Inforyou pretende melhorar a imagem dos portugueses

 

A aplicação fornece informações das lojas e produtos relacionados com moda

foto inforyou1
O sonho de Afonso Gama Prole de criar uma empresa na área da moda nasceu no Verão do ano passado, mas foi a partir de Setembro deste ano que o projecto começa a ganhar visibilidade. A Inforyou é uma rede social centrada no local search e no acommodation system. O primeiro permite aos utilizadores acederem às lojas de marcas de vestuário e adicionar a localização do estabelecimento. Por seu lado, o accomodation system garante a possibilidade de fazer check-in e publicar fotografias. No entanto, a aplicação tem uma novidade recente. Qualquer pessoa pode saber se alguma celebridade comprou determinado artigo nas lojas ou se a marca é amiga do ambiente.

A Start-Up conta com quatro pessoas e pretende conquistar um nicho de mercado “que não está desenvolvido”. A Inforyou quer estar presente em Portugal e Reino Unido, em particular na capital britânica, embora também esteja no horizonte crescer no resto da Europa e Estados Unidos. Numa primeira fase, a promoção tem sido feita aos bloggers de moda, às marcas e a determinadas personalidades, além da aposta nas várias redes sociais.

As preocupações com a imagem também já chegaram aos homens. Nos últimos anos surgiram várias empresas com os mesmos serviços da Inforyou. O projecto tem factores de distintivos em relação às restantes marcas. O CEO explica que “as pessoas podem ter uma opinião mais profissional acerca das marcas, consultar a informação do produto quando estão nas lojas, além de estar constantemente actualizada”.

O apoio aos jovens empresários é uma realidade que assegura oportunidade. Afonso Gama Prole assegura que “os bancos e as empresas de investimento auxiliam no arranque das start-up”, mas confidencia que “não procurámos financiamento para o projecto”. O jovem acredita que o empreendedorismo vai ter impacto social em Portugal nos próximos anos.

Foto: DR

 

Raize – Startup do ano em Economia Digital

raize

Raize, a plataforma de empréstimos online, conquistou título Startup do ano na cerimónia de entrega de prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI, a organização que se dedica à promoção da Economia Digital em Portugal.

Já foi no passado dia 24 de Setembro, que António Marques, Afonso Eça e José Maria Rego, os fundadores da Raize, subiram ao palco para receber o prémio Startup do ano, entregue pelos prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI – Associação da Economia Digital, que tem como missão a promoção e o desenvolvimento da Economia Digital em Portugal.

A portuguesa Raize é uma plataforma online que possibilita os empréstimos entre pessoas e empresas, onde são as pessoas que emprestam directamente às empresas portuguesas. No fundo, pretende ser uma fonte alternativa de financiamento para empresas, bem como de investimento para particulares. Não é a primeira vez que a startup portuguesa conquista um lugar de destaque. Ainda em Julho, arrecadou a menção honrosa nos Prémio Inovação NOS.

Os prémios Navegantes XXI distingue anualmente o que de melhor se faz na Economia Digital em Portugal e reserva ainda uma categoria Prémio Carreira, que reconhece uma personalidade que se tenha destacado ao longo do seu percurso profissional na promoção e desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento e da Economia Digital no nosso país. Este ano o destaque foi para Francisco Pinto Balsemão, presidente do Conselho de Administração da Impresa SGPS SA, presidente da SIC (Sociedade Independente de Comunicação), membro do Conselho de Estado e primeiro-ministro de Portugal entre 1981 e 1983.

Fonte: Raize
Foto: DR

Equipa de Físicos da Universidade de Coimbra demonstrou forma inovadora de estudar o hidrogénio

Rui_Vilão_1

Investigadores da Universidade de Coimbra integram equipa de investigação que dá hoje mais um passo na compreensão do intrigante hidrogénio. O trabalho foi desenvolvido em parceria com físicos de Berlim, de Inglaterra e do Texas. Os muões são partículas elementares com carga eléctrica, semelhantes aos electrões, mas com uma massa 207 vezes superior, podendo apresentar carga positiva ou negativa.

O estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e por fundos europeus,  demonstra que os muões positivos apresentam uma configuração química semelhante à do hidrogénio. O investigador do Centro de Física da UC e líder da equipa de investigação, Rui Vilão, reforça que o estudo que “possibilita um avanço substancial na compreensão do papel do hidrogénio”.

Em linguagem simples, ilustra o físico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, “podemos dizer que o muão funciona como um sósia ou como o duplo de um filme. Mas enquanto no cinema o duplo substitui o ator principal, o muão não cumpre essa missão. Serve unicamente para estudar as características “secretas” do protagonista do filme.” Rui Vilão admite que a demonstração realizada poderá trazer muitas vantagens no desenvolvimento e melhoramento de aparelhos electrónicos, uma vez que os resultados obtidos assumem particular relevância para “a física de semicondutores. Este tipo de materiais constitui a base de imensas aplicações de grande importância (díodos, transístores, LEDs, células solares ou lasers, entre muitos outros), e caracteriza-se pela extraordinária sensibilidade das propriedades à presença de impurezas”.

