Ministério da Economia do Cantão do Jura, na Suíça, entrega Prémio da Inovação a José Demétrio, CEO da Geosatis

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Nos dias de hoje o sucesso português já não deverá ser uma surpresa para muitos. Temos pois, mais uma prova do mesmo. Não que sejam necessárias provas, mas nunca será demais divulgar as ideias e feitos dos portugueses, para que o reconhecimento seja cada vez maior e para que todos não se esqueçam de que são conseguidas várias vitórias todos os dias que, muitas vezes, passam despercebidas ou não lhes é dada a devida importância.

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Desta vez, na área da tecnologia e telecomunicações, assistiu-se a um acto de reconhecimento por parte do Ministério da Economia do Cantão do Jura, na Suíça, com a entrega do Prémio da Inovação a José Demétrio, CEO da Geosatis. Foi por causa da criação de uma pulseira electrónica, que faz com que as capacidades desta tecnologia levem a um maior controlo, e a uma maior eficácia, por parte das autoridades. Isto é possível através de uma pulseira que é seguida em permanência através de um sistema de geolocalização e que dá informações mais detalhadas e em tempo real às autoridades. Informações estas que podem passar por saber se a pessoa que está a utilizá-la está acordada ou a dormir, ou qual o seu ritmo cardíaco.

Esta será mais utilizada em casos de prisão domiciliária, mas também poderá estar destinada a pessoas que já cumpriram a sua pena, mas têm de continuar a ser vigiadas. O produto terá incorporado um alarme, enviado à polícia, que os notifica que a pessoa que está a utilizar a pulseira está a entrar em zonas proibidas pelo juiz ou procurador, por exemplo, e daí dando mais eficácia aos serviços policiais.

Esta ideia já havia sido apresentada antes de entrar na fase de comercialização, e primeiramente encomendada pelas autoridades sul-africanas. Sendo considerado, pelo CEO, o ponto em que o produto “andou para a frente.”

José Demétrio teve a sua formação na área das telecomunicações, na Suíça. Além da pulseira electrónica, a empresa de José desenvolve outras ideias como aplicações para smartphones e carregadores móveis, por exemplo.

É portanto, na área da tecnologia, que agora temos mais uma vitória portuguesa, reconhecida por outros que não nós, portugueses. É mais uma área em que podemos dizer que fomos bem sucedidos. É mais um português que prova o nosso valor. Podemos apenas acrescentar que esperamos que a inovação se mantenha nas nossas mentes, tal como que cresça a nossa vontade de melhorar e que decresça o nosso receio.

Pois com vitórias como estas vem um mundo, um país, uma sociedade melhor.

Fotos: Geosatis e Rezonance.ch

 

Portugal é o quinto país com maior percentagem de renováveis na produção de eletricidade

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Portugal é o quinto país da membro da Agência Internacional da Energia (AIE) com maior percentagem de renováveis na sua produção de eletricidade. Segundo os dados da entidade, mais de 60% do total de energia que produzimos é verde.

O nosso país ocupa o quinto lugar entre os 29 países da AIE, só atrás de países como a  Noruega, Áustria, Nova Zelândia e o Canadá.

Quanto à origem da energia produzida, cerca de 30%  é gerada através de hídricas e cerca de 25% através de energia eólica. É de realçar que nesta categoria, apenas somos ultrapassados pela Dinamarca (com mais de 40%).

A energia eólica em Portugal não é uma realidade recente, embora na última década tenha sofrido um enorme crescimento. Este tipo de energia começou a ser aproveitada para geração de energia elétrica em 1986, quando foi construído o primeiro parque eólico do país, na ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira. Seguiram-se-lhe o Parque Eólico do Figueiral, na ilha de Santa Maria, nos Açores (1988) e, em Portugal Continental, o Parque Eólico de Sines (1992).

 

Fontes: Observador, wiki/Energia_eólica_em_Portugal e Parque Eólico de Sines
Foto: Parque Eólico de Sines

Prémio Nacional Indústrias Criativas – Abertas as inscrições para a entrega de prémios

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Estão abertas as inscrições para o Super Bock Laboratório Criativo! Dia 15 de julho, em Lisboa, conta com uma conferência internacional sobre “media arts”, promovida pelo Canal180; intervenções artísticas e cultura urbana por Penique productions, Júlio Dolbeth Illustration, WASTED RITA, Akacorleone e We Came From Space; música com Márcia ao vivo e DJ Set a cargo de Sininho; e, claro, a entrega do Prémio Nacional Indústrias Criativas 2015.

