A próxima edição do TEDxLisboa irá realizar-se no dia 31 de outubro, sábado, na Aula Magna, com o mote “Elefante na Sala”

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A próxima edição do TEDxLisboa irá realizar-se no dia 31 de outubro, sábado, na Aula Magna, com o mote “Elefante na Sala”. Vai falar-se abertamente e sem constrangimentos sobre os elefantes que incomodam na sala.

No TEDxLisboa espalham-se as ideias que merecem ser abordadas: o elefante polémico, o elefante que envergonha, o elefante que incomoda, o elefante complicado, o elefante que divide todas as opiniões – cada Elefante na Sala. Para o novo evento encontram-se agora abertas as candidaturas a oradores (tedxlisboa.com/oradores) e voluntários (tedxlisboa.com/voluntarios).

Para os que ainda não conhecem, “TED” significa Tecnologia, Entretenimento e Design – três áreas de estudo que, em conjunto, modelam o futuro – mas na verdade, este evento é muito mais abrangente, discutindo ideias que são relevantes em qualquer área.

No espírito de que vale a pena espalhar ideias, TEDx (x=independently organized TED event), permite que comunidades em qualquer local organizem eventos não lucrativos independentes das conferências TED, mas com a mesma estrutura e filosofia, como é o caso do TEDxLisboa – até à data já foram realizados 10 000 eventos TEDx em mais de 800 cidades em todo o Mundo.

Este evento, a ter lugar na Aula Magna, irá contar com oradores a apresentar a sua ideia em palco, em menos de 18 minutos, para uma grande audiência (1400 participantes). A inscrição será obrigatória em tedxlisboa.com e a bilheteira anunciada já no mês de julho.

WETFEET – o grande projecto para revitalizar a energia das ondas

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WETFEET (“pés molhados”) é o nome do projecto europeu recentemente aprovado pelo programa Horizonte 2020 dedicado à energia das ondas. O projecto com orçamento global de aproximadamente 3,5 milhões de euros, é coordenado pela associação portuguesa sem fins lucrativos, o WavEC, Offshore Renewables.

O projecto terá a duração de três anos em que procurará identificar as causas do atraso do progresso da tecnologia da energia das ondas e posteriormente propor soluções viáveis para melhorar o desempenho geral de novas tecnologias, tal como se pode ler no site do projecto  e como foi noticiado pelo Jornal da  Economia do Mar.

O consórcio é composto por cinco Instituições de Ensino (Universidade de Linz na Áustria, Scuola Superiore di Studi Universitari e di Perfezionamento Sant’Anna em Itália, a Universidade de Edinburgh e a Universidade de Plymouth, no Reino Unido, e ainda o Instituto Superior Técnico, em Lisboa) e cinco empresas (INNOSEA em França, SELMAR SRL em Itália, Teamwork Technology BV, Trelleborg Ridderkerk BV na Holanda, Aurora Ventures Limited do Reino Unido e ainda a EDP Inovação S.A. Com o seu profundo conhecimento do sector, o consórcio avaliará questões como a fiabilidade dos componentes tecnológicos, a capacidade de sobrevivência dos dispositivos, os custos elevados de desenvolvimento, o moroso processo para a comercialização, bem como a escalabilidade industrial das tecnologias testadas. Uma vez identificados os problemas, o consórcio pretende desenvolver inovações tecnológicas para os solucionar, baseando-se sobretudo em dois conceitos de energia das ondas, a Coluna de Água Oscilante e o Symphony.

O WavEC conta já com uma Central de 400 kW no Pico, nos Açores que faz uso da tecnologia da Coluna de Água Oscilante, que fornece experiência de campo e actividades de monitorização importantes para a equipa do WavEC e investigadores convidados. Este projecto vem enquadrar-se na missão do WavEC  – desenvolver a energia renovável offshore através da transferência de conhecimento, disseminação e inovação.  O WavEC, Offshore Renewables é uma associação privada sem fins lucrativos, criada em 2003 para desenvolver a sua actividade segundo três eixos: a investigação aplicada, a consultoria e actividades pró-bono, nomeadamente a disseminação e promoção das oportunidades associadas ao desenvolvimento precoce da energia renovável marinha no País, junto de empresas, administração pública e público em geral e também a formação de jovens no âmbito de estágios curriculares e formação avançada, incluindo teses de mestrado e doutoramento.

