Vinho mais antigo do mundo é um “Madeira”

madeirawineSe até 1999 se julgava que o mais antigo vinho encontrado era um Tokay húngaro do séc.XVII,  pesquisas científicas confirmaram que afinal o recorde pertencia a Portugal, com a descoberta de uma garrafa de “Madeira” original de 1679.

Num contexto em que se acabara de viver um período extremo com o governo republicano protestante (1642-1660), gera-se uma reacção directa ao puritanismo da época, em prol da expressão social, das actividades lúdicas e das actividades culturais até então desencorajadas. Após o terminus do referido governo restaura-se a monarquia e com ela um contentamento generalizado da população.

A dança em praça pública, o gosto pelo espectáculo ou pelo teatro desenvolvem-se a par com o crescente número de espaços propícios para o convívio e para a bebida – as tradicionais tabernas – e restantes lugares comuns predominam a partir de 1660 com bastante diversidade.

A importação do recém descoberto vinho da Madeira – agora o vinho mais velho encontrado – era parte desta enorme expansão do hábito da bebida e de um nível de vida mais sofisticado enquanto reacção à repressão imposta em meados do século XVII  – David Keys, especialista em arqueologia do “The Independent”,em exclusivo para o Público

A garrafa, ainda selada e com o vinho bem preservado no interior, data de cerca de 1679 e foi encontrada quando uma equipa de arqueólogos escavavam, junto à Torre de Londres, uma garrafeira de um militar britânico do século XVII. O vinho pertencia ao artilheiro-mor de Inglaterra e outrora oficial da Torre de Londres, cuja casa fora demolida na segunda metade do século XVII. Foi durante a respectiva demolição que a velha garrafeira ficou desactivada, ocultando no seu interior dois raros exemplares, um deles ainda selado. Segundo os especialistas, estima-se que o nível de álcool do vinho tenha descido consideravelmente, no entanto, o respectivo gosto e textura preservam-se até aos dias de hoje, ainda que por lá já tenham passado 320 anos.

“É esta forma única de os madeirenses produzirem o seu vinho que o preservou durante tanto tempo”, Geoffrey Taylor da empresa Corkwise, aludindo ao método de produção exclusivo da Madeira que adiciona ácido tartárico como meio de conservação do vinho. Com algum pesar, não se crê que esta seja ou alguma vez tenha sido uma bebida agradável, pelo menos de acordo com os nossos parâmetros actuais.

Fonte: Público
Foto: Associação de Promoção da Madeira

Azores Wine Company – Os melhores brancos de Portugal são dos Açores

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Classificada como Património Mundial pela UNESCO em 2004, a paisagem vinícola da Ilha açoriana do Pico é composta por dois sítios – o lajido da Criação Velha e o lajido de Santa Luzia.  Na sua singularidade, a cultura vinícola açoriana data do final do séc. XV tendo sido amplamente favorecida pelas características locais: o solo vulcânico pleno de nutrientes; o micro-clima seco e quente favorável à maturação das castas.

Actualmente, o desenvolvimento do potencial vitivinícola dos Açores é uma aposta do Governo Regional constituindo um indubitável contributo à economia e ao turismo – à criação de emprego e riqueza regionais. Segundo os dados referidos ao jornal Açores9, os apoios públicos à recuperação e desenvolvimento das vinhas duplicaram desde 2012, passando de 500 mil euros para mais de um milhão de euros em 2014. Em entrevista ao mesmo jornal, Vasco Cordeiro, actual Presidente do Governo Regional dos Açores, afirmou que este é um projecto exemplar capaz de elevar a região a um “patamar de excelência”.

Fruto da sua elevada qualidade, o vinho produzido no Pico chegou a ser servido aos czares da Rússia e no Vaticano.

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São destacadas: a exclusividade e identidade muito própria dos vinhos; uma boa mineralidade; boa acidez e a boa capacidade de envelhecimentoAntónio Maçanita à RTP Açores

António Maçanita, fundador da Azores Wine Company, integra um limitado mas crescente número de jovens enólogos dedicados à recuperação e restabelecimento da vinicultura açoriana com projecção e reconhecimento internacional. A Azores Wine Company, fundada apenas em 2014, encontra-se já em ampla expansão, gozando de inúmeras nomeações por mérito de produção e singularidade. Da colecção de castas raras – Rare Grapes Collection – denotam-se o Arinto dos Açores, o Verdelho e o Terrantez do Pico.

