Chic by Choice garante investimento de 1,5 milhões de euros

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A startup portuguesa Chic by Choice – que se dedica ao aluguer de vestidos de criadores internacionais – é um caso de sucesso e tem merecido elevado destaque na imprensa internacional. Mas os investidores também estão atentos e reflexo disso é o fecho de uma nova ronda de financiamento de 1,5 milhões de euros. 

A empresa fundada por Filipa Neto e Lara Vidreiro tem como accionistas a Portugal Ventures, a Faber Ventures e o The Edge Group. Nesta ronda de investimento participaram os actuais accionistas e outros investidores como Paulo Mateus Pinto, CEO La Redoute Iberia, e Nuno Miller, Head of Digital Channels da Sonae e ex-CTO da Farfetch.

Com este financiamento, a startup lusa vai poder imprimir novo fôlego à entrada nos mercados inglês e alemão. Neste último, a Chic by Choice havia já dado um passo importante, em Agosto, com a aquisição da alemã La Remia.

Aquando desta operação, Filipa Neto contou à Excelência Portugal que a mesma permitia a consolidação num já significativo mercado alemão. As fundadoras do La Remia partilharam com as empresárias portuguesas o seu entusiasmo pelas conquistas da Chic by Choice. “Elas contactaram­-nos e disseram, «olhem, estamos a gostar daquilo que vocês estão a fazer, queremos perceber um bocadinho melhor quais são os vossos planos e qual é a estratégia»”, contou Filipa. Além da empatia natural sentida entre as quatro empreendedoras, era inegável a vantagem estratégica que representaria o casamento das duas empresas. “Por um lado elas tinham todo o conhecimento do mercado local na Alemanha, e por outro, este já estava a representar, dependendo do mês, o nosso segundo ou terceiro mercado”, admitiu.

 

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Foto: DR

 

Equipa internacional de cientistas utiliza método pioneiro para “desqueimar” ossos

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Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lideram uma equipa internacional que está a desenvolver um método, pioneiro a nível mundial, para resolver um dos grandes problemas dos cientistas forenses: a caracterização biológica rigorosa de vítimas desconhecidas com base nos seus restos mortais queimados, em situações complexas como acidentes de avião ou ataques terroristas.

Quando os ossos são queimados, “a sua estrutura e dimensão são alteradas, tornando difícil a tarefa de identificar sexo, idade e estatura”, explica David Gonçalves, do Centro de Investigação em Antropologia da Saúde (CIAS), acrescentando que, “por exemplo, essas informações podem ser importantes para estabelecer a identificação positiva de uma vítima desconhecida.”

O especialista em ossos da UC sabe bem a dificuldade que estes casos levantam e, por isso, colocou o problema a Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho, da Unidade de I&D “Química-Física Molecular”, que utilizam luz e feixes de partículas de alta energia para estudar estruturas biológicas a nível molecular.

A esta equipa juntaram-se mais três investigadores, dois deles do Reino Unido, tendo avançado para um método que usa feixes de neutrões para avaliar as mudanças ocorridas quando os ossos são submetidos a processos de queima.

As designadas técnicas de espectroscopia vibracional fornecem informação impossível de obter por outras vias: “com recurso a lasers, feixes de neutrões e radiação de infravermelho, conseguimos avaliar a estrutura submicroscópica do osso, ou seja, ver como compostos seus constituintes estão organizados, permitindo saber, por exemplo, quanto tempo esteve exposto a temperaturas elevadas, que tipo de explosivo foi usado, etc.”, esclarecem Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho.

Na prática, os investigadores pretendem obter um factor de correção das dimensões alteradas por processos de queima, permitindo rapidamente encontrar as características e tamanho originais dos ossos”. É como “desqueimar” o esqueleto.

As primeiras experiências realizadas com o feixe de neutrões do Laboratório de Investigação ISIS – Harwell Campus (Science & Technology Facilities Council, Reino Unido) em amostras de ossos humanos indicam que o método é promissor.