O físico reforça ainda que o “hidrogénio conta-se entre as impurezas mais comuns e por isso entre as de maior relevância (o prémio Nobel da Física de 2014 destacou trabalhos nesta área). A espectroscopia do muão positivo (de que a equipa de Coimbra é pioneira em Portugal) permite obter informação microscópica detalhada sobre o hidrogénio, de outra forma inacessível”.

Ao compreender melhor o hidrogénio, através de espectroscopia de muões positivos, a equipa espera contribuir para o desenvolvimento da física de semicondutores. O trabalho foi publicado na revista científica “Physical Review B”.
Fontes: Universidade de Coimbra e Rádio Universidade de Coimbra
Foto: DR

 

Estudantes da FEUP vencem competição mundial de previsão de consumos de energia elétrica

feup2

Três equipas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), compostas por finalistas do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores (do ramo de Energia), conquistaram o 1.º, 2.º e 5.º lugares na “Fall 2015 In-class Short Term Load Forecasting Competition”, um concurso internacional de previsão de consumos de energia elétrica promovido pela Universidade de Charlotte (EUA).

Esta competição, realizada no âmbito do curso “Energy Analytics”, destinava-se à participação de qualquer entidade mundial, universidades, empresas ou investigadores com interesse em técnicas matemáticas e em modelos computacionais de previsão. Aos participantes foi pedido que conseguissem prever, para cada hora do dia seguinte, os consumos da região do Estado da Virgínia (EUA), durante cinco dias. O desafio seria atingir erros próximos dos conseguidos pelas previsões da PJM, o operador da rede de transporte do leste dos EUA que opera um dos maiores e mais competitivos mercados grossistas de eletricidade do mundo. Além de garantirem o 1.º e o 2.º lugares, duas das equipas da FEUP conseguiram bater as melhores previsões da PJM, tendo sido os únicos participantes a arriscar fazê-lo.

A participação dos estudantes da FEUP foi uma iniciativa extra-curricular que decorreu no âmbito da Unidade Curricular de TPRE – Técnicas de Previsão. Claúdio Monteiro, professor na FEUP e responsável por esta participação dos estudantes no concurso, acredita que estes bons resultados demonstram a “qualidade do trabalho realizado nas nossas universidades”. O professor reforça ainda que “o desempenho ultrapassou mesmo o melhor que a indústria do setor consegue neste momento, o que é impressionante tendo em conta que são ainda estudantes a terminar a licenciatura”, enfatizando ainda que a participação das universidades neste concurso costuma ser de elevada qualidade. Para Cláudio Monteiro, “estes resultados criam um sentimento de confiança muito valioso para os desafios destes futuros engenheiros”, desafiando empresas portuguesas como a REN e EDP a lançar concursos semelhantes a este, garantindo que “ficariam seguramente surpreendidos com os resultados”.

Fonte: UP
Foto: DR

 

Aquicultura – Madeira é uma referência (entrevista à Drª Natacha Nogueira)

aquicultura

Portugal apresenta um consumo elevado de peixe per capita (aprox. 60kg/habitante/ano) e importa a maioria do pescado que consome. A UE também é deficitária nesta área e recorre à importação, em vários continentes, de mais de 70% do pescado consumido.

Tendo em conta a redução dos stocks naturais de peixe,a aquicultura afigura-se, cada vez mais, como uma solução e actividade económica de elevado potencial. O nosso país, na Costa Sul e na Ilha da Madeira, possui condições muito interessantes para a produção em aquicultura em mar aberto (offshore). 

Na Madeira, esta actividade é desenvolvida por duas empresas, a Aquailha e a Ilhapeixe. A produção atinge já as 650 toneladas e representa um volume de negócios superior a um milhão de euros. A principal espécie produzida é a dourada cujos destinos principais são o continente, Espanha e de uma forma residual para a Venezuela.

O desenvolvimento da actividade pode contar com apoios comunitários e prevê-se a duplicação da produção actual, em como a introdução de novas espécies.

O Governo Regional teve um papel importante no desenvolvimento desta actividade com a criação da primeira piscicultura piloto: o Centro de Maricultura da Calheta. Esta estrutura presta apoio técnico às empresas,através da investigação em novas espécies e na promoção da formação.

imageedit_1_9190907817
A Excelência Portugal quis saber mais sobre o potencial desta actividade na Madeira e entrevistou a Drª Natacha Nogueira. Esta bióloga desenvolveu uma tese de mestrado nesta temática e possui vasta experiência desenvolvida no Centro de Maricultura da Calheta.
A Madeira pode tornar-se uma referência  produção de peixe em cativeiro, a par dos países nórdicos, como a Noruega, na criação de salmão ?

