Ilustração – Marta Jacinto em entrevista

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Marta Jacinto nasceu em 1979, no Algarve. Em 2004, licenciou-se em Arquitetura. Desde muito cedo que o gosto pelas artes plásticas tomou conta de si. O desenho tem sido sempre a sua forma de expressão favorita, tendo frequentado, durante o ensino secundário, o curso da dominante de artes. Foi durante esse período que descobriu e experimentou novas técnicas que viriam a influenciar o seu percurso artístico. Começou, então, a fazer as suas primeiras exposições, que atualmente se estendem um pouco por todo o país. Em 2008, iniciou-se na ilustração infantil, na Martolita Ilustra. Atualmente, e em paralelo com a sua atividade de arquiteta, desenvolve trabalho na área das artes plásticas, com destaque para a ilustração, sobretudo, em livros infantis.

Tive o prazer de apresentar o mais recente trabalho da minha amiga Raquel Patriarca – A Barata Patarata e o Escaravelho Trolaró – quando foi lançado aqui no Porto. A Raquel fez uma parceria com a ilustradora Marta Jacinto para criar a colecção Livro com Bicho, que teve o seu início com A Abelha Zarelha, em 2012.

Hoje voamos até ao mundo da ilustração e vamos conhecer as motivações e trabalho de uma ilustradora. A Marta Jacinto é a convidada desta entrevista.

Marta Jacinto e Raquel Patriarca

Como é que a arquitectura é deixada para outro plano e é vencida pela ilustração?

Apesar de continuar a exercer arquitectura, de serem duas áreas que me completam, aos poucos fui-me apercebendo que a ilustração, o desenho em mim, é quase tão natural como respirar. Quando a magia e o encanto invadem o meu pensamento quase 24 horas por dia, ao ponto de me fazerem sentir especial, torna-se quase impossível não me render a este fabuloso mundo onde posso dar vida a todos os seres que habitam no meu imaginário.

Tropeças na ilustração infantil por acaso? Ou foi, de facto, um desejo tornado realidade?

Sem dúvida um desejo tornado realidade, pois desde que me entendo por gente, a minha verdadeira paixão e vocação foi sempre tudo o que estivesse ligado às artes plásticas, tudo servia para fazer arte. No entanto, só há relativamente pouco tempo é que descobri o meu verdadeiro potencial, a ilustração infantil, que podia materializar numa história todo o meu imaginário e partilhá-lo com o mundo.

Lês para crianças? Como é ler histórias ilustradas por ti? É «tarefa fácil» manter todos atentos?

Essa é uma das melhores partes do meu trabalho, porque tenho o retorno daquilo que faço. É um momento mágico. Através da leitura, consigo reforçar e expressar ainda mais as características que idealizei em cada personagem e cenário e, por isso, é muito fácil cativar a atenção de todos.

O futuro do livro infantil está assegurado? Contará sempre com a ilustração? Ou vês outros caminhos?

Decerto que sim, a ilustração sempre fez parte do nosso quotidiano, sempre esteve relacionada com tudo, é como se fosse o rosto das palavras e cada vez mais valoriza a leitura, não só os pequenos leitores como também os adultos, despertam cada vez mais o interesse pela riqueza da literatura infantil, onde se pode ler também uma história paralela.

Tens, com certeza, referências no mundo da ilustração de livros. Queres deixar alguns nomes?

Com certeza que sim, embora esta seja uma questão um pouco complicada de responder, pois gosto do trabalho de tantos ilustradores que seria injusto enumerar alguns e esquecer-me de outros igualmente importantes para mim. Gosto especialmente de ilustradores que seguem um registo e linguagem diferente do meu, formas novas e abordagens diferentes que muito admiro e fazem com que eu cresça profissionalmente e saia um pouco da minha zona de conforto. Há, no entanto, alguns ilustradores que, pela sua capacidade criativa, técnica e originalidade não poderia deixar de referir, como por exemplo: Oliver Jeffers, Roger Olmos, Rebecca Dautremer, Helga Bansch, André Neves, David Pintor, Paulo Galindro, João Vaz de Carvalho, Catarina Sobral, Yara Kono, entre tantos outros.

