Nasceu uma rede para partilha de experiências entre doentes oncológicos

rede_socialFalarSobreCancro.org é o nome da rede social que nasceu para troca de informações e experiências entre doentes oncológicos. O site é público, livre e gratuito e pretende ser um meio privilegiado de interacção a comunidade oncológica, nomeadamente doentes, familiares, amigos, profissionais de saúde, investigadores e voluntários.

O FalarSobreCancro.org tem vindo a ser apresentado a todos os doentes do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto) e conta, de momento, com cerca de 400 membros registados que partilham conteúdos informativos através de artigos e comentários.

A rede FalarSobreCancro.org apresenta ainda o “Boletim Clínico” gerido apenas pelo IPO-Porto e que integra conteúdos clínicos e científicos que só podem ser publicados por profissionais de saúde devidamente habilitados e cujo objectivo é exclusivamente informativo e educativo.

Para aceder à rede basta fazer um registo. O utilizador pode, depois de registado, verificar todos os membros que fazem parte da comunidade, aceder à actividade de cada utilizador, interagir em grupos temáticos (medicinas alternativas, cancro da mama, entre outros) e ainda escolher quem pretendem ou não seguir.

O cancro é a segunda maior causa de morte em Portugal e aquilo que assistimos, cada vez mais, é a um aproveitamento enorme da dor e do desespero do paciente por parte de terceiros, potenciado pela quantidade de ‘desinformação’ que a internet muitas vezes nos fornece. Com o FalarSobreCancro.org o que queremos é, por um lado, criar uma rede de contacto entre pessoas que enfrentam a mesma luta e dar acesso aos pacientes a profissionais de saúde que dissipem algumas dúvidas e esclareçam a veracidade de algumas matérias”, explica Rui Oliveira, administrador do INESC TEC e docente da Universidade do Minho que, com Nuno Martins, docente do IPCA, é responsável pelo desenvolvimento da plataforma.

O projecto nasceu precisamente no âmbito da tese de doutoramento de Nuno Martins que estudou o trabalho de comunicação de cidadãos e instituições na luta contra o cancro através dos media participativos online. O trabalho atingiu uma nova fase de investigação com o FalarSobreCancro.org, que passou a estar centrado no estudo de uma solução prática que ajude a comunidade oncológica na luta contra a doença.

O principal parceiro do projeto é o IPO-Porto que, com os seus clínicos e doentes, está a desenvolver um trabalho cooperativo e contínuo de estudo, teste e avaliação de soluções para esta plataforma web que apoiem os cidadãos que se relacionam de forma directa ou indirecta com o cancro.

Para Laranja Pontes “nesta rede social, através do Boletim Clínico, prestamos informações científicas numa linguagem acessível a todos. Estabelecemos assim mais um canal de comunicação com a comunidade oncológica, acompanhando a evolução da comunicação digital. Reforçamos a nossa prática de disponibilidade e transparência junto do nosso público e contribuímos para uma população cada vez mais esclarecida“, conclui o presidente do IPO-Porto.

Assunção Tavares, psiquiatra do Serviço de Psico-oncologia do IPO-Porto, mostra-se surpreendida com a adesão da comunidade: “estamos agradavelmente surpreendidos com a adesão e interacção da comunidade oncológica nesta primeira fase da plataforma que não para de crescer e que está a exigir cada vez maior participação dos nossos profissionais, no âmbito do Boletim Clínico”.

Os conteúdos da responsabilidade do IPO-Porto na plataforma restringem-se àqueles que são produzidos para o Boletim Clínico e assinados pelos profissionais da Instituição, prestando assim um serviço de informação à população. Não é função desta Instituição monitorizar ou mediar as publicações dos utilizadores da plataforma.

A rede comunitária está agora a ser desenvolvida por uma equipa de investigadores do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, da Universidade do Minho e do INESC TEC.

Fonte: INESC TEC
Foto: DR

GraPE2015 – RE:Inventar Portugal

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A quarta edição do Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro (GraPE2015) realizou-se em Guimarães, a 28 de dezembro de 2015, no Centro Cultural Vila Flor, sob o tema “GraPE2015 – RE:Inventar Portugal”.

O Fórum GraPE promove a discussão, partindo da experiência de portugueses que saíram à descoberta de oportunidades pelo mundo, nas mais variadas áreas profissionais, numa reflexão sobre como podem as boas práticas internacionais contribuir para um maior avanço científico, económico e cultural do país.

