6 em 1: Portugal e últimos reconhecimentos internacionais no turismo

Com certeza que já todos repararam que Portugal tem (finalmente) vindo a ganhar destaque internacional no setor do turismo – as notícias de pequenos e grandes reconhecimentos e prémios têm sido semanais nos últimos meses. Já não é só o Algarve a ser utilizado como férias de praia relativamente baratas para os países nórdicos, este reconhecimento percorre Portugal inteiro de norte a sul.

Assim, decidi deixar-vos com uma pequena seleção que fiz de notícias que a Revista PORT.COM partilhou no último mês. São seis pequenos e grandes reconhecimentos internacionais, uns englobam o país como um todo, uns enaltecem a nossa maravilhosa capital, Lisboa, outros focam a atenção no Porto, que está cada vez mais na moda, ou in como se costuma agora dizer, e outros ainda fogem a estes grandes dois polos e procuram trazer para a ribalta cidades do interior e jardins que valem a pena visitar.

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“Americanos elegem Portugal como o melhor país da Europa” para viajar e fazer turismo. Os leitores e utentes do jornal “USA today” e o portal de viagens “10Best” votaram e colocaram Portugal no topo deste ranking! À frente de Itália, o país mais icónico em termos de cultura mas também de sol e praias, isto é realmente extraordinário! Segundo o jornal norte-americano, este reconhecimento deve-se ao “vasto leque de oportunidades para os viajantes: aldeias charmosas, comida fantástica, música regional fascinante, descobertas culturais, uma costa belíssima e até surf de classe mundial”. Como curiosidade deixo aqui o artigo original e a classificação final do Top 10 do melhor país da Europa para visitar:

1. Portugal   2. Itália   3. Áustria   4. Alemanha   5. Inglaterra   6.Espanha   7. Irlanda   8. França           9. Islândia   10. Suíça

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“Lisboa é considerada a nova capital da cultura” segundo o cronista norte-americano Eric Macklin do site de notícias “Elevated Today”. Este conta como só recentemente descobriu as maravilhas de Portugal (aliás, abre o artigo com um pedido de desculpas a nós portugueses, que depois de lermos o artigo rapidamente aceitamos o pedido), menciona a riqueza em “autenticidade” dos cafés e restaurantes das ruas da capital lisboeta, destaca a cena musical lisboeta que “está a florescer” ao conjugar, por exemplo, DJ’s e fadistas, e pressiona o fator preço, uma grande mais valia. Macklin garante que “Se Hemingway escrevesse na atualidade, não estaria a escrever em Paris, em Berlim ou em Madrid. Estaria a escrever em Lisboa.”
Deixo o desafio aos leitores de lerem o artigo original, em inglês. É muito interessante mergulhar no ponto de vista de um estrangeiro que chega ao nosso país com um desconhecimento abismal em relação a tudo o que é português – as únicas luzes que tinha sobre o nosso país deviam-se à crise dos últimos anos. E este é, creio eu, o panorama geral. É mesmo fascinante ver a forma como este cronista escolhe as palavras para tentar descrever o que viu e viveu em Lisboa. Podem aceder ao artigo aqui.

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“Porto está entre as 10 melhores cidades da Europa para fazer uma escapadinha alternativa” segundo o famoso jornal inglês, o “Guardian”. O artigo começa com uma breve comparação entre Porto e Lisboa: embora a capital ganhe no “party vibe”, o Porto partilha do “faded charm and buzzing creative scene” (achei por bem deixar as expressões originais). A Rua de Miguel Bombarda surge destacada como centro artístico da cidade e as alternativas visitas guiadas por um grupo de jovens arquitetos surgem louvadas. E pensar que muitos lisboetas (e não só, claro está) nunca foram a esta maravilhosa cidade portuguesa…fica a dica! E também como curiosidade fica aqui a lista das restantes nove cidades que compõem a lista: Gante (Bélgica), Lyon (França), Leipzig (Alemanha), Belgrado (Sérvia), Segóvia (Espanha), Linz (Áustria), Roterdão (Holanda), Turim (Itália) e Gotemburgo (Suécia). Aqui podem consultar o artigo no original.

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“Lisboa e Porto entre os nomeados para Melhor Destino Turístico Europeu” nos World Travel Awards, os “óscares” do turismo. Não vale a pena dizer mais nada…os resultados serão revelados a 9 de setembro, na Sardenha.

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“Cinco jardins portugueses entre os melhores do mundo”. O livro “The Gardener’s Garden” da editora Phaidon apresenta uma seleção de 250 jardins entre os mais notáveis de todo o mundo. Os vencedores portugueses são: o Parque de Serralves (no Porto), a Quinta da Regaleira (em Sintra), o Jardim do Palácio dos Marqueses de Fronteira (em Lisboa), o Parque Terra Nostra (nos Açores), e a Quinta do Palheiro (na Madeira). São para colocar já numa check-list!

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“CNN revela o Centro de Portugal misteriosamente ignorado”. Para terminar, é interessante referir que o jornalista freelancer, Paul Ames, se “indignou” com a falta de atenção dada às restantes cidades portuguesas. Das praias às serras, de cidades a aldeias, do leitão ao ensopado de enguias de Aveiro… O artigo está super rico e interessante, mais uma abordagem sobre o nosso país vista de fora que vale a pena ler aqui.

Depois de ler isto, não sente até um arderzinho no coração de orgulho nacional, não?

