Vacina criada no ICBAS prepara entrada em ensaios clínicos

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Foi durante o seu trabalho na equipa liderada por Paula Ferreira no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), que Pedro Madureira, se decidiu juntar à Venture Catalysts (empresa focada na criação de startups com base científica) para criar a Immunethep. O objectivo desta empresa será desenvolver uma vacina neonatal que possa ser administrada nas mães de forma a prevenir infeções bacterianas em recém-nascidos.

Esta foi a primeira vacina patenteada pela Universidade do Porto e foi licenciada à Immunethep para exploração comercial já em 2014 (http://noticias.up.pt/u-porto-licencia-pela-primeira-vez-uma-vacina/).

Segue-se agora um novo marco importante para o seu desenvolvimento. No passado dia 30 de Março, a Portugal Ventures fechou um investimento cujo valor vai permitir à Immunethep continuar com o desenvolvimento da vacina, avançar com os ensaios pré-clínicos e entrar em ensaios clínicos humanos.

Segundo a Immunethep, “todos os anos quase 1 milhão de bebés morrem devido a infeções bacterianas durante o primeiro mês de vida” e “não existe até à data nenhuma forma de as prevenir”. Acrescenta ainda que “o desenvolvimento desta vacina vai permitir cobrir 95% das bactérias responsáveis pelas infeções neonatais”.

Este é o resultado de uma investigação que já sem tem vindo a desenvolver há quase 30 anos e que começou com Mário Arala Chaves, fundador do Laboratório de Imunologia do ICBAS. A vacina vai permitir anular a ação de uma proteína bacteriana que é responsável por “desligar” o sistema imunitário dos recém-nascidos que pode levar ao desenvolvimento de pneumonia, meningite e, em casos mais severos, morte por choque séptico.

Pelos mais pequenos!

 

Websites:

Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS): http://sigarra.up.pt/icbas/pt/web_page.Inicial

Venture Catalysts:  http://www.venture-catalysts.com/

Immunotherp: http://www.immunethep.com/

Portugal Ventures: http://www.portugalventures.pt/

Fotos: DR

Luís Carvalho – entrevista

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Luís Carvalho tem 28 anos e nasceu em Vizela. Licenciou-se em Design de Moda e Têxtil na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Luís Carvalho é hoje um designer de Moda de relevo em Portugal. A Excelência Portugal quis saber como é que isto tudo começa e Luís não hesita na resposta: “Cresci no meio da roupa, rodeado pelas linhas e tecidos da confecção da minha mãe. Era destino!”

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Em 2011 venceu o prémio para melhor coordenado masculino, no concurso de moda Acrobactic. Estava anunciado o sucesso. Em 2013 cria a sua marca própria “LUIS CARVALHO”. Em Outubro desse mesmo ano apresentou o seu trabalho na plataforma LAB da ModaLisboa, onde tem vindo a apresentar novas coleções desde então.

Em menos de 2 anos do seu lançamento, veste figuras públicas, faz páginas completas de notícia na Vogue Portugal, outros tabloides e jornais, e um dos seus coordenados teve direito a foto na revista Forbes. É agora nomeado para o Prémio Novo 2015 na categoria Moda.

A inspiração para as suas coleções nasce “num pormenor para encontrar um conceito. Num processo que em tudo se assemelha ao científico tentativa-erro. E acrescenta: “Sempre atento aos detalhes, procuro o equilíbrio entre o clássico e o casual.”

Foi em Lisboa que pôs em prática os conhecimentos nos ateliês de Filipe Faísca e Ricardo Preto. Hoje, exibe as suas coleções ao lado daqueles que outrora o ensinaram. Diz que a sensação “no início era estranha, estar ali ao lado daqueles que há bem pouco tinham sido meus “professores”, mas ao mesmo tempo um orgulho de poder estar a apresentar ao lado de nomes tão importantes na indústria da moda portuguesa.

