“Biodiversidade para todos”, de Milene Matos, venceu o Prémio Internacional Terre de Femmes 2015 e o prémio atribuído pelo público

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“Biodiversidade para todos”, de Milene Matos, venceu o Prémio Internacional Terre de Femmes 2015 e o prémio atribuído pelo público

O prémio Terre de Femmes. Instituído pela Fundação Yves Rocher,  pretende homenagear o trabalho das mulheres que, por todo o mundo, contribuem para salvaguardar o mundo vegetal e para melhorar o meio ambiente, agindo simultaneamente para o bem-estar da sociedade. Com este prémio, a investigadora recebe 10 mil euros da Fundação Yves Rocher, o que lhe vai permitir incutir um novo ímpeto ao projecto.

Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro (UA) confessou na sua página do Facebook que “uma coisa era ganhar o prémio do Público, para o qual tive todo o apoio da Universidade de Aveiro, FMB, amigos, colegas, comunicação social e mesmo perfeitos desconhecidos (…)  Outra era o Grande Prémio Internacional do Júri. Um júri entendido, de pessoas conceituadas que não conheciam nada mais de mim além do meu trabalho.”.

Responsável pelo projecto “Biodiversidade para Todos”, Milene Matos tem usado o património natural, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco para erguer um serviço educativo com funções pedagógicas, mas também sociais e de promoção e protecção da biodiversidade local. Aquando da vitória na componente nacional da competição, a Excelência Portugal entrevistou a bióloga.

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Nunca nos meus sonhos mais rebuscados contava ganhar esse título, concorrendo com mulheres e projectos tão importantes, nobre e dignos. Estou como que entorpecida, foram muitos sentimentos… Sinto na verdade uma espécie de culpa por ter ‘varrido’ a competição, não havia mais canecos para trazer…

E como afirma Milene Matos, “Já se fala do Buçaco na TV Francesa…”

http://information.tv5monde.com/terriennes/milene-matos-biologiste-amoureuse-de-la-foret-nationale-de-bucaco-au-portugal-25962

 

fotos: DR

Primeiro Gin Tinto do mundo é português

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Começou esta semana a ser distribuído, no mercado nacional o Tinto Red Gin Premium, o primeiro gin tinto do mundo, produzido por uma empresa de Valença.

Com um custo, por garrafa, de 29.80 euros, as primeiras 5.000 garrafas já estão vendidas. O empresário, João Gueterres, já tem ingredientes em maceração para poder produzir mais cinco mil litros da bebida.

João Guterres tem 63 anos de idade e está ligado ao sector há cinco décadas. Cerca de 600 das primeiras 5.000 garrafas seguem para Angola, existindo vários contactos da Bélgica, da Holanda e também do Luxemburgo.

O Gin Tinto “made in Valença” tem 14 ingredientes, com destaque para o aneto, loureiro, nevêda, folha de Salgueiro, flor de sabugueiro, ervas de São Roberto, erva cidreira, Lúcia Lima, folha de eucalipto, o alecrim, alfazema, e o cítrico da casca da laranja verde, papoilas e amoras silvestres e perico, um fruto típico de Valença.

 

foto: DR
fonte: Rádio Geice

Porto é o destino europeu preferido dos norte-americanos

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O Porto está mesmo no top das preferências. Desta vez, a Invicta foi eleita como destino europeu preferido dos norte-americanos, de acordo com uma sondagem efectuada pelo site Airbnb.

De acordo com a análise, é destacado o vinho do Porto, as festas na época do Verão, as igrejas históricas e a arquitectura dos edifícios.Seguem-se as cidades de (Itália), Lyon (França), Budapeste (Hungria) e Dublin (Irlanda).

Para o Airbnb, o top cinco dos destinos europeus foi uma surpresa, uma vez que se esperava que nessa lista estivessem cidades como Paris, Londres ou Roma.

 

fonte: http://blog.airbnb.com/top-travel-trends-5-european-cities-on-the-rise/

foto: Externato Santa Clara

 

Pictomed – um projeto de Design Inclusivo (entrevista)

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A Pictomed constitui um projeto de Design Inclusivo com o propósito de desenvolver uma linguagem universal que permita o consumo de medicamentos de forma adequada. O projeto surge após a constatação de que as bulas dos medicamentos possuem frequentemente uma linguagem pouco acessível à compreensão do público em geral. Acresce que pessoas invisuais ou com deficiência motora encontram ainda uma panóplia maior de limitações neste mesmo sentido.

