Drones mãos livres ou os Portugueses que controlam drones através das ondas do cérebro

mind-controlled-drones-are-a-reality[1]

 

Foi no passado dia 20 que uma equipa de investigadores portugueses conseguiu controlar o voo de um drone nos céus de Lisboa directamente através das ondas cerebrais de um controlador. Claro que, todos os drones são controlados por ondas cerebrais, no entanto, o controlador em vez de comandar o drone através de um comando, fê-lo directamente a partir das ondas cerebrais – captadas por um conjunto de eléctrodos colocados directamente sobre a sua cabeça. “Esta é a primeira demonstração pública de um voo real, completamente inédito” contou Ricardo Mendes, coordenador do projecto por parte da empresa Tekever Brainflight.

Nuno Loureiro foi o “piloto” responsável por este voo inaugural. Nuno Loureiro é investigador da Fundação Champalimaud contou à euronews “Idealmente isto (o controlo) não deverá ser muito difícil. Com mais treino seremos capazes de fazer mais e o controlo deverá ficar mais intuitivo” (http://www.euronews.com/2015/04/20/portuguese-researchers-discover-the-secret-of-mind-control/#.VTtxf4vYr60.facebook)

Assim, este projecto, que já tinha impressionado com o seu voo simulado directamente controlado por ondas cerebrais há um ano atrás (http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/projecto-europeu-mostra-aviao-controlado-pelo-cerebro-humano-1637987), volta a impressionar e foi já destaque de várias publicações internacionais como a revista “How it works”, e os canais “Fox Business Network” e BBC. Esta tecnologia é baseada numa interface cérebro-máquina –  sistema composto por eléctrodos que são aplicados directamente numa touca que é colocada na cabeça do “piloto”. Através de software, também desenvolvido por esta equipa, os investigadores conseguem “ler” a mente do “piloto” e posteriormente codificar e emitir as ondas rádio que irão ser recebidas pelo drone.

“Em princípio, qualquer pessoa pode aprender a controlar o drone, mas claro que o controlo depende das capacidades de aprendizagem de cada pessoa” contou Rui Costa, da Fundação Champalimaud.

Estes progressos foram feitos no âmbito de um projecto europeu do qual fazem parte estas duas instituições portuguesas: a Fundação Champalimaud e a companhia Tekever (que recentemente foi notícia por ter adquirido uma parte  significativa do grupo Santos Lab, o principal produtor de sistemas aéreos não tripulados) e a Eagle Science e a Universidade de Munique – http://cordis.europa.eu/result/rcn/147263_en.html. Tal como se pode ler na apresentação deste projecto, as vantagens de tal projecto são: diminuir a carga física a que um piloto está sujeito e, desta forma, não excluir as pessoas com certas deficiências físicas deste trabalho. Ricardo Mendes, acrescentou ainda horizontes mais vastos para esta tecnologia, como a aplicação em cadeiras de rodas, ou mesmo para controlar os vários equipamentos domésticos em casa.

Que continuem os grandes voos!

 

fotos: DR

FMUP avalia os benefícios do gérmen de trigo e recruta participantes

FMUP_DR[1]

Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai dar início a um projeto inovador, intitulado The Effect of Wheat Germ on Gastrointestinal Discomfort, Blood Cholesterol and Postprandial Glycaemic Response (Efeito do gérmen de trigo no desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia), que pretende avaliar o efeito do consumo de pão de trigo enriquecido com gérmen de trigo na redução do desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia em indivíduos saudáveis.

Ao refinar o trigo, da qual resultam as farinhas brancas para a panificação, é eliminado o gérmen de trigo, ou seja, o embrião. No entanto, o gérmen de trigo é altamente concentrado em nutrientes, vitaminas, minerais e uma boa fonte de fibra e proteína. Por esse motivo, pretende-se avaliar se a adição de gérmen de trigo ao pão de trigo traz benefícios para a população saudável.