 

fotos: DR

Professor da FAUP vence Prémio Fernando Távora 2015

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Edição 2015 do Prémio recebeu 23 candidaturas.

A proposta de viagem ‘Ruínas, ou o Livro de Arquitectura’ valeu a André Tavares, docente convidado da FAUP, a 10ª edição do Prémio Fernando Távora.

A proposta vencedora foi anunciada a 9 de Abril e propõe “um percurso por edifícios e edições originais de livros em Roma, Vicenza, Paris e Londres, a fim de, através da história do livro de arquitectura, sintetizar a cultura arquitectónica europeia”.

Para o Júri a “proposta vencedora distingue-se por uma profunda originalidade: percurso por edifícios e edições originais de livros em Roma, Vicenza, Paris e Londres, a fim de, através da história do livro de arquitectura, sintetizar a cultura arquitectónica europeia. (…) Num momento em que as tecnologias digitais ameaçam a compreensão das qualidades físicas dos objectos, o livro é um reduto da arquitectura que exige a compreensão da sua natureza física, da textura das suas páginas, da natureza do seu peso”.

O Júri da presente edição do Prémio foi presidido pelo escritor Valter Hugo Mãe e constituído pelos arquitectos José Manuel Botelho, João Luís Carrilho da Graça (nomeado pela Casa da Arquitectura), Pedro da Rocha Vinagreiro (em representação da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte) e Luísa Távora, em representação da família do arquitecto Fernando Távora.

André Tavares licenciou-se e doutorou-se em Arquitectura na FAUP (2000-09), é docente convidado na FAUP, tem-se dedicado à investigação, crítica e edição (Dafne), sendo ainda comissário geral, com Diogo Seixas Lopes, da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2016.

O resultado da viagem será apresentado numa conferência na Câmara Municipal de Matosinhos a 5 de Outubro, Dia Mundial da Arquitectura, altura em que será lançada a 11ª edição deste Prémio.

Em edições anteriores, foram vencedores, entre outros, os arquitectos Maria Moita (3ª edição), Paulo Moreira (7ª edição), ambos alumni FAUP, e Susana Ventura (9ª edição), actualmente a desenvolver o projecto de Pós-Doutoramento na FAUP, sendo membro efectivo do centro de estudos do CEAU-FAUP.

O Prémio Fernando Távora, uma bolsa de viagem no valor de seis mil euros, é uma distinção anual destinada a arquitectos membros da Ordem dos Arquitectos, sendo organizado pela sua Secção Regional do Norte, pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela Casa da Arquitectura.

 

texto e fotos: FAUP ( http://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=15016)
+ info  www.oasrn.org

O que é a Inventoo? Entrevista com Fernando Cortê-Real

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Fernando Cortê-Real, um inventor nato, percebeu um dia que a sua mulher tinha dificuldade em tirar a cadeirinha de bebé no carro. “Mas porque é que a cadeirinha não gira 90 graus?”. Depois de a ideia lhe ter surgido, partilhou-a com as grandes empresas do mercado e viu a sua invenção ser implementada uns anos depois. Coincidência ou não, esta experiência foi o primeiro passo para a criação de um novo conceito que permitiu a criação da Inventoo. Fomos descobrir mais sobre este recente projeto e sobre o seu fundador, que partilhou com a sua extrema simpatia e discurso motivador as ideias que pretendem revolucionar o mercado.

O que é a Inventoo?

A Inventoo é uma plataforma de inovação que tem com o objetivo juntar inventores e marcas. O pressuposto básico é que nem todos os inventores, só por serem inventores, têm de se assumir como empresários. Acho que é um conceito que está muito instalado e que na minha opinião é errado porque nem todos tem a vontade, a disponibilidade, os recursos, enfim… Muitas vezes nem o perfil para o ser.

No fundo, o inventor pode ser um bocado como um escritor. Escreve o seu livro mas depois não faz chegar o livro às bancas: não edita, não produz, não distribui.

O formato que quero trazer de novidade é este. O inventor pode inventar mas depois não tem de ser o empreendedor por natureza. Portanto, pode tentar vender a sua invenção a marcas que já existem. Por exemplo, alguém que tenha tirado o curso de química ou biologia e inventou um novo conceito de pasta de dentes e tenta vender à Colgate, Pepsodente, a qualquer outra marca.

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Ou seja, em vez de ir sozinho ter com as marcas, vai pelo intermédio da Inventoo.

Sim e porquê? Porque o tentar ir sozinho é muitas vezes aquela “Missão Impossível”. Quando se bate à porta das grandes empresas é sempre difícil de o fazer. A logística é complicada mas não só. Imagine uma empresa como a Coca-Cola. Seria impossível ver tudo aquilo que lhe bate à porta. Porque eles não fazem os castings como nos concursos de música e de dança!

Portanto o objetivo é tentar transformar isso numa relação “Business to Business” ou seja, o inventor vai à plataforma e promove a sua invenção. Ele não explica o que é, faz apenas uma pequena publicidade. Isto para depois as marcas que conhecem a plataforma irem pesquisar invenções que possam interessar a sua indústria e a sua empresa.

O Fernando conseguiu identificar um tipo de inventor que denominou de entreployeeneur. De onde vem este novo conceito?

O que eu identifiquei é que existia um novo agente. Não está agarrado exclusivamente ao conceito de entrepreneur que eu acho que é exagerado por generalizar a todos os inventores. Entreployeeneur vem da mistura das palavras entrepreneur e employee. Ou seja eu posso continuar com o meu trabalho, não desistir da minha carreira, não correr riscos e ao mesmo tempo tenho uma invenção e posso ter sucesso e conseguir vende-la a uma marca. Tentar ganhar com esta invenção, fazendo render um passatempo e transformá-lo em negócio não pondo em causa a vida do dia-a-dia.