A WavEC presta serviços de consultadoria nas seguintes cinco áreas temáticas: Monitorização e Tecnologia, Modelação Numérica, Economia e Indústria, Ambiente Marinho e Políticas Públicas.

 

Foto: http://khongthe.com

 

 

 

 

Joana Leite de Castro – Uma cidadã do Mundo e para o Mundo na primeira pessoa

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O meu nome é Joana, tenho 24 anos e sou eternamente do Porto, onde nasci e vivi até aos 21 anos. Sou a mais velha de 5 irmãos e tenho a sorte de ter uma família espectacular (grande e barulhenta) que me apoia em tudo! Estudei Gestão na Universidade Católica do Porto e foi no terceiro ano do curso que descobri a minha verdadeira paixão de viajar, conhecer novas pessoas e culturas e viver experiências incríveis. Fiz Erasmus durante um semestre em Istambul, na Turquia (melhor cidade do mudo cá entre nós!)jlc6

Por ter estudado Gestão, candidatei-me a várias grandes empresas de Marketing e grande consumo como Nestlé, Unilever, Danone, Procter and Gamble, evitando sempre as consultoras. Tinha tido uma experiência durante o curso com a Deloitte e percebi desde cedo que o ritmo de trabalho e a competitividade da área não se enquadravam comigo.

Acabei o curso e comecei a procurar trabalho fora, porque queria mesmo uma experiência internacional. Candidatei-me ao Projecto INOV Contacto, mas foi o ano em que congelaram o projecto de seleção devido à falta de fundos. Por ter estudado Gestão, candidatei-me a várias grandes empresas de Marketing e grande consumo como Nestlé, Unilever, Danone, Procter and Gamble, evitando sempre as consultoras. Tinha tido uma experiência durante o curso com a Deloitte e percebi desde cedo que o ritmo de trabalho e a competitividade da área não se enquadravam comigo. Não obtive resposta de nenhuma das candidaturas, e comecei um processo de entrevista para a Rocket Internet (startups).

Entretanto também tive uma entrevista na McKinsey, porque já estava a ficar um bocado ansiosa, andava a procurar de trabalho há mais de 5 meses, quando em Janeiro de 2012 recebi uma proposta para  a posição de Global Associate Brand Manager no Departamento de Marketing da Abbott Nutrition International – parte dos laboratórios Abbott: uma empresa farmacêutica sediada em Chicago, nos Estados Unidos. Nunca tinha ouvido falar da empresa, não conhecia os produtos e Nutrição não era bem a minha área, mas assim com um toque de sorte e umas entrevistas fora de série numa viagem a Chicago, consegui o trabalho!

Em poucos meses, a minha vida deu uma enorme volta! Como o processo de visto de trabalho nos Estados Unidos é muito complicado, durante o primeiro ano e meio estive baseada em Madrid, mas ia a Chicago onde estava o meu chefe e equipa, uma vez em cada dois meses. Como trabalhava no departamento internacional, tinha reuniões e congressos um bocado por todo o mundo. Uma sortuda, viajei para o Brasil, México, Istanbul, Londres, Itália, Índia, Vietnam, Malásia, Filipinas, Taiwan e várias cidades dos Estados Unidos. Claro que viajar em trabalho é diferente de viajar por prazer, mas apesar de tudo consegui aproveitar para conhecer pessoas espectaculares em todos estes sítios e guardo memórias incríveis!

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Não me identifiquei com alguns aspectos do estilo de vida, como o materialismo ou, a meu ver, a excessiva competitividade.