Os resultados deste estudo são de extrema importância para ajudar os profissionais de saúde a compreender eventuais efeitos metabólicos do consumo do gérmen de trigo. Consequentemente, estes contribuirão para um maior conhecimento da potencial importância biológica do gérmen de trigo na redução do risco de doença, e na otimização doestado de saúde, com potencial impacto no desenho de estratégias de saúde pública mais assertivas e eficazes.

Os investigadores da FMUP procuram incluir cerca de cinco dezenas de voluntários saudáveis entre os 18 e os 60 anos de idade, que queiram colaborar neste estudo clínico.

A colaboração no projeto não implica a toma de qualquer medicamento, apenas o consumo diário do pão em estudo, durante dois meses, com um mês de intervalo.
Os participantes serão avaliados por um profissional de saúde no início e durante o decorrer do estudo, devendo preencher um diário relativo ao desconforto gastrointestinal e efetuar análises de sangue e de fezes (todas as análises são da responsabilidade da equipa de investigação). Os sintomas e os valores analíticos apresentados pelos voluntários serão avaliados antes e depois do consumo do pão em estudo. Esses dados serão depois comparados e a eficácia da ingestão do pão contendo gérmen de trigo aferida.
Participar neste estudo é uma oportunidade rara de contribuir para o conhecimento do papel dos alimentos funcionais na redução do risco de doença. Estes resultados contribuirão para uma nutrição e uma medicina mais adequadamente baseadas na melhor evidência científica disponível.

O estudo deverá ter início no dia 4 de maio de 2015.

A intenção de participação neste estudo deverá chegar aos investigadores até dia 4 de maio de 2015.

Inscrições via Telefone: 225 513 622/936266179
Inscrições via Email: ccalhau@med.up.pt e andrerosario@med.up.pt

Jovem investigadora da U.Porto premiada pela AllTech

RitaAzeredo4Rita Azeredo nasceu a 6 de Janeiro de 1989 e transporta consigo carismáticos genes nortenhos aliados a uma paixão pelo azul, a cor que a une ao mar e ao futebol.

Aos 26 anos, Rita Azeredo é estudante do doutoramento em Biologia  da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), a desenvolver investigação no Centro Indisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR) (laboratório NUTRIMU), e antiga estudante do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

A investigadora do CIIMAR venceu o 1.º prémio AllTech Young Scientist Awards na categoria regional Europa/África/Rússia para estudantes graduados e está entre os 8 investigadores de todo o mundo que vão disputar o prémio final.

A Excelência Portugal quis saber mais. E o que encontrámos?
Uma investigadora que aparece de mota e que em nada se assemelha ao estereótipo do habitante de um laboratório. A partir daqui, estavam criadas todas as condições para uma entrevista ainda mais interessante.

rita_2
 Desde criança que me encanto com a Natureza, com a complexidade dos organismos e com os recursos que o Homem pode explorar
- Quando tomaste consciência que a ciência seria o teu caminho?
Acho que nunca considerei outra opção. Desde criança que me encanto com a Natureza, com a complexidade dos organismos e com os recursos que o Homem pode explorar. A vida que o mar esconde é imensa, distante e sempre atraiu a minha atenção de uma forma especial. A licenciatura em Ciências do Meio Aquático no ICBAS acabou por ser o impulso forte que me deu a certeza de querer continuar a estudar a vida marinha. Sendo a aquacultura uma actividade emergente que junta a biologia marinha e a indústria vi nela a oportunidade ideal para crescer profissionalmente.
 