Equiparar a produção actual madeirense à produção dos países nórdicos seria presentemente pouco sensato. A balança consumo/produção aquicola é ainda muito deficitária, mesmo a nível nacional. Se assumirmos que os portugueses são os maiores consumidores de peixe na União Europeia, com uma média anual de 56 quilos de peixe per capita e que a produção aquícola atingiu em 2012, somente as 10.317 toneladas (dados do INE), compreende-se facilmente a fragilidade do sector a nível regional e nacional. Ainda assim, as 450 toneladas produzidas na Região Autónoma da Madeira (RAM), representam no cômputo geral uma percentagem significativa da produção nacional de dourada em águas marinhas (895 toneladas) (dados do Plano Estratégico para Aquicultura 2014-2020).

À semelhança do cenário nacional, o principal destino da produção regional é o mercado nacional. A entrada nos mercados internacionais é de difícil acesso para as pequenas-médias empresas (caso das actuais empresas estabelecidas), sem apoios governamentais e sem uma estratégia de mercado concreta, que poderia passar pela diferenciação do produto final. Apesar de tudo, a RAM oferece condições de excelência para a produção aquícola, que resulta da combinação de factores ambientais, institucionais e económicos. Uma temperatura média elevada das águas do mar e a sua baixa amplitude anual, quando comparadas com as da Europa continental são os factores ambientais determinantes para o mais rápido crescimento dos peixes e consequentemente um menor ciclo de produção. Por outro lado, o regime de baixa ondulação e a rara ocorrência de tempestades permitem a utilização de jaulas de cultura estandardizadas para mar aberto (inshore e offshore), com acesso fácil e regular às mesmas para efectuar trabalhos de alimentação e manutenção. Assim sendo, entende-se facilmente o facto da Região poder vir a destacar-se no plano nacional, pelas condições que oferece para a produção em zonas costeiras ou de mar aberto, de espécies como a dourada (a única produzida actualmente), ou mais recentemente espécies como o pargo, sargo e charuteiro.

Que papel tem o Centro de Maricultura da Calheta nesta actividade e como se relaciona com as empresas?

O Centro de Maricultura da Calheta (CMC) surge como uma referência de apoio aos produtores. Na sua estratégia de funcionamento o CMC colabora com as diferentes entidades envolvidas na produção aquicola através da divulgação da actividade, realçando a sua importância económica, bem como a sua promoção e integração junto dos consumidores. As linhas orientativas do CMC têm por base o apoio aos produtores na procura de diversificação de espécies de cultura com prioridade para espécies de alto valor de mercado e com possibilidade de acrescentar valor através da transformação pela indústria regional. Os trabalhos realizados visam não só o desenvolvimento das espécies em questão em cativeiro, como procuram averiguar e divulgar a qualidade das mesmas do ponto vista nutricional.

Nesse sentido, o CMC está estabelecido como uma das únicas (senão a única) maternidades de alevins de dourada em Portugal. Apesar de insuficiente para abastecer as necessidades actuais de produção local, o CMC continua a investir em projectos de investigação para o desenvolvimento de novas espécies. Projecto como o PARGOGEN e o +PEIXE (com fundos comunitários) foram exemplo da participação e papel fundamentais do Centro para o aparecimento de novas espécies, como é o caso do pargo. Mais recentemente, foi estabelecido um acordo entre a ARDITI- Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação Tecnológica e Inovação, que tem como base a criação de um projecto para valorização do ouriço-do-mar, com o apoio do Observatório Oceânico da Madeira da Direcção Regional de Pescas e do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto.

a escolha da(s) espécie(s) a produzir terá que seguir uma selecção criteriosa e, preferencialmente, baseada em conhecimentos científicos, bem como no potencial de utilização comercial da(s) mesma(s)

Quais os critérios para introdução de novas espécies?
Uma ressalva para o facto de o aparecimento de novas espécies no mercado não ser um processo rápido, se entendermos que para poder fechar um ciclo de produção integral, há primeiro que investigar: criação de ovos embrionados através de uma unidade de reprodução; engorda de alevins (peixe que sai do ovo e que se alimenta de zooplâncton); engorda de juvenis e finalmente dos reprodutores. Como cada espécie se desenvolve num meio com características específicas (de iluminação, quantidade e qualidade correcta de alimentos, temperatura, salubridade da água, quantidade de oxigénio dissolvido na água, etc.), a escolha da(s) espécie(s) a produzir terá que seguir uma selecção criteriosa e, preferencialmente, baseada em conhecimentos científicos, bem como no potencial de utilização comercial da(s) mesma(s). Contudo, a engorda de espécies como o charuteiro (divulgado recentemente por uma das empresas locais), é parte constituinte do processo de aquicultura que permite simultaneamente a colocação de uma nova espécie no mercado, de crescimento rápido e com elevado poder de transformação- ex. filetes.
Estamos no momento certo. A aquacultura inshore ou offshore é uma das grandes áreas de investimento previstas no novo pacote financeiro comunitário, que vigorará entre 2016 e 2020. A RAM tem a materia prima, o know how técnico, e o capital humano necessario para  contribuir significativamente para o aumento da expressão do sector na economia nacional.
Recentemente, o presidente do Governo Regional adiantou que no próximo ano serão apoiados novos projectos ao nível da aquacultura, estimando que a produção na Madeira poderá crescer até às 3.500 toneladas. Estamos perante um dos sectores económicos com maior potencial na ilha?