E mantendo também a formação base de cada inventor

Um advogado pode inventar algo que possa ser a próxima Coca-Cola do deserto! E não teria de desistir da advocacia para ser empreendedor numa área de formação que não é a sua. Acho que é algo que está muito instalado e que deve realmente ser mudado.

Mas não será fácil mudar esta mentalidade

Vai ser difícil porque vai ser preciso que as pessoas percebem que é possível. Até porque hoje em dia, muito por causa da crise, o conceito de open innovation das empresas está muito recetivo. Não existe é muito neste conceito de push, da pessoa para o mercado.

O que acontece é um bocado ao contrário. As grandes empresas como Sony, Starbucks quando têm dificuldades de resolver problemas técnicos, põem em plataformas o desafio “Preciso de resolver esta situação”e as respostas surgem.

A Inventoo quer responder de maneira diferente à maneira como as empresas interagem com o mercado. Qual a alternativa?

Este conceito de pull é muito baseado em ter um problema e pedir ajuda ao Mundo para o resolver. É muito reativo. Aqui quero promover algo muito push, mais proactivo! Imaginemos que a Inês tem uma invenção, ainda está a acabar o curso e porquê desistir do seu percurso original? Pode ser inventora sem ser empreendedora.

Na Inventoo, qual o percurso de uma invenção? Desde uma ideia que nasce numa pessoa, que não tem de ter formação nem apetência natural para o mundo empresarial, até ser implementado por uma empresa.

A Inventoo quer criar a plataforma, gerar confiança às duas frentes que ali é o local certo tanto para os inventores e para as marcas. Vende o espaço para promoção da invenção e vende o contacto do inventor, que não está disponível para a marca. Depois tem alguns serviços add-on como disponibilizar layouts de contratos, dar algumas pistas, alguma prototipagem. Existem algumas guidelines dadas por pessoas experientes no mercado mas tudo muito básico.

De que forma a Inventoo se afasta do conceito das empresas incubadoras já tão implementado?

O que a Inventoo pretende fazer é ter um negócio de volume onde entram propostas de inovação e aparecem do outro lado mercado as marcas que pretendem adquirir novas invenções. Não fazemos serviço de consultoria pelo meio do processo como as incubadoras, onde ajudam a desenvolver o negócio e onde se cria uma costumização. Não ficamos com % de capital, nem cobramos success fees. Não acreditamos que seja um modelo para a internet e mesmo no mundo real tem-se visto que nem sempre resulta.

O contacto entre o inventor e a marca é sempre online?

Exatamente. A partir daí é entre o inventor e a empresa, nós não queremos envolver-nos no negócio! O que podemos é ser facilitadores e arranjar contactos de parceiros das áreas, sejam cá ou internacionais, para a ajudar a estabelecer desenvolver a ligação.

Podemos então afirmar que o core business é divulgação e permitir o contacto primordial entre estes dois agentes. Como é que a Inventoo transforma isto num negócio em si?

Existe alguma proatividade do lado da Inventoo que torna isto possível. Quando um inventor quer colocar a sua invenção uma das coisas que disponibilizamos é a criação de um enquadramento para conseguir promovê-la sem expor a própria ideia. Muitas das pessoas tem as suas invenções guardadas na gaveta pelo risco de serem roubadas. As empresas podem ter acesso às informações que estão na plataforma mas depois tem de pagar para ter o contacto com o inventor.

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Quando a empresa entre em contacto com o inventor, já sabe qual é o modelo da invenção?

Apenas saberá aquilo que for colocado pelo inventor. À partida terá apenas uma catalogação da invenção. Mas recomendamos sempre que os inventores ponham as suas target companies, outro serviço que disponibilizamos na plataforma.

Esta identificação permite à Inventoo ir “picar” essas empresas e centros de investigação a partir de uma relação “B2B” que gera muito mais confiança e profissionalismo. Afirmamos que somos uma plataforma de inovação e que se a for consultar verá que para a sua indústria, e se calhar até para a sua empresa, existe alguém a fazer uma proposta. Isso faz com que as empresas se sintam atraídas em vez de pensarem “Pronto, mais um a bater à porta”.

 

A Inventoo está direcionada para um mercado low cost?

O low cost nunca será o possível valor para o inventor quando a marca decide comprar invenção, isso dependerá sempre do que ela valer e do que se chegar a acordo. Low cost surge por não se precisar de toda uma infraestrutura para a implementar e pelos valores que nós praticamos para a promover e para fornecer o contacto.

 

Muitas vezes as empresas target são empresas já muito enraizadas no próprio mercado e tem uma estrutura de I&D muito desenvolvida.

Como é que a Inventoo se posiciona?

Esta realidade tem começado a ser alterada nos últimos seis anos. Há grandes empresas como a Toshiba ou a Sony no mundo inteiro que estão a fechar os seus centros de desenvolvimento. Se antigamente o eram, agora já nem sempre sãonão é sustentávelsustentáveis.

O paradigma tem mudado. E quando nós inventamos alguma coisa, muitas vezes vem para dar resposta a alguma necessidade que sentimos. Pretendemos ser uma ponte entre o que o mercado sugere e as empresas, fazendo parte da mudança que se tem desenvolvido.