Entre os temas, foi debatida a progressão das carreiras profissionais e académicas, dentro e fora de Portugal, a comunidade portuguesa fora do país e o papel da diáspora na sociedade portuguesa.

A edição deste ano teve a duração de um dia e esteve dividido em quatro sessões, em que as três primeiras incluíram a intervenção de três oradores especialistas na área (Economia, Gestão e Empreendedorismo; Artes e Cultura; e Ciência e Tecnologia). Na última sessão teve lugar  um debate sobre o tema do encontro, contando com um painel que incluiu Manuel Heitor – Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Rui Paiva – Presidente Executivo da WeDo Technologies e Elvira Fortunato – Directora do CENIMAT – Centre for Materials Research. O fórum contou ainda com um almoço de networking entre os participantes e os convidados.

Este fórum é uma iniciativa única em Portugal, de dinâmica internacional, reunindo portugueses distribuídos pelo mundo e promovendo o debate de questões cruciais à progressão profissional de todos, assim como ao desenvolvimento do país. Constitui ainda uma oportunidade única para o estabelecimento de novos contactos no seio desta comunidade.

A Excelência Portugal marcou presença no evento e entrevistou um dos seus organizadores, Pedro Pereira da Silva da PARSUK. Foi ainda possível recolher  um depoimento de todas as associações organizadoras sobre os seus projectos.

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- Como surgiu o fórum anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro (GraPE)? Que países estão representados?

O fórum anual GraPE surgiu em 2012, em Lisboa, por iniciativa de duas associações de Graduados Portugueses no Estrangeiro: a PAPS (Estados Unidos da América e Canadá) e a PARSUK (Reino Unido).  Em 2013 a AGraFr (França) juntou-se à organização para a segunda edição, no Porto, à qual se seguiu a ASPPA (Alemanha), em 2014, para a terceira edição, novamente em Lisboa.

Ao longo destes anos, o GraPE tem vindo a crescer em número e diversidade de participantes, e na quarta edição, a 28 de Dezembro de 2015 na cidade de Guimarães, participaram estudantes e graduados de 13 países em quatro continentes. A maioria dos participantes proveio da Alemanha, França, Estados Unidos da América e Reino Unido (países das quatro associações organizadoras) e de Portugal, com alguns participantes oriundos da Bélgica, China, Luxemburgo, Guiné-Bissau, Holanda, Suécia, Suíça e República Checa.

- Que importância têm tido estes encontros para aproximar a Academia do meio empresarial?

Ao reunir personalidades de relevo de diversos quadrantes académicos e empresariais num único fórum, o GraPE tem-se consagrado como um espaço de discussão privilegiado para projectar, debater, avaliar e promover a aproximação ente a Academia e as Empresas. Este foi um dos temas debatidos pelos participantes do GraPE 2015, estimulados ao longo do evento por um painel muito equilibrado: do lado empresarial, Rui Paiva (Presidente Executivo da WeDo Technologies) e João Batalha (Co-fundador e CEO da Orankl), do lado académico, Nuno Sousa (Diretor do Centro Clínico Académico da U. Minho) e Manuel Heitor (Professor Catedrático no IST e Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior). Foram apresentados casos de aproximação entre estes dois mundos, como por exemplo a NZYtech (pelo seu fundador Luís Ferreira) e a iSurgical3D, uma spin-off da U. Minho (pelo professor e investigador Jorge Correia Pinto). Pontos como o investimento privado e público na formação de doutorados em Portugal, o valor que este tipo de formação acrescenta às empresas e ao sistema de ensino, a empregabilidade e o potencial de criação de empresas por jovens altamente qualificados, e a capacidade transformadora da Diáspora Portuguesa estiveram em cima da mesa.

- Qual a percepção que existe quanto a Portugal no meio académico Britânico? Somos um país de Excelência?

O meio académico Britânico é altamente competitivo, pelo que a Excelência é um factor de sobrevivência, especialmente nas universidades e institutos de topo a nível mundial, nos quais é frequente encontrar Portugueses e Luso-descendentes, a par com muitas outras nacionalidades. Sendo uma percentagem pequena mas em crescimento de toda a população académica, na nossa opinião, a percepção pública dos Portugueses não é ainda muito forte.

Cada caso é único e avesso a generalizações – no entanto, a Excelência Portuguesa é notada e frequentemente se associa a uma sólida formação de base, uma forte ética de trabalho e a qualidades humanas como a empatia e a abertura a diferentes culturas.