As amostras utilizadas são provenientes de ossadas não reclamadas que foram doadas à Colecção de Esqueletos Identificados do Século XXI alojada no Laboratório de Antropologia Forense da Universidade de Coimbra.

Se tudo correr como previsto, dentro de três a quatro anos, cientistas forenses e bioarqueólogos terão ao seu dispor “uma ferramenta fiável, rápida e de baixo custo para avaliar as mudanças ocorridas nos ossos queimados. O problema dos métodos métricos que usamos actualmente para construir o perfil biológico é o seu grau de fiabilidade, que é baixo”, observa David Gonçalves.

Apesar de ainda ter muito trabalho pela frente, a equipa está confiante em obter um instrumento de correcção pioneiro que terá um forte impacto em múltiplos cenários, “quer em contexto arqueológico quer em contexto forense, nomeadamente em situações de crime, terrorismo e acidente, entre outros.

Fonte: UC
Foto: DR

 

Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência descobrem que o sistema imune afeta a evolução de bactérias do intestino

IGC-RodentFacility-14A nossa saúde depende fortemente da diversidade de bactérias que habitam o nosso intestino e da forma como o sistema imune tolera essa diversidade ou responde às bactérias patogénicas para prevenir doenças. Num estudo publicado esta semana na revista científicaNature Communications*, investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) descobriram que quando o sistema imune do hospedeiro é comprometido, a composição de bactérias do intestino muda, e o ritmo e a previsibilidade do processo de adaptação dessas bactérias são afetados.

Este estudo sugere que o tratamento de patologias intestinais que resultam de um sistema imunitário deficiente, tais como a doença inflamatória intestinal, pode requerer terapias baseadas em medicina personalizada que tenham em conta a composição individual das bactérias intestinais.

Esta investigação, liderada por Isabel Gordo e Jocelyne Demengeot, é o primeiro trabalho experimental que confirma a hipótese de que o sistema imune influencia a evolução das bactérias do intestino. O intestino é um ambiente altamente complexo, tendo as bactérias aí residentes de se adaptar e evoluir para lidarem de forma eficiente com os diferentes estímulos, incluindo a dieta diversificada que ingerimos todos os dias. Isto origina cada vez mais diversidade de bactérias, que necessitam de ser controladas pelo nosso mecanismo de vigilância, o sistema imunitário, de modo a evitar doenças. Já se sabia que surgem patologias quando o sistema imunitário falha e há disrupção na comunidade de bactérias do intestino. Mas uma ligação direta ou indireta entre o sistema imunitário e a evolução de bactérias ainda não tinha sido provada.

A equipa de cientistas do IGC investigou como é que a Escherichia coli (E. coli), uma das primeiras bactérias a colonizar o intestinodepois do nascimento, evolui em ratos saudáveis e em ratos que não possuem linfócitos, os glóbulos brancos do sistema imune.Enquanto em animais saudáveis são observadas rápidas adaptações metabólicas à dieta, as mudanças são mais lentas em ratosimunologicamente comprometidos, onde o sistema imune não funciona corretamente. Os investigadores observaram ainda que o mesmo tipo de adaptações benéficas ocorria em todos os ratos saudáveis que foram estudados. No entanto, nos animais que não possuemlinfócitos, foram observadas grandes variações entre indivíduos, tornando difícil prever o curso de evolução das bactérias naqueles animais. João Batista, estudante de doutoramento e primeiro autor do estudo, explica: “Nós observámos que esta característica se deve amudanças na composição da comunidade de bactérias no intestino, que é mais semelhante em indivíduos com um sistema imune saudável e bastante mais diversificada em animais com um sistema imune comprometido. ”

“Foi possível desenvolver este trabalho de investigação porque no IGC há um espírito de cooperação que junta grupos de investigação de diferentes áreas de ação. Assim, integrámos os nossos conhecimentos sobre evolução e imunologia para estudar as complexas interações existentes entre o sistema imune dos vertebrados, composto por inúmeras células diferentes, e a microbiota intestinal, tambémcomposta por inúmeras bactérias diferentes. Aprendemos que o sistema imune funciona como um normalizador da composição de bactérias do intestino”, comenta Jocelyne Demengeot.