O projeto já tem quatro meses. Como tem sido a aceitação por parte tanto das empresas como dos inventores?

Da parte das empresas ainda não chegámos a essa componente. Eu tinha definido três meses para iniciar a divulgação e depois dois meses para começar a angariação direta. A divulgação tem corrido muito bem e fomos inclusive entrevistados pela Marketeer. Esta revista interessou-se pelo nosso conceito que achou bastante agressivo e disruptivo em termos de inovação. Tem corrido melhor do que estava à espera!

De seguida, vamos começar a ter mais inputs na base de dados para irmos ter com as empresas. É ainda um bebé de quatro meses, vai agora começar a comer quase não come a papinha, mas queremos para comecar a crescer!

Está ainda numa fase embrionária portanto?

Sim, numa fase muito inicial. E se me perguntar quanto estou à espera de faturar não faço mesmo ideia. Não será o meu principal desafio no primeiro ano. O primeiro ano servirá para ver se existe aceitação. Não uma aceitação de mercado porque esta acho que é relativamente óbvia, mas se está no formato certo para as pessoas criativas se sentirem confortáveis para irem lá apostar as suas invenções.

Porque depois de os inventores apostarem, a outra parte é muito mais fácil. Aquilo que as pessoas acham que é mais difícil que é ir ter com as empresas, é na verdade mais fácil depois de existir uma base de dados volumosa.

Imagine-se no lugar de um criativo. Está sempre a ser pressionado para trazer os novos iPhones do mercado e não surge, porque o mercado não consegue aceitar tudo. E vê que existe uma plataforma com invenções que as pessoas sentiram necessidade de criar. O sucesso pode estar ali e é muito apetecível. Até pode não dar! Mas o custo de ir conhecer a invenção e a pessoa é muito mais barato do que tentar criá-la num centro de desenvolvimento com centenas de engenheiros. É muito mais económico.

Olhando para agora para os inventores quais as pessoas que têm aderido?

Eu inicialmente tinha feito um estudo de mercado muito baseado nos conhecimentos académicos, sem contratar ninguém profissional. Fiquei muito surpreendido com os dados que surgiram! Para já, 52% das pessoas dizem que já lhes surgiu uma invenção, acham que é propícia para lançar para o mercado mas nunca o fizeram. Por aquilo, por aqueloutro, porque surgiram imprevistos, porque ficou na gaveta. Há milhões de inovações que ficaram nas gavetas e não estão a ser aproveitadas. E isto é um desperdício, mas é a realidade.

Quando foi feito o inquérito, existia a evidência que os inventores contavam com mais homens do que mulheres. O que, quando foi feito, até podia fazer algum sentido. Curiosamente, se for ver agora o que está realmente a acontecer no momento, 55% dos utilizadores são mulheres. E eu acho isto muito interessante.

Porquê?

Para já começa a trazer uma realidade que já está escondida há muitos anos: as mulheres são muito mais criativas que os homens. E contra mim falo! Depois, são mais proactivas. Têm também um leque de situações de vida que passam que é muito maior e que é mais propício a invenções. Por exemplo, toda a indústria dos bebés e das crianças, as mulheres sentem mais isso e reparam mais nas necessidades. É uma realidade.

Eu tirei o curso à noite, em pós-laboral, e como tinha muito mais mulheres, fiquei com uma perspetiva muito diferente. Quando são boas, são muito melhores que os homens. Infelizmente são muito poucas que lá chegam pois dispersam-se principalmente com a família, embora tenham uma extraordinária capacidade de multitasking. Quando se dedicam completamente à carreira, aquilo é quase uma ultrapassagem pela direita! E foi muito bom ter este feedback feminino.

De que forma a Inventoo pode estar a combater o desemprego? Isto é, uma pessoa desempregada que tem uma invenção guardada na gaveta a vida inteira têm agora o tempo e a oportunidade de a por a render.

Muitas vezes, só têm o tempo. Muitas pessoas não têm capacidade de arranjar investimento, de ir ter com a empresa ou criar a sua. Está assim a perder um tempo exorbitante e não está a focar-se naquilo que criou.

Tem a capacidade de o executar? Terá a sorte de aquilo dar certo? Porque todos sabemos de casos excecionais de empreendedorismo mas são apenas um décimo. Os outros casos ninguém fala, os chamados casos falhados. Mas estes casos falhados podiam ter ido por outra via e alcançar o sucesso. Não quer dizer que a invenção ou o produto seja mau, só não tiveram a capacidade, sorte e timing certo para a concretizar.

Mas quem quiser ser empreendedor que o seja, a Inventoo não quer tirar oportunidade de o ser. O que queremos é dar a oportunidade aqueles que tem invenções mas não querem ser empreendedores para não correr risco, por não terem capacidade ou disponibilidade, querer manter a sua vida…

A Inventoo foi criada de raiz para ser internacional, para um mercado global, certo?

Certo. E com uma vantagem muito gira, nós portugueses somos idiotas por natureza, uns criativos de primeira! Não há sistema de multibanco como o português, que faz tudo. A Via Verde é raro existir noutros sítios do mundo e, quando existe, foi trazida de Portugal. Temos coisas fantásticas na área da inovação criada por portugueses. E por isso tem alguma piada ter sido criada aqui e tem um grande potencial só pelos próprios portugueses.

O site começou em inglês para podermos chegar desde o início ao mundo todo e estamos a começar a traduzir para mais três línguas. Vamos tentar divulgar a plataforma noutros países para que seja um negócio internacional.

