Cascais vai receber Wine Summit inédito no mundo

Rotwein FlascheDe 7 a 9 de junho, o Centro de Congressos do Estoril acolhe os especialistas de vinhos mais influentes do mundo. O Must Fermenting Ideas – Wine Summit vai juntar oradores, produtores, jornalistas, entre outros profissionais, que chegam do Brasil, Canadá, China, África do Sul ou de países de leste.

É o primeiro Wine Summit, com este formato, alguma vez feito em todo o mundo – Paulo Salvador, jornalista e promotor do Wine Summit

Esta cimeira internacional dedicada ao presente e ao futuro da indústria do vinho “vai debater o que mais preocupa o universo vinícola. Os temas de conferências e debates vão desde o enoturismo à comunicação, do marketing à produção ou às tendências da evolução dos vinhos”, revelou Paulo Salvador na apresentação do evento, na passada quarta-feira, em Cascais.

A iniciativa deste Wine Summit partiu de Paulo Salvador e de Rui Falcão. O crítico de vinhos avançou o nome de alguns participantes, entre os quais Felicity Carter, editora da Meininger’s Wine Business International e “uma das mulheres mais poderosas do mundo do vinho”; Mariette du Toit-Helmbold, “uma das maiores especialistas em enoturismo”, responsável pela estratégia criada para a região do Cabo, na África do Sul; Michelle Boufard, especialista no ice wine produzido no Canadá; Paul Symington, CEO do grupo Symington, do Douro.

Cascais é um lugar para mil sensações. Os eventos desta natureza são importantes para o município, na componente do turismo. Sabemos que em 10 turistas há pelo menos dois que têm nas suas prioridades a componente da gastronomia e do próprio vinho – Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Os principais oradores vão estar pela primeira vez em Portugal. “Indiretamente é uma forma de divulgar também as riquezas vinícolas do concelho, a começar pelo vinho de Carcavelos. Portanto, ter especialistas deste calibre em Cascais, num evento deste nível, é um pouco como ter a final da Liga dos Campeões durante três dias seguidos”, concluiu Paulo Salvador.

Fonte: CMC
Foto: DR

Ester Alves volta a desafiar a selva da Costa Rica durante 6 dias e 236 km

costalchallengeEm 2016, Ester Alves chegou, viu e venceu. Este ano, a atleta da Salomon Suunto Portugal, volta a iniciar a temporada na The Coastal Challenge. A Campeã Nacional de Skyrunning tem pela frente 6 etapas em 6 dias, e 236 quilómetros com 10.000 metros de desnível ao longo da costa do Pacífico tropical da Costa Rica.

Para quem gosta de trilhos tropicais e selvagens é sem dúvida a prova mais bonita pela qual já passei. Pela biodiversidade, pelo desafio e pelos cenários únicos. Para quem tiver oportunidade uma vez na vida de passar pela América Central e correr neste ambiente fabuloso, vale a pena.

Esta prova, que é um verdadeiro teste à resistência física e mental dos atletas, arrancou hoje e termina a 18 de fevereiro. Os atletas partiram da cidade de Quepos e terminam no Parque Nacional Corcovado, Património Mundial da Unesco.

Em 2016, Ester Alves confessou que “o primeiro desafio foram os tórridos 35 graus e a humidade que mal deixava respirar”. Este ano, a atleta tenciona conseguir desfrutar da prova sem pressões, mas leva também orientações para preparar o grande desafio do ano, a Marathon des Sables.

Em declarações à Excelência Portugal, na véspera da partida, a atleta mostrou-se satisfeita por “encontrar um grupo tão bom de atletas” e “motivada por viver de novo esta experiência incrível que é a Coastal Challenge”. Quanto às expectativas, Ester espera fazer o que fez no ano passado e “superar o cansaço, a dor, a pressão a cada dia, …”.

Por fim, a atleta referiu que “no ano passado tinha o Carlos Sá a motivar-me em todas as etapas”. “Ele vai fazer falta este ano, muita falta”, acrescentou.

A The Coastal Challenge realiza-se desde 2004 e o seu percurso é desenhado dentro e fora de Talamanca, uma cordilheira costeira no canto sudoeste do país.

Além da prova principal – Expedition Category – 236 km, existe ainda a Adventure Category com 155 km e ambas podem ser disputadas individualmente ou em equipas de 3 a 6 elementos.

