento, de estarem habitadas, vividas. A fotografia é muito importante e investimos nesta parte desde o início. Quando vamos fotografar uma casa temos um enorme cuidado com a luz e somos muito perfeccionistas. Tentamos mostrar o potencial de viver nelas. Mas sem esquecer que uma casa inclui as pessoas e a sua vida. Muitas vezes preferimos que a estante esteja desarrumada ou o sofá com mantas porque as casas com vida são mesmo assim!

 

O que acha que os portugueses precisam para se apaixonar por uma casa?

Bem, pela minha experiência as casas de banho e a cozinha são as divisões que mais pesam na escolha entre casas. Características como os tetos trabalhados ou as madeiras também se revelam na hora de decidir.

“E pela minha, basta a mulher apaixonar-se que já não há volta a dar!” [risos.] (Miguel Tilli)

Neste momento, existe uma tendência diferente para a escolha da casa, principalmente em Lisboa. É dada uma maior importância a espaços exteriores e varandas. A luz e a própria história e contexto da casa são factores que pesam mais. Quere-se cada vez mais viver a essência do local e evitar os arredores. As famílias preferem agora estar próximas das zonas históricas e culturais, dos jardins, do mercado local. Se calhar não se importam tanto de não ter lugar de garagem pois ganham com a proximidade à cidade.

 

A própria Home Lovers é também uma casa com muitos residentes. Como é esta equipa?

Acho que também somos uma casa feliz! [Risos.] A nossa equipa é muito familiar e tentamos que cada um se sinta bem, se sinta em casa. A multidisciplinaridade é fundamental e temos pessoas de áreas diversas. Todas partilhamos a mesma paixão por esta área e temos algumas pessoas que foram nossos clientes e agora são nossos colaboradores, o que é incrível! O facto de eu o Miguel sermos um casal tem alguns contrapontos mas traz dinamismo e coerência ao projecto.

Outro aspecto que nos caracteriza é que aprendemos muito com os clientes e estamos dispostos a ouvi-los. A criação do nosso site teve origem em alguns seguidores que nos diziam que seria mais fácil organizar a pesquisa se houvesse outro suporte para além da página do facebook. É importante estarmos em sintonia e dispostos a mudar.

 

A sociedade portuguesa, em geral, julga muito os fracassos enquanto noutras o fracasso é visto como um passo necessário para o sucesso. Como foi lidar com insucesso inicial?

O primeiro choque é complicado mas depois disso temos de reagir. Como tínhamos filhos e estávamos os dois na mesma situação, não tínhamos alternativa senão seguir em frente. E esta tentativa foi fundamental para perceber o que é que não funcionava no mercado. O insucesso serve para sabermos que o caminho não é por ali e que temos de mudar de direcção. A paixão e o interesse que temos por este ramo fez com que não desistíssemos e quando vimos que podia existir uma alternativa, neste caso o facebook, decidimos apostar. E acho que fizemos bem!

 

O que espera da Home Lovers daqui a 5 anos?

Acho que é muito importante estarmos a evoluir e nunca estagnar. É preciso fazer alterações e aprender com os erros. Daí ser difícil de saber o que espero daqui a alguns anos. Sei de certeza que vamos continuar apaixonados pelas casas e com a mesma vontade de a partilhar.

Existe uma ideia de crescimento com os clientes que já experienciámos e que queremos manter. Desde os jovens que procuram a primeira casa para partilhar, depois a casa para viver com os namorados, o aparecimento dos filhos a necessidade de uma casa maior… A vida do cliente cresce com as casas e nós queremos continuar a fazer parte disso!

 

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Fotos: DR

Águas do Porto lança concurso para o desenho de garrafas oficiais da cidade

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Águas do Porto lança o concurso de ideias para desenho de garrafas para o transporte de água da torneira. O concurso é inserido no âmbito do Programa de Alteração Comportamental. No website da Águas do Porto o programa é apresentado como um

processo de mudança com quatro grandes momentos: informação, formação, alteração de atitudes e perceções e indução de novos comportamentos e consequentemente aumentar o consumo de água da rede pública do Porto.”

O concurso está aberto a profissionais e estudantes de design sem limitações de idade ou nacionalidade.

O logotipo da marca Porto terá de fazer parte da proposta final. As candidaturas podem ser submetidas até ao dia 22 de Maio e o regulamento pode ser consultado aqui .

