A Red Bull Air Race está de volta a Portugal

redbullairraceA mais importante competição internacional de aviões regressa em setembro de 2017 às margens do rio Douro. O anúncio do calendário oficial de 2017 vem confirmar um regresso há muito aguardado e acontece precisamente dez anos depois da estreia da competição no nosso país.

Red Bull Air Race regressa às paisagens do Douro nos dias 2 e 3 de setembro, com o Porto a corresponder à sexta e antepenúltima etapa do calendário. A etapa ficou na história do desporto português, com um recorde de público que ultrapassou um milhão de espectadores nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia.

O Director Geral da Red Bull Air Race GmbH, o austríaco Erich Wolf, não esconde o seu entusiasmo perante uma das mais sonantes novidades da décima temporada do Campeonato do Mundo; “Estamos muito animados com o regresso da Red Bull Air Race a Portugal, que é uma das etapas preferidas do público e dos pilotos. Este ano o calendário vai evoluir de sucesso em sucesso, com cada etapa a adquirir um significado especial, seja pelo histórico do desporto ou por se tratar de uma estreia num cenário único. Estamos especialmente orgulhosos por trazer de volta ao rio Douro esta corrida de alta velocidade a baixa altitude e estou certo que cada piloto e cada equipa tudo farão para ser coroados no Porto perante os aplausos de milhares de fãs”.

A Red Bull Air Race é um evento consensual e transversal que toca públicos muito diversificados. É, por isso, uma grande conquista para a cidade voltar a receber em festa esta prova que traz um enorme retorno económico directo à cidade, à região e a Portugal –  Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto

O Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Dr. Melchior Moreira, reforça que “os números estão aí para confirmar a potencialidade turística de um destino: quase 7 milhões de dormidas no final de 2016 e a importância cada vez mais crescente deste sector para a economia nacional. Nem questiono a importância que os grandes eventos internacionais assumem nestes resultados. Somos hoje reconhecidamente um palco de grandes eventos internacionais que nos trazem um retorno imensurável.  Ter no nosso território a Red Bull Air Race é a garantia de uma excelente promoção turística que vai muito além dos milhares de espectadores que se esperam nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia: são as imagens que serão difundidas pelo mundo, as impressões que os visitantes vão levar, a dinâmica da qual todo o destino acabará por usufruir, a certeza que quem nos vai visitar agora vai querer voltar noutra altura do ano, a actividade turística que se estenderá muito para lá dos dois municípios envolvidos… este é o trabalho do Turismo do Porto e Norte de Portugal”.

A Red Bull Air Race estreou-se em Portugal em 2007, mantendo-se no calendário até 2009. Durante esse período fez história no desporto português, afirmando-se como o evento com maior presença de público de sempre – mais de um milhão de espectadores em dois dias de acção que deixaram uma forte marca na região e no país. Entre o pelotão, há apenas dois pilotos actuais que subiram ao pódio no Porto – o norte-americano Kirby Chambliss e o australiano Matt Hall. No entanto, não há um único piloto no activo que tenha conseguido alcançar aqui uma vitória.

Em 2017 a competição segue os moldes originais – qualificações num dia e corrida no outro – embora os motivos de interesse tenham sido largamente ampliados. Reconhecida pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI) como o Campeonato do Mundo da aviação desportiva, esta competição evoluiu significativamente nos últimos anos. Neste campo destaque para a existência de duas classes, uma para pilotos consagrados (Master Class) e outra para novos talentos (Challenger Class). É nesta última que se estreou no ano passado a primeira mulher a alinhar na Red Bull Air Race, a francesa Mélanie Astles. Ao todo são 23 pilotos em representação de 15 países, sendo o actual detentor do título o alemão Mathias Dolderer.

Fonte: Red Bull Air Race
Foto: AP Images/Red Bull Content Pool

Ester Alves a 40 dias de desafiar a mítica Marathon des Sables (entrevista)

ester-alves0235 anos, natural do Porto, formada em Biologia, Ester Alves concilia treinos e provas ao mais alto nível com a tese de doutoramento.