Foto: The Coastal Challenge

Universidade de Coimbra desenvolve técnica para prevenir o contrabando de materiais radioactivos

UC_CAREOs investigadores Fernando Amaro, Cristina Monteiro e Joaquim Santos, do LIbPhys (Laboratório para Instrumentação, Engenharia Biomédica e Física da Radiação) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveram uma nova técnica para detecção de neutrões térmicos que pode ser muito útil para a prevenção do contrabando de materiais radioactivos.

Os resultados do estudo, que teve a colaboração de investigadores do Paul Scherrer Institute (PSI), na Suíça, foram publicados na revista internacional do grupo Nature, Scientific Reports.

Detetores de neutrões térmicos «são equipamentos cruciais para prevenir o contrabando de armas nucleares e materiais radioactivos, sendo por isso rotineiramente utilizados em inúmeras fronteiras espalhadas pelo planeta. Até muito recentemente, quase todos os sistemas usavam um isótopo extremamente raro do conhecido gás Hélio, o Hélio-3», explica Fernando Amaro, principal responsável pelo projecto de investigação.

A forma mais abundante do gás Hélio (o Hélio-4) «é utilizado em aplicações tão variadas como a refrigeração de supercondutores em equipamentos de diagnóstico médico ou o enchimento de balões. Contudo, as reservas de Hélio-3 são extremamente reduzidas. Com a elevada procura por este material, após os ataques do 11 de setembro, estas reduziram-se ainda mais, motivando vários programas de pesquisa por alternativas», realça o investigador do LIbPhys do Departamento de Física da FCTUC.

De entre as alternativas, as mais viáveis utilizam materiais sólidos em vez de um gás (como o Hélio-3) para a deteção dos neutrões térmicos. Devido à natureza dos neutrões, a sua detecção em meios sólidos tem algumas limitações, nomeadamente eficiência de deteção limitada e resposta pouco eficaz dos sistemas na identificação de um neutrão térmico.

No trabalho agora publicado, a equipa da FCTUC e do PSI apresenta uma nova tecnologia que substitui os átomos de Hélio-3 por nanopartículas de Boro (particularmente o isótopo Boro-10), um outro material capaz de detetar neutrões térmicos.

Contudo, como o Boro não existe na forma de gás e apresenta limitações quando aplicado na forma sólida, os investigadores produziram um “gás artificial”, dispersando nanopartículas de Boro num gás comum, criando uma “mistura gasosa” capaz de detectar neutrões térmicos.

A técnica apresenta vantagens relativamente às alternativas sólidas: “é uma ideia simples, mas inovadora e eficaz, com um grande potencial para revolucionar, no futuro, a detecção de neutrões”, conclui Fernando Amaro.

Texto e foto: UC

Porto Santo Nature Trail® quer mostrar a ilha para além da praia

porto_santo_trailO Porto Santo é associado, quase sempre, à sua longa praia de areia, estendida ao longo de nove quilómetros desde a Vila Baleira até à Ponta da Calheta. No entanto, a ilha tem muito mais para oferecer. Se gosta de correr, o Porto Santo Nature Trail® é um desafio único para conhecer a ilha de ponta a ponta.

A Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM) volta a organizar o Porto Santo Nature Trail®, renovando o formato deste evento que se realiza anualmente na ilha dourada.

O Porto Santo Nature Trail® terá três provas que cobrirão a ilha de lés a lés:

• Porto Santo Nature Trail® (PSNT) – 42 km e 1900 metros de desnível positivo (formato circular);

• Trail do Porto Santo (TPS) – 21 km e 1050 metros de desnível positivo (formato linear);

• Mini Trail do Porto Santo (MTPS) – 8 km e 240 metros de desnível positivo (formato linear);

Haverá ainda uma prova-extra dedicada aos mais jovens, o Kids Trail do Porto Santo (KTPS) – entre 1 km e 3 km (formato circular).

Em declarações à Excelência Portugal, Nuno Gonçalves, responsável da AARAM pelo trail running, salientou o carácter único desta prova na ilha, permitindo aliar o desporto à descoberta da ilha dourada. Esta actividade potencia também o turismo de natureza e do desporto, uma das apostas do arquipélago, acrescentou.

O Arquipélago da Madeira foi distinguido, pelo segundo ano consecutivo, com o prémio de ‘melhor destino insular’ do mundo do World Travel Awards.

O trail running consiste na corrida em trilhos normalmente só acessíveis a pé, compostos por terrenos irregulares, zonas montanhosas ou de difícil acesso. Esta modalidade atrai cada vez mais adeptos em todo o mundo e a Madeira já é palco de vários eventos de nível mundial.