- Como vês Portugal no teu campo de investigação?  Dada a nossa situação geográfica, a nossa Zona Económica Exclusiva e as pretensões de extensão da nossa plataforma continental, estamos a fazer o suficiente?
Não há dúvida que Portugal reúne condições únicas para a implementação e desenvolvimento de aquaculturas. Temos uma orla costeira enorme e água com excelente qualidade, com influência das águas do Mediterrâneo e do Atlãntico. A extensão da nossa ZEE não é de todo limitante para esta indústria. Os entraves são de outras naturezas. Infelizmente, dada a complexidade dos processos para o arranque de uma empresa que tanto caracterizam o nosso país e a grande competitividade com Países vizinhos tais como a Espanha, Grécia e Itália, o sucesso de uma aquacultura em Portugal dificilmente é garantido. Por outro lado, existem diversos grupos de investigação de Norte a Sul que se focam nesta temática e que colaboram directamente com as aquaculturas existentes dando o apoio e o feedback essenciais para a sustentabilidade dessas empresas. Assim, julgo que o que é necessário é simplificar processos de licenciamento, subsidiar e apoiar de diversas formas o desenvolvimento desta actividade que poderia contribuir significativamente para o crescimento económico do nosso Pais, à semelhança de outros tais como a Noruega ou a Escócia.
rita_3a
Acho que fomos grandes nos padrões dos séculos XV a XVII mas podemos também ser maiores do que somos na actualidade se soubermos tirar partido da nossa situação assim como os nossos antepassados souberam fazer há umas centenas de anos
- Concordas que sempre que Portugal se virou para o mar prosperou e que o nosso futuro passa por ele?
Sem dúvida! Não há dúvidas de que a nossa situação geográfica nos lançou ao mar, nos fez chegar tão longe e nos fez crescer em dimensões imperiais. Acho que fomos grandes nos padrões dos séculos XV a XVII mas podemos também ser maiores do que somos na actualidade se soubermos tirar partido da nossa situação assim como os nossos antepassados souberam fazer há umas centenas de anos. No passado o mar representava caminho livre para as descobertas, agora temos de nos focar nos recursos que nele podemos explorar. Desde a energia das ondas ao fundo oceânico e as suas fontes geotérmicas, passando pela pesca. Podemos promover a nossa auto-sustentabilidade se soubermos explorar o que o mar tem para nos dar.
 
- Em que consiste a tua investigação/projecto? 
Trabalho em nutrição, e especialmente na manipulação das dietas em aqucultura de modo a modular a resposta imunitária dos peixes. Simplificando, depois de alimentar os peixes com dietas que contenham quantidades de um dado aminoácido superiores ao requerimento básico, avalia-se a sua resistência à doença e conclui-se se esse aminoácido contribuiu ou não para elevar as defesas imunitárias do animal. Eu trabalho especificamente com robalo e tenho estudado o efeito de três aminoácidos: arginina, meteonina e triptofano. Os resultados têm apontado para diferentes efeitos o que seria de esperar já que cada um deles actua por mecanismos distintos. A este tipo de dietas (suplementadas com um determinado ingrediente) chamamos dietas funcionais.
 
- Que aplicações práticas poderá ter o mesmo?
As dietas funcionais são usadas em aquacultura e têm como grande objectivo enaltecer, melhorar, estimular uma dada característica ou função no organismo dos peixes. No presente caso, as dietas suplementadas com aminoácidos poderão ser usadas como medida preventiva contra eventuais episódios de doença que, em contextos de cultivo extensivo, são muito comuns. Paralelamente à vacinação, a aplicação destas dietas permite assim evitar grandes perdas na produção e evitar ao mesmo tempo o uso de antibióticos ou outras substâncias químicas.
 
- Que significado teve para ti este prémio e o que poderá mudar na tua carreira? 
Além da grande surpresa que foi ver o meu trabalho classificado como o melhor a nível regional, claro que este prémio é muito recompensador, provando que a investigação que meu grupo e eu fazemos em conjunto é trabalho de muita qualidade e importância. Além disso prova que, apesar de sermos um país pequeno, cujos recursos em termos científicos infelizmente ainda estão aquém do ideal, somos capazes de fazer investigação de grande valor e que é reconhecido internacionalmente.
 