No trabalho que te juntou à Raquel Patriarca por duas vezes, o que mais destacas?

Sem dúvida, o enamoramento e o encantamento pelas histórias, a forma invulgar de ver o mundo e as coisas, uma realidade muito parecida com a minha, onde conseguimos tirar partido dos nossos pontos fortes e uni-los de forma extraordinária, tendo sempre presente o espirito de parceria e animação, é perfeito.

Que importância tem a ilustração de um livro infantil? Sentes que contas uma história paralela ao texto

É de extrema importância, pois a ilustração, para além de exemplificar/materializar o que está escrito, e dar vida ao texto, conta também uma história paralela, que pode ser também ela refrescante e intensa e atribuir ainda mais qualidades ao texto.

Vias-te a ilustrar b.d. ou livros para adultos?

Neste momento não, pois o que mais me cativa na ilustração é precisamente a parte infantil, é ir ao encontro dos pequenos leitores. Acaba por ser um processo mais criativo e estimulante no sentido em que me coloco no papel de uma criança, e dou asas à minha imaginação, é como que uma terapia revigorante.

Que tipo de leitora és e de que livros gostas?

Sou essencialmente uma consumidora de livros infantis, gosto de livros com boas ideias, com boas ilustrações, com textos simples e especiais, que me transmitam boas energias e me façam rir.

Numa pequena frase: quem é Martolita?

Um ser igual a tantos outros, apenas com a diferença, que dentro de mim habitam milhares de seres e coisas assim-assim.

Fotos: DR

As novidades acerca do trabalho da Marta Jacinto podem ser acompanhadas em artmartolita.blogspot.com ou no Facebook.

 

 

 

 

ICBAS organiza a primeira edição da UMIB Summit

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O futuro da investigação em Biomedicina está em debate na primeira edição da UMIB Summit, a decorrer, entre 24 a 25 de setembro no Salão Nobre do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. A organização do evento está a cargo da Unidade Multidisciplinar de Investigação Biomédica (UMIB), uma das 16 unidades de investigação existentes em Portugal cujo domínio científico centra-se no desenvolvimento da Biomedicina.

 

Tendo como tema “Translational research, innovation and progress in the field of biomedicine”, este congresso vai reunir mais de 250 participantes, entre clínicos, investigadores, futuros profissionais das ciências da saúde e estudantes de pós-graduações, bem como representantes da indústria e de empresas nacionais e internacionais. O evento visa a promoção da multidisplinariedade de conhecimentos com o objetivo de chegar à prática clinica e desenvolver a investigação, também ela transnacional, dedicada ao estudo de doenças em vários domínios da Medicina com elevada prevalência, morbidade ou mortalidade.

Vários investigadores clínicos e básicos, nacionais e estrangeiros terão a oportunidade de apresentar as suas linhas de investigação. Para tal estão previstos sete simpósios temáticos com os quais se pretende promover o intercâmbio das experiências de trabalho e, ainda, estabelecer sinergias que possibilitem a criação de consórcios para a implementação de novos projetos na área da biomedicina.

Haverá igualmente um total de 60 comunicações orais e 41 posters em várias categorias das ciências biomédicas e será apresentada a conferência plenária “How to establish successful translational research” pela professora e investigadora Inmaculada Ibáñez de Cáceres, do IdiPAZ de Madrid (Espanha).

Mais informações na página do UMIB Summit 2015.

Fonte: noticias.up (Mariana Pizarro)
Foto:
DR (fipa.gov.cn)

 

 

Investigador da Universidade de Coimbra nomeado para o Prémio “Nação Inovadora”

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Pedro Miguel Cruz, docente e investigador do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (UC), foi selecionado para o Prémio “Nação Inovadora”, promovido pelo Expresso, SIC Notícias e Audi.