Este evento, que se realiza no dia 4 de março, constitui a 5.ª prova do Circuito Trail Madeira, época 2016-17. Segundo a organização, já estão inscritos mais de uma centena de atletas.

Foto: DR

 

Novo método permite prever o início da época da gripe

gripeO Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), sediado em Oeiras, concluiu recentemente o estudo relativo ao método matemático capaz de identificar o início de um surto de gripe, semanas antes dos métodos oficiais em vigor, permitindo uma resposta mais eficiente por parte dos serviços de saúde.

Pela mão da equipa de Joana Gonçalves-Sá, este método é capaz de intercalar informações provenientes de diferentes fontes, onde, para além das taxas oficiais recolhidas pelas unidades de saúde, são também armazenados dados provenientes de pesquisas no Google referentes à gripe, ou a partir do serviço Saúde 24 de triagem médica via telefone. Estas informações são inseridas no modelo informático, tornando-se, deste modo, possível detetar alterações quando comparadas aos dados armazenados das crises anteriores, partindo-se para uma mais rápida divulgação dos resultados obtidos aos serviços de saúde. O estudo encontra-se publicado pela revista científica PLoS Computational Biology.

Apesar do Centro Europeu de Controlo de Doenças ser o organismo oficial responsável pelo controlo da gripe, através da elaboração de relatórios semanais relativos aos casos de gripe na população, são-lhe reconhecidas muitas limitações que geram atrasos prejudiciais na deteção da gripe, sendo o método desenvolvido pelos investigadores do IGC uma tentativa de superar algumas dessas limitações e providenciar uma identificação do início da gripe mais próxima do tempo real.

A coordenadora da investigação considera este método vantajoso a dois diferentes níveis: “Primeiro, pode ser usado com uma diversidade de fontes de dados, algumas delas próximas do tempo real. Isto reduz os desvios na amostragem e os atrasos entre o início do surto e a sua deteção. Em segundo lugar, o sistema é suficientemente simples e robusto para ser usado pelas autoridades responsáveis. Basicamente, calcula a probabilidade da temporada de gripe ter começado. Quando esta probabilidade ultrapassa um determinado valor, os serviços de saúde devem começar a preparar-se para o pico” declarou Joana Gonçalves-Sá num comunicado de imprensa do IGC.

O novo método foi testado em diversos países europeus e foi capaz de mostrar que pelo menos em oito países – Bélgica, Espanha, Hungria, Irlanda, Itália, Noruega, República Checa e Portugal – é possível antecipar os alertas oficiais em várias semanas, constata o comunicado de imprensa.

Atendendo ao facto de que apenas com o serviço do Centro Europeu de Controlo de Doenças as unidades de saúde têm dificuldade em lidar com as vagas crescentes de doentes, este método será um modo de atenuar os níveis de infetados com gripe, esta que, segundo o mesmo comunicado, causa anualmente entre 3 a 5 milhões de casos de doença grave e até meio milhão de mortes, em todo o mundo.

Fonte: IGC
Foto: DR

Vasco Ribeiro em preparação para o Circuito Mundial de Surf com Tiago “Saca” Pires

vasco_sacaO surfista português Vasco Ribeiro põe como principal objetivo para a sua carreira a qualificação para a elite do surf mundial. Desde o início deste ano que foi revelada a aliança com Tiago “Saca” Pires, o primeiro surfista nacional a já ter integrado o Circuito Mundial. Este irá estar presente neste desafio, assumindo o papel de agente e mentor de carreira de “Vasquinho”.

A ideia surgiu no final de 2016, ano em que Tiago Pires abandonou a competição para lançar o seu documentário e analisar novos projetos. “Após refletir sobre o que seria o meu futuro próximo em termos de carreira e com uma vontade que já vem de há muito de ser agente desportivo, decidi abraçar este projeto e aceitar o convite do Vasco”, refere Tiago Pires.

Para mim o Vasco é talvez o maior talento que Portugal já viu crescer em termos de surf e o potencial dele chegar muito longe é grande – Tiago Pires

José Seabra será, igualmente, parte integrante desta equipa, assumindo a posição de treinador de Vasco Ribeiro. O trio está determinado a desenvolver e fortalecer vários aspetos do surfista para a realização deste objetivo. “A ideia é fazer do Vasco um atleta completo e consistente. Vamos trabalhar nas várias vertentes – física, técnica, mental e nutricional – para fazermos dele um atleta melhor preparado e com uma longevidade de carreira acima da média”, destaca “Saca”.