Em apenas cinco anos, a atleta da Salomon Suunto Portugal, tornou-se uma referência do trail-running nacional e internacional, tendo representado Portugal nos campeonatos do mundo de 2015 e 2016. No seu currículo incluem-se o 8ª lugar no Ultra Trail do Monte Branco e no Ultra Trail World Tour em 2014, a 6ª posição na Transgrancanária 2015, o 1º lugar do pódio na The Coastal Challenge 2016 e na Marathon Sierra Nevada 2016 e o recente 3º lugar na The Coastal Challenge 2017.

A 40 dias da partida para a Marathon Des Sables, que apelida como a mais “mítica, incrível e competitiva prova de etapas no deserto”, Ester Alves falou com a Excelência Portugal.

 

- Como chegas ao trail-running depois do remo e ciclismo? O que te atraiu?
Remei até 2008, integrei o programa Olímpico pela seleção de remo e depois disso descobri o ciclismo. Estive 3 anos numa equipa UCI  espanhola de ciclismo. Tive de deixar o projecto, porque fui admitida a doutoramento e não tinha disponibilidade para treinar 4-5 horas por dia de bicicleta. Já corria na pré época maratonas e, por convite de um amigo, decidi experimentar o trail. Fui ficando… e abandonando aos poucos a competição de ciclismo.

 

- Temos assistido a uma explosão da modalidade no nosso país. Que mudanças realças no panorama nacional, nestes cinco anos?
Surgiram imensas provas. Sobrevivem as que têm qualidade. As restantes, acabam por morrer. Acima de tudo, as organizações têm de gostar de trail e não organizar eventos por dinheiro.

 

- O trail-running “está na moda”?
Está na moda por ser uma forma desafiante de praticar desporto…fugir para a serra, fazer desnível. Voltar à serra acaba por ser uma forma natural de fugir ao stress das cidades e da rotina.

 

- Consideras que se verificam excessos a nível de provas? Existe sensibilidade para a preservação da natureza?
Existe um excesso de provas, mas finalmente começa a haver regulamentação e maior controlo sobre as organizações e preservação dos trilhos.

 

- Depois de repetir a The Coastal Challenge, estás em contagem decrescente para a Marathon des Sables. Que importância tem para ti este desafio e quais são as tuas expectativas?
A MDS é uma das provas mais cobiçadas do mundo. Por ser em auto-suficiência (a travessia do Sahara) e por ser em etapas. O que me encanta é ser competitiva. O Coastal Challenge obrigou-me a correr sob 35 graus e foi competitivo, espero ter conseguido a bagagem para a MDS. Falta um mês e ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas sem dúvida estou motivadíssima.

 

- Estares integrada numa equipa da Salomon Suunto contribuiu para a tua evolução como atleta? Como é vista a equipa nacional pelas restantes equipas destas marcas?
A SALOMON SUUNTO é mais do que uma marca. É uma filosofia de vida e a equipa distingue-se porque levamos connosco a partilha e paixão pelo desafio e superação pessoal. As equipas e marcas que procuram apenas resultados tabelados acabam por desfalecer e morrer em pouco tempo. É uma honra fazer parte desta equipa. Agora em Portugal com Armando Teixeira, Romeu Gouveia e Miguel Reis. Todos partilhamos a paixão pela superação pessoal. É uma questão de atitude.

 

- O Gerês foi palco do último campeonato do mundo. Qual foi a sensação de correr em casa? 
Foi gratificante. A única pulseira que uso é a do Gerês, por levar comigo para todo o mundo Portugal. Representar o país foi sempre uma honra… um dever maior. Já o faço desde os 18 anos: representei as seleções de remo, ciclismo e trail… e vestir as cores do país é sempre uma imensa alegria e superação.

 

- Qual o desafio que mais te marcou até agora e porquê?
Talvez o UTMB. Por ser uma prova emblemática e a mais competitiva que conheci. O meu objectivo continua a ser baixar as 27 horas nos 168kms. E espero que em 2017 dê essa alegria a Portugal.

 

- E quais os desafios que ainda te faltam cumprir?
Este ano vou estar em Itália, nos campeonatos do Mundo de Trail. Quero, juntamente com o meu treinador, fazer um bom resultado e depois… baixar as 27 horas no UTMB.
Em 2018 gostaria de tentar um bom resultado na BADWATER e tentar o que conseguiu o Carlos Sá em 2015, no Death Valley.