De acordo com o regulamento, o prémio visa “firmar o valor que a inovação, as novas ideias, o pioneirismo têm para o desenvolvimento de Portugal”. Pedro Miguel Cruz integra uma lista de 25 talentos nomeados por cinco embaixadores nacionais. Agora cabe ao público eleger os seus favoritos. A votação decorre até ao próximo dia 13 de novembro no site criado especificamente para o prémio. Os três talentos mais votados serão, posteriormente, avaliados por um júri composto pelos cinco embaixadores, por representantes da Audi, da SIC Notícias e de entidades públicas e privadas da área da Inovação.

O trabalho de Pedro Miguel Cruz, especialista em visualização de dados, tem sido reconhecido em todo o mundo. Em 2010, o projeto “Visualizing Empires Decline” foi distinguido no SIGGRAPH Computer Animation Festival de Los Angeles. Em 2011, o trabalho “Visualização do Tráfego de Lisboa” recebeu uma menção honrosa do MiniMax Mapping Contest da École Polytechnique Fédérale de Lausanne e foi exibido na exposição “Talk to Me” do MoMA (Museum of Modern Art, NY). Em 2013, o Corriere della Sera indicou o investigador do Centro de Informática e Sistemas da UC como um dos 10 mais influentes Designers de Visualização no mundo.

Para o também docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a sua nomeação para o prémio “Nação Inovadora” “é uma consequência de todo o espaço e liberdade que me deram para criar no CDV do CISUC (Computational Design and Visualization Lab), em especial pelos Professores Penousal Machado e João Bicker, assim como de toda a inspiração criativa que recebi no contexto da minha docência nos cursos de Design e Multimédia da UC”.

 

Fonte: Universidade de Coimbra
Foto: DR

Instituto Politécnico de Coimbra volta a vencer Poliempreende

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O Politécnico de Coimbra (IPC) venceu, uma vez mais, o concurso nacional Poliempreende. Esta foi a 12.ª edição do concurso e colocou novamente em competição os melhores projectos de empreendedorismo de vinte e uma instituições de ensino superior politécnico, sendo de registar que desde a 5.ª edição do Poliempreende, data de início da participação do IPC neste concurso, este instituto já somou cinco vitórias a nível nacional e conquistou um segundo e um terceiro prémios.

Constituída pela docente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) Cristina Agreira, pelos alunos Rafael Mendes, Mickael Graça e Diogo Esteves, finalistas da licenciatura em Engenharia Eletromecânica do mesmo estabelecimento de ensino, e ainda por Ana Sançana, diplomada pela Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) em Engenharia Agropecuária e colaboradora na Cooperativa Lousamel, que se constituiu como entidade parceira, a equipa apresentou a concurso o projeto “BeeAway”, o qual consiste em proteger as abelhas da sua morte e evitar possíveis picadas ao apicultor aquando da extração do mel, através do desenvolvimento de um dispositivo inovador no mundo da apicultura. Tendo como foco principal clientes do setor da apicultura e sendo de extrema importância para este sector o crescente de extração do mel e a vida saudável dos enxames, a mais-valia do BeeAway relativamente à concorrência passa por oferecer aos apicultores uma segurança e uma garantia de proteção contínua, sem recorrer a qualquer fonte de ignição de fumo. Outro dos objetivos do BeeAway é ser comercializado não só a nível nacional, mas também internacional, tendo como mercados externos prioritários Espanha e França e, numa fase mais avançada, o resto da Europa e o resto do mundo.

Ao nível regional, o Poliempreende contou com a coordenação de Sara Proença, docente da ESAC, e, como responsável no ISEC, com a colaboração de Cândida Malça, docente desta unidade de ensino.
Além do IPC, no 12.º Poliempreende foram premiados o Instituto Politécnico de Santarém, que conquistou o 2.º prémio com o projeto “Individual Training”, o Instituto Politécnico de Setúbal, que arrecadou o 3.º prémio para o seu projeto intitulado “Play4Edu” e o Instituto Politécnico de Leiria, que foi distinguido com o prémio Inovação pelo seu projeto “Movel2”.