Vasco Ribeiro mostra-se empolgado e confiante das suas capacidades, assim como das da sua equipa, que se encontra preparada para este novo percurso. “Tem sido ótimo e tem tudo para dar certo, com toda a experiência que o Saca tem e que certamente me vai ajudar imenso. Agora é trabalhar forte e trabalhar bem para conquistar os meus objetivos. E o objetivo principal é a qualificação para o CT”.

Apesar de no último ano não terem sido alcançados os resultados esperados para Vasco Ribeiro, uma das suas marcas patrocinadoras, a DEEPLY, acredita que este novo rumo será mais proveitoso para o desempenho do surfista.

Vasco Ribeiro vai ser posto à prova já a partir de dia 15 de fevereiro na Austrália, onde vai participar no Maitland & Port Stephens Toyota Pro e no Australian Open of Surfing, World Surf League.

Foto: Hugo Silva | RedBull Content Pool

Porto eleito como Melhor Destino Europeu 2017

porto42aA cidade do Porto volta a superar a concorrência de outros 19 destinos e conquista esta importante distinção pelo terceiro ano e com um recorde de 138 mil votos contabilizados.

O Porto continua a ser a única cidade portuguesa a conquistar o primeiro lugar no “European Best Destinations“, e a primeira a conquistá-lo por mais do que uma vez (2012, 2014, 2017).

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respectivamente, as cidades de Milão (Itália) e Gdansk (Polónia).

Para a autarquia, a conquista deste deste galardão é “uma vitória de todos aqueles que demonstraram o máximo empenho e envolvimento no projecto, que uniu a cidade e reforçou o posicionamento do País na questão da atractividade turística do destino”.

Fonte: Informação da CMP via Porto.pt
Foto: DR

Exportações portuguesas de calçado com novo máximo histórico

iconicAs exportações portuguesas de calçado teimam em bater máximos históricos. Em 2016, Portugal exportou mais de 81 milhões de pares de calçado, num valor superior a 1.923 milhões de euros, um crescimento de 3,2% face ao ano anterior.

Este é o sétimo ano consecutivo de crescimento das vendas nos mercados externos. Desde 2009, as exportações registam um aumento superior a 55%. O calçado português cresceu em praticamente todos os mais relevantes mercados externos.

É de salientar o facto de as exportações portuguesas de calçado estarem a aumentar, desde 2010, para todos os 20 principais mercados do calçado português, com excepção do Reino Unido. Embora exista alguma concentração nos grandes mercados europeus, as taxas de crescimento mais elevadas foram obtidas em mercados não tradicionais do sector que configuram oportunidades de diversificação: China (3108%), Emirados Árabes Unidos (608%), Estados Unidos (461%), Austrália (363%) e Polónia (295%).

A APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele se Seus Sucedâneos) tem vindo a realizar um notável trabalho na afirmação do sector e assume como objectivo, para a próxima década, “ser a referência internacional da indústria de calçado pela sofisticação e pela criatividade, reforçando as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional, sustentável e altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”. Para isso, o sector do calçado deverá investir, até 2020, 160 milhões de euros em diversos domínios como inovação, internacionalização e qualificação.

A campanha Portuguese Shoes: The Sexiest industry in Europe, desenvolvida pela APICCAPS e inserida numa estratégia de comunicação concertada para o mercado internacional, tem sido uma ferramenta essencial na afirmação do sector.

Desde 2010, o preço médio de exportação aumentou 24%, em consonância com o objectivo de afirmar a sofisticação e qualidade da oferta nacional. Entre os principais produtores mundiais de calçado, Portugal apresenta mesmo o 2º maior preço médio de exportação. Portugal exporta hoje mais de 95% da sua produção, para 152 países, nos cinco continentes.

Fonte: APICCAPS
Foto: DR

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Turismo na região de Lisboa gerou 8,4 mil milhões de euros em 2015

lx_2015_estudoLisboa dá-se bem com o Turismo e o Turismo dá-se bem com Lisboa. Em 2015, o sector gerou perto de 8,5 mil milhões de euros e criou 150 mil postos de trabalho.  

Mais de 90% da população que reside e trabalha em Lisboa encara de forma positiva ou muito positiva os turistas e a contribuição do Turismo para a capital portuguesa,  revelam os dados dos estudos da Intercampus e da Deloitte, realizados para a Associação Turismo de Lisboa (ATL).