 

Foto: DR

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Ester Alves volta a desafiar a selva da Costa Rica durante 6 dias e 236 km

costalchallengeEm 2016, Ester Alves chegou, viu e venceu. Este ano, a atleta da Salomon Suunto Portugal, volta a iniciar a temporada na The Coastal Challenge. A Campeã Nacional de Skyrunning tem pela frente 6 etapas em 6 dias, e 236 quilómetros com 10.000 metros de desnível ao longo da costa do Pacífico tropical da Costa Rica.

Para quem gosta de trilhos tropicais e selvagens é sem dúvida a prova mais bonita pela qual já passei. Pela biodiversidade, pelo desafio e pelos cenários únicos. Para quem tiver oportunidade uma vez na vida de passar pela América Central e correr neste ambiente fabuloso, vale a pena.

Esta prova, que é um verdadeiro teste à resistência física e mental dos atletas, arrancou hoje e termina a 18 de fevereiro. Os atletas partiram da cidade de Quepos e terminam no Parque Nacional Corcovado, Património Mundial da Unesco.

Em 2016, Ester Alves confessou que “o primeiro desafio foram os tórridos 35 graus e a humidade que mal deixava respirar”. Este ano, a atleta tenciona conseguir desfrutar da prova sem pressões, mas leva também orientações para preparar o grande desafio do ano, a Marathon des Sables.

Em declarações à Excelência Portugal, na véspera da partida, a atleta mostrou-se satisfeita por “encontrar um grupo tão bom de atletas” e “motivada por viver de novo esta experiência incrível que é a Coastal Challenge”. Quanto às expectativas, Ester espera fazer o que fez no ano passado e “superar o cansaço, a dor, a pressão a cada dia, …”.

Por fim, a atleta referiu que “no ano passado tinha o Carlos Sá a motivar-me em todas as etapas”. “Ele vai fazer falta este ano, muita falta”, acrescentou.

A The Coastal Challenge realiza-se desde 2004 e o seu percurso é desenhado dentro e fora de Talamanca, uma cordilheira costeira no canto sudoeste do país.

Além da prova principal – Expedition Category – 236 km, existe ainda a Adventure Category com 155 km e ambas podem ser disputadas individualmente ou em equipas de 3 a 6 elementos.

Foto: The Coastal Challenge

Porto Santo Nature Trail® quer mostrar a ilha para além da praia

porto_santo_trailO Porto Santo é associado, quase sempre, à sua longa praia de areia, estendida ao longo de nove quilómetros desde a Vila Baleira até à Ponta da Calheta. No entanto, a ilha tem muito mais para oferecer. Se gosta de correr, o Porto Santo Nature Trail® é um desafio único para conhecer a ilha de ponta a ponta.

A Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM) volta a organizar o Porto Santo Nature Trail®, renovando o formato deste evento que se realiza anualmente na ilha dourada.

O Porto Santo Nature Trail® terá três provas que cobrirão a ilha de lés a lés:

• Porto Santo Nature Trail® (PSNT) – 42 km e 1900 metros de desnível positivo (formato circular);

• Trail do Porto Santo (TPS) – 21 km e 1050 metros de desnível positivo (formato linear);

• Mini Trail do Porto Santo (MTPS) – 8 km e 240 metros de desnível positivo (formato linear);

Haverá ainda uma prova-extra dedicada aos mais jovens, o Kids Trail do Porto Santo (KTPS) – entre 1 km e 3 km (formato circular).

Em declarações à Excelência Portugal, Nuno Gonçalves, responsável da AARAM pelo trail running, salientou o carácter único desta prova na ilha, permitindo aliar o desporto à descoberta da ilha dourada. Esta actividade potencia também o turismo de natureza e do desporto, uma das apostas do arquipélago, acrescentou.

O Arquipélago da Madeira foi distinguido, pelo segundo ano consecutivo, com o prémio de ‘melhor destino insular’ do mundo do World Travel Awards.

O trail running consiste na corrida em trilhos normalmente só acessíveis a pé, compostos por terrenos irregulares, zonas montanhosas ou de difícil acesso. Esta modalidade atrai cada vez mais adeptos em todo o mundo e a Madeira já é palco de vários eventos de nível mundial.

Este evento, que se realiza no dia 4 de março, constitui a 5.ª prova do Circuito Trail Madeira, época 2016-17. Segundo a organização, já estão inscritos mais de uma centena de atletas.