Ao fim do tal ano e meio, mudei me oficialmente para Chicago e vivi durante um ano o “American Dream”!  Confesso que era algo que sempre quis e que houve muita coisa que adorei, mas descobri também que não era para mim. Não me identifiquei com alguns aspectos do estilo de vida, como o materialismo ou, a meu ver, a excessiva competitividade. Podia escrever imenso sobre a minha experiência, talvez numa outra altura, mas tenho só de realçar também aspectos positivos como a liberdade e a tolerância intercultural, a independência das pessoas, principalmente dos jovens e a filosofia de “If you work hard, you can get what you want”.

Ao fim desse ano (com um Inverno horrível pelo meio) e passados no total 2 anos e meio super intensos, a trabalhar a mil, e com a empresa a sofrer grandes reestruturações, percebi que não estava feliz no trabalho e sentia me um bocado desiludida com o mundo corporativo. Alem disso sempre tive uma vontade grande de ajudar os outros (já fazia voluntariado em Portugal) e gostava de ir para África e para zonas mais subdesenvolvidas onde a pobreza é extrema e as crianças muitas vezes não têm acesso à educação.

Achei que seria uma boa altura para o fazer. Despedi-me em Novembro do ano passado e em Janeiro parti para o Quénia. Estive 3 meses em Nairobi, mais propriamente em Kibera a ajudar a Diana Vasconcelos (minha grande amiga que, apesar de Nortenha como eu, só conheci em Chicago) com a construção da escola pelo Projecto Há ir e voltar. Foi uma aventura, a primeira vez que estive em Africa e tive contacto com uma realidade tão diferente da nossa. Além disso apanhei uma fase complicada da construção, com alguns problemas de corrupção e com algumas pessoas a aproveitarem-se da nossa boa vontade, mas sempre inspirada pelos sorrisos daquela crianças!

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Eu e a Diana fizemos uma óptima equipa, foi bom poder estar lá e trazer algumas energias recarregadas e ajudar na fase final da inauguração da escola. Também estive envolvida na parte da gestão e organização da escola e na angariação de fundos. Foi uma oportunidade espectacular, porque estava mesmo no terreno quase todo os dias e envolvida num projecto informal (o que implica ter sempre muito que fazer!:)) Confesso que me custou imenso vir embora, mas sei que está tudo em boas mãos e a Diana é uma força da natureza!
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Entretanto vim para a Tanzânia, mais concretamente para Monduli, uma vila a cerca de uma hora de Arusha. Uma mudança completa de ambiente, passei de uma favela urbana (trânsito, confusão, muito barulho, muita vida) para o meio da natureza, do silêncio, muito verde, uma terra de Masais, onde só há um mini-mercado e não muito mais.

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Estou agora como professora voluntária numa escola local com 210 crianças desde a infantil até ao sexto ano. Veio também uma amiga minha de Portugal – a Francisca – que já tinha vindo aqui de férias e conhecido a escola e me tinha desafiado como segunda paragem. Damos aulas de Matemática, Inglês, Vocational Skills (uma disciplina que envolve desenho, artes plásticas, agricultura, dança e teatro) e Informática (quando a electricidade permite).
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Apesar da escola não estar habituada a ter muitos voluntários internacionais, fomos muito bem recebidas e as crianças adoram aprender connosco e são muito queridas. Está a ser um máximo!!! Principalmente por puder estar tão perto delas, por poder tentar explicar-lhes de uma forma diferente, trazer uma outra perspectiva na forma de aprender e estudar.

Não posso negar que claro que é muito reconfortante, que aprendo imenso com eles também e que este modo de vida simples de “hakuna matata” (não há problemas, tudo bem, tudo tranquilo) me está a deixar maravilhada e que me põe a pensar como tantas coisas do “nosso mundo” são tão superficiais e sem importância…

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Quanto ao futuro, conto ficar aqui até Agosto, e depois partir para o Sudoeste Asiático. A minha ideia é conseguir conciliar viajar com voluntariado e ir à África, Ásia e América Latina. Não tenho grandes planos de países ou bilhetes comprados, mas está a ser e vai continuar a ser um ano em grande!