Isabel Gordo acrescenta: “O nosso trabalho mostra que é possível prever a evolução das bactérias comensais em organismos saudáveis, mas o mesmo não acontece em organismos com problemas no seu sistema imune. Assim, o uso de terapias generalistas para tratar pessoas que sofrem de patologias intestinais resultantes de um sistema imunitário deficiente, como é o caso da doença inflamatória do intestino, pode não ser a melhor abordagem. Em vez disso, devem ser consideradas terapias baseadas em medicina personalizada, que tenham em conta a composição de bactérias do intestino de cada pessoa.”

Recentemente, o trabalho desenvolvido por esta equipa que antecedeu este estudo foi distinguido com o Prémio PLOS Genetics Research Award 2015. Este estudo foi financiado pelo Conselho de Investigação Europeu e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

* Barroso-Batista, J., Demengeot, J., and Gordo, I. (2015) Adaptive immunity increases the pace and predictability of evolutionary change in commensal gut bacteria. Nature Communications. DOI: 10.1038/ncomms9945

Créditos da fotografia: Roberto Keller (IGC).

Soraya Gadit, CEO da InoCrowd, agraciada com Prémio Femina 2015

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Soraya Gadit, fundadora e CEO da InoCrowd foi agraciada por ter contribuído para o prestígio de Portugal e da Lusofonia nas áreas do Empreendedorismo e da Inovação. 

O Prémio Femina foi criado em 2010, para agraciar as Notáveis Mulheres Portuguesas. Na celebração do Quinto Aniversário da sua fundação procedeu ao alargamento do âmbito das suas destinatárias, que serão as Notáveis Mulheres Portuguesas e da Lusofonia – oriundas de Portugal, dos Países de Expressão Portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no Mundo, pelo Conhecimento e pelo seu relacionamento com outras Culturas. Foram sete as mulheres agraciadas com esta distinção.

A edição comemorativa do seu Quinto Aniversário foi realizada com jantar e cerimónia de entrega do Prémio Femina 2015, no dia 28 de Novembro de 2015, no Salão Macau do Museu do Oriente, em Lisboa, onde as agraciadas receberam o prémio pelos membros da Comissão de Honra (João Micael, Amadeu Leitão Nunes, Delmar Maia Gonçalves e Pedro Ferreira de Carvalho).

Receber este prémio significa o reconhecimento do meu trabalho e também é o resultado do sucesso da InoCrowd e da minha equipe. 

A Inocrowd é  uma Startup que visa estabelecer uma relação directa entre o mundo académico ou de alguém que tenha uma solução – Solver – e o mundo empresarial – Seeker, procurando diminuir o GAP / distanciamento existente entre ambos.

Soraya Gadit é uma das fundadoras da InoCrowd, que surgiu a 20 de janeiro de 2011. Soraya é formada em Ciências Farmacêuticas pela FFUL (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e tem um MBA em Finanças e Gestão pela AESE.

Em declarações à Excelência Portugal, a empreendedora salientou que “receber um prémio que personagens tão ilustres como por exemplo a Dra. Manuela Ramalho Eanes, Dra. Maria Barroso, Dra. Maria de Belém e Professora Elvira Fortunato já receberam é para mim um enorme orgulho. Inspira-me e dá-me força para continuar a trabalhar de forma a valorizar ainda mais o conhecimento e promover a inovação das nossas empresas e universidades”.

Agraciadas com o Prémio Femina 2015 e a Comissão de Honra

Lista completa das agraciadas:

Prémio Femina de Honra
Georgina de Mello
Directora-Geral da CPLP

Por méritos relevantes na Excelência Profissional
Albina Assis Africano

Por mérito nas Letras: Literatura – Investigação e ensino de Literaturas Lusófonas
Inocência Mata

Por mérito nas Letras: Literatura – Poesia e ficção
Ana Mafalda Leite

Por mérito nas Ciências: Investigação relevante
Fátima Cardoso

Por méritos relevantes na Excelência Profissional, e, que tenha contribuído para o prestígio de Portugal e da Lusofonia: Empreendedorismo e inovação
Soraya Gadit