O projeto foi criado por duas jovens, de igual modo empreendedoras e criativas portuguesas, nomeadamente Sara Agostinho  e Romina Fernandes. Ambas formadas em Design Gráfico, pela Escola Superior de Artes Aplicadas, em Castelo Branco.

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Quais as motivações que levaram, duas formadas em em Design Gráfico/ Comunicação, se fundirem num projeto ligado à área da saúde? Para além de efetivamente procurarem um mundo mais inclusivo.

O projeto Pictomed surgiu em 2009, quando na cadeira de tipografia, foi proposto a ambas as promotoras um exercício, que consistia em aplicar diferentes tipografias, corpo de texto e cor, numa bula de medicamento e compreender como essas alterações influenciavam a legibilidade do documento. Quando a fundadora Romina Fernandes se deparou como este pequeno exercício afectava a  leiturabilidade da bula, questionou-se como fariam as pessoas com problemas de visão para terem acesso a uma informação com tamanha relevância.

Foi neste contexto que surgiu a ideia de criar uma solução, tentando aliar as nossas competências técnicas a uma necessidade real. O fato de não ser direcionado à nossa área de formação, não é inédito, pois em design de comunicação, é comum deparamo-nos constantemente com trabalhos de temáticas que não dominamos. Contudo tivemos desde inicio a consciência de que a área em que nos estávamos a inserir (saúde) é sensível. Todos os produtos e serviços são criados com normas mais estandardizadas, aplicando regras para o cidadão comum, a nossa motivação passou principalmente por incluir pessoas que não se enquadram normalmente nesses padrões, mas que têm os mesmos direitos à informação. Para além disso também pretendemos conferir maior qualidade de vida, pois as pessoas poderão ser mais autónomas e consequentemente mais ativas.

Estima-se que “cinquenta por cento da população mundial não toma corretamente a medicação”. Dados que não ficam à margem da atenção, de que modo se pode afirmar que a alteração (complemento) à apresentação das bulas e medicação possa contribuir para a diminuição do uso incorreto do medicamento?

Um medicamento é concebido com finalidade curativa, contudo a sua eficácia não depende meramente da sua composição mas também de outros fatores, que se traduzem numa administração correta. Sendo a bula a principal fonte de informação oficial disponibilizada, acreditamos que esta não é acessível a um conjunto de pessoas. O nosso objetivo é complementar a informação atual, para uma toma mais eficaz e rápida.

A nossa solução teve como principio a criação de pictogramas, que representam através de desenhos os conceitos tangíveis do processo de toma dos medicamentos. A linguagem visual é um forte recurso na transmissão de mensagens, facilitando assim a comunicação, pois é mais simples e direta. O nosso cérebro tem tendência para reter melhor a informação visual.

Nesse sentido a Pictomed criou um sistema de pictogramas que caracterizam aspectos como: horário, dosagem, modo de toma e patologias, etc. de modo a personalizar a terapêutica a cada pessoa. Acreditamos que este será um grande contributo para a  diminuição do uso incorreto do medicamento, pois a informação está disponibilizada em cada caixa, num formato de autocolantes, com grande dimensão e contraste. Estes estarão sempre presentes no ato da toma, relembrado assim ao consumidor qual o modo certo de tomar a sua medicação.

De que modo procuram alcançar este mesmo objetivo?

Nos últimos meses a Pictomed esteve a desenvolver o protótipo, para testar e validar em contexto real, de modo a comprovar a eficácia e funcionalidade do sistema. Para nós, como designers, é importante compreender as reais necessidades dos utilizadores, para desenvolver um produto que seja totalmente inclusivo. O nosso objetivo é que o nosso produto chegue ao público pretendido, para isso neste momento estamos à procura de recursos financeiros, por exemplo investimento e parcerias, para o desenvolvimento do produto e angariar os recursos necessários. Em paralelo a equipa da Pictomed está a preparar uma campanha de Crowdfunding, prevista para breve.

Quais as grandes vitórias alcançadas até à data? É possível verificar que se encontram presentes em Farmácias da Covilhã e Fundão, qual a área geográfica de influência que a Pictomed procura alcançar?

A primeira vitória foi o passaporte para o empreendedorismo, que deu a grande possibilidade de continuar com projeto, pois ambas as promotoras tinham um trabalho fixo e não tinham total disponibilidade para o seu desenvolvimento. Esta bolsa proporcionou a dedicação a tempo inteiro, tendo sempre como foco a Pictomed.

Outras grande vitória alcançada até hoje, foi conseguirmos mover pessoas, que acreditam no projeto e que têm contribuído para a evolução do mesmo. Todas elas com diferentes ambivalências desde: gestão, financeira, consultoria , social media, relações públicas, ciências farmacêuticas e medicina, têm acrescentado valor ao projeto, com os seus feedbacks nas diversas áreas.