Facto reconhecido pela região, é a qualidade de renovar e, simultaneamente, salvaguardar algumas variadades de castas que se encontram ameaçadas pela parca produção local, bem como pelo mercado insustentável. Aliada a estas necessidades, a Azores Wine Company desenvolve-se a par com o enoturismo, pretendendo aumentar a produção de 13 mil garrafas de vinho para 250 mil por ano exportadas para a Bélgica, Canadá, França e Holanda. A empresa integra já um limitado círculo de restaurantes detentores de estrelas Michelin.

Pretende-se um crescimento consistente, mas, sobretudo, a prática da qualidade. Fazer bem, mesmo quando ao bem não corresponda o espectável.

Em exclusivo na Wine Advocate, pela mão de Robert Parker, a Azores Wine Company é também destacada como a única empresa portuguesa com três vinhos brancos em posição de excelência no respectivo ano de lançamento. Em destaque na revista classificaram-se os melhores brancos portugueses de origem açoriana: o Verdelho – “o Original” 2014, o Arinto dos Açores 2014, Arinto dos Açores – “Sur Lies” 2014. António Maçanita foi ainda um dos quatro nomeados para a categoria “Enólogo do Ano 2015” pela revista Wine – A essência do Vinho, cujo resultado será divulgado ainda este mês.

 

Fontes: Governo dos Açores, Público, Açores9, Visit Portugal e Revista Wine
Fotos: DR

 

 

 

 

 

Undandy – “Os sapatos maravilha”

11146381_681303511997570_2996770199622174525_oUndandy é a marca 100% portuguesa que explora o desenho e produção de calçado masculino no sentido da inovação e da personalização detalhada de sapatos a preços competitivos no seio da produção artesanal de topo.

Perante um mercado saturado de modelos atemporais, a marca encontra inspiração no movimento dandy oitocentista estabelecendo-se a máxima de: Cada cliente é um caso e “cada caso é um caso”, enquanto tomada de posição face às limitações e ditames da moda vingente.

Os sapatos Undandy destinam-se quer ao homem de negócios quer ao homem excêntrico. O ADN da marca é fazer com que cada pessoa possa  criar o seu próprio estilo, único e livre. Desta forma, o público alvo inicial é masculino, contando já com uma possível expansão do produto para uma linha feminina como também para a produção de acessórios.

Com especial enfoque no fabrico nacional e artesanal em pele de alta qualidade, os sócios Rafic Daud e Gonçalo Henriques estabelecem a sede de fabrico da Undandy no norte de Portugal na já reconhecida capital do calçado, São João da Madeira. Em quatro meses a marca já vendeu calçado para cerca de 20 países, entre os quais constam Portugal, Reino Unido, Rússia, Dubai, Nigéria, entre outros. Com um investimento inicial de 450 mil euros, a Undandy prevê facturar já no próximo ano 750 mil euros e atingir 2018 com vendas de 1,7 milhões.

12310001_789037094557544_1402181644336416627_oAs encomendas fazem-se a partir do site através de uma plataforma inédita de personalização virtual que permite modificar os sapatos, total ou parcialmente – desde o formato à biqueira, dos tons de pele ao pormenor da costura. O desafio foi criar este produto de luxo – “customized; specially made for you.” – a preços de base acessíveis para o tipo de produto em questão.

Desenho, qualidade, preço e exclusividade são as linhas mestras da Undandy. A marca é capaz de oferecer mais de 156 milhões de sapatos diferentes ao gosto de cada cliente, desde 220€ no caso de sapatos clássicos e 145€ no caso das sapatilhas.

Apostando numa interface simples e eficaz, a marca pretende criar uma app que permita, de modo imediato, medir o pé e a correspondência directa do mesmo aos sapatos concebidos exclusivamente pelo consumidor.  A criação de showrooms e lojas está para breve.

Fotos: DR