Em menos de 2 anos alcança o patamar que muitos conseguem ao final de décadas. Mas diz que ainda há muito para fazer. Falta “estabilizar a marca, aumentar o número de vendas e a internacionalização.”

A força de continuar, essa “ vem da vontade de querer sempre fazer mais e melhor e do facto de ser um sonhador e querer que o sonho seja real”. Isto é excelência portuguesa, com certeza.

 

Fotos: DR

 

4ªedição do Liftoff Working Ideas lança mais 6 negócios para o mercado!

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O Liftoff Working Ideas é um projeto inovador promovido pelo LIFTOFF -­‐ Gabinete do Empreendedor da Associação Académica da Universidade do Minho que já se encontra na sua 4.ª edição. Esta atividade impulsiona a conceção e desenvolvimento de ideias de negócio através de empreendedores organizados em equipa.

Num contexto de crise como o que o país atravessa, considera-­‐se fundamental fornecer ferramentas aos jovens estudantes universitários/recém-­‐graduados que os tornem capazes de explorar oportunidades, planificar e desenvolver um modelo de negócios, privilegiando a sua criatividade, investigação e capacidade de inovação em projetos de valor acrescentado, com o apoio de técnicos especialistas e empresários de renome.

Após um processo de candidatura e seleção e trabalho resultaram as seguintes ideias de negócio:

 

-­‐ Wic: 1º Market Place em Portugal de serviços e produtos que ajuda a criar um momento especial com amigos, família e crianças

-­‐   HHOenergy: Reaproveitamento energético de H2.

-­‐ Pocket Chef: App que gera a despesa, cria receitas de acordo com os produtos disponíveis na mesma e promove receitas de chefs de cozinha em ascensão.

-­‐ Zélia Maia: Marca de calçado com alma portuguesa que conjuga saberes ancestrais com tecnologia através de sapatos inspirados na guitarra portuguesa e no estilo barroco.

-­‐ Routefit: App de partilha de percursos interativos com experiências através da geolocalização.

-­‐ Look for it: Plataforma online de apresentação das cidades de Portugal através de vídeo, imagens e textos curtos.

 

Fonte: Liftoff

linkedcare – a plataforma digital que quer aproximar todos os intervenientes no sector da saúde.

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É portuguesa, nasceu em Abril de 2011 com o objectivo de criar novas pontes entre todos os agentes envolvidos na saúde – médicos, pacientes, enfermeiros, farmacêuticos. Contam já com mais de 2300 médicos, várias farmácias na região do Porto e Lisboa e já planeiam a internacionalização.
Pedimos a Miguel Filipe, chefe do departamento de desenvolvimento de negócio da linkedcare, que nos contasse um pouco mais da história promissora desta jovem empresa portuguesa.

 

No site da linkedcare, pode ler-se que esta começou em 2011 pelas mãos de Nuno Pacheco e Hans-Erhard Reiter. Como começou o vosso interesse por esta área? Qual a vossa motivação?

A linkedcare nasceu em abril de 2011, fundada por Hans-Erhard Reiter e por Nuno Pacheco. O interesse e motivação iniciais dos fundadores é bastante anterior a 2011 e era na altura mais focado na área dos dispositivos de mHealth (mobile health). Após uma análise mais aprofundada dos problemas do sector da saúde em todo o mundo, a conclusão foi que há uma necessidade de soluções que vão muito para além dos dispositivos, daí o desenvolvimento da linkedcare.

 

O principal produto da linkedcare é uma aplicação para médicos e pacientes com o objetivo de manter o histórico, agendar consultas, prescrever medicamentos, entre outras atividades, correto?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial, tendo começado por ligar médicos e cidadãos. Através da sua aplicação segura e de acesso gratuito (prolinkedcare para os profissionais de saúde e mylinkedcare para os cidadãos), a linkedcare permite aos médicos gerir toda a sua prática médica de forma integrada, ao mesmo tempo que ficam mais próximos dos seus pacientes, possibilitando aos cidadãos terem uma participação mais ativa na gestão da sua própria saúde e bem-estar.