- Qual o balanço que faz do evento?

O GraPE 2015 foi um evento muito positivo a vários níveis. Em primeiro lugar, o expressivo número (mais de 130) e a grande diversidade de participantes, os quais beneficiaram pela primeira vez de um evento em formato de um dia e meio, incluindo um jantar de convívio, facilidade de alojamento conjunto, almoço de networking, prova de vinhos (Alfama Wines) e diversas surpresas para oradores e participantes, incluindo um sorteio de produtos portugueses (Tuga Box). Cumpriu-se assim um dos objectivos do fórum GraPE 2015, reforçar os laços entre elementos da diáspora portuguesa e os destes com Portugal.

A troca de ideias entre participantes e oradores foi muito estimulante para todas as partes envolvidas, e este ano a variedade de painéis abrangendo artes e cultura, economia e empreendedorismo, ciência e tecnologia e a sua qualidade foram particularmente bem conseguidas.

Por fim, este foi o ano em que reunimos o maior número de apoios e patrocínios, o que foi essencial para o sucesso do evento e para proporcionar uma experiência de alto nível aos nossos participantes, a preços simbólicos. Deste modo queríamos deixar um agradecimento muito especial à Fundação Calouste Gulbenkian, Ciência Viva, BPI, Alfama Wines, Tuga Box, Grupo Migas, Casa de Sezim, Cerveja Letra, Minho Grafe, Pé de Flor, Lab Orders e ainda à Universidade do Minho e à Câmara Municipal de Guimarães.

- Que projectos têm em carteira?

AgraFr – por Ana Rita Furtado

Em 2016 a AGRAFr vai continuar a organizar um conjunto de atividades que visam promover a interação e a partilha de experiências, pessoais e profissionais, entre os membros e a sociedade em geral.

Duas das atividades que mais sucesso colheram em 2015 e continuam este ano foram o Conto Contigo e a Native Scientist. O Conto Contigo deriva de um projeto criado por dois membros da AGRAFr, sendo atividades gratuitas mensais, de promoção da língua portuguesa, propondo sessões de leitura destinadas a crianças e seus acompanhantes. Em 2016, a AGRAFr continua a parceria iniciada em 2014 com a empresa social Native Scientist, levando cientistas portugueses a alunos bilíngues da comunidade portuguesa residentes na área de Paris.

Entre outras iniciativas ainda em projeto, a AGRAFr tenciona organizar mais workshops de cariz profissional, sob temáticas variadas relevantes para os seus membros (em 2015 foram abordadas duas temáticas: empreendedorismo e integração cultural profissional). Outra atividade bem sucedida que continuará este ano é o “Um copo com…”, cujo objetivo é conhecer e dar a conhecer aos membros da AGRAFr personalidades lusófonas de destaque em França. E em novembro terá lugar a 4ª LUSO JOURNÉE, colóquio anual da AGRAFr, que costuma reunir cerca de 50 participantes na fundação Calouste Gulbenkian, em Paris.

Finalmente, a AGRAFr tenciona continuar o belo projeto GraPE, juntamente com as suas associações congéneres, co-organizando o 5º fórum anual GraPE em dezembro de 2016.

ASPPA – por Yara Reis

A ASPPA (Associação de Portugueses Pós-graduados na Alemanha e.V.) é uma Associação independente e sem fins lucrativos criada em 2012. Tem como objectivo principal promover os Portugueses com grau académico no mercado de trabalho alemão e português. Representando as mais diversas áreas profissionais, a ASPPA dirige-se a Portugueses e Luso-descendentes que estejam de momento ou num futuro próximo a trabalhar neste país.

Para além de promover a integração destes Portugueses no mercado de trabalho alemão, a ASPPA pretende também assistir ao seu potencial regresso a Portugal. Neste sentido, a ASPPA pretende apoiar financeiramente Portugueses a residir em Portugal e que queiram realizar um projecto numa instituição ou empresa na Alemanha, em colaboração com um Português aqui residente.  As bolsas asppa+ serão atribuídas por um tempo determinado que pode ir de 1 a 3 meses e são dirigidas a portugueses que já tenham terminado a sua licenciatura ou bacharelato.