As três melhores propostas serão premiadas com 2500, 1000 e 500 euros.

 

Fonte e Foto: Águas do Porto

Manuel Ramos (Nelo) em entrevista

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Manuel Ramos, mais conhecido como Nelo, tal como os seus caiaques, foi o construtor mais medalhado nos jogos Olímpicos de Londres e é, também, considerado como o melhor construtor de caiaques do mundo.
A Excelência Portugal quis conhecer o homem e a empresa. Aqui fica a entrevista

 

Qual é a sua história com a canoagem?

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Eu fui atleta. Nasci em Angola e vim para Portugal em finais de 1975. Mais tarde, em Vila do Conde, fui para uma escola de canoagem – na altura em que ninguém conhecia a canoagem – mas na verdade fiz um bocado de uma auto-aprendizagem. Como nem havia canoagem organizada cá em Portugal comecei a competir em Espanha em ’76, até ser cá fundada a Federação Nacional de Canoagem e eu ser o primeiro campeão nacional (aí umas cinco vezes). Cheguei até a fazer um mundial e algumas provas internacionais de velocidade, que cá em Portugal não tínhamos.

A dada altura comecei a utilizar caiaques feitos por mim – comecei a trabalhar muito cedo: montei a empresa aí aos 17 ou 18 anos -, em poliéster e fibra de vidro. No início dos anos ’80 servi durante um tempo o crescimento da canoagem em Portugal já que pelo menos havia produção nacional a custos adequados ao bolso dos Portugueses.  A marca cresceu, mas como era uma modalidade curta na altura, sazonal e também porque o mercado nacional era um mercado exigente tentei fazer a minha aposta internacional. Passei por cima de Espanha para não estragar o mercado a um gestor com quem mantinha uma relação ou não baixar demasiado o preço, mas teria sido um mercado muito mais fácil já que a canoagem espanhola já tinha uma grande expressão, com provas com mais de cem anos, e havia proximidade.

A minha atitude foi aquela que acho se deve ter para se ser bom em tudo: dar passos grandes, necessariamente difíceis.  Fui para a Grã-Bretanha, onde comecei com um paleontólogo escocês que utilizava o caiaque para os seus trabalhos de investigação no Sena, Nilo, etc., e depois tentei conquistar o mercado de alta competição. Tive essa vontade: da mesma forma que competi, queria ser o melhor se estivesse nesta área. Para ser o melhor da minha zona não valeria a pena (risos). (…) Portugal é um país limitado, sem passado na canoagem, e era complicado para um gestor português impor-se num mercado em que outros países tinham expressão… mas foi essa dificuldade que me obrigou e à minha equipa a fazer um trabalho redobrado e de qualidade. Acabou por dar em chegarmos aos melhores do mundo. Foi difícil no início mas quando chegámos ao topo vínhamos com background, conhecimento, estrutura, know-how que os outros não tinham.

E como adquiriram esse conhecimento? Foi sempre por auto-aprendizagem?

Sim, sim. A grande vantagem da nossa marca é não andarmos atrás de ninguém. Naturalmente que no início tirámos ideias de outros, mas neste momento andamos à frente. Neste momento há 4, 5 fabricantes que fazem a diferença e depois há construtores que copiam os melhores barcos e os metem no mercado a um preço mais baixo.

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Que foi o que vocês se recusaram a fazer.

Naturalmente que no início copiei.  Mesmo nos primeiros Jogos Olímpicos em que ganhámos medalhas, em Atlanta, os barcos não foram desenhados por mim. Eu tinha tentado uma primeira abordagem de dois modelos que correram no Campeonato do Mundo de Maratona de Juniores – e até ganharam medalhas – mas que nos foram desautorizados no Campeonato do Mundo de Seniores porque a federação internacional entendeu que a parte de cima do barco beneficiava do vento traseiro. Acabei por ter de ganhar um pouco de arcaboiço. A seguir, nos Jogos de Sidney, já são modelos desenhados por nós que acabam por obrigar a federação internacional a mudar as regras. Fizemos 5 medalhas com barcos legais que ofereciam bastantes benefícios e obrigam à alteração da regulamentação.

E nos Jogos seguintes tornam-se fornecedores oficiais.