 

O objetivo passa também por interligar as farmácias, nesta plataforma, certo?

O objetivo é ligar todos os intervenientes que atuem na área da saúde. Isso inclui, naturalmente, as farmácias. Nesse sentido, no início deste ano de 2015, lançámos o resultado de uma parceria com farmácias nas regiões de Lisboa e Porto. Através da aplicação mylinkedcare, o utilizador pode facilmente enviar um pedido de encomenda à farmácia e beneficiar de uma entrega rápida e, na maior parte dos casos, gratuita. Os medicamentos ou outros produtos de farmácia são entregues na morada que indicar (ex: residência, local de trabalho), podendo inclusivamente a entrega ser efetuada no próprio dia (dependendo da hora e do local). Adicionalmente, uma vez que as farmácias parceiras têm uma disponibilidade muito acima da média dos medicamentos mais requisitados, de uma forma geral os utilizadores mylinkedcare beneficiam também das suas receitas serem aviadas na totalidade numa só entrega.

 

Pretendem que a linkedcare seja utilizada também no Serviço Nacional de Saúde? E outros serviços de seguros de saúde?

Em relação à aplicação prolinkedcare para médicos, o nosso foco começou e continua a ser os médicos com prática privada e que têm a possibilidade de escolher a aplicação que desejam como a melhor para gerir esse mesma prática. A possibilidade da aplicação vir a ser utilizada no SNS ou em grandes grupos privados é algo que consideramos como uma possibilidade a médio-prazo, dependendo sempre das condições de mercado e também da estratégia global da linkedcare.

 

No vosso site, podemos ler que em Novembro de 2014 já contavam com 2300 profissionais de saúde. Como tem sido a avaliação dada pelos utilizadores?

Trabalham em contacto direto com eles?

Os números continuam a crescer a um ritmo que supera as nossas melhores expectativas iniciais e a avaliação por parte dos utilizadores continua a ser excelente a todos os níveis. A aplicação tem espaços para que os médicos possam diretamente partilhar as suas sugestões de melhoria e, em complemento, trabalhamos em contacto direto com muitos dos nossos utilizadores no sentido de melhor compreender a sua prática e de como evoluir no sentido de facilitar o seu dia-a-dia e a interação com os seus pacientes.

 

Até onde acham que podem chegar a nível de mercado?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial. Quer no que diz respeito aos profissionais de saúde quer em relação aos cidadãos, não nos colocamos nenhum limite em termos de ambição. Acreditamos que uma aplicação como a linkedcare trará tanto mais valor para todos os envolvidos quanto maior for a sua adopção e utilização.

 

O futuro da linkedcare passará também pela internacionalização?

Sem dúvida. O nosso projecto foi desenvolvido desde o início com uma perspectiva global e em 2016 deveremos lançar as nossas operações também nos EUA.

 

A linkedcare pretende desenvolver mais aplicações na área da saúde?

Desenvolvemos essencialmente a aplicação linkedcare, ou seja, um ecossistema de aplicações linkedcare (para os profissionais de saúde, para os cidadãos, etc.).

A inovação é algo essencial e está no centro de uma empresa como a linkedcare; os nossos profissionais estão sempre em busca de novas soluções que possam conduzir a uma melhor saúde, a todos os níveis.

 

Como imaginam que a relação médico-doente vá evoluir durante os próximos, digamos, dez anos?

Esta é uma relação que nos últimos anos tem vindo a evoluir a uma enorme velocidade. As próprias tecnologias de informação e comunicação tem vindo a influir decisivamente nas mudanças que vamos verificando. Num futuro próximo, estamos certos que a relação médico-doente se irá fortalecer, especialmente se apoiadas em conceitos como os desenvolvidos pela linkedcare. Acreditamos que o médico passará a ter um acompanhamento mais próximo da saúde dos seus pacientes (para além do contacto presencial), criando relações de maior continuidade e valor para ambas as partes.