Quanto à minha pessoa:
Sou uma optimista por natureza, sempre energia positiva, super prática e uma faladora nata. Adoro dançar e correr (fiz a minha primeira maratona em Chicago no ano passado:), ler e ver filmes. Tenho uma bucket list com imensas coisas que quero fazer (e algumas já feitas), mas o meu maior sonho é ser feliz e fazer os outros felizes:)

As minhas filosofias/quotes:
“Happy people don’t have the best of everything, they make the best of everything”
“Say yes and figure it out afterwards”
“Everything will be alright in the end, if it’s not alright, it’s not yet the end”

 

Nota:
Depois de conhecer a extraordinária história de vida (tão jovem e já tão rica) da Joana, não resisti a desafiá-la para a contar na primeira pessoa. Estou certo que será uma fonte de inspiração para muitos.

Obrigado Joana, por, mesmo longe e sem grandes meios, teres aceite o repto.

Miguel Marote Henriques

 

Fotos: DR

Turismo Solidário chega a Portugal com experiências inovadoras

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impacTrip (agência de viagens de Turismo Solidário), após ter passado pelo programa de incubação de empresas sociais da SCML e pelo programa Shark Tank, lanççou, esta semana,  o seu novo site repleto de experiências turísticas alternativas para REdescobrir Portugal e criar um
impacto social e ambiental positivo.
Da combinação da viagem com o voluntariado nasce este conceito turístico inovador: O turismo solidário. Dada a importância crescente da responsabilidade social e do crescimento do turismo alternativo, a Excelência Portugal quis saber um pouco mais sobre este conceito.

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- Como surgiu a ideia?

A ideia surgiu bastante longe de Portugal… Depois de trabalhar na Malásia, estava eu a viajar sozinha de mochila às costas pela Ásia quando percebi que havia mais pessoas como eu, que queriam conhecer profundamente os locais por onde passavam e deixar uma marca positiva nas pessoas que conheciam fazendo voluntariado. Já existiam alguns programas deste género com bastante sucesso e que faziam realmente a diferença nessas comunidades. Em Portugal não existia nada do género, e foi aí que eu pensei: “Em Portugal existem, obviamente, necessidades sociais e nós somos um país maravilhoso para se viajar” e a ideia estava formada. Durante este processo conheci o Diogo que, com experiência no sector do turismo percebeu que era uma ideia com futuro. Estivemos 1 ano a consolidar a rede de parceiros, passámos por um programa de incubação de empresas sociais do Banco de Inovação Socia, recebemos financiamento no programa da SIC do shark tank e finalmente, após muito trabalho, lançámos a impacTrip.

Escrevemos um artigo (em inglês) exatamente sobre a viagem que despoletou tudo isto.

- Qual o percurso de vida dos fundadores?

Somos uma equipa pequena mas muito motivada: Apenas eu e o Diogo.

Temos competências e experiências muito complementares e uma visão comum do que queremos alcançar pelo que tem resultado muito bem.

Eu tenho Mestrado em gestão internacional na NOVA sbe, diversas experiências internacionais (tendo vivido 3 vezes fora em 2 continentes) e em gestão de projetos. Já tinha liderado 2 projetos de empreendedorismo social antes e sou apaixonada por viagens.

O Diogo é formado em turismo e tem bastantes anos de experiência no sector. Tem competências em marketing, vendas e de gestos de marcas e é apaixonado pela Natureza e pelo desporto.

- Quem são os clientes-alvo e que experiências podem encontrar ?

Toda a gente que viaja connosco se surpreende, pelo impacto que causa Na sua viagem.

O público-alvo depende muito do programa que oferecemos. O Eco-mergulho é mais destinado a jovens, grupos de amigos e backpackers. Se falarmos em programas na Natureza de 4 dias ou 1 semana, o público-alvo passa a ser famílias e casais. Em geral, quem procura o turismo solidário vem do Norte da Europa (Escandinávia, Inglaterra, Alemanha, Holanda etc), é bastante ativo no seu país de origem e tem uma grande consciencialização social e ambiental.

Com isto não queremos dizer que o público Português não começa a procurar este tipo de turismo bem mais local e ativo. Os Portugueses têm aceite muito bem o nosso trabalho e estão a aderir bastante mais do que estávamos à espera.