Somos fornecedores oficiais 4 anos depois, em Atenas – foi uma guerra tremenda com os outros fornecedores e até com a federação (…). Antes já éramos líderes em velocidade e maratona, mas com o resultado de 2004 (fomos o fabricante que mais medalhas conseguiu nuns Jogos) e tornámo-nos nos mais importantes. Depois, em Pequim, voltamos a ser fornecedores oficiais e conquistamos um número absurdo de medalhas (20 em 86). Voltamos a sê-lo em Londres e até em slalom, algo em que ninguém acreditaria porque andávamos há pouco tempo nisso (…). E tem sido esse, mais ou menos, o nosso trajecto.

Quais são as características que tornam os vossos barcos tão apreciados?  

Neste momento ganhamos praticamente tudo em caiaque, e no resto andamos taco-a-taco com outro fornecedor. Houve até uma série de finais em Londres em que só competiram barcos nossos. (…) O que nos diferencia é o conhecimento, o know-how, o serviço… uma série de circunstâncias. Fomos os primeiros a produzir barcos para todas as categorias de atletas. A nossa primeira encomenda foi para a seleção japonesa porque ninguém produzia barcos para atletas de 50kg. Haviam barcos para homens com mais de 75kg e para mulheres com menos de 75kg. Agora fazemos barcos para atletas de 50kg a 110kg, obviamente adaptados às suas características. Também fazemos um trabalho único de telemetria e um ajuste dos barcos aos atletas, razão pela qual cá temos vários centros de treino. A ideia inicial nem era essa, mas as seleções acharam a qualidade dos nossos centros tão elevada que optaram por vir para cá treinar e não só fazer ajustes. Continuamos a acompanhar as equipas que treinam noutros centros, mas só aqui vendemos 22 000 noites, o que dá para adquirir conhecimento, para recolher imensos dados de telemetria em tempo real, para fazer ajustes, para ajudar os treinadores e os atletas… É um trabalho que desenvolvemos ao longo do ano nas fases de preparação e competições (…) e que funciona como uma bola de neve. Hoje temos informação de todos os atletas que por cá passaram nos últimos 10 anos – atletas de topo- e que nas diversas competições têm acompanhamento nosso (…). Garantimos que podem estar perfeitamente descansados porque não lhes vai faltar nada. Com tudo isto garantimos que a nossa diferença para os outros é muito grande.

Falemos da modalidade em Portugal. O nosso país tem uma grande disponibilidade de recursos naturais e a fama dos desportos náuticos está a aumentar, em parte devido ao vosso contributo. Nesse cenário, prevê uma ascensão ainda maior dos atletas portugueses nos quadros internacionais?

Sim, sem dúvida. Neste momento, é provável que o desporto que mais sucesso tem seja a canoagem: nos últimos Jogos Olímpicos ganhamos uma medalha, no Campeonato da Europa do último fim-de-semana estivemos em 9 finais e arrancámos duas medalhas (…). A maior comitiva portuguesa dos próximos Jogos será a da canoagem, com certeza absoluta.

Muito graças ao vosso contributo.

Uma coisa é certa: estamos na canoagem há muitos anos, a nível internacional. Sabemos muito bem a realidade da Austrália, Japão, Alemanha, etc. e sabemos qual é o denominador comum do sucesso, que passa por massificação e objectividade. Os dirigentes portugueses absorvem um pouco do nosso conhecimento – em vez de andarem a fazer experiências têm alguma “ajuda” nossa, naturalmente. E depois, claro, ter uma empresa de renome internacional ajuda os atletas a acreditar que é possível.

Para terminarmos: quais são os projectos futuros da Nelo?

O nosso grande objectivo, obviamente, é continuarmos os melhores. Temos o nosso main business, em que somos mesmo bons, e queremos manter-nos a um grande nível, sempre inovadores, de modo a que nenhuma marca se chegue a nós. Aqui temos sempre projectos, ainda agora concluímos um no Rio de Janeiro e temos outros, pensados e solidificados, que não nos interessa largar. Depois temos projcetos em outras áreas, muitos em lume brando por levarem tempo a cimentar e por podermos não ter ainda capacidade produtiva. Estamos envolvidos no softski, no slalom e noutros em que estamos a negociar. Além do empenho na massificação da canoagem, queremos adquirir outras marcas para acrescentar valor de mercado e podermos entrar como os melhores e não como um produto de segunda escolha. Queremos ser sempre os melhores. Estamos a criar estruturas compostas pelas pessoas ligadas ao desporto. Paralelamente à formação dos colaboradores podemos adquirir estruturas já existentes. Estamos a negociar. Projectos não nos faltam, mas só avançamos com garantias de que tudo vai funcionar.