- Temos assistido a uma grande numero de cientistas portugueses residentes ou “emigrados” a conquistarem importantes prémios. O seu trabalho é aproveitado pelas empresas? Existe a tão proclamada ligação do meio académico ao meio empresarial?
Acho que, se o contacto indústria/meio académico ainda é escasso se deve ao facto de a própria indústria de aquacultura estar ainda pouco explorada no nosso País. Contudo considero que as actuais empresas ligadas à produção de peixe estão bastante disponíveis, estabelecendo diversas colaborações com as Universidades. Existem hoje-em-dia diversos programas de estágio e bolsas a decorrer nessas empresas que acabam por ser benéficas para ambas as partes.
 
- Como encaras o teu futuro?
Admito que com algumas preocupações. Tanto a indústria como a investigação em Portugal na minha área, são sectores um tanto ou quanto precários. Não ter um plano, um caminho definido a seguir às vezes assusta, mas faço por não pensar muito nisso. Foco-me no presente e nas oportunidades que vão surgindo e preparo-me o melhor possível para os cenários que vou encontrando. E quando trabalhamos e nos dedicamos, as oportunidades aparecem.
 
- Para além da paixão pela investigação, quais são os seus outros interesses?

Sempre que há sol e companhia, adoro sair de mota. Fazer passeios pelo País em duas rodas é das coisas que mais me dá prazer. Mas tiro imenso proveito de outros pequenos prazeres: estar com a minha enorme família, viajar com o meu namorado, ler muito e dedicar-me (quando há tempo para isso) a pequenos trabalhos manuais.
fotos: DR

InvestPorto criada para atrair investimento para a cidade do Porto

No passado dia 16 foi apresentada a InvestPorto, a entidade directamente do Presidente da Câmara do Porto cujo objectivo principal é atrair investimento para a cidade do Porto. O  Presidente da Câmara, Rui Moreira afirmou “a InvestPorto visa contribuir para a criação de um ambiente de negócios mais propício ao investimento, tendo também a responsabilidade de acompanhar o investidor durante todas as fases do processo de investimento” tentando capitalizar as “vantagens competitivas da cidade do Porto como destino favorável à atração de investimento direto, nacional e estrangeiro”, como pode ler-se no site da CMP (http://www.porto.pt/noticias/camara-quer-atrair-mais-investimento-para-a-cidade-com-a-criacao-da-investporto)

Liderada por Ana Teresa Lehmann, a InvestPorto conta já com 22 acordos assinados com diferentes entidades como, Portugal Foods, CEIIA – Centro de Excelência da Indústria Automóvel, Produtech – Pólo das Tecnologias de Produção, Pólo da Moda, Universidade do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Universidade Católica, Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense, Instituto Politécnico do Porto, Associação Empresarial de Portugal, Agência nacional de Inovação e a Britsh Portuguese Chamber of Commerce.

No caso concreto da U.Porto, o seu papel será o de “promover a interação entre o sistema científico e tecnológico e o tecido empresarial, potenciando a transferência de conhecimento e tecnologia de suporte à criação de novas dinâmicas de negócio, com vista ao reforço da competitividade e atratividade da cidade do Porto, a nível internacional”. A Universidade compromete-se ainda a “estimular e apoiar o tecido empresarial local no desenvolvimento da inovação de uma forma sistemática e sustentada, designadamente através da sua rede de partilha de conhecimento focada na I&DT, e de outras atividades direcionadas para a valorização do conhecimento e a inovação empresarial”, como ficou registado no site da UP (http://noticias.up.pt/universidade-vai-ajudar-a-trazer-mais-investimento-para-o-porto/). Estão previstas as realizações de conferências, seminários, encontros temáticos, business forums e outras “iniciativas que promovam o estímulo ao desenvolvimento empresarial”, bem como a participação em” projetos que promovam a atração de atividades de elevado valor acrescentado para a economia local, intensivas em conhecimento e inovação e com forte interação com entidades do sistema científico e tecnológico”. Ana Lehman, acrescentou ainda que a agência já foi contactada por “um número significativo de investidores nacionais e internacionais”(…)”com necessidades para daqui a dois anos”.