Para fazer frente as necessidades actuais do sector aquícola nacional, é necessário que localmente se adoptem soluções articuladas e integradas com o sector nacional e que vão de encontro ao Plano Estratégico para Aquicultura Portuguesa no horizonte temporal de 2014-2020: “Aumentar e diversificar a oferta de produtos da aquicultura nacional, tendo por base princípios de sustentabilidade, qualidade e segurança alimentar, para satisfazer as necessidades de consumo e contribuir para o desenvolvimento local e para o fomento de emprego”.

Uma vez mais, a colaboração entre insitituições como o CMC, o Observatorio Oceânico da Madeira, a Universidade da Madeira e os produtores locais assume maior relevancia. Só assim será possivel compreender rapidamente os requisitos nutricionais das espécies potenciais; desenvolver dietas especificas para reprodutores que permitam a sua domesticação; compreender as necessidades nutricionais das diferentes fases do ciclo de vida; melhorar estratégias de alimentação com base no uso de produtos agrícolas e sub-produtos pesqueiros e compreender as necessidades do mercado local e nacional de uma forma competitiva.

Estamos no momento certo. A aquacultura inshore ou offshore é uma das grandes áreas de investimento previstas no novo pacote financeiro comunitário, que vigorará entre 2016 e 2020. A RAM tem a materia prima, o know how técnico, e o capital humano necessario para  contribuir significativamente para o aumento da expressão do sector na economia nacional. Agora só faltam investidores….

 

Fontes: Cluster do Mar, Funchal Notícias, Dnoticias.pt e DN
Foto: DR/CUT

Vidago Palace vencedor no World Luxury Hotel Awards

01_6110741715007d88c3852f[1]

O hotel da Belle Epoque Vidago Palace, foi o vencedor na categoria de Best Luxury Hotel SPA pelo World Luxury Hotel Awards, que distingue a excelência na hotelaria de luxo no mundo.

O Vidago Palace foi – pela segunda vez consecutiva – vencedor deste prémio considerado o mais prestigiado prémio internacional na área da saúde e bem-estar.

A celebrada água gasocarbónica vidaguense, aliada à tecnologia de ponta é (uma das) combinações vencedoras que favoreceu a conquista do galardão internacional. O espaço concebido pelo arquitecto Siza Vieira, aposta na melhor tecnologia para os seus tratamentos, do qual se destaca o Iyashi Dôme, a tecnologia nipónica que tem o enfoque na purificação, emagrecimento e regeneração celular, oferecendo assim resultados incomparável a nível da beleza e bem-estar, aos seus clientes.

vidago_palace_51__6346576915542507381a75[1]

O hotel projectado pelo Rei D. Carlos I, que almejava a construção de uma estância terapêutica de luxo com projecção internacional, foi fundado em 1910. Já nesta altura, as águas da Vila de Vidago eram consideradas benéficas para a saúde e de interesse nacional. O SPA, por sua vez foi inaugurado em 2010.

Fotos: DR

 

Caldas da Rainha inaugurou Rota Bordaliana

caldas-da-rainha-diurno[1]

A Rota Bordaliana – roteiro cultural e artístico que homenageia Rafael Bordalo Pinheiro e a tradição cerâmica das Caldas da Rainha – foi inaugurada a 17 de outubro, numa sessão presidida pelo Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado.

A Rota Bordaliana integra-se numa candidatura a fundos comunitários denominada “Caldas Comércio e Cidade”, no âmbito da qual também se estão a realizar as várias obras da regeneração urbana. O seu custo foi de 122,1 mil euros, sendo comparticipada a 85% por fundos comunitários.

No ano em que a fábrica de Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro comemorou os seus 130 anos, produziu mais de 20 figuras de cerâmica, algumas construídas à escala humana para integrar esta rota cultural.

A autarquia já havia inaugurado uma rã de 1,4 metros, na rotunda da Av. 1.º de Maio, em frente à estação de comboios, o primeiro ponto de passagem da Rota Bordaliana. Quando Bordallo Pinheiro se deslocava para as Caldas da Rainha, fazia-o de comboio, entrando na cidade precisamente naquele local, daí este ser o primeiro ponto da Rota.

O conhecido Zé Povinho, a Saloia, o Padre Cura, rãs, gatos, sardões, caracóis, folhas de couve, entre outros elementos característicos da estética Bordalliana estão espalhados pelas ruas da cidade, em fachadas de prédios e até penduradas em árvores!

12079461_10203498210535349_85214965905720506_n
Jéssica Gonçalves, actualmente aluna do Instituto Politécnico de Leiria, idealizou esta rota e sugeriu a criação da mesma no âmbito da  PAP (Prova de Aptidão Profissional).

A então estudante do Curso Técnico de Turismo da Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO) não imaginava que o seu trabalho acabaria por se tornar realidade.

O Município acolheu a ideia, que depois desenvolveu e aprofundou.

Presente na inauguração, a jovem referiu que “adorou o resultado final”.