Pela Divulgação da Cultura de Matriz Portuguesa no estrangeiro e na Lusofonia
Sónia Matias

Fonte: Matriz Portuguesa/Prémio Femina
Fotos: DR/João de Sousa

 

Doctor Gummy – Guloseimas saudáveis

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A portuguesa Doctor Gummy preocupa-se com a saúde humana e quer ajudar na resolução da preocupante obesidade infantil. Esta empresa social  procura desenvolver soluções mais saudáveis do que aquelas que são disponibilizadas pelo mercado e fabrica guloseimas naturais e saudáveis.

Sugar Tax: esta é a mais recente campanha do famoso chef britânico Jamie Oliver que propôs ao seu Governo a imposição de um novo imposto específico para bebidas/alimentos com muito açúcar como os refrigerantes. Desta forma, os preços destes produtos subiriam levando a uma redução da sua compra e consumo. A ideia é, portanto, desencaminhar a população britânica do seu atual rumo em direção a doenças como a obesidade e diabetes devido a um consumo excessivo de açúcar.

No entanto, esta ideia foi recentemente rejeitada pelo Primeiro-ministro britânico que, segundo alguns, foi pressionado por lobbys da indústria alimentar para não aceitar a proposta. Mas porque é tão importante para a indústria alimentar manter o açúcar tão presente nas nossas vidas?

Já foi mostrado por muitos que o açúcar é viciante. Isto significa que alguns produtos são mais vendidos quando têm mais açúcar. Tirar ou reduzir o açúcar de determinados alimentos ou bebidas pode representar para algumas empresas perda de muito dinheiro. Assim, estas lucram à custa da saúde e bem-estar de muitos. Ao que isto já chegou.

Outro grande problema está relacionado com medicamentos para crianças aos quais é frequentemente adicionado açúcar (até 90%) para os tornar mais apetecíveis, já que por vezes é difícil convencer uma criança a tomar um medicamento cujo sabor não lhe agrada. O resultado da ingestão deste tipo de medicamentos é que, para resolver um problema de saúde, criamos outros como cáries, obesidade e diabetes infantil.

Tudo começou quando Nuno Santos, engenheiro químico, se deparou pela primeira vez com este problema enquanto trabalhou como voluntário com crianças às quais eram administrados medicamentos com grandes quantidades de açúcar, na Associação das Escolas Jesus, Maria, José no Porto. Decidiu então explorar novas ideias para tornar os medicamentos mais aliciantes para crianças sem a adição de açúcar. “Nenhuma criança gosta de medicamentos, mas todas gostam de guloseimas” diz o investigador ao P3 do Público. Depois de meia-dúzia de anos de experiências com folhas, cascas e raízes em diferentes laboratórios e universidades europeias, em 2014, o engenheiro químico Nuno Santos criou algo que “engana o cérebro e leva-o a acreditar que é doce” e pode finalmente concretizar esta ideia. Registou duas patentes nacionais e uma internacional.

Assim surgiu a Doctor Gummy que pretende ajudar na resolução desta epidemia de obesidade infantil. Esta empresa social portuguesa fabrica gomas, chupa-chupas, rebuçados, pastilhas e chocolates 100% naturais e saudáveis e com 0% de açúcar, adoçante, glúten, lactose, corantes, aromatizantes e conservantes artificiais.

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A empresa aposta simultaneamente em dois mercados: indústria alimentar, como guloseima saudável vendida em cadeias de supermercados, e na indústria farmacêutica sendo um medicamento um dos componentes das guloseimas.

A Doctor Gummy terá guloseimas para todos os gostos. Relativamente à gelatina usada no fabrico das suas gomas, por exemplo, haverão três formulações: gomas com gelatina de porco, gomas com gelatina de vaca (halal) e gomas com gelatina vegetal (para vegetarianos).