Este ano o Super Bock Super Rock começa na véspera! O Laboratório é de entrada é livre, mas de inscrição obrigatória no site .

 

:: O PRÉMIO

O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a

A 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves arrancou a 2 de fevereiro e até 15 de março os interessados puderam-se inscrever desde que a sua ideia de negócio se integrasse numa das quatro categorias do concurso – Arquitetura e Artes Visuais, Música e Artes do Espetáculo, Conteúdos e Novos Media e Turismo e Património.

Procuram-se empreendedores com ideias de negócio sustentadas – produtos ou serviços – que se diferenciem pela criatividade e inovação mas, sobretudo, que apresentem potencial económico e sejam geradoras de emprego.

O vencedor irá ainda receber um prémio de 25 mil euros e representar Portugal no Creative Business Cup (Copenhaga, Dinamarca), uma competição anual para empreendedores oriundos de mais de 50 países que visa distinguir a melhor ideia de negócio no setor das Indústrias Criativas a nível mundial.

À semelhança dos anos anteriores, o vencedor será revelado durante o Super Bock Laboratório Criativo, fórum anual organizado pela Unicer para celebrar e debater o estado do empreendedorismo criativo em Portugal.

Em seis edições, o Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves, que conta com a parceria e apoio da Fundação da Juventude, já avaliou mais de 1500 projetos e apoiou mais de 60 que geraram mais de 200 postos de trabalho.

 

:: OS FINALISTAS

São dez os candidatos selecionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.Integram o grupo finalista projetos de natureza diversa, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado. Eis, então, os concorrentes apurados, representando as quatro categorias a concurso:

CATEGORIA “ARQUITETURA E ARTES VISUAIS”

Cross Hands Architecture
Duas jovens cruzam arquitetura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitetura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projeto de abrigos para refugiados na Síria.

EcoBook
É um caderno sem papel para escrever e apagar vezes sem conta. É uma solução que a natureza agradece. O EcoBook adapta o conceito de quadro branco (comum nas salas de aula) ao formato de caderno ecológico. Disponível nos modelos A4, A5, A4 pautado e A6, é um produto de longa duração, dado que as suas folhas podem ser reutilizadas sem perderem o bom estado de utilização e a legibilidade. www.ecobook.pt

Sistema Gomos
Já ouvimos falar em arquitetura modular, mas não aos gomos: o facto é que um a um se fazem edifícios de diferentes dimensões. Este é um sistema flexível e evolutivo de construção (pode começar-se com um T2 e ampliar-se para T3 ou T4) baseado em peças standard de betão armado (os gomos). Cada módulo sai da fábrica completamente pronto e a instalação é fácil. Mais? É uma solução ecologicamente sustentável.

Stallo
A ideia é de três jovens italianos, alunos na ESAD de Caldas da Rainha, e põe o design ao serviço da sustentabilidade, estimulando um comportamento positivo e o consumo responsável. Como? Pelo reaproveitamento e a transformação de garrafas de vidro em copos originais e diferenciadores que, por seu turno, e através de um pedestal de cerâmica vidrada, se transformam em cálices. http://www.ositalianosdesign.com/Chi_siamo.html

STILL Urban Design
Que bem se está cá fora… Dedicado ao desenho urbano climático, este estúdio cria projetos de espaço urbano aberto (público, coletivo ou privado) que estabelecem a mediação desejável entre Homem, Clima e Ambiente, proporcionando conforto térmico no exterior. Deste modo, surgem soluções que permitem usufruir do local intervencionado ao longo do ano. Reabilitação urbana, (re)qualificação do espaço público, cuidado ambiental e bem-estar, tudo se conjuga.  www.stillurbandesign.com

CATEGORIA “CONTEÚDOS E NOVOS MEDIA”

Here Come the Robots
Os robôs aí estão para interagir com vários públicos e participar nas mais diversas situações: no modo de contar uma história infantil, numa visita ao museu, na música e nas artes performativas, como ferramenta pedagógica, em ativações de marca. Este é o domínio deste projeto e da plataforma Monster Development Kit, que disponibiliza sistemas de controlo genérico de robótica, visão por computador, payback, áudio e acesso a internet. Vai dar jeito…