Todos os viajantes podem encontrar as nossas viagens no nosso website www.impactrip.com e pesquisar qual o destino e tipo de impacto que querem causar. É muito fácil e o conceito é bem explicado no vídeo de apresentação.

– Que impacto teve a participação no Shark-Tank?

Representa uma abertura de portas muito importante, faz com que cheguemos a sítios que sozinhos teria sido muito mais difícil, faz com que sejamos mais assertivos no que fazemos e por fim faz-nos sentir que estamos no caminho certo para os nossos objetivos. A Shark Susana era o que mais queríamos e tem sido mesmo muito bom trabalhar com ela. Está sempre disponível para nós, participa ativamente nos nossos projetos, trabalha ideias connosco, enfim, tem sido incansável.

 

Fotos: DR

Prémio Nacional Indústrias Criativas – Abertas as inscrições para a entrega de prémios

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Estão abertas as inscrições para o Super Bock Laboratório Criativo! Dia 15 de julho, em Lisboa, conta com uma conferência internacional sobre “media arts”, promovida pelo Canal180; intervenções artísticas e cultura urbana por Penique productions, Júlio Dolbeth Illustration, WASTED RITA, Akacorleone e We Came From Space; música com Márcia ao vivo e DJ Set a cargo de Sininho; e, claro, a entrega do Prémio Nacional Indústrias Criativas 2015.

Este ano o Super Bock Super Rock começa na véspera! O Laboratório é de entrada é livre, mas de inscrição obrigatória no site .

 

:: O PRÉMIO

O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a

A 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves arrancou a 2 de fevereiro e até 15 de março os interessados puderam-se inscrever desde que a sua ideia de negócio se integrasse numa das quatro categorias do concurso – Arquitetura e Artes Visuais, Música e Artes do Espetáculo, Conteúdos e Novos Media e Turismo e Património.

Procuram-se empreendedores com ideias de negócio sustentadas – produtos ou serviços – que se diferenciem pela criatividade e inovação mas, sobretudo, que apresentem potencial económico e sejam geradoras de emprego.

O vencedor irá ainda receber um prémio de 25 mil euros e representar Portugal no Creative Business Cup (Copenhaga, Dinamarca), uma competição anual para empreendedores oriundos de mais de 50 países que visa distinguir a melhor ideia de negócio no setor das Indústrias Criativas a nível mundial.

À semelhança dos anos anteriores, o vencedor será revelado durante o Super Bock Laboratório Criativo, fórum anual organizado pela Unicer para celebrar e debater o estado do empreendedorismo criativo em Portugal.

Em seis edições, o Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves, que conta com a parceria e apoio da Fundação da Juventude, já avaliou mais de 1500 projetos e apoiou mais de 60 que geraram mais de 200 postos de trabalho.

 

:: OS FINALISTAS

São dez os candidatos selecionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.Integram o grupo finalista projetos de natureza diversa, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado. Eis, então, os concorrentes apurados, representando as quatro categorias a concurso:

CATEGORIA “ARQUITETURA E ARTES VISUAIS”

Cross Hands Architecture
Duas jovens cruzam arquitetura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitetura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projeto de abrigos para refugiados na Síria.

EcoBook
É um caderno sem papel para escrever e apagar vezes sem conta. É uma solução que a natureza agradece. O EcoBook adapta o conceito de quadro branco (comum nas salas de aula) ao formato de caderno ecológico. Disponível nos modelos A4, A5, A4 pautado e A6, é um produto de longa duração, dado que as suas folhas podem ser reutilizadas sem perderem o bom estado de utilização e a legibilidade. www.ecobook.pt

Sistema Gomos
Já ouvimos falar em arquitetura modular, mas não aos gomos: o facto é que um a um se fazem edifícios de diferentes dimensões. Este é um sistema flexível e evolutivo de construção (pode começar-se com um T2 e ampliar-se para T3 ou T4) baseado em peças standard de betão armado (os gomos). Cada módulo sai da fábrica completamente pronto e a instalação é fácil. Mais? É uma solução ecologicamente sustentável.