Outra grande vantagem é a ausência de corantes artificiais que são os principais responsáveis pela intolerância de muitas crianças à gelatina. A Doctor Gummy dá cor às suas guloseimas usando legumes e vegetais como a abóbora, a cenoura e os espinafres. Enquanto que a maioria das marcas tradicionais usam entre 1 e 3% de fruta, esta empresa portuguesa usa 20%.

Estes são apenas alguns dos factos que convenceram os investidores a apostarem nesta ideia. O projeto recebeu um investimento direto no valor de 25.000€. Entretanto, já recebeu vários prémios, como o 2º lugar no prémio do jovem empreendedor da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). Mais recentemente, arrecadou o primeiro prémio do concurso Creative Business Cup na área de Inovação na Saúde, em Copenhaga. Já se está também a discutir a possibilidade de apresentar a ideia em Sillicon Valley.

A Doctor Gummy ainda nem lançou o produto e já recebeu encomendas imensas como a de um distribuidor francês: 42 milhões de euros para vendar pela Europa. Estas guloseimas serão distribuídas em 132 países incluindo, claro, Portugal. A nível nacional poderá encontra-las em várias cadeias de supermercados a partir deste Natal.

Como se não bastasse, a Doctor Gummy é uma empresa social. Isto significa que os lucros serão reinvestidos no negócio ou entregues a organizações sociais de forma a promover valores sociais em cinco áreas: Saúde, Educação, Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade, tornando a DoctorGummy a primeira empresa certificada “Vitamina S”.

Por fim, Nuno Santos anunciou que pretende publicar em breve um livro que incentive o empreendedorismo social partilhando casos nacionais e conselhos práticos que aprendeu com a sua mais recente aventura.

Fontes:

http://www.bbc.com/news/health-34576006

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3283760/Cameron-says-no-sugar-tax-PM-not-read-report-suggests-levy-tackle-obesity-crisis-critics-accuse-influenced-food-giants.html

http://p3.publico.pt/vicios/gula/18942/estas-gomas-saudaveis-sao-portuguesas-e-premiadas

http://www.creativebusinesscup.com/article/world-champ-creative-entrepreneurs-2015


Fotos: DR

Ana Ferraz vence Prémio Nação Inovadora

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O júri do Prémio Nação Inovadora escolheu a investigadora barcelense Ana Patrícia Ferraz como vencedora deste prémio promovido pela Audi e a SIC Notícias. O resultado foi divulgado esta segunda-feira. 

Após a primeira fase que contou com 25 candidatos, Ana Patrícia Ferraz chegou à final com Gonçalo Fortes, fundador e CEO da Prodsmart e Miguel Neiva, designer fundador da Color Add.

Fico muito satisfeita por terem reconhecido o meu trabalho. Foram oito anos de investigação, trabalho e dedicação para chegar a uma solução que poderá ajudar a salvar vidas – Ana Patrícia Ferraz

Inovar e construir algo diferente, que contribuísse para a qualidade de vida das pessoas. É o lema de Ana Patrícia Ferraz que a levou à conquista do campeonato nacional e mundial da Microsoft Imagine Cup, na Rússia, há dois anos (na categoria de cidadania). Sempre com com o foco firmemente colocado na área da saúde.

Foi durante a licenciatura em Informática para a Saúde do Instituto Politécnico do Cávado e  Ave (onde leccionou) que começou a desenvolver um protótipo de um sistema para a determinação de testes pré-transfusionais de sangue, que desempenham um papel essencial nas situações de emergência médica. O protótipo realiza em cerca de 5 minutos os testes ABO e Rh, permitindo que se administre sempre um tipo de sangue compatível quando se faz uma transfusão. Ana acredita vivamente que este sistema pode salvar vidas.

Atualmente encontra-se a concluir o doutoramento em Engenharia Electrónica e Computadores na Universidade do Minho, além de ser mestre em Bioinformática pela mesma Universidade. É autora e co-autora de 13 publicações internacionais em jornais e conferências da especialidade.

Fonte: Nação Inovadora
Foto: Licínio Almeida, da Audi, com Ana Patrícia Ferraz e Francisco Maria Balsemão, do grupo Impresa (DR)