Rewind Cities
E se o passado se tornar presente; se histórias, factos e lugares de outrora se reconstituírem diante dos nossos olhos? Se acontecer não é magia, mas sim tecnologia. As aplicações móveis Rewind Cities promovem experiências inovadoras 2D e 3D em realidade aumentada, com o utilizador a embarcar em viagens ao passado do local que está a visitar. Com este projeto ganha novas dimensões, por exemplo, a visita a um museu. www.rewindcities.com

CATEGORIA “MÚSICA E ARTES DO ESPETÁCULO”

Arumis
Cheira a cinema. Já submetido a criação de patente, Arumis é um produto original que pretende melhorar a experiência do espetador ao chamar à indústria audiovisual um novo sentido: o olfato. O projeto adapta-se às salas de espetáculos existentes, não exigindo estruturas complexas, e tem horizontes definidos: primeiro o mercado de entretenimento (cinema, parques temáticos, teatros), depois a casa de cada um de nós.

Spranger
Tudo o que se pede, às vezes, é eficácia e simplicidade. É isso que Spranger quer dar ao apresentar um novo tipo de auscultadores com sensor de pressão incorporado. De forma imediata, este sensor deteta se o dispositivo está mesmo nos ouvidos. Assim, o auscultador entra em modo pause sempre que é retirado do ouvido e retoma o modo play do conteúdo assistido mal volta a ser colocado no ouvido. Simples.

CATEGORIA “TURISMO E PATRIMÓNIO”

Miss Can
Vamos abrir o apetite… Os ingredientes são tradição, cultura e gastronomia portuguesas, servidos em pack original. Miss Can utiliza um método artesanal (peixe cozido a vapor) para valorizar a nossa indústria conserveira. A marca tem cinco packs cheios de personalidade, cada com três latas, e temperos/receitas que reclamam identidade lusa. O petisco vem acompanhado com os benefícios da conserva e sugestões gastronómicas. www.miss-can.com

A seleção dos candidatos coube a um júri de doze elementos, em representação das entidades promotoras do Prémio, Unicer e Fundação de Serralves, e parceiros associados (ADDICT, Agência de Inovação, ANJE, BPI, ESAD, Fundação da Juventude, IAPMEI, Brand New Box, Universidade do Porto e Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa Porto). Como já é habitual, o processo de apuramento não foi fácil, atendendo à qualidade superior de um número bastante significativo das candidaturas validadas nesta sétima edição.

Fonte: Prémio Nacional Indústrias Criativas
Fotos: DR

Fábrica de Startups lança novo programa de aceleração: DISCOVERIES

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O Discoveries é um programa de aceleração, de quatro semanas, organizado pela Fábrica de Startups, com o apoio do Turismo de Portugal. Nesta primeira edição, são  convidadas startups de tecnologia com negócios na indústria do turismo. O foco é tanto em empresas Portuguesas como Europeias, nas fases de ideia, protótipo ou lançamento. As empresas são convidadas a virem para Lisboa testar e validar os seus modelos de negócio através de metodologia sistematizada e comprovada. As Startups terão também acesso a uma rede internacional de mentores, investidores e fundadores que já passaram por programas da Fábrica de Startups.
A Fábrica de Startups está baseada em Lisboa e tem como missão ajudar as pessoas a tornarem-se empreendedores de sucesso. Fazem isso através da realização de programas de Aceleração, da Incubação de startups e da formação de empreendedores através de uma Academia de eventos aberta ao ecossistema em Portugal.
As Startups finalistas do programa Discoveries terão completado uma extensiva validação no mercado e sairão com um modelo de negócio testado, pronto a ser lançado e apresentado a potenciais investidores.
O programa vai decorrer em Lisboa, durante os meses de Agosto e Setembro, e terá a capacidade para 15 das melhores startups portuguesas e europeias na área do turismo. Este programa de 4 semanas é totalmente gratuito sem que nenhuma parte da equidade seja retirada às equipas participantes. Para as startups aceites no programa, 500€ serão concedidos às equipas portuguesas (não baseadas em Lisboa) e 1000€ às equipas europeias.
Neste  link  está toda a informação para o programa.
Para os empreendedores que ainda não têm a ideia certa, ou que ainda não têm a equipa completa para entrar no programa, está a ser organizaado um workshop de ideação. Nesta sessão o Turismo de Portugal e a NOS vão trazer responsáveis da indústria do Turismo para apresentar os desafios e oportunidades sentidas nesta área, que poderão ser o mote para novas ideias de negócio. Este evento é também uma excelente oportunidade de networking, em especial para aqueles que gostariam de se candidatar ao programa Discoveries mas ainda não têm uma ideia ou equipa para tal.