Stallo
A ideia é de três jovens italianos, alunos na ESAD de Caldas da Rainha, e põe o design ao serviço da sustentabilidade, estimulando um comportamento positivo e o consumo responsável. Como? Pelo reaproveitamento e a transformação de garrafas de vidro em copos originais e diferenciadores que, por seu turno, e através de um pedestal de cerâmica vidrada, se transformam em cálices. http://www.ositalianosdesign.com/Chi_siamo.html

STILL Urban Design
Que bem se está cá fora… Dedicado ao desenho urbano climático, este estúdio cria projetos de espaço urbano aberto (público, coletivo ou privado) que estabelecem a mediação desejável entre Homem, Clima e Ambiente, proporcionando conforto térmico no exterior. Deste modo, surgem soluções que permitem usufruir do local intervencionado ao longo do ano. Reabilitação urbana, (re)qualificação do espaço público, cuidado ambiental e bem-estar, tudo se conjuga.  www.stillurbandesign.com

CATEGORIA “CONTEÚDOS E NOVOS MEDIA”

Here Come the Robots
Os robôs aí estão para interagir com vários públicos e participar nas mais diversas situações: no modo de contar uma história infantil, numa visita ao museu, na música e nas artes performativas, como ferramenta pedagógica, em ativações de marca. Este é o domínio deste projeto e da plataforma Monster Development Kit, que disponibiliza sistemas de controlo genérico de robótica, visão por computador, payback, áudio e acesso a internet. Vai dar jeito…

Rewind Cities
E se o passado se tornar presente; se histórias, factos e lugares de outrora se reconstituírem diante dos nossos olhos? Se acontecer não é magia, mas sim tecnologia. As aplicações móveis Rewind Cities promovem experiências inovadoras 2D e 3D em realidade aumentada, com o utilizador a embarcar em viagens ao passado do local que está a visitar. Com este projeto ganha novas dimensões, por exemplo, a visita a um museu. www.rewindcities.com

CATEGORIA “MÚSICA E ARTES DO ESPETÁCULO”

Arumis
Cheira a cinema. Já submetido a criação de patente, Arumis é um produto original que pretende melhorar a experiência do espetador ao chamar à indústria audiovisual um novo sentido: o olfato. O projeto adapta-se às salas de espetáculos existentes, não exigindo estruturas complexas, e tem horizontes definidos: primeiro o mercado de entretenimento (cinema, parques temáticos, teatros), depois a casa de cada um de nós.

Spranger
Tudo o que se pede, às vezes, é eficácia e simplicidade. É isso que Spranger quer dar ao apresentar um novo tipo de auscultadores com sensor de pressão incorporado. De forma imediata, este sensor deteta se o dispositivo está mesmo nos ouvidos. Assim, o auscultador entra em modo pause sempre que é retirado do ouvido e retoma o modo play do conteúdo assistido mal volta a ser colocado no ouvido. Simples.

CATEGORIA “TURISMO E PATRIMÓNIO”

Miss Can
Vamos abrir o apetite… Os ingredientes são tradição, cultura e gastronomia portuguesas, servidos em pack original. Miss Can utiliza um método artesanal (peixe cozido a vapor) para valorizar a nossa indústria conserveira. A marca tem cinco packs cheios de personalidade, cada com três latas, e temperos/receitas que reclamam identidade lusa. O petisco vem acompanhado com os benefícios da conserva e sugestões gastronómicas. www.miss-can.com

A seleção dos candidatos coube a um júri de doze elementos, em representação das entidades promotoras do Prémio, Unicer e Fundação de Serralves, e parceiros associados (ADDICT, Agência de Inovação, ANJE, BPI, ESAD, Fundação da Juventude, IAPMEI, Brand New Box, Universidade do Porto e Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa Porto). Como já é habitual, o processo de apuramento não foi fácil, atendendo à qualidade superior de um número bastante significativo das candidaturas validadas nesta sétima edição.