A Inventoo, que acaba por ser um ninho de invenções, foi em si uma invenção do Fernando. Como é tudo nasceu?

Na faculdade ia tendo algumas invenções e pensava “Vou ser empreendedor de isto tudo!” Um problema das pessoas empreendedoras é que estão sempre a aparecer novas ideias e depois não sabemos em qual delas iremos investir. Vou fazer empresas para todas?

Vou é tentar vendê-las! E foi assim que começou a nascer o conceito. Depois da experiência de ter inventado uma nova cadeirinha de bebé sem nenhum retorno para mim, achei que isto se poderia passar com mais pessoas. Um bocadinho à semelhança da mão invisível do Adam Smith que afirma que nós criamos os negócios para responder às próprias necessidades. A Inventoo embora seja uma empresa positiva para os outros, é também boa para eu expor as minhas próprias invenções.

Para terminar, onde espera que a Inventoo esteja daqui a um ano?

No Parque das Nações, num espaço maior (risos)! Pelo menos ter dados para confirmar que existem registos de inventores que tenham sido vendidos a empresas. Muito mais do que isto depois não sei se consigo saber porque fica à vontade das duas partes. O meu grande objetivo agora é conseguir cativar os inventores e que existam empresas que vejam a Inventoo como uma fonte interessante para começarem a comprar. Porque depois quando as coisas funcionam, o sucesso vem associado.

 

fotos: DR

ZECA – o robot minhoto que está a ajudar as crianças autistas!

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O projecto da Universidade do Minho “Robótica – Autismo” , desenvolveu e apresentou o robot ZECA, sigla para “Zeno Engaging Children with Autism”. O projecto teve início em 2009 no Centro Algoritmi e no Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho, e é coordenada pela Professora Filomena Soares, juntamente com Cristina Santos, João Sena Esteves, Sandra Costa, Ana Paula Pereira (CiED – Uminho) e Fátima Moreira (APPAACDM – (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental).

Como pode ler-se no site dedicado ao projecto (http://robotica-autismo.com/), o principal objectivo deste é usar robots para melhorar vida social de crianças com perturbações do espectro do autismo. Em particular, pretende melhorar as capacidades de interacção, comunicação e reconhecimento de emoções num ambiente social por parte destas crianças.

Várias publicações científicas apontam para a (boa) influência dos robots na melhoria das capacidades sociais destas crianças, sendo que recentemente esta prática foi classificada como uma das 27 práticas de intervenção a usar no desenvolvimento destas crianças (http://www.robokindrobots.com/robots4autism-home/robots4autism-research/).

Como surge então este casamento entre robots e as crianças com perturbações do espectro do autismo?

Como responde a Dr. Pamella Rollins, do UT Dallas Callier Centre for Communication Disorders, “All kids with autism have problems with social interactions, but they are really really good at technology” (Todas as crianças com autismo têm problemas nas suas interações sociais, contudo são mesmo mesmo boas/interessadas em tecnologia) na sua entrevista à CNN (http://edition.cnn.com/videos/tech/2015/04/02/lead-pkg-foreman-robots-help-fight-autism.cnn) .

Os testes realizados com o ZECA, em cenário de jogo, mostraram que as crianças autistas portuguesas “…melhoraram os seus níveis de resposta, envolvimento e interesse na interacção. Exibiram mais comportamentos não-verbais e tiveram um desempenho significativamente melhor nas tarefas, quer na identificação e imitação das expressões faciais como na inferência dos estados afectivos de colegas”, como conta ao Jornal Público (http://www.publico.pt/sociedade/noticia/universidade-do-minho-cria-robo-que-ajuda-criancas–com-autismo-1691197)

Este projecto que já resultou em quatro teses de mestrado, pelo menos três artigos internacionais, e  dezenas de contribuições (poster/oral e convidadas) em conferências científicas nacionais e internacionais, foi recentemente distinguido no site de referência internacional Robokind (http://www.robokindrobots.com/robots4autism-home/robots4autism-research/) .

Esta é sem dúvida uma janela de esperança para este distúrbio neurológico que afecta uma em cada mil pessoas.

 

O BET 24 Horas está de volta já no dia 11 Abril

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O BET 24 Horas está de volta já no dia 11 Abril
Com um total de prémios de sete mil euros, o BET 24 vê a sua terceira edição a acontecer, em duas fases distintas: a 11 de Abril e 9 de Maio.

Depois de nas edições anteriores ter oferecido uma viagem a Silicon Valley, este ano os vencedores têm ainda a oportunidade de visitar as tech-hubs de Dublin e Londres.

A 1ª fase irá decorrer na Universidade Católica Portuguesa e será composta por quatro desafios. Durante as quatro semanas que separam a 1ª da 2ª fase da competição, serão realizados workshops, eventos de networking com investidores e encontros com mentores. Os participantes terão ainda o apoio da equipa do BET para desenvolverem as suas ideias de negócio.

A 2ª fase e fase final do evento será na Fundação Gulbenkian, onde decorrerão as quatro finais dos desafios num formato ao estilo “Shark Tank”. Neste dia, decorrerá também uma feira de start-ups portuguesas de sucesso e estarão presentes jurados e oradores de referência nacional e internacional.

As inscrições são gratuitas e a competição conta com 11 workshops e oportunidades de networking, com candidaturas abertas até a 8 de Abril , e realizadas através do website www.bet24horas.pt.