 

fotos: DR

Cascais é uma das cinco finalistas a Capital Europeia da Juventude 2018

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Selecionada de entre 20 candidaturas de toda a Europa, Cascais é a única representante portuguesa na corrida a Capital Europeia da Juventude 2018 e ocupa agora um dos cinco lugares da lista de finalistas, a par de Kecskemét (Hungria), Manchester (Reino Unido), Novi Sad (Sérvia) e Perugia (Itália).
Com um recorde de candidaturas, o processo de seleção da cidade ou vila que irá receber o título de Capital Europeia da Juventude 2018 continua agora numa fase mais competitiva em que as cinco finalistas têm de entregar, até 28 de junho, os seus programas e eventos relacionados com a juventude em áreas tão diversas como a cultura, política, intervenção social, entre outras.
Para Catarina Marques Vieira, vereadora da Juventude na Câmara Municipal de Cascais, a corrida à organização Capital Europeia da Juventude 2018 é “para ganhar. Concorreram 20 cidades de toda a Europa, incluindo capitais de grandes países. Restam cinco. Isto prova a qualidade das políticas de juventude da Câmara de Cascais, já reconhecidas ao nível europeu. É também um sinal da força, energia e dinâmica da juventude de Cascais”.
Catarina Marques Vieira apelou ainda ao “entusiasmo e mobilização dos jovens portugueses”, sublinhando que, “de hoje em diante, a candidatura de Cascais é do país”.
Ao longo desta terceira ronda da competição, as cidades e vilas finalistas vão receber algumas recomendações do júri de modo a focarem melhor a sua candidatura final, que deverá ser submetida até final de outubro.
O nome da cidade ou vila eleita Capital Europeia da Juventude 2018 será revelado em novembro de 2015, no âmbito do Conselho do Fórum Europeu da Juventude (European Youth Forum’s Council of Members), a decorrer em Ganja, no Azerbaijão, Capital Europeia da Juventude em 2016.
Este ano, é a vez de Cluj, na Roménia, organizar a iniciativa, sendo que Ganja, no Azerbaijão, e Varna, na Bulgária, vão receber o evento em 2016 e 2017, respetivamente.
Sobre a Capital Europeia da Juventude | Título atribuído pelo Fórum Europeu da Juventude a um município europeu por um período de um ano ao longo do qual esse município tem a oportunidade de apresentar os seus projetos para a juventude nas áreas cultural, social, política, económica e planeamento estratégico. O seu objetivo é encorajar os municípios a expandir e fomentar a participação dos jovens em projetos e levar a juventude a ter um papel ativo na sociedade. O júri integra representantes de diversas instituições europeias, Comunicação Social, setor privado, organizações juvenis e universidades entre outros parceiros, como o Parlamento Europeu, Conselho do Congresso Europeu de Autoridades Locais e regionais, IDEA, Euractiv, Microsoft, Conselho Europeu de Regiões e Municípios da União Europeia, Assembleia da regiões Europeias, do Conselho Consultivo para a Juventude do Conselho da Europa, Universidade de Cagliari (Itália) e Fórum Europeu da Juventude.
fonte: CMC
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U.Porto continua a escalada pelo topo mundial: destaque em 13 áreas de ensino e investigação

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A Universidade do Porto ficou classificada em 293º lugar no ranking “QS World University Rankings” da responsabilidade da empresa Quacquarelli Symonds e disponível em www.topuniversities.com que foi publicado esta quarta-feira dia 29 e que diz respeito ao ano de 2014. Desta forma conseguiu escalar 50 lugares desde o ano passado, que deu continuidade à escalada desde 2012, onde se contava nas melhores 450 Universidades, de acordo com o mesmo ranking. Assim, este ano, foi capaz de somar 42 pontos no complexo sistema de pontuação deste ranking que inclui critérios relacionados com Ensino e Investigação nas diferentes áreas. A pontuação foi normalizada a 100, pontuação atribuída ao MIT- Massachusetts Institute of Technology, primeiro classificado deste ano.