Fonte: Prémio Nacional Indústrias Criativas
Fotos: DR

António Damásio em conferência na Universidade do Porto

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De acordo com o site Notícias da Universidade do Porto, o neurocientista português António Damásio, diretor do Brain and Creativity Institute da University of South California, dará, àss 18 horas do dia 1 de julho, na Reitoria da Universidade do Porto, uma conferência intitulada “New Perspectives on Human Nature from Neurobiology: Feelings, Decisions and Automation”.

O evento é uma iniciativa da SONAE em parceria com a Universidade do Porto e terá entrada livre, ainda que sujeita a uma inscrição prévia gratuita, a realizar até 26 de junho, através do email conferenciaantoniodamasio@winworld.pt. A conferência será proferida em Inglês.

 

António Damásio é um dos mais internacionalmente reconhecidos investigadores portugueses e um dos mais notáveis neurocientistas do mundo. Radicado nos EUA desde 1975, depois de ter completado o doutoramento na Universidade de Lisboa, António Damásio desenvolveu toda a sua carreira científica em universidades norte-americanas.

Especializando-se no campo da neurobiologia, o seu trabalho ganhou notoriedade pública mundial após o lançamento, em 1994, do seu primeiro livro, intitulado “O Erro de Descartes”. Ao abordar a temática das emoções e sentimentos ligados a todos os processos cognitivos, a obra acabaria por ser considerada um dos mais influentes livros da década de 90, recolhendo vários prémios internacionais.

O trabalho de António Damásio foi já também reconhecido com diversos prémios, entre eles o Prémio Pessoa (1992), o Signoret Prize in Cognitive Neuroscience (2003), o Prémio Príncipe das Astúrias (2004) ou o Prémio Honda (2010), muitos dos quais recebidos conjuntamente com a sua esposa e companheira de trabalho, Hanna Damásio. António e Hanna Damásio foram ainda condecorados pelo Presidente da República com o título de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada de Portugal em 1995.

Atualmente, António Damásio tem o título de David Dornsife Professor of Neuroscience da University of South California, onde lidera o USC Brain and Creativity Institute, um centro de investigação fundado por António e Hanna Damásio que se dedica ao estudo do funcionamento do cérebro humano, nomeadamente sobre a base neurológica para uma grande variedade de funções mentais, das emoções às tomadas de decisão.

 

Foto: DR

Portugal é o quinto país mais consumidor de marcas próprias

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Portugal é considerado,  de acordo com um estudo realizado pela Associação dos Fabricantes de Marca Própria, elaborado com base em dados da Nielsen, o quinto país entre os 20 da Europa com maior presença de produtos de marca própria na lista de compras.

O nosso país já ocupou o quarto lugar, mas em 2014, foi destronado pela  Alemanha na lista dos países que mais consomem produtos de marca própria das cadeias da grande distribuição.  De acordo com o jornal Público, em Portugal 43,6% dos produtos de grande consumo vendidos nos híper e supermercados são de marca própria, quota muito superior à de França (34,6%), Dinamarca (31,7%) ou Itália (20,5%).

Em 2014, as categorias com maior penetração de marcas próprias são as seguintes:

– Comida e outros bens para animais: 72,1%

– Papel, com 58,1% (higiénico e outros);

– Congelados (58%);

– Mercearia seca (arroz, grão, etc.) com 53,6%;

– Produtos de limpeza para o lar (45,9%);

– Lacticínios (40,1%);

– Bebidas (29,3%);

– Cosmética (25%).

Fonte: Público e Imagens de Marca
Fotos: DR

O Comboio Histórico do Douro já partiu e andará por cá até Outubro

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A partir deste mês de Junho e até Outubro já pode viajar pelas linhas do Douro.  Da Régua até ao Tua, o comboio turístico do Douro da CP permite viajar  numa das cinco carruagens históricas de madeira do século XIX, puxadas por uma locomotiva do ano de 1967.

As viagens duram perto de três horas e durante os cerca de 46km, para além da paisagem arrebatadora das margens do rio Douro consideradas património mundial pela UNESCO, são dadas aos passageiros várias experiências como a prova de rebuçados típicos da Régua, o adocicar a boca com vinho do porto ou a prova de outras iguarias tradicionais tudo acompanhado por cantares regionais e música sempre a bordo.