Percurso longo e curto
Pensada para ser percorrida a pé, a Rota Bordaliana oferece um percurso mais longo, que demora aproxidamente duas horas a ser percorrido: começa no Largo da Estação, passando por vários pontos turísticos, relacionados com o artista e com o seu trabalho.

Fazem parte desta proposta edifícios com painéis e fachadas de azulejo, ver peças toponímicas únicas, peças à escala humana e ler sobre episódios da vida de Rafael Bordalo Pinheiro, vivendo, assim, um pouco da história da cidade, terminando na Fábrica de Faianças e Casa Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Foi pensada uma Rota mais curta, de cerca de uma hora, mas em que os locais indicados são só os que têm as peças cerâmicas de grande escala. Este percurso termina igualmente na Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro.

Os visitantes poderão percorrer os vários pontos a partir de orientações da aplicação instalada no telemóvel, a CityGuide Caldas da Rainha.

Pontos / Localização com peças à escala humana:
1. Largo de Estação/Rotunda da Avenida 1º Maio – Rã boca aberta grande; Rã gigante sentada; Palmatória nenúfar; Azulejo rãs pequeno c/ nenúfar;
2. Avenida da Independência/ Em cima do Quiosque – Abelha;
3. Rua Padre Emílio/Hemiciclo João Paulo II – Padre (coberto);
4. Praça 25 de Abril – Zé Povinho (coberto);
5. Praça 5 de Outubro / Em cima do Quiosque – Lobo s/ peanha;
6. Rua Dr.Leão Azedo/Fachada da Rodotejo – 60 andorinhas Pretas e Brancas;
7. Rua Almirante Cândido dos Reis/ Edifício da Junta de Freguesia Nª Sra. Do Pópulo – Folha de Couve;
8. Rua Doutor Leonel Sotto Mayor / Edifício do CCC – Ama das Caldas (coberto);
9. Rua Capitão Filipe de Sousa/Edifício da Loja da Reabilitação Urbana – 1 Sardão;
10. Edifício da Loja do Turismo (interior) : 4 Sardões;
11. Loja do Turismo (exterior): Polícia; Sardão; 2 Caracóis;
12. Topo da Praça da República / área verde – 2 grupos de cogumelos; 2 tartarugas;1 sardão;
13. Largo José Barbosa – Saloia (coberto);
14. Parque D. Carlos I – Gato a caçar (coberto); gato irritado (coberto); 6 macacos pendurados na “aldeia dos macacos”.

Fontes: Turismo do Centro e CMCR
Fotos: DR

Sara Barros Leitão ganhou no Brasil, Prémio Melhor Actriz

149456_598886096795633_107646952_n[1]

A actriz Sara Barros Leitão que protagonizou o filme “Pecado Fatal”, acaba de ser distinguida com o Prémio Melhor Actriz no FESTICINI – Festival Internacional de Cinema Independente que acaba de acontecer no estado de São Paulo no Brasil. Este é o décimo prémio para o filme “Pecado Fatal”.

A longa-metragem PECADO FATAL de Luís Diogo, produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo recebe assim a sua décima distinção, depois de ter sido a longa-metragem da ficção portuguesa, mais premiada em 2014. Tendo integrado o TOP 10 da cinematografia lusófona, as distinções foram chegando de festivais internacionais no Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.

Sara Barros Leitão já anteriormente tinha sido nomeada para os Prémios SOPHIA e GLOBOS DE OURO de melhor catriz, pelo papel de Lila no filme PECADO FATAL.
Tendo-se formado em interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo, começou a sua carreira na série Morangos com Açúcar onde interpretou o papel de Jennifer Brown. A sua carreira tem acontecido entre o teatro e a televisão, nomeadamente nas séries “Olhos nos Olhos” (TVI), “Sentimentos” (TVI), “Laços de Sangue” (SIC), “Doida por Ti” (TVI), “Mundo ao Contrário” (TVI), “I Love It” (TVI), “Bem-Vindos a Beirais” (RTP), “Água de Mar” (RTP), “Jardins Proibidos” (TVI) e “Poderosas” (SIC).

PECADO FATAL é a sua primeira participação de fundo no cinema.

 

SARA BARROS LEITÃO (em entrevista)

775712_596196310397945_1644425544_o

Sara Barros Leitão, nasceu no Porto em 1990 e formou-se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo. Ao longo do seu percurso, teve como professores António Capelo, João Paulo Costa, Maria do Céu Ribeiro, Nuno Pino Custódio, Luís Madureira, Sandra Mladenovic ou Kuniaki Ida.

Trabalha regularmente em Televisão, e o seu trabalho na mini-série “Mulheres de Abril” valeu-lhe a nomeação para Melhor Actriz Secundária nos Prémios Áquila 2014 e nos prémios Fantastic Televisão 2014. Atualmente interpreta “Inês” na produção da SP/SIC “Poderosas”.