 

fotos: DR

visite: www.facebook.com/nelokayaks

www.nelo.eu

Evadream é a iniciativa para florir Portugal

Rua Flores 2E porque do sonho nasce muitas vezes a mudança, Tó Romano, diretor da Central Models lança um desafio a todos os portugueses: florir Portugal. A iniciativa chama-se Evadream e apresenta-nos pelo menos 10 razões para que fique claro a importância de florirmos Portugal:

  1. Um motivo para sorrirmos
  2. Sermos o País mais bonito do mundo
  3. Elevar a auto-estima dos portugueses
  4. Um elo de união entre todos
  5. Turismo em todas as regiões
  6. Qualificação dos produtos portugueses
  7. Apetência na produção nacional
  8. Oportunidades e ocupação para todos
  9. Uma nova forma de nos relacionarmos e relativizarmos
  10. Um país de afectos, bem-estar e estar bem.

Ao “excelência Portugal”, Tó Romano diz acreditar que “em cinco anos é possível mudarmos a imagem do nosso país, e assim tornarmo-nos no país mais turístico do mundo, assim como florescermos em todas as direcções

A ideia já foi abraçada pela Câmara Municipal de Lisboa que lançou o movimento “Bairros Floridos de Lisboa”, em parceria com a EGEAC, Instituto Superior de Agronomia e da Associação Nacional de Produtores de Plantas e Flores Naturais, (assinatura do protocolo pode ser vista aqui).

Movimento Lisboa

Na sua página do Facebook pode ler-se: as maiores aspirações da humanidade são a paz universal, a harmonia e o amor entre todos os seres humanos. O amor e a felicidade provêm do mundo dos afectos. A natureza e as flores têm o dom de nos atrair e de criar afectos entre os seres humanos. Vamos colocar flores nas nossas janelas?

Iniciativas de Empreendedorismo Social são excelência portuguesa.

EvadreamLogo

 

Página Oficial da iniciativa: http://www.evadream.pt/ ou https://www.facebook.com/evadream

Fotos: DR

 

Cross Hands Architecture é finalista da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas

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São dez os candidatos seleccionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.
O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a Fundação de Serralves.

Integram o grupo finalista projectos de natureza diversa divididos por quatro categorias, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado.

Cross Hands Architecture é finalista na categoria “Arquitectura e Artes Visuais” e são definidas como duas jovens que “cruzam arquitectura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitectura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projecto de abrigos para refugiados na Síria.”

A Excelência Portugal havia já co-organizado, a 21 de novembro 2014, no IPCA-Instituto Politécnico do Cávado, uma Palestra/Apresentação do Projecto de Arquitectura “Abrigos de baixo custo para situações de emergência para os refugiados da Síria”.
fonte:  http://www.industriascriativas.com/Noticia/OS-NOSSOS-FINALISTAS/2430
foto: DR

Vacina criada no ICBAS prepara entrada em ensaios clínicos

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Foi durante o seu trabalho na equipa liderada por Paula Ferreira no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), que Pedro Madureira, se decidiu juntar à Venture Catalysts (empresa focada na criação de startups com base científica) para criar a Immunethep. O objectivo desta empresa será desenvolver uma vacina neonatal que possa ser administrada nas mães de forma a prevenir infeções bacterianas em recém-nascidos.

Esta foi a primeira vacina patenteada pela Universidade do Porto e foi licenciada à Immunethep para exploração comercial já em 2014 (http://noticias.up.pt/u-porto-licencia-pela-primeira-vez-uma-vacina/).

Segue-se agora um novo marco importante para o seu desenvolvimento. No passado dia 30 de Março, a Portugal Ventures fechou um investimento cujo valor vai permitir à Immunethep continuar com o desenvolvimento da vacina, avançar com os ensaios pré-clínicos e entrar em ensaios clínicos humanos.