Fonte: Fábrica de Startups
Fotos:DR

Discoveringmadeira.com – o portal que se propõe oferecer as melhores ofertas do arquipélago

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Discoveringmadeira.com é um Portal lançado e gerido por uma equipa de madeirenses que conhece os segredos da ilha da Madeira e que se propõe oferecer as melhores ofertas ao nível de acomodação e atividades de animação turística neste arquipélago.

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De acordo com a CEO, Rita Galvão, o portal é  em simultâneo um destino onde é possível reservar hotéis e outro tipo de acomodação na Madeira bem como todas as atividades de turismo activo que a Madeira oferece e que são muitas. A seleção de todos nossos parceiros desde hotéis/outro tipo de acomodação até empresas de animação turística é muito rigorosa pois conhecem bem os  parceiros e as suas ofertas.

Mas para além disto são também um portal de destino, não querem apenas “vender” mas também pretendem explicar a Madeira na sua dimensão turística.  A responsável frisa que “somos um destino muito versátil cada vez mais orientado para o turismo ativo.

Num mundo das vendas online cada vez mais competitivo e com o crescimento previsto neste segmento para os sectores de viagens e lazer, a discoveringmadeira.com propõe-se apresentar e vender o destino tal como ele é: deslumbrante pela sua beleza natural, acolhedor pelo prazer de bem receber, sofisticado e urbano pela diversidade de oferta ao nível de hotelaria, restauração, cultura e património e extremamente apetecível do ponto de vista da gastronomia e também pela qualidade dos seus Vinhos, nomeadamente do Vinho Madeira.

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Acreditamos que a Madeira pela sua diversidade mas também pela proximidade de tantas atrações torna-se um destino extremamente cómodo e versátil que se adequa a vários perfis de visitantes, sendo que a discoveringmadeira.com pretende focar em alguns segmentos, nomeadamente: Férias em família, Madeira Romântica, Aventura em Natureza e Madeira Spas.

 

Fotos: DR

Entrevista a João Azevedo – Ciência, engenharia aplicada e evolução da energia solar

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Fomos conversar com João Azevedo, aluno de doutoramento da Faculdade de Ciências da U. Porto (FCUP) em simultâneo com a Faculdade de Engenharia também da U. Porto (FEUP). Conversámos sobre o último trabalho publicado no reputado jornal “Energy & Environmental Science”, sobre como é trabalhar entre a ciência fundamental e a engenharia aplicada e sobre a evolução da energia solar.

 

Olá João, podes contar-nos um pouco da tua história recente. Estás atualmente a realizar o doutoramento, qual é o teu tema?

O meu doutoramento é focado no armazenamento de energia solar na forma de combustíveis eletroquímicos. Neste tópico, eu tenho vindo a trabalhar em duas abordagens diferentes: por um lado o desenvolvimento de materiais nanoestruturados que consigam converter energia solar em energia química (na forma de hidrogénio gasoso) de forma eficaz e estável, como por exemplo óxido de ferro e óxido de cobre; por outro tenho vindo a procurar novos combustíveis eletroquímicos que consigam armazenar energia solar na forma líquida por forma a contornar um grande obstáculo do hidrogénio, que é o seu armazenamento.   

No teu último trabalho publicado no jornal “Energy & Environmental Science”, tu e a tua equipa investigaram sobre a importância de um material óxido para a conversão a energia solar em energia química. Podes explicar-nos brevemente como ocorre esta conversão de energias? E qual a importância no contexto do armazenamento da energia solar?