Fruto do turismo, Lisboa tem hoje mais vida para 91% dos residentes e para 80% dos que aqui trabalham. “O Turismo tem-me ajudado a sentir mais orgulhoso em relação a Lisboa” é a opinião de 73% da população que vive na capital portuguesa, indica o estudo realizado pela Intercampus.

A maioria dos residentes e das pessoas que trabalham na Cidade considera positivo o impacto dos turistas na reabilitação das zonas históricas e tradicionais da capital portuguesa,  na preservação do património e a preservação e reabilitação dos espaços e na preservação e reabilitação dos prédios e edifícios de habitação.

O impacto revela-se também positivo no que se refere às áreas económicas, nomeadamente, hotéis e restaurantes, bares, cafés e esplanadas,  comércio tradicional, lojas e centros comerciais e actividades culturais e artísticas.

O desenvolvimento da economia,  o aumento do comércio e a criação de oportunidades de emprego, são apontados como as principais vantagens do Turismo.

O Turismo na Região de Lisboa gerou 8,4 mil milhões de euros em 2015, o que equivale um aumento médio anual de 8% nos 10 anos precedentes, indica um outro estudo realizado para a ATL pela Deloitte.

Entre 2005 e 2015, o sector cresceu 9,5% na Cidade de Lisboa, enquanto na restante Região atingiu 4,7%. Reflexo desta evolução, o Turismo criou aproximadamente 150 mil postos de trabalho em 2015 (137.069, em 2005).

Este “boom” do sector teve reflexo na oferta turística, que regista mais sete mil quartos de hotel e outros seis mil em alojamento local na Cidade. Na década em análise, o total de hóspedes passou de 3,5 milhões para 7,3 milhões.

Ainda quando comparado com 2005, em 2015, realizaram-se dez vezes mais Congressos e Reuniões por ano em Lisboa,  mais 55 cruzeiros por ano fizeram escala em Lisboa, foram criados quatro campos de golfe e inaugurado um casino.

“A expressividade dos resultados agora divulgados assenta numa estratégia concertada entre entidades públicas e privadas que, ao longo dos últimos anos, tem reforçado a atractividade de Lisboa enquanto destino turístico de excelência, reflectindo-se no aumento progressivo do número de hóspedes”, refere a nota da ATL.

Fonte: ATL
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Açores: Secretária Regional do Turismo em entrevista

2016 terá sido o melhor ano de sempre em todas as ilhas e nos vários indicadores do turismo, nomeadamente com uma evolução acima de 20% no crescimento das dormidas na hotelaria tradicional e com a perspetiva dos proveitos ultrapassarem os 70 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 30%.

Para a nova titular da pasta do turismo, mais importante do que bater recordes em termos estatísticos, é a qualidade oferecida e um crescimento que respeite a oferta ambiental da região para a manutenção dos atuais bons resultados.

Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal e ao Tribuna das Ilhas, falou sobre o crescimento do destino Açores e o seu caráter único, o transporte aéreo, a oferta e os desafios.

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Os Açores estão definitivamente na moda, os prémios internacionais sucedem-se e os números das dormidas crescem a taxas superiores a 20%. Qual foi a estratégia responsável por este sucesso do destino Açores?

Não se poderá falar numa única estratégia. Trata-se do fruto de um conjunto de fatores, entre os quais, temos o empenho do Governo Regional dos Açores na consolidação do trabalho de aumento de notoriedade do destino e de promoção e captação de fluxos turísticos dos últimos anos, mas também todo o investimento da iniciativa privada. Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas, mas temos ainda ampla margem para crescimento através dos mercados potenciais. Até porque, cada vez mais, se verifica um aumento generalizado da procura turística por destinos seguros, com beleza mística, capazes de proporcionar tranquilidade e experiências únicas, com grande preocupação pelas questões de sustentabilidade económica, cultural, social, mas sobretudo ambiental. Estas são também algumas das razões que levaram ao crescimento turístico de um destino como os Açores, que enquadra amplamente este fenómeno da procura turística mundial.

Importa destacar que 2017 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Mundial do Turismo Sustentável para o desenvolvimento e é esta a assinatura de qualidade que queremos na região: certificar pela natureza e posicionar o Turismo nos Açores como um destino aliado ao ambiente. Foi este o caminho que levou ao sucesso do Destino e aquele que queremos continuar a desenvolver como uma estratégia consolidada. Neste sentido, manteremos a prioridade na proteção e preservação do património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades e a natureza pura e intacta perdurem. É sem dúvida um destino “verde” e despoluído que queremos que continue a ser reconhecido a nível internacional e por todos quantos nos visitam.