Foto: DR

 

Vasco Ribeiro em preparação para o Circuito Mundial de Surf com Tiago “Saca” Pires

vasco_sacaO surfista português Vasco Ribeiro põe como principal objetivo para a sua carreira a qualificação para a elite do surf mundial. Desde o início deste ano que foi revelada a aliança com Tiago “Saca” Pires, o primeiro surfista nacional a já ter integrado o Circuito Mundial. Este irá estar presente neste desafio, assumindo o papel de agente e mentor de carreira de “Vasquinho”.

A ideia surgiu no final de 2016, ano em que Tiago Pires abandonou a competição para lançar o seu documentário e analisar novos projetos. “Após refletir sobre o que seria o meu futuro próximo em termos de carreira e com uma vontade que já vem de há muito de ser agente desportivo, decidi abraçar este projeto e aceitar o convite do Vasco”, refere Tiago Pires.

Para mim o Vasco é talvez o maior talento que Portugal já viu crescer em termos de surf e o potencial dele chegar muito longe é grande – Tiago Pires

José Seabra será, igualmente, parte integrante desta equipa, assumindo a posição de treinador de Vasco Ribeiro. O trio está determinado a desenvolver e fortalecer vários aspetos do surfista para a realização deste objetivo. “A ideia é fazer do Vasco um atleta completo e consistente. Vamos trabalhar nas várias vertentes – física, técnica, mental e nutricional – para fazermos dele um atleta melhor preparado e com uma longevidade de carreira acima da média”, destaca “Saca”.

Vasco Ribeiro mostra-se empolgado e confiante das suas capacidades, assim como das da sua equipa, que se encontra preparada para este novo percurso. “Tem sido ótimo e tem tudo para dar certo, com toda a experiência que o Saca tem e que certamente me vai ajudar imenso. Agora é trabalhar forte e trabalhar bem para conquistar os meus objetivos. E o objetivo principal é a qualificação para o CT”.

Apesar de no último ano não terem sido alcançados os resultados esperados para Vasco Ribeiro, uma das suas marcas patrocinadoras, a DEEPLY, acredita que este novo rumo será mais proveitoso para o desempenho do surfista.

Vasco Ribeiro vai ser posto à prova já a partir de dia 15 de fevereiro na Austrália, onde vai participar no Maitland & Port Stephens Toyota Pro e no Australian Open of Surfing, World Surf League.

Foto: Hugo Silva | RedBull Content Pool

Sporting é vice-campeão da Europa em Corta-Mato

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19 anos depois da última participação, o Sporting Clube de Portugal sagrou-se esta manhã segundo classificado na prova masculina da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, realizada em Albufeira.

No regresso à maior prova europeia de corta-mato, que já venceu por 14 vezes, o clube de Alvalade arrecadou o título de Vice-Campeão da Europa. Os leões somaram 45 pontos, a 8 dos vencedores, o Istanbul BBSK da Turquia, com o pódio a ficar completo com os espanhóis do Bikila, que somaram 76 pontos.

A formação sportinguista contou com o argelino Rabah Aboud no 2º lugar individual e com os portugueses Licínio Pimentel em 12º, Rui Teixeira em 14º e António Silva em 17º.

Depois de concluída a edição de 2017, o Sporting Clube de Portugal continua a ser a equipa com mais títulos na competição, 14 no total, a última em 1994. Na história recente da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, a Conforlimpa foi o último vencedor nacional, em 2011, com o Benfica a ser segundo em 2014.

Com o segundo lugar no pódio, o Sporting garante desde já a presença na edição de 2018 da competição, informa a nota da Federação Portuguesa de Atletismo.

No sector feminino, o Sport Lisboa e Benfica, representante Luso nesta competição pela vitória colectiva conseguida no Nacional de Corta-Mato em 2016, não apresentou nenhuma atleta à partida, com a vitória por equipas a pertencer às turcas do Uskadur Belediye SK.

O Sport Lisboa e Benfica foi 6º classificado em  juniores masculinos e a União Desportiva da Várzea conquistou o 10º lugar em juniores femininos.

A 5 de março, em Mira, disputa-se o Campeonato Nacional de Corta-Mato Longo, prova que apura os representantes portugueses na edição de 2018.