O ranking publicado descrimina os resultados por área dentro da Universidade permitindo perceber o ranking de forma especializada, por área. Assim, das cinco áreas descriminadas, Artes e Humanidades, Engenharia e Tecnologia, Ciências da Vida e Medicina, Ciências Naturais e por fim Ciências Sociais e Gestão. Destas o destaque vai claramente para a área de Engenharia e Tecnologia, onde a U. Porto se classificou como 169º. Já as áreas de Artes e Humanidades e Ciências Naturais, conseguiram os 398º e 380º lugares, respectivamente. Este ranking mostra assim a dispersão da pontuação por áreas, podendo ser um indicador para futuras melhorias.

Relativamente ao factores usados para a classificação, a Reputação académica (que se relaciona com a qualificação dos Professores e Investigadores) e o número de citações por Faculdade são os factores onde a U.Porto mais se destaca pela positiva. Estes factores contrastam com o número de estudantes estrangeiros e a exigência na escolha dos alunos, onde a U.Porto obteve as suas piores classificações.

Quando contextualizada com o panorama nacional, a Universidade do Porto encontra-se classificada como a melhor universidade portuguesa em 19 das 36 áreas de ensino e investigação avaliadas por este ranking.

 

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Debate no International Club of Portugal com o Dr. Paulo Portas – “Confiança e Crescimento: um novo ciclo para Portugal”

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Na passada quarta-feira, dia 29 de abril, o Sr. Vice Primeiro-Ministro, Paulo Portas, foi o orador convidado do último Almoço-Debate promovido pelo International Club of Portugal, cuja intervenção ficou subordinada ao tema “Confiança e Crescimento: um novo ciclo para Portugal”.

Acabado de chegar de Nova Iorque, foi no Hotel Hilton de Lisboa que Paulo Portas, Vice Primeiro-Ministro de Portugal, aterrou. Neste Almoço-Debate estavam presentes inúmeros embaixadores dos mais variados países, como a China, os Emirados Árabes Unidos, a Rússia, Cuba, Israel, Finlândia, entre outros, e muitos empresários, administradores e economistas de renome.

Após o almoço, seguiu-se uma palestra de três quartos de hora dirigida por Paulo Portas, que incidiu na importância fulcral da confiança que o país tem de transmitir para o exterior e deu a sua opinião sobre o caminho certo para o crescimento da economia portuguesa, que passa exactamente por esta confiança.

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Temos de estar absolutamente cientes de onde partimos, onde estamos e onde podemos chegar

Foi assim que o Sr. Vice Primeiro-Ministro organizou o seu discurso. Com muita coerência em relação ao que tem vindo a dizer ao longo dos últimos anos, mencionou a posição indesejada, desesperada, em que Portugal se encontrava aquando do resgate da Troika em 2011, posição que devemos por tudo evitar que se repita, pois “é completamente diferente ir de mão estendida aos credores desesperados por dinheiro do que ir ter com eles de cabeça erguida com capacidade de reembolsar tudo com certezas (…). Em situação desesperada não se negoceia nada decentemente”.

Paulo Portas relembra que o governo eleito foi chamado a cumprir um acordo que não tinha negociado, e salientou os resultados alcançados até agora com suporte numérico: “a discussão actual é: este ano vamos crescer 1,5%? 1,6%?…2%?” e “hoje em dia, por cada empresa que morre, nascem duas”. Apesar dos resultados positivos e da inquestionável melhoria que Portugal tem assistido, diga a oposição o que disser, um pouco em jeito de piada o Vice Primeiro Ministro “não aconselha ninguém a governar em situação de emergência”.