Investigadora portuguesa venceu o BiotechnologyYES, um prestigiado concurso britânico destinado a estudantes de ciências que queiram aventurar-se no mundo empresarial

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Joana Branco dos Santos venceu o BiotechnologyYES, um prestigiado concurso britânico destinado a estudantes de ciências que queiram aventurar-se no mundo empresarial. Joana Branco dos Santos e a sua equipa venceram a edição de 2014 e agora partem para o Texas, nos Estados Unidos, onde representarão a Grã-Bretanha.

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Quem é a Joana Branco dos Santos?

Joana Branco dos Santos nasceu nas Caldas da Rainha, no dia 8 de Novembro de 1987. Frequentou sempre as escolas da região e em 2007 rumou a norte, mais especificamente Vila Real, onde ingressou no ensino superior para se formar em Genética e Biotecnologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Seguiu-se um curto estágio de verão no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, com o intuito de ficar a conhecer um pouco mais do dia-a-dia em laboratório.  Depois surge a convicção que queria  trabalhar em neurodegeneração e resolve candidatar-se ao mestrado de Neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Realizou o trabalho para a sua tese de mestrado no laboratório do Dr. Tiago Fleming Outeiro, no Institituto de Medicina Molecular, em Lisboa, e por lá resolveu continuar. Escreveram um projecto científico e concorram a uma bolsa individual de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.  Neste momento encontra-se a frequentar o Programa Doutoral do Centro Académico de Medicina de Lisboa, com especialização em Neurociências, e o seu trabalho é desenvolvido entre Portugal e Inglaterra (Leicester).

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- O gosto pela ciência já nasceu contigo?

O gosto pela ciência propriamente dita penso que não. Mas lembro-me que sempre fui muito curiosa, não em relação a tudo, mas em matéria de biologia e saúde. Queria sempre saber como tudo funcionava ao pormenor, perceber o porquê de o nosso corpo responder de uma determinada forma ao invés de outra perante um determinado estímulo externo, o que acontece no interior das nossas células quando damos essa reposta, o porquê de determinadas perturbações ou doenças poderem afectar de forma tão distinta diferentes populações e, portanto qual a implicação do nosso código genético perante essa perturbação ou doença, perceber de que forma podemos “mexer” na expressão do nosso código genético para atrasar, atenuar ou mesmo curar essas doenças. Já numa fase mais tardia, na recta final da minha licenciatura, comecei a desenvolver um enorme fascínio por aquele que considero o maior mistério que o Homem tem por desvendar, o seu próprio cérebro. E, daí ter percebido que o meu futuro académico passaria por estudar o cérebro humano e quais os mecanismos moleculares associados à morte de neurónios que acontece em doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

- Achas que em Portugal terias condições para desenvolver o teu trabalho?  Como vês o sucesso de tantos portugueses que estão fora de portas?

Acredito que sim, aliás o meu trabalho de doutoramento passa também por Portugal. Comecei o meu doutoramento em Portugal e passado uns meses voei para Inglaterra e estabeleci-me na Universidade de Leicester, onde o nosso laboratório tinha já várias colaborações a decorrer. A minha vinda para Inglaterra já estava prevista à priori no meu projecto de doutoramento mas foi uma decisão totalmente minha, sabia que seria uma mais-valia a nível de crescimento pessoal e profissional. A ciência é universal, é importante  sair mesmo quando há condições para desenvolver o nosso projecto em “casa”, trabalhar em outros laboratórios, conhecer outras realidades e outras formas de fazer ciência, tudo isso é o que nos faz crescer não só como investigadores mas também como pessoas. Aliás se olharmos para o curriculum de todos os grandes cientistas e investigadores portugueses, hoje com os seus laboratórios sediados em Portugal, percebemos que a grande maioria fez parte da sua carreira lá fora e depois regressou. Faz-se muito boa ciência em Portugal e formamos excelentes investigadores, o problema passa pelo reduzido financiamento para manter essas pessoas em Portugal, as condições de trabalho são ainda muito precárias, pouco atractivas e com poucas perspectivas de crescimento. Portanto, quando não há dinheiro para continuar projectos, ou quando deixa de haver dinheiro para pagar salários, torna-se inevitável procurar oportunidades fora de portas, onde nos oferecem um maior reconhecimento monetário e mais garantias de crescimento e estabilização de carreira. Mas também há muitos que saem por opção, como no meu caso, porque procuram consolidação profissional ou apenas um novo desafio. Vejo com bastante naturalidade o sucesso dos jovens cientistas portugueses lá fora, porque vamos melhor preparados em comparação com outros estudantes de ciências de outros países e somos, regra geral, mais determinados e trabalhadores.

- Convives com outros investigadores portugueses no Reino Unido?

Temos uma grande comunidade científica portuguesa no Reino Unido. Estamos um pouco espalhados mas graças ao trabalho da Associação Portuguesa de Investigadores e Estudantes no Reino Unido (PARSUK), da qual sou membro, são organizados encontros anuais onde temos a oportunidade de conviver e discutir o estado da ciência portuguesa e outros temas da actualidade. Para além disso, há alguns estudantes de doutoramento e pós-doutorados na Universidade de Leicester com quem convivo diariamente. E curiosamente tenho também amigos e colegas na Universidade de Cambridge e em Londres.

- Pensas regressar?