Fontes: FPA;SCP
Foto: DR

Açores já tem o primeiro trilho com sinalética para “trail running”

entremontesO primeiro trilho existente nos Açores com sinalética específica para a prática do ‘trail running’, um percurso no Monte da Guia, no Faial, foi inaugurado hoje pela Direção Regional do Turismo, através do projecto Azores Trail Run.

É quase como ter uma pista permanente – Mário Leal, responsável  do Azores Trail Run, em declarações à LUSA

A iniciativa, numa parceria com o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul e com o Parque Natural do Faial, incluiu um treino que contou com a participação de Tiago Aires, múltiplo Campeão Nacional de Orientação e Campeão Nacional de Trail em título. A inauguração do trilho decorreu no seguimento de um workshop sobre a prática de “trail running” ministrado pelo atleta, na semana passada, na ilha do Faial.entremontes_sinaleticaO Monte da Guia é um antigo vulcão com origem no mar que se juntou à ilha do Faial e está classificado como Zona de Protecção Especial pela fauna endémica que aqui existe.

Este percurso insere-se no projecto do Centro de ‘Trail Running’ da Ilha do Faial, tendo em vista a valorização dos recursos endógenos naturais, paisagísticos e patrimoniais, e enquadra-se na estratégia para um segmento fundamental para o turismo na região, através da disponibilização de estruturas que permitirão o treino desta modalidade, com milhões de praticantes em todo o mundo.

Um dos pilares fundamentais da estratégia de desenvolvimento do segmento de turismo de natureza implementada nos Açores é a política de planeamento e gestão dos trilhos pedestres, locais onde, preferencialmente, se desenvolve o “trail running”.  Esta actividade, cujas principais motivações associadas à sua prática são o contacto com a natureza, o bem-estar físico e a descoberta, vai de encontro aos mercados de turismo de saúde e bem-estar e, sobretudo, de turismo de natureza, com enorme potencial de crescimento e estratégicos para o arquipélago.

Fonte: DRT
Fotos: Tiago Aires e Azores Trail Run

 

Apoio na cobertura dos Açores

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Patrícia Mamona venceu o triplo salto do circuito mundial indoor

patricia_mamona_drPatrícia Mamona venceu hoje o triplo salto do meeting de Dusseldorf, na Alemanha, tornando-se assim a virtual vencedora do circuito de pista coberta da IAAF.

Depois da vitória conquistada sábado, em Boston, a atleta sportinguista assegurou, com a vitória de hoje, a vitória no Circuito, que lhe vale a qualificação para os Mundiais de Pista Coberta de 2018. A atleta ainda vai disputar o Meeting de Torun, na Polónia, já como virtual vencedora do circuito.

Hoje em Dusseldorf, Patrícia Mamona melhorou em 1 centímetro a sua melhor marca na corrente temporada, saltando 14.11 metros, mais dois centímetros que a alemã Neele Eckhardt e vendo outra portuguesa, Susana Costa, a subir ao terceiro lugar do pódio igualando a sua melhor marca pessoal em pista coberta, 13.94 metros, informou também a Federação Portuguesa de Atletismo.

As duas atletas lusas bateram “pesos pesados” do Triplo Salto Mundial, como os da ucraniana Olga Saladuha, tripla campeã europeia em 2010, 2012 e 2014 e a venezuelana Yulimar Rojas,  medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Em declarações à Excelência Portugal, Susana Costa manifestou estar “feliz por voltar aos grandes palcos, com bons resultados”.

Patrícia e Susana voltam a defrontar-se em solo nacional, a 12 de fevereiro em Pombal, durante o Campeonato de Portugal de Pista Coberta.

Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Foto: DR

Trail running: Miranda do Corvo recebeu a 7ª edição do épico “Trilhos dos Abutres”

andre_rodrigues1.168 atletas nacionais e estrangeiros participaram, este fim de semana, na sétima edição do  “Trilhos dos Abutres”, que se realiza no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra.

As provas do “Trilhos dos Abutres” percorrem a zona histórica da vila de Miranda do Corvo e locais de grande beleza natural (ribeiras e cascatas) da Serra da Lousã, passando pelo Parque Biológico e pelas Aldeias do Xisto.