Em Cinema destacam-se as longas-metragens “Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus” e “Pecado Fatal”, com o qual foi nomeada para Melhor Actriz Cineuphoria 2015, Melhor Actriz de Cinema pelos Prémios Sophia 2015 e também pelos Globos de Ouro. Participou em dezenas de curtas metragens nos últimos anos, das quais se destaca o filme “SARA”, com o qual ganhou o Prémio de Melhor Actriz no Festival CLAP 2012.

É uma voz assídua nas locuções publicitárias para rádio e dobragens de filmes e desenhos animados, mas é em Teatro que se sente completamente feliz.

Estreou-se com o papel de “Julieta”, na tragédia “Romeu e Julieta”, dirigida por Eduardo Alonso e produzida pelo Teatro do Bolhão. Trabalhou com encenadores como Victor Hugo Pontes, Natália Luiza ou Joaquim Nicolau, e passou por companhias como Teatro do Bolhão, Teatro Meridional, Teatro Rápido, Palco 13, Plataforma 285, Teatro do Vestido, etc.

Apesar de acreditar que o Teatro não são só palavras, a literatura assume um papel fundamental na sua vida. Neste momento, desdobra-se entre o trabalho como actriz, formadora, a direcção artística da companhia Carruagem e a licenciatura em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

sbl3

- O que te fascinou na história e levou a aceitar o convite?
A personagem Lila tem uma força incrível, era algo muito diferente do que alguma vez me foi proposto. Não encaixava nada no perfil de personagens que normalmente me apresentam, por causa da aparência. Esta era uma jovem mulher com força, com mágoa, com personalidade vincada, que sabia o que queria. Foi por isso que quis fazê-la.
- Que importância teve para ti a participação em “Pecado Fatal”?
Teve a importância de todos os projectos que abraço: a aprendizagem. O que me move na vida é aprender, e sem dúvida que fazer este filme foi uma enorme aprendizagem profissional e pessoal.
– Esperavas o sucesso internacional que o filme obteve e continua a obter?
Não, de todo. Houve até alturas em que pensei que o filme não iria ter força para sair da gaveta, sendo uma produção altamente independente. Por isso, fico sempre surpreendida com cada nova conquista.
- Consideras que não obstante os constrangimentos financeiros temos cinema de Excelência? Como vês o cinema no nosso país?
A excelência só se conquista se existir pluralidade, diversidade. Em Portugal só fazemos dois ou três géneros de filmes, com dois ou três realizadores e produtores. Enquanto não ultrapassarmos esta barreira de produção, será impossível atingir a excelência. Seria muito presunçoso dizer que dos quatro ou cinco filmes que se fazem em Portugal por ano, há pelo menos um deles que é sempre de excelência. Só o facto de se produzirem tão poucos filmes é sinónimo de que estamos longe disso.
- Porque achas que o público não acorre às salas para ver filmes nacionais de qualidade ? Teremos um défice de cultura cinematográfica?
Não há pessoas a verem filmes portugueses porque as pessoas não gostaram dos filmes portugueses que viram antes. Parece-me muito simples. E isto não é um problema das pessoas, nem do seu gosto. É assim e pronto. Eu vivo, em grande parte, da bilheteira dos meus espectáculos, se o público não gostar do género de espectáculos que a minha companhia faz, não vai voltar a sair de casa para ter uma má experiência, pois não? Se eu vou a um restaurante e não gosto, não volto lá tão cedo. Se da segunda vez que voltar, continuar a não gostar, não volto mais de certeza. Não vou pagar por uma coisa que não me agrada. Não quer dizer que o restaurante seja mau: simplesmente não é o que eu gosto. A parte curiosa é que há restaurantes cheios e há salas de cinema cheias. Mas também há restaurantes vazios e salas de cinema vazias. A diferença é que os donos do restaurante, como não têm subsídios para fazer comida que só eles gostam, ou fecham o restaurante, ou reinventam a sua forma de cozinhar. Em Portugal a comida continua a mesma, porque os cozinheiros têm a barriga cheia e porque a culpa é sempre só dos clientes que não vão lá jantar.
Fotos: DR

 

Artigo relacionado

PECADO FATAL no CHICHESTER FILM FESTIVAL (entrevista a Sara Barros Leitão)

Universidade de Coimbra participa em consórcio europeu para avaliar o impacto da polimedicação em idosos

3[1]

 Apesar de representar um sério problema na população idosa, especialmente nos idosos que vivem sozinhos e/ou em condições de saúde frágil, a polimedicação é um tema que ainda tem merecido pouca atenção. Para contrariar esta tendência e promover a implementação de regulamentação em países onde esta ainda não existe, como é o caso de Portugal, investigadores e especialistas da Alemanha, Espanha, Grécia, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia reuniram-se em consórcio para estudar o impacto da polimedicação e adesão à terapêutica na saúde dos idosos.

Com um orçamento global de um milhão de euros, financiado pelo 3º Programa Europeu de Saúde, o projeto intitulado SIMPATHY (Stimulating Innovation Management of Polypharmacy and Adherence in The Elderly) é coordenado pelo Governo da Escócia.