Atualmente existe uma grande procura de novas formas eficientes e limpas de armazenar energia solar, dado esta fonte renovável apesar de muito abundante ser intermitente, ou seja, não existe nos períodos da noite e é mais escassa em dias encobertos. Assim sendo, o seu armazenamento pode facilmente torná-la na fonte predominante de energia. Hoje existem várias formas de armazenar energia solar mas uma das mais atrativas é na forma de combustíveis eletroquímicos.

Basicamente, utilizo um semicondutor (material óxido) que absorve luz solar e a converte em electrões. Estes electrões por sua vez estão envolvidos em reações químicas (de redução/oxidação) quando o semicondutor está em contacto com um determinado líquido que contém iões (eletrólito) fazendo com que esses iões adquiram ou percam alguns electrões. Assim é possível transferir energia solar para o electrólito que não é nada mais que um combustível eletroquímico. Finalmente, quando precisamos da energia de volta podemos simplesmente inverter a reação e reavemos a energia química armazenada na forma de eletricidade. Esta abordagem é hoje muito investigada para a produção de hidrogénio a partir de água pois esta quando sofre reações de redução/oxidação separa-se em hidrogénio e oxigénio, processo chamado de hidrólise. Este processo tem já demonstrado excelentes resultados e é hoje muito promissora.

Imagino que este trabalho tenha resultado de um longo processo – quanto tempo aproximadamente estimas que tenha demorado? E quantas pessoas estiveram envolvidas?

Este trabalho resultou de um esforço conjunto de três grupos de investigação e foi realizado durante o meu estágio na EPFL, no laboratório LPI, na Suíça. O trabalho experimental foi realizado ao longo de cerca de 5 meses e tem depois um trabalho de escrita que não te sei precisar quanto tempo demorou. Deste trabalho resultou um artigo com 9 autores, distribuídos pelas três instituições (LPI, IFIMUP-IN e LEPABE).

O que mais gostavas de destacar deste trabalho?

O material que estudei neste trabalho é um dos mais conhecidos na área de produção de hidrogénio solar – Cu2O. O Cu2O produz correntes elevadas em comparação com outros óxidos mas tem uma grande desvantagem – é instável e deteriora-se ao final de poucas horas. Durante a minha estadia na Suíça, realizamos um outro trabalho que resultou num tempo de estabilidade de cerca de 8 horas e foi alcançado pela proteção deste material com camadas mais estáveis. Neste trabalho, demonstrei que utilizando um simples tratamento térmico conseguimos aumentar essa estabilidade para mais de 55 horas. Embora ainda seja pouco para fazer um dispositivo comercial, permitiu ver que é possível aumentar muito a estabilidade e apontou-nos numa direção para futuras melhorias. Neste momento já conseguimos dobrar a estabilidade deste material e estamos em fase de submeter um novo trabalho com os esses resultados.

Encontras-te a fazer o doutoramento “a meias” entre a FCUP (no grupo IFIMUP-IN) e na FEUP (no grupo LEPABE). Como descreverias a tua experiência? Sentes que são dois mundos diferentes? Como caracterizas cada um?

Este muito satisfeito com esta experiência. Ambos os grupos têm excelente qualidade e estou certo que não teria alcançado tanto se não tivesse beneficiado do conhecimento de ambos os grupos. No IFIMUP-IN existe um profundo conhecimento de fabrico e caracterização de materiais nanoestruturados. Este grupo tem um passado muito forte em dispositivos magnéticos e tem agora dado os seus primeiros passos, mas firmes, na área de produção de energia. Foi neste grupo, sob a orientação do Prof. João Araújo e da Doutora Célia Sousa, que consegui adquirir as ferramentas necessárias para preparar todos os materiais que utilizei ao longo do meu doutoramento. No LEPABE existe um grupo de excelência na área de produção de energia solar e este grupo tem tido grande destaque internacional pela produção de células solares utilizando tecnologias inovadoras que permitem obter resultados muito melhores que qualquer concorrência. Foi aqui que, sob a orientação do Prof. Adélio Mendes, aprendi todos os fundamentos de células fotoeletroquímicas que são a base do meu trabalho e é onde transformo os meus materiais em dispositivos.  

Depois do projeto European Research Council (ERC) ganho em 2012 pelo grupo do Professor Adélio Mendes, seguiu-se a venda da patente (partilhada com a EFACEC) das novas células solares de perovskites por 5 milhões já este ano. A somar a estas, têm-nos chegado mais boas notícias. Estes são tempos excitantes para a energia solar em Portugal?