Esta edição foi composta por uma prova de longa distância – Ultra Trilhos 50km; uma prova de curta distância – Trilhos 30km; uma prova de Downtrail – 15km; uma caminhada (12km); uma prova para jovens dos 6/16 anos – Trilhos Júnior José Godinho.

O evento contou com atletas de topo a nível nacional e internacional e registou inscrições de participantes provenientes de Espanha, Brasil, Inglaterra, Sérvia, Bélgica, EUA, Irlanda, Holanda e Angola.  As três provas competitivas contaram com a participação de 1.168 atltetas. A “armada” espanhola contou com 62 atletas.

Os “Abutres” caracterizados pela sua dureza e pelos trilhos técnicos pertence ao Circuito Nacional de Ultra Trail Running da ATRP e é membro da International Trail Running Association, sendo  pontuável para o Ultra-Trail do Mont-Blanc.

O eventou contou também com uma Feira Abutrica, com exposição de material desportivo, stand dos parceiros oficiais, mostra de produtos locais, turismo, entre outros; uma Tertúlia com temas relacionados com a modalidade e um Concurso de Fotografia sobre o evento.

primeirosOs 50 quilómetros,  distância “rainha”, foi ganha por André Rodrigues (Dr. Merino/4Moove). O campeão nacional de ultra trail, na sua quinta participação na prova, completou os 50 quilómetros,  com um desnível acumulado de cerca de 2500 metros, em 05h:02m:42s.  O pódio masculino ficaria completo com Tiago Aires e Ricardo Silva, ambos atletas da EDV Viana Trail.

No sector feminino, Mercedes Pila, que integrava a “embaixada” espanhola de 62 atletas, bateu as portuguesas Lucinda Sousa e Fernanda Verde.

Os 30 quilómetros, com um desnível acumulado de aproximadamente 2.500 metros, tiveram como vencedores Tiago Romão (UF Com. e Ind. Atl.) e Sandra Marques (Profisio Team).

Já no Domingo, seria disputada a novidade desta edição, o Downtrail. Os 15 quilómetros desta prova tiveram como vencedores Jorge Pimenta (Dci/Ccdrpedrulha Mealhada) e Tuxa Negri  (Gin Quinta Do Valbom – Aaalcochete).

Em equipas, a EDV Viana Trail, recentemente reforçada com os atletas Tiago Aires e Hélio Fumo, ficou em primeiro lugar nos 50 Km. A Satecnosol Outdoor/Raidlight arrecadou a primeira posição nos 30Km.

O trail running é incontestavelmente uma alavanca para o turismo da natureza e do desporto, a que não será alheio o apoio de várias entidades, entre as quais, o Município de Miranda do Corvo e o Turismo do Centro. O protocolo recentemente celebrado entre a Associação Abutrica e a Coimbra Business School ISCAC vai permitir cohecer o impacto económico do evento.

romeug_abutresTudo começou com um grupo de amigos

O projecto nasceu de forma simples: um grupo de jovens de Miranda do Corvo decide, em 2003, juntar-se todas as segundas-feiras para jogar futsal no Pavilhão local, tradição que ainda se mantém. Nesse ano participam num torneio organizado pela Câmara Municipal de Miranda do Corvo e inscrevem-se como Abutres Futsal Club.

A camaradagem torna-se contagiante e juntam-se ao clube os amantes de downhill – Abutres Bike Team, os amantes de desportos motorizados de todo-o-terreno – Abutres Tinterra e os amantes de trail running – Abutres Running Team.

O sonho torna-se realidade quando, em 2009, criam a Associação Abútrica e realizam diversas actividades.

Em 2010 o grupo regista a marca ABUTRES® e o seu logótipo, criando no ano seguinte a prova de trail  – Trilhos dos Abutres. A prova conta com inúmeras inscrições de diversas nacionalidades, quer para as provas colectivas ou individuais.

Em 2015, as inscrições esgotaram em oito horas e a prova foi pautada pelas más condições atmosféricas, mas mesmo assim foi realizada. Ricardo Silva do EDV Viana Trail foi o vencedor masculino, estreante na prova, com 5h07m10, e também Ester Alves, representante da Salomon Suunto.

Em 2016, a participação tornou-se ainda mais disputada, dado que a organização reduziu as vagas e introduziu um sorteio. O objectivo da organização é reduzir a pressão sobre os trilhos da Serra da Lousã.