A equipa portuguesa, liderada pelo Ageing@Coimbra, é constituída por seis investigadores das Faculdades de Farmácia e de Medicina da Universidade de Coimbra (UC), contando ainda com a colaboração da Universidade de Lisboa (UL). O Ageing@Coimbra é um consórcio que visa a valorização do papel do idoso na sociedade e a aplicação de boas práticas em prol do seu bem-estar geral e de um envelhecimento ativo e saudável. O seu principal objetivo é melhorar a vida dos cidadãos idosos na Região Centro de Portugal através de melhores serviços sociais e cuidados de saúde, assim como da criação de novos produtos e serviços inovadores e o desenvolvimento de novos meios de diagnóstico e terapêuticas. A atividade, competência e inovação do Ageing@Coimbra foram reconhecidas pela União Europeia (UE) com a classificação da região de Coimbra como Região Europeia de Referência para o Envelhecimento Ativo e Saudável, um estatuto único no território português, sendo que na UE existem 32 no total.

Considerando que temos uma população envelhecida, a polimedicação desadequada “é um problema gravíssimo de saúde pública, com gastos enormes quer para o Estado quer para as famílias. As complicações de saúde geradas pela polimedicação são imprevisíveis, exigindo respostas urgentes por parte dos decisores políticos”, nota João Malva, coordenador científico do Ageing@Coimbra.

A equipa do SIMPATHY está a identificar estudos de caso que ilustrem o estado de desenvolvimento da polimedicação e da gestão da adesão à terapêutica dos idosos em diferentes estados membros da União Europeia, e vai elaborar um guia de boas práticas, dirigido aos profissionais de saúde, especialmente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos. O projeto visa também fornecer recursos para apoiar os decisores políticos na criação de regulamentação nesta matéria, promovendo a mudança na prática de cuidados de saúde e de política para obter melhores resultados de saúde a partir do uso de medicamentos em idosos em toda a União Europeia.

O estabelecimento de regulamentos é uma matéria de elevada importância uma vez que um dos maiores desafios da sociedade europeia prende-se com as alterações demográficas e o rápido crescimento da população com mais de 65 anos, que evoluirá de 87 milhões de pessoas (em 2010) para 148 milhões em 2060.

 

Fontes: Universidade de coimbra e www.ageingcoimbra.pt
Foto: polypharmacyinitiative.com

 

ACEInt: Casos de Sucesso de Internacionalização no Sector TIC na Euroregião Norte de Portugal Galiza

BICMINHO Start-up (3)

Na passada quinta-feira, dia 28 de Outubro, no auditório da AIMinho em Braga, o BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação promoveu o workshop “ACEInt: Casos de Sucesso de Internacionalização no Sector TIC na Euroregião Norte de Portugal Galiza”.

A criação de um modelo de negócios assente na realidade do mercado internacional, bem como o estabelecimento de parcerias, foi essencial para o sucesso – André Vieira de Castro

Na sessão de abertura, André Vieira de Castro, Presidente do BICMINHO, sublinhou a relevância deste “projeto transfronteiriço, na estratégia europeia que caminha no sentido da criação de macrorregiões, onde seguramente se insere o Norte de Portugal e a Galiza”. Apontou ainda o caminho “começamos por traçar o diagnóstico, onde verificámos a carência do sector TIC na definição de um modelo e de um plano de negócio diferenciador e de sucesso. Este foi o ponto de partida, solidificar essa tomada de consciência, e a partir daí o desafio foi criar e construir um caminho de parceria e de investida transfronteiriça, com o objetivo de gerar a diferença entre a concorrência. A criação de um modelo de negócios assente na realidade do mercado internacional, bem como o estabelecimento de parcerias, foi essencial para o sucesso. Temos de marcar a diferença, temos de ter uma oferta acrescida de vantagem.”. BICMINHO Start-up (2)

RESULTADOS DE SUCESSO: PORTUGAL GALIZA

Foram apresentados os resultados e casos de sucesso de internacionalização de empresas TIC da região do Minho, com especial destaque para a cooperação com a Galiza. O projeto foi apresentado a 17 de setembro de 2014 e assentou em três grandes blocos: um sistema de vigilância de oportunidades de negócio; um acelerador de novas empresas TIC; e uma Escola Internacional de Empreendedorismo TIC, uma vez que há uma grande lacuna de recursos humanos no sector.

Na globalidade do projeto, e até a momento, com a implementação desta metodologia verificam-se os seguintes resultados: a criação de um centro de recursos sobre internacionalização, a realização de meia centena de boletins sobre oportunidades de negócio, 18 empresas assessoradas e 8 tecnologias valorizadas. 20 projetos foram acelerados, 18 empresas start-up, 16 empresas com aceleração de financiamento e meia centena de pessoas foram formadas em técnicas de internacionalização.

Com todos os parceiros, foi possível criar a Escola de Empreendedorismo Internacional para empresas TIC da Euroregião Norte de Portugal-Galiza. Ao BICMINHO coube a responsabilidade de desenvolver os Programas de Internacionalização, composto de 8 módulos de on-site training e mentoring que cobrem os aspetos fundamentais da internacionalização como o marketing, legislação, comercialização, abordagem a novos mercados…).