Com o recente aumento do número de Portugueses com grau académico que têm escolhido a Alemanha como destino de emigração, a ASPPA tem uma oportunidade única na promoção da imagem de Portugal neste país e oferece uma plataforma de interacção profissional a todos os interessados através da realização de encontros regulares (PORTAL e Entre ASPPAs), eventos pontuais (Seminários e iDEm ASPPAs) e projectos específicos que vão de encontro aos interesses dos seus membros (e.g. Native Scientist). A destacar o encontro anual da ASPPA: o PORTAL onde se discutem temas como os desafios e sucessos a nível pessoal e profissional na promoção da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.

A Direcção da ASPPA encontra/se em Berlim, conta com o apoio do Núcleo de Göttingen e pretende estabelecer mais núcleos oficiais de membros ASPPA pelas várias regiões da Alemanha.

Para estar a par das próximos passos, pode seguir as novidades no website , facebook ou linkedin.

PAPS – por Sílvia Curado

A PAPS (Portuguese American Postgraduate Society) é uma associação independente sem fins lucrativos, fundada em 1998, e que tem como missão apoiar a comunidade de graduados portugueses das várias áreas académico-profissionais a estudar ou trabalhar na América do Norte. Para além de promover a sua integração neste continente, a PAPS tem também como objetivo estabelecer a ponte entre Portugal e os EUA e/ou Canadá. Neste âmbito, a PAPS tem já programadas várias iniciativas para este ano:

PAPSummer: Programa de estágios de Verão sob orientação de membros PAPS nos EUA ou Canadá para estudantes portugueses do Ensino Superior. A primeira edição deste programa, em 2015, atribuiu bolsas de estágio a oito estudantes selecionados entre mais de 500 candidaturas permitindo financiar a sua deslocação e estadia nos EUA. Esta iniciativa foi somente possível através das parcerias com a Fundação Calouste Gulbenkian, o Consulado Geral de Portugal em Nova Iorque, a WeDo Technologies (com sede em Portugal) e a Axis Advisors, LLC. Encontram-se abertas, até 31 de Janeiro, as candidaturas a orientadores PAPSummer 2016 e o período de concurso para os estudantes decorrerá durante o mês de Março de 2016.

Fórum Anual GraPE: A PAPS continuará a colaborar como membro organizador deste fórum, que deverá decorrer em Dezembro 2016, e que visa fortalecer ligações entre a comunidade de portugueses graduados dentro e fora de Portugal.

Fórum Anual PAPS: para além do Fórum GraPE, em Portugal, a PAPS organiza anualmente o Fórum PAPS na América do Norte, reunindo membros de vários pontos dos EUA e Canadá para debater temas atuais e fortalecer a rede PAPS.

PAPSpeakers: uma série de sessões informais em que membros PAPS locais partilham o seu percurso, experiência e competências académico-profissionais com outros membros, proporcionando oportunidades de colaboração, recomendação/referência, mentoria e aprofundamento da relação entre membros.

PAPS Mentors: oportunidades de mentoria académico-profissional por e para membros PAPS, proporcionando o programa PAPS Mentors Junior o contacto entre membros PAPS, graduados, e estudantes portugueses do Ensino Secundário.

Rede PAPS Alumni: Uma vez que a PAPS foi constituída em 1998, bastantes membros PAPS regressaram já a Portugal. Assim, a Rede PAPS Alumni é uma rede de enorme valor e potencial para o fortalecimento das relações entre Portugal e a América do Norte e desenvolvimento do nosso próprio país. Por conseguinte, é pretensão da PAPS dinamizar esta rede e ampliar a sua visibilidade em Portugal.

Sessões de esclarecimento em Universidades e Institutos em Portugal.

Welcome Packages PAPS: documentos elaborados pela PAPS com informações essenciais para Portugueses que planeiam ou acabam de mudar-se para os EUA e/ou Canadá, incluindo já também informações específicas sobre algumas das cidades onde os Chapters PAPS estão sediados. Os vários Chapters – Bay Area, Boston, Chicago, Los Angeles, New York, North Carolina, Philadelphia, Pittsburgh, San Diego, Seattle, Texas, Toronto, Washington DC e  Portugal Alumni – realizam regularmente eventos locais.

Contactos: email, facebook (grupos disponíveis para cada Chapter PAPS) e website.

PARSUK – por Pedro Pereira da Silva

Para além da quinta edição do fórum GraPE, a PARSUK tem uma carteira de projectos para 2016 bem recheada: o programa PARSUK Xperience, o ciclo de eventos PARSUK Linkage e o encontro anual LUSO 2016, aos quais acrescem várias iniciativas realizadas pela rede de Embaixadores PARSUK por todo o Reino Unido.