Segundo a Immunethep, “todos os anos quase 1 milhão de bebés morrem devido a infeções bacterianas durante o primeiro mês de vida” e “não existe até à data nenhuma forma de as prevenir”. Acrescenta ainda que “o desenvolvimento desta vacina vai permitir cobrir 95% das bactérias responsáveis pelas infeções neonatais”.

Este é o resultado de uma investigação que já sem tem vindo a desenvolver há quase 30 anos e que começou com Mário Arala Chaves, fundador do Laboratório de Imunologia do ICBAS. A vacina vai permitir anular a ação de uma proteína bacteriana que é responsável por “desligar” o sistema imunitário dos recém-nascidos que pode levar ao desenvolvimento de pneumonia, meningite e, em casos mais severos, morte por choque séptico.

Pelos mais pequenos!

 

Websites:

Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS): http://sigarra.up.pt/icbas/pt/web_page.Inicial

Venture Catalysts:  http://www.venture-catalysts.com/

Immunotherp: http://www.immunethep.com/

Portugal Ventures: http://www.portugalventures.pt/

Fotos: DR

4ªedição do Liftoff Working Ideas lança mais 6 negócios para o mercado!

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O Liftoff Working Ideas é um projeto inovador promovido pelo LIFTOFF -­‐ Gabinete do Empreendedor da Associação Académica da Universidade do Minho que já se encontra na sua 4.ª edição. Esta atividade impulsiona a conceção e desenvolvimento de ideias de negócio através de empreendedores organizados em equipa.

Num contexto de crise como o que o país atravessa, considera-­‐se fundamental fornecer ferramentas aos jovens estudantes universitários/recém-­‐graduados que os tornem capazes de explorar oportunidades, planificar e desenvolver um modelo de negócios, privilegiando a sua criatividade, investigação e capacidade de inovação em projetos de valor acrescentado, com o apoio de técnicos especialistas e empresários de renome.

Após um processo de candidatura e seleção e trabalho resultaram as seguintes ideias de negócio:

 

-­‐ Wic: 1º Market Place em Portugal de serviços e produtos que ajuda a criar um momento especial com amigos, família e crianças

-­‐   HHOenergy: Reaproveitamento energético de H2.

-­‐ Pocket Chef: App que gera a despesa, cria receitas de acordo com os produtos disponíveis na mesma e promove receitas de chefs de cozinha em ascensão.

-­‐ Zélia Maia: Marca de calçado com alma portuguesa que conjuga saberes ancestrais com tecnologia através de sapatos inspirados na guitarra portuguesa e no estilo barroco.

-­‐ Routefit: App de partilha de percursos interativos com experiências através da geolocalização.

-­‐ Look for it: Plataforma online de apresentação das cidades de Portugal através de vídeo, imagens e textos curtos.

 

Fonte: Liftoff

linkedcare – a plataforma digital que quer aproximar todos os intervenientes no sector da saúde.

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É portuguesa, nasceu em Abril de 2011 com o objectivo de criar novas pontes entre todos os agentes envolvidos na saúde – médicos, pacientes, enfermeiros, farmacêuticos. Contam já com mais de 2300 médicos, várias farmácias na região do Porto e Lisboa e já planeiam a internacionalização.
Pedimos a Miguel Filipe, chefe do departamento de desenvolvimento de negócio da linkedcare, que nos contasse um pouco mais da história promissora desta jovem empresa portuguesa.

 

No site da linkedcare, pode ler-se que esta começou em 2011 pelas mãos de Nuno Pacheco e Hans-Erhard Reiter. Como começou o vosso interesse por esta área? Qual a vossa motivação?

A linkedcare nasceu em abril de 2011, fundada por Hans-Erhard Reiter e por Nuno Pacheco. O interesse e motivação iniciais dos fundadores é bastante anterior a 2011 e era na altura mais focado na área dos dispositivos de mHealth (mobile health). Após uma análise mais aprofundada dos problemas do sector da saúde em todo o mundo, a conclusão foi que há uma necessidade de soluções que vão muito para além dos dispositivos, daí o desenvolvimento da linkedcare.