Sem dúvida. O nosso país tem muito potencial para a produção de energia solar e são as novas tecnologias desenvolvidas por grupos de investigação que vão conseguir que Portugal rentabilize este recurso. Embora a situação atual do país não proporcione grandes incentivos à investigação, penso que o trabalho que está a ser feito a nível nacional é impressionante, o que só revela o mérito dos investigadores portugueses.

A energia solar tem tido um crescimento impressionante. Do relatório publicado pela BBC Energy (r)evolution, estima-se que a energia solar seja a fonte energética dominante em 2050 e que o seu preço baixe para metade nesta próxima década. Como imaginas o futuro da energia solar? Quais julgas que serão as próximas grandes revoluções nesta área?

Não tenho grandes dúvidas que no futuro teremos uma produção de energia solar muito mais abundante. Tenho presenciado em primeira mão grandes avanços na área de painéis fotovoltaicos no grupo do LEPABE e penso que num futuro breve vamos começar a ver estas tecnologias a servirem-nos diariamente. Penso que o que nos limita atualmente é o armazenamento da energia produzida. Uma patente recente baseada num conceito desenvolvido pelo Prof. Adélio Mendes sobre baterias solares, sobre a qual tenho vindo a dedicar parte do meu doutoramento, poderá fazer a diferença nesta área e dar o passo final para implementação de produção solar em grande escala.

E como comparas (a evolução solar) com a evolução das outras energias renováveis?

No futuro imaginas que chegaremos a um sistema misto com diferentes fontes e a micro-geração de energia, como recentemente sugeriu Elon Musk da Tesla?

Honestamente, não sei fundamentar a evolução de outras energias renováveis da mesma forma que o sei fazer para a energia solar. Penso que todas são necessárias mas a energia solar tem uma vantagem evidente em relação às restantes que é a produção local – enquanto que, por exemplo, a energia hídrica é maioritariamente produzida em barragens e não o conseguimos fazer no meio de uma cidade. No entanto concordo que o futuro passará por utilizar todos os recursos renováveis ao nosso dispor.

E o teu futuro, o que gostavas de fazer depois de terminar o doutoramento?

Tal como disseste, estes são tempos excitantes para a energia solar em Portugal. Por isso gostaria de dedicar mais algum tempo a investigação de novas tecnologias de produção e armazenamento de energia solar. No entanto, tenho noção que a investigação em Portugal está a atravessar uma fase difícil e conseguir fundos para o fazer é atualmente uma tarefa árdua.

 

Fotos: DR

 

Escola de Barcelos promove ensino de Excelência na área da ciência

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Criado em 2008 com coordenação da professora Paula Cristina Santos Gomes e apadrinhado pela cientista Renata Gomes e pelo Nobel da Medicina de 2007, Professor Oliver Smithies, a Rede de Pequenos Cientistas, um movimento com o Alto Patrocino da Presidência da República, que visa promover e incentivar jovens com idades entre os 4 e os 17 anos a serem cientistas.

A Escola Secundária de Barcelos é a responsável pelo projecto que envolve diferentes escolas da região Norte.

A Excelência Portugal apoiou o evento e marcou presença no mesmo.

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Anualmente a Rede realiza um concurso, chamado de Grande Laboratório, entre todas as escolas aderentes a este programa, sendo que, este ano (7ªedição), o evento contou com as 3 nomeadas ao WISE Hero Award 2014 , Professora Doutora Tara Moore, Vice Diretora do Centro de Investigação Biomédica, Universidade de Ulster, Irlanda; Doutora Ceri Lewis, Bióloga Marinha e Exploradora do Ártico, Universidade de Exeter, Inglaterra e Doutora Renata Gomes, Cientista Sénior, King’s College London, Inglaterra.

Os Prémios Wise  reconhecem, no Reino Unido, o contributo da mulher para a saúde, bem-estar e segurança. Isto é, reconhece e premeia mulheres que com o seu trabalho, na área das Ciências e Tecnologias, contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Os militares também marcaram presença com o  engenheiro militar britânico, brigadeiro Nick Baveystock e os tenentes da Força Aérea Potuguesa, João Mesquita (médico) e Gonçalves Correia (engenheiro aeronáutico).