Foram atribuídas igualmente na presente edição duas menções honrosas aos projetos “A Brincar e a Rir o Bullying vamos prevenir” e “Free O”, desenvolvidos por equipas do Instituto Politécnico de Bragança e do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, respetivamente.

Fonte: IPC
Foto: DR

Portugal continua a colher milhões para a Investigação nos Projectos Europeus

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No passado dia 17 de Setembro, o Ministério da Educação e Ciência noticiou os resultados alcançados, até essa data, no programa de financiamento europeu Horizonte 2020.   Este programa dedicado à investigação e desenvolvimento regista já um total de cerca de 4000 projectos aprovados. Pode ler-se no site do Ministério que “com cerca de um terço dos concursos apurados, o primeiro balanço dá conta de uma captação na ordem dos 59 milhões de euros para entidades portuguesas, relativos a 107 contratos, 27 coordenações e 157 participantes.

O sistema científico alcança assim, pelo segundo ano consecutivo, resultados inéditos em termos de captação de fundos em concursos europeus competitivos.”. De facto, no ano passado Portugal captou cerca de 146 milhões de euros, tendo conseguido, pela primeira vez, captar mais financiamento do que aquele que investiu para o mesmo programa.

Se considerarmos a mesma taxa de sucesso nos restantes dois terços dos projectos que ainda estão por avaliar, Portugal pode assim conseguir captar um total de 180 milhões neste ano, aumentando assim em cerca de 20% relativamente ao ano passado. Como se pode comprovar pelo documento fornecido pelo Ministério: A taxa de sucesso em 2014 das candidaturas de projectos portugueses foi de 113,95% (306 aprovados num total de 2194 candidaturas), ligeiramente superior à média europeia de 13,78%. Este ano, a taxa situa-se nos 8,84% (107 aprovados de 1211 candidaturas) novamente ligeiramente superior à média europeia de 8,67%. No entanto, de relembrar que apenas um terço dos projectos foi avaliado até agora.

Das candidaturas efectuadas, o Ensino Superior e os Centros de Investigação foram os que mais candidaturas apresentaram 57 num total de 157 (36%) seguidos das Pequenas e Médias Empresas (18%) e das Grandes Empresas (15%), mantendo-se aproximadamente as mesmas percentagens apresentadas no ano passado.

Das 27 coordenações de projectos, 11 provêm do sub-programa “Twinning”, que tal como se pode ler no site da comissão europeia é um instrumento da para cooperação institucional entre estados-membros da União Europeia e o que chama de países-beneficiários – que não precisam de pertencer à União Europeia e onde é dada preferência aos países vizinhos da União como: Argélia, Egipto, Israel, Jordânia, Líbano, Marrocos e Tunísia.

 

Fonte: Ministério da Educação e Ciência

Roteiro de Arquitectura divulga os Açores através do melhor da arquitectura contemporânea

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A delegação dos Açores da Ordem dos Arquitectos criou um roteiro da arquitectura regional como o objectivo de divulgar e valorizar o património do arquipélago. O roteiro digital inclui um total de 51 obras implantadas em oito das nove ilhas.

Este roteiro online e bilingue integra obras seleccionadas por por um júri das várias candidaturas entregues por parte de arquitectos açorianos ou não, mas com obra feita nas ilhas.

O Presidente da Delegação dos Açores da Ordem dos Arquitectos, Carlos Marques, em declarações à Lusa, considerou que que este projecto será uma grande surpresa quer para os arquitectos, quer para o público em geral, visto que nos Açores existem obras de grande valor, mas que não são conhecidas.

O Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga,  afirmou, na cerimónia de lançamento, que o Roteiro de Arquitectura dos Açores permitirá divulgar a Região, através da Internet, como destino turístico onde a arquitectura contemporânea também assume um lugar de excelência.