O programa PARSUK Xperience oferece a estudantes portugueses seleccionados a oportunidade de realizar projectos de investigação no Reino Unido. Em 2015 este programa contou com uma bolsa Caixa Geral de Depósitos e duas bolsas Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2016 haverá um maior número de bolsas e o programa será alargado para estudantes de mérito carenciados e também para alunos dos PALOP.

O ciclo de eventos sócio-profissionais PARSUK Linkage cria, ao longo do ano, momentos de convívio e discussão informal que aproximam membros PARSUK de diferentes níveis de carreira e de diversas áreas do conhecimento. O primeiro encontro, em formato jantar-tertúlia, realizou-se em Outubro de 2015 e outros ocorrerão ao longo de 2016.

O encontro anual LUSO, o maior evento que reúne a comunidade de estudantes e investigadores Portugueses no Reino Unido, realiza-se este ano a 18 de Junho de 2016 e pela primeira vez numa cidade a Norte de Inglaterra, contribuindo para a “Manchester, European City of Science”. O LUSO pretende envolver os membros da PARSUK na discussão de temas-chave para a nossa comunidade, em particular sobre os desafios do ensino superior e investigação e desenvolvimento em Portugal.

Finalmente, realizamos também um trabalho contínuo de representação de todos os Estudantes e Investigadores Portugueses no Reino Unido, dando voz aos seus interesses e preocupações em diversos eventos e junto de parceiros institucionais. Fazêmo-lo em pessoa, por e-mail e através das nossas redes sociais (facebook, twitter, google+ e linkedin), newsletter e website.

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Programa completo do evento:

09h20 Registo com café & Networking
10h00 Sessão de Abertura
Mensagem de Boas Vindas do Presidente da CMG, Domingos Bragança
Breve apresentação das Associações AGRAFr, ASPPA, PAPS e PARSUK
10h45 1ª sessão – Economia, Gestão e Empreendedorismo: Tempo de apertar o cinto ou arregaçar as mangas?
João Claro – Diretor Nacional do Programa Carnegie Mellon Portugal
João Batalha – Co-fundador e CEO, Orankl
Clara Gonçalves – Diretora Executiva do UPTEC

(moderação Ricardo Alexandre, RTP)
11h45 Pausa com café & networking
12h15 2ª sessão – Artes e Cultura: Como esculpir um futuro mais colorido?
Manuela Pimentel – Artista Plástica
Joana Ricou – Artista e consultora criativa em educação
Gonçalo Cadilhe – Escritor viajante

(moderação Ricardo Alexandre, RTP)
13h15 Almoço & Networking
14h45 3ª sessão – Ciência e Tecnologia: E contudo move-se!
Jorge Correia Pinto – Investigador e Professor Catedrático, Univ. do Minho
Nuno Sousa – Diretor do Centro Clínico Académico, Univ. do Minho
Luís Ferreira – Fundador da NZYtech; Vice-Reitor Univ. de Lisboa

(moderação Ricardo Alexandre, RTP)
15h45 Pausa para café & Networking
16h15 Debate – RE:Inventar Portugal – Um por todos e todos por um
Manuel V. Heitor – Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Rui Paiva – Presidente Executivo da WeDo Technologies
Elvira Fortunato – Directora do CENIMAT – Centre for Materials Research

(moderação Ricardo Alexandre, RTP)
17h45 Encerramento pela Comissão Organizadora do GraPE
Mensagem do Reitor da Univ. do Minho – António Cunha
18h00 Prova de vinhos

 

Fotos: DR

Universidade de Coimbra coordena investigação em Cloud Computing para aproximar a Europa e o Brasil

Marco Vieira, do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (UC), coordena uma equipa internacional de investigadores, responsável pela elaboração de um plano de investigação na área de Cloud Computing (computação em nuvem) destinado a auxiliar os decisores políticos da União Europeia e do Brasil a tomarem as melhores opções sobre os projetos futuros a financiar nesta área do conhecimento.

Este plano com uma proposta de linhas de investigação para os próximos anos vai ser desenvolvido no âmbito do projeto “EUBrasilCloudFORUM”, financiado pela União Europeia e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil. Com um orçamento global de um milhão de euros, além da Universidade de Coimbra, participam no projeto investigadores do Reino Unido, Irlanda e Brasil.