Em termos de objectivos em vista para um crescimento sustentável da economia, Paulo Portas mencionou três: a) Criação líquida de emprego b) Moderação fiscal e c) Serviço da dívida. A necessidade de uma curva decrescente do desemprego foi bem frisada e segundo o nosso Vice PM, “a única forma de gerar emprego é atraindo investimento”. Este por sua vez passa pela confiança que transmitimos ao exterior, que por sua vez depende da auto-confiança que sentimos.

E há motivos para esta auto-confiança! Muitos pontos a melhorar, mas sem dúvida que temos um factor de excelência já alcançado – este reside no setor do Turismo.  Portugal oferece “sol, praias, surf, gambling, shopping, fenómenos religiosos, boas vias de acesso…. Que tenhamos a nossa auto-estima bem mais acima, ao lado dos padrões de destino turístico de topo que somos”.

 

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A Excelência Portugal participou, neste almoço-debate, a convite do International Club of Portugal. Este Clube nasceu com o objectivo de se tornar um espaço de comunicação e partilha de informação,  conhecimento, experiências, interesses e ideais, de quem está ou passa por Lisboa, por Portugal.

A cobertura do evento esteve a cargo da Sara Rebordão (na foto com o Presidente do ICP, Dr. Manuel Ramalho).

fotos: DR

Drones mãos livres ou os Portugueses que controlam drones através das ondas do cérebro

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Foi no passado dia 20 que uma equipa de investigadores portugueses conseguiu controlar o voo de um drone nos céus de Lisboa directamente através das ondas cerebrais de um controlador. Claro que, todos os drones são controlados por ondas cerebrais, no entanto, o controlador em vez de comandar o drone através de um comando, fê-lo directamente a partir das ondas cerebrais – captadas por um conjunto de eléctrodos colocados directamente sobre a sua cabeça. “Esta é a primeira demonstração pública de um voo real, completamente inédito” contou Ricardo Mendes, coordenador do projecto por parte da empresa Tekever Brainflight.

Nuno Loureiro foi o “piloto” responsável por este voo inaugural. Nuno Loureiro é investigador da Fundação Champalimaud contou à euronews “Idealmente isto (o controlo) não deverá ser muito difícil. Com mais treino seremos capazes de fazer mais e o controlo deverá ficar mais intuitivo” (http://www.euronews.com/2015/04/20/portuguese-researchers-discover-the-secret-of-mind-control/#.VTtxf4vYr60.facebook)

Assim, este projecto, que já tinha impressionado com o seu voo simulado directamente controlado por ondas cerebrais há um ano atrás (http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/projecto-europeu-mostra-aviao-controlado-pelo-cerebro-humano-1637987), volta a impressionar e foi já destaque de várias publicações internacionais como a revista “How it works”, e os canais “Fox Business Network” e BBC. Esta tecnologia é baseada numa interface cérebro-máquina –  sistema composto por eléctrodos que são aplicados directamente numa touca que é colocada na cabeça do “piloto”. Através de software, também desenvolvido por esta equipa, os investigadores conseguem “ler” a mente do “piloto” e posteriormente codificar e emitir as ondas rádio que irão ser recebidas pelo drone.

“Em princípio, qualquer pessoa pode aprender a controlar o drone, mas claro que o controlo depende das capacidades de aprendizagem de cada pessoa” contou Rui Costa, da Fundação Champalimaud.

Estes progressos foram feitos no âmbito de um projecto europeu do qual fazem parte estas duas instituições portuguesas: a Fundação Champalimaud e a companhia Tekever (que recentemente foi notícia por ter adquirido uma parte  significativa do grupo Santos Lab, o principal produtor de sistemas aéreos não tripulados) e a Eagle Science e a Universidade de Munique – http://cordis.europa.eu/result/rcn/147263_en.html. Tal como se pode ler na apresentação deste projecto, as vantagens de tal projecto são: diminuir a carga física a que um piloto está sujeito e, desta forma, não excluir as pessoas com certas deficiências físicas deste trabalho. Ricardo Mendes, acrescentou ainda horizontes mais vastos para esta tecnologia, como a aplicação em cadeiras de rodas, ou mesmo para controlar os vários equipamentos domésticos em casa.