 

O principal produto da linkedcare é uma aplicação para médicos e pacientes com o objetivo de manter o histórico, agendar consultas, prescrever medicamentos, entre outras atividades, correto?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial, tendo começado por ligar médicos e cidadãos. Através da sua aplicação segura e de acesso gratuito (prolinkedcare para os profissionais de saúde e mylinkedcare para os cidadãos), a linkedcare permite aos médicos gerir toda a sua prática médica de forma integrada, ao mesmo tempo que ficam mais próximos dos seus pacientes, possibilitando aos cidadãos terem uma participação mais ativa na gestão da sua própria saúde e bem-estar.

 

O objetivo passa também por interligar as farmácias, nesta plataforma, certo?

O objetivo é ligar todos os intervenientes que atuem na área da saúde. Isso inclui, naturalmente, as farmácias. Nesse sentido, no início deste ano de 2015, lançámos o resultado de uma parceria com farmácias nas regiões de Lisboa e Porto. Através da aplicação mylinkedcare, o utilizador pode facilmente enviar um pedido de encomenda à farmácia e beneficiar de uma entrega rápida e, na maior parte dos casos, gratuita. Os medicamentos ou outros produtos de farmácia são entregues na morada que indicar (ex: residência, local de trabalho), podendo inclusivamente a entrega ser efetuada no próprio dia (dependendo da hora e do local). Adicionalmente, uma vez que as farmácias parceiras têm uma disponibilidade muito acima da média dos medicamentos mais requisitados, de uma forma geral os utilizadores mylinkedcare beneficiam também das suas receitas serem aviadas na totalidade numa só entrega.

 

Pretendem que a linkedcare seja utilizada também no Serviço Nacional de Saúde? E outros serviços de seguros de saúde?

Em relação à aplicação prolinkedcare para médicos, o nosso foco começou e continua a ser os médicos com prática privada e que têm a possibilidade de escolher a aplicação que desejam como a melhor para gerir esse mesma prática. A possibilidade da aplicação vir a ser utilizada no SNS ou em grandes grupos privados é algo que consideramos como uma possibilidade a médio-prazo, dependendo sempre das condições de mercado e também da estratégia global da linkedcare.

 

No vosso site, podemos ler que em Novembro de 2014 já contavam com 2300 profissionais de saúde. Como tem sido a avaliação dada pelos utilizadores?

Trabalham em contacto direto com eles?

Os números continuam a crescer a um ritmo que supera as nossas melhores expectativas iniciais e a avaliação por parte dos utilizadores continua a ser excelente a todos os níveis. A aplicação tem espaços para que os médicos possam diretamente partilhar as suas sugestões de melhoria e, em complemento, trabalhamos em contacto direto com muitos dos nossos utilizadores no sentido de melhor compreender a sua prática e de como evoluir no sentido de facilitar o seu dia-a-dia e a interação com os seus pacientes.

 

Até onde acham que podem chegar a nível de mercado?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial. Quer no que diz respeito aos profissionais de saúde quer em relação aos cidadãos, não nos colocamos nenhum limite em termos de ambição. Acreditamos que uma aplicação como a linkedcare trará tanto mais valor para todos os envolvidos quanto maior for a sua adopção e utilização.

 

O futuro da linkedcare passará também pela internacionalização?

Sem dúvida. O nosso projecto foi desenvolvido desde o início com uma perspectiva global e em 2016 deveremos lançar as nossas operações também nos EUA.

 

A linkedcare pretende desenvolver mais aplicações na área da saúde?

Desenvolvemos essencialmente a aplicação linkedcare, ou seja, um ecossistema de aplicações linkedcare (para os profissionais de saúde, para os cidadãos, etc.).

A inovação é algo essencial e está no centro de uma empresa como a linkedcare; os nossos profissionais estão sempre em busca de novas soluções que possam conduzir a uma melhor saúde, a todos os níveis.

 

Como imaginam que a relação médico-doente vá evoluir durante os próximos, digamos, dez anos?

Esta é uma relação que nos últimos anos tem vindo a evoluir a uma enorme velocidade. As próprias tecnologias de informação e comunicação tem vindo a influir decisivamente nas mudanças que vamos verificando. Num futuro próximo, estamos certos que a relação médico-doente se irá fortalecer, especialmente se apoiadas em conceitos como os desenvolvidos pela linkedcare. Acreditamos que o médico passará a ter um acompanhamento mais próximo da saúde dos seus pacientes (para além do contacto presencial), criando relações de maior continuidade e valor para ambas as partes.

 

fotos: DR