Partindo do estado da arte em Cloud Computing, o objetivo, afirma Marco Vieira, “é identificar as necessidades de investigação futura e desenhar um modelo que reforce a colaboração entre o Brasil e a Europa e que permita aumentar a competência científica europeia e brasileira.” A computação em nuvem é caraterizada “por requisitos de desempenho, escalabilidade, acesso ubíquo a partir de diferentes dispositivos e tecnologias e eficiência na utilização de recursos, enfrentando também grandes desafios nomeadamente ao nível da segurança e da privacidade da informação”, afirma o especialista da UC em confiabilidade e segurança de software.

Por isso, salienta o também docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia, o EUBrasilCloudFORUM “é uma oportunidade única para contribuir para o desenvolvimento de novos paradigmas científicos e tecnológicos que irão marcar a investigação na área de Cloud Computing na próxima década. A partir das capacidades e da experiência de cada uma das partes é possível desenvolver investigação que tire partido da “nuvem”, em áreas tão distintas como cidades inteligentes, saúde, agricultura, comércio eletrónico, etc.”

Nos próximos dias 28 e 29 de janeiro a equipa reúne-se, em Coimbra, com representantes da União Europeia e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa do Brasil, tendo em vista uma primeira identificação e definição dos temas que espelhem os principais desafios de investigação em Cloud Computing e que fortaleçam as oportunidades de colaboração entre grupos de investigação do Brasil e da Europa.

 

Fonte: UC
Foto: DR

 

 

Funchal no top 10 dos destinos com melhor reputação no Mundo

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Portugal alcança, pela primeira vez, um lugar no top 10 dos destinos com melhor reputação hoteleira do Mundo do trivago . Ocupando a 10.ª posição deste ranking, o Funchal é cidade portuguesa responsável por esta conquista.

O portal de reservas de hotéis trivago, considerado como o “maior motor de busca de hotéis do mundo”, elege, todos os anos, com base em mais de 200 milhões de avaliações de hotéis, as 100 cidades com melhor reputação mundial. Porto e Lisboa ocupam a 48.ª e 52.ª posições.

Numa avaliação feita por viajantes de todo o mundo, o Funchal regista 84,93 pontos (em 100 possíveis) e conquista assim a 10.ª posição no Ranking dos destinos com melhor reputação hoteleira do Mundo do trivago.

Os primeiros 10 destinos do ranking são os seguintes:

– Göreme (Turquia)

– Matera (Itália)

– San Gimignano (Itália)

– Gramado (Brasil)

– Hanói (Vietname)

– Lecce (Itália)

– Siem Reap (Camboja)

. Killarney (Irlanda)

– Sorento (Itália)

– Funchal (Portugal)

 

Fonte e foto: trivago

Sete restaurantes portugueses premiados por La Liste

1 Imagem de CapaLa Liste, uma iniciativa francesa que pretende listar os mil melhores restaurantes do mundo, distingue sete restaurantes portugueses. Entre eles está Belcanto e Fortaleza do Guincho, mas há outro que os ultrapassa, e fica em Alporchinhos.

Não conhece? Alporchinhos fica no Algarve, bem perto de Armação de Pêra e é aí que se localiza Ocean, o restaurante português que lidera a lista dos sete presentes na lista, em 76º lugar (de 500). O espaço de fine-dinning integrado no Hotel Vila Vita Parc, tem como chef, o austríaco Hans Neuner, que trouxe à casa duas estrelas Michelin. Foi a criação de um menu que se distingue pela criação de comida leve, moderna, fresca e individual com uma assinatura local, que coloca uma forte ênfase no peixe e frutos do mar do Atlântico, bem como frutas, legumes, carne, caça e vinhos da região central de Portugal que o chef mais se orgulha. Também os vinhos próprios do resort e produtos orgânicos da propriedade Herdade dos Grous, no Alentejo são destacados na carta. Todo o trabalho é confeccionado por uma equipa que trabalha com rigor e criatividade, respeitando sempre a integridade do seu sabor.

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Ainda na lista contam os restaurantes portugueses Belcanto que conta também com duas estrelas Michelin em 101º lugar; Vila Joya em 142º lugar; a Fortaleza do Guincho com uma estrela Michelin em 184º lugar; Il Gallo D’Oro, no Funchal, em 265º lugar com uma estrela Michelin; o Arcadas Restaurante em 504º lugar, e o Henrique Leis em 506º lugar com uma estrela do reputado guia.