Que continuem os grandes voos!

 

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Just a Change – Uma pequena grande mudança

LogoEm Portugal existem 150.000 famílias identificadas como vítimas de Pobreza Habitacional. Vivem em casas que não lhes concedem a dignidade a que todos os seres humanos têm direito.  Face a esta realidade cada vez mais próxima, sete jovens decidiram  por “as mãos na massa”.  Obra a obra, o “Just a Change” vai transformando as casas mais necessitadas e o mundo de quem as habita.

No princípio de 2010, dois amigos experimentaram ir tocar guitarra para a Baixa de Lisboa e conseguiram angariar algum dinheiro. “E agora, o que é que fazemos?” Foi através de algumas tentativas e erros que se chegou ao conceito actual: remodelar casas degradas de famílias e instituições. Assim, em  Fevereiro do mesmo ano foi fundado o projeto “Just a Change” e , sete meses mais tarde, oficialmente constituído como Associação Sem Fins Lucrativos.

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A origem do nome está relacionada com as duas vertentes marcantes do projecto. “Just a Change”, que significa “Apenas uma Mudança”, está associado à solução que se propõem a aplicar:  a remodelação de habitações desapropriadas para uma vida digna. Estas podem ser de famílias ou idosos portugueses bem como de instituições de solidariedade social. Pretende-se trazer “Apenas uma Mudança” que se revela significativa na qualidade de vida dos beneficiários. A outra denominação advém da expressão “Apenas uns trocos”. Foi através da primeira experiência de angariação de fundos que nasceu a ideia. Através do dinheiro doado pelas pessoas que passavam na rua surgiu a necessidade de o aplicar em algo que pudessem fazer realmente a diferença.

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“Casa sã, mente sã”
O “Just a Change” defende que é no direito a uma habitação digna que se encontra uma das necessidades mais profundas e imensuráveis  do ser humano: a necessidade de ser valorizado, respeitado e incentivado.  Devolver a dignidade habitacional a uma família pode ter impacto na sua vida ao nível social,  educacional, da saúde e  bem estar.  A reconstrução das casas assenta na esperança que se possa criar nos seus habitantes uma vontade de mudança e um sentimento de esperança e determinação nas suas vidas.
Durante toda a execução  o “Just a Change” tenta criar uma relação com os seus beneficiários,  atribuindo à obra uma dimensão humana e de convívio. Deixa de ser apenas um trabalho de construção civil para um trabalho de construção de relações. Desta forma, acrescenta-se valor e sentimento ao processo. Aos voluntários cabe o papel de contagiar a sua alegria aos habitantes e a toda a comunidade vizinha com o seu espírito jovem e animado
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Para acompanhar o crescimento desta associação, o grupo inicial de sete jovens que originou o projecto foi alargado para vinte e seis pessoas. Recentemente, António Bello, um dos fundadores , foi nomeado director executivo e está dedicado a tempo inteiro a este projecto. Estando associada a diversas instituições que conhecem em primeira mão a realidade das famílias, esta associação consegue actuar de forma mais eficaz e onde é realmente necessária .
Guiados pela visão de “Um mundo onde todos têm uma casa digna de se viver”, a missão do “Just a Change” passa também por mobilizar os jovens universitários como voluntários. Se estes forem sensibilizados a olhar para a dificuldades dos outros e para uma realidade social diferente da que vivem, constrói-se uma sociedade mais solidária e atenta às suas necessidades. Desde a sua génese, mais 800 voluntários tiveram a oportunidade de participar nesta experiência transformadora, adquirindo capacidades como o trabalho em equipa e gestão de tempo.
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Ser voluntária no Just A Change trouxe-me uma visão completamente diferente do Bairro da Serafina. Há muita vida e cultura por detrás de alguns muros destruídos pelo tempo.
Muito mais do que ajudar a construir casas para os que mais precisam naquele bairro, sinto que lhes devolvemos um pouco da sua história e a reconstruir o espaço a que chamam de lar.
Mafalda Cortinhal, voluntária do “Just a Change”