Qual o impacto da chegada das low cost a São Miguel neste cenário? Depois da Terceira, está prevista a abertura de novas rotas?

A liberalização do transporte aéreo doméstico para os Açores, que ocorreu no final do primeiro trimestre de 2015, a par do aumento de oferta, mas também de procura, na América do Norte, e a melhoria das acessibilidades inter-ilhas, estão a contribuir efetivamente este crescimento. Assim, o crescimento sustentado que hoje vivemos é muito positivo e deve, sobretudo, servir de motivação e de alento para o muito trabalho que todos necessitamos de efetuar nesta área. E aqui, gostaríamos de fazer notar que o crescimento do setor do turismo beneficia claramente do novo modelo de acessibilidades áreas à Região, mas é preciso ter a noção de que este não foi um trabalho que se iniciou apenas com a entrada das lowcost ou apenas com o momento de liberalização das rotas entre o Continente português e as ilhas de São Miguel e Terceira. O crescimento do número de turistas dos EUA e Canadá que nos visitam – rotas nas quais não operam companhias de baixo custo – dá bem nota deste ponto, com crescimentos de 57% e 14%, respetivamente, até setembro último, face ao período homólogo. Para além das intenções de novas rotas, é importante reforçar os mercados prioritários em termos de captação de novos voos e de promoção, nomeadamente, os EUA, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Alemanha; tendo em conta que os fluxos turísticos não se criam apenas com novos voos diretos para a Região, mas também através do tráfego de ligação, com preço e tempo de duração de viagens convenientes.

Assim, temos como objetivo garantir a sustentabilidade e fiabilidade das acessibilidades aéreas, mas também fomentar novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos definidos no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores. A SATA continuará a ter um papel preponderante nesta estratégia de captação de novos fluxos, mas trabalharemos com todas as companhias aéreas ou operadores turísticos que se nos afigurem com capacidade para a supracitada sustentabilidade e fiabilidade de novas rotas.

Que instrumentos foram criados para que as restantes ilhas usufruam do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel?

A verdade é que o Governo dos Açores tem consciência da importância da eficiência nas acessibilidades, garantindo assim a fiabilidade e sustentabilidade das mesmas, externa e internamente, enquanto elemento fundamental para o crescimento do setor turístico num destino insular como os Açores.

A monitorização permanente da prestação de serviço público de transportes aéreos, entre a região e o exterior e entre as nove ilhas, tem sindo uma prioridade no sentido de que todos os açorianos possam usufruir do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel.

Em termos gerais, regista-se uma evolução positiva no Turismo dos Açores, transversal a todas as ilhas, o que significa que os turistas estão a chegar às nove ilhas do arquipélago, quer seja através do aumento do fluxo dos voos externos, quer seja por via dos reencaminhamentos inter-ilhas.

Neste sentido, temos também vindo a reforçar a conciliação da utilização dos transportes aéreos e marítimos, em pacote, de forma a facilitar a movimentação dos turistas na região. Rentabilizar as infraestruturas portuárias e as atividades turísticas conexas e complementares, relacionadas com o turismo náutico e de cruzeiros, a partir de agora, serão também uma prioridade.

O acréscimo de turistas constitui uma oportunidade para a requalificação da oferta hoteleira, bem como da hotelaria e restauração. Como reagiram estes sectores? Foram criados incentivos e instrumentos para este fim?

Um dos quatro vetores estratégicos do Programa de Governo para o setor do turismo é exatamente o da qualificação do Destino Turístico Açores, o que mostra as preocupações do executivo na qualificação e inovação em permanência nos produtos e nos serviços, de modo a garantir a consolidação de uma oferta diferenciada e exclusiva para o turista, em todas as componentes que devem compor aquilo que é o Destino Açores.

Neste sentido, a formação dos recursos humanos representa um dos desafios mais exigentes para reforçar a notoriedade do destino. Estão previstas várias medidas que visam garantir a qualificação, o intercâmbio e a reconversão de recursos humanos, assim como a qualificação e inovação dos produtos e serviços. Exemplos disso são o incentivo a programas de formação e qualificação, tanto do setor público como privado; o apoio da conversão profissional e da atualização de competências adequadas ao mercado de trabalho, em particular no atendimento ao cliente e no marketing digital e, ainda, o incentivo à criação de programas e intercâmbios profissionais (cross-exposure) e de estágios com entidades públicas e privadas noutros destinos que partilhem o mesmo tipo de características e de mercados.