Science4You: uma empresa portuguesa que leva os brinquedos muito a sério

unnamed(1)

Depois de uma experiência de trabalho pouco satisfatória e com apenas 22 anos, Miguel Pina Martins decide agarrar no seu projeto de fim de curso e torná-lo realidade. Em Janeiro de 2008 nasce a Science4You, uma das Startups de maior sucesso que veio revolucionar o mercado dos brinquedos.

A ideia surge durante um trabalho de final de curso na licenciatura de Gestão no ISCTE e nunca desapareceu das opções de Miguel Pina Martins, o CEO da atual empresa. Depois de seis meses a trabalhar na banca de investimento, a ideia ganha vida e é fundada a Science4You. Com o espírito empreendedor e energia característica do jovem empresário, a empresa nasce com o objetivo de melhorar os níveis de educação na Sociedade, através do desenvolvimento de brinquedos e jogos que permitissem às crianças aprender enquanto brincam.

10170937_10152965321110688_545906279862983868_n

“Aprender a Ciência de forma lúdica” é o mote que está presente na idealização de qualquer produto. Os brinquedos estão sempre relacionados com um tema científico que é abordado de uma forma interactiva e apelativa para as crianças. Criações como o Carro Eólico, Avião Solar ou a Fábrica de Sabonetes fazem as delícias dos miúdos e dos graúdos. E no meio das 350 referências actualmente disponíveis, a maioria a um preço bastante acessível, o difícil é mesmo escolher.

Um dos pontos chave do sucesso e da rápida aceitação dos seus brinquedos científicos é o seu carácter educativo. Os brinquedos convencem os pais antes de encantarem os filhos. Isto porque lhes dá a oportunidade de consolidar os conhecimentos que aprendem na escola aplicados na prática através dos próprios brinquedos.

Os produtos tem a certificação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, parceira da empresa desde a sua origem, o que garante aos pais a qualidade dos produtos. Nos último anos tem estendido o seus portfolio que conta já com a organização de festas de aniversários, campos de férias; cursos de formação e animação científica.

montijo

E se no início começou como uma StartUp, hoje pode-se afirmar que é uma empresa sólida e reconhecida no mercado. A  Science4you comercializa atualmente os seus brinquedos em mais de 15 países. Conta já com escritórios próprios em Portugal (Lisboa e Porto), Espanha (Madrid) e no Reino Unido (Londres) e um dos principais objetivos  é que 60% da faturação seja proveniente dos mercados internacionais. Para satisfazer a procura a empresa tenciona empregar este ano cerca de 200 pessoas. Para além dos escritórios, a empresa possui 25 espaços próprios e cerca de três mil postos de venda.  A brincar a brincar,  assunto já é sério: em 2014 a Science4you faturou 6,5 milhões de euros  sendo que a previsão para 2015 é de 12 milhões de euros.

E qual a fórmula do sucesso?  Um equipa jovem, dinâmica e empenhada no projeto. Engenheiros, biólogos, gestores  designers e sociólogos que se sentam à mesa para encontrar novos brinquedos, novos temas, novos mercados e projetos. Poderá não ser o único ingrediente para o sucesso, mas a qualidade e multidisciplinaridade da equipa é decerto um fator fundamental para as conquistas alcançadas por esta empresa.

science4you

E os reconhecimentos não tardaram a aparecer.  Em 2010, Miguel Pina Martins ganha o Prémio de Empreendedor do ano atribuído pela Comissão Europeia e no mesmo ano a Science4you é reconhecida pelo governo Britânico através do Business Internalization Award. Em 2014 vence o  prémio Start Up of the Year através da Portugal Ventures e recebe o prémio Líder na categoria Empreendedorismo pela LIDE Portugal. Mais recentemente destacou-se com o  Prémio Produto do Ano, na categoria Brinquedos Didáticos, que veio demonstrar o reconhecimento mais importante de todos: clientes que valorizam a inovação dos produtos e certificam a qualidade desta marca.