Vítor Fraga salientou que “é claramente uma ferramenta de promoção turística da Região, mas também é uma ferramenta de promoção da qualidade, da excelência, do trabalho que é desenvolvido pelos arquitectos na Região Autónoma dos Açores, não só aqueles que residem cá, mas todos aqueles que acabam por desenvolver trabalhos para a Região”.

O Secretário Regional destacou ainda a importância do Roteiro de Arquitectura dos Açores estar disponível em formato digital, dada a importância cada vez maior da promoção através do online.

“Não nos podemos esquecer que, em termos daquilo que é o sector do turismo, a preponderância do digital é cada vez maior, dia após dia, e hoje, 76% dos turistas que se deslocam à Região recolhem a informação precisamente através da Internet”, afirmou.

Vítor Fraga considerou, por isso, que esta ferramenta pode “potenciar a captação de fluxos turísticos, naturalmente associados a um nicho de mercado específico, e com isto, mais uma vez, se demonstra que a construção de um verdadeiro destino turístico faz-se com o contributo de todos”.

Actualmente, existem 242 arquitetos a trabalhar nos Açores, 13 dos quais são estagiários.

 

O Roteiro vai integrar o mais importante site de promoção da região, o Visitazores.com

O Roteiro de Arquitectura dos Açores está acessível em http://roteiroarquitectura.pt/

 

Fontes: Açoreano Oriental, RTP, Lusa, Delegação dos Açores da OA e Governo Regional
Foto: Requalificação Urbanística Baía de São Lourenço (Arquitectos – Monteiro, Resendes Sousa Aquitectos, Lda – Ilha de Santa Maria, 2009 – 2012)

Olga Studios – Ambição e risco de três jovens que dominam a área da projecção de vídeo

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A Olga Studios nasceu da vontade de Rui Cardoso, Filipa Falcão e Ivo Peralta criarem uma empresa na área dos vídeos digitais, como são os vídeos a três dimensões e o vídeo mapping. Os três trabalharam juntos na mesma empresa durante quatro anos, mas as circunstâncias da vida originaram uma nova oportunidade em termos profissionais.

Há um ano foram contactados para fazer um trabalho para a Central de Cervejas e os resultados positivos valeram a criação da companhia localizada na baixa lisboeta. Rui Cardoso afirma que “não houve reuniões para montar o negócio”. A partir desse momento foi feito algum investimento que se tem mantido devido aos trabalhos que foram surgindo.

No início tiveram algum receio de apostar no projecto por causa da conjuntura no país. Filipa Falcão explicou que “sentimos menos disponibilidade das pessoas para gastar dinheiro no nosso tipo de trabalho”. No entanto, acreditam que as empresas irão investir em imagem e realizar mais eventos.

A ambição é a marca dos três jovens que pretendem crescer sustentadamente através da apresentação de vídeos em eventos corporate, mas também naqueles que são abertos ao público. A principal característica da Olga Studios é o seu site, bem como a qualidade que gera confiança no trabalho desenvolvido.

Os jovens consideram que o empreendedorismo jovem beneficia a economia do país. Ivo Peralta considera que “arriscar é positivo”. Por seu lado, Rui Cardoso tem a noção que a qualidade necessita de estar presente nas empresas que nascem em Portugal.

Fotos: DR

 

 

 

Açores são um dos melhores locais do mundo para praticar Canyoning

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O Diretor Regional do Turismo afirmou Domingo, em São Jorge, que os Açores “estão, definitivamente, no ranking dos melhores locais do mundo” para a prática do Canyoning. O Diretor Regional falava na abertura do 2.º Canynoning International Meeting Azores 2015 (CIMA), que decorre em São Jorge até 26 de setembro e reúne cerca de uma centena de participantes de diversas nacionalidades, oriundos maioritariamente de mercados considerados prioritários para os Açores, como é o caso da Alemanha, Espanha e França.