E porquê considerar esta lista, quando já existem tantos guias e tão bons? O La Liste é interessante porque organiza as suas recomendações baseado-se numa fórmula matemática: primeiro, são analisados 200 conceituados guias e tratados numa gigantesca base de dados, em seguida, os sistemas de atribuição de pontos de cada guia são convertidos numa escala de 0 a 100, do valor mais baixo ao mais alto, respectivamente. Várias centenas de chefs são posteriormente convidados a pronunciar-se sobre cada guia e desse feedback resultará um index de “confiança” (trustworthiness index) de 0 a 10 “não é de confiança” até “de muita confiança”, respectivamente. Finalmente, a opinião dos clientes também é valorizada através da integração das críticas online, que tem um peso de 25% no valor final.

Fotos: DR

Undandy – “Os sapatos maravilha”

11146381_681303511997570_2996770199622174525_oUndandy é a marca 100% portuguesa que explora o desenho e produção de calçado masculino no sentido da inovação e da personalização detalhada de sapatos a preços competitivos no seio da produção artesanal de topo.

Perante um mercado saturado de modelos atemporais, a marca encontra inspiração no movimento dandy oitocentista estabelecendo-se a máxima de: Cada cliente é um caso e “cada caso é um caso”, enquanto tomada de posição face às limitações e ditames da moda vingente.

Os sapatos Undandy destinam-se quer ao homem de negócios quer ao homem excêntrico. O ADN da marca é fazer com que cada pessoa possa  criar o seu próprio estilo, único e livre. Desta forma, o público alvo inicial é masculino, contando já com uma possível expansão do produto para uma linha feminina como também para a produção de acessórios.

Com especial enfoque no fabrico nacional e artesanal em pele de alta qualidade, os sócios Rafic Daud e Gonçalo Henriques estabelecem a sede de fabrico da Undandy no norte de Portugal na já reconhecida capital do calçado, São João da Madeira. Em quatro meses a marca já vendeu calçado para cerca de 20 países, entre os quais constam Portugal, Reino Unido, Rússia, Dubai, Nigéria, entre outros. Com um investimento inicial de 450 mil euros, a Undandy prevê facturar já no próximo ano 750 mil euros e atingir 2018 com vendas de 1,7 milhões.

12310001_789037094557544_1402181644336416627_oAs encomendas fazem-se a partir do site através de uma plataforma inédita de personalização virtual que permite modificar os sapatos, total ou parcialmente – desde o formato à biqueira, dos tons de pele ao pormenor da costura. O desafio foi criar este produto de luxo – “customized; specially made for you.” – a preços de base acessíveis para o tipo de produto em questão.

Desenho, qualidade, preço e exclusividade são as linhas mestras da Undandy. A marca é capaz de oferecer mais de 156 milhões de sapatos diferentes ao gosto de cada cliente, desde 220€ no caso de sapatos clássicos e 145€ no caso das sapatilhas.

Apostando numa interface simples e eficaz, a marca pretende criar uma app que permita, de modo imediato, medir o pé e a correspondência directa do mesmo aos sapatos concebidos exclusivamente pelo consumidor.  A criação de showrooms e lojas está para breve.

Fotos: DR

 

Arquipélago dos Açores nomeado para melhor destino europeu

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As nove ilhas açorianas não param de acumular nomeações e distinções. Desta vez, o arquipélago representa Portugal na sétima edição dos Best European Destination.

A eleição será disputada por 20 candidatos, onde constam “pesos pesados” como Paris, Roma, Viena e Amesterdão.  A competição é organizada  pela European Consumers Choice e a votação online decorre até 10 de Fevereiro.

A edição do ano passado foi ganha pela cidade Francesa de Bordéus. Portugal tem marcado presença frequente nas nomeações e nos prémios. A cidade do Porto venceu em 2012 e 2014, enquanto que Lisboa arrecadou o primeiro lugar em 2010 e o segundo em 2015.

 

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Foto: Pedro Silva

Fundador e CEO da eSolidar na lista europeia 30 Under 30 da Forbes

esolidarO fundador e CEO da eSolidar  é o único português na lista europeia 30 Under 30 da revista Forbes. Marco Barbosa foi eleito na categoria de empreendedorismo social.