Sim, quero regressar. A curto prazo tenho algumas experiências importantes para terminar em Lisboa, ainda no âmbito do meu doutoramento. Quando terminar o doutoramento gostaria de ficar em Portugal, mas claro que tudo dependerá das oportunidades profissionais que surgirem. Tenho consciência que o mercado de trabalho em Portugal é pouco competitivo nomeadamente na área de investigação e ciência e, nesse sentido o estrangeiro continua a ser uma opção bem real.

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- É no laboratório que passas grande parte do teu tempo. Em que consiste a tua investigação? 

O meu trabalho de doutoramento centra-se no estudo da doença de Huntington, uma doença neurodegenerativa hereditária, ou seja, com causa genética. É uma doença que se caracteriza por perda de coordenação motora, movimentos involuntários e, numa fase mais tardia, surgem complicações psíquicas e cognitivas que dão origem a alterações de personalidade, agressividade, depressão e demência. A nível histopatológico esta doença, tal como o Alzheimer e Parkinson, é caracterizada pela acumulação e agregação de proteínas “anormais” num grupo especifico de neurónios que acaba por levar à morte desses neurónios. O meu projecto de doutoramento consiste em estudar os mecanismos moleculares, nomeadamente modificações bioquímicas pós-traducionais que ocorrem após a formação das proteínas e, que levam à alteração e agregação dessas proteínas. Nesse sentido estamos a tentar identificar potenciais alvos terapêuticos que possam, numa fase posterior, ser utilizados pela industria farmacêutica para a produção de novos fármacos mais eficazes.

- Que aplicações práticas poderá ter o mesmo?

Tal como expliquei anteriormente o objectivo final do meu trabalho passa por abrir novas “linhas de investigação” através da identificação de potenciais alvos terapêuticos que deverão ser testados para o desenvolvimento de fármacos de última geração para o tratamento da doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas.

- Que significado tem para ti este prémio? 

Para além de todo o processo de aprendizagem, que apesar de bastante exigente se tornou extremamente compensador a todos os níveis, e das novas competências que adquiri numa área que não é de todo a “minha praia”, o prémio tem-nos proporcionado excelentes oportunidades para networking, tenho conhecido empreendedores com histórias de sucesso fantásticas, interagido com investidores reais e  pessoas ligadas às mais diversas áreas da indústria biotecnológica e do mundo empresarial. Mas mais importante que tudo isso, este concurso fez-me sair da minha zona de conforto e proporcionou-me o contacto com novas e diferentes realidades que me ajudaram a pensar um pouco “fora da caixa” e no que está para lá das portas de um laboratório.

- Defendes que a indústria portuguesa devia apostar mais nos jovens cientistas. Achas que a ligação meio académico/meio empresarial não funciona ?

Não de todo, nomeadamente em Portugal. Temos um número brutal de doutorados para as vagas disponíveis no sistema científico e académico nacional. E portanto, estamos a assistir a uma crescente necessidade de empregar e transferir investigadores do sistema científico, e em particular das universidades, para as empresas. No entanto, é necessária uma maior consciencialização para este problema e uma maior abertura das empresas portuguesas à inovação, mas também é necessário atrair mais jovens cientistas para a indústria e para o sector privado. Penso que uma das soluções passa precisamente pela criação, em Portugal, de concursos semelhantes ao “Biotechnology YES”. Este concurso é desenhado para investigadores em inicio de carreira e projectado para aumentar a consciencialização sobre a importância da comercialização de ideias biotecnológicas e biomédicas. A ideia é atrair mais jovens cientistas para a indústria de forma a aumentar a produtividade e a competitividade da economia. Além disso, neste género de competições é esperada uma interação pró-activa entre jovens investigadores e potenciais empregadores ou investidores o que permite também a consciencialização, por parte do empregador, do potencial e das vantagens que um jovem cientista pode trazer para a sua empresa. Por exemplo, no Reino Unido há cada vez mais empresas e instituições a financiarem e a tomarem parte destes concursos porque vão precisamente à procura de novos colaboradores com determinação e vontade de inovar.

- Como encaras o teu futuro?

Neste momento estou focada em terminar o meu doutoramento o melhor possível. Em relação ao futuro da minha carreira profissional tenho várias hipóteses em cima da mesa e alguns projectos que gostaria de ter a oportunidade de desenvolver ligados ao empreendedorismo científico.

- Para além da paixão pela investigação, quais são os seus outros interesses?

Sou uma apaixonada por naturopatia na cozinha e consequentemente tudo o que involva um estilo de vida saudável e equilibrado. Ir correr, fazer uma aula de body pump ou simplesmente dedicar algum tempo a planear e preparar as minhas refeições é das coisas que me dá mais prazer e me ajuda a aliviar os níveis de stress e ansiedade. Para além disso, e a um nível mais intelectual, interesso-me por política e gosto de escrever sobre diversos temas da actualidade. Estou aliás a ponderar criar um blog muito brevemente.

 

fotos: DR

Lisboa Menina e Moça!

Lisboa 3 - Câmara Municipal de Lisboa

No passado dia 01 (um) de abril de 2015 (dois mil e quinze) saiu uma notícia no jornal New York Times acerca da capital de Portugal. Felizmente Lisboa é vista aos olhos dos estrangeiros enquanto uma pérola de lazer a visitar.

É uma cidade admirada pela sua construção ser apelativa a caminhadas, descrevendo-a enquanto colinas com vistas extraordinárias ao virar de esquinas. É conhecida não só pela noite, como pela música (fado), jardins e comida, percorrendo as mais diversas instalações desde os Pasteis de Belém, a restaurantes pela comida tradicional portuguesa ao peixe fresco, oriundo da sua localização favorável ao Atlântico sendo privilegiada, mais a oeste, pelas brisas do mar e a capital do Surf (Carcavelos).