E por último a mais importante de todas, tem sido ver o impacto do projeto implementado nas farmácias, as pessoas referem que é uma mais valia e que entendem melhor a terapêutica, temos testemunhos como o da D.Clementina “que giro…existem ideias realmente muito giras, esta é muito prática e necessária” ou como o da farmacêutica Catarina, (na Farmácia de Oeiras, onde foi realizado um beta testing): “O projeto é magnífico, está muito bem desenvolvido e é muito pertinente”. Para nós tem sido impressionante, a receptividade ao projeto e corresponder aos ideais para o qual foi desenvolvido.

Sendo um projeto de design inclusivo, não podemos afirmar que temos uma zona geográfica de atuação especifica, pois pretendemos que a Pictomed esteja em todo o lado. Contudo houve a necessidade de selecionar algumas farmácias para a realização dos beta testing, neste caso selecionamos a zona da capital e no interior do País, por espelharem realidades bastante diferentes e assim obtermos diferentes feedbacks.

A equipa é atualmente constituída por mais dois elementos, contando com o apoio de quatro instituições, de entre elas o Governo Português. Será de prever a longo prazo um aumento nestes setores correto? Quais os grandes objetivos a alcançar daqui em diante?

Como referimos, neste momento a nossa equipa já conta com um conjunto de elementos das mais variadas áreas. A longo prazo pretendemos aumentar a equipa, pois quanto mais diversificada for, mais valências terá o projeto. O nosso objetivo passa também por obter apoio e parcerias de instituições /associações ligadas à área da saúde.

Na próxima fase, a Pictomed pretende desenvolver a Mobile APP, pois será um grande complemento ao sistema, e ajudará sobretudo pessoas invisuais. Esta terá outras funcionalidades importantes, como por exemplo os alarmes.

O grande passo a alcançar será produção e comercialização do produto, fazendo assim chegar o sistema Pictomed junto do seu público alvo e também alcançar outros mercados internacionais. Pretendemos assim, ajudar a criar uma sociedade mais justa e informada, e este será o nosso contributo para um mundo melhor.

Por último, seguindo num outro sentido, gostava de compreender como os mundos de ambas criadoras se encontraram, assim como numa ótica de mensagem, qual o conselho que dariam para pessoas que juntas procuram desenvolver um projeto. (O que é necessário em termos informais, entre outros aspetos)

O nosso caminho cruzou-se durante a Licenciatura, e teve continuidade no Mestrado. Durante o Mestrado ambas as criadoras estavam a desenvolver projetos de Design Inclusivo para o sector da saúde e ambos tinham o mesmo intuito: investigar, desenvolver e simplificar informação para um nicho específico, e perceber como o design poderia ter um contributo tão importante na componente social. Ambas somos apaixonadas por desafios e pela nossa área de formação, sempre quisemos aliar os nossos conhecimentos a algo que fosse realmente útil para a sociedade. Após a conclusão do Mestrado, cada uma seguiu o seu rumo. Até que julho de 2014 surgiu a oportunidade de nos juntarmos e continuar a Pictomed. Mais do que colegas de trabalho somos amigas, apesar do principal fator que nos uniu nesta aventura, foi partilharmos a mesma vontade de contribuir com o nosso trabalho para melhorar a vida das pessoas.

O principal conselho que podemos deixar é fazerem aquilo que realmente gostam e que acreditam. A escolha da equipa é sem dúvida o maior desafio de qualquer projeto, pois mais que competências técnicas, é necessária paixão e empenho a cem por cento, seja qual for o seu papel. Outro conselho que podemos deixar é não ficar fechado em casa, é importante criar rotinas e ter um local específico para trabalhar. No nosso caso, optámos por uma incubadora e tem sido bastante interessante a troca de sinergias com outras startups. Por último, mas também muito importante, não tenham medo de falar sobre o vosso projeto, a partilha de ideias com pessoas das mais diversas áreas, e que provavelmente já passaram por experiências semelhantes, faz-nos “pensar fora da caixa”.

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[Para mais informações acerca da Pictomed pode consultar os seguintes links: www.pictomed.pt; www.facebook.com/Pictomed. Ou ainda entrar em contacto através de pictomed@gmail.com.]