A lista 30 Under 30 Europe é lançada este ano e distingue 300 empreendedores até aos 30 anos em 10 categorias: artes, entretenimento, indústria, media, política, empreendedorismo social, retalho e e-commerce, ciência e saúde, finanças e tecnologia.

A eSolidar é como uma loja solidária online onde cada transacção tem impacto social. Pode comprar, vender, doar e muito mais.

A plataforma nasceu em maio de 2014 e tem como principal objectivo ser um mecanismo abrangente para que as organizações sem fins lucrativos angariem fundos online de uma forma rápida, eficaz e com baixo custo, envolvendo activamente a comunidade neste processo. De acordo com o portal,  a eSolidar já conta com mais de 40.000 utilizadores registados e 570 organizações sem fins lucrativos já beneficiaram da sua actividade.

Tiago Paiva e Cristina Fonseca, fundadores da start-up portuguesa Talkdesk, estão na lista mundial dos “30 under 30”, na categoria de tecnologia empresarial da Forbes.

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Fundadores da start-up portuguesa Talkdesk na lista “30 Under 30″ da Forbes


Foto:
DR

 

Marina de Vilamoura volta a ser eleita Marina Internacional do Ano

A Marina de Vilamoura, no Algarve, foi considerada Marina Internacional do Ano 2016 pela The Yacht Harbour Association (TYHA). O anúncio foi feito no London Boat Show, em Londres.

Vilamoura, que já é um dos principais destinos turísticos do sul do país, é condecorada pelo segundo ano consecutivo e volta a ser eleita, pelos utentes com embarcação, a melhor entre as melhores galardoadas com cinco âncoras. Isolete Correira, Diretora da Marina de Vilamoura, recebeu o galardão no London Boat Show, em representação de Vilamoura World, a entidade Master Developer do plano de intervenção que prevê um investimento de mil milhões de euros no resort.

Isolete Correira, Diretora da Marina de Vilamoura, afirma: “Ganhar o reconhecimento de Marina Internacional do Ano pela segunda vez num período de dois anos é uma honra enorme e estamos muito orgulhosos por receber um prémio como este. É uma prova do trabalho árduo e profissionalismo que é levado a cabo diariamente pela equipa que gere a marina. A partir de 2016, os visitantes vão poder usufruir de ainda melhores instalações, de vantagens exclusivas para membros da nova comunidade V Club, de Wi-Fi de alta velocidade e de melhoramentos nas estradas em redor da marina.”

Paul Taylor, Presidente de Vilamoura World, observa: “Vilamoura já é um destino de eleição a nível internacional e a Marina é o ponto de atração por excelência. A Marina é o principal foco de investimento deste Masterplan de desenvolvimento do resort e 2016 vai assistir à chegada de novas lojas, bares e restaurantes e ainda a um grande avanço na criação do novo Yacht Club. É um orgulho ter tantas marcas fantásticas conosco, como por exemplo a Sunseeker que anunciou hoje o primeiro escritório em Portugal, com localização em Vilamoura em março deste ano. É um prazer ainda ver Luís Figo abrir o seu novo bar em 2016 na marina e Parilla abrir um restaurante também aqui.”

Fonte: Marina de Vilamoura
Foto: Tivoli Marina

BLUECOM+ leva a Internet a zonas remotas do oceano

bluecom

O projecto pioneiro a nível mundial, liderado pelo INESC TEC, envolve também o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e a MARLO AS (parceiro norueguês).

O BLUECOM+ pretende tornar possível o acesso à Internet em zonas remotas do oceano, a mais de 100 km da costa. O acesso, em banda larga e com baixo custo, recorre a  tecnologias de acesso normalizadas como o Wi-Fi e o 4G.

Este projecto baseia-se na utilização de balões de hélio ancorados, por exemplo, em bóias, embarcações ou parques eólicos, que formam uma “rede voadora” de banda larga a operar nas bandas de frequência libertadas pela televisão analógica, de modo a garantir ligações rádio de longo alcance.

O projecto, que termina em dezembro de 2016, vai permitir, por exemplo, que um utilizador numa embarcação a 100 quilómetros da costa possa aceder à Internet de banda larga usando o seu ‘smartphone’.

O BLUECOM+ pretende ser uma alternativa às comunicações via satélite. De acordo com os responsáveis do projecto, existe um grande potencial económico derivado da sua aplicação no suporte à Economia Azul, incluindo as pescas e o transporte marítimo.

Fonte: UP
Foto: DR