Crianças contentes, pais satisfeitos e a Ciência disponível para todos fazem da Science4you uma empresa de sucesso.

 

fotos: DR

Portugueses “vêem” o “primeiro” Exoplaneta

Isolating a Planet's Spectrum

O exoplaneta –     planeta que orbita em torno de uma estrela que não o nosso Sol, i.e. um planeta de um outro “sistema solar” – 51 Peg b foi “visto” – isto é a sua luz reflectida foi detectada –  por uma equipa de cientistas liderada por Jorge Martins, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), como podemos ler no site de divulgação científica dedicada à Astronomia Portuguesa e não só, AstroPt

 

O planeta 51 Peg b tem uma carga histórica associada, visto ter sido o primeiro exoplaneta a ser descoberto. A descoberta deu-se há 20 anos atrás, em 1995, quando Michel Mayor e Didier Queloz publicaram na revista Nature, a detecção dos efeitos gravitacionais deste planeta no seu “Sol”, a estrela 51 do Pégaso, que se encontra a 51 anos-luz do sistema solar. Foi o primeiro planeta da classe “Júpiteres Quentes”  – exoplanetas gigantes compostos sobretudo por gás, tal como Júpiter, mas que ao contrário deste completam a sua órbita em poucos dias.

Agora, em 2015, a equipa liderada por Jorge Martins utilizou uma técnica inteligente para medir a luz reflectida do exoplaneta 51 Peg b. Aqui na Terra, mais em particular no Observatório de La Silla, no Chile, apenas nos chega uma pequena fracção da luz emitida pela estrela 51, e apenas uma ínfima parte dessa fracção é da responsabilidade da reflexão no planeta 51 Peg b. Assim os autores pensaram que, se a cada espectro da estrela removermos um espectro base 51 do Pégaso, o que sobra é um espectro débil da luz reflectida pelo planeta. Esta estratégia necessita de muita luz recolhida da estrela, e para isso é necessário utilizar um telescópio de muito grande abertura, que neste caso se chama HARPS e se encontra no Chile.

Estes resultados foram publicados na revista internacional “Astronomy and Astrophysics” e são só mais um sinal da bela relação que há entre os astrónomos portugueses e os exoplanetas.

 

fotos: DR
vide: http://www.astropt.org/2015/04/06/equipa-liderada-por-portugueses-detecta-luz-reflectida-pelo-primeiro-exoplaneta/

A portuguesa Load Interactive venceu concurso internacional da NASA

11149318_1037657782913574_3484699358891320637_n[1]A Load Interactive  venceu o concurso internacional SpaceAps Challenge 2015, organizado pela NASA, na categoria de “Most innovative use of IBM Bluemix“.

O evento decorreu nos dias 11 e 12 de Abril, no ESA Business Incubation Center na cidade de Noordwijk, Holanda, com o objectivo de criar soluções open-source que endereçassem necessidades globais da vida na Terra e no espaço.

esa

A equipa que representou a Load criou uma aplicação móvel chamada Space Stuff que tem como objectivo interagir com os astronautas. Esta aplicação, foi criada em apenas 36 horas (hackathon), permite encontrar o astronauta através de realidade aumentada, comunicar com ele através do Twitter e saber mais acerca do perfil de cada um.

 

 

fonte: Pedro Varela/Load Interactive
foto: DR

U.Porto procura novos talentos para a investigação

3a999fc5-de27-4dba-adb7-ad6b79ddb786-original[1]

Está a chegar mais uma edição do IJUP. Todos os estudantes e investigadores da Universidade do Porto podem agora submeter os seus trabalhos de investigação (até 25 de abril) ou inscreverem-se (até 30 de abril) para participarem no Encontro de Investigação Jovem da Universidade do Porto, iniciativa que, pelo oitavo ano consecutivo, pretende dar a conhecer os novos talentos da Ciência produzida na U.Porto.