Os estabelecimentos de formação na Região vão assumir, no nosso plano, um papel preponderante na preparação e reconversão de recursos humanos, com a necessária qualidade, imbuídos de arte de bem receber de forma genuína, mas identitária, que consideramos fundamental que seja reconhecida pelo nosso turista. É necessariamente um processo gradual, mas estamos convictos que as medidas preconizadas vão habilitar e facilitar uma maior capacitação na preparação de novos profissionais.

A menor acessibilidade permitiu manter os Açores num estado mais puro e imune à explosão imobiliária? Como é que este valioso ativo vai ser preservado? A inclusão do ambiente e do turismo na mesma secretaria regional é um claro reflexo da aposta do Governo Regional em afirmar os Açores como destino “certificado pela natureza”?

Sim, a criação desta Secretaria tem como principal foco uma gestão integrada destas áreas, que cremos fundamentais para o desenvolvimento dos Açores.

Efetivamente a nossa aposta tem passado, e continua a passar, por aumentar a notoriedade internacional dos Açores como um destino de Natureza de Excelência, procurando reforçar, perante os mercados externos, o nosso posicionamento em prol desta imagem e pondo em destaque as nossas caraterísticas de sustentabilidade, ambientais e paisagísticas. Esta ideia não é recente e tem vindo a ser posta em prática sucessivamente pelos últimos Governos Regionais, que sempre defenderam políticas ambientais e turísticas conciliatórias de boas práticas ambientais, salvaguardadas legalmente de forma a preservar a nossa identidade paisagística, enquanto elemento diferenciador e principal mais-valia de competição com os destinos concorrentes.

Assim, a nossa prioridade é proteger e preservar o património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades não seja comprometida no presente e no futuro. É nesta linha de pensamento que pretendemos também cuidar dos nossos visitantes, antecipando e proporcionando tudo o que necessitam, para que a experiência dos Açores seja memorável e desperte a vontade de voltar. Isso tem sido trabalhado no sentido de nos apresentarmos como um destino natural, de rara beleza, sem influências externas em si, sem vocação para massas e sendo dirigido a nichos muito específicos de visitantes que queiram ter experiências irrepetíveis.

foto-2Além do turismo de Natureza, eleito produto matriz, que outras ofertas são consideradas prioritárias?

Pretendemos atingir a verdadeira sustentabilidade através do Turismo, proporcionando aos nossos visitantes uma experiência de convidados especiais em ambiente natural, para que lhes deixe saudades e a vontade de voltar.

Sabendo da importância e do posicionamento como Destino de Natureza, não podemos esquecer todas as outras potencialidades que cada uma das nove ilhas, distintas entre si, têm para oferecer.

Assim, pretendemos promover a criação de tours ou circuitos organizados para a descoberta e exploração dos atrativos, não só paisagísticos, como também culturais e gastronómicos, ao que se acrescenta a promoção da agenda cultural e sua disponibilização aos Agentes e Alojamentos Turísticos. Ainda neste âmbito, a intenção é de georreferenciar todos os atrativos naturais e culturais e disponibilizar essa informação online, assim como de infraestruturas de apoio (oficinas, centros, assistência, áreas de serviço, áreas de descanso, etc.).

Um dos produtos que também merece algum destaque é a aposta na sofisticação dos serviços e infraestruturas relacionadas com a saúde e bem-estar, em especial na área do termalismo.

Atualmente quais são os principais mercados emissores e qual a importância dos continentais e da diáspora açoriana?

Há ainda que manter o reforço da promoção do Destino Açores, através do incentivo a novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos de mercado já sinalizados, nomeadamente com a expansão de notoriedade e a capatão de fluxos turísticos na América do Norte, enquanto mercado estratégico identificado no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores.

Quanto aos mercados emissores com maior relevo, e segundo os dados entre janeiro e setembro de 2016 na Região, o continental representa cerca de metade das dormidas, registando-se 252 132 hóspedes, num total de 509 112. Segue-se a Alemanha (12%), os EUA (6%) e Espanha (5%).