Não é de estranhar que seja ainda comentado o contraste entre uma cidade moderna, com uma relação muito especial à história romântica e tradição portuguesa. Para não falar do clima e da luminosidade de Lisboa, algo que devemos valorizar!

Lisboa - Jules Pro Photography

Lisboa enche-se de vida com as pessoas a correr um lado para o outro contra o tempo. Entre estas correrias existem sempre turistas com uma máquina fotográfica na mão, caras vermelhas, óculos de sol e mangas arregaçadas. Lisboa , como referido, retrata a história portuguesa, uma miscigenação não só de culturas, mas também vestuários e personalidades que embora pareçam de tão longe estão tão perto.

O conselho que fica a todos os portugueses é de sermos turistas na nossa própria capital. Portanto se não visitaste a maioria dos locais apresentados no vídeo, de que estás à espera? Nada como uma caminhada por Lisboa para amenizar a consciência dos excessos de doces e da preguiça do fim de semana em família. Por isso mais do que a vida de Lisboa, faz dela parte da tua vida, parte da tua história e parte da tua memória.

Uma boa semana a todos!

Lisboa 1 - Jules Pro Photography

Fonte: http://www.nytimes.com/2015/04/05/travel/-2015-04-05-travel-what-to-do-in-36-hours-in-lisbon.html?_r=0

Fotografias:  CML e Jules Pro Photography

“Biodiversidade para todos”, de Milene Matos, venceu o Prémio Internacional Terre de Femmes 2015 e o prémio atribuído pelo público

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“Biodiversidade para todos”, de Milene Matos, venceu o Prémio Internacional Terre de Femmes 2015 e o prémio atribuído pelo público

O prémio Terre de Femmes. Instituído pela Fundação Yves Rocher,  pretende homenagear o trabalho das mulheres que, por todo o mundo, contribuem para salvaguardar o mundo vegetal e para melhorar o meio ambiente, agindo simultaneamente para o bem-estar da sociedade. Com este prémio, a investigadora recebe 10 mil euros da Fundação Yves Rocher, o que lhe vai permitir incutir um novo ímpeto ao projecto.

Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro (UA) confessou na sua página do Facebook que “uma coisa era ganhar o prémio do Público, para o qual tive todo o apoio da Universidade de Aveiro, FMB, amigos, colegas, comunicação social e mesmo perfeitos desconhecidos (…)  Outra era o Grande Prémio Internacional do Júri. Um júri entendido, de pessoas conceituadas que não conheciam nada mais de mim além do meu trabalho.”.

Responsável pelo projecto “Biodiversidade para Todos”, Milene Matos tem usado o património natural, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco para erguer um serviço educativo com funções pedagógicas, mas também sociais e de promoção e protecção da biodiversidade local. Aquando da vitória na componente nacional da competição, a Excelência Portugal entrevistou a bióloga.

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Nunca nos meus sonhos mais rebuscados contava ganhar esse título, concorrendo com mulheres e projectos tão importantes, nobre e dignos. Estou como que entorpecida, foram muitos sentimentos… Sinto na verdade uma espécie de culpa por ter ‘varrido’ a competição, não havia mais canecos para trazer…

E como afirma Milene Matos, “Já se fala do Buçaco na TV Francesa…”

http://information.tv5monde.com/terriennes/milene-matos-biologiste-amoureuse-de-la-foret-nationale-de-bucaco-au-portugal-25962

 

fotos: DR

Primeiro Gin Tinto do mundo é português

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Começou esta semana a ser distribuído, no mercado nacional o Tinto Red Gin Premium, o primeiro gin tinto do mundo, produzido por uma empresa de Valença.

Com um custo, por garrafa, de 29.80 euros, as primeiras 5.000 garrafas já estão vendidas. O empresário, João Gueterres, já tem ingredientes em maceração para poder produzir mais cinco mil litros da bebida.

João Guterres tem 63 anos de idade e está ligado ao sector há cinco décadas. Cerca de 600 das primeiras 5.000 garrafas seguem para Angola, existindo vários contactos da Bélgica, da Holanda e também do Luxemburgo.

O Gin Tinto “made in Valença” tem 14 ingredientes, com destaque para o aneto, loureiro, nevêda, folha de Salgueiro, flor de sabugueiro, ervas de São Roberto, erva cidreira, Lúcia Lima, folha de eucalipto, o alecrim, alfazema, e o cítrico da casca da laranja verde, papoilas e amoras silvestres e perico, um fruto típico de Valença.

 

foto: DR
fonte: Rádio Geice

Porto é o destino europeu preferido dos norte-americanos

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O Porto está mesmo no top das preferências. Desta vez, a Invicta foi eleita como destino europeu preferido dos norte-americanos, de acordo com uma sondagem efectuada pelo site Airbnb.

De acordo com a análise, é destacado o vinho do Porto, as festas na época do Verão, as igrejas históricas e a arquitectura dos edifícios.Seguem-se as cidades de (Itália), Lyon (França), Budapeste (Hungria) e Dublin (Irlanda).

Para o Airbnb, o top cinco dos destinos europeus foi uma surpresa, uma vez que se esperava que nessa lista estivessem cidades como Paris, Londres ou Roma.

 

fonte: http://blog.airbnb.com/top-travel-trends-5-european-cities-on-the-rise/

foto: Externato Santa Clara