Uma viagem pelos caminhos de Portugal que está disponível por 35 euros por adulto e 15 euros para crianças (dos 5‐12 anos). A CP oferece ainda modalidades especiais para ligações ferroviárias espalhadas pelo país e vários descontos para os parceiros da iniciativa.

Pelas 15h22 na Régua todos os sábados até 31 de Outubro e durante o período de 16 de Agosto até 4 de Outubro onde poderá viajar também aos domingos, pode experimentar viajar e ser deslumbrado por esta região do Norte.
Mais informação no site da CP.

Foto: DR/CP

Fábrica de Startups lança novo programa de aceleração: DISCOVERIES

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O Discoveries é um programa de aceleração, de quatro semanas, organizado pela Fábrica de Startups, com o apoio do Turismo de Portugal. Nesta primeira edição, são  convidadas startups de tecnologia com negócios na indústria do turismo. O foco é tanto em empresas Portuguesas como Europeias, nas fases de ideia, protótipo ou lançamento. As empresas são convidadas a virem para Lisboa testar e validar os seus modelos de negócio através de metodologia sistematizada e comprovada. As Startups terão também acesso a uma rede internacional de mentores, investidores e fundadores que já passaram por programas da Fábrica de Startups.
A Fábrica de Startups está baseada em Lisboa e tem como missão ajudar as pessoas a tornarem-se empreendedores de sucesso. Fazem isso através da realização de programas de Aceleração, da Incubação de startups e da formação de empreendedores através de uma Academia de eventos aberta ao ecossistema em Portugal.
As Startups finalistas do programa Discoveries terão completado uma extensiva validação no mercado e sairão com um modelo de negócio testado, pronto a ser lançado e apresentado a potenciais investidores.
O programa vai decorrer em Lisboa, durante os meses de Agosto e Setembro, e terá a capacidade para 15 das melhores startups portuguesas e europeias na área do turismo. Este programa de 4 semanas é totalmente gratuito sem que nenhuma parte da equidade seja retirada às equipas participantes. Para as startups aceites no programa, 500€ serão concedidos às equipas portuguesas (não baseadas em Lisboa) e 1000€ às equipas europeias.
Neste  link  está toda a informação para o programa.
Para os empreendedores que ainda não têm a ideia certa, ou que ainda não têm a equipa completa para entrar no programa, está a ser organizaado um workshop de ideação. Nesta sessão o Turismo de Portugal e a NOS vão trazer responsáveis da indústria do Turismo para apresentar os desafios e oportunidades sentidas nesta área, que poderão ser o mote para novas ideias de negócio. Este evento é também uma excelente oportunidade de networking, em especial para aqueles que gostariam de se candidatar ao programa Discoveries mas ainda não têm uma ideia ou equipa para tal.

Fonte: Fábrica de Startups
Fotos:DR

Mariano Gago Ectise Awards é o nome do prémio internacional Ecsite

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A Rede Europeia de Centros e Museus de Ciência atribuiu nome de Mariano Gago ao prémio internacional Ecsite.
Segundo o Observador, o nome para o prémio foi proposto por Per-Edvin Persson e foi aceite unanimemente. Em declarações ao mesmo jornal, Per-Edvin Persson, presidente do centro de ciência finlandês Heureka, disse:

Eu penso nele [Mariano Gago] realmente como um campeão dos centros de ciência na Europa. Sempre reforçou a importância da boa comunicação de ciência e do trabalho que os centros de ciência fazem

Acrescentou ainda:

Mariano Gago tinha muito a dizer em termos de política de ciência a nível europeu.

O prémio anual Ecsite foi instituído por Rosália Vargas, presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva e diretora do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e agora presidente cessante da Ecsite.

O prémio Mariano Gago Ecsite Awards 2015  foi atribuído ao Museu de Ciência e Tecnologia Norueguês.
Mariano Gago foi fundamental para o destaque da ciência em Portugal e na Europa e a sua excelência e legado será sempre relembrado pela comunidade científica portuguesa.

 

Fonte: Observador