Este ano, com vista ao aprofundar do conhecimento de impacto económico-social e lançar as bases para uma aposta internacional do evento, a Associação Abutrica e a Coimbra Business School ISCAC celebraram um protocolo de parceria estratégica.


Classificações

50 km – Geral Masculinos

1.º André Rodrigues (Dr. Merino/4Moove) 05:02:42
2.º Tiago Aires (EDV Viana Trail) 05:04:54
3.º Ricardo Silva (EDV Viana Trail) 05:17:08

50 km – Geral Femininos

1.ª Mercedes Pila (Spoth-AMLSport) 06:16:08
2.ª Lucinda Sousa (Gondomar Futsal Clube) 06:27:50
3.ª Fernanda Verde (EDV Viana Trail) 06:43:31

30 km – Geral Masculinos

1.º Tiago Romão (UF Com. e Ind. Atl.) 02:59: 28
2.º Romeu Gouveia (Salomon Suunto) 03:04:10
3.º Paulo Serra (individual) 03:04:22

30 km – Geral Femininos

1.ª Sandra Marques (Profisio Team) 04:13:05
2.ª Daniela Russo (Oralklass-Amigos do Trail) 04:20:34
3.ª Nádia Casteleiro (Oralklass-Amigos do Trail) 04:20:40

Downtrail 15 Km – Geral Masculinos

1.º Jorge Pimenta (Dci/Ccdrpedrulha Mealhada) 00:45:46
2.º Jose Sequeira (Montanha Clube Trail Running/Efapel) 00:45:59
3.º Miguel Jaques (Olímpco Vianense Trail/Nd Sport) 00:48:12

Downtrail 15 Km – Geral Femininos

1.º Tuxa Negri  (Gin Quinta Do Valbom – Aaalcochete) 00:57:31
2.º Diana Ferreira (Barcelos Runners) 01:01:28
3.º Cátia Rodrigues (Proaventuras) 01:05:43

Equipas – 50 km

1.ª EDV Viana Trail
2.ª Dr. Merino/4Moove
3.ª AMCF – Arrábida Trail Team

Equipas – 30 km

1.ª Satecnosol Outdoor/Raidlight Portugal
2.ª All About
3.ª Oralklass-Amigos do Trail

Fotos: Matias Novo com Viana Cycles

“O Orgulho de Portugal” brilha no London International Horse Show

lusitanosPortugal, representado por quatro importantes destinos equestres, Ponte de Lima, Golegã, Beja e Alter do Chão, tem presença de grande destaque no London International Horse Show.

O London International Horse Show inclui as Taças do Mundo de Dressage, Obstáculos e Atrelagem, bem como 11 espectáculos que têm como ex-líbris o Cavalo Lusitano, sendo apresentado como “Pride of Portugal”. A iniciativa visa a promoção da admirável raça Puro Sangue Lusitano, produto de excelência do mundo rural, a ser criado em várias dezenas de países e pela divulgação de cada um destes destinos.

Portugal tem uma posição de grande relevo no certame. Um conjunto de 16 cavaleiros com os seus Lusitanos deslumbram com um incrível espectáculo onde exibem as melhores qualidades do cavalo de sela mais antigo do mundo, conhecido também pela sua versatilidade e polivalência desportiva. Trata-se de um espectáculo que celebra esta raça magnânima e ostenta uma exibição magistral de equitação.

Visita Princesa + Manuel VeigaA Duquesa da Cornualha, Camila Parker-Bowles, marcou presença no 3º dia do evento e, após uma das exibições dos Lusitanos, parabenizou cada um dos cavalos e cavaleiros, tendo-se mostrado deslumbrada com a qualidade do cavalo Lusitano, produto de excelência de Portugal.

Com um espaço no Shopping Village Gallery, Portugal tem presenteado os visitantes deste grande evento com a degustação dos seus produtos mais característicos, entre os quais o vinho, o queijo, os enchidos, o mel e o azeite, despertando a curiosidade de muitos. Portugal faz as delicias dos milhares de visitantes com o sabor característico e único dos seus produtos.

O London International Horse Show é um dos maiores eventos equestres internacionais e decorre até 19 de dezembro no Olympia, em Londres.

Fonte: NPimenta
Foto: DR