Durante todo o evento, os jovens tiveram a oportunidade de realizar “speed-datings” com elementos de várias universidades e politécnicos presentes, permitindo conhecer melhor os cursos e estabelecimentos de ensino e consequentemente efectuar escolhas futuras mais esclarecidas.

Todos os participantes e visitantes também puderam usufruir de um Cantinho da Saúde, onde podiam efectuar vários rastreios. Este espaço que visou a sensibilizar para a prevenção na saúde, esteva a cargo da Escola Superior de Enfermagem do Porto.

A par do evento, a Rede de Pequenos Cientistas  também ofereceu Bolsas de Estudo, para patrocinar os estudos universitários destes pequenos jovens, facilitando o seu futuro como jovens cientistas que são.

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Os premiados:

Prémio de Física e Química

- Ensino Básico (3ºCiclo)

Equipa: Tech Guys com um projecto de binário por laser
José Lomba e Pedro Sendi Lourenço (9ºano)
Professor responsável: João Macedo

- Ensino Secundário

Equipa: FMTV  com um protótipo de uma impressora 3D
Vítor Figueiredo,Martinho Figueiredo, Tomás Martins e Ricardo Ferraz (12ºano)
Professor responsável: Cândido Mendes


Prémio de Ciências Naturais

- Ensino Básico (3ºCiclo)

Equipa: As Eruditas   com modelo funcional de um rim
Inês Guimarães e Mafalda Abreu (9ºano)
Professor responsável: Celeste Salsas


Prémio de Biologia e Geologia

- Ensino Secundário

Equipa: Alucino-Cientistas  com substância para combater uma praga que afecta os castanheiros
Inês Beatriz Rosa, Francisco Marques,José Guimarães e José Nascimento (12ºano)
Professor responsável: Clara Dantas

 

Bolsa Jovens Investigadores Infante D.Henrique

World of Discoveries é um Museu Interativo e Parque Temático que reconstrói a  fantástica odisseia dos navegadores portugueses, cruzando oceanos à descoberta de um mundo desconhecido. Portugal teve um papel protagonista neste processo durante séculos a fio, criando novas rotas oceânicas e pondo gentes, animais e plantas em circulação por todo o mundo.

Os Descobrimentos abriram horizontes que facilitaram mais inovação e conhecimento científico. Com o intuito de promover a inovação e o conhecimento científico, World of Discoveries criou uma Bolsa inédita, para apoiar os  Pequenos Cientistas.

Os vencedores  verão as suas invenções expostas no Museu e Parque Temático, ainda este ano.

Alunos premiados: José Gomes, Luís Martins, Rui Sousa e Tiago Miranda
Projecto:”Vida em Marte”
Professor responsável: Paula Gomes

 

Mais detalhes sobre a Rede de Pequenos Cientistas em: 

Website: http://redepequenoscientistas.com/ 

Facebook: https://www.facebook.com/RPcientistas

Entrevistas (aúdio) efectuadas pela Rádio Universidade de Coimbra (Mariana Alves):
https://www.mixcloud.com/conselhocientifico/conselho-cient%C3%ADfico-16-rede-de-pequenos-cientistas-15/

Artigos relacionados:

Barcelos – Rede de Pequenos cientistas promove o ensino da ciência

Jornal i – Renata Gomes é umas das 50 personalidades que deve regressar a Portugal


Fotos:
DR

Fundador da Farfetch vence Prémio Diáspora da COTEC

 

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José Neves, fundador e CEO da Farfetch, foi o vencedor da oitava edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, promovido pela COTEC, com o alto patrocínio do Presidente da República. Concorreram 201 emigrantes.

O prémio foi entregue, esta quinta-feira, 11 de Junho, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Licenciado em Economia pela Universidade do Porto, José Neves reuniu, em 2008, os seus interesses por moda e tecnologia e lançou a Farfetch.com, uma plataforma online de comércio que agrega, promove e apoia, mais de 300 das melhores boutiques do mundo de moda multimarca, presentes em 180 países, e que não trabalham com vendas online.

O site pioneiro reúne boutiques de estilistas independentes de Paris, Nova Iorque, Milão, Bucareste, Helsínquia ou Ibiza, permitindo aos clientes comprar uma variedade incomparável de marcas e peças, oferecendo aos amantes da moda a oportunidade de satisfazer a paixão de comprar pelo mundo.