 

Destaque ainda para a participação de uma delegação de 10 start-ups tecnológicas nacionais na  FEIRA ACEINT – A tecnologia na nova economia, realizada na Cidade da Cultura em Santiago de Compostela que contou com a presença de perto de 100 empresas TIC da Euroregião. NQDA- Negro Esquisso, Sétima, Slim Business Solutions, Plako, Northweb, Digital Species, Scale2Go, Ludik 380, Displr e Design by Bessa constituíram a delegação portuguesa que, no seu conjunto, empregam já 50 trabalhadores e atingiram em 2014 uma faturação superior a 1 milhão e meio de Euros, dos quais cerca de 20% foram para o mercado externo.

 

TESTEMUNHO TECNOLOGIA NACIONAL

Rui Paupério da SLIM Business Solutions (www.slimbs.com) e Moisés Campos da PLAKO (www.plako.eu) foram as tecnológicas nacionais que apresentaram o seu testemunho na primeira pessoa, partilhando a sua experiência e dando a conhecer as dificuldades sentidas bem como as soluções encontradas para vencer nos mercados internacionais.

 

A sessão contou ainda com a participação de Pedro Fraga, CEO da empresa F3M – Information Systems como keynote speaker. O experiente empresário de referência do sector TIC em Portugal lançou a discussão sobre os desafios e oportunidades de como internacionalizar no setor TIC, na perspetiva não só de empresário e especialista TIC, mas também como Director da ANETIE e como investidor e business angel.

 

ACEINT – Empreender sem fronteiras com sucesso

Criar, financiar e internacionalizar. São estas as ajudas que o BICMINHO tem vindo a oferecer aos empreendedores, start-ups e PME do setor TIC para lançarem os seus projetos empresariais com sucesso e ganharem na inovação global. Para além do apoio técnico especializado no desenvolvimento e internacionalização de modelos de negócio TIC e na obtenção de financiamento ao arranque, o BICMINHO coloca à disposição das empresas do setor TIC um conjunto de ferramentas de informação de novas oportunidades de negócio internacionais, estudos de tendências TIC e de vigilância tecnológica, e rondas de investimento com investidores nacionais e espanhóis.

 

O projeto ACEint – Empreender sem fronteiras (www.aceint.eu), desenvolvem-se com a parceria da Universidade de Santiago de Compostela e do  IGAPE – Instituto Galego de Promoción Económica da Galiza. Tem como objetivo fomentar a criação e internacionalização de empresas TIC com forte impacto positivo setores estratégicos de especialização inteligente da Eurorregião Norte de Portugal-Galiza. Trata-se de um projeto de cooperação transfronteiriça com investimento total de 837.000 Euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no valor de 627.750 Euros, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

 

Sobre o BICMINHO

O BICMINHO – CENTRO EUROPEU DE EMPRESAS E INOVAÇÃO é uma instituição sem fins lucrativos, certificada pela União Europeia com o EU-BIC para a promoção do Empreendedorismo e da Inovação, através do apoio à criação de novas empresas e à modernização e internacionalização das PME.

Com 15 anos de atividade, o BICMINHO atua ao serviço do interesse público da região e do país, tendo já apoiado a criação de mais de 200 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 93%, responsáveis pela criação de mais de 2.500 novos empregos e de um volume de negócios global em 2014 superior a 30 milhões de euros. Na área da Inovação Empresarial e Internacionalização o BICMINHO apoiou mais de 500 PME, que empregam mais de 8.000 trabalhadores em termos globais representam mais de 650 milhões de euros de volume de negócios, das quais 150 foram apoiadas ao nível da internacionalização.

O conceito EU-BIC (European Union Business and Innovation Centre) são um caso de sucesso com mais de 30 anos da intervenção da União Europeia. Criados em meados da década de 80 pela DG REGIO (então DG XVI), os EU-BIC promovem a criação de novas empresas inovadoras e ajudam as PME a inovar, através do apoio à inovação, incubação e internacionalização, promovendo o desenvolvimento económico das regiões, criando novos empregos e desenvolvendo novas ou PME existentes, atuando como um importante agente de desenvolvimento regional.

Os EU-BIC são um exemplo clássico de como as atividades financiadas pela União Europeia podem e devem ter um impacto concreto no crescimento económico e no aumenta da competitividade europeia. Em termos globais, os mais de 150 EU-BIC criaram milhares de novos negócios e dezenas de milhares de novos empregos qualificados e sustentáveis.

Em 2013 os mais de 150 EU-BIC apoiaram em termos globais 12.300 empreendedores que deram origem à criação de 3.000 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 90%, e ajudaram a captar cerca de 284 milhões de euros em investimento, incluindo financiamento público, bancário e de risco. Geraram cerca de 13.000 novos empregos em start-ups e PME, com um investimento público muito eficiente de cerca de 8.800 euros por cada emprego criado. http://ebn.eu/sharedResources/users/59/Infographics_EBN_2014.pdf.

 

 

Mais informação em www.bicminho.eu e em www.ebn.eu.

Fotos: DR