De um modo geral e segundo os dados do Serviço Regional de Estatística relativos às dormidas de janeiro a outubro, no alojamento tradicional e TER – Turismo no Espaço Rural verificou-se um crescimento de todos os mercados prioritários, com exceção da Suécia. Aqueles que apresentaram melhores resultados em 2016 e face ao ano anterior foram os EUA e a Espanha, com crescimentos da ordem dos 58,1% e 50%, respetivamente, seguidos da Holanda (22,7%), Bélgica (19,5%), Canadá (18,9%), França (17,4%), Alemanha (17,1%) e Reino Unido (14,8%).

Sabemos a importância que a Diáspora Açoriana tem na Região, fazendo dos emigrantes embaixadores dos Açores nas suas áreas de residência. Isto permite potenciar sinergias e detetar áreas de interesse entre as comunidades, reforçando a ligação entre os Açores e a Diáspora. Neste contexto, a aposta no mercado dos EUA e Canadá, não restringida às nossas comunidades emigrantes, mas sim direcionada para o grande potencial geral existente, tem sido uma aposta importante e que pretendemos reforçar.

A natureza paradisíaca do arquipélago torna-o num palco de excelência para a prática de várias modalidades desportivas, como surf, bodyboard, BTT, canyoning, trail running, entre outros. Neste âmbito, os Açores têm sido palco de inúmeros eventos desportivos de nível mundial, qual tem sido a estratégia para a sua captação e que reflexo têm tido no turismo?

Temos vindo a reforçar um trabalho já iniciado no desenvolvimento dos produtos primários para cada uma das ilhas do arquipélago açoriano. Neste sentido, uma das medidas implementada foi a georreferenciação dos recursos naturais e spots para a prática de várias modalidades como mergulho, surf e pesca desportiva e angariar e apostar em eventos de renome internacional no âmbito destas áreas, bem como do bodyboard, BTT, canyoning, trail running, parapente, etc.

Estas medidas têm permitido aumentar o grau de satisfação com a qualidade ambiental no destino e reforçar a notoriedade dos Açores no mundo, ao estimular a vontade de visita por parte de mercados de alto valor.

Para além de fortalecerem a nossa imagem como Turismo de Natureza, estas iniciativas também são aproveitadas nos nossos planos de comunicação, potenciando o nosso património natural e a especial apetência do nosso destino para um turismo ativo e de aventura. Em termos promocionais, os Açores saem imensamente beneficiados como o palco escolhido para este tipo de eventos, o que permite evidenciar as nossas particularidades paisagísticas, aumentando a nossa atratividade para este tipo de segmentos de mercado.

O Turismo dos Açores capitaliza a sua exposição associando a sua promoção ao apoio de eventos internacionais relevantes que distingam os atributos de natureza, garantindo não só as externalidades positivas do impacto direto da participação de um elevado número de participantes, como também obtendo junto daqueles nichos de mercado grande notoriedade.

Quais são os maiores desafios atuais e futuros do setor?

O Turismo dos Açores vive atualmente um dos melhores momentos da sua história, assumindo uma identidade turística muito mais fortalecida e atingindo níveis de crescimento muito superiores aos registados no passado.

No entanto, agora mais do que nunca, há necessidade de acautelar e assegurar a manutenção dos níveis de sustentabilidade ambiental e paisagística que elevam a nossa atratividade e valorizam a nossa imagem como Destino Turístico de Natureza. É também por isso que a estratégia, a partir daqui, assentará desde logo no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, uma ferramenta de trabalho que entrou em vigor em 2016 e que será fundamental para a abordagem que será feita ao setor, nos próximos anos, ao nível do marketing e comunicação. Os seus principais objetivos são alavancar a notoriedade dos Açores junto dos consumidores finais; posicionar a Região como um destino exclusivo de natureza exuberante; promover a cooperação permanente entre os intervenientes públicos e privados na sua execução; melhorar a competitividade do destino e aumentar os fluxos turísticos, tendo de forma subjacente a salvaguarda da sustentabilidade económica, ambiental e sociocultural do território.

Em termos globais, o Governo Regional propõe, para os próximos quatro anos, dar prioridade: à qualificação do destino, no que diz respeito à inovação de produtos e serviços e à consolidação de uma oferta diversificada; à promoção da sustentabilidade interna da atividade turística em todas as suas vertentes e da sustentabilidade de fluxos turísticos que resultem na criação efetiva de emprego e de riqueza; ao aumento da eficácia da promoção e ao aumento da eficiência nas acessibilidades.

Fotografias: SREAT


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