O balanço tem sido muito positivo com 28 casas particulares e 7 instituições já remodeladas. Estima-se ainda que 400 pessoas carenciadas tenham beneficiado directamente da acção do “Just a Change”.  O projecto têm trabalhado para  alcançar a auto-sustentabilidade do seu modelo operacional e financeiro, de forma a chegar ao maior número de casas possíveis.  Entretanto, foi reconhecido em 2011 com o prémio Do Something  na categoria de Melhor Projeto Nacional relacionado com as Artes e em 2013 com a menção honrosa do Prémio Voluntariado Jovem Montepio. Reconhecimentos que vieram comprovar o trabalho desta associação que pretende, com apenas uma mudança, mudar Portugal e o Mundo.

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FMUP avalia os benefícios do gérmen de trigo e recruta participantes

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Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai dar início a um projeto inovador, intitulado The Effect of Wheat Germ on Gastrointestinal Discomfort, Blood Cholesterol and Postprandial Glycaemic Response (Efeito do gérmen de trigo no desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia), que pretende avaliar o efeito do consumo de pão de trigo enriquecido com gérmen de trigo na redução do desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia em indivíduos saudáveis.

Ao refinar o trigo, da qual resultam as farinhas brancas para a panificação, é eliminado o gérmen de trigo, ou seja, o embrião. No entanto, o gérmen de trigo é altamente concentrado em nutrientes, vitaminas, minerais e uma boa fonte de fibra e proteína. Por esse motivo, pretende-se avaliar se a adição de gérmen de trigo ao pão de trigo traz benefícios para a população saudável.

Os resultados deste estudo são de extrema importância para ajudar os profissionais de saúde a compreender eventuais efeitos metabólicos do consumo do gérmen de trigo. Consequentemente, estes contribuirão para um maior conhecimento da potencial importância biológica do gérmen de trigo na redução do risco de doença, e na otimização doestado de saúde, com potencial impacto no desenho de estratégias de saúde pública mais assertivas e eficazes.

Os investigadores da FMUP procuram incluir cerca de cinco dezenas de voluntários saudáveis entre os 18 e os 60 anos de idade, que queiram colaborar neste estudo clínico.

A colaboração no projeto não implica a toma de qualquer medicamento, apenas o consumo diário do pão em estudo, durante dois meses, com um mês de intervalo.
Os participantes serão avaliados por um profissional de saúde no início e durante o decorrer do estudo, devendo preencher um diário relativo ao desconforto gastrointestinal e efetuar análises de sangue e de fezes (todas as análises são da responsabilidade da equipa de investigação). Os sintomas e os valores analíticos apresentados pelos voluntários serão avaliados antes e depois do consumo do pão em estudo. Esses dados serão depois comparados e a eficácia da ingestão do pão contendo gérmen de trigo aferida.
Participar neste estudo é uma oportunidade rara de contribuir para o conhecimento do papel dos alimentos funcionais na redução do risco de doença. Estes resultados contribuirão para uma nutrição e uma medicina mais adequadamente baseadas na melhor evidência científica disponível.

O estudo deverá ter início no dia 4 de maio de 2015.

A intenção de participação neste estudo deverá chegar aos investigadores até dia 4 de maio de 2015.

Inscrições via Telefone: 225 513 622/936266179
Inscrições via Email: ccalhau@med.up.pt e andrerosario@med.up.pt