João Bettencourt salientou que esse facto “deve-se, uma vez mais, ao sucesso das parcerias estabelecidas entre os setores público e privado, que proporcionaram a realização nos Açores de encontros internacionais, onde podemos mostrar a todos os participantes as magníficas condições que estas ilhas possuem para a prática desta modalidade”.

O Canyoning, frisou João Bettencourt, “é um dos produtos turísticos que tem vindo a ser estruturado nos Açores e, embora recente, tem vindo a contribuir para a divulgação da Região junto de um nicho de mercado específico, que são os amantes de destinos de natureza e de aventura”.

João Bettencourt salientou que “a procura de eventos como este contribui para a criação de dinâmicas locais, especialmente ao nível do tecido empresarial, ao proporcionar aos empresários a oportunidade não só de mostrarem a qualidade dos seus serviços, mas também de captarem e fidelizarem novos clientes, uma vez que estamos a falar de um perfil de participantes especializados, que valoriza o destino quer pelas condições naturais, quer pela qualidade dos serviços disponibilizados no mesmo”.

“Um evento desta natureza é igualmente importante pelo seu contributo para a estruturação do produto, dado que a sua realização é antecedida por trabalhos que visam melhorar o equipamento das ribeiras e dos acessos às mesmas, pela limpeza dos trilhos e pela colocação de sinalética”, acrescentou.

João Bettencourt destacou ainda como aspeto importante associado à realização deste encontro “a formação dada aos bombeiros de ambas cooperações de São Jorge, com a colaboração  da Proteção Civil dos Açores, versando técnicas de resgate, fundamentais não apenas para a prevenção associada a esta atividade, mas também para outros acidentes que poderão ocorrer na Região”.

“São Jorge apresenta uma oferta capaz de satisfazer tanto os praticantes autónomos mais aventureiros, como aqueles que pretendem realizar um batismo, acompanhados pelas empresas de animação turísticas locais, em percursos mais acessíveis, mas sem perder o contato direto com a beleza natural envolvente”, afirmou o Diretor Regional, acrescentando que esta ilha “continua a ter potencial para alargar a sua já ampla oferta de ribeiras, uma vez que ainda existe um número considerável de percursos de água por explorar e por equipar”.

João Bettencourt recordou que o CIMA “é apenas uma de diversas ações programadas na estratégia de desenvolvimento do AZORESNATUR, posicionando-nos como o melhor destino de natureza do país e um dos melhores do mundo”, desejando à organização “o maior sucesso para mais este grande evento para o turismo regional”.

 

Fonte: Governo Regional
Foto: Visitazores

Chic by Choice: a estrada para o sucesso

3Filipa Neto, co-fundadora da empresa Chic by Choice admite que o caminho nem sempre foi fácil. A jovem empreendedora portuguesa fala sobre a recém-chegada a Londres, os desafios de ser uma mulher no mundo da tecnologia e os conselhos que deixaria a si mesma com 21 anos.

Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.

Ser CEO não é fácil. Filipa Neto concordará: quando se está a começar algo, sendo uma jovem inexperiente, o atrito inicial poderá ser maior do que para um homem na mesma condição. Contudo, a empreendedora revela-se optimista e deixa alguns conselhos para quem queira aventurar-se no seu próprio negócio.

“Não tenhas medo” começa Filipa, listando os conselhos que daria a si mesma com 21 anos, “eu acho que foi sempre o truque disto tudo”, continua. No inicio há sempre inquietude e receio que advém da necessidade de ter de se provar ao mundo, é normal para quem está em inicio de carreira. Porém, esta necessidade parece que é maior quando se é mulher, “no inicio temos de provar e temos de estar disponíveis, talvez até mais [que os homens]”, admite Filipa.

Ainda assim, as características femininas são pontos fortes insubstituíveis, “temos uma sensibilidade fantástica e uma boa forma de comunicar, tanto boas como más noticias, conseguimos gerir empatias”, defende Filipa, “o que é um factor muito importante em termos de negócio. No final do dia, é tudo uma questão de [saber lidar com] pessoas” conclui.