 

fotos: DR

Laboratório Português de Hidrobiologia e Ecologia no topo Mundial

ICBAS

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, distinguiu o Laboratório de Hidrobiologia e Ecologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), sediado em Atlanta. A distinção consistiu no Certificado de Desempenho obtido no âmbito do programa Ensuring the Quality of Urinary Iodine Procedures (2014EQUIP).

Como pode ler-se no site deste instituto (http://www.cdc.gov/labstandards/equip.html), o iodo é um micronutriente que o corpo usa para criar hormonas tiroideias que são absolutamente essenciais ao crescimento, desenvolvimento e metabolismo ao longo de toda a vida de uma pessoa. Estima-se que as desordens resultantes de deficiência de iodo afectem mais de um milhar de milhões de pessoas por todo o mundo. Por exemplo, a deficiência de iodo é a maior causa (prevenível) de problemas de atraso mental no Mundo. Assim, se percebe melhor a importância de criar, testar e normalizar métodos muito precisos para a quantificação de iodo (normalmente pela urina) nas populações.

O Laboratório de Hidrobiologia e Ecologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar foi distinguido, passando a pertencer a um grupo restrito de entre 183 laboratórios espalhados por todo o mundo. A distinção reconhece aquele laboratório da Universidade do Porto como parceiro capaz de realizar, com sucesso, o doseamento de iodo em urina humana, através de um dos métodos certificados para o efeito. Criado em 1993 e liderado por Adriano Bordalo e Sá o Laboratório de Hidrobiologia do ICBAS desenvolve a sua actividade nas áreas do ensino de Ecologia (ao nível de licenciatura e mestrado em Ciências do Meio Aquático, incluindo em cursos europeus) e da investigação multidisciplinar em domínios que dão desde a ecologia estuarina até à cólera em África, passando por biorremediação de zonas contaminadas por hidrocarbonetos, biogeoquímica associada aos ciclos do azoto e enxofre, estados larvares e juvenis de peixes, modelização de sistemas estuarinos e na carência de iodo em seres humanos – área onde foram agora distinguidos.

Este é mais um reconhecimento à investigação de excelência realizada nas Universidades Portuguesas, que ainda esta semana foi novamente reconhecida pela instituição de ranking internacional U-Multirank (http://excelenciapt.com/site/?p=1437).

Universidades portuguesas reconhecidas entre as melhores do mundo

Universidade NovaSeis universidades nacionais destacaram-se com nota máxima nos rankings do U-Multirank 2015: Aveiro, Coimbra, Lisboa, Minho, Nova de Lisboa e Porto

A segunda edição do ranking global U-Multirank foi recentemente divulgada e estas seis universidades obtiveram nota máxima – 10 valores – estando bem posicionadas comparativamente com as 1200 instituições de ensino superior de 85 países diferentes que este estudo engloba.
O U-Multirank é um estudo compilado e financiado pela Comissão Europeia no montante de 2 milhões de euros e o seu sistema de classificação é inovador, pois permite classificações multidimensionais, baseadas numa gama muito mais alargada de fatores do que as outras classificações internacionais.
Segundo a página da Comissão Europeia em Portugal, “A ideia é evitar classificações simplistas que possam originar confusões nas comparações entre as instituições de diferentes tipos ou esconder diferenças significativas ao nível da qualidade dos cursos da mesma Universidade”. Assim, em http://www.u-multirank.eu o utilizador tem a possibilidade de construir uma classificação personalizada baseada nas suas necessidades específicas.
A ferramenta de análise comparativa do desempenho das instituições baseia-se em 31 indicadores, organizados em 5 grupos distintos: ensino e aprendizagem, investigação, transferência de conhecimento, orientação internacional e envolvimento regional. Os autores salientam que cada instituição pode apostar em áreas de especialização diferentes, pelo que não pretendem fazer um “ranking das melhores do mundo”.
De acordo com a análise divulgada, no geral as seis universidades nacionais destacam-se sobretudo na investigação, enquanto falham na transferência de conhecimento e no ensino/aprendizagem.
Um especial destaque para a Universidade Nova de Lisboa (na imagem do topo encontra-se a Faculdade de Economia), que para além de ser a minha universidade, é a universidade portuguesa com maior número de pontuações máximas, com 13 critérios classificados na categoria A.

Apesar de o ensino superior português ainda ter muito que trilhar, é muito positivo este reconhecimento internacional por um novo estudo que tem sido bastante bem acolhido pela comunidade académica. Parabéns às Universidades!

Universidade Lisboa

Universidade de Lisboa

Universidade Minho

Universidade do Minho

Universidade Coimbra

Universidade de Coimbra

Universidade Aveiro

Universidade de Aveiro

Universidade Porto

Universidade do Porto