A decorrer na Reitoria da U.Porto, de 13  a 15 de maio, o IJUP constitui uma oportunidade única para os estudantes de 1.º e 2.º ciclos (licenciatura, mestrado integrado e mestrado) da Universidade, incluindo estudantes de mobilidade, apresentarem publicamente os seus trabalhos científicos perante uma plateia de colegas e docentes de todas as faculdades da U.Porto.

Os estudantes interessados em apresentar os seus projetos devem submeter, de 16 a 25 de abril, um resumo da sua comunicação na página de inserção de resumos. Os estudantes que não pretendam apresentar qualquer projeto podem, ainda assim, marcar presença no IJUP. Para isso, basta inscreverem-se até 30 de abril aqui.

 

fonte/artigo cmpleto em: http://noticias.up.pt/ijup-u-porto-procura-novos-talentos-para-a-investigacao/

foto: DR

Investigador Português Pedro Vieira é o vencedor da conceituada medalha Gribov

PedroVieira_Credits

Investigador Português Pedro Vieira é o vencedor da conceituada medalha Gribov

É com grande orgulho que lemos no site da divisão de altas energias e partículas da Sociedade Europeia da Física, que Pedro Vieira foi o vencedor da medalha Gribov (http://eps-hepp.web.cern.ch/eps-hepp/) – atribuída a jovens  físicos (menos de 35 anos). Este prémio foi atribuído pelas suas contribuições “groundbreaking” para a determinação exacta do espectro e amplitudes de dispersão de dimensões anómalas na teoria supersimétrica de Yang- Mills, ou resumindo em teoria de campo no domínio da física teórica.

Este conceituado prémio segue a Sloan Fellowship que Pedro Vieira já tinha ganho no ano passado, cuja importância é tal que basta dizer que 42 dos premiados com esta Fellowship vieram mais tarde a ganhar o prémio Nobel, como pode ler-se no site do Perimeter Institute, onde Pedro Vieira está actualmente (http://www.perimeterinstitute.ca/node/95855).

O director do Perimeter Institute, Robert Meyers, assegura que “todos estamos contentes por ver o trabalho do Pedro reconhecido de forma tão abrangente. (…) Ele tem uma rara combinação de talento matemático e intuição física, e ele tem feito um trabalho notável. (…) Pedro é verdadeiramente um extraordinário jovem cientista”.

Pedro Vieira, licenciado em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, membro do respeitado Perimeter Insitute, vê assim o seu trabalho reconhecido, com a medalha e com um prémio monetário não especificado.

Vamos continuar a seguir, com orgulho, o trabalho deste jovem cientista que hoje brilha mais alto!

 

foto: DR

Concurso da Incubadora Taguspark leva empreendedorismo ao Festival IN

concurso

O concurso de ideias de negócio Duck Pond, aberto ao público, decorrerá durante o Festival IN- Inovação & Criatividade nos dias 23, 24 e 25 de Abril, respectivamente, quinta-feira, sexta-feira e sábado, com início previsto para as 18h00 na cidade Unisys – Investigação & Produtividade.

O Concurso é uma iniciativa da Incubadora Taguspark, conta com o patrocínio da Fundação AIP (organizadora do festival), e visa incentivar o empreendedorismo em Portugal.

Durante cada sessão serão apresentadas entre 5 e 6 ideias de negócio pré-seleccionadas pela organização do evento, e após cada pitch os candidatos terão que responder às questões colocadas por parte do júri composto maioritariamente por empreendedores de sucesso.

A melhor ideia de cada dia irá ainda receber um prémio no valor de valor de 500€.

As inscrições encontram-se agora abertas através do preenchimento de um formulário no site do Festival-IN, já disponível no seguinte link http://incubadora.taguspark.pt/duckpond.