Ainda que tenha escritórios no Porto, a Farfetch.com está sedeada em Londres, onde o José Neves reside. A empresa emprega 636 pessoas em todo o mundo, sendo que mais de 300 trabalham em Portugal e 165 no Reino Unido.

O Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa tem como objectivo central o de premiar e divulgar publicamente cidadãos portugueses que se tenham distinguido pelo seu papel empreendedor, inovador e responsável no contexto das respectivas sociedades de acolhimento e que constituam exemplos de integração efectiva nas correspondentes economias e de estímulo à cooperação entre Portugal e os respectivos países de acolhimento.

São destinatários do Prémio cidadãos portugueses que, na data da candidatura, residam no estrangeiro há mais de cinco anos.

 

Artigo relacionado:
Farfetch é uma “billion dollar company”

 

Fonte: COTEC
Fotos: DR/Créditos: Robert Astley Sparke

Seis estudantes portugueses premiados na competição Future Ideas

Seis estudantes portugueses foram premiados na competição internacional Future Ideas 2015  que distingue todos os anos “ as melhores ideias para o futuro”.

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O primeiro prémio  foi atribuído a Alexandra Santos e a Carla Teixeira, com teses apresentadas no Instituto Superior de Engenharia do Porto, na categoria do “Futuro do Design” e “Futuro da Tecnologia”, respetivamente. Pedro Ferreira, aluno da Universidade Nova de Lisboa, recebe também o primeiro prémio na categoria “Futuro da Saúde”.

No mesmo pódio que a Alexandra Santos, ficou Claúdia Pinheiro, da Universidade da Beira Interior. O terceiro lugar foi também atribuído a João Teixeira, aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, na categoria “Futuro da Saúde”. Por último, Claúdia Martins de Melo, do Instituto Superior Técnico, ganha também o terceiro lugar na categoria “Futuro da Sustentabilidade”.

A competição Future Ideas atribui, anualmente, um total de 18 prémios individuais  e visa aproximar o mundo académico do empresarial. Um terço do lugares de 2015 foram atribuídos à excelência portuguesa.

 

 

 

Investigação da Universidade de Coimbra financiada pela Google

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Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um novo modelo informático, relevante para a aplicação de uma nova geração de sistemas de reconstrução 3D de ambientes urbanos.

Serviços como o “Google Street View” dão uma perspetiva 3D das ruas, mas estão limitados ao ponto de vista do veículo que capturou as imagens. Proporcionando uma experiência imersiva, em que o utilizador navega livremente pelas ruas, a equipa de investigadores de Coimbra criou um sistema que obtém reconstruções 3D detalhadas de cidades.

O projeto chamou a atenção da Google, que o selecionou no âmbito de um concurso mundial de ideias muito competitivo, com taxas de aceitação na ordem dos 15 %, e posteriormente o financiou.

A pesquisa, iniciada em janeiro de 2014, reúne dois grupos de investigação do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da UC – Instituto de Sistemas de Robótica e Instituto de Telecomunicações.

A grande novidade desta tecnologia, que se encontra em fase protótipo (demonstração disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OeYEwq-8TBI), afirmam os investigadores Carolina Raposo, João Barreto e Gabriel Falcão, «é que este algoritmo tem por base a utilização de planos, não só para descrever a cena, mas também para calcular o movimento da câmara. Isto faz com que os modelos em 3D sejam gerados automaticamente e armazenados de forma muito compacta (ao contrário dos métodos existentes que trabalham com nuvens de pontos), permitindo a sua rápida transmissão.»

Uma outra vantagem da utilização de planos, prosseguem os investigadores, reside no facto de «esta tecnologia ser capaz de trabalhar com um número reduzido de imagens. Isto acontece porque é frequente que o mesmo plano seja “visto” pelas câmaras em posições distantes, permitindo recuperar o movimento. Tal não se verifica com os métodos atuais que requerem que as imagens sejam adquiridas em posições fisicamente próximas e, consequentemente, necessitam de muito mais informação.»

Adicionalmente, este sistema usa arquiteturas de processamento paralelo para acelerar bastante o tempo de computação, gerando automaticamente os mapas em 3D e armazenando a informação no servidor.

 

Fonte: Universidade de Coimbra e Universia
Fotos: DR