“Escolhe as pessoas certas. Acho que é o maior conselho.” prossegue, “Tanto a nível de equipa, porque não é possível montares um negócio com uma ambição tão grande, vais ter dias bons e vais ter dias maus, não é possível ter sempre dias bons, e por isso é importante encontrares um parceiro ou um fundador que seja completamente complementar. E não se trata de encontrar pessoas iguais a ti, mas sim pessoas que te complementem.”

Filipa considera que a escolha da sua co-fundadora foi acertada, e vê em Lara Vidreiro o equilíbrio complementar à sua personalidade, que acabou por ser determinante para o sucesso da sua empresa, “acho que foi isso que eu e a Lara conseguimos fazer muito bem. Conhecemo-nos há muitos anos, somos completamente diferentes em termos de personalidade, os defeitos de uma são as qualidades de outra, e isso acaba por resultar bem”.

Há que ter em conta que a escolha minuciosa das pessoas com quem se trabalha não é só a nível de co-fundador, mas também de investidores. “Escolhe bem com quem vais querer discutir os resultados da tua empresa, com quem quem vais querer debater a visão da tua empresa. Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.”.

Foto: DR

 

 

Investigação portuguesa na área do cancro em destaque na revista Nature

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Os investigadores Salomé Pinho e Celso Reis, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), publicaram recentemente um artigo sobre a importância dos açucares que revestem as células tumorais numa das mais prestigiadas revistas científicas mundiais na área do cancro: a Nature Reviews Cancer.

O último artigo de revisão sobre glicosilação em cancro que esta revista tinha publicado tinha sido em 2005 e os autores eram investigadores norte-americanos, mais especificamente da Califórnia. Este ano, e depois de Salomé Pinho e Celso Reis terem publicado vários artigos sobre o tema em revistas prestigiadas como o Journal of Clinical Investigation, Oncogene, Cancer Research, Human Molecular Genetics, Molecular and Cellular Proteomics, entre outras a Nature Reviews Cancer convidou os dois investigadores portugueses a escreverem um artigo sobre “Glycosylation in câncer: mechanisms and clinical implications”. É, aliás, a primeira vez que investigadores do IPATIMUP são convidados a publicar nesta revista.

Este artigo reúne todos os resultados em que demonstrámos a importância inequívoca dos açucares no diagnóstico, prognóstico e no tratamento do cancro. Foi o acumular de todas estas evidências, resultantes de décadas do nosso trabalho, que foi consagrado e reconhecido na revista Nature”, explica a investigadora Salomé Pinho. Os investigadores sublinham ainda que todo este trabalho, que se baseou em amostras clínicas de doentes com cancro, é totalmente “made in” Portugal, “made in” IPATIMUP.

 

Açicares e Cancro: como se relacionam

A forma como as células tumorais se revestem à sua superfície com açúcares tem sido demonstrada como sendo determinante para a forma como um tumor se comporta, ou seja, se é invasor, se metastiza, se não metastiza, etc. Para além de definir o comportamento das células tumorais, os diferentes tipos de açucares que uma célula tumoral expressa constituem uma “assinatura” única de cada tumor, o que pode vir a ter aplicações na clínica. Para além de possibilitarem novas abordagens terapêuticas inovadoras, estes biomarcadores podem ser detetados no sangue dos doentes.

O trabalho desenvolvido pelos investigadores do IPATIMUP Salomé Pinho e Celso Reis centra-se na compreensão dos mecanismos moleculares que estes açúcares desempenham nas células tumorais e sua importância para a evolução de um doente com cancro. Estes estudos têm ainda demonstrado o enorme potencial destes açúcares para o diagnóstico precoce do cancro, para a monitorização da recidiva tumoral, constituindo ainda alvos para o desenvolvimento de novas terapias anti-tumorais.

 

Fontes: Universidade do Porto, Ipatimup
Foto: DR